Blog do José Cruz

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10/03/2012

Volta ao Mundo: Fotos revelam rombo no casco do Groupama

Este foi o buraco por onde entraram 1500 litros de água no Groupama

Enquanto o Puma cruzava a linha de chegada em Auckland em segundo lugar nesta quarta perna da Volvo Ocean Race, a equipe de terra do vencedor Groupama já tinha cortado uma seção de um metro na proa do barco para inspecionar a delaminação no casco que permitiu a entrada de 1500 litros de água na proa do barco já perto da chegada. O rombo preocupa, já que os franceses têm a In-Port Race daqui a sete dias e a largada para a maior perna desta regata, rumo ao Brasil, daqui a oito dias. Esses reparos no carbono precisam de um tempo de cura, o que retarda o processo. A "sorte" dos franceses é que eles estão num dos maiores centros náuticos do mundo, que é Auckland. Se existe um lugar "bom" pra quebrar, é ali mesmo.

Um detalhe me chama a atenção: se eu não me engano, o Groupama é a única equipe que tem seu próprio "ultrassonografista", que é quem deveria reconhecer falhas no casco antes de elas acontecerem. Todos os outros times usam a mão-de-obra de um mesmo fornecedor.

Outras notícias: Estou esperando mais detalhes, mas Bruno Fontes terminou em segundo no Sul-americano de Laser, atrás de Julio Alsogaray.

Por Antonio Alonso às 19h53

Com delaminação no casco, Groupama vence etapa e vai direto para estaleiro

Com uma delaminação que permitiu a entrada de centenas de litros de água na proa, o Groupama respondeu minha pergunta se alguém quebraria nesta perna. Fotos: IAN ROMAN/Volvo Ocean Race

Mesmo com uma delaminação que inundou a proa do barco, o Groupama venceu a quarta etapa da Volvo Ocean Race com enorme vantagem. Os franceses completaram as 5200 milhas entre Sanya, na China, e Auckland, na Nova Zelândia em 19 dias 15 horas e 36 minutos, com uma vantagem de mais de 100 milhas sobre o segundo colocado. Se os ventos fracos persistirem nas proximidades de Auckland, o segundo nesta etapa deve chegar apenas 12 horas após a vitória do Groupama.

O Groupama cruzou a linha de chegada às 23h33 no horário local (7h33 no horário brasileiro) e tornou-se o primeiro barco francês a ser o primeiro em uma perna da Regata Volta ao Mundo. A outra vitória francesa, de 1977-87, é tão antiga que naquela época os barcos não eram iguais. Naquela edição, o 33 Export venceu uma perna, mas apenas no tempo corrigido, sem ser o primeiro a terminar.

O skipper Franck Cammas creditou essa vitória a uma escolha tática feita em conjunto com o navegador Jean-Luc Nélias. "O momento chave nesta perna foi quando nós fizemos uma aposta decidida pelo norte, junto com o Puma, e deu certo".

Entre tantos neozelandeses nesta regata, o proeiro de um time francês, Brad Marsh, foi o primeiro a chegar em casa. Acenando com uma bandeira da Nova Zelândia na chegada a sua cidade natal, ele declarou que realizou um sonho de criança com essa vitória.

Apesar da vitória, os franceses têm um motivo de preocupação. Várias centenas de litros de água inundaram o compartimento estanque da proa do Groupama, no momento da chegada, ninguém sabia exatamente o tamanho da delaminação no casco. Os franceses terão de correr com isso, já que a In-Port race acontece daqui a uma semana, e a largada para Itajaí, no Brasil, daqui a oito dias.

Apesar dos 30 pontos conquistados com a vitória, o Groupama não vai conseguir desbancar o Telefónica, que começou esta perna com 28 pontos de vantagem. Mesmo assim, os fanceses certamente estão torcendo por um tropeço dos espanhóis, que venceram as primeiras três etapas e atualmente estão em quarto na aproximação de Auckland, atrás de Puma e Camper.

Por Antonio Alonso às 09h34

09/03/2012

Soto 40: Brasileiros continuam tropeçando em Sul-americano no Chile

O gaúcho Crioula mantém sua tradição de regatas excelentes e outras pisadas na bola. Foto: Matias Capizzano

O ano começou muito promissor para Eduardo Souza Ramos, que venceu as duas competições que disputou na temporada, a prestigiada Semana de Punta e a regata mais disputada do Chile, a Chiloé. Mas, se algum momento pareceu fácil, a realidade já é bem outra e Souza Ramos voltou à desconfortável, mas corriqueira, posição de coadjuvante. Desta vez, a equipe teve um obstáculo a mais: a perda do proeiro Pablo Lynn, que caiu na água na estreia, foi atropelado pelo barco, sofreu um corte na perna e está voltando ao Brasil. A melhor colocação do Lancer Evo até agora é um sexto lugar, e Souza Ramos está em décimo entre os 12 participantes.

O gaúcho Crioula também anda tropeçando, mas – como é característico deles – já começaram a misturar excelentes regatas no meio de outras ruins. Em oitavo lugar geral, o Crioula tem um segundo lugar como melhor resultado até agora. Sem o "bicho-papão" Negra (que abandonou a classe este ano), a competição está bem mais equilibrada do que antigamente. Santander lidera, com 12 pontos, seguido pelo Pisco Sour, com 13.

Samuca, comandante do Crioula, contou como foi: "Hoje belo dia aqui em Algarrobo, vento de 10 a 15 nós! Na primeira regata repetimos o 11! Prendemos algas na quilha e no leme e o barco não andou nada! Na segunda regata fomos 7, Já foi mais divertido, pois até então vínhamos velejando atrás da flotilha! Na última regata carimbamos um 2 que veio no último popa para levantar a moral da tropa que vinha um pouco baixa! Estamos em 8 no geral e na metade do campeonato seguimos na expectativa de melhorar!

Por Antonio Alonso às 21h09

Centro Sul-americano de Laser: Bruno Fontes dá uma no cravo e outra na ferradura nesta sexta

Bruno Fontes está em segundo lugar nas águas barrentas de Buenos Aires (foto de arquivo)

Bruninho Fontes foi para a Argentina com moral para a disputa do Centro-Sul-americano de laser. Depois da "era Scheidt", este é o primeiro ano no qual o Brasil tem chances reais de voltar da olimpíada com uma medalha. E isso graças ao catarinense, que já tem vaga garantida.

E Bruno tem ido bastante bem. Das seis regatas disputadas, ele venceu duas e ficou em segundo em outras duas. O problema é que seu adversário mais forte, o argentino Julio Alsogaray, venceu quatro, e ficou em segundo uma vez. O pior resultado de Julio é um quarto lugar. O do brasileiro, um nono. Esse nono veio justamente hoje, dia em que Bruno começou vencendo a primeira regata do dia. Com o descarte, Bruno ficaria a apenas um ponto do argentino. Só que na regata seguinte, quando Bruno chegou em nono, o argentino venceu. Como resultado, a diferença entre os dois é de sete pontos, a mesma diferença entre o brasileiro e o terceiro colocado, Alejandro Foglia.

O Brasil ainda conta com outros velejadores na competição. Eduardo Couto é o quinto, Alex Veeren, o 13º e Mateus Guimarães, o 22º. Também competem Adrion Santos (28º), Luiz Sokolnik (30º), Gustavo Zipperer (33º) e Augusto Moreira (42º).

Por Antonio Alonso às 20h51

Volta ao Mundo: Será que ninguém quebra nesta perna?

O vídeo está legal, mas na manhã desta sexta, o Camper já tinha ultrapassado Puma e Telefónica, em segundo lugar.

Aconteceu de tudo nos últimos dias da Volvo Ocean Race, mas só hoje as coisas mudaram pra valer. Os seis barcos que disputam esta regata se uniram novamente em uma mesma opção tática. A divisão leste-oeste não fez muita diferença na classificação. 

No entato, depois de passar pela Nova Caledônia, a flotilha enfrentou uma zona de transição entre dois ventos, saindo de um confortável través para um contravento violento. Nessa transição, o Telefónica chegou a diminuir muito a vantagem do Groupama, mas foi mais uma "ficção estatística" do que uma ameaça real. Como o Groupama estava com o vento "na cara", teve que descer rumo ao sul e depois dar um bordo para leste. Com ventos de 38 nós e ondas de sete metros, era suicídiovelejar direto no rumo sudeste. "O Groupama encarou o pior tempo, condições inacreditáveis para o final de uma etapa", contou o meteorologista da Volvo, Gonzalo Infante.

Enquanto eu escrevia este post, o Groupama ainda velejava "para trás", com relação à chegada, em Auckland. Isso porque os franceses estão a noroeste da ilha Norte da Nova Zelândia, e Auckland fica na costa leste dessa ilha. Toda a flotilha está a noroeste da ilha, mas talvez Puma e Telefónica estejam com planos de fazer um caminho mais curto que o Groupama. Daqui a 24 horas, o vento vai rondar, o que pode abrir uma brecha para que eles ataquem Auckland direto, sem precisar dar nenhum bordo. Se isso acontecer, eles certamente passam o Camper, que (mais a oeste) é o segundo neste momento. Agora, alcançar o Groupama, que tem 130 milhas de vantagem, falatando 220 milhas para a chegada... isso parece que não vai rolar, não.

Se esta perna terminar sem quebras, será a primeira dessa temporada sem incidentes (ok, Telefónica rasgou uma vela). Pessoalmente, eu acho mais provável alguém quebrar nessa chegada com contravento forte e mar alto do que o Groupma ser ultrapassado. Apostas? 

 

Por Antonio Alonso às 11h02

Off-topic: Onça-pintada e filhote são pegos em armadilha no Pantanal

Felizmente, uma armadilha fotográfica, montada no Refúgio Ecológico Caiman, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Valeu Daniel de Granville, pela dica.


Por Antonio Alonso às 10h45

Às vezes, achamos que o Chile é uma tripinha no continente...

... e nos esquecemos do paraíso insular a 670 km da costa. Aí vai um trailler de uma expedição de surf na ilha Robinson Crusoé (sim, sim e sim: a própria), para mudar os conceitos e criar uma vontadinha da visita.

Trailer Expedición Juan Fernandez. Las olas, el nuevo tesoro. from Cripta Imagen on Vimeo.

Por Antonio Alonso às 10h28

Soto 40: Estreia é a pior possível para os brasileiros no Chile

Os dois Soto 40 brasileiros que disputam a primeira etapa do Circuito Sul-americano de S40 no Chile terminaram em último e penúltimo lugares na regata de abertura, nesta quinta. E não foi só isso. O gaúcho Crioula foi penalizado por largar escapado, voltou para largar de novo e completou regata atrás de todos os outros barcos. O Lancer Evo, de Eduardo Souza Ramos, conseguiu ter sorte ainda pior. O proeiro Pablo Lynn, que fez aniversário nesta quinta, caiu na água e foi atropelado pelo barco. Segundo ele, o resultado foi que "machuquei feio uma perna e agora é ficar de repouso". O Lancer Evo não completou esta primeira regata.

Esta primeira etapa do Sul-americano de Soto 40 conta com 12 inscritos e prossegue até domingo em Algarrobo, no Chile. O Lancer Evo, de Eduardo Souza Ramos, venceu as duas regatas que disputou até agora este ano, a Semana de Punta e a Chiloé, regata mais importante do Chile. O vencedor desta quinta foi o Pisco Sour (foto). O Circuito Sul-americano terá cinco etapas: duas no Chile, duas no Brasil e uma no Uruguai.

Por Antonio Alonso às 00h05

08/03/2012

Laser: De olho na Olimpíada, Bruno Fontes começa sul-americano em segundo

Bruno Fontes está 5 pontos atrás do líder, após dois dias de competição. Foto: Matias Capizzano/Arquivo

O Catarinense Bruno Fontes está em segundo lugar no Sul-americano de Laser, em Buenos Aires. Bruno, no entanto, está numa situação boa porque tem um sétimo lugar para descartar. O problema é que o adversário de Bruno, o argentino Julio Alsogaray tem um quarto para descartar após quatro regatas. Tirando este quarto, Alsogaray tem só vitórias!

Após quatro regatas, Bruno tem 12 pontos, contra 7 do argentino. Em terceiro lugar está outro argentino, Yago Lange, com 25. O uruguaio Alejandro Foglia é o quarto, com 33, um ponto à frente de o brasileiro Eduardo Couto, o Magriça.

Bruno Fontes já tem a vaga garantida na olimpíada deste ano, em Londres, e seu objetivo é voltar com uma medalha. No Sul-americano, esses dois primeiros dias parecem indicar que a briga por aqui vai ficar mesmo entre Bruninho e Alsogaray.

Por Antonio Alonso às 19h49

Polícia identifica quadrilha que rouba e tortura donos de iates em SP e no RJ

 

Acabo de ler no BOL a notícia de que a polícia identificou e prendeu dois assaltantes responsáveis por pelo menos seis assaltos a lanchas neste ano. Já há mais um assaltante reconhecido foragido e a polícia trabalha para identificar outros dois.

"O modo de agir, as características físicas e as palavras pronunciadas durante os assaltos ajudaram na identificação do grupo", disse ao BOL o delegado André Costilhas, da delegacia de Ubatuba.

A matéria, assinada por Marco Antônio Martins, do Rio, conta que a troca de informações entre Costilhas e o delegado Francisco Benitez, da delegacia de Angra dos Reis (RJ), ajudou na descoberta do grupo.

Eu cheguei a colocar aqui neste blog o relato de um dos assaltos, ocorrido em Paraty. Cinco homens encapuzados entraram na lancha de 64 pés do médico paulista, agrediram e ameaçaram os ocupantes, levaram R$ 1400 em dinheiro, um dos motores do barco, equipamentos de navegação e cartões de crédito das vítimas. Clique aqui para ler o post.

Na casa de Vilker Vieira Sacramento, conhecido como Piti, a polícia encontrou objetos roubados da embarcação do médico.

Piti está foragido. A sua mulher, Michele de Jesus Fernandes, 28, está presa. De acordo com a polícia, o carro dela seria usado pela quadrilha para deslocamentos. Ainda foi detido Marco Abdias dos Santos.

Os criminosos ameaçavam as famílias, para que elas não registrassem queixa dos crimes. Graças a essas queixas, a quadrilha foi desmontada.

Um dos suspeitos de participar do crime é um marinheiro que trabalhou para o médico paulista durante quatro anos e teria passado informações para a quadrilha.

Clique aqui para ler a matéria completa, no BOL.

 

Por Antonio Alonso às 14h50

Humilde e sem pretensão, Circuito Sul-americano de Soto 40 começa hoje no Chile

Crioula. Foto: Rolex

Durante o ano passado, eu apostei bastante nesse Circuito Sul-americano de Soto 40, que começa nesta quinta-feira, no Chile. Com a crise na Europa, que afundou a classe TP52, por exemplo, esse circuito tinha tudo para brigar pelo posto de melhor competição internacional de vela do planeta. Não vai chegar nem perto disso.

Vai ser, sim, um encontro de embarcações e velejadores do mais alto nível, numa raia desafiadora e que vai render boas fotos. Mas só isso. Negra e Celfin Capital, dois competidores muito importantes do ano passado, este ano estão fora da classe. O Brasil vai estar lá com o sempre presente Eduardo Souza Ramos, a bordo do Lancer Evo, e com o exemplar Crioula.

A competição é a primeira etapa do Circuito Sul-americano de Soto 40, e vai de hoje até domingo (11) em Algarrobo, no Chile. Eu vou tentar acompanhar por aqui, mas ou devido à crise, ou devido à falta de interesse, a divulgação é minúscula. Parece que errei a mão ao acreditar demais nessa regata. Não, não estamos com essa bola toda.

Por Antonio Alonso às 12h44

Vídeo: A Nova Caledônia, vista por Beto Pandiani e Igor Belly

Há pouco menos de um ano e meio, Beto Pandiani e Igor Belly chegavam à Nova Caledônia, região por onde os veleiros da Volta ao Mundo acabaram de passar. Pena que os Volvo 70 não tiveram a chance de aproveitar tão de perto o visual que a dupla de brasileiros encontrou por lá.

Travessia do Pacífico - Parte 10- Austrália from Eduardo Teiman on Vimeo.

Por Antonio Alonso às 12h03

Copa Suzuki: 12ª edição do Circuito Ilhabela começa dia 17

Helios II venceu na RGS Cruiser no ano passado. Foto: Aline Bassi/Balaio de Ideias

A Copa Suzuki (nome comercial do Circuito Ilhabela de Oceano) é uma das competições mais divertidas e interessantes do calendário brasileiro. Sim, ela reúne alguns dos melhores veleiros da ORC, mas o clima geral da competição é muito mais de uma grande reunião de velejadores competitivos, mas que também sabem o valor de um fim de semana com a família ou com os amigos em Ilhabela. Este ano serão quatro etapas (dois fins de semana em cada etapa). Não vi nenhuma confirmação, mas este ano o antigo Land Rover deve entrar na competição, com o nome de Chroma. O proprietário achava deselegante levar o barco com o nome de um concorrente à Copa Suzuki. Agora, sem o conflito de patrocínio, o Botin & Carkeek 46 pés (um dos veleiros mais velozes do Brasil) vai voltar às raias em Ilhabela.

Ilhabela (SP) -O Yacht Club de Ilhabela (YCI) divulgou o aviso de regata para a primeira etapa da Copa Suzuki Jimny de 2012 / XII Circuito Ilhabela de Vela Oceânica, que começa em 17 de março e vai até o dia 24, com largadas programadas para as 12h. A organização convidou seis classes para as disputas: ORC, BRA-RGS, RGS-Cruiser, C30, HPE25 e M24.5. As inscrições custam R$ 80,00 / tripulante (exceto Tripulante-Mirim, que é isento da taxa de inscrição) e devem ser feitas até a véspera da regata inicial. A organização informa também que a estadia no YCI para os veleiros que não são da cidade está liberada de sábado (10) até o dia 1º de abril.

Mais uma vez, a Comissão de Regatas deverá separar as raias da classe HPE25 com as demais do calendário, já que a categoria é uma das mais velozes. A iniciativa, segundo o responsável pelo setor, Cuca Sodré, torna a competição mais justa e técnica. "O velejador se preocupa apenas em fazer as manobras e conseguir o melhor desempenho. Os barcos têm diferentes tamanhos e velocidades e isso exige uma atenção maior dos juízes", explica.

Dentro da água as disputas prometem ser bastante equilibradas como nos anos anteriores. Investimento nas tripulações e equipamentos, treinamento e dedicação são alguns dos fatores que explicam esses crescimento da vela oceânica do País. Atento às transições da modalidade no Brasil, Cuca Sodré reforça que as novas classes contribuem para essa evolução.

"A demanda nos estaleiros pela construção de novos barcos aumenta a cada temporada. Além disso, os projetistas sempre encontram novas possibilidade, tanto para as classes que precisam de rating quanto para as de um único design. A tendência é que a média de barcos na raia deve subir em 2012", conta Cuca Sodré. Em 2011, a média de veleiros na Copa Suzuki Jimny foi de 40 nas quatro etapas do calendário. 

Os velejadores podem acessar o aviso de regata no site do YCI (www.yci.com.br) ou solicitando informações pelo telefone (12) 3896-2300, com Paulo Lamblet ou Mayara.

Resultados finais de 2011:
ORC - 19 regatas, com 6 descartes 
1º- Orson (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 22 pontos perdidos 
2º- Touché (Ernesto Breda) - 47 pp
3º- Tembó Guaçú (Alfredo Omatti) - 50 pp

HPE - 32 regatas, com 6 descartes
1º- Ginga (Breno Chvaicer) - 59 pp 
2º- Repeteco II (Fernando Haaland) - 97 pp
3º- Avantto (Dario Galvão) - 110 pp

RGS-A - 22 regatas, com 6 descartes
1º - Fram (Felipe Aidar) - 20 pp 
2º - Jazz (Valéria Ravani) - 31 pp 
3º - Maria Preta (J. Alberto Barretti) - 58 pp 
RGS-B - 22 regatas, com 6 descartes 
1º - Palmares (José Romariz Filho) - 18 pp 
2º - BL3 (Clauberto Andrade) - 38 pp 
3º - Blue Too - BL3 La Lampe (Domingos Chiarelli) - 57 pp

RGS-C - 22 regatas, com 6 descartes 
1º - Pirajá (Rubens Bueno) - 27 pp 
2º - Rainha (Leonardo Pacheco) - 41 pp 
3º - Toy (Júlio Lemo) - 62 pp

RGS-Cruiser - 22 regatas, com 6 descartes 
1º - Helios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) - 29.5 pp 
2º - Cocoon (Luiz Caggiano) - 34 pp 
3º - YDYPY (Marco Aleixo) - 37 pp 
Delta 32 - 22 regatas, com 6 descartes 
1º - Palmares(José Romariz Filho) -17pp 
2º - Asbar II (Sérgio Klepacz) - 37 pp 
3º - BL3 (Clauberto Andrade) - 43 pp

Skipper 21 - 22 regatas, com 6 descartes 
1º - Alegria (Carlos Alberto Gallo) - 18 pp 
2º - Sextante (Thomas Shaw) - 27 pp 
3º - Saruê (Diego Zaragoza) - 67 pp

Por Antonio Alonso às 11h42

07/03/2012

No exterior, brasileiras da 470 se preparam para disputar vaga olímpica

Ana e Fernanda (foto) já partiram para a Espanha; Martine e Bel estão na Nova Zelândia Foto: Marcio Rodrigues/MPIX

O Brasil já tem vaga olímpica garantida na classe 470 feminina. Só não sabemos ainda quem será a dupla que representará o país na raia de Weymouth, a partir de 29 de julho deste ano. Esse nome vai sair do Trofeo Princesa Sofia, de 31 de março a 7 de abril, em Palma de Mallorca, na Espanha.

Na Olimpíada passada, Fernanda Oliveira e Isabel Swan conquistaram a primeira medalha feminina da história da vela brasileira. Um bronze, justamente na 470. Logo depois elas se separaram, decisão que já ficava clara pelo relacionamento desgastado das duas fora da água.

Elas se separaram e formaram duas duplas que provavelmente são tão boas quanto as duas eram juntas há quatro anos. Fernanda Oliveira, talvez a melhor timoneira que o Brasil já teve em toda a história, agora veleja com a jovem proeira Ana Barbachan, que é do mesmo clube de Fernanda, o Jangadeiros, de Porto Alegre. Isabel é atualmente proeira de Martine Grael, filha de Torben.

O Brasil usou dois eventos para definir os representantes olímpicos. O primeiro foi o Mundial de Vela, em dezembro passado, na Austrália. O segundo foi a Semana Brasileira de Vela, em Búzios, em fevereiro.

Em todas as classes, o melhor brasileiro em Perth venceu também em Búzios. Em todas, menos na 470 feminino. Na Austrália, Martine e Bel brilharam, especialmente no final da competição. Venceram regatas, deixaram campeãs mundiais para trás, e terminaram entre as 10 melhores do mundo. No Brasil, no entanto, a situação se inverteu e as gaúchas venceram todas as regatas contra Bel e Martine.

É, sem dúvida, a disputa mais apertada que o Brasil está vendo por essa vaga olímpica. Martine e Bel estão treinando na Nova Zelândia. Fernanda e Ana já partiram para a Espanha.

Alguém arrisca apostas?

Por Antonio Alonso às 15h40

Foto: Acidente em Marina na Paraíba causa "pequeno estrago" em Bayliner

Foto publicada hoje no Facebook de Carlos Grinas  mostra que as defensas não conseguiram proteger essa Bayliner do impacto sutil de uma vigazinha do teto. O autor do post no Facebook relatou: "Aconteceu na ultima sexta feira, (20/01/2012), na Marina Jacaré, em João Pessoa. O pessoa estava trabalhando no telhado do pavilhão, quando a viga se partiu e arranhou o lado esquerdo dessa Bayliner 28, que o dono evitava usar, pra não gastar..."

Por Antonio Alonso às 13h49

Na Volta ao Mundo; Puma fica preso em "nuvem do tamanho do Texas"

Foto: Amory Ross/PUMA Ocean Racing/Volvo Ocean Race

"Estávamos cuidando de velejar o mais rápido possível quando, de repente, aparece uma mancha verde no radar do tamanho do Texas. Impossível contorar", contou um desanimado Ken Read. Na última noite o Puma perdeu milhas para quase todos os barcos da regata. Só em 3 horas, o Camper tirou mais de 25 milhas da vantagem que o Puma tinha.

A enorme mancha verde era uma tempestade "sem nenhum vento". Como resultado, o Puma agora caiu para terceiro lugar na classificação desta perna, atrás do Telefónica. 

Quem continua indefectível é o Groupama. O veleiro francês tem mais de 150 milhas de vantagem sobre o segundo colocado, faltando pouco mais de 700 milhas para terminar a perna.

Quando os veleiros ainda estavam no hemisfério norte, eu apostei que o Groupama e o Puma iam se descolar da flotilha, e aí ficaria difícil alcançá-los. Errei feio com o Puma, mas foi exatamente o que o Groupama conseguiu fazer. 

Algumas equipes já avisaram que estão de olho em duas opções para a chegada a Auckland. Portanto, o Groupama ainda pode sofrer ataques. Duvido que algum tenha sucesso. 

Por Antonio Alonso às 10h37

Brasileiros salvam golfinhos encalhados em Arraial do Cabo

Talvez você já tenha visto isso no Youtube, mas é um final de história um pouco diferente do que acontece várias vezes. A descrição do vídeo fala em 30 golfinhos salvos em Arraial do Cabo. Gostei de um dos comentários, que só manda um: "Dolphins, don't go to China". Pode ser perigoso...

Por Antonio Alonso às 08h53

06/03/2012

De olho na olimpíada, Bruno Fontes inicia disputa pelo título Sul-Americano

O brasileiro Bruno Fontes, que tem como objetivo conquistar uma medalha olímpica este ano, vai enfrentar adversários de nível intermediário no Sul-americano, num aquecimento para a Olimpíada, que começa 29 de julho deste ano. Entre os principais adversários estão o argentino Julio Alsogaray, o uruguaio Alejandro Foglia e o brasileiro Eduardo Couto.

Da assessoria do velejador: Após dois meses de intensas viagens, treinamentos e competição, que aconteceram entre as cidades Miami, Búzios e Florianópolis chegou a hora de competir em águas argentinas na cidade de Buenos Aires.

O Sul-Americano no Rio da Prata, será um grande evento com a presença de velejadores da America do Sul e Europa. A briga pelo titulo será acirrada, pois são fortes pretendentes a vitoria. Entres eles os brasileiros Bruno Fontes e Eduardo 

Couto, o argentino Julio Alsogaray, o uruguaio Alejandro Foglia e o venezuelano Jose Miguel entre outros.

O campeonato acontecerá entre os dias 7 a 10 de março, com a previsão de ventos médios a fraco e cerca de 70 velejadores na raia de países como Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Venezuela, Peru, Colômbia, Guatemala e Ecuador. 

“Tem sido um ano muito bom para mim e quero fazer de 2012 um marco na minha carreira, quem sabe com muitos títulos e medalhas. Estou trabalhando duro para chegar aos objetivos traçados, mas com pé no chão porque tenho adversários muito bem preparados”, salientou Bruno.

Por Antonio Alonso às 15h52

Espanha muda regra de classificação para levar astros da Volta ao Mundo à Olimpíada

 

Iker Martinez (com a taça) comemora vitória na primeira etapa da Volta ao Mundo. Em julho, ele segue direto para a raia olímpica. Foto: IAN ROMAN/Volvo Ocean Race

A Real Federación Española de Vela mudou as regras de classificação olímpica para a classe 49er especialmente para poder contar com a dupla de estrelas da Volvo Ocean Race, Xabi Fernández e Iker Martínez. Os dois têm no currículo um ouro e uma prata, mas nos últimos anos estiveram envolvidos até o pescoço no projeto do Telefónica na Regata Volta ao Mundo.

Além de não treinar com o 49er, a dupla ficou fora de todas as competições internacionais, incluindo as seletivas olímpicas. E tem mais. A Volvo Ocean Race termina em julho, dias antes da cerimônia de abertura das olimpíadas em Londres. Mesmo assim, a federação espanhola vai ignorar todas as competições seletivas e Iker e Xabi terão a vaga.

O Brasil já viveu situação semelhante. Em 2008, Torben Grael e e Marcelo Ferreira, então campeões olímpicos, desistiram da campanha porque Torben estava envolvido nos treinos do Ericsson para a Volvo Ocean Race 2008/2009. Mesmo sem conflito direto de datas, a dupla brasileira preferiu desistir da disputa com Robert Scheidt e Brundo Prada, que acabaram conquistando a medalha de prata.

Outro brasileiro que teria boas chances de conquistar a vaga, mas deu preferência à Volvo é Joca Signorini. Em 2008 ele era claramente o melhor brasileiro na Finn, mas desisitiu para treinar com Torben no Ericsson 4. Neste ano, Joca ainda teria grandes chances de ficar com a vaga brasileira, mas as classificatórias ocorreram durante a Regata Volta ao Mundo. 

Iker e Xabi eram também cogitados para carregar a bandeira olímpica espanhola na cerimônia de abertura, mas essa honra vai ficar com o tenista Rafael Nadal. Apesar de Iker e Xabi terem mais medalhas que Nadal (que tem um ouro), o Comitê Olímpico Espanhol achou que os velejadores ficariam cansados demais com a viagem entre Londres e Weymouth, onde acontecem as regatas.

A Volvo Ocean Race deve terminar dia 8 de julho, na Irlanda. A programação da vela na Olimpíada começa dia 29 do mesmo mês, na Inglaterra. Iker e Xabi estão praticamente a dois anos sem treinar na 49er. Esses 20 dias é tudo o que a dupla poderá ter para alcançar os adversários e acertar o barco. Não duvido de campeões olímpicos, mas...

Na Regata Volta ao Mundo, Iker e Xabi vão muito bem, obrigado. O barco dos espanhóis (que é o mesmo de Joca Signorini) venceu todas as três etapas disputadas até agora.

 

Por Antonio Alonso às 11h24

05/03/2012

Opção oeste fracassa na Volta ao Mundo e franceses disparam



Faltando menos de 1500 milhas para o fim da quarta etapa da Volvo Ocean Race, os franceses do Groupama têm 100 milhas de vantagem sobre o segundo colocado, Puma. A grande ameaça aos franceses vinha do oeste, com o Telefónica tentando um ataque por uma rota alternativa. Mas durante o fim de semana ficou claro que a rota alternativa fracassou. Todos os barcos a oeste estão voltando para leste e enfrentam ventos piores que o Groupama. No começo da noite desta segunda (manhã de terça para os velejadores), o Groupama era o líder e também o barco mais veloz da flotilha.

No entanto os veleiros estão prestes a entrar em mais uma zona de ventos fracos, a oeste da ilha da Nova Caledônia. Essa ilha está fazendo uma sombra de 300 milhas no vento dos veleiros e o Groupama, mais a leste, pode sofrer mais com isso.

Para dizer o mínimo, as últimas 500 milhas até Auckland devem ser bastante complicadas a bordo. Além dos ventos mais fracos, há uma zona de alta pressão ao sul da Nova Caledônia com ventos exatamente contrários ao sentido dos veleiros.

Nada está garantido ainda.

Por Antonio Alonso às 19h28

Foto: Era uma vez um clássico

Mais uma das boas fotos que Andrea Grael posta em seu Facebook. Infelizmente, não consegui encontrar o crédito original. Impressionante a buja ter ficado armada no barco menor, assim como a calma do Ronaldo Fenômeno a bordo.

Por Antonio Alonso às 16h52

C30 catarinense Kaikias é fita azul em sua primeira regata

O primeiro C30 catarinense começou sua carreira como fita-azul da Regata Fortalezas. Tarcísio Mattos conta abaixo como foi. Pelo jeito, ele está bem animado. Afinal, sentiu falta dos Beneteau 40.7 na raia! 

Por Tarcísio Mattos, editor convidado: O verão que se vai leva consigo os ventos firmes e quentes do nordeste, mas ainda é muito cedo para a chegada das frentes frias com os sopros do sul. O que fica neste meio tempo são os ventos que rondam, brincam de esconde-esconde e reaparecem pelo outro lado, às vezes mais fracos, às vezes mais fortes.

O sábado, 3 de março, foi uma mostra das condições atmosféricas que irão predominar ao redor da Ilha de Santa Catarina até meados de abril. Nesta loteria, o Kaikias foi para a sua primeira largada em uma regata, ainda sem adversários na classe C30, e correu com base em um certificado teste, passível de revisão, gerado para a Classe ORC Internacional.

A regata Fortalezas, primeira etapa da Copa Veleiros de Oceano, competição organizada pelo Iate Clube de Santa Catarina, contou com um número de barcos muito inferior ao esperado, principalmente na classe onde o Kaikias poderia medir seu desempenho. Nossos adversários mais próximos na água se resumiram ao Feitiço (Fast 395, que corre BRA-RGS), Kiron (Skipper 30, ORCi) e  Seu Menino/Katana (Multimar 32, ORCi). Fizeram falta os Beneteau 40.7, o Catuana Kin e os demais Skipper 30 da flotilha que regularmente entra na raia para as regatas locais.

O percurso de 22 milhas coloca os barcos na linha de largada montada em frente ao Forte Santana, praticamente embaixo da Ponte Hercílio Luz, bem no centro de Florianópolis. Manda os veleiros em direção Norte até a Ilha de Ratones Grande - que ostenta a Fortaleza de Santo Antônio-, e toma rumo Nordeste para uma boia em frente a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, quase em Jurerê. A perna seguinte, direto para o Oeste, leva os barcos para os pés da Fortaleza de Santa Cruz do Anhatomirin para, em seguida, assumir o rumo Sul de volta ao Forte de Santana.

Desde os primeiros pés do percurso e até cruzar a linha de chegada, o Kaikias manteve-se à frente da Flotilha. Mais afastado quando o vento acelera, mais próximo, quando as três calmarias que atingiam primeiro o Carabelli 30 ainda não haviam alcançado os barcos que vinham ao seu encalço. Sob estas condições, foi comum ver barcos muito próximos navegando na mesma direção e com velas totalmente diferentes. Enquanto precisávamos da genoa para manter o rumo, o Feitiço ostentava seu balão azul que crescia ao se olhar para a popa, para depois, novamente diminuir quando as condições permitiam o uso das mesmas velas em ambos os barcos.

A última das calmarias, e que encerrou o curto reinado de um Nordeste fraco, colocou o Feitiço e o Seu Menino a boreste do Kaikias, junto à face oeste da Ilha de Ratones Grande, a seis milhas da chegada. Marolas no mar quase espelhado anunciaram um Sudeste firme, as tripulações trocaram as velas e se prepararam para o sprint final. As velas do Feitiço receberam os primeiros sopros e as nossas um minuto depois. Seu Menino ficou preso na bolha por um pouco mais de tempo e o Kiron, mais afastado e o último a se juntar ao grupo, nem parou na calmaria.

O Fast 395 orçou e passou a barlavento de Ratones Pequeno, nós arribamos e passamos afastados para fugir do embate da ilha. Já com ângulo favorável em relação a chegada, nosso oponente mais próximo desce de balão envergado enquanto nós nos mantínhamos em orça folgada. Cruzamos a linha quase cinco minutos na frente do Feitiço, doze antes do Seu Menino e com dezessete minutos de vantagem sobre o Kiron, marcando a primeira fita azul de um Carabelli 30 nas águas de Santa Catarina.

Feitos os cálculos de correção de tempo pelas planilhas da ORC, Kiron vence a regata devolvendo 17 minutos corrigidos sobre o nosso tempo real, Seu Menino nos aplica mais sete minutos e fica com a segunda colocação. O Feitiço, que chegou meia hora na frente do segundo em sua classe, perde a regata por 1 minuto e meio depois de recalculados os tempos de cada um pelas regras da BRA-RGS.

Daqui a três semanas, em 23 de março, data do aniversário de Florianópolis, o Guto, comandante do Feitiço, assume o leme do Corta Vento, o segundo Carabelli 30 destas águas, para a primeira regata onde dois barcos exatamente iguais correrão para ver quem chega na frente.

Tarcísio Mattos,

Comandante do Kaikias

 

Por Antonio Alonso às 12h35

Equipe brasileiroa para o Mundial da Juventude está definida

 

Equipe brasileira foi definida em Porto Alegre. Foto: Ane Meira/Divulgação VDS

Da assessoria do Veleiros do Sul: Os integrantes da equipe brasileira para o Mundial da Juventude, em julho na Irlanda, foram definidos neste fim de semana em Porto Alegre. A última regata da seletiva prevista para este domingo não saiu por falta de vento. No sábado, cinco classes já tinham conhecido os seus campeões por antecipação. Apenas as classes 420 feminino e a Laser Radial masculino ainda estavam em indefinidas. A Copa da Juventude encerrou conforme a classificação das nove regatas realizadas desde quinta-feira em duas raias no rio Guaíba.     

 

Os vencedores em cada classe: Hobie Cat 16 - Martin Manzoli Lowy e Kim Vidal de Andrade (SP); 420 masculino - Ricardo Paranhos e Patrick Essle (SP), 420 feminino - Viviam de Alencastro Guimarães e Marcela Rocha Moura (RJ), 29er - Vladimir Estoup e Breno Alex Osthoff (RJ), RS:X masculino - Yago Honório Carvalho (RJ) e na RS:X feminino - Wendy Stockler Soares (RJ), Laser Radial masculino - João Pedro de Oliveira (RJ) e na Laser Radial feminino - Maria Cristina Boabaid (SC). Os campeões asseguraram as vagas na equipe brasileira que disputará o Mundial da Juventude da ISAF (Federação Internacional de Vela) em Dun Laoghaire , Irlanda, entre os dias 12 e 21 de julho. O Yacht Clube de Santo Amaro (SP) foi o clube campeão da Copa.

 

O último dia foi de espera cansativa em terra pelo vento. E para 420 feminino e Laser Radial masculino era dia de decisão. Apenas um ponto separava o carioca João Pedro de Oliveira do gaúcho Antonio Cavalcanti Rosa, o Totó, que liderou quase toda a competição. Na 420 a situação estava um pouco mais tranquila, a dupla Viviam de Alencastro Guimarães e Marcela Rocha Moura (RJ) esteve sempre na frente no campeonato, perderia o título somente na hipótese de chegarem em último lugar com as vices Isabele Oliveira Caldeira e Julia Ribeiro Pessine (SP) em primeiro. O vento não apareceu no tempo limite para a largada (às 16 horas) e os velejadores comemoraram por não terem que ir para a raia.     

 

Viviam Alencastro, 17 anos, disse que a decisão de “não forçar a regata” foi acertada porque não havia condições técnicas. “A Copa aqui foi muito boa e o vento melhor que no ano passado em São Paulo. Agora tenho que conciliar os estudos para o vestibular e a preparação para o Mundial”.

 

O campeão da Laser radial João Pedro de Oliveira, 17, considerou um campeonato “sofrido” e festejou pelo término da competição. “Meu adversário estava na liderança do campeonato até sábado. Por duas vezes nos revezamos na primeira posição e encerrei o dia em primeiro. Quero treinar muito para ir bem na Irlanda.”  

Uma característica da equipe que irá para o Mundial de 2012 é que boa parte já disputou a competição no ano passado, na Croácia. As classes 420 masculina e feminina, o Laser radial masculino e feminino e o Hobie Cat 16 irão pela segunda vez. Apenas a RS:X masculino e feminino e a 29er serão estreantes no Mundial da ISAF.

 

A dupla vencedora na 420 masculina, Ricardo Paranhos e Patrick Essle, considerou a Copa da Juventude bem organizada em terra e na água e ressaltou o nível do evento. “O vento variou de muitas direções e isso fez que as melhores tripulações se sobressaíssem. Sábado foi o dia o mais tenso para nós, mas tudo deu certo.” Ricardo diz que agora é treinar muito para “obter um resultado melhor que o 13º lugar no Mundial de 2011.”

 

Os vencedores na RS:X (prancha à vela) integrarão pela primeira vez a Equipe Brasileira de Vela Jovem (EBVJ). Para Wendy Stockler Soares a seletiva foi com condições melhores que o esperado. “Estou muito feliz. Esperava até vento mais forte. Agora quero treinar muito para fazer o melhor possível lá na Irlanda.”

 

O carioca Yago Honório Carvalho disse que o resultado foi conforme o esperado por ele. “Ainda não tinha velejado aqui no sul, fui no máximo a São Paulo. A competição foi bem acirrada com o Felipe. Tenho dois campeonatos na Argentina e também vou treinar muito em Búzios porque quero trazer essa medalha para o Brasil. Agradeço a todos que torceram por mim, aos amigos e toda a flotilha de RS:X.” 

Na 29er Vladimir Estoup e Breno Alex Osthoff (RJ) começaram a velejar na classe há oito meses e já alcançaram um ótimo resultado. “Nós fomos bem em toda a competição, apenas na primeira regata que a gente ficou com um pouco de receio porque o vento rondava muito. Mas depois deu tudo certo e ganhamos cinco regatas das nove disputadas. Agora é o Mundial.”

 

O gerente técnico da CBVM, Jonatas Gonçalves acompanhou em Porto Alegre o evento e ressaltou a importância da Copa da Juventude para a vela. “Esta competição tem o foco nos jovens. Temos optimistas talentosos que saem da classe e precisam de incentivo nesta transição. Por isso tanto a Copa como o Mundial são para manter esta garotada agregada nas classes juvenis. Esta também é a orientação da ISAF. A Copa em Porto Alegre foi um sucesso e tivemos todo o apoio da Federação do RS e dos clubes Veleiros do Sul e Jangadeiros”. 

 

A Copa da Juventude teve a participação de 62 velejadores com idade até 19 anos. A competição é uma promoção da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) e da Federação de Vela do Estado do Rio Grande do Sul (Fevers) com a realização dos clubes Veleiros do Sul e dos Jangadeiros.

Por Antonio Alonso às 00h04

04/03/2012

Volta ao Mundo: Flotilha se divide em duas partes, mas franceses mantêm vantagem

É verdade que a Regata Volta ao Mundo está longe dos ventos fortes e das águas perigosas do Oceano Austral, mas isso não significa que a vida está fácil a bordo dos Volvo 70. Um pouco mais sem graça, talvez, mas para os velejadores essa situação de vento instável, ilhas no meio do caminho e tempestades tropicais é uma equação muito complicada.

Estrategicamente, muito mais complicada do que a velejada no Oceano Austral. As opções na descida da China rumo à Nova Zelândia são tantas que a flotilha se dividiu em duas partes. Groupama, Camper e Abu Dahbi escolheram passar à esquerda das ilhas Salomão, enquanto Telefónica, Camper e Sanya foram por dentro do arquipélago. Para complicar as coisas, essa divisão aconteceu bem quando a flotilha atravessava as calmarias intertropicais, cheias de surpresas. O Telefónica chegou a assustar. Há pouco mais de um dia ele era o barco mais ao sul da flotilha, mas o vento sumiu no lado oeste e o Groupama disparou novamente. 

Agora os três barcos a oeste precisam se aproximar dos adversários por dois motivos. O primeiro é que Auckland, o destino da flotilha, está a sudeste. O segundo é que o vento vai acabar a oeste nos próximos dias. Mais um ponto para o Groupama, que parece muito próximo de vencer sua primeira perna nesta Volvo Ocean Race.

 

Por Antonio Alonso às 18h10

"Emergentes" do Oman Air desbancam Rotschild na Extreme

Público local celebrou a vitória do Oman Air e do The Wave, Muscat, que desbancaram os franceses do Groupe Edmond de Rothschild, que lideraram todos os dias

Da Excom: No último dia do Extreme Sailing Series, os franceses do Groupe Edmond de Rothschild lideravam e eram os favoritos. Poucos teriam previsto o resultado, que teve o Oman Air, de Morgan Larson, triunfante em sua estreia em Muscat.Quatro times estavam em condições de vitória na corrida do dobro de pontos. Os novatos do Team Trifork venceram a corrida, mas Oman Air fez o suficiente para segurar a vitória.  O time de Leigh McMillan, The Wave Muscat, mostrou brilhantismo na maneira de correr e terminou a competição em segundo lugar, à frente da equipe francesa.

“É uma sensação incrível. Foi uma semana cheia de desafios e nosso aprendizado só aumentou. Foi de fato uma corrida difícil com qualquer uma das equipes podendo vencer, então tivemos um pouco de sorte”, disse Morgan Larson. O time é formado pelos americanos  Charile Ogletree e Max Bulger, que participaram quatro vezes de Olimpíadas, pelo britânico Will Howden e o omã Nasser Al Mashari, ambos em sua segunda temporada do Extreme. O time de Larson terminou em sétimo lugar na primeira corrida, o que deixou a equipe empatada com The Wave, Muscat, e o Groupe Edmond de Rothschild dois pontos atrás. Na corrida seguinte, quem venceu foi Zoulou e o time de McMillan ficou à frente dos seus concorrentes e pulou para a primeira posição por um ponto de diferença. No final da última corrida,os times de Omã voltaram ao mesmo número de pontos, colocando o time francês em uma situação difícil, com os times locais tendo que ficar atrás da sexta colocação. Os franceses foram bem, ficaram em segundo, mas o Oma Air cruzou a linha de chegada na terceira posição.

“Certamente fico desapontado por não ter velejado bem hoje”, disse Pierre Pennec, capitão do Groupe Edmond de Rothschild. “Mas isso é normal em competições. Fico feliz com a semana de disputas. De fato gostei de estar na água e, mesmo sendo meu quarto ano no torneio, pude aprender bastante nos últimos dias. Acho fantástico que o Omã tenha duas equipes que estão firmes na disputa do título”, completou.

Foi uma abertura muito disputada, umas das mais emocionantes dos cinco anos de Extreme Sailing Series. Pode-se prever que a temporada será uma das mais acirradas de todas. “É hora de atentar-se à etapa da china porque o objetivo é ser campeão geral. Terceiro ainda é um bom resultado – poderia ser pior”, disse “Hervé Cunningham, do Groupe Edmond de Rothschild. A próxima parada é na China, entre os dias 17 e 20 de Abril.

Extreme Sailing Series 2012 Etapa 1, Muscat, Omã Classificação após quatro dias, 29 corridas (2.3.12)

Posição / Equipe / Pontos

1- Oman Air (OMA) Morgan Larson / Will Howden / Charlie Ogletree, Nasser Al Mashari, Max Bulger 165 pontos

2- The Wave, Muscat (OMA) Leigh McMillan, Ed Smyth, Pete Greenhalgh, Hashim Al Rashdi, Rachel Williamson 159 pontos

3- Groupe Edmond de Rothschild (FRA) Pierre Pennec / Jean-Christophe Mourniac / Hervé Cunningham / Bernard Labro / Adeline Chatenet 155 pontos

4- Red Bull Sailing Team (AUT) Roman Hagara, Hans Peter Steinacher, Matthew Adams, Graeme Spence, Pierre Le Clainche 148 pontos

5- GAC Pindar (GBR) Ian Williams / Mark Ivey / Mark Bulkeley, Adam Piggot / Andrew Walsh 138 pontos

6- ZouLou (FRA) Loick Peyron, Philippe Mourniac, Jean-Sébastien Ponce, Bruno Jeanjean, Antoine Joubert 111 pontos

7- Alinghi (SUI), Ernesto Bertarelli, Tanguy Cariou, Nils Frei, Yves Detrey, Pierre-Yves Jorand 109 pontos

8- Team Trifork (DEN) Jes Gram-Hansen, Rasmus Kostner, Pete Cumming, Simon Hiscocks, Jonas Hviid 95 pontos

Por Antonio Alonso às 17h39

Copa da Juventude define nomes brasileiros no Mundial

 

Essa água não deixa dúvida, se não é rio da Prata, é o Guaíba, em Porto Alegre 

 

Por Ricardo Pedebos, do Veleiros do Sul: Os vencedores da maioria das classes da Copa da Juventude foram conhecidos neste sábado em Porto Alegre. Na Hobie Cat 16 o título ficou com a dupla Martin Manzoli Lowy e Kim Vidal de Andrade (SP); 420 masculino, Ricardo Paranhos e Patrick Essle (SP), 29 er Vladimir Estoup e Breno Alex Osthoff (RJ), RS X masculino, Yago Honório Carvalho (RJ) e no feminino Wendy Stockler Soares (RJ) e na Laser Radial feminino Maria Cristina Boabaid. Os campeões asseguraram as vagas na equipe brasileira que disputará o Mundial da Juventude da ISAF (Federação Internacional de Vela) em Dun Laoghaire , Irlanda, entre os dias 12 e 21 de julho.

 

Pela segunda vez Ricardo Paranhos e Patrick Essle irão ao Mundial da Juventude na classe 420 masculina. “A Copa da Juventude estava bem organizada, o vento variou de muitas direções e isso fez que as melhores tripulações se sobresaíssem. Hoje (sábado) foi o dia o mais tenso para nós, mas tudo deu certo.” Ricardo diz que agora é treinar muito para “obter um resultado melhor que o 13º lugar no Mundial de 2011.”

 

Os vencedores na RS:X (prancha à vela) integrarão pela primeira vez a Equipe Brasileira de Vela Jovem (EBVJ).  Para Wendy Stockler Soares a seletiva foi com condições melhores que o esperado. “Estou muito feliz. Esperava até vento mais forte. Agora quero treinar muito para fazer o melhor possível lá na Irlanda.”

Yago Honório Carvalho disse que o resultado foi conforme o esperado por ele. “Ainda não tinha velejado aqui no sul, fui no máximo a São Paulo. A competição foi bem acirrada com o Felipe. Tenho dois campeonatos na Argentina e também vou treinar muito em Búzios porque quero trazer essa medalha para o Brasil. Agradeço a todos que torceram por mim, aos amigos e toda a flotilha de RS:X.”

 

Na 29er, Vladimir Estoup e Breno Alex Osthoff (RJ), que começaram a velejar na classe há apenas oito meses, já alcançaram um ótimo resultado .“Nós fomos bem em toda a competição, apenas na primeira regata que a gente ficou com um pouco de receio porque o vento rondava muito. Mas depois deu tudo certo e ganhamos cinco regatas das nove disputadas. Agora é o Mundial.”

 

A seletiva continua para as classes 420 feminino e Laser Radial neste domingo em Porto Alegre. Na 420 a tripulação de Viviam de Alencastro Guimarães e Marcela Rocha Moura (RJ) está na liderança e Isabele Oliveira Caldeira e Julia Ribeiro Pessine (SP) em vice. Na Laser Radial  Masculino João Pedro de Oliveira (RJ) assumiu a primeira posição, ultrapassando o gaúcho Antonio Cavalcanti Rosa, o Toto. A décima e última regata está prevista para largar ao meio-dia deste domingo na raia do Cristal,  no rio Guaíba.

 

A Copa da Juventude conta com a participação de 62 velejadores com idade até 19 anos. A competição é da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) e da Federação de Vela do Estado do Rio Grande do Sul (Fevers) com a realização dos clubes Veleiros do Sul e dos Jangadeiros.

Por Antonio Alonso às 11h28

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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