
Largada da classe HPE, na qual corre o BSS, hoje em Ilhabela. Foto: Aline Bassi/Balaio de Ideias
Num sábado de muito sol e pouco vento em Ilhabela, um tripulante precisou ser resgatado às pressas depois de perder parte do polegar enquanto se preparava para começar uma regata no canal de São Sebastião.
Segundo relatos de velejadores que ajudaram no socorro no clube, o proeiro do veleiro BSS, um HPE 25 pés, teve parte do polegar arrancada enquanto fazia um nó. O proeiro, estava amarrando um cabo de reboque na proa do veleiro quando a lancha que faria o reboque arrancou, esticando o cabo e fechando o nó. A velocidade da manobra acabou decepando o polegar do proeiro na altura da falange. O pedaço de dedo foi encontrado minutos depois, preso ao nó. O velejador, cujo primeiro nome é Jaime, foi socorrido imediatamente e levado de helicóptero para São Paulo, onde seria realizada a tentativa de reimplante.
Apesar de um tanto radical, acidentes com cabos estão entre os mais comuns na Vela. Um veleiro de competição possui vários deles no convés e, em determinadas manobras, eles são recolhidos com extrema velocidade. As lesões mais comuns são queimaduras e tropeços, mas na última edição da Regata Volta ao Mundo um velejador teve uma fratura depois de enroscar o pé em um cabo na saída do Rio de Janeiro. O pé ficou preso e correu junto com o cabo até o mastro. O choque provocou uma fratura e o tripulante precisou ser evacuado.
Por Antonio Alonso às 18h40

Muita água, mas ninguém dispara na liderança. Foto: Yann Riou/Groupama Sailing Team
Nunca antes na história desta regata quatro equipes chegaram aos últimos 10 dias de velejada com chances reais de vencer a Volvo Ocean Race
A grande surpresa foi a derrocada constante do Telefónica, que venceu as quatro primeiras etapas e depois só fez perder pontos de uma gigantesca vantagem que tinha acumulado. A hegemonia do time espanhol acabou esta semana, com o barco francês Groupama assumindo o primeiro lugar na tabela depois de ser o segundo a chegar em Lisboa. Mais do que isso, só 21 pontos separam o Telefónica do quarto colocado, Camper with Emirates Team New Zealand.
Faltam apenas duas etapas para o fim da Volvo Ocean Race, mas as equipes ainda têm cinco chances de pontuar (faltam três regatas costeiras e duas etapas), somando um total de 78 pontos em disputa. O próximo evento é a regata costeira de Lisboa, daqui a uma semana, dia 9 de junho.
Todos os barcos estão em manutenção pelos próximos quatro dias, mas isso não é motivo de grande preocupação, já que ninguém quebrou na travessia do Atlântico. Um detalhe importante é que, faltando apenas duas pernas curtas para o final da regata, quebrou-se uma tradição e, desta vez, nenhum barco superou a marca de Torben Grael e tripulação na edição passada. O recorde de 24h navegadas desta edição vai mesmo ficar com o Camper (553 milhas, na primeira etapa). Ninguém conseguiu chegar nem perto das 596 milhas do Ericsson 4, de Torben Grael, em 2008.
Explicação? Eu poderia dizer que os barcos desta edição foram construídos mais para andar em diversas condições de vento do que para voar nos ventos muito fortes. Mas confesso que eu mesmo não me convenço dessa explicação. Os barcos dessa edição foram desenhados para voar. E todos sabem que nenhum barco abre vantagem no vento fraco. As etapas são ganhas (quase) sempre nos trechos de vento forte. Como faltaram as condições ideais para uma quebra de recorde (vento forte e favorável durante dias seguidos, eu vou ficar sem saber a verdadeira resposta a esta pergunta.
Resultado da etapa:
1. Abu Dhabi
2. Groupama
3. Puma
4. Telefónica
5. Camper
5. Team Sanya
Resultado acumulado após sete etapas:
1. Groupama, 183 pontos
2. Telefónica, 180 pontos
3. Puma, 171 pontos
4. Camper, 162 pontos
5. Abu Dhabi, 104 pontos
6. Team Sanya, 32 pontos
Por Antonio Alonso às 12h35
Franck Cammas e a equipe Groupama estão acostumados a bater recordes mundiais de velocidade a vela, mas são novatos completos na Volvo Ocean Race. Novatos não somente porque esta é a primeira vez que eles participam da regata, mas também porque eles velejam em trimarãs, barcos de três cascos completamente diferentes dos V70 da Volvo. Os trimarãs gigantescos que Cammas está acostumado a velejar são os barcos a vela mais velozes do mundo (e, em distâncias muito grandes, não são batidos nem por barcos a motor).
Os franceses começaram esta regata passando recibo de que realmente são novatos e levantando suspeitas sobre a competência em terminar a regata sem dar vexame. Isso porque, logo na saída do Mar Mediterrâneo, nos primeiros dias de regata, eles escolheram uma rota bastante diferente da tradicional, acompanhando o litoral africano. E, como era de se esperar, se deram mal. O caminho se mostrou uma furada e os franceses ficaram para trás, com cara de bobos. A redenção dos franceses quase veio no Brasil, mas já no final da quinta pernta, na costa do Uruguai, o Groupama quebrou o mastro e os franceses perderam a chance de pular para a liderança em Itajaí.
Mas agora, com o segundo lugar em Lisboa, eles conquistaram 25 pontos cruciais para desbancar o Telefónica, que estava na liderança desde a primeira perna. A vantagem é de somente três pontos (183 a 180) e ainda estão em jogo cinco oportunidades de pontuação, somando 78 pontos no total.
O exultante skipper Franck Cammas disse que a sensação é excelente. "Líder geral, que momento", disse Cammas no cais em Lisboa. "Quando largamos, em Alicante, não esperávamos estar nessa posição perto do final. É um sonho para nós". Mas Cammas é consciente de que nada está ganho. "Temos que continuar", disse Cammas. "Eu acho que é uma pressão positiva para a equipe e todo mundo está animado por estar aqui. "A corrida ainda não está terminada, por isso é muito emocionante para todas as pessoas em terra e no mar, bem como, para ver essa luta de perto".
Por Antonio Alonso às 12h12
Foi tudo diferente nesta sétima etapa da Regata Volta ao Mundo. O Abu Dahbi, que já não tem mais chances de título, venceu a perna entre Miami e Lisboa. O Telefónica, que começou vencendo as três primeiras etapas, e parecia imbatível, vacilou. Os espanhóis chegaram na quarta posição e perderam uma liderança que parecia imperdível há alguns meses. Faltando duas etapas para o final da Volta ao Mundo, os franceses agora têm míseros três pontos de vantagem (mas ainda assim uma vantagem) e as únicas certezas são que o chinês Team Sanya será o último e o Abu Dahbi, penúltimo. Mas com honra
Por Antonio Alonso às 01h27

Percurso da TMAP, pela costa francesa.
Eu achei que esse maluco tinha conquistado todos seus objetivos na classe Mini 650 depois de concluir honrosamente a Mini Transat, da França até Salvador, na Bahia. Que nada. O baiano chinês Kan Chuh avisa que está de volta ao país dos velejadores solitários e que nesta quinta larga na regata TMAP, uma espécie de preparação para a Mini Fastnet. Kan Chuh, que está entre os caras mais sortudos do mundo (e sabe disso), já foi campeão geral da Semana de Ilhabela quando mal sabia velejar, num barco seu, mas comandado por Horácio Carabelli (hoje chefão do time espanhol na Regata Volta ao Mundo). Mas isso faz tempo. O que faz menos tempo foi a vitória de Kan Chuh na Mini Fastnet, uma das regatas mais respeitadas do mundo. A vitória veio quando Kan Chuh estava testando o barco que acabara de comprar, ao lado do antigo dono!
Esse cara é inacreditável. Por isso eu vou fazer questão de aceitar o convite e acompanhá-lo pelo site http://www.winchesclub.com/minis650/map/FR.htm.
Palavras de Kan Chuh: "Previsão é de vento leves e médios. O Vmax-419 está quase pronto e a minha meta é apenas não ser o ultimo. Tem poucos protótipos, mas todos muito competitivos". Protótipo são barcos construídos para competição, diferente dos barcos de série, que disputam uma classe separada.
Um grande abraços a todos da classe mini Brasil.
Por Antonio Alonso às 23h23
O tráfego no mar é diferente, mas eu posso dizer que lá também existem sinais vermelhos. Imagine que você conseguiu se livrar do trânsito da avenida Brasil ou da marginal e caiu na rodovia antes dos demais concorrentes. Suas chances de vitória aumentam muito. Foi isso que aconteceu com o Abu Dahbi, que pegou o vento forte antes de todos. Mérito do time árabe, que foi o único a apostar na melhor rota. Mas agora coloquemos um sinal vermelho nessa rodovia. Você vai parar, e toda a vantagem que você ganhou pode ir para o espaço.
Após 10 dias de regata, faltam 300 milhas para a chegada em Lisboa. É pouco, mas vai demorar. A previsão é de que o vento acabe nas próximas horas. Para todo mundo. O maior prejudicado é o líder, claro. O farol vermelho já acendeu para o Abu Dahbi, que viu sua vantagem diminuir de 60 para 10 milhas. O time árabe é o mais lento da flotilha. Os outros ainda não alcançaram o sinal fechado.
"Mais cedo ou mais tarde, o vento vai acabar para todo mundo e a briga vai ser para ver quem sai primeiro", disse o skipper Ian Walker, que ainda é líder.
Neste momento, todos os barcos velejam ao norte de Lisboa, Groupama e Telefónica são os mais meridionais, enquanto Abu Dahbi e Sanya (primeiro e último) apostam ainda mais ao norte. Ninguém sabe onde vai acender o primeiro sinal verde, mas todo mundo tem seu palpite. Entender isso faz parte da beleza desse esporte.
Detalhe importante: O Groupama passou pela primeira quebra séria desta perna, um problema no tanque de lastro deixou uma tonelada e meia de água presa em um dos bordos. Corrigido o problema, os franceses voltaram a ser competitivos novamente.
Por Antonio Alonso às 15h41
Um dos primeiros vídeos que eu postei aqui foi uma barbeiragem do George Bush pai, que quase destrói um píer tentando manobrar seu iate. Hoje me chegou esse link, que já está no Youtube há 15 dias. Mostra um ferry colidindo contra Ocean Beauty, fábrica de processamento de peixe, no Alasca. Quem nunca deu uma arranhadinha estacionando o carro, que atire a primeira pedra.
E é nessas horas que fica evidente como são importantes os serviços de praticagem. Quando dá tudo certo, parece inútil. Agora, quando dá errado...
Por Antonio Alonso às 11h53
Esse espanhol que fala no vídeo é o galego Chunny Bermudez, esteve a bordo do Brasil 1 em 2005/2006, quando Torben Grael capitaneou o barco brasileiro na Volvo Ocean Race. Agora a bordo do Camper, Chunny mostrou mais uma vez seu valor, ao conseguir ver e desviar de uma enorme baleia no meio da etapa entre Miami e Lisboa. Colisões com baleias são relativamente comuns nas regatas oceânicas e normalmente acabam mal para os dois lados. Além de ferir (e às vezes matar) a baleia, o barco normalmente também sai destruído. Tripulantes a bordo podem se ferir (é uma causa comum de fratuas, especialente nas costelas), a quilha, o leme ou o mastro podem quebrar nessas colisões.
Portanto, não fosse a manobra atenta de Chunny, eu provavelmente estaria na capa do UOL neste momento, com uma notícia muito mais importante que o desvio.
Por Antonio Alonso às 15h20

Quando o barco espanhol Telefónica, líder da Regata Volta ao Mundo, começou a quebrar em pleno Oceano Pacífico há dois meses, o diretor técnico do projeto espanhol, Horácio Carabelli, teve de desenhar rapidamente um plano de socorro. Carabelli, que nasceu no Uruguai e mora em Florianópolis há mais de 20 anos, sabia que o barco tinha uma delaminação séria na proa, numa área de mais de três metros de comprimento. Uma parada emergencial e um reparo urgente seriam necessários. Havia tempo para acionar outras empresas pelo mundo, mas Carabelli buscou consultoria de uma empresa brasileira, a Barracuda Advanced Technologies.
A Barracuda atua no Brasil como fornecedora de materiais e tecnologias para a maioria dos grandes estaleiros nacionais de lazer e também para a produção de pás gigantes para geração de energia eólica. Ela é também uma das pioneiras no método de infusão, que permite economia de material e peso final da embarcação (e, no mar, menos peso no casco se traduz em maior performance). Recebi hoje um comunicado que a mesma Barracuda dá mais um passo em relação à construção naval de alta tecnologia, assinando uma licença vitalícia com a holandesa Polyworx.
A Polyworx desenvolveu um software (RTM-worx) que tem o objetivo de representar virtualmente o cálculo do fluxo por tempo da resina na área determinada. "Sua precisão é tamanha que elimina a necessidade de fazer testes práticos no próprio molde, pois ele simula a infusão no computador. Isso reduz custos de mão-de-obra e material, além de otimizar o tempo".
Inovação brasileira é sempre notícia boa, e eu gosto de divulgar. Mas eu sinto falta de mais disso por aqui.
Por Antonio Alonso às 12h36
Lars Grael, que já foi secretário Nacional de Esporte no governo FHC e secretário estadual de Serra, quer acabar com o continuísmo na ABVO, a Associação Brasileira de Vela Oceânica, entidade responsável por congregar e organizar todas as classes de barcos grandes, incluindo as regras dos tempos corrigidos. Uma das propostas de Grael é limitar o período máximo de um presidente a um único mandato, quebrando o continuísmo que é comum na maioria das associações esportivas do Brasil.
Há cinco anos, Lars Grael se propôs a fazer uma "revolução" semelhante na então Federação Brasileira de Vela e Motor. Depois de vencer a eleição, Lars e a diretoria renunciaram em uma semana, denunciando a situação caótica das contas da entidade, que tinha dívidas milionárias com o fisco. A diretoria de Lars Grael conseguiu quebrar um longo período sob o comando de Walcles Osório, que sentara em cima da dívida. Até hoje, a agora Confederação Brasileira de Vela e Motor está sob intervenção do COB, não conseguiu pagar a dívida (e dificilmente conseguirá).
Eleição que definirá a nova gestão da Associação Brasileira de Vela Oceânica será na próxima quinta-feira (31) Da ZDL (SP) - O medalhista olímpico Lars Grael concorre nesta quinta-feira (31) ao cargo de presidente da ABVO (Associação Brasileira de Vela Oceânica). A chapa conta com nomes importantes do esporte brasileiro, como Torben Grael, Eduardo Penido, Horácio Carabelli e Nelson Ilha. Sócio da ABVO e um dos principais organizadores de eventos da modalidade no País, José Manuel Nolasco manifestou publicamente seu apoio às propostas do grupo nesta semana. "Não posso deixar de me solidarizar e apoiar plenamente todas as intenções da plataforma de Lars Grael para a ABVO, com as quais plenamente concordamos e apoiamos. Será a modernização e valorização da vela oceânica".
Entre as propostas apresentadas a Nolasco e ao grupo que organiza os maiores eventos de vela oceânica do País estão transformar a ABVO numa entidade proativa e prestadora de serviços. Outra intenção do grupo de Lars é limitar o mandato em apenas uma gestão. A plataforma de campanha visa também quitar a dívida geral com a ORC, que hoje está em 5.400 euros, e valorizar a categoria, umas das mais ativas de vela oceânica do Brasil. "Sempre assumimos a defesa e o incentivo da regra da classe ORC (a ABVO é a coordenadora master no Brasil). Muitas vezes até assumimos posições firmes. A atitude teve auxilio até do Yacht Club Argentino, com quem reativamos o Campeonato Sul-Americano de Oceano".
Nolasco é diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela, que organiza a Rolex Ilhabela Sailing Week e o circuito Copa Suzuki Jimny.
Saiba quais são as propostas:
1) Alteração Estatutária:
* Adequação do Estatuto ao Código Civil.
* Revisão do estatuto para a realidade da NOVA ABVO
* Limitação do mandato dos dirigentes para uma única reeleição.
A alteração estatutária será proposta pelo velejador e renomado advogado Luis Armando Peixoto Garcia Justo (ex-Neptunus Express).
2) Administrativo e Financeiro:
* Quitação da Dívida com a ORC (cerca de EUR 5.400)
* Saneamento financeiro - verificar contratos ativos, pendências, dividas. Análise detalhada para proposta de plano de ação.
* Ver possibilidade de mudança da sede para sede da FEVERJ (custo zero).
* Objetivo: Reduzir custos e baixar anuidades.
* Anuidades mais baixas para que tenhamos mais filiados.
3) Plano de Comunicação:
* Reformulação, modernização e dinamização do site.
* Site mais atrativo - Agregar serviços: associação via site com pagamento on line - cartão de credito; inscrição on line para cursos e palestras oferecidos pela ABVO para associados; Banco de tripulantes e skippers; Convênios com seguros, marinas, clubes, produtos e serviços náuticos.
* Divulgação da NOVA ABVO.
* Divulgação do Calendário Nacional de Vela de Oceano.
* Resultados de regatas on line. Notícias: avisos de regata, instruções de regatas; fotos e imagens.
* Lista de ratings válidos GPH`s e TMF`s.
* Transparência das ações da ABVO.
* Calendário de reuniões, palestras e cursos técnicos.
* Estruturada ABVO comrespectivos contatos
* Atas de reuniões e acompanhamento do plano de ação
4) ABVO de TODA Vela de Oceano Nacional.
* Tentativa de atração e parceria da BRA/RGS.
* Criação da taxa de anuidade de barcos de cruzeiro/regata. Valor bem baixo.
* Criação das Diretorias Regionais e participação ativa dos capitães de flotilha.
* Inclusão da Associação Brasileira de Veleiros Clássicos - ABVClass na ABVO. Diretor: Eduardo Hamond Regua/SC (veleiro Cairu II).
* Criação da Diretoria de Vela de Multicascos - Adaptar regra de rating para os Multicascos. Aceitamos sugestão de nome.
* Parceria com a Associação Brasileira de Veleiros de Cruzeiro - ABVC. (ações de comum interesse).
* Parceria com a ACOBAR, estaleiros e importadores. Todos barcos de oceano com numeral ABVO.
* Diálogo e tentativa de inserção de flotilhas regionais separadas da ABVO como Associação da Fórmula Brasília - AFB (regra SMP2 - reconhecida pela ABVO); Associação Brasiliense de Veleiros de Oceano - AVOB (regra RGS/DF) e FARVO (regra APS).
* Aproximação e parcerias com as associações nacionais das classes: Soto 40`; C 30`; HPE 25`; J 24`; Ranger 22`e flotilhas como Velamar 22`; Veleiros 23`; Delta 21; Angra 21`; Microtonner 19`e outros.
5) Organização dos NUMERAIS:
* Tentativa de recuperação do arquivo de numerais da ABVO. (busca do livro perdido, registros, pesquisa na Yachting Brasileiro e entrevistas).
* Moralização de numerais. Recadastrar e organizar outras entidades regionais que emitiram numerais em dissonância com a ABVO.
6) ABVO - PRESTADORA DE SERVIÇOS:
* Medição e emissão de certificados.
* Capacitação de novos medidores.
* Apuração de resultados de regatas.
* Parceria com Seguradora - Desconto para afiliados da ABVO.
* Parceria com Velerias - Desconto
* Parceria com Lojas - Desconto nas compras
* Parceria com Marinas - Desconto em vagas e serviços.
* Parceria com Fabricantes de Mastros - Desconto em mastros e serviços.
* Parceria com Revistas - Descontos em assinaturas
* Parceria com Capotarias - Descontos em capas e serviços.
* Parceria com Tintas Náuticas
* Contrapartida no site da ABVO e banners em eventos oficiais da ABVO.
* Apoio no registro de rádio na ANATEL.
* Suporte técnico na organização de eventos.
* Suporte na divulgação de eventos
Flávio Perez - Mtb.: 45562
Por Antonio Alonso às 09h06
A Vela é um esporte que exerce um fascínio especial as elites. E não é raro ver empresários contando como usam o que aprenderam nas regatas em seus negócios. E esse aprendizado é mesmo valioso. Na Vela, às vezes vale mais a pena estar atrás, às vezes os barcos menores levam vantagem sobre os grandes e mais modernos, às vezes é preciso ser cruel. E às vezes, uma vantagem enorme vai pelo ralo num piscar de olhos.
Na Volvo Ocean Race, que faz sua sétima etapa, entre Miami e Lisboa, o time árabe Abu Dahbi disparou porque arriscou buscar um vento forte que poderia sumir em poucas horas. O vento não sumiu, e eles agora têm mais de 60 milhas (cerca de 110 km) à frente do segundo colocado, o Puma. Mas boa parte dessa vantagem poderia acabar hoje mesmo. O Abu Dahbi já veleja sob ventos de 14 nós, enquanto o Puma está numa região onde os ventos passam dos 20 nós. Pode parecer ruim, mas a previsão para as próximas horas é de que os ventos aumentem para toda a flotilha, com alguma vantagem para quem vem de trás. O Abu Dahbi deve segurar a liderança pelos próximos dias.
Merece destaque negativo a posição do Telefónica (último lugar). Se continuar assim (duvido que continue), os espanhóis terminam a perna já longe da liderança que conquistaram desde a primeira etapa desta regata. A crise ameaça se instalar no barco azul.
Por Antonio Alonso às 11h44

Marcelo Masa venceu todas com seu novo C30. Foto: ZDL/Comunicação
Ernesto Breda vendeu o Touche Super, ameaçou um afastamento da Vela, mas continua dominando a classe ORC no Brasil, agora com o Tomgape. O detalhe é que o barco é o mesmo que ele já velejava com o nome de Touche Super. O Botin & Carkeek 46 foi vendido para a Bahia, mas o negócio não deu certo e o barco voltou. Agora, com nome novo. Quem também está na raia é o antigo Loyal, que agora se chama Tembó Guaçu. A equipe campineira que assumiu o barco tem um espírito mais light que o antigo dono, Marcelo Massa, e dificilmente vai assustar Ernesto Breda nesta temporada (aliás, Breda pode nem terminar a temporada, já que continua vendendo o barco).
Um último comentário: o leitor atento vai perceber que o nome de Marcelo Massa aparece duas vezes no resultado aí abaixo. Isso porque o tio do Felipe Massa embarcou na ideia dos Carabelli 30, estreou com seu barco e venceu todas as regatas que disputou. Acho que ele gostou, mas faltam barcos na raia.
Segunda etapa do Circuito de vela oceânica teve duelos apertados na HPE e estreia de tio de Felipe Massa na C30. Warm Up contou com 58 veleiros na água e termina no próximo fim de semana
Da ZDL - Rápidos e competitivos, os veleiros one-design que correm a segunda etapa da Copa Suzuki Jimny podem até ser comparados com algumas categorias do automobilismo. Como seguem uma única regra, quase idênticos e são desenvolvidos pelo mesmo fabricante, os resultados nas classes HPE e C30 são conhecidos na hora, quando os veleiros cruzam a linha de chegada, diferentemente das categorias que necessitam de rating para apontar o ganhador como ORC e BRA-RGS. Cabe às tripulações investirem em treinamento e acertarem a melhor regulagem para o tipo de evento. Mais antiga, a HPE levou 20 barcos ao Warm Up neste fim de semana e contou com duelos equilibrados. Já a novata C30 teve três veleiros na flotilha e a estreia do Loyal, de Marcelo Massa, tio do piloto de Fórmula 1, Felipe Massa.
"É um barco rápido e com tecnologia envolvida, o que automaticamente a gente associa à F1. É uma classe mais emocionante e mais fácil para as pessoas entenderem por causa das regras", relata Massa, que estreou o novo C30 na Copa Suzuki Jimny, no sábado (26).
Neste domingo (27), Marcelo Massa assistiu parte da corrida de Mônaco pela TV antes de colocar o veleiro de 30 pés nas águas de Ilhabela. O sobrinho levou sua Ferrari à sexta colocação na prova mais charmosa da Fórmula 1. Assíduo fã da categoria, o comandante do Loyal revela que há semelhanças entre a vela de oceano e o automobilismo. "Sempre acompanhei a F1 acordando cedo para assistir a corrida. Temos um motivo a mais agora", relata o comandante que irá aos GPs da Alemanha e da Hungria, após a Rolex Ilhabela Sailing Week.
O Loyal, assim como a Ferrari, conta com especialistas para fazer as máquinas funcionarem melhor e mais rápidas. Os escalados são velejadores olímpicos e pan-americanos de ponta como Alexandre Paradeda, Gustavo Thiesen e André 'Bochecha' Fonseca. Esse último correu a Volvo Ocean Race, batizada de Fórmula 1 dos mares. "É um barco que segue a mesma linha dos da Volta ao Mundo e foi projetado por um campeão (Horácio Carabelli). O C30 tem um sistema onde o hélice levanta e evita atrito, deixando o veleiro cada ainda mais rápido", acrescenta Bochecha, que foi contratado para treinar a tripulação e fazer os últimos ajustes.
Outro que leva sua experiência de classes olímpicas é o proeiro Gustavo Thiesen. Recentemente, ao lado de Fábio Pillar, o gaúcho fez campanha olímpica na 470, mas não conseguiu a vaga. "O importante é ficar ativo e velejar sempre que puder. Correr na C30 é importante para aprender novas manobras e tática. Além disso, estamos sempre perto de atletas de nível, o que ajuda na minha categoria".
No Warm Up, o Loyal (Marcelo Massa) venceu todas as cinco regatas disputadas. Na raia correrem ainda o Barrucada/Matrix (Humberto Diniz) e o +Realizado (José Apud).
HPE lotada - Nas disputas de HPE em Ilhabela, as regatas foram definidas no finalzinho. Nenhum barco conseguiu vantagem folgada nesse Warm Up. Entre os 20 da flotilha, a liderança está com o Jimny/Takeashauer (Marcos Ashauer) empatado com o Relaxa Next (Eduardo Mangabeira). O Ginga (Breno Chvaicer) caiu para terceiro lugar. A segunda etapa da Copa Suzuki Jimny é importante no calendário, já que é um teste de luxo para a Rolex Ilhabela Sailing Week, que ocorre em julho, no mesmo Yacht Club de Ilhabela.
"O objetivo é manter uma boa média no próximo fim de semana e tentar sair com o título do Warm Up. A competição é sempre muito equilibrada e os resultados precisam ser bons em todas as provas", explica Maurício Santa Cruz, que é bicampeão pan-americano de J/24 e integrante do Relaxa Next.
As regatas deste domingo foram disputadas com ventos variando de 8 a 12 nós e temperatura máxima na casa dos 27 graus. "É prazerosa a competição, já que são muitos barcos da classe na água e todos são iguais. O objetivo é velejar direitinho e cometer a menor quantidade de erros para continuar na proa", relata Júlio Cechetto, comandante do SER Glass 10 anos.
Mais resultados - Na ORC, o Tomgape (Ernesto Breda) lidera com apenas cinco pontos perdidos em quatro regatas. Atrás vem o Tembó Guaçu com 10 perdidos. A liderança da BRA-RGS A está com o Jazz (Valéria Ravanni). Na subdivisão B, o Nomad (Márcio Dottori) venceu três das quatro provas do calendário. Na C, destaque para o Rainha (Leonardo Pacheco). Na Cruiser, o melhor do Warm Up é o Helios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) com 100% de aproveitamento em quatro regatas.
Resultados acumulados do Warm Up:
ORC após quatro regatas
1º - Tomgape (Ernesto Breda) - 5 pp pontos perdidos (2+1+1+1)
2º - Tembó Guaçu (Marcelo Massa) 10 pp - (3+3+2+2)
3º - Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 11 pp (1+4+3+3)
HPE após cinco regatas e um descarte
1º - Jimny/Takeashauer (Marcos Ashauer) - 10 pp (1+7+2+5+2)
2º - Relaxa Next (Eduardo Mangabeira) 10 pp (3+1+8+2+4)
3º - Ginga (Breno Chvaicer) - 12 pp (2+3+3+4+15)
BRA RGS A após quatro regatas
1º - Jazz (Valéria Ravanni) 9 pp (1+4+1+3)
2º - Fram (Felipe Aidar) 10 pp (2+1+5+2)
3º - Jylic II (Martin Bonato) 11 pp (4+3+3+1)
BRA RGS B após quatro regatas
1º - Nomad (Márcio Dottori) 6 pp (3+1+1+1)
2º - Asbar II (Sérgio Keplacz) 8 pp (1+3+2+2)
3º - Anequim (Paulo de Moura) 14 pp (2+2+7+3)
BRA RGS C após quatro regatas
1º - Rainha (Leonardo Pacheco) - 6 pp (2+1+2+1)
2º - Ariel (Luis Pimenta) - 8 pp (3+2+1+2)
3º - Conquest (Marco Hidelgo) 14 pp (1+5+5+3)
BRA RGS Cruiser após quatro regatas
1º - Helios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) - 4 pp (1+1+1+1)
2º - Cocoon (Marcelo Cagiano) - 12 pp (5+3+2+2)
3º - Pirajá (Rubens Bueno) - 14 pp (2+2+6+4)
C30 após cinco regatas
1º - Loyal (Marcelo Massa) - 5 pp (1+1+1+1+1)
2º - Barrucada/Matrix (Humberto Diniz) 11 pp (2+3+2+2+2)
3º - +Realizado (José Apud) - 14 pp (3+2+3+3+3)
A Copa Suzuki Jimny / XII Circuito Ilhabela de Vela Oceânica tem organização do Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster da Suzuki Veículos e co-patrocíno da SER Glass. Os apoiadores são a Prefeitura Municipal de Ilhabela, Brancante Seguros, Ancoradouro e Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião.
Por Antonio Alonso às 20h48
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.