Se você está atrás de emoções fortes, não veja este vídeo.
Enquanto eu escrevo esse post, no começo da noite de sábado, a flotilha da Volvo Ocean Race veleja muito perto de terras brasileiras, a apenas 15 milhas (27 km) de Natal. Em breve, os cinco barcos remanescentes desta perna deixarão águas brasileiras rumo ao Caribe, e dali para Miami. A passagem pelo litoral brasileiro foi tranquila para todos os times. Depois de uma perna destruidora entre a Nova Zelândia e Itajaí, os velejadores já começam a reclamar do tédio depois de uma semana velejando a ventos bastante fracos, na faixa dos 10 nós.
Se você costuma ler textos em inglês sobre vela, você já deve ter se deparado com os velejadores falando em "delivery" ou "delivery mode". Essa é a expressão usada para dizer que não estão em regata. Ou porque o barco quebrou, ou – figurativamente – porque as condições são tão maçantes, que não contam como regata. Na realidade, os ventos fracos levantam uma tensão enorme a bordo. Cair em um buraco sem vento pode significar horas, ou até dias, de atraso em relação ao resto da flotilha. Em qualquer regata de volta ao mundo, a travessia das calmarias intertropicais, localizadas perto do equador, estão entre os maiores desafios para os navegadores. Talvez dessa vez seja diferente. Pelo que eu vejo na previsão para o futuro próximo, a passagem por essa zona deve ser tranquila, como tem sido a regata até agora. Depois, no Caribe, a ação deve esquentar um pouco.
Por Antonio Alonso às 19h19

Ana e Fernanda foram as melhores brasileiras em Hyères. Foto: CBVM
Eu confesso que fiquei dividido nessa disputa do 470 feminino. O Brasil tinha duas duplas muito boas, embora nenhuma delas tivesse atingido seu pleno potencial. As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan venceram a disputa contra Martine Grael e Bel Swan e ficaram com a vaga olímpica. Mas eu sentia (sinto?) falta de bons resultados internacionais para botar mais fé nas chances de medalha olímpica. Em 2008, Fernanda Oliveira velejou com Bel Swan e as duas conquistaram a primeira medalha da história da vela feminina brasileira, um bronze. Naquela época a antiga dupla havia sido pódio em algumas competições internacionais, incluindo a Pré-Olímpica na raia de Qingdao. Ainda falta isso dessa vez. Um oitavo lugar em Hyères, entre as mulheres do mundo não é mal, no entanto.
Da ZDL - As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan fecharam nesta sexta-feira a Semana Olímpica Francesa, em Hyères, em oitavo lugar na classe 470 feminina. Com isso, o Brasil fecha a competição, válida como etapa da Copa do Mundo da Isaf (Federação Internacional de Vela), com representantes entre os 20 primeiros colocados em quatro classes.
Melhores brasileiras na competição, Fernanda e Ana terminaram com 94 pontos perdidos, após fechar a medal race em oitavo lugar. Os próximos desafios da dupla são o Mundial de Barcelona, a partir do dia 10 de maio, e o Skandia Sail for Gold, em Weymouth, mesma raia em que serão disputados os Jogos Olímpicos, em junho. As duas chegam à Inglaterra um pouco antes, no dia 28 de maio, para treinar na raia olímpica.
"As condições estavam bastante difíceis no último dia, muito parecidas com os dias anteriores, mas com ondas maiores. Estamos satisfeitas com a evolução do trabalho e seguiremos treinando forte para alcançar nossos objetivos. Na medal race, conseguimos subir uma posição, ficando à frente da Dinamarca (Henriette Koch e Lene Sommer) na classificação geral. Além disso, terminamos a última regata à frente das italianas (Giulia Conti e Giovanna Micol, que ficaram em sétimo no geral), que são referência na classe", comemora Ana Barbachan, que vai estrear em Jogos Olímpicos em Londres/2012 - Fernanda Oliveira vai disputar sua quarta Olimpíada.
Nas outras classes, o melhor desempenho da Equipe Brasileira veio com outra mulher. Patrícia Freitas terminou em 12º lugar na classe RS:X. "Levando em conta os países, eu fiquei em nono lugar. No geral, foi um resultado satisfatório, principalmente pelas condições de vento muito forte. No único dia de ventos fracos, tirei um terceiro e um nono lugares, o que mostra evolução. Foi uma competição muito válida para diminuir a distância das principais adversárias na Olimpíada", analisa a velejadora.
Fonseca e Grael disputam Mundial para buscar vaga na Olimpíada - Na classe 49er, André Fonseca e Marco Grael fecharam o torneio em 15º lugar, mas terminaram cinco regatas entre os dez primeiros. A classe foi uma das mais prejudicadas com os ventos fortes, com apenas nove das 15 provas disputadas antes da medal race. Os dois estão na reta final de preparação para o Mundial de Zatar, na Croácia. A competição começa na próxima sexta-feira (4/5) e distribui as últimas quatro vagas da 49er em Londres.
Na Star, Robert Scheidt e Bruno Prada terminaram em 18º. Os dois não disputaram cinco das oito regatas realizadas, pois Scheidt teve de voltar às pressas para o Brasil na segunda-feira. A dupla voltou a velejar na quarta e marcou dois terceiro lugares para encerrar a competição. A Semana de Hyères serviu como treinamento para o Mundial da classe Star, que começa na quarta-feira, também em Hyères.
Jorge Zarif ficou em 19º na classe Finn, encerrada com apenas sete regatas disputadas. "Foi um campeonato de muito vento e eu não estava acostumado com essas condições. Estava usando um material um pouco diferente da maioria. Pelo menos, no único dia de vento fraco, minhas regatas foram boas", analisa o velejador, que agora segue para a Inglaterra. Na próxima semana, ele disputa o Campeonato Britânico da classe Finn na cidade de Falmouth. Na semana seguinte, no mesmo local, será disputada a Gold Cup, o campeonato mundial da classe. "Vou aproveitar para testar novas velas e mastros", conta.
Também na reta final de preparação para o Mundial, a dupla da 470 masculina, Fabio Pillar e Gustavo Thiesen ficaram com o 22º lugar e agora voltam para a Espanha. Eles disputam, a partir do dia 10, o Mundial da classe, que vale as últimas sete vagas nos Jogos Olímpicos de Londres. "Aqui na França enfrentamos condições atípicas. Desde o primeiro dia, a competição foi disputada com vento muito forte. Em só um dia corremos as regatas com menos de 15 nós. Para nós, foi muito válido. São condições difíceis de encontrar no Brasil. Foram dez dias de aprendizado intensivo em vento forte. Isso só aumenta nossa confiança para conquistar a vaga olímpica", diz Fábio.
Completando a Equipe Brasileira, Adriana Kostiw comemorou a classificação para a flotilha ouro em Hyères, que reúne apenas as melhores colocadas da competição. Ela terminou em 28º lugar. "Foi uma competição com muito vento e um pouco confusa. A comissão mandava as velejadoras para a água, depois mandava voltar. Foi muito bom para treinar com condições de vento mais próximas de Weymouth. Mesmo quebrando o mastro e com uma regata cancelada, estou 70% satisfeita".
Os outros dois membros da Equipe Brasileira de Vela optaram por seguir treinando no Brasil. Ricardo Winicki, o Bimba, da classe RS:X, está em Búzios, no Rio, com velejadores estrangeiros. Bruno Fontes, da Laser, ficou em Santa Catarina. Na semana passada, foi integrante do time Puma durante a parada em Itajaí. A partir da próxima sexta (4/5), ele disputa o Mundial de Boltenhagen, na Alemanha. "Estou viajando para a Alemanha em busca do melhor resultado da minha carreira. Quero subir ao pódio e trazer uma medalha para o Brasil. Meu melhor desempenho em mundiais foi um quinto lugar", lembra o catarinense.
Veja o desempenho dos brasileiros na Semana de Hyères:
RS:X feminino
12 - Patrícia Freitas - 132 (11 + 12 + 20 + 18 + 20* + 15 + 8 + 3 + 16 + 9)
36 - Bruna Martinelli - 288 (34 + 41* + 38 + 36 + 32 + 28 + 26 + 26 + 36 + 33)
RS:X masculino
36 - Albert Carvalho - 122 (25* + 21 + 8 + 16 + 15 + 19 + 3 + 3 + 18 + 19)
Laser
88 - João Hackerott - 187 (31 + 29 + 22 + 22 + 33* + 31 + 7 + 21 + 24)
Laser Radial
28 - Adriana Kostiw - 138 (9 + 10 + 20 + 42* 8 + 8 + 35 + 25 + 23)
Finn
19 - Jorge Zarif - 86 (9 + 17 + 17 + 42* + 7 + 14 + 22)
49er
15 - André Fonseca e Marco Grael - 81 (9 + 12 + 15 + 3 + 10 + 3 + 24* + 10 + 19)
470 masculino
22 - Fábio Pillar e Gustavo Thiesen - 137 (5 + 15 + 6 + 15 + 33* + 18 + 20 + 22 + 17 + 19)
72 - Henrique Haddad e Nicolas Castro - 273 (26 + 24 + 36 + 27 + 42* + 26 + 24 + 26 + 42 + 42)
470 feminino
8 - Fernanda Oliveira e Ana Barbachan - 94 (5 + 31* + 9 + 9 + 13 + 5 + 2 + 9 + 12 + 14 + 18)
Star
18 - Robert Scheidt e Bruno Prada - 111 (1 + 26* + 26 + 26 + 26 + 26 + 3 + 3).
Membros da Equipe Brasileira de Vela em negrito
*Pontuação descartada
Por Antonio Alonso às 19h38
Morreu um personagem famoso da náutica brasileira. O sergipano Zé Peixe, que exercia a praticagem desde os 14 anos, ficou famoso por dispensar botes e apoio e nadar até os enormes navios transatlânticos e depois saltar deles direto para o mar, mesmo quando já tinha idade para se aposentar. Zé Peixe morreu aos 85 anos e deixou para trás uma história provavelmente inédita no mundo de maluquice e coragem.
Por Antonio Alonso às 13h11

Patrícia Freitas não chegou à medal race. Mas foi quase. Foto: CBVM
Dois terceiros lugares marcaram a despedida de Robert Scheidt e Bruno Prada da Semana Olímpica Francesa, em Hyères. Scheidt abandonou a competição após a primeira regata, ao ser informado da morte de um parente no Brasil. Scheidt retornou às pressas a São Paulo e, nesta quinta, reencontrou seu proeiro Bruno Prada em Hyères. Mesmo sem chances de classificação para a Medal Race, a dupla foi para a água, disputou duas regatas, e ficou em terceiro nas duas.
Scheidt e Prada continuam em Hyères, onde disputam o Mundial da classe Star, de 2 a 12 de maio. Os brasileiros são os atuais campeões mundiais e estão invictos há 11 meses. Desde maio de 2011, eles venceram todas as competições que disputaram. E olha que eles usaram vários barcos diferentes e encararam todas as condições de vento. Estão com a bola toda.
Além da desistência na Star, as ausências de Bruno Fontes (Laser) e Bimba (prancha) colaboraram para um desempenho modesto da equipe brasileira na França. A única tripulação nacional a ir para a Medal Race foi a formada pelas gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, que estão em nono lugar.
Merece destaque a 15º posição do 49er brasileiro, com Bochecha e Marco Grael. Provavelmente o melhor desempenho internacional da dupla nos últimos anos. Patrícia Freitas, na prancha, foi a 12ª entre as mulheres.
Da ZDL - Fernanda Oliveira e Ana Barbachan confirmaram a ascensão desde que confirmaram a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres. Nesta quinta-feira, as gaúchas garantiram a classificação para a Medal Race da classe 470 na Semana Olímpica Francesa, em Hyères. Já os outros membros da Equipe Brasileira de Vela fecharam nesta tarde sua participação no torneio, com destaque para a volta de Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe Star, após dois dias sem velejar por um problema particular de Scheidt.
Únicas brasileiras na regata que vale a medalha, Fernanda e Ana estão em nono lugar, com 78 pontos perdidos. "Foi uma competição rara. Das dez regatas, oito foram disputadas com mais de 20 nós de vento. Algumas, até com 25. Ficamos satisfeitas com a evolução que mostramos nessas condições. Sabemos que temos muito a melhorar, mas conseguir ficar entre as dez primeiras e disputar a Medal Race só nos faz acreditar que estamos no caminho certo", comemora Fernanda, que vai defender em Londres/2012 a medalha de bronze de Pequim/2008.
Nas outras classes, os destaques brasileiros foram Robert Scheidt e Bruno Prada. Na segunda-feira, Scheidt viajou às pressas para o Brasil, por um falecimento na família, mas voltou na quarta. A dupla perdeu cinco regatas, mas ainda disputou as duas últimas provas da competição antes da Medal Race. Os dois terminaram o torneio em 18º lugar, com 111 pontos perdidos, mas marcaram um primeiro e dois terceiros lugares nas regatas que disputaram - nas demais, somaram 26 pontos em cada uma.
Na classe RS:X feminina, Patrícia Freitas chegou perto de se classificar para a "final". No último dia de provas, ela subiu para o 12º lugar, fechando a Semana de Hyères com 132 pontos. Jorge Zarif, na classe Finn, terminou em 19º, com 86 pontos. Na Laser Radial, Adriana Kostiw foi a 28ª (138 pontos).
Ainda em busca de vagas olímpicas, as duplas das classes 49er e 470 masculino também ficaram fora da Medal Race. André Fonseca e Marco Grael, que se prepararam para buscar uma das quatro últimas vagas olímpicas na 49er em disputa no Mundial de Zadar, na Croácia, a partir de sexta-feira da próxima semana (4/5), terminaram em 15º, com 81 pontos - as regatas do último dia foram canceladas.
Na 470, Fabio Pillar e Gustavo Thiesen terminaram em 22º lugar, com 137 pontos. Os dois disputam as últimas sete vagas em Londres/2012 no Mundial de 470 de Barcelona, a partir do dia 10 de maio.
Os outros dois membros da Equipe Brasileira de Vela, Ricardo Winicki, o Bimba, da classe RS:X, e Bruno Fontes, da Laser, optaram por seguir treinando no Brasil e não competiram na França.
Veja o desempenho dos brasileiros na Semana de Hyères:
RS:X feminino
12 - Patrícia Freitas - 132 (11 + 12 + 20 + 18 + 20* + 15 + 8 + 3 + 16 + 9)
36 - Bruna Martinelli - 288 (34 + 41* + 38 + 36 + 32 + 28 + 26 + 26 + 36 + 33)
RS:X masculino
36 - Albert Carvalho - 122 (25* + 21 + 8 + 16 + 15 + 19 + 3 + 3 + 18 + 19)
Laser
88 - João Hackerott - 187 (31 + 29 + 22 + 22 + 33* + 31 + 7 + 21 + 24)
Laser Radial
28 - Adriana Kostiw - 138 (9 + 10 + 20 + 42* 8 + 8 + 35 + 25 + 23)
Finn
19 - Jorge Zarif - 86 (9 + 17 + 17 + 42* + 7 + 14 + 22)
49er
15 - André Fonseca e Marco Grael - 81 (9 + 12 + 15 + 3 + 10 + 3 + 24* + 10 + 19)
470 masculino
22 - Fábio Pillar e Gustavo Thiesen - 137 (5 + 15 + 6 + 15 + 33* + 18 + 20 + 22 + 17 + 19)
72 - Henrique Haddad e Nicolas Castro - 273 (26 + 24 + 36 + 27 + 42* + 26 + 24 + 26 + 42 + 42)
470 feminino
9 - Fernanda Oliveira e Ana Barbachan - 78 (5 + 31* + 9 + 9 + 13 + 5 + 2 + 9 + 12 + 14)
Star
18 - Robert Scheidt e Bruno Prada - 111 (1 + 26* + 26 + 26 + 26 + 26 + 3 + 3).
Membros da Equipe Brasileira de Vela em negrito
*Pontuação descartada
Por Antonio Alonso às 18h08
No vídeo acima você vai ver que, com os ventos de 10 nós ou menos, a grande distração nos veleiros da Volvo Ocean Race tem sido observar golfinhos. Os australianos e neozelandezes, como Andrew Cape, tiveram sossego até para prestar seus respeitos ao Anzac Day, que celebra a memória dos combatentes que pereceram em guerras.
Enquanto isso, na briga por posições, o Puma se colocou numa posição importante que, na minha humilde opinião, pode garantir a ele uma vantagem enorme nesta perna. No lugar onde está agora, ele deve ser o primeiro a se beneficiar dos ventos alísios mais fortes, que soprarão de través. O Camper, segundo neste momento, está muito mais a oeste, e não terá tanta sorte.
Se alguns de vocês se lembram, ontem a flotilha estava bem dividida, com dois barcos a oeste e dois a leste, com o Puma no meio. A tabela com o Groupama e Telefónica em último e penúltimo mostra que a opção oeste, tomada pelas duas equipes mais consistentes até agora, não foi uma boa escolha.
A má notícia é que, mesmo com alísios, os ventos continuarão fracos, abaixo dos 15 nós, e depois diminuem de novo. O pessoal vai filmar muito golfinho ainda antes de as coisas esquentarem nesta perna.
Por Antonio Alonso às 10h35

Foto: Daniel Primo/CBVM
Depois de um tropeço no início do campeonato, as gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, que acabaram de garantir a vaga para a Olimpíada de Londres este ano, engataram uma regularidade importante e subiram para a sexta colocação geral nesta quarta-feira. Das oito regatas disputadas até agora, as brasileiras ficaram fora das 10 melhores em apenas duas ocasiões (um 31º e um 13º). A ausência de Scheidt/Prada, Bimba e do laserista Bruno Fontes (atualmente os brasileiros mais próximos da medalha olímpica) deixou a equipe brasileira sem seus protagonistas mais notórios. Mas vale lembrar que Fernanda Oliveira foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica na vela. E esta competição é provavelmente a melhor que eu a vi fazer ao lado de Ana Barbachan até agora. Convém não duvidar da Fernandinha.
Outro detalhe importante. Esta também é a melhor apresentação até agora de Bochecha e Marco Grael, que ainda precisam garantir a vaga olímpica para o Brasil e para si mesmos.
Da ZDL de Comunicação - O dia foi bom para as mulheres da Equipe Brasileira de Vela na etapa da França da Copa do Mundo da Isaf (Federação Internacional de Vela). Nesta quarta-feira (25), as gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan subiram para o sexto lugar na classe 470 feminina e Patrícia Freitas terminou uma de suas regatas na classe RS:X em terceiro lugar e subiu para a 14ª posição na classificação geral. A Semana Olímpica Francesa, disputada em Hyères, termina no sábado.
Fernanda e Ana são as melhores brasileira na competição. Nas duas regatas do dia, terminaram entre as dez primeiras, incluindo um segundo lugar. Com isso, subiram do nono para o sexto lugar na classificação geral, agora com 52 pontos perdidos. Com oito das dez regatas programadas antes da medal race já disputadas, as duas têm grandes chances de participar da "final" em Hyères.
Já Patrícia Freitas, na prancha a vela feminina, teve seu melhor dia na França até agora. Marcou um terceiro lugar e um nono, chegou a 88 pontos perdidos e subiu do 17º para o 14º lugar na classificação geral da RS:X feminina. Para se classificar para a medal race, ela precisa, nas últimas duas regatas programadas para a classe, na quinta-feira, superar quatro das cinco rivais divididas por 19 pontos: Jannicke Stalstrom (NOR - 69 pontos), Natalia Kosinska (NZL - 70), Agnieska Bilska (POL - 72), Victoria Chan (HKG - 84) e Izzy Hamilton (GBR - 87 pontos).
Outra brasileira na disputa, Adriana Kostiw voltou a ter problemas na Laser Radial e caiu para o 27º lugar, com 113 pontos. Na terça-feira, a brasileira tinha tido um bom dia, somando dois oitavos, garantindo a classificação para a flotilha ouro da Laser Radial em Hyèrers, que reúne as 41 melhores da classificação geral.
Nas demais classes, destaque para Jorge Zarif, na classe Finn, que voltou a velejar após um dia parado na terça, por causa dos ventos fortes no litoral francês. Nesta quarta, ele marcou um sétimo e um 14º lugares o cupa a 14a. colocação, 64 pontos, após seis regatas.
A posição é a mesma de André Fonseca e Marco Grael, na 49er. Aproveitando as melhoras nas condições, a organização realizou quatro regatas da classe. Os brasileiros marcaram um terceiro e um décimo lugares (além de um 24º e um 19º) e subiram para o 14º lugar, com 81 pontos após nove regatas. Os dois estão a 16 pontos dos franceses Julien DOrtoli e Noe Delpech, que ocupam o décimo lugar. Na 470 masculino, Fabio Pillar e Gustavo Thiesen estão em 24º lugar, com 101 pontos.
Veja o desempenho dos brasileiros na Semana de Hyères:
RS:X feminino
14 - Patrícia Freitas - 88 (11 + 12 + 20 + 18 + 20* + 15 + 9 + 3)
36 - Bruna Martinelli - 220 (34 + 41* + 38 + 36 + 32 + 28 + 26 + 26)
RS:X masculino
33 - Albert Carvalho - 85 (25* + 21 + 8 + 16 + 15 + 19 + 3 + 3)
Laser
86 - João Hackerott - 163 (31 + 29 + 22 + 22 + 33* + 31 + 7 + 21)
Laser Radial
27 - Adriana Kostiw - 113 (9 + 10 + 20 + 42* 8 + 8 + 33 + 25)
Finn
14 - Jorge Zarif - 64 (9 + 17 + 17 + 42* + 7 + 14)
49er
14 - André Fonseca e Marco Grael - 81 (9 + 12 + 15 + 3 + 10 + 3 + 24* + 10 + 19)
470 masculino
24 - Fábio Pillar e Gustavo Thiesen - 101 (5 + 15 + 6 + 15 + 33* + 18 + 20 + 22)
67 - Henrique Haddad e Nicolas Castro - 139 (26 + 24 + 36 + 27 + 42* + 26 + 24 + 26)
470 feminino
6 - Fernanda Oliveira e Ana Barbachan - 52 (5 + 31* + 9 + 9 + 13 + 5 + 2 + 9)
Star
Robert Scheidt e Bruno Prada deixaram a competição.
Membros da Equipe Brasileira de Vela em negrito
*Pontuação descartada
Por Antonio Alonso às 17h48
A 750 venda por mil libras (fora impostos). Que tal?
Por Antonio Alonso às 13h47
O vídeo acima mostra como estão fracos os ventos na costa brasileira para os veleiros da Regata Volta ao Mundo. Os cinco barcos entram hoje na costa baiana enfrentando ventos de menos de 10 nós e o objetivo é chegar primeiro aos ventos alísios, que estão bem mais ao norte. Nos próximos dias, os navegadores vão disputar uma batalha tática pelas melhores posições, mas a previsão não é de ventos fortes.
Nessa disputa, Camper e Abu Dahbi velejam mais perto do Brasil, enquanto Telefónica e Groupama escolheram uma rota mais a leste. No meio da flotilha, ficou o Puma, que atualmente lidera a flotilha com uma pequena vantagem sobre o Camper. Talvez já prevendo uma calmaria ainda maior, o Puma cambou na manhã desta quarta-feira no sentido do litoral brasileiro. Há uma previsão de ventos muito fracos (de dois a quatro nós) na região onde Groupama e Telefónica estão para as próximas horas.
Não esperem quebras ou grandes imagens tão cedo. A regata neste momento é um jogo de xadrez.
Por Antonio Alonso às 12h11
Li no OperaMundi hoje aqui do UOL que os traficantes estão usando "narcosubmarinos" para fazer a alegria com prazo de validade chegar a milhares de lares americanos. E desde 1993! O submarino na verdade é um barco de casco fundo e costado muito baixo, que navega praticamente na linha d'água, aparecendo e sumindo no radar. Alguns usam motores elétricos, o que os tornam praticamente inaudíveis também. O vídeo acima mostra que a guarda costeira americana parece estar bastante mais interessada em afundar os submarinos do que com a segurança dos traficantes a bordo. Primeiro o barco afunda, depois vão ver o que está rolando com a tripulação. Uau.
Por Antonio Alonso às 19h14

Foto: Daniel Primo/CBVM
Da ZDL de Comunicação - As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan continuam sendo os destaques da Equipe Brasileira de Vela na Semana Olímpica Francesa, em Hyères. Com um descarte valendo a partir desta terça-feira (24), a dupla subiu para o nono lugar na classe 470 feminina, com 41 pontos perdidos. O torneio vale como a terceira etapa da Copa do Mundo da Isaf (Federação Internacional de Vela) em 2012.
"Estamos satisfeitas com o nosso desempenho. Até agora tivemos apenas um 32º lugar. Nas outras regatas, conseguimos nos manter perto das dez primeiras. Estamos evoluindo e testando materiais, exatamente o que pretendíamos com essa competição. Sabemos que nos próximos dias as condições serão difíceis, mas seguimos fazendo o nosso melhor", afirma Fernanda.
O dia foi marcado, novamente, por ventos fortes no litoral francês. Com isso, regatas de duas classes olímpicas foram canceladas. Na Finn, do brasileiro Jorge Zarif (20º, com 85 pontos), nenhuma prova foi disputada. Na 49er, que já tinha sofrido no domingo, só uma regata foi disputada. Nela, André Fonseca e Marco Grael terminaram em décimo lugar, somando 34 pontos e caindo para a 18ª posição na classificação geral - após cinco regatas e um descarte.
Na classe Laser Radial, Adriana Kostiw subiu bastante com a entrada do descarte. Na segunda-feira, a velejadora paulista sofreu com a quebra do mastro, correu as duas regatas do dia com a peça avariada e mesmo assim marcou um 20º lugar na primeira (na segunda, não completou). Nesta terça, ela fez dois oitavos, chegou a 55 pontos perdidos e subiu para o 20º lugar na classificação geral.
Além da comemoração pelos bons resultados, Adriana ainda está aproveitando as instruções do técnico Luca Modena, da dupla Robert Scheidt e Bruno Prada. Os dois desistiram da competição na segunda e Modena passou a auxiliar a laserista a partir desta terça. "As regatas estão muito duras. O vento está forte, de 20 a 25 nós. Estamos aproveitando para fazer uma série de ajustes técnicos, trabalhando muito o controle do vento, analisando a movimentação das nuvens e a duração das rajadas", explica a velejadora.
Nas outras classes, Patrícia Freitas é a 17ª na RS:X feminina, com 76 pontos perdidos. Na 470 masculina, Fábio Pillar e Gustavo Thiesen são os 23º, com 59 pontos.
Veja o desempenho dos brasileiros na Semana de Hyères:
RS:X feminino
17 - Patrícia Freitas - 76 (11 + 12 + 20 + 18 + 20* + 15)
49 - Bruna Martinelli - 168 (34 + 41* + 38 + 36 + 32 + 28)
RS:X masculino
33 - Albert Carvalho - 70 (25* + 21 + 8 + 16 + 15 + 19)
Laser
89 - João Hackerott - 135 (31 + 29 + 22 + 22 + 33* + 31)
Laser Radial
21 - Adriana Kostiw - 81 (9 + 10 + 20 + 42* 8 + 8)
Finn
20 - Jorge Zarif - 85 (9 + 17 + 17 + 42)
49er
18 - André Fonseca e Marco Grael - 34 (9 + 12 + 15* + 3 + 10)
470 masculino
23 - Fábio Pillar e Gustavo Thiesen - 59 (5 + 15 + 6 + 15 + 33* + 18)
67 - Henrique Haddad Nicolas Castro - 139 (26 + 24 + 36 + 27 + 42* + 26)
470 feminino
9 - Fernanda Oliveira e Ana Barbachan - 41 (5 + 31* + 9 + 9 + 13 + 5)
Star
Robert Scheidt e Bruno Prada deixaram a competição.
Membros da Equipe Brasileira de Vela em negrito
*Pontuação descartada
Por Antonio Alonso às 18h59

O site de mergulho DiveMag publicou a notícia de que foram encontrados os corpos do casal de brasileiros José Brugnaro Neto e Renata Alves Quirino Costa Brugnaro. A dupla era de Caçapava (SP) e estava fazendo um mergulho em cavernas no Cenote Chac Mool, no México. Segundo o site, o dois desceram para um mergulho rápido, de 20 minutos, às 16h30 pouco antes de o cenote fechar, e não retornaram. Foram feitas duas tentativas de encontrá-los, a primeira às 21h e outra perto da meia-noite, quando os três corpos foram encontrados (o guia também morreu no acidente). Segundo informações publicadas na Dive Mag, os três estavam perto do cabo guia e tinham ferimentos nos rostos. Ainda não se sabe o que aconteceu.
Para ler o texto original da DiveMag, clique aqui.
Por Antonio Alonso às 09h57

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, em 11º, são as melhores do Brasil até agora. Foto: Daniel Primo/CBVM
A desistência de Bruno Prada e Robert Scheidt (leia post abaixo) foi a grande notícia do dia para os brasileiros em Hyères. Num momento em que os adversários olímpicos já estão quase todos alinhados na raia, os brasileiros não conseguiram destaque. A melhor tripulação até agora é a do 470 feminino, formada pelas gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, que acabaram de confirmar a vaga olímpica, derrotando as niteroienses Isabel Swan e Martine Grael.
Da ZDL - Após um primeiro dia de muitos ventos e regatas canceladas no domingo (22), nesta segunda-feira a Semana Olímpica Francesa, em Hyères, na França, válida pela Copa do Mundo de vela, teve todos os barcos na água. E a Equipe Brasileira de Vela aproveitou o dia cheio: venceu uma prova, com a dupla da Star Robert Scheidt e Bruno Prada, terminou em terceiro em outra, com André Fonseca e Marco Grael na 49er, e emplacou cinco de seus sete membros entre os 20 primeiros colocados.
Na classe Star, que não teve provas no domingo, Robert Scheidt e Bruno Prada venceram a primeira regata do dia. Logo depois, porém, a dupla abandonou o torneio. Scheidt voltou ao país por falecimento em família, mas Prada segue na França. Os dois disputam, na próxima semana, o Mundial da classe Star, também em Hyères.
Na 49er, que também teve suas primeiras disputas nesta segunda, André Fonseca e Marco Grael provaram que têm chances de conquistar a vaga olímpica para o Brasil, terminando duas das quatro regatas do dia entre os 10 primeiros, incluindo um terceiro lugar na quarta prova. Em final de preparação para o Mundial de Zadar, na Croácia, que distribui as últimas quatro vagas em Londres/2012, a dupla fechou o dia em 17º lugar, com 39 pontos perdidos.
Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, em seu primeiro torneio desde que foram confirmadas como representantes do Brasil na classe 470 nos Jogos Olímpicos, são as melhores brasileiras na França. As duas estão em 11º lugar, com 55 pontos. Na classe RS:X, Patrícia Freitas é a 15ª, com 61 pontos. Na Laser Radial, Adriana Kostiw é a 40ª (81).
Completando a equipe brasileira, Jorge Zarif é o 20º (89 pontos) na classe Finn e Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, os 17º (41) na 470 masculina - Fábio e Gustavo também buscam a vaga olímpica em maio, em Barcelona (Espanha), onde o Mundial distribui as últimas sete vagas olímpicas da classe.
Veja o desempenho dos brasileiros na Semana de Hyères:
RS:X feminino
15 - Patrícia Freitas - 61 (11 + 12 + 20 + 18)
38 - Bruna Martinelli - 149 (34 + 41 + 37 + 34)
RS:X masculino
36 - Albert Carvalho - 70 (25 + 21 + 8 + 16)
Laser
80 - João Hackerott - 104 (31 + 29 + 22 + 22)
Laser Radial
40 - Adriana Kostiw - 81 (9 + 10 + 20 + 42)
Finn
20 - Jorge Zarif - 85 (9 + 17 + 17 + 42)
49er
17 - André Fonseca e Marco Grael - 39 (9 + 12 + 15 + 3)
470 masculino
17 - Fábio Pillar e Gustavo Thiesen - 41 (5 + 15 + 6 + 15)
60 - Henrique Haddad Nicolas Castro - 113 (26 + 24 + 36 + 27)
470 feminino
11 - Fernanda Oliveira e Ana Barbachan - 55 (5 + 32 + 9 + 9)
Star
Robert Scheidt e Bruno Prada deixaram a competição após vencer a primeira regata.
Por Antonio Alonso às 00h47

Scheidt e Prada venceram a única regata que disputaram. Foto: Divulgação
Robert Scheidt embarcou às pressas para o Brasil e não vai mais disputar a Semana Olímpica Francesa. O motivo foi a morte repentina de um parente jovem. Scheidt pediu que fosse respeitada sua privacidade e pediu para que não fossem revelados mais detalhes.
"Este campeonato acabou para nós, mas fico aqui aguardando a volta dele até o final da semana para a disputa do Mundial", disse Prada.
Devido a ventos muito fortes que sopraram na cidade francesa no domingo (22/4), as regatas da classe Star foram canceladas. Nesta segunda foram realizadas três regatas. Scheidt e Prada disputaram apenas a primeira e ficaram com o primeiro lugar. Os canadenses Richard Clarke e Tyler Bjorn lideram a competição, com quatro pontos perdidos.
Scheidt e Prada, que defendem uma invencibilidade de 11 meses na Star e a liderança do ranking mundial da classe, ainda têm pela frente o Mundial de Star, também em Hyères, no início de maio. Na sequência, vão para a raia olímpica de Weymouth, onde disputarão mais uma etapa da Copa do Mundo e farão dois períodos de treinos, como preparação para os Jogos de Londres. Os dois voltarão a usar o PStar, barco americano com o qual venceram o Mundial de Perth, em 2011, e escolhido para a Olimpíada.
Por Antonio Alonso às 16h46
O surfista Everaldo Pato foi convidado pela PUMA para saltar do barco Mar Mostro durante a relargada da Volvo Ocean Race, que aconteceu ontem na etapa Itajaí. Ele, que foi para a Itajaí a convite da Puma, substituiu o surfista Laird Hamilton, que é o 13° integrante da tripulação da Puma e responsável pela criação das pranchas de SUP da Puma.
Além do salto para a relargada, Pato foi o comentarista do campeonato de SUP que a Puma realizou no dia 21/04, na praia de cabeçudas.
Segue abaixo o vídeo do salto do atleta realizado enquanto o barco estava a aproximadamente 25 nós. O barco da Puma saiu na frente da etapa da regata que segue em direção a Miami.
Por Antonio Alonso às 13h08

Hoje, pouco depois de ver a largada da Regata Volta ao Mundo, que saiu de Itajaí rumo a Miami, eu saí de uma pousada na divisa de São Paulo e Minas com destino a Campinas. Minha idéia era fazer os comentários da regata do banco do passageiro do caro (o que estou fazendo agora). Malandro que sou (a-hãn!) confiei no Google Maps e encarei os piores 35 km da minha vida, com chuva, barro, no escuro e por uma estrada sem nenhuma placa de indicação do caminho. Detalhe: eu dirigia um Honda Fit 4X2. Durante todo o caminho, o único carro que eu encontrei (no sentido contrário) foi uma SUV Mercedes-Benz (talvez uma ML, não sei).
Além de dar uma desculpa para o atraso no comentário da largada, eu conto essa história porque – no meio do perrengue – eu imaginei esses caras da Volvo com o barco quebrando todo, no meio do Pacífico, no frio e a caminho de nenhum outro lugar senão o cabo Horn. Simplesmente o ponto mais casca-grossa do planeta. No carro, eu estava preocupado com uma mocinha assustada a bordo. O capitão desses barcos tem 10 vidas sob sua responsabilidade, e as famílias em casa. É lógico que eu já sabia disso antes, mas hoje eu tive 1h30 "tensa" para pensar no assunto.
E a largada? Puma sai na frente, em parte por uma escolha ligeiramente mais ao norte, que favorece os americanos quando o computador mede a distância de cada barco até Miami. Com 4800 milhas, esta perna tem cerca de 1500 milhas a menos que a anterior, mas deve representar um alívio para os competidores em relação à anterior. Não há mais Pacífico, não há mais cabo Horn. O desafio serão algumas tempestades tropicais e a complicada passagem do Equador e suas calmarias. Neste momento, todos os barcos rumam para o Leste, buscando longitudes que permitam passar por Cabo Frio, o ponto que marca uma mudança na direção da linha do litoral brasileiro.
Telefónica larga com 16 pontos de vantagem sobre o Groupama. Se pensarmos que cada posição na chegada vale 5 pontos de vantagem sobre o adversário que vem atrás, os espanhóis ainda gozam de algum conforto. Mas a situação já foi melhor para eles. Uma quebra nesta perna (onde poucos ou nenhum devem quebrar) pode acabar com as chances de qualquer time. Inclusive o Telefónica.
Por Antonio Alonso às 21h03
Das 13h45 às 15h o vídeo acima vai mostrar a largada "brasileira" da Regata Volta ao Mundo. Em Itajaí, ontem, os cinco veleiros disputaram uma regata costeria, perto da foz do rio Itajaí Açu. Com pouco vento, o Telefónica ia vencendo até que errou uma bóia. Se o erro parece bobo para uma equipe que está liderando a volta ao mundo, hoje veio uma informação que redimiu um pouco os rapazes do Telefónica. Franck Cammas, skipper do Groupama, que acabou vencendo ontem, revelou: "Pra ser sincero, eu ia cometendo o mesmo erro. Só percebi que tinha algo de errado quando vi o Telefónica voltando para trás e então o navegador me avisou que a bóia era outra".
Os veleiros largam para a sexta perna da competição, de 4800 milhas, até Miami, nos EUA. O trecho deve demorar cerca de 15 dias para ser percorrido.
Depois da largada, os organizadores de Itajaí devem anunciar a intenção de patrocinar um barco brasileiro na próxima edição da regata. A notícia é boa, mas em ano eleitoral, eu me reservo o direito a uma duvidadinha.
Por Antonio Alonso às 11h53
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.