Blog do José Cruz

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24/03/2012

Pesqueiro-fantasma japonês aparece no Canadá após um ano perdido no mar

Um pesqueiro japonês desaparecido desde o ano passado, quando um terremoto seguido por um tsunami arrasou parte do país, foi avistado na costa  do Canadá. O barco passou um ano à deriva sem nenhum tripulante a bordo.

O pesqueiro foi avistado pela primeira vez por uma patrulha aérea militar canadense. Segundo pesquisadores da Universidade do Havaí, o tsunami gerou mais de 25 milhões de toneladas de escombros, das quais pelo menos quatro milhões foram para o mar.

As autoridades canadenses informaram que, aparentemente, não há nenhum indício de vazamento de óleo do barco.

Por Antonio Alonso às 21h51

Chuva em Ilhabela adia decisão da Copa Suzuki

Tomgape 2, ex-Touché, é o favorito na ORC

Da ZDL de Comunicação -Os 50 barcos que disputam a Copa Suzuki Jimny decidem neste domingo (25) a primeira etapa no Yacht Club de Ilhabela (YCI). As regatas finais foram adiadas por causa do mau tempo no litoral norte paulista no sábado (24). Com chuva e sem vento no canal, a Comissão não conseguiu realizar as provas em todas as classes do circuito. A previsão da meteorologia para o dia seguinte indica tempo nublado com ventos com na direção sudoeste e média de 8 nós.

O dia sem regatas ajudou os líderes da competição, que podem confirmar o título no domingo. Quem está na briga aposta todas as fichas nas próximas provas e na entrada do descarte do pior resultado, exceto na HPE que já contabilizou. "Para a pontuação na tabela foi vantajoso não correr, mas todos querem se divertir e afiar as manobras. Começamos bem esse campeonato de alto nível e precisamos administrar essa vantagem. É estar 100%, já que a HPE é muito equilibrada", explica Carlos Henrique Wanderley, comandante do Bond Girl, líder da classificação geral da HPE. 

O tempo oscilou bastante em Ilhabela neste sábado. Pela manhã alguns raios de sol e a possibilidade de chuva era grande. Na água, a Comissão de Regatas, às 12h50, fez uma tentativa de largada, mas o vento acabou na primeira boia. Após uma hora de espera, e baseado nas informações das equipes de terra no Yacht Club de Ilhabela e em São Sebastião, os árbitros tentaram dar nova largada no meio do canal, na altura da Praia do Viana, mas a chuva dissipou a rajada que vinha de sul.

O experiente velejador Daniel Glob, que participou da Olimpíada de 1996, reconhece não correr por causa do vento é ruim, inclusive para quem está em primeiro. "Ficar boiando faz parte do nosso esporte. A gente depende das forças na natureza. Antes das regatas as tripulações preparam os barcos, fazem ajustes e ficam prontas pra correr. Agora é torcer para o tempo melhorar", adianta o tático do Avantto, quinto no geral.

Após quatro regatas na ORC, classe em que é necessário rating para apontar o ganhador, o Tomgape (Sérgio Cardoso) lidera com vantagem sobre o Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva), e o Carioca (Roberto Martins). O primeiro colocado da BRA-RGS A é o Inaê Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho). Na B, o Nomad (Mauro Dottori) é o ponteiro e na C é o Rainha (Leonardo Pacheco). Entre os Cruiser, o Hélios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) venceu as quatro disputadas.

No C30, classe one-design como a HPE, o Barracuda (Humberto Diniz) venceu os quatro duelos com o +Realizado (José Apud) e só precisa vencer uma para levar o título da primeira etapa. As regatas de domingo estão programadas para o meio-dia no Yacht Club de Ilhabela.

Resultados 

ORC - após quatro regatas
1º - Tomgape (Sérgio Cardoso) - 4 pontos perdidos (1+1+1+!)
2º - Carioca (Roberto Martins) - 11 (4+3+2+2)
3º - Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 11 (2+2+4+3)

ORC 30 pés- após três regatas
1º - Sextante (Thomas Leomil Shaw) - 4 (1+1+2) 
2º - Colin (Sebastian Menendez) - 5 (2+1+2)
3º - Mashallah (Guillermo Henderson Larrobla) - 11 (4+4+3)

HPE - após seis regatas e um descarte
1º - Bond Girl (Rick Wanderley) - 7 (1+3+9+1+1+1)
2º - Take Ashauer (Marcos Ashauer) - 18 (3+7+2+2+4+7)
3º - Iansã (Arthur Vasconcellos) - 19 (9+2+1+4+7+5)
4º - Ginga (Breno Chvaicer) - 21 (8+1+3+7+6+4)
5º - Avantto (Dario Galvão) - 24 (5+6+5+3+5+17)
6º - SER Glas Eternity (Marcelo Bellotti) - 25 (10+10+4+6+3+2)

RGS-A - após quatro regatas 
1º - Inaê-Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho) - 7 (1+3+1+2)
2º - Fram (Felipe Aidar) - 11 (7+1+2+1)
3º - BL3 (Clauberto Andrade) - 11 (2+2+3+4)

RGS-B - após quatro regatas 
1º - Nomad (Mauro Dottori) - 5 (1+1+1+2)
2º - Blue Too (Domingos Carelli) - 9 (2+2+2+3)
3º - Asbar II (Sérgio Klepacz) - 14 (4+3+3+4)

RGS-C - após quatro regatas 
1º - Rainha (Leonardo Pacheco) - 6 (1+1+3+2)
2º - Ariel (Luis Pimenta) - 7 (3+2+1+1)
3º - Jazz 4 (Volnys Bernal) - 13 (4+3+3+3)

RGS-Cruiser - após quatro regatas 
1º - Helios/Sírio Libanês (Marcos Lobo) - 4 (1+1+1+1)
2º - Cocoon (Luiz Caggiano) - 10 (2+2+3+3)
3º - Pirajá (Rubens Bueno) - 12 (3+5+2+2)

C30 - após quatro regatas 
1º - Barracuda (Humberto Diniz) - 4 (1+1+1+1)
2º - Realizado (José Apud) - 8 (2+2+2+2)

Por Antonio Alonso às 21h35

Oceano austral faz novas vítimas: Camper sofre dano na proa

O Camper perdeu a liderança e gastou mais ou menos 12 horas de trabalho para tentar consertar uma antepara dianteira que quebrou durante uma pancada em uma onda. "A proa ficou maleável, foi como se o barco tivesse caído de uma altura de dois andares". O barco agora está fora de perigo, mas a situação na proa ainda requer supervisão. A avaria levou o Camper da liderança para a quarta posição (o que não é nada nobre, numa flotilha de cinco barcos), quase 100 milhas atrás do Groupama. O Telefónica segue implacável em segundo lugar.

Por Antonio Alonso às 15h28

23/03/2012

Adolescente confessa que pilotava o jet que matou menina de 3 anos em Bertioga



O garoto de 13 anos acusado de atropelar e matar uma menina de três anos em Bertioga, admitiu pela primeira vez que estava dirigindo o veículo. Em fevereiro, o advogado da família da meina havia feito uma simulação do acidente e disse ser "quase impossível o jet ter ficado desgovernado por quase um minuto", tempo que a embarcação navegou antes de atingir a garota.

Segundo matéria da Agência Estado reproduzida aqui no UOL, a confissão foi feita em oitiva informal --depoimento previsto no artigo 179 do Estatuto da Criança e do Adolescente-- na Vara da Infância e Juventude da cidade. O adolescente também chorou muito e disse que levava na garupa outro garoto de 13 anos.

Essa confissão muda bastante o cenário da investigação, que trabalhava com a possibilidade de o jet ter sido apenas ligado pelo garoto e de ter navegado sozinho até atropelar a garota.

Uma testemunha também afirmou ter visto um homem levando o jet ski até a praia no dia do acidente em um quadriciclo vermelho e depois se afastar, deixando a embarcação com os menores. Para pilotar jet, é preciso ser maior de idade e ter carteira de arrais amador.

Clique aqui para ler a notícia completa

Por Antonio Alonso às 18h55

Capitania dos Portos do Paraná resgata pescadores à deriva

Pescadores resgatados e militares da Capitania dos Portos do Paraná, responsáveis pela operação de socorro

Informações da Marinha: Ocupantes de um barco de pesca que estava à deriva na Baía de Paranaguá, no Paraná, foram resgatados, na noite do dia 4 de março, por militares da Capitania dos Portos do Paraná (CPPR). O pedido de socorro chegou por meio de um telefonema da esposa de um dos quatro ocupantes do barco “Barbaridade III”. Ela relatou que os amigos, todos empresários em Curitiba, haviam saído para pescar, quando o barco teve problemas no motor.

A bordo da Lancha “Robalo”, o Primeiro-Tenente Borba e os Sargentos Nonato, Marroque e Wenderson enfrentaram o mar revolto e condições climáticas desfavoráveis para conduzir a operação. Com ajuda de boias e coletes salva-vidas, os militares lançaram-se ao mar e conseguiram trazer os pescadores um a um para bordo da lancha da Capitania. Após atestar que todos estavam em bom estado de saúde, a CPPR os conduziu até a marina, localizada no município vizinho de Pontal do Paraná, onde estavam seus pertences.

O Capitão dos Portos do Paraná, Capitão-de-Mar-e-Guerra José Henrique Corbage Rabello, ressaltou que enquanto recebiam as primeiras informações sobre o evento, os militares de plantão, na sede da CPPR, mantiveram contato com a marina, onde o barco é associado. “Importante destacar o comprometimento e a experiência de navegação na região da nossa tripulação, fomentada pelo incremento das ações de Inspeção Naval, mormente por ocasião da “Operação Verão”, comentou o Comandante Rabello.

Por Antonio Alonso às 10h44

Atrasado e avariado, Team Sanya já fala abertamente em não vir ao Brasil

O Camper (foto) lidera a flotilha. Foto: Hamish Hooper/CAMPER ETNZ/Volvo Ocean Race

Como eu adiantei ontem, é muito provável que o Team Sanya nem passe pelo Brasil durante esta edição da Volvo Ocean Race. Neste momento o barco chinês de tripulação internacional está retornando para a Nova Zelândia, com leme de fortuna e um remendo de emergência no casco. Esse retorno ainda deve demorar três ou quatro dias. A regata costeira em Itajaí acontece só daqui a um mês, no dia 21 de abril. Mesmo assim, o Team Sanya já admitiu que o objetivo "realista" é voltar na parada seguinte, em Miami.

"Claro que o ideal seria estar na regata costeira de Itajaí, mas as opções de cargueiros entre a Nova Zelândia e o Brasil são limitadas e o tempo corre contra nós. Nossa opção mais realista é colocar o barco em um cargueiro rumo aos Estados Unidos para assegurar que estejamos em condições de regata na linha de partida da regata costeira de Miami [no dia 19 de maio]", reconheceu o comandante Mike Sanderson. "Nós ainda estamos fazendo tudo o que podemos para encontrar outras opções. Se aparecer qualquer chance de levar o barco para Itajaí, nós vamos agarrar. Mas, por enquanto, Miami é o cenário mais provável".

O Team Sanya quebrou a madre do leme enquanto liderava a flotilha velejando a 25 nós de velocidade. Essa peça atravessa o casco e é um eixo, que transmite direção ao leme propriamente dito. Com a quebra, muita água entrou no compartimento de popa, "três ou quatro toneladas", segundo os tripulantes. Essa água já foi retirada e o buraco tapado com um pedaço de carbono.

Enquanto eu escrevia este post, o Camper liderava, com uma margem de quase 20 milhas sobre o Groupama. A flotilha está velejando em um pelotão e o único levemente diferente ali é o PUma, que está um pouco mais ao sul, onde teoricamente os ventos são mais fortes.

Por Antonio Alonso às 10h37

Primeira etapa da Copa Suzuki termina este fim de semana em Ilhabela

O Nomad lidera na RGS-B. Foto: Aline Bassi/Balaio de Ideias

José Romariz fala do Palmares

 

Da ZDL de Comunicação -Com regatas equilibradas e raias lotadas, a Copa Suzuki Jimny 2012 apresentou uma tendência nas primeiras provas da temporada, que ocorreram no fim de semana passado no Yacht Club de Ilhabela (YCI). As equipes quase não erraram, a disputa ficou ainda mais acirrada em todas as classes e a decisão saiu no entrosamento e talento das tripulações. O circuito de vela oceânica reuniu 47 barcos no litoral norte paulista e sua primeira etapa será concluída no próximo domingo (25), nas categorias ORC, BRA-RGS, C30 e HPE.

A igualdade entre os barcos apareceu em quase todas as classes, mesmo que o resultado aponte vantagem para A ou B. No caso da HPE, por exemplo, 16 embarcações disputam o título e todas têm chance de sair com a vitória na primeira etapa. Na BRA-RGS A, os líderes também têm pouca vantagem para os vices.

"Poucos anos atrás numa regata era possível ver uma enormidade de erros em todas as equipes. Agora isso mudou, é muito difícil ver uma tripulação que cometa muitos equívocos. Isso só beneficia a vela de oceano, principalmente a nova geração, que está aprendendo com os mais experientes como eu", diz José Romariz Filho, comandante do Palmares, veleiro da classe BRA-RGS B.

O Palmares alterou parte da tripulação para 2012 e as primeiras regatas, segundo Romariz, são usadas para pegar ritmo e dar experiência aos novos integrantes. "Nós estamos recomeçando o trabalho após mudança da parte da tripulação. Nossos adversários melhoraram muito e treinaram forte para essa temporada. Vamos continuar com a mesma dedicação, mas creio que o título de 2011 não será repetido", destaca o comandante do Palmares, que está em quarto lugar na tabela.

O regulamento prevê a entrada dos descarte nas próximas regatas, o que favorece quem não velejou bem em uma prova. O Fram (Felipe Aidar) é um exemplo. Por causa de um protesto, a equipe da classe BRA-RGS A foi desclassificada e perdeu sete pontos. Com a retirada do pior resultado, se o time mantiver a regularidade, pode reassumir a liderança, que agora está nas mãos do Inaê-Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho).

"O campeonato está cada vez mais difícil e nós temos que acertar todas as manobras. Se isso não ocorrer de maneira perfeita, os outros times muito bem treinados nos superam. Por isso, nós continuamos a ir pra água mais cedo para ganhar ritmo", explica Felipe Aidar, comandante do Fram.

A liderança na BR-RGS B é o Nomad (Mauro Dottori), com três vitórias e um segundo lugar, seguido pelo Blue Too (Domingos Carelli). Na C, duelo quase empatado entre Rainha (Leonardo Pacheco) e Ariel (Luis Pimenta), com seis e sete pontos perdidos, respectivamente. Na Cruiser, o Hélios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) venceu as quatro disputadas.

Resultados da BRA-RGS

RGS-A - após quatro regatas
1º - Inaê-Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho) - 7 (1+3+1+2)
2º - Fram (Felipe Aidar) - 11 (7+1+2+1)
3º - BL3 (Clauberto Andrade) - 11 (2+2+3+4)

RGS-B - após quatro regatas
1º - Nomad (Mauro Dottori) - 5 (1+1+1+2)
2º - Blue Too (Domingos Carelli) - 9 (2+2+2+3)
3º - Asbar II (Sérgio Klepacz) - 14 (4+3+3+4)

RGS-C - após quatro regatas
1º - Rainha (Leonardo Pacheco) - 6 (1+1+3+2)
2º - Ariel (Luis Pimenta) - 7 (3+2+1+1)
3º - Jazz 4 (Volnys Bernal) - 13 (4+3+3+3)

RGS-Cruiser - após quatro regatas
1º - Helios/Sírio Libanês (Marcos Lobo) - 4 (1+1+1+1)
2º - Cocoon (Luiz Caggiano) - 10 (2+2+3+3)
3º - Pirajá (Rubens Bueno) - 12 (3+5+2+2)

C30 - após quatro regatas
1º - Barracuda (Humberto Diniz) - 4 (1+1+1+1)
2º - Realizado (José Apud) - 8 (2+2+2+2)

Por Antonio Alonso às 10h21

22/03/2012

Volta ao Mundo: Após quebra, Sanya decide retornar à Nova Zelândia e pode nem vir ao Brasil

Acabou. Depois de viver o sonho de liderar a flotilha por algumas horas, o Team Sanya sofreu uma dura quebra no leme (veja post abaixo) e está retornando para a Nova Zelândia. Eles devem demorar quatro ou cinco dias no caminho de volta e talvez o mesmo tempo para fazer os reparos no casco. "Será o que tiver de ser. No momento, nós precisamos é focar em levar todo mundo a salvo para a terra e dentro do nosso barco, para que possamos voltar à luta algum outro dia".

Esse retorno aumenta muito as probabilidades de que o Team Sanya nem venha a Itajaí. Esse atraso de 10 dias vai custar caro à equipe, que pode optar por fazer um reparo mais cuidadoso no barco e seguir direto (em um navio) para Miami. 

Por Antonio Alonso às 16h56

Tem dupla do Veleiros do Sul correndo no Espanhol de Snipe

O gaúcho Samuel Albrecht, comandante do S40 Crioula, está encarando um desafio diferente esta semana. Ao lado do "Zé", ele voltou aos barquinhos e vai disputar o Campeonato Espanhol de Snipe, defendendo a bandeira do Veleiros do Sul.

Do Veleiros do Sul: O III Open Nacional da Espanha da classe Snipe começa nesta sexta-feira (23) e vai até domingo no Real Club de Regatas de Santiago da Ribera, em Murcia. A dupla formada por Samuel Albrecht e José Peña Távora representará o Veleiros do Sul na competição. 

Nesta quinta-feira foi a regata de abertura (treino) e a final será no domingo. Estão previstas nove regatas. O Brasil conta com quatro tripulações inscritas.

Depoimento do Samuca: O evento é recente, mas com certeza está entre os maiores do mundo da classe Snipe. Nesta edição teremos 110 barcos na raia. O campeonato é aberto, mas o que o torna tão prestigiado pelos snipistas do mundo todo é o patrocínio. As melhores tripulações do exterior ganham ajuda de custo que pode atingir até 100% dos gastos.

Eu fui convidado a formar dupla com o José Peña Távora, vulgo Zé, criado nas dependências do Veleiros do Sul nas décadas de 70 e 80. Zé mora em Portugal há tempos e desta vez quis montar um projeto para velejar com alguém do Brasil, tinha preferência  por representante do Veleiros do Sul. Ele levou a ideia à organização e foi bem recebida. Com o apoio dado pela organização conseguimos estar presentes na competição.

Na quarta-feira tivemos nosso primeiro dia de treino. Hoje tivemos a regata treino e na sexta feira, sábado e domingo acontecem as regatas da competição.

Por Antonio Alonso às 15h29

Estrelas da ORC diminuem de tamanho. Conheça Asa e Orson

Mário Martinez, do Asa Alumínio

Kalu, do Orson

Foi-se o tempo dos gigantes na ORC. Nesta temporada, as estrelas da classe ficaram menores. É verdade que existem dois Botin Carkkek 46 por aí (o Tomgape, ex-Touché e o Chroma, ex-Land Rover), mas ambos são barcos que vão envelhecendo. Faz tempo que não aparece um novo desafiante na classe, e os barcos que começam a incomodar agora são os pequenos, como o Malbec 360 Orson e o Asa Alumínio (bem diferente do antigo Asa Alumínio, de 57 pés). A regra de tempo corrigido tem a solução para manter um certo equilíbrio na disputa, mesmo quando os barcos são diferentes e — pelo menos teoricamente — pode fazer com que barcos antigos sigam competitivos. A pergunta é se a regra será suficiente para deixar a classe empolgante como era quando todos os anos aparecia um barco novo (e enorme) na raia.

Por Antonio Alonso às 14h33

Alegria de pobre dura pouco. Depois de liderar, Sanya quebra leme e fica pra trás

Andres Soriano/Team Sanya/Volvo Ocean Race

Às 5h da manhã desta quinta-feira (horário de Brasília), o Team Sanya enviou uma mensagem de emergência ao centro de controle da Volvo Ocean Race na Espanha reportando uma quebra no leme.

"Eu ouvi um BANG bem alto vindo da parte de trás do barco, mais ou menos um metro de onde eu estava sentado, tirando água do compartimento traseiro", contou o tripulante de mídia Andrés Soriano.

"Na hora, eu não consegui descobrir o que era, até que olhei com minha lanterna. O que eu descobri foi devastador. A madre do leme (eixo que transpassa o casco do barco e transmite movimento ao leme) delaminou logo abaixo do deque. Dava pra ver que não tinha sobrado nada do leme olhando para o que restou. No mesmo instante, a água que jorrava pelo buraco encheu o compartimento onde eu estava".

A equipe conseguiu tapar o buraco usando um pedaço de carbono. "Voltamos a ser um barco íntegro", disse o capitão Richard Mason, enquanto a equipe pensava em quais seriam os próximos passos.

"Neste momento, o plano é ir para o norte o mais rápido possível, para fugir de uma zona de ventos fortes que vem por aí", disse Soriano. "O plano ainda está no ar mas, como Mike (Sanderson, o comandante) disse, nossa principal prioridade é a segurança da tripulação".

Durante a noite, o Team Sanya estava liderando a flotilha, um feito heróico para um barco usado, de uma geração anterior e que já correu a edição passada da regata. O Sanya já teve quebras na primeira e na segunda etapas. Mike Sanderson, comandante do barco, foi campeão da Volvo Ocean Race em 2006 e entrou nesta regata sabendo que provavelmente seria o último colocado. Mesmo assim, ele já fez algumas mudanças no barco e tem velejado como se estivesse competindo pelo título, de maneira exemplar.

Os Volvo 70 possuem dois lemes, um em cada lado do barco. Além disso, todas as equipes levam um leme de emergência, que pode ser ligado diretamente à roda de leme, num sistema que não usa a madre danificada no Sanya.

Tragicamente, das três quebras que o Sanya sofreu, em duas vezes eles estavam liderando a flotilha. Isso aconteceu também em Madagascar, quando uma parte do estaiamento apresentou problemas e eles tiveram de parar e trocar o mastro.

No final da manhã desta quinta (horário de Brasília), o Groupama liderava a flotilha com pequena margem. Os primeiros veleiros devem chegar em Itajaí no dia 4 de abril.

Por Antonio Alonso às 11h27

21/03/2012

Volta ao Mundo: Telefónica é acusado de ter usado velas ilegais na regata

PAUL TODD/Volvo Ocean Race

A parada da Volvo Ocean Race em Itajaí pode ser um momento decisivo para o atual líder da competição, o Telefónica. Um juri internacional vai abrir uma audiência que pode resultar em punição para o time espanhol. Os medidores oficiais da regata entregaram um relatório que aponta que o Telefónica teria levado a bordo velas ilegais na quarta etapa, entre a China e a Nova Zelândia. 

A audiência ainda não tem data definida, mas deve acontecer logo após a chegada dos veleiros em Itajaí, no início de abril. Segundo as regras da regata, cada barco é obrigado a bordo uma tormentinha (para ventos muito fortes), uma storm trysail (tipo de vela mestra pequena, também para ventos muito fortes) e uma buja para ventos fortes, além de outras sete velas, que podem ser no máximo uma mestra, duas velas de proa, dois balões e uma staysail.

Depois de quatro dias no mar, o líder da flotilha rumo ao Brasil é o Camper, mas todo mundo está muito perto ainda. O Telefónica vai mudar essa história logo. Hoje o time espanhol cambou para sul, em busca de ventos mais fortes, e está se distanciando da flotilha, que veleja em rumo 85, quase diretamente para leste. Parece que as coisas vão ficar interessantes...

Por Antonio Alonso às 18h20

Último defensor da ORC, Ernesto Breda acha que monotipos vão ficar para trás

Desde a criação da classe Soto 40, em 2009, a classe ORC passou por uma debandada. Primeiro porque Eduardo Souza Ramos, "o cara" da ORC há décadas no Brasil, virou "o cara" da Soto 40. Souza Ramos trouxe praticamente todos os grandes barcos da ORC ao Brasil, e tinha costume de vendê-los aos amigos, o que acabou criando uma flotilha competitiva por aqui.


Mas então apareceram os Soto 40 e a possibilidade de correr regatas com barcos iguais, nas quais o resultado sai na hora, sem necessidade de contas no computador. Para quem acompanha as regatas, isso significou uma revolução. Finalmente o espectador sabe quem ganhou quando a regata termina.

Os contras? Para participar da brincadeira você precisa desembolsar R$ 850 mil por um Soto 40 novo, ou negociar um usado. Seu barco antigo de outra classe não serve para nada. Ernesto Breda, dono do melhor barco brasileiro "de outra classe", o Tomgape (ex-Touché), acha que a moda dos monotipos vai terminar. "Esses projetos [de monotipos] ficam desatualizados. Nas classes de tempo corrigido, como a ORC, você tem maneiras de corrigir isso e permite que projetos antigos e novos corram em condições de igualdade".

A discussão é longa. A realidade é que, sem Souza Ramos e o gás que ele dava à classe, a ORC passou de protagonista a coadjuvante por aqui. E eu não vejo ninguém fazendo nada para mudar isso. Custa caro.

Por Antonio Alonso às 11h21

20/03/2012

Com dois tripulantes feridos, Puma pode ser obrigado a fazer escala forçada

Foto: Amory Ross/PUMA Ocean Racing/Volvo Ocean Race

Ondas de seis metros definitivamente são um problema até para os mais bem preparados. Exemplo disso foi o rombo aberto no casco do Groupama, já perto da chegada a Auckland. Agora os veleiros partiram de Auckland rumo ao Brasil e os desafios continuam. A pior situação é a do Puma. O timoneiro Thomas Johanson, que acabou de entrar no barco, deslocou o ombro quando o barco bateu descendo uma onda gigante com apenas 15 horas de regata. Depois foi a vez do proeiro Casey Smith, que machucou as costas em uma troca rotineira de velas. Desde então, ele está preso a sua maca.  Ninguém sabe ainda se é algo muscular ou se ele sofreu fraturas.

A situação era tão grave que Ken Read já havia decidido ir para terra deixar os dois tripulantes. Mas, o ombro de Johanson acabou voltando ao lugar, o que melhorou muito a situação dele. "Nós então tivemos uma longa conversa com Casey. Ele é um cara durão, que pensa no time", contou o comandante.

O plano agora então é aguentar até o Cabo Horn. Se as coisas não melhorarem, aí então Read vai mesmo fazer uma parada, na costa da Argentina, para que Casey seja socorrido.

Faltam ainda seis mil milhas para o fim desta perna, que é a maior da regata. O Groupama lidera, seguido de perto pelo Telefónica e pelo Puma. O Abu Dahbi, que já foi obrigado a parar devido a uma antepara quebrada, é o último, 400 milhas atrás do líder.

Por Antonio Alonso às 13h43

Conheça os skiffs femininos que podem ser olímpcios na Rio 2016

Skiffs são barcos velozes, muito leves, com design moderno e difíceis de velejar. O Brasil praticamente não tem tradição em Skiffs. Mesmo o 49er, que é olímpico, só é velejado aqui por quem está pensando mesmo em correr a olimpíada. Devem existir uns cinco desses barcos por  aqui. A partir da Rio 2016, o programa vai contar também com um skiff feminino. A Isaf está testando os barcos esta semana em Santander, na Espanha. Os candidatos são:

 

• 29erXX - Ovington Boats
• ARUP Skiff - ARUP
• AURA - Ovington Boats
• Hartley Rebel - Hartley Boats
• Mackay FX - Mackay Boats
• RS900 - RS Sailing

Por Antonio Alonso às 12h44

Depois de ficar em sexto no Europeu, Bimba disputa Mundial de prancha na Espanha

Da assessoria do velejador: Depois de uma semana de ventos inconstantes na maravilhosa Ilha da Madeira, Bimba terminou o campeonato Europeu da classe RS:X na sexta colocação geral. Foram 10 regatas com ventos variando entre 5 e 18 nós que consagraram o Polonês Przemyslaw Miarczynski como grande campeão.

Bimba teve um começo de campeonato inconstante e lamentou a não realização da Medal Race.

“Fui crescendo na competição. Tive algumas falhas nas largadas que me custaram posições importantes, mas pude perceber que estou velejando muito rápido, pois mesmo nessas regatas recuperei posições em cima de adversários importantes. Estava ”louco“ para fazer mais uma regata, mas o vento não colaborou e o campeonato acabou prematuramente.” Disse o atleta que ficou a apenas 8 pontos do terceiro colocado.

Casa de João Rodrigues, maior parceiro de treinos do Brasileiro nos últimos anos, a Ilha da Madeira ofereceu o ambiente perfeito para a competição. Durante todos os dias os moradores locais, amantes do Windsurf, compareceram em peso no porto da cidade do Funchal e também na água. Sempre torcendo pelo velejador local, os espectadores elegeram Bimba como o segundo “queridinho” e surpreenderam o atleta que não poupou elogios aos Portugueses.

“Poucas vezes na vida tive tanta torcida como nesse campeonato europeu. Cada passagem de bóia meus grandes novos amigos celebram e gritam por mim. Realmente Joao Rodrigues, tem uma “família” incrível por aqui. Agora entendo porque nunca quer deixar essa ilha fantástica!” Comentou Bimba.

Na seqüência da preparação para a Olimpíada, Bimba disputa entre os dias 22 e 28 de Março o Campeonato Mundial de Windsurf em Cádiz, na Espanha. A raia é uma velha conhecida do Brasileiro, que já disputou campeonatos la em quatro outras oportunidades. Bimba embarca para a Espanha hoje, dia 13, e passará os próximos dias se preparando para o campeonato.

Sobre o Mundial o atleta se mostrou confiante:
“As espectativas para o Mundial são as melhores, estou muito cofiante no meu treinamento e vou brigar pelas primeiras posições!”

Em breve traremos mais notícias direto da Espanha.

Siga o Bimba Windsurf no facebook e acompanhe mais de perto os passos do nosso campeão:

https://www.facebook.com/pages/Bimba-Windsurf/142725579078706

Por Antonio Alonso às 10h48

19/03/2012

Para botar ordem na Guarujapiranga, Kassab assina parceria com a Marinha

Foto: João Luiz G.Silva/Divulgação

Quem já viu a praia de Guarujapiranga, ali do lado da Robert Kennedy, lotada num domingo de sol sabe muito bem que a situação ali é complicada. É muita gente pra se tomar conta. Segundo a Folha Online, essa praia e a praia do sol chegam a receber até 15 mil pessoas em um fim de semana.

Tentando organizar um pouco a bagunça (e aproveitar para dar uma aparecida em época pré-eleitoral), o prefeito de São Paulo assinou um protocolo de intenções (sim, só um protocolo) para aumentar a fiscalização na represa de Guarapiranga. O principal objetivo dessa fiscalização será evitar os acidentes com jet skis. Depois da morte de uma garotinha de três anos em Bertioga, o tema ficou em moda.

"Com a popularização das motos aquáticas e a criação de novas áreas verdes e de lazer na orla da represa de Guarapiranga, decidimos buscar apoio da Marinha com o propósito de aprimorar as medidas para aumentar a segurança da população que utiliza as praias da represa, sobretudo no Verão", afirmou Kassab. O pior é que eles criaram áreas verdes mesmo, mas mais para inglês ver do que para a população aproveitar. Eu sou paulistano ciente das minhas limitações, sou fã da Guarapiranga (fã mesmo, acho o lugar mais agradável da cidade) e tou em campanha pelo calçadão da Robert Kennedy.

Tomara que essa parceria seja mais do que um oportunismo de timing e que resulte em maior segurança para banhistas e navegantes na poça de algas da Guarapiranga.

Por Antonio Alonso às 19h28

Guru da construção naval, Jorge Nasseh ministra palestra em Floripa esta terça

 

Da Barracuda - A Barracuda sempre foi conhecida como uma empresa inovadora e com estrutura para oferecer as soluções mais complexas e precisas em materiais compostos de alta performance. Além de proporcionar tecnologia para a construção de centenas de projetos de barcos e yachts, como a Barracuda é mundialmente reconhecida, ela também trabalha nos segmentos automobilísticos, construção civil, aeronáutica e pás de energia eólica, desenvolvendo projeto construtivo em materiais compostos processados através dos processos de infusão a vácuo e RTM. 

No próximo dia 20 de março, em Joinville – SC, o Eng. Chefe da Barracuda, Jorge Nasseh, apresentará um seminário sobre o desenvolvimento do processo de infusão a vácuo através da demonstração da teoria do físico Henry Darcy. A palestra que recebe o título de “Infusão ou Confusão?”, contará com a exibição de vários filmes de curta-metragem revelando a influência das variáveis no escoamento de fluidos através de meios semi-porosos, como é o caso dos processos que envolvem estruturas em materiais compostos.  Através da Lei de Darcy o Eng. Jorge Nasseh exibirá modelos matemáticos para a infusão de diversas peças utilizando elementos de contorno.

Mais informações marketing@barracudacomposites.com.br

 

Por Antonio Alonso às 19h09

Isaf começa a testar barcos que serão olímpicos na Rio 2016

Começaram neste fim de semana os testes que a Isaf está fazendo com os barcos candidatos a virarem olímpicos na Olimpíada do Rio, em 2016. O Centro Olímpico de Alta Performance Príncipe Felipe, em Santander, na Espanha, está recebendo um time de experts, entre velejadores e dirigentes, que colocaram na água sete multicascos e seis skiffs femininos.

Esse vídeo acima é uma filmagem tosca que a Isaf teve coragem de colocar no ar, com os multicascos filmados fora da água. O vídeo é tosco, mas eu gosto disso. Alguém teve a iniciativa, fez uma filmagem barata e está me mostrando uma coisa que eu não conheceria de outra forma. Mas agora eu quero ver esses barcos velejando também.

Os multicascos estiveram nas Olimpíadas até recentemente. Mas nos Jogos de Pequim, em 2008, a Vela perdeu uma medalha, e a Isaf escolheu tirar os multicascos. No Rio, eles voltam, mas quem sai é a Star, justamente a perda mais dolorosa para nós, brasileiros (praticamente significa Torben e Scheidt fora da parada). Nos multicascos, o Brasil conquistou um ouro olímpico, em 1980, e dois bronzes, em 88 e 96. Depois do acidente com Lars Grael, no entanto, nosso histórico olímpico entre os multicascos foi bastante fraco. Participar já era vitória. Atualmente temos uma dupla campeã mundial nos Jogos da Juventude, Martin Lowy e Kim Vidal. Os garotos podem ajudar a mudar essa história. E aí que entra a importância do equipamento. Cada tipo de barco tem uma "preferência" por biotipo, peso, tipo de vento, resposta no timão, orça etc.

Aí então vão os sete multicascos, como "peixes-fora-d'água":

Multicasco misto:

Hobie 16 – Hobie Cat - Bem conhecido aqui no Brasil, especialmente no Nordeste. Bom para o Brasil, pode rolar medalha.

Hobie Tiger – Hobie Cat - Já foi barco do Mundial da Juventude, neutro para o Brasil

Nacra 17 – Nacra Sailing International - Temos poucos desses barcos por aqui. São empolgantes de velejar, mas poucos brasileiros conhecem

Nacra F16 – Nacra Sailing International - Nem sei se existem Nacra F16 no Brasil, mas foi num barco semelhante que Martin Lowy e Kim Vidal venceram o Mundial da Juventude

Spitfire S – Sirena Voile - Desconheço esse barco

Tornado – International Tornado Class Association - É a classe que tem mais chances e que está fazendo o maior lobby pela vaga. Tem tradição no Brasil

Viper – Australian High Performance Catamarans (AHPC) - Também não conheço. Vou saber um pouco mais depois dos testes em Santander.

Por Antonio Alonso às 12h06

18/03/2012

Touché renovado ameaça recolocar classe ORC em evidência

Largada da ORC em foto de Eduardo Grigaitis, do Balaio de Ideias

Depois de dar uma sumida no ano passado, quando teria sido "quase" vendido para a Bahia, o Touché, de Ernesto Breda, está de volta, agora com nome de Tomgape. Não posso dizer que a reestreia, na Copa Suzuki, tenha sido um sucesso para a ORC, afinal, a classe contou com apenas três barcos. Ainda falta um longo caminho para a classe ORC reflorescer. A debandada de proprietários para a Soto 40 enfraqueceu a flotilha e também os barcos, já que todos os três chegaram aqui há anos. E a renovação é a vital para a competitividade de qualquer classe de tempo corrigido. De qualquer maneira, sem o Botin & Carkeek de Ernesto Breda, a classe estava – verdade seja dita – muito chata.

O Tomgape venceu as quatro regatas disputadas neste fim de semana. A primeira das quatro etapas da Copa Suzuki - Circuito Oceânico de Ilhabela termina no próximo fim de semana.

A ZDL de Comunicação contou assim: Apontada como a principal classe de rating da vela oceânica, a ORC confirmou a consolidação na Copa Suzuki Jimny 2012 durante o primeiro fim de semana da etapa inicial no Yacht Club de Ilhabela (YCI). O Mundial deste ano, que será na Finlândia apenas em agosto, já tem quase 100 inscritos de 11 países.


As regatas com os ‘barcos grandes’ tiveram a participação de outros veleiros como o Carioca, da S40, e Colin, da M24.5, medindo com os sempre favoritos Tomgape (ex-Touché), Asa Alumínio, Orson, Sextante e Tembó Guaçú (ex-Loyal). As provas foram bem disputadas, mas o Tomgape (Ernesto Breda) levou a melhor no tempo corrigido e lidera o campeonato com quatro pontos perdidos em quatro regatas, ou seja, com 100% de aproveitamento. 

"A ORC tem uma regra que permite a tripulação mostre seu potencial tirando o máximo do barco e o projetista tem espaço para otimizar o trabalho e não está preso ao desenho. Nos veleiros de classe única, os desenhos podem ficar obsoletos. O rating é importante, pois permite que os modelos mais antigos corram com os modernos", pondera Ernesto Breda.

Na ORC, por exemplo, nem sempre quem cruza a linha de chegada, o chamado Fita Azul, é o vencedor. Há uma série de cálculos (rating) envolvendo tamanho do barco, área vélica e outros fatores para equalizar veleiros de tamanhos diferentes e definir o vencedor.

O atual campeão da Copa Suzuki Jimny é o Orson Mapfre. O comandante Carlos Eduardo Souza e Silva, o Kalu, está feliz com o atual momento da ORC no Brasil e projeta a entrada de outros veleiros medindo na categoria.

"Esse ano com a volta do Touché (Tomgape) será mais difícil para a gente. A tripulação é mais entrosada e deixa o evento mais competitivo. É legal ver novos barcos medindo na ORC e veleiros como o Asa Alumínio e Touché voltando", relata Kalu.

O Asa Alumínio, liderado por Mário Martinez, reuniu a tripulação tradicional da embarcação em Ilhabela para correr o Circuito. Além de fazer frente aos outros ORC, a equipe se junta para reviver a amizade. "Todos são amigos e é muito gostoso velejar em família. Corremos juntos desde os anos 90. Agora, nós temos muitos desafios no ano como a Rolex Ilhabela Sailing Week e a Semana de Antígua", projeta. 

A etapa inicial da Copa Suzuki Jimny será finalizada no próximo final de semana e também terá veleiros na HPE, C30 e BRA-RGS (A, B, C e Cruiser).

As regatas da BRA-RGS -O domingo foi perfeito para a prática da vela no Litoral Norte. O belo dia de sol e ventos entre 11 e 13 nós permitiu a realização de duas regatas para todas as classes, à exceção da HPE que teve três provas na raia montada na Ponta das Canas, no norte de Ilhabela. 

O novo líder da BRA-RGS A é o Inaê Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho). O barco venceu duas das quatro regatas disputadas neste fim de semana e está em primeiro. Na segunda colocação vem o Fram (Felipe Aidar), que perdeu a ponta após um protesto na manhã deste domingo (18).

Na B, o Nomad (Mauro Dottori) segue na liderança com três vitórias e um segundo lugar, seguido pelo Blue Too (Domingos Carelli). O campeão de 2011, o Palmares (José Romariz Filho) está em quarto, o que mostra o equilíbrio da classe.

"As equipes estão bem treinadas e esse entrosamento só faz crescer a nossa categoria. Não podemos bobear, mas será difícil repetir o título do ano passado, já que trocamos tripulantes", conta José Romariz.

Na C, duelo quase empatado entre Rainha (Leonardo Pacheco) e Ariel (Luis Pimenta), com seis e sete pontos perdidos, respectivamente. Na Cruiser, o Hélios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) venceu as quatro disputadas. 

Equilíbrio na HPE -Com desempenho perfeito neste domingo, o Bond Girl (Carlos Henrique Wanderley) assumiu a liderança da HPE. Foram três vitórias para a tripulação. Após seis regatas, já começa a valer um descarte na Copa Suzuki Jimny e a equipe soma sete pontos perdidos. O segundo colocado, o Take Ashauer (Márcio Ashauer), tem 18. A raia de HPE contou com 16 barcos neste fim de semana. 

No C30, outra classe one-design, o Barracuda (Humberto Diniz) venceu os quatro duelos com o +Realizado (José Apud).

Resultados 

ORC - após quatro regatas
1º - Tomgape (Ernesto Breda) - 4 pontos perdidos (1+1+1+1)
2º - Carioca (Roberto Martins) - 11 (4+3+2+2)
3º - Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 11 (2+2+4+3)

HPE - após seis regatas e um descarte
1º - Bond Girl (Rick Wanderley) - 7 (1+3+9+1+1+1)
2º - Take Ashauer (Marcos Ashauer) - 18 (3+7+2+2+4+7)
3º - Iansã (Arthur Vasconcellos) - 19 (9+2+1+4+7+5)
4º - Ginga (Breno Chvaicer) - 21 (8+1+3+7+6+4)
5º - Avantto (Dario Galvão) - 24 (5+6+5+3+5+17)
6º - SER Glas Eternity (Marcelo Bellotti) - 25 (10+10+4+6+3+2)

RGS-A - após quatro regatas 
1º - Inaê-Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho) - 7 (1+3+1+2)
2º - Fram (Felipe Aidar) - 11 (7+1+2+1)
3º - BL3 (Clauberto Andrade) - 11 (2+2+3+4)

RGS-B - após quatro regatas 
1º - Nomad (Mauro Dottori) - 5 (1+1+1+2)
2º - Blue Too (Domingos Carelli) - 9 (2+2+2+3)
3º - Asbar II (Sérgio Klepacz) - 14 (4+3+3+4)

RGS-C - após quatro regatas 
1º - Rainha (Leonardo Pacheco) - 6 (1+1+3+2)
2º - Ariel (Luis Pimenta) - 7 (3+2+1+1)
3º - Jazz 4 (Volnys Bernal) - 13 (4+3+3+3)

RGS-Cruiser - após quatro regatas 
1º - Helios/Sírio Libanês (Marcos Lobo) - 4 (1+1+1+1)
2º - Cocoon (Luiz Caggiano) - 10 (2+2+3+3)
3º - Pirajá (Rubens Bueno) - 12 (3+5+2+2)

C30 - após quatro regatas 
1º - Barracuda (Humberto Diniz) - 4 (1+1+1+1)
2º - Realizado (José Apud) - 8 (2+2+2+2)

Por Antonio Alonso às 23h32

Volta ao Mundo: Início violento de etapa já faz a primeira vítima

Nick Dana/Abu Dhabi Ocean Racing/Volvo Ocean Race

O Abu Dahbi não tinha velejado nem 40 milhas, enfrentando ventos de 37 nós e vagas de até seis metros, quando o barco amerrissou de mau jeito depois de uma onda mais forte arrebentando uma das anteparas. O comandante Ian Walker decidiu voltar para terra e fazer o reparo em Auckland.

"Se isso tivesse acontecido daqui a uma semana, nós provavelmente continuaríamos. Não é um problema insolúvel. Mas decidimos que em terra o conserto será melhor e mais rápido". Essa antepara é uma peça interna do barco, mas ela sustenta as cargas exercidas pela J4, "uma vela que será usada provavelmente em 80% no trecho do Atlântico Sul".

Ian Walker e o pessoal do Abu Dahbi, que disputavam a liderança com o Camper quando aconteceu a quebra, também está fazendo uma aposta baseado na meteorologia. Se você olhar o mapa agora, vai ver que todos os veleiros estão velejando em rumo nordeste, quando o caminho mais curto seria sudeste. Acontece que existe uma enorme zona de baixa pressão (ventos fracos) bem no meio desse caminho mais curto. Daquia 24 ou 30 horas, quando o Abu Dahbi estiver pronto, Ian Walker aposta que o caminho mais curto possa estar livre. Mais do que uma jogada arriscada, é uma esperança à qual o time árabe pode se agarrar.

Esta é a perna mais longa da regata, com 6700 milhas. No entanto, não é a mais demorada, já que as velocidades médias no Altântico Sul são muito altas. Normalmente, quando mais ao sul, mais velozes os ventos. Essa lógica obrigou a organização da regata a estabelecer uma "zona de exclusão" muito ao sul, porque nesses locais onde os ventos são muito fortes, os icebergs também começam a ser muito comuns. Combinação perigosa.

Após 14 horas de regata, o Camper tem uma margem muito pequena na liderança. O último é o Team Sanya, apenas três milhas atrás. A velocidade dos veleiros está entre 12 e 13 nós e o Abu Dahbi já está em terra neste momento.

Por Antonio Alonso às 12h13

Copa Suzuki Jimny estreia temporada 2012 com um S40 na raia

 

Da ZDL de Comunicação - Às 12h30 deste sábado (17), a Comissão de Regatas deu início à Copa Suzuki Jimny 2012 no Yacht Club de Ilhabela (YCI), com a presença de nomes importantes da vela oceânica do País. As primeiras provas do dia contaram com 47 veleiros em cinco classes - ORC, RGS (A,B,C e Cruiser), HPE, C30 e M24 -, que comprovaram o esperado equilíbrio entre eles. A velocidade dos ventos variou entre 8 a 12 nós na direção sul. A estreia da temporada 2012 teve também um convidado especial: Allam Khodair, piloto da Stock Car, conheceu toda a estrutura do YCI e fez uma regata-treino antes da largada oficial com a equipe do SER Glass Eternity.

Quando os pontos começaram a contar, os profissionais da vela entraram em ação e mostraram porque a Copa Suzuki Jimny é uma das mais fortes e concorridas de oceano da América Latina. Na HPE, por exemplo, três barcos dividem a liderança após as três primeiras regatas com 17 barcos na flotilha: Iansã (Arthur Vasconcelos), Ginga (Breno Chvaicer) e Take Ashauer (Marcos Ashauer), todos com 12 pontos perdidos. O Iansã leva a melhor nos critérios de desempate. 

"Depois da temporada de 2011, a nossa equipe resolveu descansar. E correr de cabeça boa faz a diferença. A classe HPE é bastante acirrada e as tripulações são bem afiadas", relata o líder do Iansã, Arthur Vasconcelos, que fez campanha olímpica de 49er. O parceiro dele na categoria Edgardo De Vyetes, integra o barco neste ano.

100% de aproveitamento - Na classe ORC, o Tomgape, antigo Touché (Ernesto Breda), teve 100% de aproveitamento, mesmo enfrentando concorrentes de peso como Asa Alumínio (Mário Martinez), Orson (Carlos Eduardo Souza e Silva) e Carioca (Roberto Martins).

"É sempre gostoso voltar a velejar no Touché, hoje Tomgape. A tripulação está motivada. Estamos pegando ritmo outra vez. É preciso sentir o barco novamente e ajustar as manobras", comemora Ernesto Breda. "É muito bom competir com os S40, que tem a obrigação de dominar a classe. Quem poderia dizer que essa categoria estaria na subdivisão da ORC", referindo ao S40 Carioca, que fechou o dia em terceiro lugar, atrás também do Orson. O veleiro compete na S40, uma das principais categorias de vela oceânica one-design do mundo, e faz a estreia na Copa Suzuki Jimny.

"Nosso objetivo na Copa Suzuki Jimny é treinar para os campeonatos de S40 e, principalmente, para o Mundial de 2013, no Chile. Até setembro, por exemplo, vamos correr todos os finais de semana. Na primeira regata, nosso time estava em processo de ajustes e na segunda foi melhor", explica Roberto Martins, comandante do Carioca. 

Na BRA-RGS, todos os barcos que lideram as quatro subdivisões têm 100% de aproveitamento. O Fram (Felipe Aidar), atual campeão da A, venceu as duas do dia. O mesmo ocorreu com Nomad (Mauro Dotori) na B, Rainha (Leonardo Pacheco) na C e Hélios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) na Cruiser.

"A classe RGS tem uma regra tradicional de rating no Brasil e tem a maior flotilha. Isso faz o evento ficar competitivo. É bem gostoso correr nesta categoria, já que é possível ficar sempre na briga pela vitória no final do campeonato", indica Mário Buckup, tático do Nomad.

Neste domingo (18), a Comissão de Regatas deve promover mais duas regatas em Ilhabela, exceto na HPE que terá três. 

Piloto da Stock é fã de vela - Antes de estrear na temporada 2012 da Stock Car, no próximo final de semana, o piloto Allam Khodair veio prestigiar a Copa Suzuki Jimny. Convidado do SER Glass Eternity, o ‘japonês voador’ curtiu o mundo da vela de oceano e passeou com o time de Marcelo Bellotti pelo canal de São Sebastião.

"Foi uma emoção muito grande andar no HPE25. Os barcos andam rápido e a rotina a bordo é interessante. Minha ideia é aprender os movimentos e convidar outros pilotos da Stock Car para velejar", conta Khodair, que é fã do bicampeão olímpico Robert Scheidt.

O piloto da Stock Car fez uma comparação entre as duas modalidades. "O automobilismo é o esporte individual mais coletivo que existe. Na vela de oceano há mais pessoas envolvidas e, se um tripulante não está bem, o grupo inteiro vai perder com isso", reforça o piloto. 

Resultados 

ORC - após duas regatas
1- Tomgape (Ernesto Breda) - 2 pontos perdidos (1+1)
2- Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 4 (2+2)
3- Carioca (Roberto Martins) - 7 (4+3)
4- Asa Alumínio (Mario Martinez) - 7 (3+4)
5- Colin (Sebastian Menendez) - 11 (6+5)

HPE - após três regatas
1- Iansã (Arthur Vasconcellos) - 12 pontos perdidos (9+2+1)
2- Ginga (Breno Chvaicer) - 12 (8+1+3)
3- Take Ashauer (Marcos Ashauer) - 12 (3+7+2)
4- Bond Girl (Rick Wanderley) - 13 (1+3+9)
5- Avantto (Dario Galvão) - 16 (5+6+5)
6- Fit to Fly (Roberto Mangabeira) - 20 (7+5+8)
7- Bixiga (Pino di Segni) - 21 (6+8+7)
8- SER Glass/Eternity (Marcelo Bellotti) - 24 (10+10+4)
9- SER Glas/Quattro (Julio Cecheto) - 25 (2+12+11)
10- Repeteco I (Fernando Haaland) - 29 (12+11+6) 

RGS-A - após duas regatas 
1- Fram (Felipe Aidar) - 2 (1+1)
2- BL3 (Clauberto Andrade) - 5 (3+2)
3- Inaê-Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho) - 5 (2+3)

RGS-B - após duas regatas 
1- Nomad (Mauro Dottori) - 2 (1+1)
2- Blue Too (Domingos Carelli) - 4 (2+2)
3- Asbar II (Sérgio Klepacz) - 7 (4+3)

RGS-C - após duas regatas 
1- Rainha (Leonardo Pacheco) - 2 (1+1)
2- Ariel (Luis Pimenta) - 5 (3+2)
3- Icthus (André Torrente) - 8 (2+6)

RGS-Cruiser - após duas regatas 
1- Helios/Sírio Libanês - 2 (1+1)
2- Cocoon (Luiz Caggiano) - 4 (2+2)
3- For Sale (Décio Goldfarb) - 6 (3+3)

Por Antonio Alonso às 03h31

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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