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21/07/2012

Brasil termina Mundial da Juventude com um bronze

 

Equipe orgulhosa, que representou o Brasil em Dublin. Boa sorte à carreira de todos eles

A falta de renovação da Vela brasileira é uma crítica corriqueira e vários nomes importantes, como Lars Grael, já levantaram a voz para denunciar isso. O Brasil nunca foi uma potência nos Mundiais da Juventude. Até hoje, fizemos cinco gloriosos campeões. No Mundial da Juventude deste ano, na Irlanda, os brasileiros foram para o último dia com quatro chances de medalha. Martin Lowy e Kim Vidal, do catamarã SL16, conseguiram o bronze. O resultado é animador, porque os catamarãs voltaram aos jogos olímpicos e, apesar de nossa boa flotilha de Hobie Cat, Lars Grael continua sendo o último grande nome dos catamarãs olímpicos.

Tradicionalmente, há duas maneiras de se formar campeões: ou você tem muita gente na base, ou você tem muito dinheiro e atenção para uma elite pequena. O Brasil não tem nenhum dos dois. Mas tem um pouco de cada coisa. Por isso mesmo, nossos resultados são dignos do nosso investimento: algumas vitórias esporádicas de talentos "descobertos" pela confederação ou por patrocinadores. A vida já foi muito mais difícil no passado. Acho que Torben Grael e Marcelo Ferreira conseguiram pegar o pior dos cenários e venceram com maestria. Mesmo assim, Playboy (o Marcelo Ferreira) abandonou a Vela pouco depois de ganhar um ouro olímpico, com chances grandes de disputar outro. O cara estava no máximo nível do esporte mundial, e duvido que ganhava a mesma coisa que um artilheiro da segunda divisão do futebol.

Tá bom assim? Parece que sim. 

Da ZDL - A nova geração da vela brasileira encerrou o Mundial da Juventude da ISAF com bom desempenho. O sétimo lugar na classificação por nações é o melhor resultado de um país da América na competição disputada em Dublin, na Irlanda. Os atletas nacionais de até 19 anos ficaram entre os 10 primeiros em quatro classes. Destaque para Martin Low e Kim Vidal, que faturaram o bronze na SL16. A dupla foi campeã mundial em 2011 na Croácia e volta a subir ao pódio. Os outros resultados positivos foram Ricardo Paranhos/Patrick Essle (420) em quarto, Maria Cristina Boabaid (Laser Radial) em sexto e Yago Carvalho (RS:X) em sexto. 

Os demais brasileiros na competição foram Antônio Aranha e Phillip Essle (29er) em 22º lugar, Viviam Alencastro/Marcela Moura(420) em 15º lugar, João Oliveira (Laser) em 15º lugar e Wendy Soares (RS:X) em 21º lugar. A Inglaterra teve o melhor resultado na somatória dos pontos, seguida por França e Itália.

A medalha de Martin Low e Kim Vidal na SL16 é a 13ª brasileira na história do Mundial da Juventude. Ao todo são cinco de ouro, duas de prata e seis de bronze. No hall dos campeões, estão Ricardo ‘Bimba’ Winicki (Mistral), Robert Scheidt (Laser) e a parceria de 420 Martine Grael/Kahena Kunze. 

O superintendente da CBVM, Ricardo Baggio reforça. "O Brasil sempre foi bem no Mundial da Juventude e depois nas classes olímpicas. Historicamente, os velejadores que conquistaram medalhas continuam e acabam ingressando nas equipes olímpicas". Mesmo assim o dirigente faz um alerta: "Para 2016 poderá acontecer alguma renovação, mas é prematuro indicar que algum destes jovens estará nos Jogos do Rio de Janeiro. O velejador deve ser extremamente talentoso, acima da média; pois na vela olímpica, a ‘estrada’ é bem árdua e difícil".

O treinador Archimedes Delgado explica que a raia de Dublin foi técnica e difícil. "As flotilhas andaram muito juntas durante todo o tempo. O evento foi muito bem organizado e com uma estrutura impecável". Eduardo Melchert, também treinador da garotada, reforça a afirmação do companheiro de equipe. "Os ventos em Dublin foram predominantemente rondados. Aos poucos, o grupo foi se entrosando com o sistema e isso ajudou".

"O campeonato foi muito legal com nível altíssimo. Não teve nenhuma tripulação que não sabe o que estava fazendo. Qualquer errinho nas regatas custava muitas posições na tabela. Cumprimos nosso objetivo de top 5", conta o proeiro Patrick Essle.

As medalhas do Mundial da Juventude da ISAF:

Ouro - Robert Scheidt - Laser - 1991 - Largs (Escócia)

Ouro - Ricardo Winicki - Mistral - 1997 - Fukuoka (Japão)

Ouro - Ricardo Winicki - Mistral - 1998 - Cidade do Cabo (África do Sul)

Ouro - Martine Grael/Kahena Kunze - 420 - 2009 - Búzios (Brasil)

Ouro - Martin Lowy /Kim Vidal - SL16 - 2011 - Zadar (Croácia)

 

Prata - Rodrigo Amado /Leonardo Santos - Laser II - 1994 - Marathon (Grécia) -

Prata - Bruno Vilela Frey/ Ricieri Vidal Marchi - Hobie Cat 16Spin, Open - 2006 - Weymouth (Inglaterra)

 

Bronze - Andre Cahu /Victor de Azevedo Costa - HobieCat 16- 1998 - Cidade do Cabo (África do Sul)

Bronze - Mariana Basilio/Gabriela Biekarck - 420 - 2005 - Busan (Coréia do Sul)

Bronze - Marcos Adler/Bruno Leal Faria - 420 - 2006 - Weymouth(Inglaterra)

Bronze - Patricia Freitas - RS:X - 2008 - Aarhus (Dinamarca)

Bronze - Jorge Renato Amaral - RS:X - 2009 - Búzios (Brasil)

Bronze - Martin Low e Kim Vidal - SL 16 - 2012 - Dublin (Irlanda)

 

Por Antonio Alonso às 12h51

20/07/2012

Olimpíadas: Aos 19 anos, caçula da delegação brasileira é velejador peso-pesado

Jorginho Zarif viajou pela última vez na condição de promessa. Foto: Francisco Lino/CBVM

Há cinco anos, um menino alto e franzino de apenas 14 anos, ficou a um ponto de ser o representante brasileiro na classe Finn, a categoria dos pesos-pesados da Vela. O desempenho de Jorginho Zarif no meio dos grandalhões, em uma classe que exige força e peso mínimo de 90 quilos, foi extraordinário. Elogiado por Robert Scheidt e Ben Ainslie ele venceu o Campeonato Mundial Junior e também a categoria Junior do Mundial absoluto em 2009. Zarif já fez tudo o que se espera de uma revelação, agora chegou a hora de dar o próximo passo e virar gente grande.

Já em Weymouth, sede das regatas dos Jogos de 2012, o caçula entre os 136 homens da delegação brasileira - entre as 123 mulheres a mais jovem é a canoista Ana Vargas, de 16 anos - é visto com outros olhos pelos adversários, incluindo o britânico tricampeão olímpico Ben Ainslie, favorito absoluto ao ouro. A preparação de Jorginho incluiu um trabalho especial para o aumento de peso. Tarefa facilitada pelos 1,92 m de altura do velejador. 

Bruno Prada, proeiro de Scheidt e velejador de Finn, vê Jorginho como uma promessa. "Ele evoluiu muito do ano passado pra cá. Se ele ficar entre os 13 do mundo será uma vitória para a classe Finn. O Jorginho é muito novo e tem tudo pra melhorar". Eu confesso que tenho dificuldade em fazer uma previsão. Depois da temporada de 2009, minha visão era de que Jorginho estava no caminho para se tornar um dos maiores velejadores da história do Brasil, no mesmo nível de Scheidt e Torben. Mas em 2010 e 2011 ele não apresentou a mesma pegada. Esta é a última olimpíada que Jorginho faz como promessa. A juventude deixa agora de ser uma desculpa e Jorginho vai precisar mostrar qual o caminho que vai dar a seu talento raro.

Além de talentoso, Zarifinho é um velejador aplicado, desses ávidos por aprender. Ele chegou a fazer uma série de treinos com os medalhistas olímpicos Ben Ainslie e Rafa Trujilo (Espanha). Nesse período de quatro anos, o velejador melhorou a parte tática. "Eu melhorei bastante quando a regata apresentava vento forte. Hoje consigo acompanhar os melhores da classe. Posso dizer que estou mais veloz".

O britânico Ben Ainslie é o grande nome da classe. Disparado. Tricampeão olímpico, ele foi o primeiro velejador a conquistar três títulos da Finn depois do brasileiro Jorge Bruder, que venceu em 1970, 1971, 1972. Sobre Jorginho, Ainslie disse: "Ele é um jovem promissor, que vem melhorando seus resultados nas últimas temporadas. Acredito que o Jorge se tornará um dos melhores do mundo no futuro", revela Ben Ainslie, famoso no Brasil por rivalizar com Robert Scheidt na classe Laser.

O representante brasileiro da Finn segue a trajetória do pai, considerado um dos maiores nomes da vela nacional. Jorge Zarif Neto, que disputou os Jogos de Los Angeles/84 e Seul/88, faleceu em 2008. Guga Zarif, como era chamado, se destacou também na vela de oceano e sempre incentivou o garoto a praticar a vela desde o Optimist, passando pela Laser e agora na Finn.

Jorge Zarif foi um dos primeiros a chegar em Weymouth nesta segunda-feira (16) e já faz treinos na raia da Grã-Bretanha. No mesmo voo de São Paulo desembarcaram na terra dos Jogos Bruno Prada (Star) e Adriana Kostiw (Laser). A atleta da RS:X Patrícia Freitas saiu do Rio de Janeiro também já está na cidade das competições de vela. Na terça-feira (17), foi a vez da dupla de 470, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan. Na quarta (18), chegou Ricardo ‘Bimba Winicki (RS:X). O último brasileiro da vela a aparecer na Inglaterra será Bruno Fontes (Laser), no domingo (22). 

A vela na Olimpíada - Como é comum nas olimpíadas, a competição de vela não será na cidade-sede dos Jogos de Londres. As regatas estão marcadas para a cidade de Weymouth, na costa sul da Inglaterra. O local é a sede da Academia Nacional de Vela, o principal centro da modalidade no País.

A disputa começa no dia 29 de julho e termina apenas no dia 11 de agosto, com a final do Match Race feminino. As medal races para as demais classes serão realizadas entre os dias 5 e 9 de agosto.

Equipe Brasileira de Vela:

Classe 470 feminino

Fernanda Oliveira (19/12/1980) e Ana Barbachan(15/08/1989)

Velejadora gaúcha, Fernanda vai disputar sua quarta edição das Olimpíadas. Em Pequim/2008, ao lado de Isabel Swan, ela conquistou o bronze, a primeira medalha da vela feminina brasileira em Jogos Olímpicos. Em Londres/20012, ela velejará com nova parceira, a também gaúcha Ana Barbachan. As duas estão em décimo lugar no ranking mundial da classe 470 feminina, melhor colocação da carreira da dupla.

Finn

Jorginho Zarif (30/09/1992)

Aos 19 anos, Jorginho é o mais jovem atleta da vela brasileira em Londres. Vindo de uma família de velejadores, ele ficou próximo da vaga olímpica em Pequim/2008, mas acabou em segundo lugar na seletiva nacional. Mais experiente, em 2012 ele não deu chances aos rivais. Campeão mundial júnior em 2009, é apontado como grande revelação da vela brasileira e já foi elogiado pelo tricampeão olímpico inglês Ben Ainslie.

Laser

Bruno Fontes (25/09/1979)

O catarinense é o atual vice-líder do ranking mundial da classe Laser, após atuações regulares desde o ano passado. Os Jogos de Londres serão sua segunda experiência olímpica, após a estreia em Pequim/2008 em 27º lugar. Em 2012, seu melhor resultado foi o vice-campeonato na Semana Olímpica de Miami, nos EUA, etapa dos EUA da Copa do Mundo de vela da Isaf.

Laser Radial

Adriana Kostiw (16/03/1974)

Velejadora paulista, Adriana vai disputar em Londres sua segunda Olimpíada. A estreia foi em 2004, ao lado de Fernanda Oliveira na classe 470 - as duas terminaram em 17º lugar. Desde então, ela mudou para a classe Laser Radial. Conquistou a vaga para o Brasil no Mundial de Perth, em dezembro, e confirmou a vaga na seletiva brasileira, em Búzios, em fevereiro.

RS:X feminina

Patricia Freitas(10/03/1990)

A windsurfista carioca é uma das atletas em ascensão da equipe nacional. Disputou os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando ficou em 18º lugar, e, no ano passado, garantiu a vaga olímpica para o Brasil no Mundial de Perth. Em 2011, ficou entre as 15 primeiras em todas as etapas da Copa do Mundo que disputou, incluindo um sexto lugar em Miami, nos EUA, e um oitavo em Medemblik, na Holanda. Na Semana Pré-Olímpica de Weymouth, no ano passado, foi a 11ª.

RS:X masculina

Ricardo Winicki, o Bimba (08/05/1980)

Um dos maios experientes da equipe, Bimba vai disputar sua quarta Olimpíada. Ele foi campeão mundial em 2007 e chega aos Jogos de Londres após meses de preparação específica para as condições de Weymouth. Em abril, por exemplo, ele trouxe ao Brasil o português João Rodrigues para treinar em Búzios. Sua melhor participação olímpica aconteceu em 2004, quando ele foi o quarto colocado.

Star

Robert Scheidt (15/04/1973) e Bruno Prada (31/07/1971)

Maiores estrelas da equipe brasileira, Robert e Prada chegam em grande momento à reta final para os Jogos de Londres. Eles acabaram de conquistar o tricampeonato mundial da classe Star, inédito no Brasil, e vêm de 12 títulos nos últimos 13 eventos disputados desde maio de 2011. Esta será a quinta Olimpíada de Scheidt, que já conquistou quatro medalhas (dois ouros e duas pratas), e a segunda de Prada, que levou uma medalha (prata). Em Weymouth, os dois vão defender o vice-campeonato olímpico conquistado em Pequim/2008.

 

Por Antonio Alonso às 12h05

Brasil tem 4 chances de medalha no Mundial da Juventude

 

 

Tina Bobaid é a segunda na Laser Radial. Foto: CBVM/Divulgação

Da ZDL de Comunicação - Os representantes brasileiros no Mundial da Juventude da ISAF, que está sendo disputado em Dublin na Irlanda, estão entres os primeiros colocados em quatro classes (420, Laser Radial, RS:X e SL16). Os atletas de até 19 anos já correram nove regatas ao todo e restam mais três, que serão disputadas até a sexta-feira (20). A melhor média é a catarinense Maria Cristina Boabaid, que está em segundo lugar na classe Laser Radial, atrás apenas da sueca Julia Carlsson. 

"Estou gostando muito do campeonato, sempre é uma ótima experiência competir com velejadores de todo mundo. Esse ano quero muito voltar com uma medalha pra casa, espero dar o meu melhor em todas as regatas restantes", revela a brasileira, que soma 67 pontos perdidos contra 51 da líder.

Na versão masculina da Laser, João Oliveira é apenas o 16º colocado com remotas chances de pódio. "O campeonato tem um nível muito alto e as condições muito difíceis com nuvens constantes e vento muito rondado. As largadas são muito difíceis e esta complicado conseguir um bom posicionamento. Pretendo andar entre os 10 nas próximas regatas, torcendo para termos ventos fortes, pois esta é a minha condição favorita", relata o garoto.

No 420 masculino, após nove regatas e um descarte, Ricardo Paranhos/Patrick Essle estão em quarto com 66 pontos perdidos e podem ganhar medalha. "Começamos o campeonato mal, pois não acertávamos os contraventos. Mas com o tempo estamos assimilando a raia e daqui para frente a tendência é melhorar. Nosso objetivo é terminar o evento no top 5", conta Ricardo Paranhos. Na mesma categoria, só que no feminino, a dupla Viviam Alencastro/Marcela Moura está em 17º com 113 pontos perdidos .

Na SL16, os atuais campeões da Juventude Martin Low e Kim Vidal ocupam a quarta colocação com 30 pontos perdidos. Com início irregular, a dupla se recuperou e fez segundo lugar nas últimas três regatas. "O campeonato esta muito difícil, pois todas as equipes estão muito treinadas, mas acho que dá para melhorar e vamos trabalhar firme para isso", diz Kim Vidal.

Na RS:X, Yago Carvalho está em 8º com 52 pontos perdidos. Mesmo assim, o brasileiro pode alcançar a zona de medalha, já que o terceiro na tabela, Michael Cheng, de Hong Kong, tem 49 pontos perdidos. Na versão feminina, Wendy Soares ocupa a 21ª colocada com 160 pontos perdidos.

Na 29er, os brasileiros Antônio Aranha e Phillip Essle estão em 22º com 152 pontos perdidos. "O campeonato é muito legal e estamos aqui para ganhar experiência, pois este é um dos primeiros eventos internacionais que estamos participando e estamos leves, o que dificulta bastante", explica Aranha. 

As medalhas do Mundial da Juventude da ISAF:

Ouro - Robert Scheidt - Laser - 1991 - Largs (Escócia)

Ouro - Ricardo Winicki - Mistral - 1997 - Fukuoka (Japão)

Ouro - Ricardo Winicki - Mistral - 1998 - Cidade do Cabo (África do Sul)

Ouro - Martine Grael/Kahena Kunze - 420 - 2009 - Búzios (Brasil)

Ouro - Martin Lowy /Kim Vidal - SL16 - 2011 - Zadar (Croácia)

Prata - Rodrigo Amado /Leonardo Santos - Laser II - 1994 - Marathon (Grécia) -

Prata - Bruno Vilela Frey/ Ricieri Vidal Marchi - Hobie Cat 16Spin, Open - 2006 - Weymouth (Inglaterra)

Bronze - Andre Cahu /Victor de Azevedo Costa - HobieCat 16- 1998 - Cidade do Cabo (África do Sul)

Bronze - Mariana Basilio/Gabriela Biekarck - 420 - 2005 - Busan (Coréia do Sul)

Bronze - Marcos Adler/Bruno Leal Faria - 420 - 2006 - Weymouth(Inglaterra)

Bronze - Patricia Freitas - RS:X - 2008 - Aarhus (Dinamarca)

Bronze - Jorge Renato Amaral - RS:X - 2009 - Búzios (Brasil)

 

A Confederação Brasileira de Vela e Motor tem o patrocínio do Bradesco por meio da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, e apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e Travel Ace.

Por Antonio Alonso às 00h01

19/07/2012

Patrocinador, classe e velejadores comemoram "nova cara" da Vela sul-americana com a S40

Foto: Matias Capizzano/Mitsubishi

Alguém aí conhece um antídoto bom contra reclamismo? Eu começo a desconfiar que esse antídoto chama atitude. Puxo esse assunto porque, em vários sentidos, eu nunca vi a Vela de oceano brasileira tão divertida quanto agora. As classes one-design estão bombando, a ORC está correndo atrás do prejuízo, a RGS se reestrutura... Acho que é um bom momento para cumprimentar todas essas pessoas que se movimentaram para fazer as coisas acontecer. Ouviram encheção de saco, nego rabugento, reclamação, críticas paralíticas e outros choramingos sedentários. Mas tocaram o barco e as coisas andaram pra frente.

Estou solidário a toda essa gente pra apresentar um release que recebi anunciando a segunda etapa da Mitsubishi Sailing Cup 2012. O evento vai rolar de 9 a 12 de agosto, em Búzios. A raia é a favorita dos fotógrafos. Vento forte e tempo aberto quase sempre. No ano passado até um mastro caiu (ou melhor, acho que dois, um de S40 e outro de HPE). Abaixo colo o release que a Mit me mandou.

Da assessoria: Desde que foi criada, em 2009, a classe S40 já era considerada uma das mais promissoras do século XXI, principalmente após o sucesso da classe HPE 25, com mais de 50 barcos. Composta também por veleiros one design, em um sistema no qual a embarcação que cruza primeiro a linha de chegada é a vencedora, a classe evoluiu de forma muito rápida. Na América do Sul, em especial, o cenário da vela mudou completamente nos últimos anos com os veleiros S40, muito disso em função da realização da Mitsubishi Sailing Cup, organizada pela Mitsubishi Motors do Brasil.

"Desde que surgiu, a Mitsubishi Sailing Cup está incentivando a classe Soto 40. Hoje, estamos trazendo de volta talentos que fugiam para a Europa. No Brasil, em especial, temos um local muito charmoso, que podemos voltar todos os anos, e a Mitsubishi faz um esforço enorme para isso acontecer. Então, é um momento único para que, além de grandes disputas, se tenha também uma confraternização", afirma Lucas Ezequiel Vescio, secretário da classe Soto 40.

Comprovando a força dos veleiros monotipos na América do Sul, em 2012 foi criado um Circuito Sul-americano da Classe S40. Ao longo do ano, são cinco etapas, sendo duas no Chile, uma na Argentina e duas no Brasil, estas últimas durante a temporada da Mitsubishi Sailing Cup, em Ilhabela e Búzios.

"Este ano, houve a unificação da flotilha sul-americana e, além disso, tivemos a possibilidade de trazer, para a Mitsubishi Sailing Cup, um barco europeu. Isso prova que os países da América do Sul se tornaram lugares muito importantes para navegar, com nível mundial. Além disso, há muitas tripulações de alto nível, com atletas olímpicos e mundiais, o que é fabuloso", exalta Vescio.

Olhar de quem conhece

Outro fator que demonstra a força da classe S40 é a participação de grandes nomes da vela mundial na Mitsubishi Sailing Cup, como os irmãos Torben e Lars Grael, Guillermo Parada, Mariano "Cole" Parada, Francisco Bruni e Vasco Vascotto entre outros.

Maior medalhista olímpico da vela mundial, vencedor da Regata Volta ao Mundo e do prêmio ISAF de Velejador do Ano de 2009, Torben lembra da importância do evento para a vela. "Como temos velejadores de alto nível, a Mitsubishi Sailing Cup proporciona o encontro dos novos tripulantes com experiências internacionais. Isso fortalece muito a vela", explica o comandante do veleiro Mitsubishi / Energisa.

O argentino hexacampeão mundial de vela, Mariano "Cole" Parada, é um dos experientes velejadores que compete na Mitsubishi Sailing Cup. "O nível da competição vem aumentando a cada ano. E, agora, com a incorporação de novas classes, o evento atrai outros segmentos da vela, sendo destaque internacional. Para contemplar tudo isso, Ilhabela e Búzios são dois dos melhores locais no litoral brasileiro para se navegar", comenta o tático do veleiro Patagônia, vencedor da primeira etapa da competição na classe S40.

O evento

A Mitsubishi Sailing Cup é uma competição para veleiros monotipos de oceano que chega à 3ª temporada em 2012. Primeiro campeonato exclusivo para barcos deste tipo no Brasil, a competição coloca a prova, nos litorais de Ilhabela (SP) e Búzios (RJ), os mais modernos barcos de regata do mundo: S40, C30 e HPE25.

As inscrições para a segunda etapa da Mitsubishi Sailing Cup, entre os dias 09 e 12 de agosto, em Búzios (RJ), já estão abertas no site www.mitsubishisailingcup.com.br.

Para acompanhar de perto a Mitsubishi Sailing Cup, os resultados da primeira etapa e saber todas as novidades das regatas, acesse o Twitter (www.twitter.com/mitsailingcup) e também o Facebook (www.facebook.com/MundoMit).

Por Antonio Alonso às 11h51

18/07/2012

Vídeo-resumo da Semana de Ilhabela

O fotógrafo e cinegrafista Ronald Izoldi é o autor dessas imagens. Eu talvez seja muito otimista, mas quando eu ouço nego reclamar que Ilhabela não é mais a mesma de antigamente, me dá uma preguiça...

Custa tanto assim andar pra frente?

Se você acessar o canal no Youtube, vai ver várias entrevistas no lado direito da página: Clique aqui.

Por Antonio Alonso às 12h03

O dia em que o gandula tirou a bola em cima da linha... na Vela

 

Pajero (à frente) e Crioula em marcação apertada no último dia em Ilhabela. Foto: Carlo Borlenghi/Rolex

 

A classe S40 viveu um último dia espetacular na Rolex Ilhabela Sailing Week. Se as duas regatas decisivas fossem jogos de futebol, seriam inesquecíveis por conta dos golaços marcados. Mas uma polêmica falou mais alto. Na última regata… Ou melhor, no último minuto do jogo, um gandula entrou em campo tirou a bola que estava entrando no gol. O gandula não deveria estar lá, mas estava. A bola deveria ter entrado, mas não entrou.

 

Uma vez eu ouvi na Alemanha, onde passei um tempinho estudando esporte, que não há maior desrespeito com um adversário do que deixar de mostrar o seu melhor em campo (ou, no caso, na raia). E esse não foi – nem de longe – a causa da confusão em Ilhabela. O campeonato foi disputado com unhas e dentes, como tem de ser. Sorte nossa.

 

Vamos aos fatos: O Pajero começa o último dia com dois pontos de vantagem sobre o Crioula. Duas regatas programadas

 

Primeira regata:  

O Crioula assumiu a liderança logo no começo, enquanto o Pajero errava o lado da raia, descendo no contravento pelo lado de Ilhabela, quando o lado oposto era claramente o favorecido. Parecia que o campeonato seria decidido ali. A situação piorou ainda mais quando o Pajero tentou consertar indo novamente para o lado errado no segundo contravento. Achei que tinha acabado aí. Mas então o Pajero, até então candidato a barco trapalhão do dia fez uma regata dessas de tirar o chapéu. Do último lugar eles foram se recuperando posição a posição até cruzar a linha em segundo, numa chegada emocionante, poucos segundos à frente de outros dois barcos. O Crioula venceu fácil, mas a recuperação do Pajero e a confirmação do segundo lugar em cima da linha foram gols de bicicleta.

 

Essa situação colocava apenas um ponto de diferença entre os dois adversários. Quem chegasse na frente, venceria. Foi então que o Crioula devolveu o gol de bicicleta com um golaço do meio de campo, na saída de bola, enquanto o adversário comemorava. A equipe gaúcha do clube Veleiros do Sul sabia que a regata seria de marcação. O Pajero fez de tudo para atrapalhar o Crioula e jogar o barco gaúcho para trás da flotilha.

 

Parêntese sobre essa estratégia: O Brasil aprendeu esse jogo quando Ben Ainslie "tomou" a medalha de ouro de Robert Scheidt na Olimpíada de 2000, em Sydney graças à tática de marcar o adversário. Naquele dia, Robert Scheidt ficou decepcionado com o mundo da Vela, achava que aquilo não era navegação leal. Neste ano, o mesmo Scheidt devolveu o remédio a outro britânico e, graças à marcação, venceu seu terceiro Campeonato Mundial de Star. Hoje, a marcação é uma tática comum, mas quem não sabe fazer direito se dá mal.

 

Segunda regata: 

O Crioula deu uma aula ao Pajero na largada. O barco gaúcho conseguiu jogar o adversário para além da linha da largada antes do tiro de partida. A jogada é tão de gênio que eu só posso comparar mesmo com um gol do meio de campo enquanto o adversário ainda está comemorando o tal gol de bicicleta. Por ter queimado a linha, o Pajero teria de velejar para trás e relargar. Sairia atrás do Crioula, perderia a chance de marcar o adversário e teria uma tarefa duríssima para reconquistar o título, que naquele momento era dos gaúchos.

 

A polêmica

Bom, aí entra o tal gandula e tira a bola que ia entrar no gol. Como? Aqui começa a polêmica de verdade. O Pajero continuou navegando normalmente. Marcou o Crioula e conseguiu empurrar os gaúchos para o penúltimo lugar. Lógico, o Pajero foi desclassificado da regata, mas o estrago estava feito. O quarto lugar do Crioula entrava na pontuação dos gaúchos. Já os seis pontos do Pajero desclassificado entraram como descarte. André Fonseca, o Bochecha, que é tático do Pajero, afirmou depois da regata que os tripulantes do seu barco não sabiam que haviam largado escapado. Houve protesto formal, mas simplesmente não havia nenhuma prova de que o Pajero teria ouvido o sinal sonoro (acompanhando de uma bandeira) avisando que eles teriam queimado a largada.

 

Ou seja, o título do Pajero veio por conta do tal gandula, que tirou a bola em cima da linha, quando o Crioula ia marcar gol. É broxante? É. É ilegal? Não, se o Pajero não sabia que havia queimado. 

 

Os juízes erraram na raia? Não. Os umpires não poderiam dar bandeira preta ou desclassificar o Pajero, como alguns sugeriram. A regata é uma regata normal, com um barco que não deveria estar lá. Aliás, o Pajero poderia até recorrer da marcação de que queimou a linha. Não o fez. Quem viu o vídeo da largada (eu não vi), disse que o Pajero não teria chance de recorrer, porque é a queimada é visível.

 

O caso seria bem diferente se ficasse provado que o Pajero sabia que havia queimado a largada. Há no livro de casos da Isaf, um caso praticamente idêntico, com a diferença de que ali fica claro que o barco infrator sabia que estava queimado e que atrapalhou o adversário conscientemente. Neste caso, o infrator foi desclassificado por atitude anti-desportiva e o barco prejudicado teria direito a uma reparação, o que, no caso de Ilhabela, daria o título ao Crioula.

 

Se isso fosse na Europa, seria matéria para todas as revistas. A discussão dá espaço para todas as opiniões. Mas eu confesso que quase não escrevi sobre isso. Primeiro, porque ninguém quis falar comigo sobre isso abertamente. Nem um representante da parte prejudicada, a quem ofereci um espaço aqui neste blog. "Não vou falar nada sobre esse assunto. Vocês só ficam olhando e não fazem nada. Mídia assim pra mim, não serve". Não deixa de ser um direito e um protesto. Mas informação é um detalhe importante no meu trabalho aqui. 

 

Decidi escrever porque a Vela merece. É um tema excelente, desses que poderia transformar a Vela em conversa de boteco. No, it’s not going to happen. Mas trabalho com esse esporte há tempo demais e tenho uma responsabilidade com esse espaço aqui no UOL. De vez em quando, tenho que levar a sério.

 

Por Antonio Alonso às 00h15

17/07/2012

Mais sobre Ilhabela: O nascimento (mais um) da classe C30

O vídeo acima é do Kaikias, um Carabelli 30 catarinense "azarão", que venceu, contrariando a lógica, a regata longa da Semana de Ilhabela. Quando um azarão é esperto o bastante, ele costuma ter algumas chances boas em regatas longas, especialmente nessas em que o vento some e reaparece em vários lugares diferentes. O barco que vem atrás consegue descobrir o que está acontecendo lá na frente, ao ver os líderes parados, e escapam dos buracos sem vento. No dia específico dessa regata, que foi até a ilha de Búzios e voltou ao Yacht Clube de Ilhabela, a questão era: por onde o vento vai entrar? A maioria apostava no leste, deu norte. Tarcísio Mattos, que é um dos comandantes do barco, junto com o Rogério Capella, disse que eles já tinham a previsão certa. Depois dessa regata, o Loyal/TNT, de Marcelo Massa, acabou vencendo quase tudo em Ilhabela. Mas não tinha a previsão do Tarcísio na mão...

Para mim, o que ficou de importante foi o nascimento (de verdade) da classe C30, que ameaçou várias estreias na raia, mas sem nunca passar de três barcos na largada. Desta vez, foram seis. Marcelo Massa (tio do Felipe Massa) dominou a raia, mas terminou o campeonato com uma vantagem muito menor do que começou. A grande revelação foi o Katana, de Fábio Filippon. "Nós corremos muito para conseguir montar o barco a tempo. Temos praticamente cinco dias de experiência com o C30, e estamos velejando muito melhor agora do que no primeiro dia. Podemos começar o campeonato de novo?", brincou o comandante falando comigo, no último dia. E ele emendou: "Este é, de longe, o melhor barco em que velejamos".

O C30 tem uma qualidade de construção exemplar. "Nem precisava tanto", dizem alguns. A flotilha está engraçada, com algumas tripulações muito profissionais, como é a do Massa, e outras que vieram direto de classes altamente amadoras, como o caso do azarão Kaikias, cujos tripulantes velejavam, em sua maioria, na festiva classe RGS. Depois dessa semana de vela, os catarinenses do Zeus já confirmaram que devem estar com um barco novo para a Regata Volta à Ilha de Santa Catarina, em novembro. E o fabricante fez questão de acabar com os boatos e oficializou o preço de R$ 350 mil. Velejado por sete tripulantes, o C30 é uma opção para muita gente que hoje está na ORC ou HPE. Eduardo Souza Ramos comprou um, o que significa bastante para a classe. 

Ficou claro, de uma vez por todas, que esta será uma das classes mais empolgantes do próximo ano. Não é para todos, mas já é acessível a muita gente que veleja. Muita de verdade. 

 

Tarcísio Mattos conta ao jornalista Flávio Perez como foi a vitória na regata até a ilha de Búzios

Por Antonio Alonso às 15h23

Isaf destaca Scheidt e Prada como favoritos ao ouro olímpico

 

Foto: Márcio Rodrigues/Mpix

Eu já estou com as minhas credenciais olímpicas na mão. Esses documentos são dificílimos de conseguir e eu levei dois anos para que eles chegassem às minhas mãos. No entanto, não vou usá-los por compromissos inegociáveis de trabalho aqui no Brasil. Pena. Azar meu.

Mas meu e-mail já está em clima olímpico faz tempo. Hoje eu recebi um alerta da Isaf resumindo as expectativas para a classe Star. Não foi surpresa nenhuma, mas foi interessante ver a Isaf, num informe oficial, reconhecer Bruno Prada e Robert Scheidt como favoritos ao ouro.

Da Isaf - Robert Scheidt e Bruno Prada (BRA) e os atuais campeões olímpicos Iain Percy e Andrew Simpson (GBR) encabeçam a competição como favoritos, mas com o alto nível de toda a flotilha, surpresas podem acontecer.

Scheidt e Prada entram em Londres em 2012 tendo dominado a flotilha da classe Star ao longo dos últimos 18 meses. Os brasileiros ganharam em sequência os títulos de Campeão Mundial de 2011, em Perth e de 2012, em Hyères, na França, e acumularam a marca impressionante de vencer sete competições em sequência, mostrando que sabem fazer as coisas funcionarem quando realmente importa.

No Mundial de 2011, os ingleses tiveram de desistir depois que Percy sofreu uma lesão nas costas. Os ingleses voltaram mais fortes no Mundial de 2012, trocando a liderança com os brasileiros. Mas depois de um penúltimo dia ruim, Scheidt e Prada retomaram a liderança de maneira surpreendente na regata decisiva. Os brasileiros mantiveram os ingleses na parte de trás da flotilha, com as duas equipes descartando resultados na faixa do 30º lugar e, como consequência, dando aos brasileiros seu terceiro Campeonato Mundial Star.

Os medalhistas de prata atrás de Percy e Simpson em Pequim 2008, Scheidt e Prada têm grandes chances do para o ouro desta vez.

Numa flotilha cujos atletas que já têm medalhas olímpicas passam de 10 e na qual as participações olímpicas são mais de 50, o desafio da juventude contra a experiência pode ser revelador. O skipper polonês Matesuz Kusznierewicz é o único medalhista de ouro em outra classe [esqueceram do Scheidt??], campeão da Finn em Atlanta, 1996. Competindo pela segunda vez na Star, ao lado de Dominik Zycki, eles vão se esforçar pelo pódio que se mostrou fora de seu alcance na China.

A dupla sueca de Freddie Loof e Salminen Max combina um timoneiro experiente com a exuberância da juventude. Loof, veleja nos Jogos Olímpicos pela sexta vez e já tem duas medalhas de bronze em o seu nome e juntou-se a Salminen, um dos mais jovens da flotilha, com 23 anos, e que faz sua estréia olímpica.

O francês Xavier Rohart vai aos Jogos Olímpicos pela quinta vez. Seu melhor resultado veio em Atenas 2004, onde ganhou uma medalha de bronze. Veleja ao lado dele Pierre Alexis-Ponsot, estreante em Olimpíadas.

Os irlandeses Peter O'Leary e David Burrows estão chegando aos Jogos Olímpicos já sabendo o que é preciso para vencer seus 15 concorrentes na raia olímpica. Eles venceram o último evento teste disputado ali e agora vão com tudo para o pódio.

A flotilha de 16 barcos da classe Star vai começar sua disputa na raia de West Bay, Weymouth, no dia 29 de julho, às 13h30 locais (9h30 no horário de Brasília). Dia 1 de agosto será o dia reserva, seguido por mais dois dias de regatas. A Medal Race, valendo o dobro de pontos, será disputada no dia 5, apenas entre os 10 melhores classificados até então.

 

Por Antonio Alonso às 00h11

16/07/2012

Veleiro voador: a maluquice que virou realidade

Quando eu comecei a trabalhar com iatismo, o l'Hydroptère ainda era um pouco piada. Essa idéia de fazer um veleiro cujos cascos não encostassem na água deu muito trabalho para equipes de resgate. Esse vídeo resume um pouco (bem pouco) da história desse barco que já virou recordista de velocidade até na travessia do canal da Mancha. Mas, como o caminho foi longo, aí acima você vai ver pelo menos uma bela capotagem e outras quebras importantes que esse veleiro viveu desde seu nascimento até hoje.

Por Antonio Alonso às 19h06

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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