Blog do José Cruz

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23/06/2012

Guarda-mancebo quebra e cinco tripulantes caem na água na MitSailingCup

Foto de arquivo: O tripulante Pistola é salvo do barco Negra, em regata do ano passado. Neste ano, o guarda-mancebo arrebentou e cinco velejadoress caíram na água.

Guarda-mancebo é um nome que parece enigmático, mas ele serve para isso mesmo: guardar os mancebos (e mancebas) a bordo. É nele que todos os tripulantes se apoiam enquanto fazem a escora. Quando ele falha, os mancebos não guardados caem na água. Foi isso que aconteceu hoje, em uma regata da nova classe Carabelli 30 em Ilhabela. Eu estava na água, mas infelizmente não estava por perto para ver ou fotografar e dividir com vocês. Os cinco tripulantes voltaram mais molhados do que gostariam, mas estão bem. Como o timoneiro e o regulador da genoa ficaram a bordo, eles conseguiram fazer o resgate antes que alguém fosse atropelado pela flotilha de mais de 30 barcos que corre este fim de semana em Ilhabela.

Como eu não tenho a foto, vou resgatar aqui uma imagem inesquecível do ano passado, que também envolve o guarda-mancebo (OK, na verdade eu estou forçando um pouco a barra só porque a foto do ano passado é muito boa). Isso aconteceu na minha frente. O dia estava tranquilo, mas um rebocador enorme passou navegando muito rápido bem à frente do Negra, criando uma onda de mais de um metro. Ninguém no barco esperava essa onda e um dos tripulantes foi lançado por sobre o guarda-mancebo e só não caiu na água porque foi salvo pelas calças... a foto explica.

Por Antonio Alonso às 18h56

Mitsubishi Sailing Cup acirra a disputa na S40 com quatro países nas primeiras colocações


Argentina, Chile, Brasil e Espanha brigam pelos primeiros lugares; competição vai até domingo

A Mitsubishi Sailing Cup chega ao segundo dia com uma disputa acirrada nas águas de Ilhabela (SP). Na classe S40, quatro veleiros, de quatro países diferentes, lideram a competição: Patagonia (ARG), Pisco Sour (CHI), Carioca (BRA) e Iberdrola (ESP).

A prova de hoje em Ilhabela foi disputada na Ponta das Canas, com rajadas de vento que chegaram a 25 nós e ondas que passavam de um metro. Foram duas regatas, com quatro pernas cada (barla-sota), nas quais a flotilha veleja hora a favor, e hora contra o vento.

Com o primeiro descarte, o argentino Patagonia segue na liderança, com seis pontos de vantagem sobre o Pisco Sour, do Chile. "Até agora está indo tudo bem. Barco rápido, tripulação atenta e tudo perfeito", disse o tático Mariano 'Cole' Parada. "Não olhamos a classificação, nem sabemos quem está em segundo ou terceiro. Vamos fazendo o nosso melhor. Se nos preocuparmos com qualquer outro barco, vamos mudar nossa forma de velejar e pode dar errado. Nossa estratégia é fazer o melhor possível todos os dias. A competição é de alto nível e tudo ainda pode mudar", afirma.

O melhor brasileiro na disputa é o Carioca, do comandante Roberto Martins, que venceu uma das regatas de hoje e subiu para a terceira colocação na classificação geral. "O S40, nas condições de hoje, é um espetáculo. O segredo para um campeonato competitivo como esse é ter prazer em velejar. Quando se veleja bem, ganhar ou perder é consequência. Ontem tivemos problemas, era para desanimar, e hoje até ganhamos uma regata e fomos muito bem", comemora Martins. "O nosso S40 é o mais antigo da flotilha, mas como é um monotipos bem construído, fazendo a manutenção correta, continua competitivo. É como outro novinho em folha", explica.

O espanhol Iberdrola, que ontem terminou na terceira colocação, caiu para quarto. A tripulação foi penalizada na montagem da bóia na segunda regata.

"As condições de vento hoje estavam excelentes. Foi uma velejada deliciosa, muito próximo do limite, o que deixa tudo mais rápido e intenso. O importante é não cometer erros para seguir na competição", comenta o medalhista olímpico Lars Grael, integrante da tripulação do Mitsubishi / Energisa.

Classe C30
Depois de cinco regatas realizadas, o veleiro Loyal, do comandante Marcelo Massa, dispara na liderança com apenas quatro pontos perdidos. Na segunda colocação está o Barracuda, de Humberto Diniz, com 10 e o Kaikias, de Tarcisio Mattos, com 11.

"Foi uma velejada muito intensa, com condições de vento forte. E isso é muito importante para os comandantes dos veleiro C30 que, por serem novos, estão sendo reconhecidos e domados. Foi um dia importante para afinar a tripulação e os barcos", destacou Tarcisio. A classe C30 faz sua estreia na Mitsubishi Sailing Cup.

Classe HPE 25
As disputas da classe HPE, considerada um fenômeno na vela de oceano brasileira pelo número de adeptos, serão realizadas a partir deste sábado (23).

Cobertura online
Para acompanhar de perto a Mitsubishi Sailing Cup, acesse a cobertura online das regatas no Twitter (www.twitter.com/mitsailingcup) e tenha todas as novidades e curiosidades da prova no Facebook (www.facebook.com/nacao4x4). Para mais informações: www.mitsubishisailingcup.com.br.

Vídeo release para imprensa
Acesse o site abaixo para fazer o download do vídeo release da Mitsubishi Sailing Cup: http://www.santaedit.tv.br
Login: release_sailingcup
Senha: mitsailing


Resultados acumulados após cinco regatas e um descarte:

Classe S40
1. Patagonia (ARG) - 6 Pontos Perdidos
2. Pisco Sour (CHI) - 12 pp
3. Carioca (BRA) - 16 pp pp
4. Iberdrola (ESP) - 20 pp
5. Mitsubishi Motors (CHI) - 21 pp
6. Crioula (BRA) - 23 pp
7. Claro (CHI) - 23 pp
8. Santander (CHI) - 27 pp
9. Movistar (CHI) - 28 pp
10. Entel (CHI) - 29 pp
11. Lancer Evo (BRA) - 29 pp
12. Mitsubishi / Energisa (BRA) - 30 pp
13. Pajero / Gol - 51 pp

Classe C30
1. Loyal (BRA) - 4 Pontos Perdidos
2. Barracuda (BRA) - 10 pp
3. Kaikias (BRA) - 11 pp

Por Antonio Alonso às 11h12

Veleiro do Iate Clube de Santos estreia hoje na Mitsubishi Sailing Cup

Sob comando de Rafael Gagliotti, o veleiro Corum-ICS entra na água neste sábado para disputar a Mitsubishi Sailing Cup, em Ilhabela. Animada com o bom treino realizado nesta sexta-feira, a tripulação entra na água pronta para brigar pela vitória. “Somos uma tripulação bem entrosada e com muita vontade de vencer”, disse Rafael, que conta na equipe com a participação de Henrique Gomes, seu proeiro na classeSnipe, e também com André Ubinha e Rodrigo Inácio. 
 
Este é o primeiro HPE que o Iate Clube de Santos coloca na água para disputar regatas. Com patrocínio da relojoaria suíça Corum, o veleiro foi lançado em São Paulo e contou com a presença do renomado velejador francês Loïck Peyron, timoneiro do Energy Team, também apoiado pela Corum.

Por Antonio Alonso às 11h02

22/06/2012

Na #mitsailingcup, Carioca passa de azarão a herói em um dia

"Vai tirar foto? Tá de palhaçada?" O Carioca velejou bem ontem, mas terminou com vergonha depois de deixar o balão cair na água. Hoje foi diferente

O veleiro Carioca, que no ano passado frequentou a lanterna mais do que qualquer outro veleiro da classe Soto 40, está pronto para uma nova etapa de sua história. "Pra ser sincero, estamos surpresos. Começamos um trabalho depois do ano passado e nossa meta era colher bons resultados só no Mundial de 2013!", contou o tático André Mirsky, um dos responsáveis pela mudança de rumo no barco.

Com o casco número 4, o Carioca é também o barco mais antigo dos S40 em Ilhabela. "Eu diria que no vento fraco ele sofre mais. Em condições como hoje, de vento forte, fica tudo mais equilibrado. Mas quebramos uma catraca e tivemos alguns problemas a bordo", admitiu André Mirsky. O comandante Roberto Martins, que repetiu 200 vezes o bordão "choveu no Ceará" para ilustrar sua vitória inesperada, discorda: "Essa é a vantagem de velejar em monotipos de oceano. Se você faz a manutenção do barco, o veleiro continua competitivo. Como o casco só fica na água nas competições, ele é muito pouco rodado".

Com um terceiro e um primeiro lugares nesta sexta, o Carioca foi o melhor barco do dia, subiu para a terceira colocação geral e agora é o melhor brasileiro na competição. Na segunda regata do dia, a vitória foi construída com uma boa largada e uma velocidade excelente no contravento. "Não existe um único jeito de velejar, nós velejamos com as velas um pouco mais soltas, até para casar melhor com o estilo do nosso timoneiro". Tem dado certo.

A Mitsubishi Sailing Cup é uma competição de monotipos de oceano, veleiros idênticos entre si, que terá duas etapas neste ano. A primeira, em Ilhabela, acontece até domingo.

Por Antonio Alonso às 18h28

Empresa brasileira desenvolve técnica para reciclar composites

Retalho de Divinycell com reuso de placas já cortadas

Atualmente, qualquer barco de fibra que se preze leva composites (ou materiais compósitos) em sua construção. Esses materiais permitem que o barco fique muito mais leve sem prejuízo à resistência do casco ou do convés. A introdução dos composites representou uma revolução em termos de velocidade de construção e economia de peso nas embarcações. No entanto, eles trouxeram também um lastro pesado para o meio ambiente. As placas não eram recicláveis e, durante a construção, muitos dos pedaços utilizados iam para o lixo.

Uma empresa brasileira, a Barracuda Advanced Composites, desenvolveu uma técnica para usar esses pedaços em novas placas. É um recurso inteligente, prático e que mostra uma preocupação com o meio-ambiente que pode ser transferida a outros níveis da construção náutica e das novas tecnologias em geral.

Release: Em 2010 a Barracuda apresentou ao mercado de composites uma construção a partir de partes de placas de espuma de PVC Divinycell reutilizadas. Os pedaços que anteriormente tinham como destino o lixo passaram a ser utilizados para compor placas planas laminadas com fibra de vidro pelo método de infusão.

Para estimular os construtores, Jorge Nasseh - CEO da Barracuda Composites se dedicou a escrever um livro que ensina como produzir essas placas através do processo de infusão a vácuo e a aplicação do método Powerflex para embarcações, essa literatura que tem como título “Técnica e Prática de Laminação em Composites” ilustra o passo-a-passo dessa construção. Neste tipo de construção as chapas de material composto são produzidas a partir de sobras e todos os tipos de materiais para diversas aplicações e o resultado mecânico é exatamente semelhante aos produtos de origem primária.

Com o tema sustentabilidade em alta, nossos clientes aderiram esse novo produto. Essa resposta nos deu grande retorno que se fez necessário contratar uma mão de obra destinada para tratar desse reaproveitamento enquanto o restante da fábrica mantém a sua rotina.

Atualmente esses resíduos são aplicados em uma série de seguimentos: Náutica - Aproveitados no preenchimento de estruturas de pára-brisa, os painéis K-lite, principalmente para reformas de embarcações. Arquitetura – na adesão de painéis leves, resistentes a umidade e propagação de chama. Automobilística – nas estruturas interiores substituindo outros materiais.

Por Antonio Alonso às 16h38

Iate Clube de Santos aposta na HPE25 e anuncia disputa na Rolex Ilhabela Sailing Week

 

O Iate Clube de Santos está celebrando seu 65º aniversário este ano. Como parte das comemorações,  um dos mais antigos clubes de iatismo do país decidiu voltar a investir na vela de competição. Para isso, terá um veleiro monotipo, o Corum-ICS, da classe HPE25, disputando asregatas da temporada. A principal competição da temporada é a Rolex Ilhabela Sailing Week, em julho.


Com patrocíncio da relojoaria suíça Corum, o barco já entra na água no próximo fim de semana, quando disputa a Mitsubishi SailingCup, nos dias 23 e 24, em Ilhabela. A tripulação para esta primeira competição será composta pelos bicampeões sul-americanos da classe Snipe, Rafael Gagliotti, timoneiro, e Henrique Gomes. André Ubinha e Rodrigo Inácio completam a tripulação, que chega em Ilhabela nesta quinta-feira para dar início aos treinamentos. "Somos uma equipe já bem entrosada e estamos muito animados com a competição", disse Rafael. Segundo ele, que é velejador profissional e santista, já têm quatro veleiros da classe HPE em Santos. "Acho que logo logo teremos uma flotilha forte por aqui também", destacou ele. Além da Mitsubishi Sailing Cup, o Corum-ICS vai disputar todo o calendário da classe em 2012, entre eles o Paulista da classe, que será em outubro, em Santos.

 

O lançamento do Corum-ICS contou com a presença do renomado velejador francês Loïck Peyron, timoneiro do Energy Team, que disputou a America's Cup, veleiro também patrocinado pela Corum. A aposta do ICS na HPE25 visa aformação de uma flotilha da classe no futuro. “Esse é o objetivo, que haja mais barcos na região e mais competições por aqui também da classe HPE25, uma das mais competitivas do momento no Brasil, além de ser versátil e exigir investimento relativamente baixo por contar com apenas quatro tripulantes a bordo”, informou Odoardo Lantieri, diretor de vela do ICS.

Por Antonio Alonso às 16h25

21/06/2012

Campeão europeu, Iberdrola começa arrasador em Ilhabela, mas vacila

Com 13 Soto 40 na água, Mitsubishi Sailing Cup é provavelmente a mais bela competição de vela do país

Recomendo muito a visita à galeria de Fotos do Matias Capizzano: http://www.capizzano.com/msc2012/index.html

Os espanhóis do Iberdrola chegaram em Ilhabela cheios de moral. No domingo, venceram a Sardinia Cup, uma etapa do circuito europeu de Soto 40. E logo de cara mostraram o cartão de visitas, vencendo a primeira regata do dia. O argentino Patagonia também estava um passo à frente dos adversários nesta quinta, e venceu a segunda regata. Na última largada do dia, a maioria dos barcos apostou na direita (lado mais favorecido nas regatas anteriores), mas o Patagonia escolheu o caminho do meio e se deu bem, venceu a regata e ainda viu os espanhóis caírem para a nona posição.

O dia foi cheio de eventos. O Lancer Evo, de Eduardo Souza Ramos, queimou uma largada (o próprio Eduardo reconheceu que largou muito mal todas as vezes), Torben Grael (do Mitsubishi Energisa) foi penalizado em um incidente com o veleiro de Souza Ramos, Movistar fez uma das piores montagens de bóia de que eu me lembro, perdendo várias posições e ainda batendo na bóia... e o Carioca deixou a Vela balão cair na água, o que acabou virando uma armadilha sem saída. Um tripulante precisou pular na água para soltar a vela.

Com ventos de 15 a 18 nós, o dia foi muito melhor do que a previsão. Nesta sexta o vento deve seguir forte (e a chuva aumenta). Dá pra apostar em mais emoção (e mais lambanças).

Release: A Mitsubishi Sailing Cup abriu a temporada 2012 em Ilhabela, litoral de São Paulo, nesta quinta (21). Na primeira etapa do campeonato exclusivo de veleiros monotipos, que reúne os mais modernos barcos do mundo, quem levou a melhor foi o veleiro argentino Patagonia, na classe S40, e o brasileiro Loyal, na C30.

"O dia foi imprevisível. Todas as tripulações têm um nível muito alto, então é muito positivo conseguir esse resultado. Aproveitamos bem as regatas, porque não sabemos o que o amanhã nos reserva. Além disso, é muito importante, logo no começo da competição, chegar nas primeiras colocações", comenta o hexacampeão mundial e tático do Patagonia, Mariano "Cole" Parada.

Em um dia com céu nublado e com ventos sul de 15 a 18 nós, os veleiros iniciaram as provas às 12h30. Cruzando o litoral da belíssima Ponta das Canas, conhecida por ser um reduto de esportes aquáticos e com vista para Caraguá e Ubatuba, os competidores precisaram de muita técnica e trabalho em equipe durante as três regatas dos dia, sendo as duas primeiras com quatro pernas e a última com cinco. 

A primeira regata na classe S40, que este ano conta pontos para o Campeonato Sul-Americano, foi vencida pelo veleiro Espanhol Iberdrola, comandado por Jose María Torcida. Campeão da MedCup 2011 na classe S40, o veleiro mostrou seu cartão de visita na disputa que marcou o retorno de uma equipe europeia às competições brasileiras após mais de 20 anos. 

"O veleiro espanhol Iberdrola velejou muito bem, como era de se esperar, já que a tripulação é muito acertada. Inclusive, eles ganharam uma competição no último fim de semana, na Europa. Então estavam mais aquecidos do que todos. Sem dúvida, eles mostraram o alto nível que têm", afirma Eduardo de Souza Ramos, comandante do veleiro brasileiro Lancer Evo e idealizador da Mitsubishi Sailing Cup. 

Na segunda regata, quem tomou a dianteira foi o argentino Patagonia. Após a 2ª colocação na primeira prova, o veleiro conseguiu ultrapassar o espanhol Iberdrola. "Não há rivais diretos na prova. O segredo é tentar sempre fazer o melhor, já que a raia é muito competitiva e todos têm chances", explica o tático do veleiro argentino, Mariano "Cole" Parada.

Na terceira e última regata desta quinta na classe S40, destaque para um duelo intenso entre o Patagonia e o chileno Pisco Sour, marcado pela disputa dos irmãos Parada: Guillermo é o comandante do Pisco Sour, enquanto Mariano o tático do Patagonia. No final, apenas alguns metros separaram os dois, sendo que o veleiro chileno levou a melhor.

"Uma competição não pode ser vencida no primeiro dia, mas você pode perdê-la na estreia. Se você não consegue bons resultados nas três primeiras regatas, fica muito complicado. Então, nossa estratégia foi conseguir boas colocações e nos manter na briga. E nós conseguimos, efetivamente, fazer isso", conta Guillermo.

Com a somatória de todas as regatas, quem lidera a Mitsubishi Sailing Cup é o veleiro argentino Patagonia, com 5 pontos perdidos. A competição, no entanto, está mais do que acirrada, principalmente entre as diferentes nacionalidades: no segundo lugar está o chileno Pisco Sour, com 10 pontos perdidos, seguido pelo espanhol Iberdrola, com 12 pontos perdidos. O melhor brasileiro na competição é o Crioula, na 4ª colocação, com 15 pontos perdidos.

Classe C30
Grande novidade na 3ª temporada da competição, a classe C30 contou a supremacia do veleiro Loyal. O barco do comandante Marcelo Massa foi o melhor do dia, após vencer a as três regatas da Mitsubishi Sailing Cup, e lidera a competição. O Barracuda, de Humberto Diniz, e o Kaikais, de Tarcisio Mattos, estão na segunda e terceira colocações, respectivamente.

"A prova foi excelente, com ótimas regatas. Aproveitamos o primeiro dia para nos adaptarmos ao barco, já que é apenas a segunda prova que estamos competindo. O veleiro C30 é muito bom, bacana de velejar. Então, eu tenho certeza que a classe irá despontar e a Mitsubishi Sailing Cup é a melhor forma de divulgá-la. É a vitrine perfeita que o C30 precisava ter", exalta Marcelo Massa, comandante do Loyal.

Classe HPE 25
As disputas da classe HPE, considerada um fenômeno na vela de oceano brasileira pelo número de adeptos, serão realizadas a partir de sábado (23).

Cobertura online
Para acompanhar de perto a Mitsubishi Sailing Cup, acesse a cobertura online das regatas no Twitter (www.twitter.com/mitsailingcup) e tenha todas as novidades e curiosidades da prova no Facebook (www.facebook.com/nacao4x4). Para mais informações: www.mitsubishisailingcup.com.br.

Vídeo release para imprensa
Acesse o site abaixo para fazer o download do vídeo release da Mitsubishi Sailing Cup: http://www.santaedit.tv.br
Login: release_sailingcup
Senha: mitsailing

Resultados acumulados após as regatas desta quinta (21):

Classe S40
1. Patagonia (ARG) - 2 + 1 + 2 = 5 Pontos Perdidos
2. Pisco Sour (CHI) - 6 + 3 + 1 = 10 pp
3. Iberdrola (ESP) - 1 + 2 + 9 = 12 pp
4. Crioula (BRA) - 3 + 4 + 8 = 15 pp
5. Lancer Evo (BRA) - 8 + 5 + 6 = 19 pp
6. Mitsubishi Motors (CHI) - 7+ 10 + 3 = 20 pp
7. Santander (CHI) - 5 + 9 + 7 = 21 pp
8. Claro (CHI) - 11 + 6 + 5 = 22 pp
9. Carioca (BRA) - 4 + 8 + 13 = 25 pp
10. Movistar (CHI) - 10 + 11 + 4 = 25 pp
11. Entel (CHI) - 12 + 7 + 11 = 30 pp
12. Mitsubishi / Energisa (BRA) - 9 + 12 + 10 = 31 pp
13. Pajero / Gol - 13 + 13 + 12 = 38 pp

Classe C30
1. Loyal (BRA) - 1 + 1 + 1 = 3 Pontos Perdidos
2. Barracuda (BRA) - 2 + 2 + 2 = 6 pp
3. Kaikais (BRA) - 3 + 3 + 3 = 9 pp

Por Antonio Alonso às 23h14

Estrangeiros dominam primeiro dia da Mit Sailing Cup

As meninas não tiveram um bom dia e só venceram o Carioca, que teve um problema com a vela balão (Mariana Peccicacco ficou triste)

O argentino Patagonia e o espanhol Iberdrola começaram a Mitsubishi Sailing Cup 2012 um passo à frente dos adversários. Nesta quinta-feira (21), os dois barcos disputaram a liderança na maior parte do tempo das três regatas que aconteceram hoje. O espanhol Iberdrola, que venceu uma etapa do Campeonato Europeu de S40 no último domingo, chegou mostrando seu cartão de visitas e venceu a primeira regata, com o Patagonia em segundo. Na regata seguinte, as posições se inverteram.

A terceira regata acabou sendo decisiva. Logo na primeira perna, o Patagonia apostou no meio da raia, enquanto o Iberdrola foi bem para a direita, como havia feito nas outras pernas. A escolha do Patagonia acabou se provando a melhor e os argentinos terminaram em segundo, enquanto viram o Iberdrola se enrolar bastante e terminar na nona colocação. A vitória na última regata do dia ficou com o Pisco Sour.

Na classificação geral, Patagonia lidera, seguido por Pisco Sour. O Iberdrola acabou caindo para terceiro e o melhor brasileiro foi o Crioula, em quarto.

Hoje também começaram as regatas de C30. Loyal venceu todas as regatas, Barracuda foi segundo e Kaikias terceiro em todas.

Por Antonio Alonso às 18h43

20/06/2012

Após 20 anos, US$ 1 bilhão investidos na Guanabara virou esgoto

Reprodução/estadao.com.br

Eu vi esse link no Twitter do Murillo Novaes. "Baía de Guanabara continua poluída 20 anos após promessas da Rio 92". E continua mesmo. Não é exagero dizer que tem lugar ali que é mais poluído do que o rio Tietê (a água parece uma gelatina preta fétida). Posso parecer inocente, mas parece que as coisas mudaram de leve nos últimos anos. Mas pouco e tarde demais.

"A Baía da Guanabara, há vinte anos, recebeu US$ 1 bilhão. E hoje, efetivamente, o resultado prático ambiental disso é que os rios continuam valões de esgoto, temos estações de tratamento que funcionam pela metade ou que nunca viram esgoto", disse à BBC o biólogo Mário Moscatelli.

US$ 1 bilhão é grana suficiente para dar um bom jeito no problema. Mesmo hoje seria. Mas o investimento, que chegou pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelos governos do Japão e do Estado do Rio não bastou. Dinheiro só nunca vai bastar. Precisa saber usar.

Não, não vou entrar na cantilena dos que inputam todos os problemas à corrupção, porque não basta ser honesto (ser honesto é o básico, o arroz com feijão, o obrigatório). Ser honesto e burro não adianta. Precisa saber fazer. 

"Ainda há muito o que fazer, porque, no entorno da baía moram cerca de 5 milhões de pessoas", disse o professor de engenharia oceânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Paulo Rosman. E daí? Paul Cayard (uma das maiores lendas da Vela) esteve aqui e falou: "onde eu moro, há oito milhões de pessoas ao redor da baía e não acontece isso".

Mas aí vem a segunda parte da fala do professor: "Sessenta por cento deste contingente têm grandes carências em termos de saneamento, de urbanidade, etc." Em San Francisco, onde Cayard mora, não acontece isso. Mesmo.

Não é limpando a baía que se limpa a baía. Isso no máximo vai tirar a sujeira que já chegou lá. O trabalho começa antes.


Por Antonio Alonso às 15h54

Volvo: Times consideram perder pontos para fazer consertos

Ontem, o chororô de três equipes que queriam tirar os barcos da água para fazer reparos recebeu uma resposta oficial da organização. Inicialmente, nesta parada em Lorient nenhum time poderia tirar o barco da água para reparos. A regra é clara.

Era.

Abu Dahbi, Telefónica e Sanya decidiram pedir para tirar os barcos da água, já que têm problemas sérios para resolver. A organização decidiu responder "NIM" (nem não, nem sim). Os times podem levantar os barcos, mas vão perder dois pontos se o fizerem. 

A situação mais desesperadora é do Telefónica (como se não bastasse...), que pediu também para trocar os lemes. A organização respondeu mais uma vez, NIM. Se trocarem os lemes, vão perder uma posição a cada etapa que correrem daqui pra frente. Isso significa perder um ponto em cada regata costeira e cinco pontos na última perna.

Aparentemente, a vontade de colocar os barcos em cavaletes diminuiu um pouco depois dessas propostas.

Por Antonio Alonso às 11h25

19/06/2012

Crash test de barco: explosão de gás

Taí uma coisa que eu sempre quis fazer todos esses anos cobrindo náutica e nunca me deixaram. A revista Yachting Monthly explodiu um veleiro como última parte de seu crash test. 

Se você quiser ir direto para a ação, comece aos cinco minutos e meio de vídeo.

Por Antonio Alonso às 14h27

Mit Sailing Cup terá cobertura ao vivo no Twitter @mitsailingcup

Tive o orgulho de ser convidado para fazer parte da equipe de comunicação da etapa de Ilhabela da Mitsubishi Sailing Cup, que terá cobertura ao vivo via Twitter @mitsailingcup. Com Torben e Lars Grael, Vasco Vascotto, os espanhóis campeões europeus de S40 e grande elenco, a oportunidade não deve ser desperdiçada.

A Mitsubishi Sailing Cup reúne os três monotipos de oceano mais badalados do país: Soto 40, Carabelli 30 e HPE 25. São barcos idênticos correndo entre si. Quem chega na frente, ganha (sim, fiquem surpresos, na vela nem sempre é assim). No ano passado, a Mitsubishi teve três etapas e foi um dos circuitos de vela de mais alto nível no planeta (não fui eu quem inventou isso, mas os gringos). Este ano, serão apenas duas etapas (Ilhabela e Búzios), mas os S40 estão participando de um evento continental, que é o Campeonato Sul-Americano, que terá 5 etapas (incluindo as duas da Mitsubishi Sailing Cup).

Vale a pena acompanhar via @mitsailingcup. La garantía soy yo!

Abaixo copio o release (um pouco deslumbrado com essa questão de medalhas, mas com todas as informações importantes):

 

 

 

350+1: Mitsubishi Sailing Cup reúne velejadores premiados em busca de mais uma grande conquista

350+1: Mitsubishi Sailing Cup reúne velejadores premiados em busca de mais uma grande conquista

Torben Grael, 69. Lars Grael, 27. Samuel Albrecht, 8. Mariano Parada, 27. Aureliano Negrín, 18. Vasco Vascotto, 52. Roberto Luiz Martins, 14. Maciel Cicchetti, 7. Eduardo de Souza Ramos, 27. Idades? De maneira nenhuma. Esses são os números de medalhas conquistadas por alguns dos participantes da terceira edição da Mitsubishi Sailing Cup, que começa nesta quinta (21), em Ilhabela (SP).

Apenas na classe S40, considerada a Fórmula 1 da vela de oceano, são mais de 350 medalhas conquistadas entre os velejadores. "Tenho a sorte de poder competir em uma prova como a Mitsubishi Sailing Cup, que tem atletas com inúmeros títulos. Isso confirma que a flotilha do evento é única no mundo, com qualidades que poucos chegam perto", afirma Mariano Parada, hexacampeão mundial de vela e tático do veleiro argentino Patagônia.

Maior medalhista olímpico brasileiro, Torben Grael será um dos destaques da Mitsubishi Sailing Cup 2012. Vencedor do prêmio ISAF de Velejador do Ano de 2009 após conquistar a Regata Volta ao Mundo, Torben espera levar para casa mais um título para sua extensa coleção, que inclui duas medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze das Olimpíadas.

"O crescente número de barcos na competição mostra a força do evento no cenário da vela mundial. Se avaliarmos a qualidade das equipes participantes e seus velejadores de ponta, veremos o quanto ela é importante. Para este ano, tentaremos manter o alto nível das duas últimas edições", explica o comandante do veleiro Mitsubishi / Energisa.

Em 2012, Torben terá ao seu lado o irmão, Lars, detentor de duas medalhas de bronze nas Olimpíadas, octacampeão Sul-americano de Tornado e campeão mundial de Snipe. A dupla voltou a correr junto em 2011 e, na Mitsubishi Sailing Cup, terá ainda Marco Grael no barco.

"Ao lado do Torben, fui bicampeão brasileiro e campeão mundial da classe Snipe. Este ano, voltamos a competir no Mini-Circuito Rio de Vela Oceânica e agora estaremos juntos na Mitsubishi Sailing Cup no veleiro Mitsubishi / Energisa. Será uma grande emoção", exalta.

Destaques
Na terceira temporada da Mitsubishi Sailing Cup, dois barcos serão destaques nas raias de Ilhabela e Búzios. O primeiro será o veleiro espanhol Iberdrola, campeão da MedCup 2011 na classe Soto 40. A tripulação cruzará o Oceano Atlântico para competir com alguns dos maiores velejadores do mundo em uma das competições mais importantes, atualmente, na vela oceânica mundial.

"Faz quase duas décadas que um barco europeu não viaja até o Brasil para uma grande competição e, por isso, estaremos ainda mais determinados para a disputa. Nosso objetivo é sempre a vitória, mas temos consciência que enfrentaremos a melhor frota de Soto 40 do mundo", explica Augustin Zulueta, diretor da equipe.

O segundo destaque da Mitsubishi Sailing Cup será a presença de um barco 100% feminino, comandado por Martine Grael, filha de Torben. O veleiro Pajero/Gol promete brigar de igual para igual com os homens e, para isso, contará ainda com Isabel Swan, que entrou para a história ao garantir a medalha de bronze da classe 470 nos Jogos Olímpicos de Pequim, resultado inédito entre as mulheres brasileiras. 

"Vejo que é muito importante a presença de um barco apenas com mulheres, já que isso mostra o crescimento e profissionalização da vela feminina no nosso país. Atualmente, temos muito mais mulheres brasileiras participando de grandes eventos e campanhas olímpicas. Sem dúvida, a Mitsubishi Sailing Cup será um desafio para nós", afirma Isabel.

O evento
A Mitsubishi Sailing Cup é uma competição para veleiros monotipos de oceano que chega à 3ª temporada em 2012. Primeiro campeonato exclusivo para barcos deste tipo no Brasil, a competição coloca a prova, nos litorais de Ilhabela (SP) e Búzios (RJ), os mais modernos barcos de regata do mundo: S40, C30 e HPE25. Ao longo do evento, serão 16 regatas, com até três descartes.

As inscrições para a primeira etapa da Mitsubishi Sailing Cup, entre os dias 21 e 24 de junho, em Ilhabela (SP), já estão abertas no sitewww.mitsubishisailingcup.com.br.

Para acompanhar de perto a Mitsubishi Sailing Cup e saber todas as novidades das regatas, acesse o Twitter (www.twitter.com/mitsailingcup) e também o Facebook (www.facebook.com/nacao4x4).

Calendário 2012
1ª Etapa - 21 e 24 de Junho, em Ilhabela (SP)
2ª Etapa - 9 a 12 de Agosto, em Búzios (RJ)

 

Por Antonio Alonso às 01h04

18/06/2012

"Eu procuro parceiro diferente de mim, nunca igual", conta Beto Pandiani

Beto Pandiani já percorreu toda a costa leste das Américas a bordo de um catamarã aberto. Foi à Groenlândia, atravessou o estreito de Drake nas águas antárdidas e já foi do Chile à Austrália, sempre nos barquinhos abertos. Em uma série de entrevistas ele revela os bastidores interessantes das viagens. Neste vídeo, ele fala sobre equipe, e revela que não é boa estratégia procurar um parceiro igual a você, mas sim alguém "complementar". Vale assistir.

Por Antonio Alonso às 18h24

Após tempestade, flotilha da Volvo está proibida de tirar barcos da água

Vídeo com o melhor da oitava perna

 

A oitava e penúltima perna da Volvo Ocean Race foi uma surpresa em vários níveis. Primeiro, era um trecho curto, que tinha tudo para ser relativamente tranquilo para quem passou pelo Oceano Austral e por uma travessia do Atlântico Norte. Foi e não foi. Praticamente todos os barcos da flotilha bateram seus recordes de singradura (maior distância navegada em 24h), com o título da edição ficando com o Camper. O Telefónica quebrou dois lemes e perdeu as chances de sair da competição como vencedor (pela terceira vez consecutiva).

Mas agora todos os barcos estão parados em Lorient e proibidos de sair da água. Pelas regras da regata, esta é uma parada rápida, e todos os reparos precisam ser feitos na água. No entanto, a maioria dos times saiu com escoriações desta tempestade da oitava perna e há várias solicitações para subir os barcos em cavaletes. O Groupama pediu para tirar o mastro, que também precisa de reparos. Enquanto a decisão não sai, o Sanya se vira na base da criatividade.

 

Por Antonio Alonso às 14h29

17/06/2012

A maldiçao do barco azul: reveja drama do Telefónica

Esse vídeo mostra o drama que acabou com as esperanças de título do Telefónica pela terceira edição consecutiva da Regata Volta ao Mundo. Eu já falei disso aqui algumas vezes, mas não custa lembrar. Em 2005/2006, o fiasco do então Movistar foi absoluto. O barco afundou na travessia do Atlântico Norte (coincidentemente, a mesma que decretou o fim da linha para o Telefónica este ano). Na edição seguinte, em 2008/2009, o Telefónica Azul (a equipe tinha dois barcos) bateu em uma pedra na largada de Qingdao, na China. Já no final da regata, saindo da Suécia, os espanhóis ficaram na humilhante posição de ver seu barco encalhado durante horas enquanto o resto da flotilha avançava. Eles acertaram uma raríssima laje não mapeada na costa da Suécia. 

Este ano, a maldição se repetiu. Depois de liderar quase toda a competição, o Telefónica abusou dos erros e viu todas suas chances irem por água abaixo  na penúltima perna (pelo menos foram só as chances, não o barco).

Por Antonio Alonso às 19h56

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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