
Foto: Aline Bassi/Balaio de Ideias
Cotistas, escolas de vela e ação entre amigos são alternativas para competir com os melhores velejadores e aprender mais sobre a modalidade. Segunda etapa começou neste sábado (26) com surpresas na classificação geral
Ilhabela (SP) - A abertura da segunda etapa da Copa Suzuki Jimny reuniu 58 veleiros neste sábado (26) no Yacht Club de Ilhabela (YCI). Os mais de 350 velejadores disputaram regatas equilibradas com céu azul (25 graus de média) e ventos variando de 15 a 18 nós na direção sul no Canal de São Sebastião. O Circuito de Vela Oceânica, que seguirá até o próximo fim de semana, tem provas nas classes ORC, C30, S40, BRA-RGS, HPE e M24.5.
Na maioria das categorias, há opções financeiramente acessíveis para os novos amantes da modalidade correrem ao lado de ícones da vela nacional, como os campeões pan-americanos Maurício Santa Cruz e Alexandre Paradeda, e os experientes Ernesto Breda e Mário Buckup. A primeira opção é buscar uma escola de vela e depois se encaixar em uma equipe. A segunda é ter amigos e dividir alguns gastos para competir em eventos como esse. A terceira, e que pode ser uma alternativa interessante no atual cenário econômico do País, é o sócio-cotista.
Integrantes da ORC, classe dos barcos grandes, os tripulantes do Tembo Guaçú compraram o veleiro em 2011 e compartilharam os gastos entre 10 cotistas. A alternativa ajuda os representantes de Campinas a brigar por títulos e se divertir. "Foi uma solução natural, já que todos os amigos gostavam de velejar. Com essa divisão, o comprometimento da tripulação aumentou. Os caras ficam mais engajados", explica Ricardo Vettorazzo, trimmer do Tembó Guaçú. "Aos poucos há uma popularização da vela. Os materiais estão mais acessíveis financeiramente e as equipes cada vez mais completas. É possível encontrar tripulantes que sabem realizar suas funções. Por isso escolhemos cotizar o veleiros e correr as principais competições".
O preço de um barco de regata pode variar de R$ 100 mil a R$ 500 mil reais e, por mês, a manutenção pode chegar a R$ 3 mil. Por isso, o experiente velejador Mário Buckup aconselha o uso das cotas aos novatos. "Pode ser uma tendência. Eu aconselho muita gente a fazer isso, já que os custos são pesados para um dono de um barco, que é obrigado a arcar com inscrições, equipamentos e vela. São formas que podem ser úteis para quem não tem um patrocínio e precisa dividir as contas", reforça o tático do Maria Preta na BRA-RGS.
Outras opção é entrar em uma escola de vela oceânica, aprender as funções e correr campeonatos em Ilhabela ou em outros locais. Quem toma gosto pelo esporte pode até ajudar a comprar vela, como é o caso do Fram. "Isso ajuda na performance do barco e estimula o aluno a velejar ainda mais. Influencia também nos resultados. A vela é tão legal que ninguém para de aprender, a cada dia existe uma situação nova", adianta Felipe Aidar, comandante do Fram, líder da classe BRA-RGS A.
A segunda etapa da Copa Suzuki Jimny, que começou neste sábado, com algumas surpresas. Na HPE, o melhor desempenho do dia foi do Ginga (Breno Chvaicer) com apenas sete pontos perdidos. O Jimny/Takeashauer (Márcio Ashauer) assumiu a liderança geral tirando o SX4/Bond Girl (Rique Wanderley) do topo.
Na ORC, a liderança permanece com o Tomgape (Ernesto Breda). Na subdivisões da BRA RGS os líderes após três regatas são: Fram (Felipe Aidar), Nomad (Márcio Dottori), Rainha (Leonardo Pacheco) e Hélios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo).
Na sua estreia, o Loyal (Marcelo Massa) venceu todas as três regatas da classe C30 em Ilhabela. As regatas voltam a ser disputas neste domingo (27), a partir do meio dia.
Resultados acumulados do Warm Up:
ORC
1º - Tomgape (Ernesto Breda) 3 pp pontos perdidos (2+1)
2º - Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 5 pp (1+4)
3º - Chroma (Gustavo Crescento) - 6 pp (4+2)
HPE
1º - Ginga (Breno Chvaicer) - 8 pp (2+3+3)
2º - Jimny/Takeashauer (Marcos Ashauer) - 10 pp (1+7+2)
3º - Relaxa Next (Maurício Santa Cruz) 12 pp (3+1+8)
BRA RGS A
1º - Fram (Felipe Aidar) 3 pp (2+1)
2º - Jazz (Valéria Ravanni) 5 pp (1+4)
3º - BL3 - Windnautica (Clauberto Andrade) 5 pp (3+2)
BRA RGS B
1º - Nomad (Márcio Dottori) 4 pp (3+1)
2º - Asbar II (Sérgio Keplacz) 4 pp (1+3)
3º - Anequim (Paulo de Moura) 4 pp (2+2)
BRA RGS C
1º - Rainha (Leonardo Pacheco) - 3 pp (2+1)
2º - Ariel (Luis Pimenta) - 5 pp (3+2)
3º - Conquest (Marco Hidelgo) 6 pp (1+5)
BRA RGS Cruiser
1º - Helios II (Marcos Lobo) - 2 pp (1+1)
2º - Pirajá (Rubens Bueno) - 4 pp (2+2)
3º - Charlie Bravo (Marcos Cabral) - 7 pp (3+4)
C30
1º - Loyal (Marcelo Massa) - 3 pp (1+1+1)
2º - Barrucada/Matrix (Humberto Diniz) 7 pp (2+3+2)
3º - +Realizado (José Apud) - 8 pp (3+2+3)
A Copa Suzuki Jimny / XII Circuito Ilhabela de Vela Oceânica tem organização do Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster da Suzuki Veículos e co-patrocíno da SER Glass. Os apoiadores são Brancante Seguros, Ancoradouro, Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião e Prefeitura Municipal de Ilhabela.
Atenção: mais informações www.yci.com.br
Flávio Perez - Mtb.: 45562
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Por Antonio Alonso às 20h35

Foto: Nick Dana/Abu Dhabi Ocean Racing/Volvo Ocean Race
Sem muito barulho (e sem muito vento também), a flotilha da Volvo Ocean Race chega à metade da sétima etapa, entre Miami e Lisboa. Na madrugada deste sábado, o time árabe Abu Dahbi disparou na frente, surpreendendo os adversários. De dentro do barco, o skipper Ian Walker avisou que a grande jogada foi não acreditar na previsão: "No começo, Jules [Salter, o navegador] tentou seguir com a corrente, mas ficou claro que a previsão estava diferente da realidade, então nós decidimos cambar".
A cambada para o sul pagou. Mas tem muita gente acreditando que isso será apenas mais um "vôo de galinha" do time árabe. Enquanto o Abu Dhabi ruma para o sul, todos os outros barcos têm a proa apontada para o norte. Isso porque a previsão indica que o vento vai acabar na região para onde o Abu Dahbi está indo e vai aumentar muito ao norte. No final deste sábado já deve ficar claro quem acertou e quem errou. Eu provavelmente estaria indo para o Norte se estivesse por lá.
"Jules did a nice job as we initially tried to play the current but on finding it wasn’t as forecasted we decided to take the shift instead."
Por Antonio Alonso às 12h06

Sílvio Ramos (à esquerda) está dando a volta ao mundo com a esposa, Aline. E continua trabalhando de segunda a sexta
Burocracia e falta de infraestrutura e segurança estão entre os principais temores que afastam turistas náuticos estrangeiros do Brasil. Em parte, eles estão certos. Como o Brasil proíbe a importação de barcos usados, todas as embarcações que chegam por aqui têm de sair após um tempo (que agora pode ser de até dois anos, mas antes era de seis meses). Além disso, a infra-estrutura está muito concentrada em pontos específicos de nossa costa. Pode haver certo exagero com relação ao tema segurança, mas furtos em marinas ainda não são raros e o assassinato de Peter Blake, um dos maiores velejadores de todos os tempos, ainda vai pesar em nossa conta por muito tempo, apesar de ter ocorrido em 1999.
Acontece que a onda de pirataria na Somália e as instabilidades políticas no Oriente Médio afastaram os cruzeiristas do Mar Vermelho. Na rota tradicional, eles vinham das ilhas do Pacífico, subiam o Mar Vermelho e retornavam para casa, na Europa. Sílvio Ramos está propondo que eles contornem a África, venham para o Brasil e então subam para o Caribe e, posteriormente, voltem à Europa. A ideia é arrojada. Se uma rota assim "pegar", pode significar uma mudança radical nas viagens de volta ao mundo. Mas a indústria brasileira precisa responder. Em qualidade e em preço também.
Sílvio Ramos, brasileiro que está dando a volta ao mundo, é CEO no Brasil de uma empresa internacional (sim, ele trabalha no barco) e é também um inconformado com a modesta sedução que o Brasil excerce sobre os cruzeiristas internacionais (sem contar os argentinos, que nos amam). Ele reuniu um grupo de estrangeiros animados a vir para cá, e começou uma campanha. Quem quiser colaborar, pode ir direto à página do veleiro de Sílvio, o Matajusi, no Facebook: http://www.facebook.com/MATAJUSI
Queremos receber mais barcos estrangeiros no Brasil?
Estou me esforçando para levar um grupo grande de barcos de cruzeiristas estrangeiros comigo para o Brasil, para chegarmos em Fevereiro/13 para Carnaval (a ser definido local).
O ideal seria que nós pudesemos dar a eles a sensação de conforto e segurança, para que eles divulgassem isso por onde andarem, e assim, recebermos mais desses barcos que não podem mais ir pelo Mar Vermelho para a Europa, e poderiam passar pelo Brasil ao invés de seguirem direto para o Caribe, o que 99% deles fazem. A imagem que eles tem do Brasil é a de falta de segurança, excesso e complexidade de documentação, dificuldade de velejar para o Sul e depois voltar para o Norte, e pouco tempo para ficar.
Ficam aqui as perguntas:
Temos interesse em conhecer esses barcos, seus tripulantes e experiencias?
Nossas marinas têm interesse em prestar serviços para esses barcos?
As várias regiões do Brasil por onde esses barcos passariam, têm interesse em receber receita dos seus provisionamentos e gastos com turismo?
Podemos mudar essa imagem negativa do Brasil com os cruzeiristas internacionais?
O que podemos fazer?
Algumas ideias seriam:
- Envolver a ABVC, e através dos contatos ABVC, ajudá-los na documentação, através de despachantes
- Envolver a impensa náutica brasileira para explorar e divulgar esses barcos, construidos por comandantes com mais de 20 anos de cruzeirismo pelo mundo
- Organizar palestras e apresentações do grupo para nossos velejadores,
- Incluí-los nos cruzeiros que a ABVC organiza para o Sul e para o Norte, nas epocas certas, aproveitando as condições de mar e vento da costa brasileira,
- Organizar recepções pelas cidades por onde o grupo passar, para mostrar-lhes nossa hospitalidade, e onde eles possam nos mostrar suas experiências...
Estou trabalhando com o NoonSite (ex-Jimmy Cornell) para ir clarificando essas estorias que são publicadas de problemas com barcos no Brasil, mas preciso de ajuda local para montar e coordenar a ida desses barcos para o Brasil.
Então, estamos nessa juntos?
Por Antonio Alonso às 14h35

A TP52 quer continuar como uma das classes mais competitivas do mundo, à sul-americana, sem patrocínio.
Competição em Barcelona marca o retorno de uma das classes mais badaladas e caras do mundo da Vela, que havia ficado órfã no ano passado depois que a Audi retirou seu patrocínio da Audi Med Cup. O formato deste ano segue bastante parecido com o da Audi Med Cup, e inclui também os S40 europeus como "segunda divisão", mas agora quem pagam as contas são os donos, como acontece com o Campeonato Sul-Americano de Soto 40 por aqui.
O release do lançamento foi assim: O Trofeo Conde de Godo Real Club Nautico de Barcelona marca o início de uma nova era para TP52 na Europa. Ontem, o lançamento do barco do novo Audi Sailing Equipe Azzurra marcou o início de um circuito de regatas que se estende durante todo o verão 2012, com o objetivo de consolidar o calendário internacional: a 52 Super Series.
Este novo circuito de TP52 é o resultado da iniciativa de três dos proprietários mais proeminentes da classe, Doug DeVos, proprietário da Quantum Racing, Niklas Zennström, RAN, e Roemmers Alberto da Azzurra Sailing Team.
A 52 Super Series procurar satisfazer o desejo dos proprietários e tripulações em ver de volta os TP 52. Os cinco eventos no calendário 2012 são: o Trofeo Conde de Godo, em Barcelona, a Copa Sardenha em Porto Cervo, a Copa do Real e da Copa del Rey em Palma Mallora, e da Copa do Valencia, em Valência.
Por Antonio Alonso às 08h36

Diego Fructuoso/Team Telefonica/Volvo Ocean Race
A flotilha da Volvo Ocean Race ainda não chegou ao corredor de ventos fortes, de mais de 20 nós, que vai dar velocidade extra na travessia oceânica entre Miami e Lisboa. Ontem os veleiros cambaram para norte, fugindo de um sistema de alta pressão (e ventos fracos) que estava no meio do caminho. Nessa manobra, o Telefónica se deu melhor e agora é o barco mais perto de Lisboa. Na separação oeste-leste, os espanhóis já estão mais de 120 milhas na frente do último colocado, Team Sanya (como sempre). Mas o Telefónica está pagando um preço pela liderança. No começo do dia, ele e o Groupama são os barcos mais lentos do grupo, já que o resto vem de trás, mas velejando sob ventos melhores. O Camper, em penúltimo, velejava a quase 20 nós, enquando o Telefónica não chegava a 13,5.
Tudo indica que os veleiros não vão conseguir alcançar um sistema de ventos fortes que está a 150 milhas do líder. Com isso, a velejada em ventos moderados deve se prolongar pelos próximos dias, o que eu acho uma pena para a última grande perna da regata.
Por Antonio Alonso às 08h22

Isabel e Martine, parceiras na campanha olímpica, passam agora a veleiro de 40 pés
Haja musculação. A ideia é muito bacana, uma ótima cartada de marketing, mas a mulherada vai suar na Mitsubishi Sailing Cup 2012. Pela primeira vez (no mundo), uma regata de S40 terá um veleiro com tripulação 100% feminina. Eu não me engano, algumas dessas garotas são consideravelmente mais fortes do que eu, mas é um veleiro de 40 pés, e o desafio é pesado. Nossas princesas devem ganhar alguns calos a mais nas mãos.
Martine Grael vai fazer sua estreia no comando dos grandes barcos. "Será um desafio comandar o S40, já que eu nunca velejei com barcos grandes assim. Mas não acho que vai ser um grande problema e é possível fazer uma corrida competitiva com os homens, mesmo eles tendo muito mais experiência e mais potência física do que as meninas", disse.
Torben elogia a novidade e diz que ela fará bem à Mitsubishi Sailing Cup "Eu acho que vai ser uma experiência nova e enriquecedora para todos. Para o evento, é muito saudável ", elogia.
Na tripulação de Martine estão dezenas de títulos nacionais e internacionais, incluindo a proeira Isabel Swan, primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica na história da Vela feminina (bronze, em 2008, ao lado de Fernanda Olvieira).
"Eu acho que é um campeonato muito bom, com um alto nível de tripulações. Vejo que a tarefa é difícil para nós, porque os outros já estão familiarizados com o barco e conhecem bem as manobras e ajustes. Mas se velejarmos bem, podemos ter bons resultados e vamos incomodar”, conta Bel Swan.
A Mitsubishi Sailing Cup é uma regata de monotipos de oceano (grandes barcos de 40 pés idênticos em projeto e construção). Nesta terceira temporada, a copa começa em Ilhabela, nos dias 21 e 24 de junho, e faz parte do Campeonato Sul-Americano de S40, a primeira competição continental de monotipos de oceano. Além do S40, a competição é aberta para Carabelli 30 e HPE 25.
Por Antonio Alonso às 18h29
Quando a flotilha da Volvo Ocean Race largou de Miami, no domingo, eu apostei que os veleiros caminhariam em fila indiana, sem trocas importantes de posição, até completarem a conexão com os ventos de sul. Olhando a previsão do tempo, não vi espaço para nenhum movimento diferente. Errei. Errei porque me esqueci das tempestades tropiciais. Nesta segunda, foi a vez da tempestade Alberto visitar a flotilha. E bagunçou a casa dos espanhóis.
O navegador do Telefónica contou que passou a noite toda fugindo do Alberto, que vinha com ventos muito rondados, praticamente em círculos. "E o pior, deixamos o Groupama escapar, abrindo mão do nosso principal objetivo nesta perna". Os franceses realmente já são o melhor time da segunda metade desta Volvo Ocean Race. Mesmo depois de cometer uma grande besteira estratégica na primeira perna e depois uma quebra de mastro na costa uruguaia, o Groupama está nos calcanhares do Telefónica. E, a cada oportunidade, eles arriscam para ganhar milhas. Na maior parte das vezes, têm acertado.
Os ventos voltaram a cair nesta terça-feira. Por isso, a vantagem do Groupama também diminuiu, para apenas 12 milhas. Mas há uma nova conexão pela frente. Logo mais o líder desta perna vai encontrar ventos fortes, entre 20 e 30 nós. Se alguma das equipes conseguir entrar nessa via expressa muito antes, ele será catapultado para uma grande liderança em poucas horas. O próximo capítulo tem tudo para definir o resultado desta sétima etapa.
Por Antonio Alonso às 16h37

Fernanda e Ana vão para a Olimpíada. A vaga masculina ficou vaga, nossa outra dupla feminina teria chances...
É, não pode. A regra é clara: só mesmo sendo homem para disputar a medalha olímpica na 470 masculino. Azar o nosso, que tínhamos duas excelentes duplas femininas no 470 e vamos poder enviar somente uma para a olimpíada deste ano. As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan foram oitavo lugar no Mundial, que terminou neste sábado. Martine Grael e Isabel Swan, de Niterói, foram ainda melhor, ficaram no sétimo posto. Mas só há lugar para as gaúchas em Londres este ano. Das três competições seletivas para o Mundial, as gaúchas venceram duas e ficaram com a vaga. O título ficou para as britânicas Hannah Mills e Saskia Clark, que tiveram melhor aproveitamento nas 13 regatas do calendário. Aliás, os britânicos devem arrasar nesta olimpíada em casa (normalmente eles já arrasam até fora de casa).
"As condições desse Mundial foram bastante difíceis para todos. Foi uma competição longa e desgastante", revela Fernanda Oliveira. "Países disputavam as últimas vagas para os Jogos Olímpicos e isso elevou a tensão durante as regatas. Quem estava com a vaga assegurada, buscou aprimoramento do trabalho, ajustes técnicos e conclusões sobre equipamentos".
Testando equipamentos e focadas nos Jogos, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan fizeram um final de campeonato constante, ficando fora das top 10 em apenas uma prova. Na soma final foram 111 pontos perdidos. "Saímos daqui cientes de que ainda precisamos melhorar, porém satisfeitas. Além de conseguir finalizar alguns testes no barco e nas velas e alinhar pontos técnicos importantes, superamos em algumas regatas decisivas e nos classificamos para a medal race", concluí Fernanda.
Agora, o próximo desafio das atletas é a Skandia Sail For Gold, que ocorre a partir do dia 29 deste mês em Weymouth, na mesma raia que serão disputadas as regatas olímpicas. A dupla volta para Porto Alegre neste domingo (20). O Brasil defenderá a medalha de bronze na categoria. Foi justamente na 470 que o Brasil conquistou seu primeiro pódio na vela feminina, em 2008, na China, com Fernanda Oliveira e Isabel Swan.
No masculino, o Brasil não conseguiu a vaga olímpica. Os gaúchos Fábio Pillar e Gustavo Thiesen fecharam a competição na 58ª posição, na Flotilha Prata. Henrique Haddad e Nicolas Castro foram os 66º, na Flotilha Bronze.
Na Skandia Sail For Gold, em Weymouth, a Equipe Brasileira de Vela terá todos os classificados para os Jogos: Robert Scheidt/Bruno Prada (Star), Ricardo Winicki(RS:X), Patrícia Freitas(RS:X), Adriana Kostiw(Laser Radial), Bruno Fontes(Laser), Jorge Zarif (Finn), Fernanda Oliveira/Ana Barbachan (470).
Por Antonio Alonso às 17h17

Largada em Miami. Foto: PAUL TODD/Volvo Ocean Race
Os ventos sempre fazem curvas. Às vezes, ventos diferentes se cruzam e se bifurcam. A flotilha da Regata Volta ao Mundo largou neste domingo de Miami com destino a Lisboa. O caminho "reto" não é bom, existe uma enorme zona de calmarias no meio do caminho. A opção ao sul dessa zona também não é uma boa. Os ventos são mais instáveis e sopram no sentido contrário. Neste momento, todo mundo tenta buscar um caminho ao norte dessa zona.
Não consigo enxergar muitas alternativas nesse começo de perna. Como os ventos agora sopram de norte em Miami, a flotilha tenta buscar uma transição tranquila para o vento "certo". Quem conseguir acertar o tempo e o lugar e pegar um farol "verde" nessa transição, tem tudo para disparar na frente. Tudo indica que os próximos movimentos serão lentos, com vento fraco e todo mundo velejando na mesma "avenida".
Por Antonio Alonso às 17h48
Para muitos, a verdadeira Regata Volta ao Mundo termina agora. Nos próximos 11 dias, a flotilha retorna à Europa, de onde largou no dia 5 de novembro do ano passado. Este trecho entre Miami e Lisboa tem 3600 milhas e é a última longa travessia desta edição. As outras duas pernas, entre Lisboa e Lorient e depois até Galway, são as duas menores da regata. Vai chegando ao fim também a esperança de ver um desses VO70 de última geração quebrar o recorde de singradura (maior distância navegada em 24 horas), que ainda pertence ao Ericsson 4 de Torben Grael & Cia.
A transmissão ao vivo neste domingo deve começar logo após as 13h e a flotilha vai ser seguida pelas câmeras até 15h. Dá tempo de voltar para ver o Brasileirão.
Por Antonio Alonso às 11h39
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.