"O apoio ao esporte pode ainda não ser ideal, mas nunca foi tão bom como hoje. A culpa foi toda minha. Faltou eu velejar melhor"

Foto: Fred Hoffman
Um dia depois de Robert Scheidt anunciar seu retorno à classe Laser, eu conversei com o catarinense Bruno Fontes, laserista brasileiro 13º colocado na Olimpíada deste ano. Fiquei feliz por encontrar um atleta determinado, que assumiu os erros e que está confiante no próprio talento. No meu balanço olímpico aqui neste blog, eu tentei me manifestar contra a postura de achar que os atletas não conseguem medalhas porque são coitadinhos abandonados. Não é mais assim. Muita coisa mudou no esporte brasileiro. A gente não está acostumado a dar confiança a quem elogia mas, mesmo com uma confederação no buraco, a Vela nunca teve tanto apoio. E não é diferente com vários outros esportes.
Pode não dar Ibope falar bem de política governamental. Eu sei que ganharia muito mais amigos se mandasse um "isto é uma vergonha", mas não estou aqui para fazer amigos.
Voltemos ao Bruno. O catarinense reconhece que poderia ter ido melhor, e que seu ponto fraco foram as largadas. Quando ele largou bem, chegou na frente, quando largou mal, resolveu arriscar demais na tática e se deu mal. Parece que nem o retorno de Robert Scheidt o assusta. "Eu gosto de desafios e acho que ter ele na raia vai ser um super desafio, e vai até ajudar a pressão a sair de cima de mim um pouco", desabafa.
Leia abaixo como foi a entrevista:
Bruno, como você avalia seu 13º lugar na Olimpíada?
Sem dúvida, eu poderia ter ido melhor. Eu fiz uma excelente preparação, não mudaria nada do que fiz no meu ciclo olímpico, tive grandes resultados antes. Eu fui quinto colocado na regata Pré-olímpica, disputada na raia de Weymouth, ou seja, tinha chances reais de medalhas. O que aconteceu foi que tive uma semana infeliz. Logo na primeira regata, tive uma bandeira amarela, caí para 17º. Sem ela eu teria terminado bem. Nesse dia, fiz um 17º e um 2º.
Seu objetivo era a medalha...
Sim. Eu tive sempre na cabeça que quarto, quinto ou vigésimo, para mim era a mesma coisa. Eu queria era a medalha. Faltou eu ter largado melhor também e as coisas foram não acontecendo desde o começo. Como eu não largava bem, arrisquei mais do que o normal e nem sempre dava certo.
Em termos de estrutura e apoio, o que faltou pra você?
Não faltou nada, o problema foi na minha velejada. Nos últimos dois anos venho tendo apoio total do COB, que sabia que eu tinha chances reais de medalha. Nesses últimos dois anos tive técnico direto, coisa que eu nunca tinha tido, fiz praticamente todas as viagens que eu gostaria de ter feito. Eu tive todo o suporte do comitê olímpico, sou muito grato. Faltou mesmo eu velejar melhor.
Mas o que aconteceu então?
Um mês antes da Olimpíada nós fomos para a Inglaterra e eu me saí muito bem. O problema, para mim, foi que na Laser a flotilha é muito grande e as pernas eram muito curtas. Se você não larga bem, fica difícil, e eu não fui feliz nas largadas. Nas três regatas em que terminei na frente, larguei bem. Quando largava mal, eu era obrigado a arriscar mais.
E a parte psicológica?
Eu fui confiante e tranquilo, mas isso não vale nada se você não conseguir aplicar na regata. A culpa foi toda minha, nunca senti falta da parte psicológica. Faltou largar melhor.
E o futuro, agora com Scheidt?
Eu sigo firme até 2016. Tenho evoluído, pena que não fui melhor em Londres, eu gostava muito da raia, que era de vento forte. Os organizadores também fizeram muita troca de raia, colocaram a gente para velejar em raias onde não tínhamos competido ainda. Eu acho que a seletiva brasileira vai ser muito forte, mas estou bem motivado. Vem uma nova geração aí, com Mateus [Dellagnelo], [João] Hackerott e agora também o Scheidt. Mas eu gosto de desafios e acho que ter ele na raia vai ser um super desafio, e vai até ajudar a pressão a sair de cima de mim um pouco
Mas você acha justa a forma de seletiva, acha justo o apoio ir todo apenas para o primeiro do ranking nacional?
Isso foi uma coisa que atrapalhou bastante minha evolução. Durante minha formação, todo o apoio foi concentrado somente no Scheidt. Não sei como será dessa vez, mas acho que provavelmente vão mudar, porque o Brasil não precisa mais buscar vaga, todas as classes estão classificadas. Não acho ideal, mas é o que tem. Eu imagino que vai ter muita gente evoluindo e vamos chegar em 2016 com muita gente boa pra disputar a vaga e a Olimpíada.
É difícil ser velejador profissional no Brasil?
Quem fica fora de EUA, Europa e Oceania, está mais longe do intercâmbio. A campanha fica muito mais cara e aqui também falta renovação, de mais adversários de alto nível para um puxar o outro. Sou muito mais otimista hoje do que antes. Quem começa hoje no esporte tem muito mais apoio, com bolsa atleta, lei Agnelo Piva, até da confederação. Estou muito confiante e acredito que as coisas vão melhorar ainda mais. Confio no meu trabalho e seu que posso apresentar mais do que eu já apresentei até agora. Talento para isso eu tenho.
Muita gente considerou o desempenho do Brasil na Olimpíada um fracasso e culpou a falta de apoio.
O que acontece é que, devido exatamente a essa cobrança por medalha sobre o COB, na reta final recebe mais grana quem tem mais chance de medalha. O investimento não é igual em todas as classes, justamente devido ao resultado delas. Se não tem dinheiro pra todo mundo, quem tem mais chances ganha mais grana. Não é só falta de apoio. Dinheiro tinha, mas com certeza a Adriana [Kostiw, da Laser Radial], teve um apoio diferente do Scheidt. Mas acho isso normal, pelos resultados dela.
Para você então, o que faltou para a equipe?
Falta renovação na Vela brasileira. A culpa nem é do COB, mas sim dos clubes. Quando a renovação para, afeta o desempenho lá em cima. Muita gente boa hoje deixa de velejar para se dedicar à vida profissional de médico, advogado... O apoio não é o ideal, mas melhorou muito, é preciso saber reconhecer. Hoje eu consigo viver da Vela peloa poio do COB somado a meus patrocinadores. Nossa cultura é dar apoio pra quem chegou no topo, acho que 2016 as coisas vao melhorar.
E você concorda que a Vela brasileira foi mal em Londres?
Acho que a Vela manteve a média. Tivemos a medalha do Scheidt, as finais de Bimba e 470 feminino. Eu e a Patrícia [Freitas, da Prancha] poderíamos ter ido melhor. Mas se você pegar os países, fora a Austrália, vai ver que as medalhas foram muito mais diluídas, resultado da evolução do esporte pelo mundo. Tirando uns dois atletas, ninguém nessa Olimpíada chegou com o caminho fácil ao ouro. Estou confiante que ainda vamos ter grandes resultados pela frente.
Algum recado final?
Eu agradeço a todo mundo que me apoiou e que torceu por mim. Fiquei triste de não ter chegado lá. Sei da dificuldade da minha categoria, tenho muita lenha pra queimar e o atleta tem que estar preparado pra receber críticas, avaliar e continuar. Eu continuo confiante, gosto do que faço e tenho uma oportunidade boa de encerrrar minha carreira com chave de ouro no Brasil, coisa que nao fui competente para fazer em Londres. Eu tenho meu sonho, que é fazer melhor ainda e buscar essa medalha no Rio.
Por Antonio Alonso às 19h49

A Semana de Ilhabela deste ano pode ter sido a última competição de Eduardo Souza Ramos. Foto: Carlo Borlenghi/Rolex
"Acabou". Assim começa uma mensagem que Eduardo Souza Ramos enviou a um grupo de colaboradores. O maior incentivador individual da Vela no Brasil anunciou no início desta semana sua aposentadoria. Aos 68 anos, Eduardo Souza Ramos deixou uma marca permanente na Vela brasileira. Maior vencedor da Semana de Ilhabela, com 9 títulos, e porta-bandeira do Brasil nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, ele é o grande responsável pela cara da Vela de Oceano no Brasil. Foi Eduardo Souza Ramos quem trouxe ao país quase todos os grandes barcos da classe ORC. Cada vez que fazia uma de suas frequentes trocas de barco, deixava a flotilha brasileira mais forte. Ele criou a classe HPE e teve papel fundamental no sucesso da S40 e até no surgimento da C30, que só existe porque houve o exemplo dado pela S40.
Na mensagem, Souza Ramos lembra que sua história soma "50 anos de Vela, 17 Brasileiros, 3 Sul Americanos, 1 Europeu, 1 Prata no Pan, 2 Olimpíadas, Presidente da Federação de São Paulo e da Confederação, criação de um Clube, criação de uma Classe, diversos eventos, Hollywood, Pré Olímpica Atlântica, Mitsubishi Sailling Cup, 9 vezes Semana de Ilhabela e sei lá mais o que". Tudo isso, "somado aos 68 anos de idade, me levam à aposentadoria".
O balanço ainda esconde o patrocínio de suas empresas a velejadores olímpicos e a eventos regionais, como a Copa Suzuki Jimny em Ilhabela. Não há dúvida, mesmo entre os críticos, que ele é "o" empresário da Vela no Brasil.
Esse anúncio vai despertar muita conversa e muitas versões. Pelo comunicado, Souza Ramos diz que o momento exige um investimento gigantesco de suas empresas nos próximos dois anos, "um super desafio". Como o governo está sobretaxando as importações de automóveis, Mitsubishi e Suzuki, montadoras que pertencem a Souza Ramos, precisam aumentar muito a fabricação em território nacional.
Mas há outro fator que pode ter pesado muito nessa decisão, e foi justamente a polêmica com o título da Semana de Vela de Ilhabela deste ano (leia mais aqui). Souza Ramos foi acusado de ter permanecido na raia e velejado para prejudiar um adversário direto, mesmo depois de ter sido desclassficado por queimar a largada. Souza Ramos teria ficado desanimado após as duras críticas e a acusação de que teria feito jogo sujo de maneira deliberada.
Eu sou um entusiasta da renovação na Vela. Sou desses que acha que o sucesso antigo faz mal ao desenvolvimento. Não estou sozinho nisso. A política internacional tem um nome para isso, a maldição dos recursos (Resource curse) ou o paradoxo da abundância. Mas eu estou seguro de que a saída de Souza Ramos de cena não será boa para a Vela basileira. Será um "super desafio".
Por fim, eu não sei se acredito nisso. Ele é um apaixonado e as despedidas dos apaixonados costumam ser numerosas.
Por Antonio Alonso às 11h17
Clique sobre a imagem para ir até a página onde está o vídeo completo
Meus visitantes eventuais vão me perdoar, mas hoje vou colocar aqui um post que deve atrair mesmo só os "viciados" em Vela. E os das antigas!
Jorg Bruder é meu grande ídolo na vela. Ele começou tarde, batalhou muito sozinho, virou um velejador inalcançável em sua época e ainda por cima se tornou o fabricante dos melhores mastros do mundo. Ele morreu num acidente de avião, provocado por um fumante que não conseguiu respeitar o aviso de proibido fumar durante a descida do avião (naquele tempo podia fumar durante o vôo). O cigarro aceso a oito minutos do pouso acabou incendiando um Boeing 707 em pleno ar e matando 123 pessoas. Bruder venceu os Mundiais de Finn 70, 71, 72 e morreu quando voava para a conquista de seu quarto título, na França. O feito foi tão impressionante que só recentemente um cara alcançou Bruder, o lendário britânico Ben Ainslie.
Esse vídeo é da Finn Gold Cup de 1969, no Caribe. Valor histórico gigantesco. Arrepiou a filha de Bruder nas aparições aos 13min24 e oas 32min34. Cliquem na imagem para ir à página do vídeo.
Por Antonio Alonso às 13h46

Largada da HPE em Búzios. Foto: Tom Papp/Mitsubishi Sailing Cup
Acabou. A Mitsubishi Sailing Cup levou para a água vários velejadores que fizeram falta ao Brasil na Olimpíada. Os irmãos Torben e Lars Grael, Samuca Albrecht, Martine Grael, Maurício Santa Cruz, Clínio de Freitas e Henrique Haddad são apenas alguns dos nomes que poderiam aumentar bastante as chances de medalha brasileira em Londres. E isso porque a classe C30 e o veleiro Lancer Evo faltaram, privando a competição de Bochecha, Xandi Paradeda e Fábio Pillar, entre outros. O Brasil continua uma potência na Vela, isso não mudou. Só não temos Torben e Scheidt juntos numa Olimpíada. Mas isso, ninguém tem. Deixo vocês com o release resumindo o final da Mitsubishi Sailing Cup, em Búzios onde eu estava até hoje às 5h20 da manhã.
Da Mitsubishi: A regularidade do veleiro Relaxa Next ao longo da Mitsubishi Sailing Cup foi premiada neste domingo (12). Mesmo sem vencer nenhuma das duas etapas da terceira temporada da competição, o veleiro de Roberto Albernaz conquistou o título geral de 2012 na classe HPE 25. O barco ficou entre os quatro primeiros colocados em 12 das 14 regatas disputadas ao longo das etapas de Ilhabela (SP) e Búzios (RJ). "Desde o começo do ano, nosso objetivo era vencer a Mitsubishi Sailing Cup. Nós tivemos uma média muito boa nas duas etapas, mesmo sem ser campeões em nenhuma delas. Aqui em Búzios, o evento foi maravilhoso, com boas velejadas e conseguimos manter a regularidade e sair campeões. Estamos muito felizes", afirma o timoneiro do veleiro e tricampeão mundial de vela, Maurício Santa Cruz
Assim como na temporada 2011, a Mitsubishi Sailing Cup mostrou, mais uma vez, uma disputa muito parelha na HPE 25, a mais numerosa classe monotipo no Brasil. Em 2012, a diferença entre os três primeiros colocados na geral ficou em apenas um ponto: Relaxa Next terminou com 23 pontos perdidos, Ginga, com 24 e o Atik, com 24.
"Os barcos são todos iguais e com grandes velejadores na tripulação. Isso iguala muito a velocidade e, consequentemente, as disputas. Então, os melhores são definidos nos detalhes. Felizmente, ficamos com o título geral. Agora, continuaremos treinando para melhorar cada vez mais", explica o timoneiro do Relaxa Next.
Neste domingo, apenas uma regata barla-sota agitou a classe HPE. Ao todo, foram quatro pernas com vento leste de 18 nós, com o mar bastante agitado. Contemplando o título da etapa de Búzios, conquistado por antecipação no sábado, o veleiro Ginga, de Breno Chvaicer, fechou a Mitsubishi Sailing Cup com vitória.
"O dia foi ótimo. Essa disputa acirrada da HPE 25 é muito boa para a classe, porque mostra uma equilíbrio entre os barcos, a velejada fica mais emocionante e rápida. E, aqui em Búzios, as condições são excepcionais", afirma Breno.
Classe S40
Na classe S40, o dia foi de comemorações na Mitsubishi Sailing Cup. Com os resultados da etapa e do campeonato geral definidos, ambos a favor do veleiro argentino Patagonia, as embarcações aproveitaram mais um belo dia no litoral carioca para curtir um pouco o clima do evento.
Na regata de 2 milhas (3,7 km) com vento leste de 18 nós, melhor para o Carioca, do comandante Roberto Martins. "É muito bom fechar com vitória. Nesta etapa, foram duas conquistas de regatas em oito disputadas, então estamos felizes. Búzios é um paraíso para se velejar", exalta Roberto.
Com o final das oito regatas disputas na segunda etapa da Mitsubishi Sailing Cup, considerando um descarte, o título de Búzios ficou com o Patagonia (12 pontos perdidos), seguido pelo brasileiro Crioula (22 pp) e pelo chileno Claro (25 pp). Na temporada 2012, o Patagonia foi o grande campeão com 26 pontos perdidos, seguido pelo Crioula (49 pp) e pelo chileno Mitsubishi Motors (52 pp).
"Tudo correu muito bem em Ilhabela e Búzios. O barco foi rápido e a tripulação sensacional. Além de tudo, não tivemos nenhum problema ao longo das regatas, o que torna o trabalho muito mais fácil. Estamos muito felizes", conta o tático do Patagonia e hexacampeão mundial de vela, Mariano ‘Cole’ Parada.
Outras premiações
Além das tradicionais entregas de medalhas e troféus, a terceira temporada da Mitsubishi Sailing Cup contou com dois novos prêmios: o Troféu Tripulação Mais Elegante do Circuito e o Troféu Destaque da Etapa. O veleiro escolhido como o mais elegante foi o chileno S40 Mitsubishi Motors. Já o destaque da etapa foi HPE 25, Relaxa Next.
O evento
A Mitsubishi Sailing Cup é uma competição para veleiros monotipos de oceano que chega à 3ª temporada em 2012. Primeiro campeonato exclusivo para barcos deste tipo no Brasil, a competição coloca a prova, nos litorais de Ilhabela (SP) e Búzios (RJ), os mais modernos barcos de regata do mundo: S40 e HPE25.
Mais uma vez, a competição conta com grandes nomes da vela mundial, como os irmãos Torben e Lars Grael, Guillermo Parada, Mariano "Cole" Parada, além de um barco 100% feminino comandado por Martine Grael.
Para saber tudo que aconteceu na temporada 2012 da Mitsubishi Sailing Cup, acesse o Twitter (www.twitter.com/mitsailingcup), o Facebook (www.facebook.com/Mundomit) e o site www.mitsubishisailingcup.com.br.
Resultados acumulados após oito regatas (com um descarte)
Classe S40
1. Patagonia (ARG) - (3 + 1 + 1 + 2 + 2 + 1 + 2) - 12 pontos perdidos
2. Crioula (BRA) - (1 + 2 + 4 + 3 + 4 + 5 + 3) - 22 pp
3. Claro (CHI) - (3 + 3 + 1 + 5 + 3 + 6 + 4) - 25 pp
4. Mitsubishi Motors (CHI) - (4 + 4 + 2 + 6 + 2 + 5 + 2) - 25 pp
5. Movistar (CHI) - (7 + 6 + 4 + 1 + 6 + 3 + 5) - 32 pp
6. Carioca (BRA) - (5 + 7 + 7 + 8 + 8 + 1 + 1) - 37 pp
7. Pisco Sour (CHI) - (8 + 8 + 6 + 3 + 4 + 4 + 9) - 42 pp
8. Entel (CHI) - (2 + 6 + 5 + 10 + 8 + 7 + 7) - 45 pp
9. Mitsubishi / Energisa (BRA) - (9 + 5 + 9 + 9 + 7 + 7 + 6) - 52 pp
10. Santander (CHI) - (NC* + 5 + 7 + 9 + 9 + 8 + NC) - 64 pp
11. Pajero / Gol (BRA) - (10 + 10 + 11 + 11 + 11 + 9 + 10) - 72 pp
12. Vesper III (BRA) - (11 + 11 + 12 + 12 + 12 + 11 + 11) - 80 pp
HPE 25
1. Ginga (BRA) - (1 + 2 + 1 + 1 + 3 + 1 + 1) - 10 pontos perdidos
2. Bixiga (BRA) - (1 + 3 + 2 + 4 + 3 + 2 + 4) - 19 pp
3. Relaxa Next (BRA) - (5 + 4 + 4 + 2 + 1 + 3 + 3) - 22 pp
4. Atik (BRA) - (4 + 3 + 5 + 5 + 1 + 4 + 2) - 24 pp
5. Repeteco I (BRA) - (3 + 4 + 6 + 3 + 5 + 5 + 4) - 30 pp
6. Corum (BRA) - (2 + 2 + DSC** + NC + 2 + 6 + 5) - 39 pp
7. Artemis (BRA) - (6 + 7 + 6 + 6,75 + 6,75 + 6,75*** + 6) - 45, 25 pp
8. Fit to Fly (BRA) - (9 + 10 + 7 + 6 + 7 + 5 + 7) - 51 pp
9. Aventura (BRA) - (9 + 8 + 9 + 8 + 7 + 8 + 7) - 56 pp
10. Ser Glass Eternity (BRA) - (7 + 6 + 7 + NC + NC + NC + NC) - 64 pp
Resultado acumulado somando as oito regatas de Ilhabela + oito regatas de Búzios, contando com três descartes:
Classe S40
1. Patagonia (ARG) - 26 pontos perdidos
2. Crioula (BRA) - 49 pp
3. Mitsubishi Motors (CHI) - 52 pp
4. Pisco Sour (CHI) - 58 pp
5. Claro (CHI) - 58 pp
6. Movistar (CHI) - 61 pp
7. Carioca (BRA) - 72 pp
8. Entel (CHI) - 87 pp
9. Santander (CHI) - 100 pp
10. Mitsubishi / Energisa (BRA) - 100 pp
HPE 25
1. Relaxa Next (BRA) - 23 pontos perdidos
2. Atik (BRA) - 24 pp
3. Ginga (BRA) - 24 pp
4. Bixiga (BRA) - 35 pp
5. Repeteco I (BRA) - 42 pp
6. Fit to Fly (BRA) - 66 pp
7. Corum (BRA) - 71 pp
8. Ser Glass Eternity (BRA) - 122 pp
9. Artemis (BRA) - 122, 25 pp
10. Aventura (BRA) - 148 pp
* Não classificou
** Desclassificado
*** A pontuação representa reparação concedida pelo juiz
Por Antonio Alonso às 18h28
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.