Blog do José Cruz

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24/08/2012

Rede irregular de pesca mata surfista no Paraná. ONG diz que vítimas já são 41

Renata Grechinski, de 23 anos, morreu em fevereiro afogada por uma rede de pesca enquanto surfava no Paraná

No começo deste ano, uma rede irregular de pesca instalada na praia de Coroados, no litoral do Paraná, matou a psicóloga Renata Grechinski, de 23 anos, menos de uma semana após sua formatura. Dessa perda surgiu a ONG Parceiros do Mar – Surf Seguro.

 “Por essas mortes serem consideradas ‘afogamentos’ não são registradas e nem investigadas as causas, por isso não temos parâmetros e nem dados. Mas são mais comuns do que pensamos. Podemos pegar como exemplo dados do Rio Grande do Sul, que segundo a ONG Mar seguro, 41 pessoas já foram vítimas assim como minha irmã”, conta a advogada Silva Turra Grechinski, irmã de Renata. Família e amigos criaram a Fun Page Surf Seguro no Facebook (http://www.facebook.com/SurfSeguro) para movimentar a discussão sobre a causa.

Mais recentemente, foi criada também uma petição do Avaaz.com para a favor de uma lei que delimite a área de pesca da área de lazer, para todos viverem em harmonia. “Nós, cidadãos preocupados com o uso indiscriminado do mar e a falta de segurança e fiscalização no litoral, pedimos a aprovação de uma lei federal que delimite áreas específicas para esportes náuticos, para lazer, e para a prática da pesca. Vamos nos unir para combater o desrespeito à vida, pois o mar é um bem público e nenhuma atividade nele praticada pode colocar em risco a vida das pessoas. Assine a petição e ajude a levar essa onda de amor adiante!", pede a família e amigos de Renata e de todos aqueles que já perderam alguém no mar.

Clique aqui para acessar a petição. 

ONG PARCEIROS DO MAR                   

Como conseqüência da indignação pela perda de Renata, sua família criou no facebook o movimento Surf Seguro, que já conta com mais de 1.500 pessoas que curtem a fun page. Para tornar ainda maior esse movimento está surgindo a ONG Parceiros do Mar, que tem o objetivo de mostrar que a pesca ilegal existe e faz vítimas.

“Não é uma guerra contra os pescadores, ao contrário, queremos nos unir a eles para combater àqueles que desrespeitam as normas, por meio de informação e orientação. A Renata estava a apenas 40 metros da areia quando se enroscou. A distância permitida para instalação de artefatos de pesca no nosso litoral é de 926 metros, meia milha”, diz Silvia.

O que a ONG quer alertar é que todos estão expostos a riscos enormes com essa prática. “Queremos alertar toda a população e também exigir maior fiscalização no nosso litoral. Minha irmã faleceu na alta temporada. Precisamos nessa época de reforços de bombeiros e mais postos de guarda-vidas”, finaliza.


Por Antonio Alonso às 17h21

America's Cup e o segredo do sucesso

Está rolando em San Francisco (onde o vento canta) um evento da America's Cup World Series. Vejam o vídeo. Isso é o máximo que a vela tem a mostrar hoje. Eu não sou muito fã de regatas de catamarãs, mas os caras estão trabalhando bem nessa comunicação, produção de vídeo, mudando regras. 

Agora, é praí que a Vela quer ir?

Por Antonio Alonso às 10h58

23/08/2012

America's Cup ao vivo: para enrolar o fim do dia

Se faz tempo que você não lê nada sobre America's Cup (tipo uns 5 anos), não estranhe. Esses catamarãs fazem parte do "novo modelo" da Copa. Se eu gosto? Não! Mas sempre rolam umas capotagens e isso garante segundos de TV e páginas de jornais. Igual outras baboseiras que a gente (eu incluso) gosta de ver.

Por Antonio Alonso às 18h49

22/08/2012

Moth: Veleiros que voam, literalmente

Parece truque, mas não é. Esses veleiros já estiveram por aqui antes. Na parada da Volvo Ocean Race no Rio, em 2009, o campeão mundial veio aqui divulgar a marca esportiva Puma e ficava velejando, junto com outros gringos, na baía de Guanabara. O problema era que, cada vez que um saco de lixo enroscava no fólio, o cara caía na água podre e fedida da olímpica baía. Dizem que o cara sobreviveu.

Por Antonio Alonso às 15h16

20/08/2012

Barcos japoneses arrendados por ex-político dominam pesca de atum no Brasil

O Brasil mudou, não há dúvida. Mas ainda há gente que teima não aceitar isso. Reportagem publicada na Folha de S.Paulo neste domingo (19) dá conta de que o Brasil está alugando seu litoral, "um dos últimos santuários onde a pesca do atum foi pouco explorada" numa política de arrendamento típica de países pobres, incapazes de manter uma indústria pesqueira própria. Ainda segundo a matéria, cerca de 90% da pesca de atum, peixe em risco de extinção, é dominada no Brasil por barcos japoneses arrendados por Gabriel Calzavara de Araújo, ex-secretário de Pesca do Ministério da Agricultura. A lei que facilitou o arrendamento de embarcações estrangeiras no litoral brasileiro foi aprovada durante a gestão de Araújo (1998-2002), no governo FHC. O mesmo cara que abriu uma breja para a atuação dos pesqueiros estrangeiros, é o maior empresário do país no setor. Que tal?

"A política de arrendamento é típica de países africanos, particularmente os do litoral atlântico", diz o oceanógrafo Jorge Pablo Castelo, 71, professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). "Namíbia, Angola, golfo de Guiné. Países pobres, necessitados de divisas, que vendem licença de pesca a países que possam pagar. Não deveria ser o caso do Brasil, com potencial para política pesqueira autônoma."

Eu acho que peixe é alimento. Meu interesse na preservação dos estoques de atum é justamente porque eu acredito num manejo sustentável dos recursos do planeta. Não é o que estamos fazendo.

Detalhe: vale a pena assistir o vídeo até o final. A conversa entre o observador brasileiro, responsável por fiscalizar o barco de pesca japonês, e outro colega é uma lição de como esse arrendamento é profissional e bem controlado.

 

Por Antonio Alonso às 15h54

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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