
Tripulação do Pajero comemora título em Ilhabela. Foto: Carlo Borlenghi/Rolex
Últimos campeões do maior evento de vela oceânica da América latina foram definidos neste sábado (14). Pajero levou na S40, Loyal/TNT na C30 e SX4/Bond Girl na HPE
Da ZDL de Comunicação - Os resultados dentro da água comprovaram que a Rolex Ilhabela Sailing Week é o maior evento de vela oceânica da América Latina. A edição de número 39 do tradicional campeonato teve regatas sendo definidas na última boia entre os 150 barcos, representantes olímpicos se misturando com os amadores e organização de nível internacional. Os duelos também foram acompanhados pelo público com a maioria das provas sendo realizadas no canal de São Sebastião.
Os vencedores em cada categoria foram: Pajero/Gol (S40), Loyal/TNT (C30), SX4/Bond Girl (HPE), Tomgape Touché (ORC Geral e 500), Zeus (ORC 600), Kiron (ORC 650), Prozak (ORC 700), Maria Preta (RGS Maxi), Troop Too (RGS A), Tangaroa (RGS B), Mandinga (RGS C), Chrispin II Kelvin Clima (RGS Cruiser A) e Hélio II- Hospital Sírio Libanês (RGS Cruiser B).
"As regatas estão cada vez mais acirradas e decididas no fim. Isso mostra o investimento das equipes em treinamento e equipamento. O sucesso da HPE com 27 barcos, a força do S40, o surgimento do C30 e o crescimento das classes de rating como ORC e RGS mostram a importância do campeonato", revela José Manuel Nolasco, diretor de vela O Yacht Club de Ilhabela (YCI). "O clube se orgulha em sediar a competição. Por isso, temos a responsabilidade de fazer o melhor, mostramos nossa capacidade de organização".
Nesta sábado (14) com sol e ventos variando de 12 a 14 nós, a Comissão de Regatas (CR) fez duas provas no canal de São Sebastião entre os monotipos para desempatar a competição. E, nas três classes, não faltou emoção do começo ao fim. Na S40, O Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) oscilou na primeira do dia e largou em último, mas fez uma incrível recuperação e terminou em segundo. Com isso, precisou apenas marcar seu adversário direto, o Crioula, para garantir o título. Festa para Eduardo Souza Ramos, o pioneiro da competição. "Foi um dia difícil e foi muito bom conquistar mais essa vitória, a nona que conseguimos. Venci a primeira edição, em 73. Nossa vitória pode ser creditada à sorte e também à nossa ótima tripulação. O Bochecha é um ótimo tático e nos ajudou muito".
"A primeira regata de hoje foi a mais importante do campeonato. Largamos mal, estávamos em quinto, depois de uma escolha errada. Logo a tripulação reagiu e começamos a nos recuperar, tanto que chegamos em segundo. A vibração foi a mesma de que se tivéssemos ganhado o campeonato. Este resultado permitiu que só marcássemos o Crioula na última regata para conseguir o título", explica André ´Bochecha´ Fonseca.
Domínio do Loyal/TNT - Na C30, que estreou na Rolex Ilhabela Sailing Week, o título foi para o Loyal/TNT (Marcelo Massa), que superou outras cinco embarcações. O tio do piloto de F1 Felipe Massa liderou a equipe, que conta com ícones da vela olímpica nacional como Alexandre Paradeda e Fábio Pillar. "Começamos com pé direito. O barco tem um velejo gostoso e é rápido. A tendência é que as outras tripulações melhorem com o tempo e tenhamos regatas decididas no último momento", revela o campeão.
"Acredito muito na classe, que deve crescer ainda mais. Para a Rolex Ilhabela Sailing Week, em 2013, poderemos ter de 12 a 13 barcos. Todos que disputaram aqui gostaram muito do barco. O Katana foi para água nesta semana e já ficou em segundo no campeonato", destaca Massa.
O idealizador do barco, Horácio Carabelli, prestigiou as regatas de C30 em Ilhabela. "O custo benefício é o diferencial do barco. Mais velejadores devem apostar nessa classe,que certamente será uma das maiores em um curto prazo".
Muita disputa na HPE - Com 27 barcos, recorde desde que foi criada em 2004, a HPE contou com a presença de representantes olímpicos como Bruno Prada e Adriana Kostiw. Mas quem se deu bem foi Rique Wanderley e seu SX4/Bond Girl. O campeonato foi decidido na regata final. Os campeões precisavam chegar na frente do Ginga (Breno Chvaicer) e, mesmo assim, não adotaram a estratégia de marcar os rivais. Fizeram um primeiro e um quinto lugares e somaram 21 pontos contra 31 dos rivais diretos.
"Fizemos a nossa regata e acabou dando certo. Não havia favorito. O título nos enche de orgulho, já que brigamos de igual para igual com os melhores do País, como Bruno Prada, Maurício Santa Cruz, Henrique Haddad e outros que competem na categoria, a mais disputada do oceano", adianta Rique Wanderley.
O velejador Bruno Prada ajudou o Ginga a ficar com o vice. O atleta embarca nesse domingo (16) para Londres e se juntará a Robert Scheidt. Os dois tentarão a medalha de ouro na classe Star. "Dever cumprido em Ilhabela. Pude competir e descansar com minha esposa e filhos para a Olimpíada. Agora é foco total nos Jogos".
As classes de rating e o papa títulos - Desde 2010, o lugar mais alto do pódio na ORC Geral é do time do Tomgape Touché (Ernesto Breda). Os tricampeões tiveram uma campanha perfeita nas oito regatas do calendário. "Os adversários evoluíram e está cada vez mais difícil defendermos o título. De qualquer forma, vamos otimizar o barco para manter o ritmo. A ORC está batendo recordes. Temos mais de 120 barcos disputando pelo mundo e a classe continua forte, o que ajuda na evolução dos equipamentos e materiais", diz Ernesto Breda.
O Tomgape Touche também ganhou na ORC 500. Nas outras divisões, Zeus (Inácio Vandressen) foi o campeão na 600. Os catarinenses do Kiron (Leonardo Guilherme Cal) contaram com o talento do campeão pan-americano Matheus Dellagnelo a bordo e saíram vencedores na 650. Na ORC 700, vantagem para o Prozak (Márcio Finamore), após uma disputa acirrada com o argentino Pachim Mar & Vela/Pacuíba (Leandro Sanches).
Na RGS, que tem uma regra 100% nacional, o Maria Preta (José Barreti) foi o campeão na divisão Maxi, que agrega os maiores veleiros. O bicampeão pan-americano Mario Buckup foi o responsável pela tática. "Estamos muito felizes. Vencer a Rolex Ilhabela Sailing Week é importante para o currículo de todos os velejadores. As regatas são sempre muito próximas e exige atenção total nas provas".
Na RGS A, o Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) levou a melhor, assim como o Tangaroa (James Bellini) na B. Entre os barcos da subdivisão C, ouro para o Mandinga (Jonas Penteado), que chegou ao último dia de regatas com 100% de aproveitamento. Na Cruiser A, o campeão foi o Chrispin II Kelvin Clima (José Carlos de Souza) e na RGS Cruiser B, o Hélios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo).
Resultados finais:
S40 - após 9 regatas com 1 descarte
1º - Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) - 14 pontos perdidos (2+2+3+1+1+1+2+2+6)
2º - Crioula (Eduardo Plass) - 16 pp (1+5+1+2+3+3+1+1+4)
3º - Carioca (Roberto Martins) - 23 pp (4+3+2+4+2+4+5+3+1)
4º - Mitsubishi/Energisa (Torben Grael) - 28 pp (3+4+4+5+5+2+3+5+2)
5º - Apolonia (Jaime Charad) - 29 pp (5+1+5+3+4+5+4+4+3)
C30 - após 9 regatas com 1 descarte
1º - Loyal/TNT (Marcelo Massa) - 11 pp (3+1+1+1+2+1+1+1+7)
2o - Katana/Energia (Fábio Filippon) - 17 pp (6+3+2+2+1+3+3+2+1)
3º - Barracuda (Humberto Diniz da Silva) - 20 pp (5+2+3+3+3+2+2+3+2)
4º - Kaikias (Tarcisio Mattos) - 29 pp (1+5+5+4+4+4+4+4+3)
5º - Corta Vento (Carlos Augusto de Matos) - 37 pp (4+4+4+5+6+6+5+5+4)
HPE - após 9 regatas com 1 descarte
1º - SX4/Bond Girl (Rique Wanderley) - 21 pp (3+1+7+2+4+1+4+1+5)
2º - Ginga (Bruno Prada) - 31 pp (1+9+2+5+1+5+2+13+6)
3º - Bixiga (Pino Di Segni - 35 pp (6+7+4+7+5+2+5+4+2)
4º - Artemis (Mark Essle) - 52 pp (8+10+18+8+3+18+1+3+1)
5º - Relaxa/Next (Roberto Mangabeira) - 53 pp (13+8+1+4+12+21+3+5+7)
ORC Geral - após 7 regatas com 1 descarte
1º - Tomgape/Touché (Ernesto Breda) - 8 pp (1+1+1+1+2+2+4)
2º - Angela Star (Peter Siemsen) - 21 pp (5+6+3+5+1+8,5+1)
3º - Zeus (Inácio Vandressen) - 27,5 pp (10+8+5+3+8,5+1+2)
4º - Kiron (Leonardo Guilherme Cal) - 28 pp (8+14+6+2+3+3+6)
5o - San Chico (Francisco Freitas) - 34 pp (7+7+13+8+5+4+3)
ORC 500 - após 8 regatas com 1 descarte
1º - Tomgape/Touché (Ernesto Breda) - 9 pp (2+1+1+1+1+2+1+3)
2º - Angela Star (Peter Siemsen) - 19 pp (3+5+4+3+2+1+5+1)
3o - San Chico (Francisco Freitas) - 27 pp (4+6+5+6+5+3+2+2)
4º - Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli) - 32 pp (6+2+2+2+12+5+3+12)
5º - Chroma (Luis Crescenzo) - 32 pp (7+3+3+4+4+7+4+12)
ORC 600 - após 8 regatas com 1 descarte
1º - Zeus (Inácio Vandressen) - 10 pp (2+2+3+1+1+2+1+1)
2º - Ventaneiro (Renato Cunha) - 14 pp (3+3+1+2+2+1+16+2)
3o - Absoluto (Renato Gama) - 25 pp (16+4+5+3+4+4+2+3)
4º - Mad Max (ARG - Julian Somodi) - 32 pp (11+1+2+6+3+5+16+4)
5º - Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 36 pp (6+5+8+4+6+3+5+7)
ORC 650 - após 8 regatas com 1 descarte
1º - Kiron (Leonardo Guilherme Cal) - 7 pp (3+1+1+1+1+1+1+1)
2º - Bravíssimo (Ivan de Porto Alegre Muniz) - 16 pp (2+2+2+2+3+3+3+2)
3º - Maestrale (Adalberto Casaes Jr.) - 19 pp (5+3+3+4+2+2+2+3)
4º - Katana (Francisco Luis Altenburg) - 26 pp (1+4+4+3+4+5+5+5)
ORC 700 - após 7 regatas com 1 descarte
1º - Prozak (Márcio Finamore) - 11 pp (1+2+4+1+1+4+2)
2º - Angra (Escola Naval) - 16 pp (4+4+1+2+4+9+1)
3º - Pachim Mar & Vela/Pacuíba (ARG- Leandro Sanches) - 16 pp (3+1+3+4+2+3+6)
4º - Mashallah (Guillermo Larrobla) - 25 pp (5+6+6+5+3+2+4)
5º - Zeppa (Diego Zaragoza) - 26 pp (2+3+2+9+7+6+6)
RGS Maxi - após 7 regatas com 1 descarte
1º - Maria Preta (José Barreti) - 7 pp (1+2+1+1+1+2+1)
2º - Saravah (Pierre Joullie) - 10 pp (3+1+2+2+3+1+1)
3º - Náutico II (ARG) - 18 pp (5+4+3+3+2+3+3)
4º - Harpia III (Le Vent Mistral) - 21 pp (2+3+4+4+4+4+4)
5º - Sessentão (Alain Simon) - 31 pp (4+5+5+5+6+6+6)
RGS A - após 7 regatas com 1 descarte
1º - Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) - 15 pp (1+1+3+2+6+2+11)
2º - Quiricomba (Escola Naval) - 16 pp (4+7+5+4+1+1+1)
3º - Brekelé (Escola Naval) - 18 pp (2+5+2+1+5+11+3)
4º - Fram (Felipe Aidar) - 19 pp (3+3+4+3+3+3+5)
5º - Jazz (Valéria Ravanni) - 21 pp (6+2+1+5+2+5+6)
RGS B - após 7 regatas com 1 descarte
1º - Tangaroa (James Bellini) - 7 pp (3+1+1+1+1+1+2)
2º - Revanche (Celso Faria) - 20 pp (10+2+4+2+3+4+5)
3º - Sereloco (Marcelo Cabral) - 23 (8+3+3+12+5+3+1)
4º - Palmares (José Romariz) - 23 pp (1+5+6+4+4+9+3)
5º - BL3 (Clauberto Andrade) - 23 pp (7+7+2+3+2+2+9)
RGS C - após 7 regatas com 1 descarte
1º - Mandinga (Jonas Penteado) - 6 pp (1+1+1+1+1+1+1)
2o - Xiliki (Flávio Cantanhede)- 24 pp (2+2+20+4+5+6+5)
3º - Azulão (Marcello Polônio) - 25 pp (5+3+2+2+10+11+3)
4º - Santeria (Maurício Martins) - 33 pp (7+11+7+7+8+2+2)
5º - Ariel (Luis Pimenta) - 33 pp (4+4+4+8+4+9+10)
RGS Cruiser A - após 7 regatas com 1 descarte
1º - Chrispin II Kelvin Clima (José Carlos de Souza) - 9 pp (2+4+2+1+1+1+2)
2º - For Sale (Décio Goldfarb) - 11 pp (4+2+1+2+2+3+1)
3º - Sailing Adv. Travessura (Sérgio Gomes) - 13 pp (1+1+3+3+3+2+3)
4º - Magaratz (Cláudio Birolini) - 27 pp (3+5+6+9+4+4+5)
5o - Jubarte 1 (Aldo Sani Jr.) - 34 pp (7+6+7+5+5+5+6)
RGS Cruiser B - após 7 regatas com 1 descarte
1º - Hélios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) - 6 pp (2+1+1+1+1+1+1)
2º - Cocoon (Luiz Caggiano) - 17 pp (3+2+2+2+4+9+4)
3º - Boccalupo (Cláudio Melaragno) - 19 pp (1+6+5+4+3+3+3)
4º - BL3 / Alísios Wind Náutica (Domingos Carelli Neto) - 20 pp (6+3+4+3+2+9+2)
5º - Austral (Antônio de Faria) - 25 (5+4+3+5+6+2+9)
Brasileiro de RGS - classificação final - 6 regatas, 1 descarte
1º Tangaroa (James Bellini) - 8 pp (4+1+3+1+1+2)
2º Mandinga (Jonas Penteado) - 19 pp (1+2+1+7+8+12)
3º Maria Preta (José Barreti) - 26 pp (11+17+2+2+2+9)
4º Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) - 26 pp (7+4+7+4+17+4)
5º Fram (Felipe Aidar) - 35 (10+6+9+5+12+5)
Premiação - No início da noite do sábado, os melhores barcos de cada classe participaram da premiação da 39a. edição da Rolex Ilhabela Sailing Week. Os três mais bem classificados receberam troféus e medalhas. Os comandantes das tripulações campeãs da S40 (Pajero/Eduardo Souza Ramos), HPE (SX4/Bond Girl/Rique Wanderley) e ORC Geral (Tomgape Touché/Ernesto Breda) receberam ainda um relógio Rolex Oyster Perpetual Milgauss.
Por Antonio Alonso às 21h23
Entre as coisas bacanas da Semana de Ilhabela estão as conversas que esses caras que farão história daqui a 20 dias. Bruno Prada foi bastante franco, reconheceu que rola uma rivalidade "especial" com os ingleses e confirmou que Percy e Simpsom bateram "de propósito" nos brasileiros na Medal Race do último teste olímpico, em Weymouth.
Por Antonio Alonso às 12h46
Classe S40 na raia. Foto: Carlo Borlenghi/Rolex
A sexta-feira 13 chegou trazendo sorte para a Rolex Ilhabela Sailing Week. Depois de uma quinta-feira cinza e sem vento, os velejadores disputaram três regatas sob céu aberto e ventos que chegaram aos 20 nós dentro canal de São Sebastião. A proximidade com a terra permitiu que toda a ação fosse acompanhada de perto também por terra.
Com as três regatas desta sexta, a Rolex Ilhabela Sailing Week chega à reta final. Estão programadas mais duas provas para as classes One Design e uma para a ORC neste sábado. Com as chances de título restritas a poucos barcos, as disputas devem esquentar. Na HPE, por exemplo, Bond Girl e Ginga já dispararam na frente dos adversários e é muito provável que vejamos uma marcação cerrada desde a primeira largada deste sábado decisivo.
"Chegou a hora de ser agressivo e vamos com toda a força para o título. Mas a marcação apertada também pode nos prejudicar, não sei se esta é a melhor estratégia", contou Breno Chvaicer, comandante do HPE Ginga, vice-líder. O Bond Girl, de Rique Wanderley, está apenas um ponto à frente, e não quer abrir o jogo. "Não vou contar nada sobre a estratégia para amanhã. É hora de se concentrar para o dia decisivo".
Na S40, o Pajero/Gol, de Eduardo Souza Ramos, assumiu o topo da tabela com um desempenho praticamente impecável. Com dois primeiros e um segundo nas três regatas desta sexta, o Pajero/Gol chega a nove pontos perdidos, contra 11 do Crioula. "Nossa vantagem é que descartamos um terceiro lugar, mas precisamos ir para a raia sabendo que nada está ganho e temos de dar nosso máximo, como fizemos até agora, contou André Fonseca, o Bochecha, tático do Pajero/Gol.
Para Samuel Albrecht, timoneiro do Crioula, amanhã é "tudo ou nada". "Hoje nós cometemos um erro estratégico na primeira regata e terminamos em terceiro. Amanhã não podemos errar nada".
Na ORC, o Tomgape 2/Touché, de Ernesto Breda, já pode comemorar o título. O barco vermelho e branco venceu quatro das seis regatas disputadas até agora e ficou em segundo nas outras duas. O tático Carlos Biekarck comemorou o título, mas prevê que 2013 será um ano mais complicado. "Nós sabíamos que o barco era bom e estávamos treinados e confiantes. Mas os adversários também evoluíram muito e acho que as coisas serão mais difíceis em 2013".
Quem também tem situação confortável, mas ainda não confirmou o título, é o C30 Loyal/TNT, de Marcelo Massa, que venceu cinco das sete regatas disputadas até agora. "Estamos bastante perto, mas ainda não dá para comemorar o título. O que eu posso comemorar é que estou gostando muito do barco, da classe, da competição. É justamente o que eu desejava quando decidi entrar na C30", contou Marcelo Massa. Com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Katana/Energia, Massa só precisa terminar uma das regatas deste sábado para confirmar o título.
A cerimônia de premiação da Rolex Ilhabela Sailing Week acontece neste sábado, a partir das 19h30. Os comandantes vencedores nas classes S40, HPE 25 e ORC Geral receberão, além dos troféus e medalhas, um relógio Rolex Oyster Perpetual Milgauss.
S40 - após 7 regatas (pior resultado é descartado)
1º - Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) - 9 pontos perdidos (2+2+3+1+1+1+2)
2º - Crioula (Eduardo Plass) - 11 pp (1+5+1+2+3+3+1)
3º - Carioca (Roberto Martins) - 19 pp (4+3+2+4+2+4+5)
C30 - após 7 regatas
1º - Loyal (Marcelo Massa) - 7 pp (3+1+1+1+2+1+1)
2º - Katana (Fábio Filippon) - 14 pp (6+3+2+2+1+3+3)
3º - Barracuda (Humberto Diniz da Silva) - 15 pp (5+2+3+3+3+2+2)
HPE - após 7 regatas
1º - SX4/Bond Girl (Rique Wanderley) - 15 pp (3+1+7+2+4+1+4)
2º - Ginga (Bruno Prada) - 16 pp (1+9+2+5+1+5+2)
3º - Bixiga (Pino di Segni) - 29 pp (5+2+3+11+5+2+5)
ORC - após 6 regatas
1º - Tomgape 2/Touché (Ernesto Breda) - 6 pp (1+1+1+1+2+2)
2º - Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli) - 19 pp (2+3+2+6+7+6)
3º - Ângela Star VI (Peter Siemsen) - 20 pp (5+6+3+5+1+9,5)
Por Antonio Alonso às 20h22
Maior medalhista olímpico do Brasil acredita que a equipe está preparada para competição em raia inglesa. Regatas desta quinta-feira (12) foram canceladas por causa da chuva e da falta de vento
Em Ilhabela estão expostas as cinco medalhas olímpicas do único velejador na história desse planeta a conquistar tantas redondinhas. Um jornalista perguntou qual foi a logística para ele trazer as medalhas. Mal sabe que Torben trouxe praticamente num saquinho, e deixou na portaria do clube. Agora elas estão atrás de um vidro blindado. O valor do metal é irrisório, o valor histórico disso é inestimável.
Ah, regatas? Nesta quinta o vento faltou e foi tudo cancelado.

Torben com as medalhas ao fundo. Foto: Aline Bassi/Balaio de Ideias
Da ZDL - Maior vencedor da vela brasileira, Torben Grael é mais um velejador de ponta que disputa a Rolex Ilhabela Sailing Week 2012. Por sua multidisciplinaridade, o bicampeão olímpico é requisitado quando o assunto é Olimpíada, Volvo Ocean Race, America´s Cup e qualquer outro evento top na vela oceânica. Afinal de contas, ele se deu bem em todas essas competições. Seus troféus e suas medalhas estão expostos no Yacht Club de Ilhabela (YCI), no estande da Mitsubishi, sua patrocinadora. As mais fotografadas são as cinco medalhas no Jogos Olímpicos, que renderam a ele o status de maior medalhista da história do País e da vela mundial.
"O valor das medalhas é mais sentimental do que monetário. Não tive preocupação em trazer para Ilhabela as medalhas. São coisas que dão trabalho para conseguir, isso sim. Parabéns para quem idealizou a exposição". No maior evento de vela oceânica da América Latina, que termina no sábado (14) com a presença de 150 barcos, o mais completo velejador nacional comanda o S40 Mitsubishi Energisa e tem a bordo o filho Marco, a esposa Andrea, o irmão Lars e a sobrinha Sofia.
Sobre a Olimpíada, que começa em 15 dias, Torben Grael acredita que seu recorde de medalhas será alcançado este ano por Robert Scheidt, que tentará seu quinto pódio olímpico em Londres. Na classe Star, o velejador paulista e o proeiro Bruno Prada são os maiores favoritos ao ouro. "A dupla brasileira conseguiu resultados expressivos, como o tri mundial, e tem tudo para conquistar o resultado. Nos últimos eventos, eles foram fortes e constantes. Nas demais classes, o Brasil tem chance no 470 feminino com a Fernanda Oliveira e a Ana Barbachan. Acredito que a Patrícia Freitas conseguiu uma evolução significativa no RS:X, pena que o barco não estará no Rio/2016. O Bimba, também na RS:X, tem experiência olímpica e chegou perto de medalha. Outro que pode se dar bem é o Bruno Fontes na Laser. Acredito que ele pode encaixar um bom resultado, apesar de ser inconstante alguma vezes".
Torben Grael, no entanto, está preocupado com os resultados de 2016. Segundo o bicampeão olímpico, há muito o que evoluir. "Para o futuro, eu não vejo uma melhora, apesar de o Brasil sediar os Jogos. Não só na vela, mas no esporte nacional como um todo", alerta.
Vela oceânica - O velejador é presença garantida todos os anos em Ilhabela. Segundo Torben, a Rolex Ilhabela Sailing Week é exemplo de organização e sua importância atrai tanta gente ao evento no mês de julho. Para edição 2012, ele escolheu, mais uma vez, a classe S40, a mais profissional da América Latina em oceano. A categoria conta com cinco veleiros na água.
"É um barco monotipo excelente. A classe está evoluindo devido ao esforço grande que o Eduardo Souza Ramos (comandante do Pajero) está fazendo. A Mitsubishi está organizando ótimos campeonatos, atraindo importantes velejadores estrangeiros, possibilitando a realização de intercâmbio com os nossos atletas". A Rolex Ilhabela Sailing Week, além da S40, conta com as categorias: HPE, C30, ORC e RGS.
Torben Grael aposta na nova diretoria da Associação Brasileira de Vela Oceânica (ABVO) para profissionalizar a modalidade no País, o que inclui a formaçãode mais velejadores, construção de novas classes, padronização das atuais e um calendário unificado entre todas as regiões do Brasil. O irmão dele, Lars Grael, é o comodoro da entidade e Torben também está no grupo que tenta modernizar a vela oceânica.
Volta ao Mundo - Vencedor da Volvo Ocean Race 2008/09, Torben Grael pode voltar a comandar um barco brasileiro na próxima edição da Volta ao Mundo, marcada para 2014. A organização da regata definiu mudanças para a próxima temporada, como a padronização dos veleiros, desenhados por Bruce Farr e construído por um consórcio europeu de estaleiros. O objetivo é reduzir os custos de fabricação.
"O monotipo emperra o desenvolvimento. Faz parte do jogo, mas os barcos ficam desatualizados e precisam ser revistos de tempos em tempos. Se tiver que fazer muitos, o estaleiro precisará seguir prazos e isso pode atrapalhar. A estratégia deles de dividir os estaleiros para fazer os barcos em partes pode ser ruim, já que se der problema, um pode jogar a culpa um no outro", relata Torben.
Sobre a nova participação na Volvo Ocean Race, Torben despista: "Tenho pouca informação sobre o andamento do barco brasileiro. O Alan Adler e a IMX estão vendo isso. Mas, se for pra sair, deveria ser agora para dar tempo de treinar, já que outras equipes estão se organizando".
Por outro lado, a redução do tamanho do novo barco de 70 para 65 pés indiretamente beneficia Torben. "Como os novos barcos serão menores, muito provavelmente meu recorde de singradura (velejada de 596,6 milhas náuticas, ou 1.100 quilômetros, em 24 horas com o Ericsson 4, em 29 de outubro de 2008) não deverá ser batido dentro da Volvo. Poderá ser com alguns outros tipos de barcos mais velozes", prevê.
Regatas canceladas - O mau tempo em Ilhabela nesta quinta-feira (12) impediu a realização das regatas da Rolex Ilhabela Sailing Week. A Comissão de Regatas (CR) tentou montar a raia na Ponta das Canas, mas a chuva e a falta de vento impediram a realização das provas. A CR sinalizou até fazer o procedimento no canal, mas não havia condição. Com isso, os resultados seguem mantidos após quatro regatas.
"O objetivo da Comissão é chegar, no mínimo, a seis regatas e validar o descarte, o que muda o resultado. Temos ainda dois dias de provas e acredito que não será necessário fazer provas menores. Para a sexta-feira (13), a previsão é de ventos fracos para o início da tarde e falta definir se montaremos as boias dentro do canal ou na Ponta das Canas", explica Cuca Sodré, que preside a CR. Dependendo das condições, serão disputadas três regatas barla-sota ou apenas uma de percurso.
Por Antonio Alonso às 23h58
Tempo camaleão aqui em Ilhabela. Já tivemos tempo fechado com frio e vento demais, tempo aberto com bom vento, brisa de leste, sul e até de norte. Hoje o dia amanheceu coberto por uma capa espessa de nuvens negras e baixas. Há vento no canal, mas a previsão é que mais tarde sopre um oeste bem forte. Ontem especulava-se que não haveria regatas hoje. Eu acho difícil não rolar nada.

Ontem as regatas foram no canal, mas esqueçam esse visual. Hoje o dia amanheceu 100% cinza. Foto: Carlo Borlenghi/Rolex
Comissão de Regata (CR) escolheu fazer as provas no canal. Competição, considerada a maior da América Latina, segue equilibrada em todas as classes
Da ZDL - O assunto desta quarta-feira (11) em Ilhabela era onde seria realizada a regata do dia e a solução da Comissão de Regatas privilegiou o público. Com a entrada do vento Sul, no início da tarde, a prova da Rolex Ilhabela Sailing Week foi disputada no canal, bem perto do Yacht Club de Ilhabela (YCI). A intensidade entre de 10 a 20 nós e muito sol, garantiram duelos equilibrados e técnicos e um belo espetáculo para o público que estava na orla de ilhabela e de São Sebastião dos 150 barcos inscritos na competição.
Os vencedores do dia também souberam evitar os perigosos baixios do canal, onde alguns barcos chegam a encalhar. Na classe S40, o Pajero (Eduardo Souza Ramos), depois de várias trocas de posições, cruzou a linha de chegada em primeiro. Mérito para a equipe que estava mais atenta. "A vela é uma modalidade que exige muito do atleta, que precisa ter percepção de vários fatores que cercam. Talvez é a que mais obriga atenção total. No caso da regata desta quarta, nós precisamos de dedicação e concentração. Foi longa a perna e com muita adrenalina", revela Eduardo Souza Ramos.
Especialista em competições de Volta ao Mundo, André Fonseca também apoia a ideia de regatas perto do público, assim como na Volvo Ocean Race, Olimpíada e America´s Cup. "Correr uma regata no meio do mar nem sempre é legal para o público. Às vezes, as provas perto de terra prevalecem apenas um bordo (lado) e acaba ficando um barco atrás do outro. Desta vez, os veleiros ficaram espalhados, possibilitando um belo visual", conta o integrante do Pajero, barco que está em primeiro na classificação geral na frente do Crioula (Eduardo Plass).
A classe HPE é a que mais se adapta às provas perto da terra pelo tamanho e agilidade. Parecida com as olímpicas, a categoria está reunindo 27 embarcações na Rolex Ilhabela Sailing Week, recorde desde que foi criada em 2004, e não teve um vencedor repetido. Melhor para o time do SER Glass Eternity, de Marcelo Bellotti. "Velejamos com raça e garra. Encaixamos bem a velejada com um barco rápido. O conhecimento da raia, principalmente do canal, fez a diferença. Foi um dia de sul atípico com pouca corrente", revela Bellotti. "Treino é fundamental na vela. Sempre que posso estou na ilha velejando".
A vitória desta quarta-feira melhorou a posição do SER Glass Eternity que estava apenas na 17ª colocação e subiu cinco posições. A liderança é do SX4/Bond Girl (Rique Wanderley), seguido por Ginga (Breno Chvaicer) e BSS (Marcelo Christiansen). Na C30, o Loyal TNT (Marcelo Massa) é o líder isolado da categoria que estreia na Rolex Ilhabela Sailing Week 2012. "A regata foi bastante interessante e foi possível ver a evolução dos adversário. Em pouco tempo, os outros C30 reduzirão a vantagem, como o Katana, que é o mais novo da raia", relata Alexandre Paradeda, do Loyal TNT, que é a tripulação mais profissional da classe.
Nas classes que precisam de rating, como a ORC, o Tomgape Touche (Ernesto Breda) segue liderando no geral e é o grande favorito ao tri. Mas, como era de se esperar, os adversários estão na cola, como o Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli). Os representantes de Campinas (SP) souberam velejar na raia, que dificulta as manobras dos barcos maiores. "Tentamos errar o menos possível para ter um bom resultado no tempo corrigido. Não tivemos problemas com o baixio. O conhecimento do local e a ajuda de velejadores locais também é fundamental nessas horas", diz André Otomati, integrante do Tembó.
Os outros vencedores do dia foram: Zeus (Inácio Vandressen) na 600, Kiron (Leonardo Cal) na 650 e Prozak (Márcio Finamore) na 700. Entre os RGS, outra disputas acirradas. Na Maxi, que envolve os maiores da categoria, o primeiro no tempo corrigido foi o Maria Preta (Alberto Barreti). Na A, Brekelé (Escola Naval) foi o melhor do dia; na B foi o Tangaroa e na C o Mandinga (Jonas Penteado), que está com 100% de aproveitamento. Entre os Cruiser, há duas subdivisões: Na A, vitória do Sailing Adv. Travessura (Sérgio Gomes) e na B do Hélio II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo). "Conseguimos um bom aproveitamento nas primeiras regatas. O campeonato, apesar da nossa vantagem, está difícil e nossa estratégia será ampliar o resultado", revela Marcos Lobo.
Resultados acumulados:
S40 - após 4 regatas
1º - Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) - 8 pp (2+2+3+1)
2º - Crioula (Eduardo Plass) - 9 pontos perdidos (1+5+1+2)
3º - Carioca (Roberto Martins) - 13 pp (4+3+2+4)
4º - Apolonia (Jaime Charad) - 14 pp (5+1+5+3)
5º - Mitsubishi/Energisa (Torben Grael) - 16 pp (3+4+4+5)
C30 - após 4 regatas
1º - Loyal (Marcelo Massa) - 6 pp (3+1+1+1)
2º - Barracuda (Humberto Diniz da Silva) - 13 pp (5+2+3+3)
3º - Katana (Fábio Filippon) - 13 pp (6+3+2+2)
4º - Kaikias (Tarcisio Mattos) - 15 pp (1+5+5+4)
5º - Corta Vento (Carlos Augusto de Matos) - 17 pp (4+4+4+5)
HPE - após 4 regatas
1º - SX4/Bond Girl (Rique Wanderley) - 12 pp (3+1+7+2)
2º - Ginga (Bruno Prada) - 17 pp (1+9+2+5)
3º - BSS (Marcelo Christiansen) - 21 pp (5+2+3+11)
4º - Bixiga (Pino Di Segn - 24 pp (6+7+4+7)
5º - Relaxa/Next (Roberto Mangabeira) - 26 pp (13+8+1+4)
ORC Geral - após 3 regatas
1º - Tomgape/Touché (Ernesto Breda) - 3 pp (1+1+1)
2º - Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli) - 7 pp (2+3+2)
3º - Angela Star (Peter Siemsen) - 12 pp (3+5+4)
4º - Chroma(Luis Crescenzo) - 13 pp (7+3+3)
5º - Asa Alumínio (Mario Martinez) - 14 pp (1+7+6)
ORC 500 - após 4 regatas
1º - Tomgape/Touché (Ernesto Breda) - 5 pp (2+1+1+1)
2º - Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli) - 12 pp (6+2+2+2)
3º - Angela Star (Peter Siemsen) - 15 pp (3+5+4+3)
4º - Chroma(Luis Crescenzo) - 17 pp (7+3+3+4)
5º - Asa Alumínio (Mário Martinez) - 19 pp (1+7+6+5)
ORC 600 - após 4 regatas
1º - Zeus (Inácio Vandressen) - 8 pp (2+2+3+1)
2º - Ventaneiro (Renato Cunha) - 9 pp (3+3+1+2)
3º - Mad Max (ARG - Julian Somodi) - 20 pp (11+1+2+6)
4º - Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 23 pp (6+5+8+4)
5º - Marlim (Escola Naval) - 27 pp (5+6+7+9)
ORC 650 - após 4 regatas
1º - Kiron (Leonardo Guilherme Cal) - 6 pp (3+1+1+1)
2º - Bravíssimo (Ivan de Porto Alegre Muniz) - 8 pp (2+2+2+2)
3º - Katana (Francisco Luis Altenburg) - 12 pp (1+4+4+3)
4º - Maestrale (Adalberto Casaes Jr.) - 15 pp (5DNF+3+3+4)
ORC 700 - após 4 regatas
1º - Prozak (Márcio Finamore) - 7 pp (1+2+3+1)
2º - Pachim Mar & Vela/Pacuíba (ARG- Leandro Sanches) - 10 pp (3+1+2+4)
3º - Angra (Escola Naval) - 14 pp (4+4+4+2)
4º - Zeppa (Diego Zaragoza) - 15 pp (2+3+1+9DNF)
5º - E-Ratix Siriúba (CHI - Carlos Parrague Ayala) - 19 pp (6+5+5+3)
RGS Maxi - após 4 regatas
1º - Maria Preta (José Barreti) - 5 pp (1+2+1+1)
2º - Saravah (Pierre Joullie) - 8 pp (3+1+2+2)
3º - Harpia III (Le Vent Mistral) - 13 pp (2+3+4+4)
4º - Náutico II (ARG) - 15 pp (5+4+3+3)
5º - Sessentão (Alain Simon) - 19 pp (4+5+5+5)
RGS A - após 4 regatas
1º - Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) - 6 pp (1+1+3+1)
2º - Brekelé (Escola Naval) - 10 pp (2+5+2+1)
3º - Fram (Felipe Aidar) - 13 pp (3+3+4+3)
4º - Jazz (Valéria Ravanni) - 14 pp (6+2+1+5)
5º - Quiricomba (Escola Naval) - 20 pp (4+7+5+4)
RGS B - após 4 regatas
1º - Tangaroa (James Bellini) - 6 pp (3+1+1+1)
2º - Palmares (José Romariz) - 17 pp (1+5+6+5)
3º - Revanche (Celso Faria) - 19 pp (10+2+4+3)
4º - BL3 (Clauberto Andrade) - 20 pp (7+7+2+4)
5º - Sereloco (Marcelo Cabral) - 21 (8+3+3+7)
RGS C - após 4 regatas
1º - Mandinga (Jonas Penteado) - 4 pp (1+1+1+1)
2º - Azulão (Marcello Polônio) - 12 pp (5+3+2+2)
3º - Ariel (Luis Pimenta) - 20 pp (4+4+4+8)
4º - Semp Toshiba/Stroke (Andrea Rogix) - 27 pp (9+5+10+3)
5º - Charade (Roberto Martins) - 27 pp (6+7+8+6)
RGS Cruiser A - após 4 regatas
1º - Sailing Adv. Travessura (Sérgio Gomes) - 8 pp (1+1+3+3)
2º - Chrispin II Kelvin Clima (José Carlos de Souza) - 9 pp (2+4+2+1)
3º - For Sale (Décio Goldfarb) - 9 pp (4+2+1+2)
4º - Charlie Bravo (Prefeitura de Ilhabela) - 22 pp (5+9+4+4)
5º - Magaratz (Cláudio Birolini) - 23 pp (3+5+6+9)
RGS Cruiser B - após 4 regatas
1º - Hélios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) - 5 pp (2+1+1+1)
2º - Cocoon (Luiz Caggiano) - 9 pp (3+2+2+2)
3º - Boccalupo (Cláudio Melaragno) - 16 pp (1+6+5+4)
4º - BL3 / Alísios Wind Náutica (Domingos Carelli Neto) - 16 pp (6+3+4+3)
5º - Austral (Antônio de Faria) - 17 (5+4+3+5)
Programação da Rolex Ilhabela Sailing Week:
12/7
- 12h - Regatas para todas as classes
- 17h - Confraternização
- 18h - Entrevista coletiva de Bruno Prada, representante brasileiro na classe Star, na Olimpíada de Londres, ao lado de Robert Scheidt
13/7
- 12h - Regatas para todas as classes
16h30 - Entrevista coletiva de Phillipe Costeau Jr. e Thassanee Wanick
- 17h - Confraternização
- 18h - Palestra: "Condição do Oceano e Soluções Possíveis", por Philippe Cousteau Jr e Thassanee Wanick
- 19h - Premiação do Campeonato Sul-Americano S40 e ORC
- 19h - Premiação do Campeonato Brasileiro e Campeonato das Classes RGS, C30 e M24,5
14/7
- 12h - Regatas para todas as classes
- 17h - Confraternização
- 19h30 - Primeira Premiação dos vencedores da Rolex Ilhabela Sailing Week
- 21h - Segunda Premiação dos vencedores da Rolex Ilhabela Sailing Week
Por Antonio Alonso às 08h39
Time comandado por Marcelo Bellotti conseguiu "ler" melhor a raia montada no Canal de São Sebastião

Foto: Aline Bassi/Balaio de Ideias
Da Local da Comunicação - Nesta quarta-feira o vento demorou um pouco a aparecer em Ilhabela, por isso os velejadores tiveram de esperar por mais de uma hora antes da largada da única regata do dia da classe HPE. Quando entrou, já depois das 13h, veio forte, de sul, e com muita correnteza Por velejar sempre em Ilhabela, o time do SER Glass Eternity conseguiu aproveitar melhor as condições de vento e maré, terminando a regata na primeira colocação.
"Ficamos muito contentes com o resultado, pois a classe HPE é muito disputada e ganhar de grandes nomes da vela nacional como Bruno Prada, Rique Wanderley e Maurício Santa Cruz não é fácil. Nós conseguimos utilizar todo o nosso conhecimento da raia e acabamos conseguindo a vitória", disse Bellotti. Com o resultado a equipe subiu da 17ª para a 12ª colocação.
Já o SER Glass 10 anos não teve a mesma sorte e acabou o dia na 18ª, caindo para o nono lugar. O time não fez uma boa largada e acabou se atrapalhando com a forte correnteza de sul dentro do canal de São Sebastião. Os líderes são o Bond Girl, Ginga e BSS.
"Nós escolhemos largar perto da Comissão de Regatas, quando o lado certo era mais próximo à boia. Com o vento e a corrente mais fortes, acabamos não conseguindo nos recuperar", disse Alexandre Wissembach, regulador de velas do barco.
Nesta quinta-feira o campeonato continua com a disputa de regata entre boias.
Resultados
1. Bond Girl (Rique Wanderley ), 13 pontos perdidos
2. Ginga (Breno Chvaicer/Bruno Prada), 17 pp
3. BSS 10 (Marcelo Christiansen), 21 pontos perdidos
4. Bixiga (Pino di Segni), 24 pp
5. Relaxa Next (Roberto Mangabeira), 26 pp
7. SER Glass 10 ANOS (Julio Cechetto),42 pp
12. SER Glass Eternity (Marcelo Bellotti), 47 pp
Por Antonio Alonso às 23h33

Anna Tunnicliffe, campeã olímpica em 2008. Foto: Steven Lippman/ESPN Magazine

A surfista de Big Waves, Maya Gabeira. Foto: Francesco Carrozznini/ESPN The Magazine
O mérito dessa vai para o blogueiro Hélio Viana, do blog do Maracatu. Ele avisou "A revista ESPN liberou na grande rede a edição especial The Body Issue com os Bodies We Want 2012. É um naipe de atletas de tirar o fôlego, homens e mulheres, todos nus. Os corpos que queremos, todos atléticos, sarados e lindos de se ver."
O ensaio completo pode ser visto aqui. Cuidado, porque tem homem no meio.
Por Antonio Alonso às 23h20
Iker Martínez e Xabi Fernández são dois espanhóis donos de duas medalhas olímpicas (um ouro e uma prata), três títulos mundiais na 49er e que aceitaram o desafio de comandar o Telefónica na Volvo Ocean Race. Eles fizeram uma coisa que nenhum outro velejador do mundo tentou… ficaram dois anos envolvidos na Volta ao Mundo, praticamente sem treinar de 49er e agora vão direto para a Olimpíada. A lógica é que o timoneiro tenha perdido a mão do barco pequeno, que fisicamente eles estejam destruídos. Ou seja, a participação da dupla tem tudo para ser um fracasso, ainda mais se levarmos em conta que a expectativa em cima deles é de título.
Pesquisadores, anotem aí. Excelente hora para avaliar o quanto o talento influencia sobre o treino. Essa dupla certamente é a que menos treinos específicos fez entre todas as tripulações olímpicas. E vão a Londres pensando no ouro.
A entrevista vai dar nos nervos de quem gosta de vela, porque é o estereótipo do jornalismo sem profundidade. Mas, se você está lendo este texto, tem mais de seis anos de idade e já se acostumou com isso.
Por Antonio Alonso às 12h31

O Nautico II em foto de Aline Bassi/Balaio de Ideias
Cansados das complicações (e dos preços) do mundo das medições internacionais, os brasileiros resolveram inventar uma regra que fosse simples, barata e justa. Os gaúchos responsáveis pela criação da Regra Geral Simplificada resolveram homenagear seu estado natal e a nomearam de RGS.
Ela é simplificada de verdade. Qualquer barco pode ser medido, o processo é rápido e não requer instrumentos sofisticados e nem que o barco seja retirado da água. E o resultado costuma agradar. A RGS é a classe mais numerosa e competitiva em diversas competições no país.
Mas até hoje, a RGS estava restrita a uma faixa do nosso litoral, especialmente entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro. Mas essa situação mudou na Rolex Ilhabela Sailing Week deste ano. Narciso Reinato, apaixonado velejador de RGS e blogueiro obstinado do Vento e Som, me chamou a atenção para o Nautico II, um barco argentino que está correndo na RGS. "É a primeira participação internacional na história da RGS", bradou um orgulhoso Narciso.
A nota triste e curiosa ficou por conta da morte de um dos velejadores na semana passada. Segundo Narciso, um dos tripulantes do Nautico II teve um infarto no Brasil e morreu. Como não tinha praticamente família na Argentina, foi enterrado aqui mesmo.
Resultados? Aqui: http://www.risw.com.br/2012/resultadosView.asp?classe=RGS
Por Antonio Alonso às 20h30
É preciso ter um pouco de experiência acumulada para saber o que é a classe Flying Dutchman. Foi nesta classe, em 1968, que o Brasil conquistou sua primeira medalha olímpica, um bronze. O diretor Murilo Salles fez um comentário sobre Conrad, que hoje tem 70 anos. O programa vai ao ar hoje, na ESPN Brasil, daqui a pouco, às 18h.
Reinaldo Conrad: A Origem do Iatismo Vencedor: Pioneiro em seu esporte, Reinaldo Conrad aprendeu a velejar numa represa e se tornou o primeiro medalhista olímpico da vela brasileira – uma das modalidades mais vitoriosas do Brasil. Trata-se da história desse grande iatista, que participou de cinco edições dos Jogos, e tem o sonho de participar, aos 74 anos, das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.
Ficha técnica:
Produtora: Cinema Brasil Digital
Diretor: Murilo Salles
Horários:
ESPN BRASIL
Exibição inédita
10/07 – 18h00
Reprises
Madrugada de 10 para 11/07 – 04h00
11/07 – 15h30
23/07 – 20h30
ESPN+
23/07 – 23h00
Por Antonio Alonso às 15h25
O gaúcho Crioula foi o melhor na S40
Foto linda de Carlo Borlenghi, mas o Tomgape não venceu hoje na ORC
O dia teve de tudo: sol, nuvens, chuva, vento fraco, forte…
A Semana de Vela de Ilhabela começou nesta segunda, com uma regata de percurso médio. Hoje o dia foi de estratégias, caminhos certos e, sim, de sorte. Amanhã muda tudo. Começam as regatas barla-sota, decididas nos menores detalhes e acaba o espaço para sorte ou para uma vitória conquistada graças a uma escolha estratégica feliz.
A segunda-feira amanheceu com um colorido renovado em Ilhabela. O vento leste, vindo do oceano, afastou as nuvens cinzas trazidas pela frente fria que chegou ontem. Num cenário muito mais típico da ilha, os 150 veleiros da Rolex Ilhabela Sailing Week estrearam na raia com uma regata de percurso médio. Os barcos maiores velejaram 30 milhas (54km) contornando a ilha de Búzios, que faz parte do arquipélago de Ilhabela.
Durante as mais de quatro horas de regata, os velejadores enfrentaram diversas condições de vento e temperatura e o dia premiou as melhores estratégias. "Foi um dia típico de Ilhabela, com todas as condições de vento possíveis", disse Tarcísio Mattos, presidente da classe C30 e um dos comandantes do Kaikias, que venceu a regata desta segunda. "Nós acreditávamos que o vento iria rondar mais para o Norte, como realmente aconteceu. Apostamos nisso e funcionou. É uma vitória para dar muito orgulho à toda a equipe, mas essa flotilha é muito competitiva e vai ser difícil manter a liderança amanhã, nas regatas curtas".
O vento leste, de 10 a 12 nós não se manteve durante todo o percurso, e permitiu o aparecimento de zonas sem vento, armadilhas perigosas que frequentemente mudam o rumo de uma regata. Depois de alguma chuva no início do trajeto, a chegada foi épica, com veleiros planando a favor do vento e das ondas, numa bela tarde de sol, muito mais típica de Ilhabela do que a fog de ontem.
"Nessa situação, o líder da flotilha vive em perigo. Ele vai na frente e 'testa' o caminho para os adversários", revela Bruno Prada, timoneiro do HPE Ginga, vencedor do dia. "Em regatas de percurso, como hoje, é a estratégia que faz a diferença. Você precisa escolher bem um caminho e acreditar nele. Nas regatas curtas, é mais uma disputa de detalhes".
Na classe S40, depois de várias trocas de posições, o veleiro gaúcho Crioula levou a melhor. O comandante Samuel Albrecht compartilha a visão de que essa foi uma regata difícil estrategicamente, mas foi importante manter-se fiel à estratégia. "Nós chegamos a ficar bem atrás na flotilha. Por um momento, foi estranho ver os adversários indo melhor pelo lado oposto da raia, mas nós acreditávamos que o lado direito ia pagar mais. Demorou, mas valeu a pena. Quando o vento chegou, nos colocou na primeira posição".
Vencer uma regata de percurso, com condições tão diferentes de vento, num trajeto cercado de ilhas e morros que interferem no vento, não é tarefa simples. A bordo dos veleiros, a comunicação é intensa entre navegador e tático. Enquanto o navegador é responsável por ler e interpretar as informações dos instrumentos do barco e da meteorologia, o tático é responsável pelas decisões estratégicas. A tomada de decisão em um veleiro de competição precisa ser rápida, precisa e sem interferências.
Em um veleiro de alta performance, cada homem desempenha um papel específico. Durante a largada, por exemplo, é o proeiro, posicionado à frente do barco que transmite as informações sobre a linha de partida e sobre a posição dos outros barcos ao tático. Nesse momento, quando a tensão é máxima, não há tempo para uma segunda chance, a comunicação precisa ser clara e direta. Com o barulho das ondas, das velas e dos adversários, as equipes de ponta funcionam como uma orquestra. O proeiro, dezenas de metros à frente do tático não grita, apenas sinaliza e sabe que está sendo compreeendido.
Miller Lazur, proeiro do Asa Alumínio, melhor barco do dia na ORC 500, conhece bem essa tensão. "Eu preciso passar o tempo para a largada, controlar para que o barco não queime e sou eu quem fica de olho para evitar as colisões". Durante a largada, as atenções do timoneiro estão focadas no proeiro. "Eu preciso informar em tom alto o tempo para a largada, mas todas as outras mensagens são passadas apenas por gestos", explica.
A partir desta terça-feira começam as regatas barla-sota, que são curtas e nas quais técnica e precisão nas manobras são cruciais. As tripulações mais entrosadas começarão a aparecer. Em algumas classes, isso deve ser visível. Na C30, por exemplo, o Loyal, de Marcelo Massa, deve se destacar nas provas curtas. Hoje eles chegaram a ficar em último lugar e depois fizeram uma excelente regata de recuperação, terminando em terceiro. "O resultado final foi bom. Eu confio muito na minha tripulação e por isso conseguimos nos recuperar tão bem. É muito importante ter um excelente navegador, um especialista em regulagem de velas, cada um em sua função. Acredito que essa tripulação vai fazer diferença na semana".
Resultados completos: http://www.risw.com.br/2012/resultados.asp
Por Antonio Alonso às 19h58

Velejadora olímpica escolheu um time jovem e ágil para disputar a Rolex Ilhabela Sailing Week, que começa para valer nesta segunda-feira A abertura da 39ª Rolex Ilhabela Sailing Week estava prevista para este domingo. Mas o mau tempo fez os organizadores cancelarem a competição, que começaria com uma regata de percurso longo. Com isso, fica para esta segunda-feira a estreia do veleiro Corum-ICS, que conta com uma tripulação exclusivamente feminina, comandada pela velejadora olímpica Adriana Kostiw. Adriana, que está fazendo seu treinamento olímpico na Ilhabela desde 17 de junho, quer aproveitar a participação na tradicional semana de vela para ganhar ritmo de competição antes de embarcar para Londres. Além, claro, de aproveitar para rever velhos amigos. “Esse evento é muito gratificante porque, além de ser um dos melhores lugares do mundo para velejar, ainda reúne os melhores velejadores do país e do continente”, disse Adriana. Em Weymouth, onde estará concentrada a vela durante os Jogos, Adriana defende sozinha o Brasil na classe Laser Radial. Já em Ilhabela, comanda um time com mais quatro tripulantes, maioria com 20 anos de idade, que disputará as regatas da classe HPE25, que bateu recorde de participantes, com 27 barcos inscritos. “Elas são jovens, mas ágeis e fortes, características essenciais ao bom velejador”, explicou Adriana. Para integrar a equipe, ela convidou as irmãs gaúchas Amanda, 21 anos, e Georgia Rodrigues, 20, e as paulistas Marina Mori, 20, e Mariana Peccicacco, 28. Com esse time, ela espera fechar com “chave de ouro” seu treinamento antes de vestir a camisa do Brasil em território inglês.
Por Antonio Alonso às 10h11

O domingo amanheceu britânico aqui em Ilhabela. Fog, céu cinza, frio, chuva e muito vento. Tudo isso até combinava com o nome Rolex Ilhabela Sailing Week, mas as condições extremas acabaram perdurando e os juízes acharam melhor preservar a segurança dos veleiros e adiaram a regata do dia, que seria de longo percurso.
"Na verdade, seriam condições muito ruins para estrearmos nosso barco novo", contou Francisco Freitas, do San Chico 3. "Nossa equipe está treinada, mas colocar o barco num teste extremo logo na primeira regata seria preocupante", desabafou.
Os juízes chegaram a considerar fazer a regata dentro do canal, mas mesmo ali as condições eram preocupantes. Como uma quebra neste primeiro dia pode prejudicar a participação em todo o resto da semana, a decisão foi por não fazer nenhuma regata hoje.
Por Antonio Alonso às 12h33


Chuva, frio, muito vento e um tempo horrível, desses que não deixam ver nem a outra margem do canal de São Sebastião. A estreia da Rolex Ilhabela Sailing Week está com cara de Fastnet Race, briânica não apenas no nome.
A Fastnet Race faz parte de um respeitado (e temido) trio de regatas de longo percurso: a própria Fastnet, a Middle Sea Race e a rainha de todas, a Sydney-Hobart. Em comum, todas têm cerca de 600 milhas, uma história de aventuras e desafios dignas da fama e o nome e patrocínio Rolex.
Hoje larga a Semana de Vela de Ilhabela, ou Rolex Ilhabela Sailing Week para o mundo. A primeira regata da semana é sempre a de longo percurso. São 55 milhas (cerca de 100km) para os barcos grandes, até a ilha de Alcatrazes.
A largada está prevista para as 9h30, mas o vento é tão forte neste momento (8h30), que os juízes já decidiram não dar largada, a menos que as condições melhorem. Mesmo dentro do canal, as ondas assustam e a correnteza (sentido norte) é fortíssima. Lá fora, em Alcatrazes, a situação está cruel. De verdade.
Confesso que hoje eu não queria encarar 50 milhas nesse mar.
Por Antonio Alonso às 08h56
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.