
Foto: Paul Todd/Volvo Ocean Race
Neste domingo os franceses do Groupama largam para a última etapa da Volta ao Mundo, quase uma sprint de velocidade. E largam para selar a vitória. Basicamente, eles não podem quebrar. Mesmo que eles cheguem em último e o Puma (segundo colocado) vença, o Groupama continua na frente pelos critérios de desempate. Essa situação faria com que a regata fosse decidida na regata costeira. Depois de nove meses, decidir uma volta ao mundo em 60 minutos, seria épico.
Na regata deste sábado, o Groupama venceu, mesmo deixando claro que a intenção principal era não fazer muita força, para não quebrar o barco. "O problema das regatas costeiras é que qualquer coisa pode acontecer no mar amanhã. E à noite vai ventar muito, então nós precisamos ser cuidadosos com o barco e a estrutura. Mas é claro que eu prefiro largar com uma vantagem de 25 pontos".
Amanhã (com transmissão ao vivo por este blog), larga a última perna da Regata Volta ao Mundo, um trecho minúsculo entre Lorient, na França, e Galway, na Irlanda. Serão 485 milhas, praticamente uma vez e meia a nossa "Recife-Noronha" e pouco mais de duas vezes a não menos nossa Santos-Rio.
"Eu acho que essa última perna é mais uma grande perna costeira do que uma etapa oceânica curta. O percurso e a navegaçnao são bastante simples (...) acho que o importante é ter uma boa regulagem e uma tripulação muito rápida. O percurso agora vai ser muito simples, exceto talvez pelas últimas três ou quatro horas, fora isso nós só precisamos ser muito rápidos", contou o skipper do Groupama Franck Cammas.
Vale mencionar que o Telefónica tentou, mas não foi o último pela sétima vez. Desta vez o barco espanhol conseguiu sair da última posição no meio da regata e terminou em quarto.
Por Antonio Alonso às 11h32
Depois de alguns problemas com o código da Volvo, aqui está o ao vivo prometido para hoje. A regata já está rolando, o Puma ja cometeu um erro e caiu da segunda posição, o Telefónica vai mostrando que seu problema nunca foi o nervosismo. Mesmo sem poder vencer esta regata e sem muito a perder, os espanhóis voltam a velejar em último em uma regata curta, como fizeram outras seis vezes durante esta competição de volta ao mundo.
Por Antonio Alonso às 08h34
Com 23 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Groupama é o barco a ser batido na regata costeira na França. Faltam apenas duas regatas costeiras e uma perna muito curta (até a Irlanda) para o final da Volvo Ocean Race 2011-2012. No total, se um barco vencer tudo, vai somar 42 pontos. A margem para os adversários é pequena. Apesar de as regatas costeiras valerem apenas um quinto das pernas, o desapego nessas regatas curtas foi mortal para o Telefónica, que viu suas chances de título irem por água abaixo há poucas semanas, no final da penúltima perna.
Se a vitória do Groupama se confirmar, será a primeira vez em três edições seguidas que o vencedor da primeira etapa não leva também o título geral da competição. Isso mostra duas coisas: 1) a competição está mesmo equilibrada como nunca; 2) o Telefónica vacilou.
A regata costeira rola às 7h deste sábado (horário do Brasil) e terá transmissão ao vivo neste blog. Fiquem atentos
Por Antonio Alonso às 18h45
Eu prometi que ia comentar mais sobre isso e nem falei dos HPE. Aqui vai um vídeo que explica (e mostra) bem o que são essas regatas de monotipos de oceano. A primeira etapa da Mitsubishi Sailing Cup rolou semana passada, em Ilhabela. A segunda (e última), acontece de 9 a 12 de agosto, em Búzios.
Por Antonio Alonso às 13h09

Foto Luiz Doro/adorofoto
A menos de um mês dos Jogos de Londres, Scheidt conversou com a ZDL de Comunicação. Ao lado de Bruno Prada, o "Alemão" é favorito ao ouro olímpico este ano e pode chegar a sua quinta medalha em cinco olimpíadas.
Dupla está pronta para disputar a Olimpíada na condição de favorita da Classe Star. Robert pode tornar-se o primeiro tricampeão olímpico brasileiro
São Paulo - Os Jogos Olímpicos de Londres começam em 30 dias e o tricampeão mundial da classe Star e medalhista de prata em Pequim, Robert Scheidt, está mais do que preparado para a disputa da sua quinta olimpíada. Ao lado do parceiro Bruno Prada, Scheidt fez duas sessões de treinos nos últimos dois meses em Weymouth, além de disputar a quinta etapa da Copa do Mundo de Vela na cidade, que sediará as provas de vela da competição. Com milhagem de sobra na raia olímpica e muito entrosamento a bordo, a dupla está confiante em trazer a medalha de ouro para o Brasil. Se isso acontecer, Robert será o primeiro tricampeão olímpico do esporte nacional.
Atualmente, Scheidt está empatado com Torben Grael e Marcelo Ferreira no quadro brasileiro de medalhas olímpicas. Ele é dono de duas medalhas de ouro na classe Laser, em Atlanta/1996 e Atenas/2004. Torben e Marcelo também tem dois ouros, conquistados nas mesmas edições olímpicas, mas na classe Star. No número de medalhas, a vantagem é de Torben, que subiu ao pódio cinco vezes. Robert conquistou quatro medalhas e Marcelo, três.
A história vitoriosa de Scheidt nas Olimpíadas começou na classe Laser, barco individual em que conquistou, além dos dois ouros, a prata em Sydney/2000 e nove títulos mundiais. Ele fez a transição para a Star em 2004, formando dupla com Bruno Prada, com quem já velejava desde 2001. Amigos de infância, os dois colecionaram juntos, desde o início da parceria, nada menos que 53 títulos e a medalha de prata nos Jogos de Pequim/2008. Entre maio de 2011 e abril de 2012, a dupla conquistou 11 vitórias seguidas. A sequência só foi interrompida na Semana Olímpica Francesa, em Hyères. Confira a lista de conquistas consecutivas:
Semana Olímpica Francesa, em Hyères (etapa da Copa do Mundo) - maio/2011
Delta Lloyd Regatta, em Medemblik (etapa da Copa do Mundo) - junho/2011
Skandia Sail for Gold Regatta, Weymouth (etapa da Copa do Mundo) - junho/2011
Evento-teste para os Jogos de Londres/2012, em Weymouth - agosto/2011
Campeonato Italiano para as Classes Olímpicas, em Garda - setembro/2011
Star Class Southern Hemisphere Championship, no Rio de Janeiro - novembro/2011
Mundial de Perth (Austrália), dezembro/2011
Miami OCR (etapa da Copa do Mundo) - janeiro/2012
Semana Brasileira de Vela, em Búzios - fevereiro/2012
Campeonato Paulista de Star - fevereiro/2012
Palma de Maiorca, etapa da Copa do Mundo de Vela - abril/2012
Em sua última disputa, a Skandia Sail for Gold Regatta, em Weymouth, a dupla foi vice-campeã, atrás apenas dos irlandeses Peter OLeary e David Burrows e na frente dos atuais campeões olímpicos, os ingleses Iain Percy e Andrew Simpson, numa prévia do duelo que deve esquentar as regatas na Olimpíada da Inglaterra. Mas, antes de embarcar de vez para os Jogos, no dia 16 de julho, Scheidt e Prada terão um período de descanso de 15 dias, depois da última sessão de treinos em Weymouth, encerrada esta semana. Robert Scheidt embarca para a Itália, onde vive com a esposa e o filho, enquanto Bruno Prada volta para o Brasil e na semana próxima segue para Ilhabela, litoral norte de São Paulo, para ficar com a família e disputar a Rolex Ilhabela Sailing Week, que começa no dia 8.
Confira abaixo a entrevista com a dupla sobre a preparação e as expectativas para o início das Olimpíadas:
Robert Scheidt
Você vai disputar a sua quinta olimpíada. Está ansioso?
Ansiedade sempre existe, porque esperamos muito para os Jogos. É uma semana para definir um trabalho de quatro anos. Como já passei por isso algumas vezes, estou acostumado a lidar com isso, mas a ansiedade sempre existe. O negócio é levar para o lado positivo, dar raça na água e não levar para o lado da cobrança. Temos a consciência que estaremos lá para dar o nosso melhor.
Você saiu de uma classe em que velejava sozinho, a Laser, e passou a velejar em dupla na Star. Como é a parceria com o Bruno Prada?
Para velejar em dupla você tem de aproveitar as qualidades do outro. Temos dois olhos e um cérebro a mais a bordo. A experiência do Bruno, além de transmitir calma, ajuda nas decisões.
A preparação para as Olimpíadas é diferente da dos outros campeonatos?
O ideal é encarar como se fosse outro campeonato, mas, por conta da atenção da mídia e do público, fica difícil fazer isso. Psicologicamente tento velejar livre, como se fosse um campeonato qualquer. Tento, durante as regatas, saber que elas são importantes, mas não deixo isso prejudicar a nossa maneira de encarar as regatas, as manobras, as táticas.
A classe Star tem a fama de ser uma das mais difíceis de conquistar uma medalha. Com tantos resultados positivos nas últimas competições, incluindo o tricampeonato mundial, podemos considerar que o Brasil já tem a medalha de ouro?
Nunca espero resultado, ele se constrói. Tem que batalhar por cada ponto. O negócio é nunca desistir. Sabemos que temos o potencial e as armas necessárias [para a medalha de ouro], mas sabemos também que tudo depende de nós. Jogo é jogo, se ganha na hora.
Quem são os maiores adversários?
A dupla inglesa Iain Percy e Andrew Simpson, que mora lá, é com certeza uma das favoritas. Mas os franceses Xavier Rohart e Pierre Alexis Ponsot, os dinamarqueses Michael Hestbaek e Claus Olesen, os irlandeses Peter OLarry e David Burrows, os suecos Fredrik Loof e Max Salminen e os suíços Flavio Marazzi e Enrico de Maria também estão velejando bem.
Nos últimos meses vocês passaram a maior parte do tempo na raia olímpica, treinando e competindo. Como este período ajudará no desempenho de vocês nos Jogos?
Nós gostamos muito de velejar em Weymouth. Já estivemos lá algumas vezes e a ideia era, cada vez mais, tomar conhecimento das raias onde serão disputadas as regatas. Geralmente o clima é frio e com muito vento. Este é o maior desafio de lá.
Na China o ouro acabou escorregando e vocês ficaram com a prata. Depois de conquistar o tricampeonato mundial e ficarem invencíveis por quase um ano, você acredita que esta é a hora de conquistar o ouro olímpico?
A hora pode ser para qualquer um, depende da execução naquela semana. Não temos nada garantido, apesar de sermos os favoritos, assim como os ingleses. Então, depende de como vamos jogar.
Com a saída da Star para os Jogos Olímpicos de 2016, você pensa em mudar de classe novamente?
Ainda não sei. Vou descansar e esperar as Olimpíadas passarem. Não tenho pressa. O foco hoje está em Londres. Quero velejar até 2016, seria legal terminar a minha carreira no Brasil, então preciso de algo que me deixe feliz e com chances de medalha.
Que recado você pode dar para o torcedor brasileiro que irá te acompanhar durante os Jogos?
Lutamos muito para estar em Londres, passamos por muita coisa, mas acho que estamos em um excelente momento. O que podem esperar é o maior empenho possível maior garra para representar bem o Brasil.
Por Antonio Alonso às 21h52

Os novos barcos serão "idênticos", desenhados pelo pior projetista desta edição. As equipes só precisam dar o dinheiro. Acabou o desenvolvimento.
"@coleparada: Indignado con la Volvo! nuestro deporte ya es un asco de politiqueo". A reação de Cole Parada, velejador argentino disputado nos circuitos internacionais de regata não foi isolada. Como já era esperado, a Volvo anunciou na manhã desta quinta-feira que o barco para as próximas regatas não será mais o V70, mas sim um 65 pés. A ideia vem na esteira da crise europeia e no baixo número de barcos inscritos nas últimas edições. Um V65 pronto para velejar custaria em torno de 4,5 milhões de euros.
"Apesar de cinco pés menor, o barco será quase tão rápido quanto os atuais", disse a organização. Duvido. E duvido principalmente porque a organização decidiu escolher um único projetista e um único consórcio de estaleiros para construir o barco. Sem concorrência, não há motivo para os avanços tecnológicos e inovações que sempre marcam essas regatas.
Mas tem mais. A Volvo escolheu como projetista Bruce Farr, um nome que já dominou a regata, mas que hoje virou praticamente motivo de piada. Os barcos desenhados pela Farr Yacht Design apanharam de lavada dos veleiros projetados pelo argentino Juan K. nas últimas três edições (incluindo esta). E quando eu digo de lavada é do tipo "de passar vergonha" mesmo. Nesta edição, por exemplo, o Abu Dahbi, projetado por Farr, é o penúltimo e já não tem chances de título faz tempo. O último? Um barco usado. Projetado por quem? Sim, ele mesmo. Numa regata de seis barcos, escolheram como projetista oficial o cara que assina o último e o penúltimo!
O consórcio de contrutoras será liderado pela inglesa Green Marine, que sempre faz um ou dois barcos em cada edição. Também participam a Multiplast (França), Persico (Itália) e Decision (Suíça).
Há uns dois meses eu entevistei em São Paulo um inglês chamado Mike Golding. Ele corre regatas de volta ao mundo em solitário, num Open 60 (barcos que já foram da Volvo). Ele me contou duas coisas que me preocupam neste momento: 1) "Pela minha experiência, toda mudança de regra acarreta aumento de custos, mesmo quando a intenção é o oposto" 2) "A Volvo mudou a regra [para a edição 2011-2012] com a intenção de fazer barcos mais fortes e mais baratos. E ela conseguiu justamente o contrário".
Pode dar certo? Não sei. Talvez seja uma boa oportunidade para a volta dos brasileiros. Mas esqueçam quebras de recorde. A marca de 596 milhas navegadas em 24 horas, estabelecida por Torben Grael e sua tripulação no Ericsson 4 há três anos não vai cair tão cedo. Agradeçam à Volvo e à desmoralizada Farr Yacht Design.
Vídeo para quem se interessar pela explicação da organização
O novo barco (em inglês):
Designer: Farr Yacht Design (USA)
Construction: Consortium of companies led by Green Marine Ltd (England), including MULTIPLAST (France), Persico S.p.A. (Italy) and Decision S.A. (Switzerland)
Hull length: 67ft (20.40m)
Length on deck: 65ft (19,8m)
Beam: 18.4ft (5.6m)
Max draft: 15.4ft (4.7m)
Boat weight (empty): 10,750 kg (23,700 lb)
Keel arrangement: Canting keel to +/- 40 degrees with 3 degrees of incline at axis
Daggerboards: Twin reversible, retracting asymmetric daggerboards
Rudders: Twin under-hull with spare that may also be transom-hung
Aft water ballast: Twin 800L venture filled tanks under cockpit sides at transom
Forward water ballast: Single centreline 1000L venture filled tank forward of mast
Rig height: 30.30m (99.4ft)
Rig arrangement: Deck-stepped, twin backstays with deflectors
Bowsprit length: 2.15m (7ft)
Mainsail area: 151m2
Working headsail area: 135m2 (permanently hoisted jib)
Upwind sail area: 451m2
Downwind sail area: 550m2
Por Antonio Alonso às 09h54
Reparem no guarda-mancebo amassado. Foto: Guilain Grenier/Oracle Team USA. Para ver a foto maior, clique aqui.
A equipe Emirates Team New Zealand escapou por pouco de um acidente grave nesta terça-feira. Durante uma regata treino da última etapa da America's Cup World Series (em Newport, EUA), eles acertaram um dos barcos que serve como bóia. Por sorte, a colisão foi de raspão (reparem o guarda-mancebo amassado no barco amarelo) e os danos ao catamarã preto foram mínimos. Clique aqui para ver a foto maior.
A foto é impressionante. Dá para ver exatamente a preocupação do skipper Dean Barker, que olha sobre o casco para fazer o desvio milimétrico enquanto segura a cana de leme com a mão direita. Uma colisão em cheio ali poderia ter destruído o leme do barco preto e até provocado uma capotagem... operação nada confortável para um 45 pés.
A America's Cup World Series é um "aquecimento" para a verdadeira America's Cup. Tudo aquilo que você já viu na America's Cup mudou para esta edição. Os barcos agora são catamarãs gigantescos. Na World Series, os times usam catamarãs menores, de "apenas" 45 pés (14 metros, na verdade são gigantes). Nas regatas pra valer, os barcos serão de 72 pés (22 metros). A ideia é fazer a competição mais impressionante que já se viu na história desse país... Ops, dessa copa, que caminha para seus 190 anos.
Para quem quer ver um pouco mais da ação, copiei um vídeo aqui abaixo.
E quando capota, é assim:
Clique aqui para acessar o site oficial da America's Cup.
Por Antonio Alonso às 12h18
A provocação não é minha, mas de um grande campeão do windsurf...
Por Antonio Alonso às 11h35

HPE Ginga, que terá Bruno Prada a bordo em Ilhabela. Foto: Aline Bassi/Balaio de Ideias
Há uma lenda na vela de que os proeiros excepcionais também precisam ser bons timoneiros. Essa regra era verdadeira com Playboy, proeiro de Torben, e é também com Bruno Prada, proeiro de Robert Scheidt. Daqui a duas semanas, de 7 a 14 de julho, 15 dias antes da Oimpíada, Bruno Prada vai estar no comando do HPE Ginga, durante a Semana de Vela de Ilhabela. No ano passado, ele também esteve em Ilhabela, e acabou correndo contra Robert Scheidt, que assumiu o comando de outro barco e HPE ganhando a competição, não sem suar bastante contra o proeiro.
Pode parecer exagero, mas Robert e Bruno são dois caras que ainda são viciados em velejar. Mesmo nas folgas. No começo desse ano, Bruno me disse que o Scheidt, quando está de folga na Itália (onde mora atualmente), gosta de velejar de Laser. E não é raro ele ganhar dos caras que são segundo ou terceiro do ranking mundial. Eu estou cada vez mais convencido que, para chegar ao nível desses caras, é preciso ser mais do que tarado, talvez até um pouco pinel.
Proeiro de Robert Scheidt será timoneiro do HPE Ginga, na maior competição de vela oceânica da América Latina, que será disputada entre os dias 7 e 14 de julho
Da ZDL - O proeiro Bruno Prada fez uma pausa no final da sua campanha olímpica da Classe Star com Robert Scheidt para correr a 39ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week, que será disputada de 7 a 14 de julho no litoral norte paulista. O tricampeão mundial integrará o Ginga (Breno Chvaicer) nas regatas da classe HPE, talvez a que mais se aproxime das olímpicas nas regatas oceânicas. O objetivo dessa fugidinha dos treinos para os Jogos de 2012 é justamente para ficar um pouco com a família e se aliviar a tensão antes de disputar a tão sonhada medalha de ouro na raia inglesa. A Olimpíada começa no dia 27 de julho, ou seja, pouco mais de 10 dias depois da competição de Ilhabela.
Na avaliação de Bruno Prada, o evento serve para tirar um pouco de pressão dos Jogos. "Vou me divertir correndo com o Ginga na Rolex Ilhabela Sailing Week. As duas semanas antes de embarcar para os Jogos vou passar com a minha família em Ilhabela. É o lugar que eu mais gosto de estar. Vou pedalar bastante para manter a parte física com minha esposa Carla, que é triatleta. Além disso, vou ficar com meus filhos, que me ajudam a recarregar a bateria para a Olimpíada".
Em 2011, Bruno Prada correu a Rolex Ilhabela Sailing Week com o Max/Oakley. Porém, o seu parceiro de Star Robert Scheidt levou a melhor, faturando o título timoneando o Atrevido. Desta vez o companheiro ficou na Europa esperando pelo proeiro. Especialista em HPE, Bruno espera cada vez equilíbrio na raia.
"A classe HPE tem bons velejadores e cresce a cada edição. É o maior evento da América Latina e um dos maiores do mundo. Desde a entrada dos monotipos HPE e S40, os campeonatos passaram a ser mais interessantes sem o rating, ou seja, quem chega na frente é o vencedor", explica Bruno Prada.
O Ginga reinou na HPE em 2011 vencendo o Brasileiro e a Copa Suzuki Jimny. A tripulação comandada por Breno Chvaicer tem velejadores de Ilhabela, que conhecem bem o regime de ventos do local. "Nosso time veleja melhor taticamente e também está mais treinado, por isso os resultados apareceram. O conjunto é a palavra chave. O Ginga tem entrosamento, tempo de largada, tática e muito treino", relata o velejador Vicente Monteiro, de 23 anos.
A competição de 2012 promete ser uma das mais equilibradas da história e deverá bater o recorde de 21 barcos da edição passada. Além de Bruno Prada, a categoria tem outros atletas de peso como o tricampeão mundial e bi pan-americano de J/24, Maurício Santa Cruz, Henrique Haddad, que acabou de vencer a Mitsubishi Sailing Cup neste final de semana, além da medalhista olímpica em Pequim, Isabel Swan, e Martine Grael, filha de Torben Grael. Os três últimos foram medalha de ouro nos Jogos Mundiais Militares.
"A presença do Bruno Prada, que é sócio do Yacht Club de Ilhabela, só vem abrilhantar ainda mais as disputas da Classe HPE, que será sem dúvida uma das atrações desta 39a. edição. Além de regatas muito equilibradas teremos novamente o julgamento na água da S40, C30 e HPE, pelo grupo de juízes de alto nível que estamos trazendo para Ilhabela", conta José Nolasco, diretor de vela do YCI e responsável pela organização do evento.
Programação da Rolex Ilhabela Sailing Week:
5/7 - 10h às 22h - Inscrições no YCI
6/7 - 9h às 23h - Inscrições no YCI
7/7 - 9h às 23h - Inscrições no YCI
20h - Abertura oficial
8/7 - 9h30 - Regata Alcatrazes por Boreste - Marinha do Brasil (S-40, C-30, ORC 500-600-650 e BRA-RGS A - B Cruiser)
9h45 - Regata Renato Frankenthal (HPE)
10h - Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (ORC 700, BRA-RGS C e M 24,5)
9/7 - Dia livre
10/7 - 12h - Regatas para todas as classes
18h - Premiações Fita-Azul
11/7 - 12h - Regatas de percurso médio para todas as classes
17h30 - Confraternização
12/7 - 12h - Regatas para todas as classes
17h - Confraternização
13/7 - 12h - Regatas para todas as classes
15h - Visita de Philippe Cousteau Jr. ao YCI
17h - Confraternização
18h - Palestra: "The state of our ocean' por Philippe Cousteau Jr
19h - Premiação do Campeonato Sul-Americano S 40 e ORC
19h - Premiação do Campeonato Brasileiro e Campeonato das Classes RGS, C30 e M24,5
14/7 - 12h - Regatas para todas as classes
17h - Confraternização
19h30 - Primeira Premiação dos vencedores da Rolex Ilhabela Sailing Week
21h - Segunda Premiação dos vencedores da Rolex Ilhabela Sailing Week
Processo de inscrição - No site www.risw.com.br, há um link direto para a área de inscrições. O velejador receberá uma senha e, na sequência, poderá fazer o cadastro. Após o pagamento e efetivação da inscrição pela organização, o tripulante deverá enviar foto (tipo 3x4) e um rápido currículo esportivo, além de imagens, em alta resolução, do veleiro. Faça o procedimento seguindo os seguintes passos:
Nome do barco
Número da vela
Clube de Origem
Fabricante
Modelo do barco
Tamanho (pés) do barco
Informações sobre seguro
Patrocínio
Número de Tripulantes
Classe
Estrada interditada - Os velejadores que utilizarem a Rodovia dos Tamoios (SP-099) devem ter atenção durante o trajeto até Ilhabela e no retorno. Em decorrência das obras de duplicação da estrada, a Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S/A - interditará totalmente o trecho entre os quilômetros 14 e 55 de terça a quinta-feira no horário das 12h às 14h. O período estimado para execução da obra é de 20 meses.
A orientação da Dersa é programar os horários de viagem ao litoral norte. Mais informações pelo telefone 0800 055 5510.
Principal evento náutico esportivo da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week tem patrocínio titular da Rolex e patrocínios ouro da Mitsubishi Motors e da Semp Toshiba e prata do Bradesco Private. O evento tem apoios da Marinha do Brasil, da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), das Classes ORC, S40, HPE, C30 e BRA-RGS, e parcerias da Prefeitura Municipal de Ilhabela (PMI), do Yacht Club Argentino (YCA), e da Brancante Seguros. A organização, sede e a realização são do Yacht Club de Ilhabela (YCI).
Credenciamento de imprensa - Os jornalistas interessados em acompanhar as regatas da 39ª Rolex Ilhabela Sailing Week já podem solicitar o credenciamento. O pedido deve ser feito diretamente no site www.risw.com.br . No portal do evento, clique no ícone imprensa e depois credenciamento ou diretamente pelo endereço
http://www.risw.com.br/imprensa/credenciamento.asp
Para fazer o pedido de credenciamento, basta preencher os dados do formulário. As solicitações são individuais e todos os pedidos aprovados receberão aviso da concessão das credenciais por e-mail.
Por Antonio Alonso às 00h25

Reprodução O Globo. Vejam o vídeo em: http://oglobo.globo.com/videos/t/todos-os-videos/v/selecaooglobo/2009732/
Antigamente eu diria sem piscar que é no rio Tietê, praia de paulista, mas eu não sei mais. Semana passada estive cobrindo um evento de Vela em Ilhabela quando começou a disputa dentro do barco. Alguém reclamou da sujeira no rio de Janeiro e na baía de Guanabara. O carioca respondeu: "mas a cidade mais suja do país não é a minha" e olhou para mim. Paulistano que sou, achei que não tinha muitos argumentos para defender a cidade abandonada. Alguém lembrou: "O Rio é a cidade bonita mais suja". Isso excluía São Paulo da jogada e até o carioca parecia estar conformado, quando um baiano reivindicou: "Salvador está nessa briga". Recife, a Veneza brasileira, também entrou. Afinal, ninguém imaginou que os canais fossem virar esgoto quando deram esse apelido à capital pernambucana.
A lista, infelizmente, vai longe. Eu aprendi a ver o Tietê morto desde pequeno. A Guanabara me entristece mais. Quem ganha essa disputa?
Boa matéria de O Globo sobre o estado do rio Jarapuí, no estado do Rio. Enquanto alguém achar isso normal que prefeitura, estado e governo federal não ataquem isso com a prioridade devida, não dá pra melhorar. Enquanto você continuar a tacar o cigarro pela janela, continuaremos sendo todos porcos dividindo o mesmo espaço.
Para ver a boa matéria feita pelo O Globo, clique:http://oglobo.globo.com/videos/t/todos-os-videos/v/selecaooglobo/2009732/
Por Antonio Alonso às 18h36

Eu não costumo colocar releases inteiros aqui sem uma boa desculpa. Estive esta semana cobrindo a Mitsubishi Sailing Cup, em Ilhabela, e vou deixar meus comentários para os próximos dias. Estou elegendo esse evento (mais especialmente as largadas da Soto 40) como o momento mais bonito (esteticamente falando mesmo) da Vela brasileira. O nível também chega perto de ser preocupante. O tático italiano Vasco Vascotto, Torben e Lars Grael, Cole e Guille Parada, Maurício Santa Cruz, Xandi Paradeda e Gigante Haddad são só alguns dos nomes que dizem muito no meio do iatismo. Mas, mais do que nomes, vai impressionar a informação de que Torben e Lars Grael terminaram na penúltima colocação entre os 13 barcos inscritos! Eles reclamaram da falta de entrosamento da tripulação, da falta de uma pré-temporada (quase todos os outros veleiros participaram de competições com seus barcos desde o começo do ano), mas o fato é que acho que faz uns 30 anos que Torben não vivia uma experiência como a desta semana, de ficar o tempo todo atrás da flotilha.
Na classe C30, Marcelo Massa está dois degraus acima dos adversários, mas há esperança, o que falta são treinos e eventos com mais barcos na água. Na HPE, Gigante Haddad, vice-campeão mundial de Match Race, e Santinha, tri-mundial de J/24, travaram uma batalha apertada pelo título. Tão acirrada que terminou empatada, com 10 pontos para cada lado. Vencedor da última regata da etapa, o Atik, de Henrique Haddad, Felipe Haddad, Ricardo Lebreiro e Victor Demaison levou o título, deixando o Relaxa Next, timoneado por Santinha, em segundo. Em terceiro lugar ficou o "primeiro amador", o Repeteco I.
Meu amigo Narciso Reinato desceu a lenha na competição em seu blog, depois eu vou pedir que ele divida com vocês também aqui todas as críticas que ele têm ao evento (pelo que eu entendi, os adversários profissionais não fazem bem à competição). Enquanto isso, segue abaixo o...
Release oficial: A última regata da primeira etapa da Mitsubishi Sailing Cup foi, sem dúvida, a mais emocionante da temporada 2012 até agora. A batalha na classe S40 entre os irmãos Mariano "Cole" Parada, do argentino Patagonia, e Guillermo Parada, do chileno Pisco Sour, durou até os metros finais da regata na Ponta das Canas, em Ilhabela (SP).
Sob o céu azul da cidade litorânea, que neste domingo contou com ventos leste entre 9 e 12 nós, o Patagonia e o Pisco Sour tiveram uma luta muito acirrada durante quase toda a regata barla-sota. Na metade da segunda perna, no entanto, o veleiro argentino teve um problema e acabou caindo para a 12ª colocação, lugar que o faria perder o título.
Nos últimos metros antes da linha de chegada, uma manobra bastante ousada da tripulação fez com que o barco ganhasse duas posições, conquistando assim o título com 24 pontos perdidos, um a menos que o Pisco Sour, que terminou com 25 pontos perdidos.
"Fizemos uma prova pensando na regra. No entanto, tivemos um problema com outro barco e o Pisco Sour conseguiu sair de nossa marcação. Nesse momento, eles ficaram muito perto de nos derrotar, mas, por sorte, conseguimos recuperar. Estamos muito felizes e é muito importante para nós conseguir essa vitória já que estamos trabalhando há muito tempo juntos", exalta o tático do Patagonia e hexacampeão mundial de vela, Mariano "Cole" Parada.
Segundo colocado na classificação Geral, o comandante do Pisco Sour, Guillermo Parada, conta que, apesar de não terem conseguido a vitória, o resultado ainda os mantém na primeira colocação do Campeonato Sul-americano de Soto 40, circuito no qual a Mitsubishi Sailing Cup faz parte.
"Foi uma ótima briga com o Patagonia. Mantivemos um ritmo muito bom durante toda a regata, mas, no final, faltou um pouco de velocidade no segundo barla-vento para conseguirmos ultrapassar o Movistar e o Mitsubishi Motors. Mesmo assim, dou meus parabéns a eles e fico feliz porque o nosso resultado nos mantém líderes do Campeonato Sul-Americano", lembra Guillermo.
Neste sábado, o grande destaque da regata foi o veleiro Lancer Evo, que liderou durante as quatro pernas da disputa. "A vitória na regata de hoje foi o resultado do conhecimento e da experiência da nossa equipe em competições. Na largada, escolhemos uma estratégia diferente, velejando em direção à costa de Ilhabela, ao invés de irmos para a esquerda, já que acreditamos que o vento seria mais favorável. Ficamos felizes com o resultado", afirma Eduardo de Souza Ramos, comandante do veleiro e idealizador da Mitsubishi Sailing Cup.
Com os resultados do último dia, considerando um descarte, o argentino Patagonia completou as 8 regatas com 24 pontos perdidos, um a menos que o chileno Pisco Sour, com 25 pontos perdidos. Já o espanhol Iberdrola, que marcou a volta de uma equipe europeia em competições nacionais após mais de duas décadas, ficou em terceiro, com 32 pontos perdidos.
"A Mitsubishi Sailing Cup foi ótima. Conhecemos o circuito pela tradição que o mesmo tem e que foi levada pelos vários velejadores internacionais que correm aqui e também na Europa. O nível da prova é altíssimo", conta José María Torcida, comandante do veleiro espanhol.
Melhor brasileiro na Mitsubishi Sailing Cup, o Crioula conseguiu um ótimo segundo lugar na regata deste domingo e somou 36 pontos perdidos no geral. "Estar entre os cinco primeiros nesse nível de competição é muito bom. Nós ainda estamos oscilando entre bons e maus resultados e nosso objetivo é ter uma boa média. Agora, treinaremos e velejaremos mais para estar mais atentos e preparados para a segunda etapa em Búzios", explica Samuel Albrecht, comandante do veleiro brasileiro.
Classe C30
Na classe C30, o veleiro Loyal dominou toda a Mitsubishi Sailing Cup, vencendo as sete regatas disputadas. Contando com uma equipe bastante experiente comandada por Marcelo Massa, o veleiro terminou a competição com apenas 6 pontos perdidos. A segunda colocação ficou com o Barracuda, de Humberto Diniz, com 14 pontos, seguido pelo Kaikias, de Tarcisio Mattos, com 16 pontos perdidos.
"É bom começar ganhando. Foi nossa primeira vez na Mitsubishi Sailing Cup e apenas a segunda velejando com o barco C30. Mas ainda temos muito o que melhorar e conhecer no barco. O que fez a diferença foi nossa experiência de longo prazo como tripulação. Estamos animados para a segunda etapa", afirma o comandante Marcelo Massa.
Os veleiros monotipo C30 foram as grandes novidades da terceira temporada da Mitsubishi Sailing Cup. Para o presidente da classe, Tarcísio Mattos, participar da competição foi uma ótima forma de incentivar o crescimento dos C30.
"Foi uma maravilha participar da competição. Sem dúvida foi a melhor oportunidade que nós tivemos, principalmente para conhecer melhor os barcos. Foi uma vitrine para a classe. A tendência, a partir de agora, é crescer. Esperamos contar com seis ou sete veleiros em Búzios", conta Tarcísio, que também é comandante do Kaikias.
Classe HPE 25
Na classe HPE 25, um duelo mais do que parelho marcou a primeira etapa da Mitsubishi Sailing Cup. Em seis regatas disputadas, os veleiros Atik, comandado por Henrique Haddad, e o Relaxa Next, de Roberto Albernaz, somaram exatamente os mesmos pontos, com os mesmo números de conquistas: três vitórias, dois segundos lugares e um terceiro lugar.
No desempate, o Atik ficou na frente por ter conseguido uma melhor colocação na última regata. "Competir na HPE foi muito divertido. A classe é muito animada e vencer, para nós, foi uma grande satisfação, já que nós não sabíamos se iriamos andar entre os primeiros, já que andamos juntos em um HPE pela primeira vez dois dias antes da Mitsubishi Sailing Cup. Com certeza estaremos em Búzios", afirma Henrique Haddad, vice campeão mundial de Match Race.
Apesar da segunda colocação, Roberto Albernaz comemora o resultado. "Nós andamos exatamente igual o campeonato inteiro, então isso é um motivo de orgulho muito grande para nós, porque eles tem uma equipe com velejadores muito mais treinados e experientes que nós. Foi mais do que positivo", exalta o comandante.
Ao final de seis regatas, com um descarte, o Atik fechou a Mitsubishi Sailing Cup com sete pontos perdidos, mesma pontuação do Relaxa Next. A terceira posição ficou com o Repeteco I, de Fernando Haaland, com 18 pontos perdidos, seguido pelo Ginga, de Breno Chvaicer, com 23 pontos perdidos.
A Mitsubishi Sailing Cup veleja até Búzios (RJ) para a segunda etapa entre os dias 09 e 12 de agosto. As classes S40, C30 e HPE 25 voltam às raias para a decisão da temporada 2012.
Cobertura online
Para saber tudo que aconteceu na primeira etapa da Mitsubishi Sailing Cup, acesse a cobertura online das regatas no Twitter (www.twitter.com/mitsailingcup) e o Facebook (www.facebook.com/nacao4x4).
Resultados finais:
Classe S40
1. Patagonia (ARG) - 24 Pontos Perdidos
2. Pisco Sour (CHI) - 25 pp
3. Iberdrola (ESP) - 32 pp
4. Crioula (BRA) - 36 pp
5. Mitsubishi Motors (CHI) - 36 pp
6. Lancer Evo (BRA) - 37 pp
7. Movistar (CHI) - 42 pp
8. Claro (CHI) - 45 pp
9. Carioca (BRA) - 47 pp
10. Santander (CHI) - 50 pp
11. Entel (CHI) - 53 pp
12. Mitsubishi / Energisa (BRA) - 62 pp
13. Pajero / Gol - 89 pp
Classe C30
1. Loyal (BRA) - 7 Pontos Perdidos
2. Barracuda (BRA) - 14 pp
3. Kaikias (BRA) - 16 pp
HPE 25
1. Atik (BRA) - 7 Pontos Perdidos
2. Relaxa Next (BRA) - 7 pp
3. Repeteco I (BRA) - 18 pp
4. Ginga (BRA) - 23 pp
5. Bixiga (BRA) - 25 pp
6. Fit to Fly (BRA) - 25 pp
7. Ser Glass Eternity (BRA) - 40 pp
8. Corum (BRA) - 42 pp
9. Takra (BRA) - 42 pp
10. Safo 1 (BRA) - 53 pp
11. Iansa (BRA) - 54 pp
12. Vesper III (BRA) - 56 pp
13 Ser Glass 10 Anos (BRA) - 61 pp
14. BSS (BRA) - 61 pp
15. Zoom (BRA) - 71 pp
16. Rex (BRA) - 75 pp
17. Atrevido (BRA) - 77 pp
18. Laranja (BRA) - 84 pp
19. Twister (BRA) - 85 pp
20. Xereta (BRA) - 88 pp
21. Aventura (BRA) - 110 pp
Classificação do Campeonato Sul-americano de Soto 40
1. Pisco Sour (CHI) - 67 Pontos Perdidos
2. Lancer Evo (BRA) - 104 pp
3. Patagonia (ARG) - 105 pp
4. Claro (CHI) - 111 pp
5. Movistar (CHI) - 122 pp
6. Crioula (BRA) - 126 pp
7. Mitsubishi Motors (CHI) - 129 pp
8. Entel (CHI) - 137 pp
9. Santander (CHI) - 143 pp
10. BCI (CHI) - 192 pp
11. I-ZOD (CHI) - 195 pp
12. VTR (CHI) - 200 pp
13. Iberdrola (ESP) - 228 pp
14. Carioca (BRA) - 243 pp
15. Mitsubishi / Energisa (BRA) - 258 pp
16. Pajero / Gol - 285 pp
Por Antonio Alonso às 01h13
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.