
O Telefónica demorou para conseguir baixar o balão e retornar à regata após errar uma bóia. Foto: PAUL TODD/Volvo Ocean Race
Quem nunca estragou uma festa que atire a primeira pedra. Hoje foi a vez do skipper Íker Martínez, que assumiu a culpa pelo erro que jogou o Telefónica do primeiro para o último lugar na Regata Costeira de Itajaí neste sábado. O erro abriu espaço para a primeira vitória do Groupama em uma regata costeira nesta edição da Volvo Ocean Race. O Telefónica continua na liderança, mas com uma sequência impressionante nas regatas curtas: 2 vitórias e 4 últimos lugares em seis regatas. Resultados no mínimo curiosos para o time que lidera com folga a Regata Volta ao Mundo.
"Eu estou muito frustrado. Foi a primeira vez em toda minha vida que isso aconteceu comigo" desabafou Íker. "Vou colocar essa derrota de lado e focar no fato de que nossos treinos em Itajaí melhoraram muito o trabalho da tripulação". Bom, Íker, acho que vocês merecem ter uma desculpa legal, afinal fizeram um trabalho ótimo até aqui. Mas também foram o time que mais tempo tiveram pra treinar (junto com o Puma) para esta regata. Se o Telefónica continuar queimando pontos assim em todas as regatas costeiras, a situação pode ficar complicada lá na frente. Por enquanto, o Telefónica continua 16 pontos à frente do Groupama. Neste domingo, os cinco veleiros que estão em Itajaí partem rumo a Miami, nos EUA.
O dia amanheceu com chuva em Itajaí, a regata aconteceu com um vento sul fraco e tempo fechado. Logo na largada, o Puma atrapalhou dois adversários e foi protestado por Abu Dahbi e Groupama. Com o protesto, o time americano foi obrigado a pagar uma penalização com uma volta de 360º e o Camper tomou a liderança. Mas já na primeira bóia, o Telefónica, que tem a bordo Joca Signorini, o único velejador brasileiro nesta regata, era o líder. Os espanhóis caminhavam para vencer a regata, até que, na última volta, eles escolheram a bóia errada. "A regata estava perfeita até ali. Até que tudo ficou muito confuso, as duas bóias estavam muito perto e tinha muitos barcos de espectadores por ali. De onde eu estava, eu nem conseguia ver a bóia certa. Foi só depois que eu já tinha montado a bóia que Andrew Cape (navegador) me disse que eu tinha montado a marca errada", contou Íker.
O Camper terminou em segundo, mostrando que o barco deles provavelmente está em boas condições após o susto na quinta etapa. Puma completou o pódio. O Abu Dahbi foi o quarto e restou a última colocação ao Telefónica. O chinês Sanya nem esteve em Itajaí. Ele quebrou no caminho e viaja num navio diretamente para Miami.
A regata foi transmitida ao vivo pela Bandsports e também por este blog. Neste domingo os veleiros largam para Miami e a transmissão será feita por aqui novamente, a partir das 14h.
Regata Costeira de Itajaí: 1st - Groupama Sailing Team 6 points – 46min 27 sec 1st Team Telefónica – 149 pts
2nd - CAMPER with Emirates Team NZ 5 points - + 0.48 sec
3rd - PUMA Ocean Racing by BERG 4 points - +1.05
4th - Abu Dhabi Ocean Racing 3 points - + 1.33
5th - Team Telefonica 2 points - + 5.40
DNC* Team Sanya 0 points
Classificação geral:
2nd Groupama Sailing Team – 133 pts -
3rd CAMPER with Emirates Team New Zealand - 124 pts
4th PUMA Ocean Racing powered by BERG – 117 pts
5th Abu Dhabi Ocean Racing - 58 pts
6th Team Sanya - 25 pts
Por Antonio Alonso às 19h03
Hoje é dia de regata costeira da Volvo Ocean Race em Itajaí. Os dois barcos que começaram a semana como dúvida, devem participar. O Camper ganhou a regata ProAm nesta sexta e – se por um lado a vitória numa regata festiva não significa muito – mostrou pelo menos que o barco está saudável. Já o Abu Dahbi, que era a maior dúvida, tem 99% de chances de participar.
A regata começa às 14h e o vídeo ao vivo pode ser visto aqui no site (acima) ou na Bandsports. A prova é curta, e deve durar cerca de uma hora. Mais de 50 mil pessoas devem acompanhar o duelo dos veleiros nas praias de Atalaia, Cabeçudas e Bico de Papagaio, sem contar as 200 embarcações no mar.
Chamada de In-Port Race lembra as regatas olímpicas e será disputada entre quatros boias, com ventos na direção Nordeste, de 6 a 10 nós. "É uma regata difícil para as equipes por causa das condições do tempo deste sábado. Quem conseguir largar melhor terá vantagem, já que a prova é rápida", explica Ricardo Navarro, coordenador náutico da Parada de Itajaí.
Os times usaram a parada estratégica de Itajaí para deixar tudo pronto visando a próxima etapa, que começa no domingo (22) até Miami. Muitos, como o Camper e, principalmente, o Abu Dhabi tiveram pouco tempo para fazer os reparos nas embarcações, que sofreram com os mares do sul, desde Auckland, na Nova Zelândia. O Camper, por exemplo, teve a viagem mais longa: 31 dias.
A etapa foi vencida pelo Puma, seguido de perto (12 minutos depois) pelo Telefónica. Completaram o píer de Itajaí Groupama, Camper e Abu Dhabi, que não pontuou por ter vindo rebocado ao Brasil. O Sanya não teve condições de navegar e foi direto para Miami, nos Estados Unidos.
Coletiva dos comandantes - Os cinco comandantes das equipes que estão em Itajaí deram uma coletiva na tarde desta sexta-feira e falaram sobre a Regata do Porto.
Puma:
"Esperamos retribuir o carinho do público com mais uma vitória, agora na Regata do Porto. Por ser uma área desconhecida para todos, creio que uma boa largada pode fazer a diferença. A ajuda dos brasileiros, principalmente do velejador olímpico Bruno Fontes, foi importante para conhecer o regime de ventos local", expica Ken Read, do Puma.
Telefónica:
"Temos o reforço de dois brasileiros na equipe, principalmente o apoio do Horácio Carabelli que é de Santa Catarina. O conhecimento da raia pode ajudar, mas em uma regata de alto nível e com ventos inconstantes, não há favoritos", explica Iker Martínez, comandante do Telefónica. "O objetivo é conseguir a vitória e aumentar a vantagem. Contamos com a sorte e com o apoio da torcida de Itajaí pelos brasileiros".
Groupama:
"A ideia é ficar entre os primeiros e recuperar os pontos perdidos na sexta perna até Miami. Os barcos são de alta performance e , por isso, as quebras podem ocorrer. Por isso todo cuidado é pouco", conta Franck Cammas.
Camper:
"Estamos na briga pelo título e uma vitória nesta regata é importante. Mesmo com pouco tempo para os trabalhos em terra, temos confiança e o barco está seguro", relata Chris Nicholson, líder do Camper.
Abu Dhabi:
"Temos que correr contra o tempo. Desde que chegamos e até a hora da largada vamos dividir os trabalhos com a equipe de terra para resolver nosso problema estrutural", conta Ian Walker, comandante do Abu Dhabi, barco que ainda fará alguns testes na água na manhã deste sábado. "Nossa chance de correr é de 99%". O representante do barco árabe prevê também uma regata equilibrada com condições variadas de ventos em Itajaí.
Por Antonio Alonso às 00h50
Pouca gente acompanha isso no Brasil, mas os árabes são grandes apaixonados pelos eventos de motonáutica de altíssima velocidade. No circuito Class One (a F-1 das águas), são várias as equipes bancadas pelos árabes e várias que têm um cara bom de verdade e um príncipe ou sobrinho do emir árabe fazendo número a bordo. Na regata Volta ao Mundo eles entraram nesta edição, com o Abu Dahbi, que não tem tido muita sorte. Na Extreme Sailing Series, eles mostraram que também estão dispostos a gastar seus petrodólares para dar as cartas na Vela. Quando virá um desafiante das arábias para a America's Cup? Logo.

Da Excom: Um competente Leigh McMillan e a tribulação a bordo do The Wave, Muscat venceram a segunda etapa do Extreme Sailing Series com força de sobra para garantir a liderança na classificação geral do campeonato. Porém, após 29 corridas vista por mais de 55 mil espectadores, foi a corrida final, com o dobro de pontos, que determinou quem seria o vencedor entre os times de Omã. Após um desastroso início de corrida, a esperança de Haraga, do Red Bull Sailing Team, de conseguir o primeiro lugar foi embora, mas os bons resultados nas últimas três corridas mantiveram a equipe no segundo lugar, primeiro pódio deles desde Muscat 2011. Após começaram o dia na quinta posição, o Groupe Edmond de Rothschild voltou a reinar e bateu os oponentes para garantir um lugar no pódio ao final da competição.
Havia algumas expressões de ansiedade quando a previsão do tempo informou as mesmas condições de ventos no fatídico dia de 2011 quando o evento teve quatro capotamentos. Os ventos cresceram gradativamente, mas eles chegaram à Fushan Bay apenas ao final da última corrida, diminuindo a visibilidade devido ao avanço das nuvens de chuva.
The Wave, Muscat veio decidido desde a primeira largada, vencendo a corrida de abertura. Chegaram para a corrida final de dobro de pontos surpresos com a liderança irretocável, como disse McMillan: “Ficamos emocionados de vencer em Qigdao e por termos conseguido um segundo e um primeiro lugar nas duas etapas deste ano. Não esperávamos vencer aqui, pois a Red Bull Sailing Team tive um desempenho muito bom ao longo da semana e sempre tivemos lutando próximos e aumentando o nível da competição.
Todas as atenções na última corrida estavam voltadas para os quatro times que estavam em condições de garantir o segundo lugar, com apenas seis pontos separando-os. Foi a dinamarquesa SAP Extreme Sailing Team que se saiu vencedora – repetindo a performance da primeira etapa em Muscat, enquanto a tripulação da Red Bull se manteve firme para terminar em segundo. Foi um dia difícil para os austríacos, que chegaram a desacreditar que pudessem garantir o pódio. A equipe, que se manteve no lugar mais alto do pódio para os dois primeiros dias em Qingdao, foi superado pela The Wave, Muscat ontem e hoje eles pareciam manter o declínio até as três últimas corridas, quando finalmente viu Hagara voltar no jogo. “A equipe toda está muito feliz. O último dia foi muito difícil para nós e tomamos algumas decisões muito ruins em relação à pista de corridas. Terminar em 2 º lugar no pódio é ótimo para nós porque trabalhamos muito. "
Não foram todos, porém, que celebraram. Ian Williams, da Grã-Bretanha, a bordo de GAC Pindar, não conseguiu o pódio por pouco. "Foi uma vergonha. A última corrida não foi como esperado e como um dos nossos tripulantes adoeceram tivemos que mudar a equipe na metade do tempo, por isso perdemos o ritmo, mas no geral estamos felizes com a semana, apenas um pouco frustrados com o final”.
A cidade de Vela na China, Qingdao, demonstrou mais uma vez porque se tornou um local de competição de sucesso de vela desde as Olimpíadas. O evento, co-organizado pela Associação Náutica de Qindgao, foi um sucesso e contou con uma cerimônia de abertura e encerramento espetacular que nem o frio nem a chuva prejudicaram.
Próxima parada do Extreme Sailing Series será em Istambul entre 7 e 10 de Junho.
Extreme Sailing Series 2012 Etapa 2, Qingdao, Classificação final após 4 dias, 29 races (20.4.12)
Posição / Equipe / Pontos
1- The Wave, Muscat (OMA) Leigh McMillan / Ed Smyth / Pete Greenhalgh / Hashim Al Rashdi / Rachel Williamson 189 pontos
2- Red Bull Sailing Team (AUT) Roman Hagara / Hans Peter Steinacher / Matthew Adams / Graeme Spence, Pierre Le Clainche 174 pontos
3- Groupe Edmond de Rothschild (FRA) Pierre Pennec / Jean-Christophe Mourniac / Hervé Cunningham / Bernard Labro / Romain Petit 171 pontos
4- GAC Pindar (GBR) Ian Williams / Mark Ivey / Mark Bulkeley / Adam Piggot / Andrew Walsh 164 pontos
5- Oman Air (OMA) Morgan Larson / Will Howden / Charlie Ogletree / Nasser Al Mashari / Max Bulger 162 pontos
6- ZouLou (FRA) Loick Peyron / Philippe Mourniac / Jean-Sébastien Ponce / Bruno Jeanjean / Patrick Aucour 158 pontos
7- SAP Extreme Sailing Team (DEN) Jes Gram-Hansen / Rasmus Kostner / Pete Cumming / Christian Kamp / Jonas Hviid 130 pontos
8- Alinghi (SUI), Pierre-Yves Jorand / Tanguy Cariou / Nils Frei / Yves Detrey / Charles Favre 129 pontos
9- China Team (CHN) Phil Robertson / Garth Ellingham / Kit Cheng / Nick Catley / Xiaqun Song 74 pontos
Extreme Sailing Series 2012, Classificação após 2 etapas
1- The Wave, Muscat (OMA) 19 pontos
2- Groupe Edmond de Rothschild (FRA) 16 pontos
3- Red Bull Sailing Team (AUT) 16 pontos
4- Oman Air (OMA) 16 pontos
5- GAC Pindar (GBR) 13 pontos
6- ZouLou (FRA) 10 pontos
7- SAP Extreme Sailing Team (DEN) 7 pontos
8- Alinghi (SUI), 7 pontos
Por Antonio Alonso às 19h10
Sábado é dia de regata costeira e no domingo os cinco veleiros da Volvo Ocean Race que estão no Brasil devem partir rumo a Miami, para a sexta etapa da regata de volta ao mundo mais famosa do planeta. Temos uma ausência certa, que é o time chinês Sanya, que mandou o barco quebrado direto da Nova Zelândia para Miami. A equipe árabe está confiante, mas ainda precisa terminar seus ajustes para estar pronta para velejar na regata curta de amanhã. Nesta quinta, dois tripulantes decidiram sobrevoar a área de regatas para conhecer os ventos na região (veja vídeo). Pela cara de susto dos dois, acho que eles não viram muita coisa e a análise vai ficar por conta dos vídeos gravados nas câmeras que ambos levavam no capacete.
Depois de uma etapa que massacrou a flotilha, quebrando cinco dos seis barcos que largaram (só o Puma escapou), os velejadores devem encontrar mais ventos fortes nos primeiros dias da velejada na costa brasileira, na semana que vem. O meteorologista oficial da regata prevê ventos de 30 nós e tempestade tropical nesses primeiros dias.

A regata costeira
A imagem mostra como será a raia da regata. Dependendo do vento, os juízes vão aumentar ou diminuir o número de pernas, mas as bóias serão essas, e a raia será montada na boca do rio Itajaí-Açu. Essa regata conta 20% dos pontos de uma perna: O campeão leva seis pontos, o segundo, cinco, e assim por diante. Com a pontuação atual, ninguém vai mudar de posição na tabela após a regata costeira, mas ela serve para encurtar diferenças.
Uma curiosidade que será interessante de observar é o desempenho do líder Telefónica. Embora lidere a classificação geral com uma folga de 20 pontos, o barco espanhol é o mais irregular nas regatas costeiras. Foi último em três delas e ganhou as outras duas até agora.
A imagem mostra como será a raia da regata. Dependendo do vento, os juízes vão aumentar ou diminuir o número de pernas, mas as bóias serão essas, e a raia será montada na boca do rio Itajaí-Açu. Essa regata conta 20% dos pontos de uma perna: O campeão leva seis pontos, o segundo, cinco, e assim por diante. Com a pontuação atual, ninguém vai mudar de posição na tabela após a regata costeira, mas ela serve para encurtar diferenças.
Uma curiosidade que será interessante de observar é o desempenho do líder Telefónica. Embora lidere a classificação geral com uma folga de 20 pontos, o barco espanhol é o mais irregular nas regatas costeiras. Foi último em três delas e ganhou as outras duas até agora.
Classificação após 5 etapas:
Telefónica 147 pontos
Groupama 127 pontos
Camper 119 pontos
Puma 113 pontos
Abu Dhabi 55 pontos
Sanya* 25 pontos
*O Sanya quebou, foi embarcado em um navio rumo a Miami e não corre em Itajaí
Por Antonio Alonso às 10h59

Da Barracuda: No último sábado, dia 14, o Engenheiro-chefe da Barracuda e Vice Presidente da Acobar – Jorge Nasseh – montou uma rodada de palestras com dois outros profissionais, referências em suas respectivas áreas de atuação, para uma rodada de palestras técnicas sobre náutica. O auditório do Rio Boat Show ficou lotado durante todas as apresentações que se estenderam entre 18h e 21h.
Jorge Nasseh abriu o Ciclo de Palestras “Tudo Sobre Barcos” falando sobre a NBR-14574 (Norma ABNT para construção náutica), que entrou em vigor no dia 16 do corrente. Em seguida, Roberto Brenner falou sobre os avanços dos sistemas elétricos das embarcações e sobre como é possível otimizar as ligações elétricas com menos fios e controles digitais e Ricardo Paragon explicou como escolher o motor ideal, distribuição de peso e como relacionar tudo isso à velocidade da embarcação. Para encerrar o dia, Jorge Nasseh descreveu o método de infusão fazendo um paralelo sobre os conceitos de física e mecânica dos fluidos com a teoria de Henry Darcy. Para assistir os vídeos inseridos na última apresentação clique nas palavras que definem os testes: Viscosidade , Porosidade , Permeabilidade e Pressão.
Essas palestras serão apresentadas mais vezes ao longo deste ano, pois fazem parte do calendário de Curso de Capacitação da ACOBAR.
Mais informações: marketing@barracudacomposites.com.br
Por Antonio Alonso às 10h35

Reprodução site http://www.expressen.se
Stig Lundvall, de 66 anos, um experiente velejador sueco, foi resgatado nesta quarta-feira (18) depois de passar 11 semanas à deriva no oceano. Depois que o mastro de seu veleiro quebrou durante uma tempestade no Oceano Índico, Stig ficou derivando no oceano, esperando encalhar em terra ou encontrar ajuda.
Ontem, a 400 km da costa leste da África do Sul, ele usou o último foguete sinalizador que tinha a bordo para chamar a atenção de um navio cargueiro grego que passava pela região. Alguns dos tripulantes no navio viram o sinalizador e também o barco, pouco antes que a noite caísse. Os gregos disseram a um jornal sueco que, à noite, foi bastante difícil encontrar o sueco, que usou outros sinalizadores de mão para mostrar sua localização.
O cargueiro grego Proteus, de 225 metros de comprimento, estava passando pela região, levando uma carga da Índia para a Argentina. "O náufrago (sic) está em boa saúde, mas totalmente exausto, ele está dormindo agora", explicou o comandante do Proteus ao jornal sueco Expressen.Se via operador de rádio.
Stig deveria ter feito contato com familiares e parentes em fevereiro. Os amigos chegaram a espalhar mensagens de busca na comunidade de velejadores e pela internet, mas Stig Lundvall, que ficou um total de 81 dias à deriva, chegou a ser declarado oficialmente desaparecido. "Nós estamos surpresos e muito contentes de que ele esteja vivo", declarou um amigo, que disse também não duvidar de que Stig retome o projeto de dar a volta ao mundo sozinho. "Velejar é sua maior paixão na vida", completou.
Por Antonio Alonso às 14h35


Os austríacos da Red Bull Sailing Team chegaram ao penúltimo dia de competições defendendo a liderança em Qingdao até verem a dominação ser perdida para a equipe de Omã, The Wave, Muscat. A outra equipe do país, GAC Pindar, teve um dia bom e saltou da quinta colocação para a terceira, vendo crescer as chances de conseguir um pódio pela primeira vez. Após oito corridas disputadas na Fushan Bay, apenas dez pontos separam as três equipes melhores colocadas no último dia da etapa.
No primeiro dia de corridas em Qingdao, Leigh McMillan disse que o time estava acertando os ponteiros e se adaptando às condições do tempo e hoje, certamente, parece que eles superaram os problemas, pois venceram as duas corridas de aberturas, fazendo-os empatar com a Red Bull Sailing Team. Foi um jogo disputado entre Áustria e Omã nas cinco primeiras corridas, mas da sexta em diante, The Wave, Muscat ultrapassou os austríacos, pondo fim ao reinado da equipe de Hagara, que disse: “Não foi um dos nossos melhores dias. Tivemos largadas ruins e foi difícil fazer as mudanças depois e as rajadas só fizeram aumentar nossos erros. Mas é bom porque ainda estamos entre os três primeiros. Amanhã a promessa é de ser um grande dia”.
Chegando ao último dia, The Wave, Muscat teve uma incrível liderança, mas chegam com apenas um ponto de vantagem. “Os cinco primeiros colocados tem grandes chances, pois 10, 12 pontos não significam muita coisa. Se nós competirmos bem, temos chances de vencer, então é isso que precisamos fazer”, disse McMillan.
Um dos favoritos, Groupe Edmond de Rothschild pareceu estar no caminho certo a julgar pelas duas primeiras corridas do dia, mas a situação mudou rapidamente quando ficaram presos e tiveram que assistir ao restante da corrida parados. A realidade não melhorou na corrida seguinte, que foi penalizada por queimar a largada, ficando então atrasados na oitava posição. Uma vitória na corrida final serviu de consolo para o capitão Pierre Pennec, que está de aniversário hoje, mas não foi o suficiente para evitar que o time caísse para a quinta colocação geral.
Até o final do dia, as duas equipes novatas, China Team e SAP Extreme Sailing Team, lutaram para conseguir mais experiência, terminando na nona e oitava classificação, respectivamente. Alinghi está dez pontos a frente do SAP Extreme, mas terá um trabalho duro para conseguir a sexta colocação que pertence a ZouLou, que competiu com regularidade e se distanciou em 12 pontos da equipe suíça.
Os meteorologistas da WetterWelt preveem ventos fracos e um risco de nevoeiro, ou seja, as equipes terão que ser precisas em suas táticas para fazer ganhos no circuito. Há muitos pontos em jogo e tudo pode acontecer na última corrida, que vale o dobro de ponto, dando muitas oportunidades para as equipes fazerem a sua aposta final para a vitória.
Extreme Sailing Series 2012 Segunda Etapa, Qingdao, China Classificação após 3 dias, 22 corridas (19.4.12)
Posição / Equipe / Pontos
1st The Wave, Muscat (OMA) Leigh McMillan / Ed Smyth / Pete Greenhalgh / Hashim Al Rashdi / Rachel Williamson
2nd Red Bull Sailing Team (AUT) Roman Hagara / Hans Peter Steinacher / Matthew Adams / Graeme Spence, Pierre Le Clainche 131 pontos
3rd GAC Pindar (GBR) Ian Williams / Mark Ivey / Mark Bulkeley / Adam Piggot / Andrew Walsh 129 pontos
4th Oman Air (OMA) Morgan Larson / Will Howden / Charlie Ogletree / Nasser Al Mashari / Max Bulger 125 pontos
5th Groupe Edmond de Rothschild (FRA) Pierre Pennec / Jean-Christophe Mourniac / Hervé Cunningham / Bernard Labro / Romain Petit 125 pontos
6th ZouLou (FRA) Loick Peyron / Philippe Mourniac / Jean-Sébastien Ponce / Bruno Jeanjean / Patrick Aucour 115 pontos
7th Alinghi (SUI), Pierre-Yves Jorand / Tanguy Cariou / Nils Frei / Yves Detrey / Charles Favre 93 pontos
8th SAP Extreme Sailing Team (DEN) Jes Gram-Hansen / Rasmus Kostner / Pete Cumming / Christian Kamp / Jonas Hviid 83 pontos
9th China Team (CHN) Phil Robertson / Garth Ellingham / Kit Cheng / Nick Catley / Xiaqun Song 50 pontos
Por Antonio Alonso às 14h34
Considerado pelos adversários como o time com mais recursos nessa Regata Volta ao Mundo, o Abu Dahbi chega a Itajaí hoje de carona em um navio cargueiro, com sérios problemas estruturais e em cima da hora para participar da regata costeira, neste sábado. Durante a travessia do Pacífico, o barco apresentou (como quase todos os outros) uma delaminação na proa, que avançou rapidamente para um problema sério. A fibra perdeu resistência em quase todo o costado, o que obrigou reparos de emergência a bordo, que incluíram parafusos pregados no casco e uma verdadeira "cama de gato" de cabos no interior para manter a proa inteira. No tempo em que estiveram no Chile, os membros do time árabe fizeram os primeiros reparos no barco e esperam conseguir estar prontos pelo menos para a largada. Como disse o chefe da equipe de terra :"Se for possível, nós faremos". Pode ser que seja.
Da ZDL: O time da Abu Dhabi corre contra o tempo depois dos problemas estruturais que resultaram no abandono da quinta perna. A equipe chega na manhã desta quinta-feira (19) a Itajaí a bordo de um navio cargueiro vindo de Puerto Montt, no Chile. O veleiro será recebido por agentes no Porto de Itajaí antes de ser transportado para a Vila da Regata e toda a estrutura está montada para finalizar o trabalho, incluindo novos materiais e equipe de terra reforçada.
"Nós temos uma tarefa enorme de logística pela frente para deixar tudo 100%. Pena que o calendário esteja extremamente apertado", relata Mark Danks, chefe da equipe de terra do Abu Dhabi. "Nosso serviço foi facilitado por causa dos reparos prévios e estamos confiantes de que a obra vai avançar sem problemas".
As condições de mar atrasaram em 48 horas a chegada do barco, mas quatro tripulantes viajaram junto para adiantar o trabalho de reparos. O objetivo é vencer a Regata do Porto DHL. "Nós estamos contra o tempo, mas algumas coisas podemos controlar. As resinas têm tempos diferentes de cura e, por isso, há um limite de peso no casco. Temos de seguir o cronograma", explica o diretor da equipe Jamie Boag.
O representante dos Emirados Árabes Unidos emenda: "Nosso time vai correr a sexta perna e nós precisamos garantir a total segurança a bordo para suportar os impactos. O veleiro suspendeu a regata no dia 4 de abril, já que a embarcação não teria condições de passar pelo Cabo Horn sem danos maiores. "Foi uma regata contra a mãe natureza e ela ganhou essa batalha. Mas não a guerra".
Classificação -
1º - Telefónica (Iker Martínez) - 147 pontos
2º - Groupama (Franck Cammas) - 127 pontos
3º - Camper (Chris Nicholson) - 119 pontos
4º - Puma (Ken Read) - 113 pontos
5º - Abu Dhabi (Ian Walker) - 55 pontos
6º - Team Sanya (Mike Sanderson) - 25 pontos
Por Antonio Alonso às 08h42

Fábio Pillar e Gustavo Thiesen terão ainda de conquistar a vaga olímpica para o Brasil. Foto: Daniel Primo/CBVM
A menos de 100 dias para as Olimpíadas, a equipe olímpica do Brasil viaja para participar da Semana Olímpica Francesa, em Hyères. Considerada como parte do "Grand Slam" da Vela, Hyères é uma oportunidade importante para que os velejadores já classificados façam testes em equipamentos e regulagens sem a pressão de resultados. Mas nas classes 49er e 470 masculino, que ainda não garantiram vaga olímpica, a situação é bem diferente.
A Semana Francesa será vital para duas duplas que ainda estão em busca da classificação para as Olimpíadas de Londres. Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, por exemplo, vão correr em Hyères como parte final da preparação para o Mundial da classe 470, em Barcelona, a partir do dia 10 de maio. Na Espanha, estarão em jogo sete vagas para Londres/2012. "Não vamos pensando em resultados, mas em treinar para o Mundial e experimentar regulagens que podem nos deixar mais rápidos", explica Fabio.
A situação é a mesma da dupla da classe 49er, André Fonseca e Marco Grael. Os dois vão buscar a vaga para a Olimpíada no Mundial de Zadar, na Croácia, a partir do dia 4 de maio, e esperam ganhar em motivação com os bons ventos de Hyères. Foi justamente na Semana Olímpica Francesa que a dupla conseguiu seu melhor resultado até agora, o sétimo lugar do ano passado.
"Hyères é nosso último treino antes do Mundial e a última chance de treinar contra nossos adversários na briga pela vaga. Precisamos muito praticar as largadas e só com barcos em volta podemos fazer isso. Temos um carinho especial pelo local, pois tivemos bons resultados em edições passadas. Para nós, do 49er, é o inicio de uma batalha. Não será fácil, mas vamos lutar e torcer para sair vitorioso", analisa André.
Por Antonio Alonso às 08h28
Extreme está na China, mas temporada também terá etapa brasileira A frota do Extreme Sailing Series chegou ao estádio nesta quarta e a intensidade das batalhas foi alta, com o contato entre barcos, penalidades e o incrível número de 11 largadas queimadas em oito corridas. Para a satisfação de Roman Hagara, a Red Bull Sailing Team se manteve na liderança, mas o restante da frota teve a classificação alterada no final do dia. Hagara não é um homem de demonstrar emoções, mas era visível sua gratidão ao terminar a prova. O largo sorriso veio quando o comentarista chinês perguntou “por que ele era tão incrível?”. Hagara é um pouco herói da cidade que se orgulha do espírito olímpico, já que ele é bicampeão da modalidade e chama bastante a atenção por isso. A corrida começou com ventos de 12 nós no estádio Fushan Bay, as regatas chegaram a pegar ventos de 17 nós canalizados, o que gerou momentos de tensão. 6 das 9 equipes tiveram problemas na linha de pertida, sendo punidos por largarem antes e fora da linha, colocando-as em desvantagem, disputando então os últimos lugares. The Wave, Muscat quimou a largada por três vezes. O time teve que lutar para manter a segunda colocação e se surpreendeu com o acontecido. “Não tenho ideias de como estamos nessa posição. Acho que tivemos sorte por conta dos poucos ganhos em poucas corridas. Estar na segunda posição é uma surpresa”, disse McMillan. Red Bull Sailing Team se manteve no topo da classificação mesmo com os esforços do resto da frota – em particular de Oman Air e Groupe Edmond de Rothschild que fizeram pontos importantes. “O resultado foi bom, mas cometemos muitos erros. Temos que elevar nosso nível caso queiramos resultados ainda melhores. O time de Hagara está um passo a frente e já se mostrou um dos melhores nessa temporada. Não vamos alcançar nada se continuarmos competindo assim”, disse Hervé Cunningham, da equipe francesa. Recordista mundial, o velejador Loick Peyron e seu time ZouLou tiveram seu melhor dia desde a estreia na competição em Muscat, chegando a vencer uma das corridas e em outras três esteando entre os primeiros colocados. Os esforços foram o suficiente para conquistar o sexto lugar na classificação final. A equipe local China Team continuou a animar a multidão com o velejador olímpico Yngling Summer Song. Após terem que abandonar a sexta corrida para reparar danos do barco, a equipe voltou para a sétima corrida, mostrou esforços e conquistou o primeiro pódio. Capitão da equipe, Phil Robertson ficou agradecido com o desempenho da equipe. “Conseguimos nosso primeiro pódio. As condições eram perfeitas. É muito difícil e às vezes frustrante, mas estamos gostando muito das corridas curtas e rápidas." O time dinamarquês novato SAP Extreme Sailing Team começou a se encontrar na competição, vencendo a primeira corrida da equipe. Ramus Koster, um dos capitães, afirmou: “Na quarta corrida, tivemos uma largada muito boa frente aos outros. Mantivemos o primeiro lugar e depois ainda abrimos um pouco a distância”. O feito fez os dinamarqueses subirem um posição na classificação. Extreme Sailing Series 2012 Segunda Etapa, Qingdao, China Classificação após Dia 2, 14 corridas (18.4.12)
Posição / Equipe / Pontos
1- Red Bull Sailing Team (AUT) Roman Hagara / Hans Peter Steinacher / Matthew Adams / Graeme Spence, Pierre Le Clainche 90 pontos
2- The Wave, Muscat (OMA) Leigh McMillan / Ed Smyth / Pete Greenhalgh / Hashim Al Rashdi / Rachel Williamson 83 pontos
3- Oman Air (OMA) Morgan Larson / Will Howden / Charlie Ogletree / Nasser Al Mashari / Max Bulger 79 pontos
4- Groupe Edmond de Rothschild (FRA) Pierre Pennec / Jean-Christophe Mourniac / Hervé Cunningham / Bernard Labro / Romain Petit 78 pontos
5- GAC Pindar (GBR) Ian Williams / Mark Ivey / Mark Bulkeley / Adam Piggot / Andrew Walsh 75 pontos
6- ZouLou (FRA) Loick Peyron / Philippe Mourniac / Jean-Sébastien Ponce / Bruno Jeanjean / Patrick Aucour 72 pontos
7- Alinghi (SUI), Pierre-Yves Jorand / Tanguy Cariou / Nils Frei / Yves Detrey / Charles Favre 68 pontos
8t- SAP Extreme Sailing Team (DEN) Jes Gram-Hansen / Rasmus Kostner / Pete Cumming / Christian Kamp / Jonas Hviid 50 pontos
9- China Team (CHN) Phil Robertson / Garth Ellingham / Kit Cheng / Nick Catley / Xiaqun Song 34 pontos
Por Antonio Alonso às 08h19
Extreme está na China, mas temporada também terá etapa brasileira A frota do Extreme Sailing Series chegou ao estádio nesta quarta e a intensidade das batalhas foi alta, com o contato entre barcos, penalidades e o incrível número de 11 largadas queimadas em oito corridas. Para a satisfação de Roman Hagara, a Red Bull Sailing Team se manteve na liderança, mas o restante da frota teve a classificação alterada no final do dia. Hagara não é um homem de demonstrar emoções, mas era visível sua gratidão ao terminar a prova. O largo sorriso veio quando o comentarista chinês perguntou “por que ele era tão incrível?”. Hagara é um pouco herói da cidade que se orgulha do espírito olímpico, já que ele é bicampeão da modalidade e chama bastante a atenção por isso. A corrida começou com ventos de 12 nós no estádio Fushan Bay, as regatas chegaram a pegar ventos de 17 nós canalizados, o que gerou momentos de tensão. 6 das 9 equipes tiveram problemas na linha de pertida, sendo punidos por largarem antes e fora da linha, colocando-as em desvantagem, disputando então os últimos lugares. The Wave, Muscat quimou a largada por três vezes. O time teve que lutar para manter a segunda colocação e se surpreendeu com o acontecido. “Não tenho ideias de como estamos nessa posição. Acho que tivemos sorte por conta dos poucos ganhos em poucas corridas. Estar na segunda posição é uma surpresa”, disse McMillan. Red Bull Sailing Team se manteve no topo da classificação mesmo com os esforços do resto da frota – em particular de Oman Air e Groupe Edmond de Rothschild que fizeram pontos importantes. “O resultado foi bom, mas cometemos muitos erros. Temos que elevar nosso nível caso queiramos resultados ainda melhores. O time de Hagara está um passo a frente e já se mostrou um dos melhores nessa temporada. Não vamos alcançar nada se continuarmos competindo assim”, disse Hervé Cunningham, da equipe francesa. Recordista mundial, o velejador Loick Peyron e seu time ZouLou tiveram seu melhor dia desde a estreia na competição em Muscat, chegando a vencer uma das corridas e em outras três esteando entre os primeiros colocados. Os esforços foram o suficiente para conquistar o sexto lugar na classificação final. A equipe local China Team continuou a animar a multidão com o velejador olímpico Yngling Summer Song. Após terem que abandonar a sexta corrida para reparar danos do barco, a equipe voltou para a sétima corrida, mostrou esforços e conquistou o primeiro pódio. Capitão da equipe, Phil Robertson ficou agradecido com o desempenho da equipe. “Conseguimos nosso primeiro pódio. As condições eram perfeitas. É muito difícil e às vezes frustrante, mas estamos gostando muito das corridas curtas e rápidas." O time dinamarquês novato SAP Extreme Sailing Team começou a se encontrar na competição, vencendo a primeira corrida da equipe. Ramus Koster, um dos capitães, afirmou: “Na quarta corrida, tivemos uma largada muito boa frente aos outros. Mantivemos o primeiro lugar e depois ainda abrimos um pouco a distância”. O feito fez os dinamarqueses subirem um posição na classificação. Extreme Sailing Series 2012 Segunda Etapa, Qingdao, China Classificação após Dia 2, 14 corridas (18.4.12)
Posição / Equipe / Pontos
1- Red Bull Sailing Team (AUT) Roman Hagara / Hans Peter Steinacher / Matthew Adams / Graeme Spence, Pierre Le Clainche 90 pontos
2- The Wave, Muscat (OMA) Leigh McMillan / Ed Smyth / Pete Greenhalgh / Hashim Al Rashdi / Rachel Williamson 83 pontos
3- Oman Air (OMA) Morgan Larson / Will Howden / Charlie Ogletree / Nasser Al Mashari / Max Bulger 79 pontos
4- Groupe Edmond de Rothschild (FRA) Pierre Pennec / Jean-Christophe Mourniac / Hervé Cunningham / Bernard Labro / Romain Petit 78 pontos
5- GAC Pindar (GBR) Ian Williams / Mark Ivey / Mark Bulkeley / Adam Piggot / Andrew Walsh 75 pontos
6- ZouLou (FRA) Loick Peyron / Philippe Mourniac / Jean-Sébastien Ponce / Bruno Jeanjean / Patrick Aucour 72 pontos
7- Alinghi (SUI), Pierre-Yves Jorand / Tanguy Cariou / Nils Frei / Yves Detrey / Charles Favre 68 pontos
8t- SAP Extreme Sailing Team (DEN) Jes Gram-Hansen / Rasmus Kostner / Pete Cumming / Christian Kamp / Jonas Hviid 50 pontos
9- China Team (CHN) Phil Robertson / Garth Ellingham / Kit Cheng / Nick Catley / Xiaqun Song 34 pontos
Por Antonio Alonso às 08h19
A regata Full Crew Farallon Islands tem uma história de 143 anos sem nenhuma morte. É uma regata de médio percurso, 56 milhas entre ida e volta, partindo de São Francisco e contornando um conjunto de rochas chamado Farallon Islands. Neste fim de semana, no entanto, duas ondas lavaram o convés de um veleiro Sydney 38 exatamente quando ele estava nas proximidades das ilhas e jogou os oito tripulantes no mar. No mesmo dia, a guarda costeira resgatou dois agarrados às rochas, um outro na água e encontrou um corpo sem vida. Quatro velejadores permaneceram desaparecidos, mas agora as buscas foram declaradas encerradas.
O vídeo acima (em inglês) tem imagens do resgate e conta como foi o acidente. No site Mail Online, há detalhes sobre as vítimas que estavam a bordo.
Por Antonio Alonso às 09h01

Da assessoria: Apesar da segunda etapa ainda não ter sido aberta ao público, milhares de pessoas foram até a beira mar para ver o primeiro dia de corridas do Extreme Sailing Series. A equipe chinesa recebeu o maior apoio na estreia na competição, mas foram os austríacos do Red Bull Sailing Tean, liderado por Homam Hagara e seus companheiros olímpicos, que usaram o maior conhecimento na água para fechar na liderança ao final do primeiro dia de competições.
Seis corridas foram disputadas hoje, resultando em quatro vencedores diferentes. As corridas aconteceram próximo à beira mar, o suficiente para o público acompanhar as ações de um dia de brisas amenas, o que exigiu habilidade dos velejadores, como explica Roman Hagara. “Foi difícil porque os ventos eram brandos e a maré estava alta. Se você esteve em um bom lugar na hora da largada, possivelmente se deu bem. Porém, ao longo do dia os ventos aumentaram e pudemos avançar na classificação”.
A batalha pela liderança foi dura entre Red Bull Sailing Team, The Wave, Muscat e GAC Pindar. A equipe britânica GAC Pindar saiu na frente e venceu a primeira corrida. Porém, Leigh McMillan, a frente da The Wave, Muscat se recuperou e venceu as duas seguintes. Eles ainda venceram a quinta corrida, mas não foi suficiente para superar o time de Hagara. “Foi realmente um dia muito bom para nós. Estamos felizes com o resultado. A Red Bull teve um dia extraordinário e, mesmo quando estávamos vencendo as corridas, eles estavam logo atrás de nós, dificultando que abríssemos vantagem”, disse McMillan.
O China Team mostrou bons momentos, incluindo um quarto lugar na segunda corrida. Dois incidentes mostraram como até mesmo velejadores experientes podem ser pegos de surpresa, como explica Phil Robertson, da ZouLou. “Nós estamos adorando isso. Apesar de dois de nossos tripulantes terem caídos do barco e nos prejudicado um pouco, ficamos felizes com o resultado final”.
A Oman Air lutou para encontrar a impressionante forma que os fizeram vencer a primeira etapa em Muscat, há apenas seis semanas. “Nós não tínhamos a ilusão de que seria fácil só porque vencemos o evento inicial”, disse Morgan Larson, que finalizou a prova na quinta posição, quatro pontos atrás dos do Groupe Edmond de Rothschild, que também teve um dia inconstante. Os próximos dias de competição prometem ser animados, com o início das corridas em estádio. O cenário está muito parecido com a primeira etapa com as equipes de Hagara e Williams muito bem no começo , mas com ameaça da equipe de Morgan Larson.
O evento foi oficialmente inaugurado na noite anterior na cerimônia de inauguração, organizada pela Associação Náutica de Qingdao (QDYA). O show começou com um um espetáculo impressionante de luzes e artistas locais encenando danças tradicionais chinesas. Cada membro da tripulação teve a bandeira nacional apresentado à multidão. A cerimónia teve lugar na Praça Octogonal dentro da vila olímpica, com mais de 2 mil convidados locais reunidos para presenciar o espetáculo. O show terminou com um show espetacular de fogos de artifício.
Extreme Sailing Series 2012 Segunda etapa, Qingdao, China classificação após 1 Dia - 6 corridas (17.4.12)
Posição / Equipe / Pontos
1- Red Bull Sailing Team (AUT) Roman Hagara, Hans Peter Steinacher, Matthew Adams, Graeme Spence, Pierre Le Clainche 47 pontos
2- The Wave, Muscat (OMA) Leigh McMillan, Ed Smyth, Pete Greenhalgh, Hashim Al Rashdi, Rachel Williamson 44 pontos
3- GAC Pindar (GBR) Ian Williams, Mark Ivey, Mark Bulkeley, Adam Piggot, Andrew Walsh 37 pontos
4- Groupe Edmond de Rothschild (FRA) Pierre Pennec, Jean-Christophe Mourniac, Hervé Cunningham, Bernard Labro, Romain Petit 32 pontos
5- Oman Air (OMA) Morgan Larson, Will Howden, Charlie Ogletree, Nasser Al Mashari, Max Bulger 28 pontos
6- Alinghi (SUI), Pierre-Yves Jorand, Tanguy Cariou, Nils Frei, Yves Detrey, Charles Favre 26 pontos
7- ZouLou (FRA) Loick Peyron, Philippe Mourniac, Jean-Sébastien Ponce, Bruno Jeanjean, Patrick Aucour 24 pontos
8- China Team (CHN) Phil Robertson, Garth Ellingham, Kit Cheng, Nick Catley, Xiaqun Song 18 pontos
9- SAP Extreme Sailing Team (DEN) Jes Gram-Hansen, Rasmus Kostner, Pete Cumming, Christian Kamp, Jonas Hviid 14 pontos
Por Antonio Alonso às 17h58

Foto: PAUL TODD/Volvo Ocean Race
O Camper cruzou a linha de chegada em Itajaí às 9h35 desta terça-feira, 31 dias depois de largar da Nova Zelândia, na perna mais dramática desta Volvo Ocean Race. O quarto lugar garante 15 pontos ao barco hispano-neozelandês. Na classificação geral, estes 15 pontos colocam o Camper em terceiro lugar, atrás de Telefónica e Groupama e à frente do Puma, o primeiro a cruzar a linha em Itajaí.
"Antes de deixar Auckland, a gente acreditou que tinha um potencial enorme para vencer esta perna. Acreditávamos nisso especialmente pela confiabilidade do nosso barco", disse o skipper Chris Nicholson. "Mas, como acontece sempre, essa regata apresenta várias surpresas e essa [a quebra] foi uma delas. Nós fizemos muitos testes com esse barco e ele nunca apresentou nenhum problema, desde o primeiro dia".
O Camper foi obrigado a parar no dia 3 de abril e passou seis dias na cidade chilena de Puerto Montt consertando danos estruturais graves no casco.
Por Antonio Alonso às 12h56

A segunda etapa do Extreme Sailing Series 2012 está se aproximando rapidamente e, em menos de uma semana, a ilustre cidade de Qingdao hospedará as nove equipes competidoras do evento. As regatas vão acontecer entre os dias 17 e 20 de abril quando o evento retorna para o local das olimpíadas de 2008 pelo segundo ano consecutivo; um modelo de estádio perfeito para o estilo da competição.
As equipes de Omã Oman Air e The Wave, Muscat têm uma vantagem no começo da etapa chinesa, pois marcaram mais pontos na etapa de abertura da competição. Morgon Larson e a tripulação da Oman Air conseguiram vitória sobre o Groupe Edmond de Rothschild no final da corrida, mas o capitão Pierre Pennec está confiante para essa etapa. “No ano passado, entramos na competição em Qingdao muito conservadores. Este ano será diferente. Para estar à frente dos demais, será preciso correr alguns riscos. O nível das regatas estará melhor do que em Muscat”, disse Pennec.
Qingdao está presente na memória dos velejadores, pois muitos representavam seus países nas olimpíadas de 2008. Entre eles está o Red Bull Sailing Team, capitaneado pelo bicampeão olímpico, Roman Hagara, que tem memórias da navegação em Qingdao. “Estou muito ansioso para correr aqui. É como a minha segunda casa. Ficamos um mês na China antes de começarem os jogos olímpicos para treinamento”, disse Hagara.
Red Bull Sailing Team foi um dos quatro times que capotaram em Qingdao em 2011, durante um dia que se tornou histórico para a competição. Ian Williams e a GAC Pindar estavam entre as vítimas das terríveis condições daquele dia e Williams lembrou: “Qingdao nos proporcionou de tudo no último ano e consequentemente foi um aprendizado para o time todo. Esse ano estamos bem mais preparados para o que vier”. A GAC Pindar teve uma corrida sólida na primeira etapa, terminando na quinta posição, o que fez a equipe ganhar confiança.
O publico é esperado em massa para os dias 18 a 20 de abril, apoiando os velejadores chineses Kit Cheng e Xiagun Song a bordo do barco local da China. Presente na classe Yngling, Xiaqun é uma das duas mulheres na competição – a outra é a britânica Rachel Williamson, da The Wave, Muscat.
Alguns novos rostos estarão na linha de largada em Qingdao em quatro dos times anunciados.Pierre-Yves Jorand, da Suiça, assumirá o lugar de Ernesto Bartarelli na Alingui, o que permitirá que Charles Favre assuma o comando da tripulação da TILT. Marinheiro dinamarquês campeão do World Match Racing Tour em 2010, Christian Kamp vai assumir o lugar de Simon Hiscocks na entrada dinamarquês. Ambos fazendo sua estreia no Extreme Sailing Series em Qingdao, Patrick Aucour, que se juntará a Loïck Peyron na Zoulou no lugar de Antoine Joubert, e Romain Petit, que irá substituir Chatenet Adeline na equipe francesa Groupe Edmond de Rothschild.
Os fãs do evento poderão acompanhar a cobertura online da competição, com cobertura do comentarista britãnico Richard Simmonds. A cobertura começara na quarta-feira, dia 18 de abril no site oficial do Extreme Sailing Series.
Extreme Sailing Series 2012 Classificação geral
Posição / Equipe / Pontos
1- Oman Air (OMA) 10 pontos
2- The Wave, Muscat (OMA) 9 pontos
3- Groupe Edmond de Rothschild (FRA) 8 pontos
4- Red Bull Sailing Team (AUT) 7 pontos
5- GAC Pindar (GBR) 6 pontos
6- ZouLou (FRA) 5 pontos
7- Alinghi (SUI), 4 pontos
8- Team Trifork (DEN) 3 pontos
Por Antonio Alonso às 10h32

Este é o novo TP52 Azurra, provavelmente o último de sua estirpe a ser construído. Uma classe moderna, de veleiros velozes e iguais, surgiu para tomar o posto dos Farr40 como principal classe OneDesign do mundo. Em certo sentido, ele conseguiu isso. Pelo menos até o final do ano passado, quando a Audi cancelou o patrocínio da Audi Med Cup e a classe ficou órfã. O Azurra vai disputar a Palmavela, na espanha, provavelmente com apenas outros três TP52. É a crise europeia deixando sua marca na história da Vela.
Por Antonio Alonso às 09h00

O Lancer Evo perdeu a segunda colocação na última perna. Foto: Ro Fernandez
O melhor brasileiro foi o Lancer Evo, de Souza Ramos, em terceiro lugar, uma posição à frente dos gaúchos do Crioula. Este foi o segundo título do Pisco em duas etapas do Sul-americano
Na segunda etapa do Sul-americano de S40, os brasileiros conseguiram velejar melhor e o Lancer Evo chegou à última regata com chances de título. Depois de velejar boa parte da prova numa posição que lhe garantiria o segundo lugar em Higuerillas, no Chile, o Lancer Evo foi ultrapassado na perna final e terminou na terceira colocação, uma posição à frente do gaúcho Crioula.
Relato do último dia pela Classe S40: O dia começou com ventos fracos na Baía de Higuerillas, assim Comitê da Corrida decidiu levantar a bandeira de adiamento em terra. Enquanto isso, as equipes aproveitaram o atraso para discutir e trocar pontos de vista das regatas do dia anterior. Às 13h, a comissão de regatas decidiu que havia condições para regata e marcou a largada para as 14h.
As condições no momento da largada eram de cerca de 5-6 nós de vento e swell de oeste com cerca de 2 metros. Ao contrário do resto da flotilha, Pisco Sour e Claro largaram pelo lado esquerdo. O resto largou entre o meio da linha e a lancha da comissão de regatas. Esta estratégia decisão acabou sendo fundamental para o resultado da corrida. O Entel largou escapado e teve de retornar à linha de partida, enquanto o Movistar tocou a comissão e o BCI não encontrou espaço para largar entre os adversários e a comissão de regatas, o que lhe rendeu um atraso de vários minutos.
Na primeira perna de contravento, o Pisco Sour permaneceu lado esquerdo da raia, o lugar certo para receber uma rondada que o permitiu cruzar na frente de toda a flotilha no último terço da perna. Assim, o Sour Pisco abriu uma vantagem de 30 segundos já na primeira bóia. Atrás dele vinham Patagônia, Claro, Entel e Lancer Evo.
No primeira popa, o Pisco Sour conseguiu controlar a flotilha, mas lá atrás o brasileiro Lancer Evo subia 3 posições, para o segundo lugar, seguido de perto por Entel e Claro. Com estas posições, o Lancer Evo seria o segundo no campeonato, mas o Claro não iria se entregar tão facilmente.
No segundo contravento, os primeiros sete barcos escolheram o lado esquerdo da raia, tentando se beneficiar do trajeto que o Pisco havia feito na primeira perna. O Pisco Sour conseguiu aumentar a sua vantagem para 45 segundos sobre o segundo colocado (Entel), enquanto o Claro se aproximava perigosamente do Evo Lancer. Ambos acabaram montando a bóia praticamente juntos.
A última perna de popa definiria o destino do Lancer Evo nesta etapa. O vento aumentou para cerca de 11 nós e deixou o pessoal do Pisco Sour bastante nervoso, já que o pelotão vinha com mais vento do que o loíder. O Entel chegou a se aproximar bastante, forçando o Pisco a marcá-los atentamente para defender a liderança. Mais atrás, o Claro arriscou orçou até o limite da raia para atacar o Lancer Evo no jibe. Essa tática deu resultado e, na metade da perna, o Claro conseguiu ultrapassar o Lancer Evo, sentenciá-lo a um 4º lugar na regata e – mais importante — um 3º lugar geral na etapa.
A classificação final da última regata foi: 1) Pisco Sour, 2) Entel, 3) Claro, 4) LancerEvo 5) VTR, 6) Izod, 7) Crioula, 8) Mitsubishi, 9) Patagonia, 10) Movistar, 11 ) e BCI 12) Santander.
Paul "Jack" Amunátegui, timoneiro do Pisco Sour, nos deixou suas impressões sobre a vitória: "Começamos o dia com muita pressão porque éramos muitos barcos que estavam lutando na ponta e muito perto em pontos. As condições foram muito difíceis, com pouco vento e muitas ondas. Para a largada, Guille [Parada] me pediu para largar à esquerda, porque ao contrário das regatas anteriores, o vento estava entrando por este setor e ali havia menos ondas. Nós demos muita velocidade ao barco e uma rondada nos permitiu cruzar à frente de toda a flotilha".
Quem comemorou bastante o resultado foi o Claro, que garantiu a segunda colocação graças a uma ultrapassagem sobre o brasileiro Lancer Evo na última perna. "Entramos juntos com o Lancer Evo no último popa. A princípio, o rumo para a chegada era quase direto, mas com uma boa distância sobre os barcos que vinham mais atrás, decidimos abrir a raia, orçando o máximo para depois poder atacar o Evo no jibe, e foi assim que conseguimos ultrapassá-los", contou o comandante Dag Von Appen.
A terceira etapa do Sul-americano de S40 acontece de 21a 24 de junho, em Ilhabela. Uma etapa no Rio e outra em Buenos Aires completam o calendário Sul-americano. A flotilha européia perdeu o patrocínio da Audi, na Audi Med Cup, mas vai começar seu campeonato dia 24 de maio, em Barcelona.
Resultados finais da segunda etapa:
PISCO SOUR 25 pontos perdidos
CLARO 29 pp.
LANCER EVO 31 pp.
CRIOULA 41 pp.
ENTEL 41 pp.
PATAGONIA 46 pp.
MOVISTAR 48 pp.
BCI 53 pp.
I-ZOD 57 pp.
MITSUBISHI 58 pp.
VTR 69 pp.
SANTANDER 73 pp.
Por Antonio Alonso às 16h32

Reprodução de MercuryNews.com
A guarda costeira dos EUA resgatou três pessoas e procura outras quatro após um acidente que deixou um morto na regata Farallon Islands Race, nos EUA. Segundo um dos sobreviventes, duas ondas lavaram o convés do veleiro Sydney de 38 pés, atirando os tripulantes na água. Uma pessoa foi retirada do mar sem vida e outros três, já com sinais de hipotermia, foram resgatados. Duas pessoas estavam nas pedras que fazem parte do arquipélago de Farallon Islands, a 27 milhas de San Francisco, e uma terceira foi resgatada da água.
As buscas na tarde deste domingo contaram com um helicóptero e dois barcos.
Por Antonio Alonso às 23h14
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.