Blog do José Cruz

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01/09/2012

Vídeo flagra imprudência e acidente nos EUA

Se você esperava sangue ou pescoções, não vai achar. Mas vai achar uma família toda – provavelmente novata no mar – voando pelo barco num acidente que poderia ter acabado muito pior. O piloto está fazendo um passeio a velocidade máxima quando entra na onda provocada por outro barco. O resultado é uma aula de prudência no mar. Eu lamento a musiquinha e a edição tosca, que tentam fazer o acidente virar piada. Todas as sete pessoas saíram feridas, cinco tiveram de ser levadas para o hospital, nenhuma com lesões graves.

 

Por Antonio Alonso às 12h06

31/08/2012

Oracle apresenta impressionante catamarã de 72 pés da America´s Cup

Agora a conversa mudou de figura. Pra sempre? Talvez. Depois de brincar com os catamarãs de 45 pés, está inaugurada a era dos catamarãs monstros de 72 pés da America's Cup. A partir de agora, o jogo vai ser nesses gigantes. Podem aguardar por imagens espetaculares e capotagens bem doloridas.

Por Antonio Alonso às 12h44

Há 20 anos, Lars refutava cobrança por resultados

Clique na imagem acima para ser redirecionado ao vídeo

O Facebook de Samuel Gonçalves, atual proeiro de Lars Grael, me chamou à atenção para o vídeo aí acima (clique aqui para ver), gravado em Búzios em 1992. "Com o litoral que tem, o Brasil bem que poderia ter mais campeões"... a mesma ideia besta de que praia ou água faz campeão de vela, e não trabalho duro. Lars, que não ganharia nenhuma medalha na Olimpíada de Barcelona (nenhum brasileiro ganhou) termina o vídeo dizendo que a expectativa por resultados é válida, mas a cobrança não porque, afinal, o apoio naquela época era medíocre. E era mesmo. 

Por Antonio Alonso às 11h19

29/08/2012

Classe HPE do Rio não faz lição de casa e paulistas dominam

 

Os cariocas não tiveram chance velejando em casa. Fit to Fly venceu. Merecido. Foto: Fred Hoffmann

Na última (talvez última mesmo) etapa da Mitsubishi Sailing Cup, em Búzios, a participação dos HPE cariocas foi pífia. Salvo erro meu, só tinha UM carioca por lá. Pode ser coincidência (não é), mas os paulistas dominaram o Estadual de HPE no Rio. Eu fiquei muito mal impressionado ao ouvir em Búzios que os cariocas tinham abandonado a Mitsubishi Sailing Cup porque tinha virado um evento "muito profissional", no qual eles não tinham chances.

Com esse empenho todo, não vão ter chances mesmo. Primeiro, segundo e terceiro lugares no Estadual do Rio ficaram com os paulistas. Merecido. O Campeonato Brasileiro vai agora, de 7 a 9 de setembro. Tudo indica que os cariocas vão passar vergonha de novo. Será que não?

Da classe HPE25: No ICRJ, várias equipes tiveram chances de sonhar com o título de Campeão Estadual, que coube a: (1º) BRA 045 – Fit to Fly, de  Eduardo Mangabeira, com José Roberto e Nilton Cezar de Jesus e Alexandre Paradeda; (2º) BRA 022 – Ginga, de Breno Schvaicer, com Juan de La Fuente, José Vicente Monteiro e Eduardo Souza Martins; (3º) BRA 047 – Relaxa/Next, de Roberto Mangabeira Albernaz, com Tomaz Mangabeira Albernaz, Maurício Santa Cruz e Anderson Brandão.

A FEVERJ também premiou os Comandantes / Proprietários, cabendo o 1º lugar para BRA 046 – Carioca Fióte, de Roberto Martins, com Lilian Fiedler, João Pedro e José Antonio de Matos; 2º Wright on White, de Caio Swan de Freitas, Clínio de Freitas Neto, Clínio Marcelino de Freitas e Roberto Swan; 3º BRA 002 – Magoo, de Augusto Falletti, com Marcelo e Nicolas de Jesus e Bernardo Arndt.

Os prêmios foram entregues pelos Diretores do Clube, com Adalberto Casaes (Diretoria de Vela) entre eles, que também participou da regata a bordo do BRA 049 – Rubber Soul.

… E como o evento também foi válido para a Taça Rei Olav/ICRJ, os HPEs Fit to Fly, Ah Moleque e Bond Girl saíram com suas Medalhas e os presentes continuaram navegando na “canoa de cerveja”!

Veja os resultados:  Na página ICRJ AQUI!


 

Por Antonio Alonso às 23h28

28/08/2012

Garotas assustam homens e são vice no Sul-americano de Match Race

 

Renata Decnop, Fernanda Decnop e Tatiana Almeida, vice-campeãs. As mulheres também foram 3º, 4º e 5º lugares

A inclusão do Match Race Feminino nas Olimpíadas foi uma excelente e uma péssima notícia para a Vela brasileira. Excelente porque, nunca na história deste país, tantas garotas talentosas se uniram com tamanha garra e fizeram uma disputa tão pública e apaixonada como foi a luta pela vaga brasileira nas Olimpíadas. Vaga esta que, infelizmente, não veio. Excelente porque o legado dessa campanha foi que essas garotas estão cada vez mais apaixonadas e fazendo planos para os próximos Jogos, no Rio. Eu posso apostar que os próximos anos serão os mais ricos da nossa Vela olímpica feminina.

Uma péssima notícia porque, com a saída do Match Race da Olimpíada, esse know how adquirido foi, em parte, desperdiçado. Mas, querem saber? Eu não acho que vale a pena chorar por isso. Temos, agora, uma geração de garotas feras no match race e sabemos, desde 2000, que isso pode ser muito útil em qualquer classe olímpica. Ou alguém não lembra daquela final histórica da Laser?

Todo esse preâmbulo serve para contar que, a tripulação feminina comandada por Renata Decnop foi segunda colocada no Sul-Americano Open de Match Race, deixando algumas tripulações masculinas para trás. Melhor do que isso, as mulheres ficaram também com o terceiro, quarto e quinto lugares. Mesmo a equipe campeã tinha uma garota a bordo. 

Para mais detalhes da competição, copio a seguir o release do Veleiros do Sul, clube gaúcho campeão da competição: 

O Veleiros do Sul foi o vencedor do Campeonato Sul-Americano Open de Match Race  realizado neste fim de semana (25 e 26) no Iate Clube Lagoa dos Ingleses, em Belo Horizonte (MG). A equipe gaúcha sob o comando de Geison Mendes Dzioubanov conquistou o título da competição de barco contra barco ao vencer na final a tripulação de Renata Decnop (Marinha do Brasil/RJ) por 2 a 0 na série de melhor de três regatas.

Nos dois confrontos da fase final disputados neste domingo, o barco do timoneiro Geison Dzioubanov largou em vantagem enquanto Renata Decnop velejou atrás e ainda sofreu dois pênaltis em cada uma das regatas. “Fizemos um bom campeonato desde o começo, de todos os matches que corremos perdemos apenas um para a Juliana Motta (RJ), e foi por bico de proa na chegada. A experiência dos velejadores de minha equipe Ana Barbachan e Gustavo Thiessen foi fundamental para vencermos”, comentou o comandante Dzioubanov, que é supervisor técnico do Projeto Match Race do Veleiros do Sul.        

Na classificação geral do Open Juliana Senfft (RJ) ficou em 3º lugar, Martine Grael (RJ) em 4º e Juliana Motta (RJ) em 5º. A vice-campeã Renata Decnop ficou com o título Sul-Americano Feminino, também realizado neste fim de semana.

O Veleiros do Sul participou ainda com mais duas tripulações: Philipp Grochtmann, Vilnei Goldmeier e Rodolfo Streibel, 8º lugar,  e Alan Willy, Lorenzo Medeiros e Martin Rump, 12º. Todos eles pertencem ao Projeto Match Race do Veleiros do Sul que conta com apoio da Lei de Incentivo do Ministério do Esporte e patrocínio das empresas Marcopolo, Randon, Banrisul, Vipal e Ritter. Atualmente participam 15 atletas nos grupos de iniciantes e avançados.

 

Por Antonio Alonso às 12h21

27/08/2012

Gatinhas do Pajero são destaque no Sailing Anarchy

O Sailing Anarchy é mais ou menos o que eu queria ser quando crescer. Os caras mobilizam, conseguem ser engraçados, chatos, machistas... Enfim, um ótimo exemplo de comportamento. 

Por tudo isso, fiquei feliz ao ver as moçoilas do Pajero num destaque hoje por lá. 

Será que elas voltam à água nesse S40? Hoje não parece muito provável. Amanhã, sei lá.

Para acompanhar o Sailing Anarchy, em inglês: http://www.sailinganarchy.com

Por Antonio Alonso às 16h20

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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