Blog do José Cruz

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03/03/2012

Proeiro de Scheidt elege ingleses como maiores adversários na olimpíada

Os ingleses Iain Percy e Andrew Simpson estão fora das regatas, mas ainda são considerados por Bruno Prada como os grandes adversários na briga pela medalha de ouro na olimpíada deste ano. Pecy e Smpson estão morando em Weymouth, onde acontecerão as disputas olímpicas. Além de competir literalmente em casa, eles tiveram um ano de 2010 excelente, incluindo o título mundial conquistado em janeiro, no Rio, onde nem Torben nem Scheidt conseguiram assustar. No Mundial de Perth, em dezembro passado, Iain Percy sofreu uma lesão nas costas e teve de abandonar a competição e a vela por alguns meses. Por enquanto, são incógnitas. Vale dizer que eles eram líderes do Mundial de Perth, antes da lesão. Sem os ingleses, Scheidt e Prada ficaram com o título.

Bruno também falou à Local da Comunicação sobre o barco. Embora faltem menos de cinco meses para a Olimpíada, o barco que a dupla brasileira vai usar ainda não está definido. Eles venceram a regata-teste na raia olímpica usando o barco desenvolvido para eles por um estaleiro americano. No entanto, eles também têm um italiano do estaleiro Folli muito bom na manga. Eles ainda vão trabalhar para melhorar o Folli no vento de popa. No final, o barco olímpico será aquele que "melhor se adaptar" a Weymouth.

Por Antonio Alonso às 20h08

Por que eu acho que os rios vão ganhar a briga em SP

Ótimo documentário do Caio Ferraz sobre a relação de São Paulo com os rios, desde sua fundação. Eu morei toda minha vida bem ao lado de um desses rios-avenida (o rio mesmo, eu só via quando dava enchente). São Paulo hoje para um preço bastante caro pelo tipo de urbanização que escolheu. Na verdade, essa fatura é paga com a qualidade de vida de quem mora na cidade.

Olhando essas imagens (são 25 minutos de filme), eu tenho certeza que São Paulo não fica assim. Ou a cidade implode de vez, ou no futuro (distante, talvez), os rios vão ser tratados de maneira completamente diferente. Eu acho que a cidade fica de pé, e os rios ganham. Afinal, não dá pra morar do lado desses esgotos e achar que a vida está boa, que São Paulo é a Suíça e que é só continuar sempre assim. Por outro lado, São Paulo tem uma energia tão grande, que nunca vai "quebrar". Mesmo aleijada, feia e pesada, ela é forte demais pra cair. E, se a coisa ficar preta, dá pra fugir pra Guarapiranga...

Por Antonio Alonso às 10h48

Uma especial para você que joga bituca na praia

Lixo e mar brasileiríssimos

… e acha que não tem mal nenhum. Foto roubada do facebook da Andrea Soffiatti, que emendou: "Pensando bem, o mundo não é ruim, apenas está mal frequentado". Se você não entender essa, não vai entender nada mais.

Por Antonio Alonso às 09h29

02/03/2012

Piloto profissional de jet vai vai auxiliar advogado do caso Grazielly

Vídeo com manobras de Xan Sampaio, bem diferente dos "cavalos-de-pau"


Um piloto profissional de jet vai trabalhar junto com o advogado da família da menina Grazielly, morta aos 3 anos de idade por um jet desgovernado enquanto brincava na praia em Bertioga. Como piloto profissional, Xan compete fazendo manobras em ondas, em águas paradas e também participa de shows. Ele chegou a morar na China, fazendo apresentações que incluíam saltar obstáculos em chamas.

Apesar de essa descrição se encaixar no estereótipo do piloto exibido e descuidado, Xan Sampaio é uma das pessoas mais preocupadas com segurança e respeito no mar que eu já conheci em toda minha carreira "náutica".


Nessa entrevista, ele admitiu que o estereótipo do piloto descuidado de jet faz sentido, que até pilotos profissionais dão mancadas e contou que também fica irritado com os pilotos que colocam em risco a vida de banhistas e "acham que cavalo de pau é manobra".

O que você anda fazendo atualmente
Atualmente sou piloto profissional de Freeride/Freestyle jet ski. De uns anos pra cá, eu diminui o ritmo das competições e me dedico mais aos Stunt Shows e trabalhos para TV, cinema, eventos de esporte etc

Qual vai ser exatamente o seu papel no processo da morte da Grazielly?
Na verdade estou dando suporte técnico para o advogado da família da Grazielly, Dr. José Beraldo.

Como algumas alegações por parte do acusado e respectivo advogado eram totalmente absurdas e incoerentes, decidi “como profissional do jet” oferecer todo suporte técnico durante o processo judicial.

Meu primeiro contato foi com tio de Grazielly, Sr. Edilei Rodrigues de Lames. Logo em seguida com o advogado da família, Dr. José Beraldo, o qual tem mantido contato semanal comigo sobre o que vem sendo discutido.

Como você avalia a situação dos jets hoje?
Precária, abandonada, triste e numa situação quase que incontrolável.

As leis são antigas, não tem referência alguma sobre a condução de jet ski ou moto aquática.

O arrais é encarado apenas como uma parte burocrática de toda documentação. Uma vez que não existe exame prático, psicotécnico ou físico, o exame teórico passa a ser considerado como uma “piada”.

Mesmo que o exame prático seja implantado, quais serão os critérios a serem avaliados? Que tipo de testes serão exigidos? Será que existem pessoas capacitadas para aplicar testes condizentes com as máquinas vendidas por aí de 250 cavalos ou mais? Acho muito difícil!

E a questão da fiscalização, a Capitania dos Portos tem pessoal e equipamento suficiente para cobrir nossas águas?
Acho que não! Basta ver o Porta Aviões que está “encalhado” há mais de dois anos e que há pouco tempo vitimou um dos marinheiros... A ideia de quem está de fora, é de que o governo federal sucateou a Marinha do Brasil, abandonou!

A pouca fiscalização que existe, posso afirmar que não é dura no ato das intervenções. Será preciso mais rigor, será fundamental mostrar autoridade e principalmente, que a lei funciona.

Caso contrário, podemos considerar o jet e outras embarcações como casos perdidos.
 
Na sua avaliação, quem são essas pessoas que estão causando os acidentes? Familiares, proprietários, não-habilitados?
De uma forma bem generalizada, todos!  Não acho que a falta de habilitação seja o caso mais grave, e sim a falta de bom senso e educação do brasileiro.

Vejo de tudo um pouco. Pessoas habilitadas cometendo barbaridades, talvez porque achem que estão com tudo em ordem (docs) estão acima da lei e podem fazer o que querem.

Vejo gente sem habilitação aos montes. Crianças pilotando, condutores sob efeito de álcool, inclusive já vi pilotos profissionais sendo imprudentes também. Caso como o do piloto gaúcho Alexandre Buneder, que apareceu de jet e sem colete durante um dos eventos da Yamaha que eu estava organizando. Contestado por mim, o piloto e o pai acharam exagerada a minha atitude de lhes cobrar o uso do equipamento, e ainda afirmaram saberem nadar muito bem e que por isso não precisavam do colete!

O mesmo aconteceu com o piloto de freestyle Fabio Vinícius que apareceu de jet durante um show de freestyle que eu estava fazendo em Fama, MG. Esses pilotos precisam ter consciência de que é obrigação nossa, como profissionais, de dar o exemplo. Que de certa forma somos referência, que pessoas se espelham em nós.

Então, se querem aparecer, que façam isso da forma correta, e não sujando a imagem do jet e das pessoas que lutam para fazer esse esporte dar certo.

Você sente que a comunidade do jet se preocupa com esse tema ou só quer se descolar dos pilotos que causam acidentes?

Apenas alguns. Como disse acima, é possível ver pilotos fazendo o que bem entendem só porque se julgam profissionais. Profissionalismo começa com educação, boa conduta, responsabilidade e tudo mais.

As organizações e associações fazem o que podem para manter o esporte vivo, auxiliam com assessoria de imprensa quando há problemas como o do acidente da Grazielly.

Eventos são realizados a todo momento, tentativas de fechar patrocínio para os campeonatos, enfim, o que dá pra ser feito, essas pessoas fazem!

Mas de uma forma geral, acho que a comunidade do jet se desvia sim dos problemas. É fácil dizer que quem causa os problemas são os outros. Que são pessoas não habilitadas etc.

Você acha que a mudança na prova de arrais vai ajudar?
Sinceramente, não! Só haverá efeito se os outros “pilares” forem erguidos: educação ou reeducação de condutores, fiscalização e penalidade dura aos infratores. Caso contrário, aulas e exame práticos não surtirão efeito algum.

O que você acha que falta na segurança náutica? Muita gente diz que fiscalizar toda nossa costa é muito caro...

Pode até ser que fiscalizar toda costa é muito caro, mas ai é um problema do governo federal. O país está cheio de problemas de saúde, saneamento básico... enquanto isso o senado está discutindo a aprovação do 14° e 15° salários  dos políticos. Só pode ser piada! O Brasil é o país do carnaval mesmo.

Pilotos de jet costumam ser vistos como descuidados e exibicionistas, que sempre colocam banhistas em perigo. É um preconceito ou faz sentido?
Esse já é um problema antigo e faz sentido sim!  O jet dá sensação de liberdade, causa certa forma um excesso de confiança para quem está no pilotando, as vezes sem perceber o jet acaba incomodando com barulho, com manobras, cheiro de fumaça e tudo mais.

Sem contar que boa parte dos condutores gostam de aparecer próximo dos banhistas e ainda acham que cavalo de pau é manobra. Falta educação e bom senso!

Muito diferente dos cavalos de pau, que colocam banhistas em perigo, as manobras de jet profissional são um perigo apenas para o próprio piloto. Esse vídeo mostra um acidente no qual Xan quebrou o calcâneo, em Bali.

Por Antonio Alonso às 16h02

Puma entra na esteira do Groupama e não alcança mais os franceses


Essa é minha aposta agora. É lógico que há um risco grande, porque em breve a flotilha entra na calmaria dos dóldruns, e essas calmarias são ótimas para bagunçar o que está definido. Mas o que eu vejo agora é o Puma abrindo mão de sua posição mais a leste e seguindo o Groupama em fila indiana. Se não houver nenhuma surpesa, o Puma vai diminuir bem essa diferença nas próximas horas, porque os franceses entram antes na calmaria, mas os franceses também devem ser os primeiros a sair. De todas as maneiras, o Groupama, time preferido do Narciso Reinato, do blog Vento e Som, está com tudo na mão para vencer esta perna.


Sanya, Camper e Telefónica merecem atenção. Eles velejam a oeste dos outros barcos, em rota de colisão com as ilhas Salomão. Voltar para leste, contra o vento, já não é mais opção. Portanto, eles terão de passar por entre as ilhas, o que é uma tarefa mais penosa e cansativa. Eu não consigo prever o que vai acontecer ali. Mas, dependendo das condições da calmaria, e do tempo de passagem pelas ilhas Salomão, esse trecho pode significar a glória ou a morte para os três.

Por Antonio Alonso às 11h52

Olimpíada terá barcos rastreados por GPS; Scheidt dá dicas de como acompanhar

Um dos maiores desafios  para transformar a vela em um esporte mais empolgante é mostrar o que está acontecendo na raia. Mesmo para o espectador que está de barco na água às vezes é difícil saber quem está na frente. Na minha opinião, não existe jeito melhor de acompanhar a estratégia de uma regata do que nesses rastreadores em 3D. Eles dão uma visão aérea, distância para a próxima bóia, velocidade de cada barco...


Não acredito que a olimpíada vá transmitir as regatas em 3D, mas sim em 2D. Robert Scheidt dá as dicas para quem não quer perder um segundo de nenhuma raia nessas olimpíadas.

Por Antonio Alonso às 10h48

01/03/2012

S40: Primeiro circuito sul-americano de vela começa na próxima semana

Os gaúchos do Crioula viajam nesta segunda para o Chile. Foto: Rolex/Matias Capizzano


Do Veleiros do Sul: Março inicia a todo vapor para o Crioula Sailing Team do Veleiros do Sul. A equipe inicia a fase de preparação mais intensa para sua participação da primeira etapa do Circuito Sul-americano de S40, que será realizada a partir da próxima semana em Algarrobo, no Chile.

O barco, que passou por rápida reforma, apenas pintura e manutenção preventiva, está sendo deslocado de caminhão de Buenos Aires a Algarrobo, onde deve chegar nesta quinta-feira. A equipe embarca para o Chile na próxima segunda-feira (5).

Conforme Samuel Albrecht, capitão da equipe, no dias 2 a 5 de março ocorre a preparação do barco, em 6 e 7 de março haverá treinos e as regatas ocorrem de 8 a 11 de março. "Na sexta-feira pretendemos botar a quilha e leme, no sábado mastro e no domingo trabalhar nos instrumentos, para na segunda poder dar uma simples velejada para calibragem", comenta Samuca.


Samuca relata que o bom momento da equipe se reflete nos resultados cada vez melhores e o sentimeto é de otimismo para a disputa.

A expetativa é boa, a tripulação está bastante entrosada, esperamos ter uma boa velocidade e fazer boas regatas, assim como fizemos na temporada passada onde conseguimos um segundo lugar na primeira etapa da Mitsubishi Cup, um terceiro lugar na terceira etapa do Rio de Janeiro e um segundo lugar no Circuito Atlântico Sul Rolex Cup, em Punta del Este nesse ano.

 

Por Antonio Alonso às 19h40

Pinguinzinho corajoso bota tubarão branco pra correr

Pra quem está passeando na net pra evitar o trânsito, um motivo pra ficar mais dois minutos no trabalho. Obrigado pela dica, Daniela Máximo.

Por Antonio Alonso às 18h33

Facebook da Marinha do Brasil ultrapassa os 20 mil seguidores

Na verdade, hoje já são mais de 21 mil. Marca respeitável para uma instituição oficial e sisuda como a Marinha. É quase o dobro do que a Aeronáutica e mais de 70% do número que o exército atingiu. Na sua página, a Força disponibiliza vídeos, fotos, notícias e conteúdos das nossas atividades. A Marinha também tem páginas no Youtube, no Twitter e no Flickr.

Por Antonio Alonso às 16h42

Desleixo da prefeitura de Porto Alegre cria ilhas e armadilhas do rio Guaíba

O departamento de águas não parece preocupado com segurança da navegação no Guaíba. Imagem: popa.com.br

O site gaúcho popa.com.br está entre os mais ativos na defesa das águas e da navegação de lazer. Um post recém publicado por eles denuncia que o próprio Departamento Municipal de Águas e Esgotos de Porto Alegre criou enormes bancos de detritos — e até ilhas inteiras — ao não devolver o material escavado do fundo para o leito do rio. "Enormes bancos de areia foram criados em área de tráfego intenso de embarcações sem a devida sinalização. Além da falta de sinalização adequada, a falta de garantias do DMAE de que irá espalhar os bancos de areia tem atormentado a comunidade náutica gaúcha."

Quando o poder público, além de não oferecer as soluções, ainda cria problemas, a situação está mesmo grave. Com a aproximação das eleições municipais, é muito provável que esses problemas "se resolvam", mas só se o barulho incomodar de verdade o prefeito José Fortunati (PDT).

Para ler a matéria, com declarações e largamente ilustradas no popa.com.br, clique aqui.

Por Antonio Alonso às 12h58

Calmarias intertropicais devem agitar a Volvo Ocean Race

Por contraditório que possa parecer, é a calmaria que vem aí pela frente que vai agitar esta etapa da Regata Volta ao Mundo. Todos os veleiros estão há dias velejando no mesmo bordo, no rumo sudoeste. Ora o Puma tira algumas milhas do Groupama, ora fica tudo igual. Os franceses ainda lideram bem, com uma vantagem de mais de 70 milhas. O Camper se enrolou de verdade com a vela rasgada, caiu para penúltimo e tem muito trabalho pra se recuperar.

Mas tudo isso pode não ter a menor importância, porque os dóldrums vêm aí. Essa zona de calmaria intertropical pode reembaralhar todas as cartas e fazer o Groupama perder toda a liderança acumulada até agora. Ou, caso o líder faça uma passagem limpa pela calmaria, pode significar uma mão na taça da quarta etapa.

Há mais um complicador em jogo, as ilhas Salomão. Puma, Groupama e Abu Dhabi, que velejam mais a leste, devem manter o rumo e passar a leste do arquipélago. Agora, os outros barcos vão colidir com o arquipélago se mantiverem o rumo. A opção fica entre velejar num ângulo desfavorável (e mais lento) e passar a leste ou arriscar passar por dentro do arquipélago. O Telefónica está nesse dilema agora.

Como eu disse, a calmaria vai deixar as coisas bem mais interessantes. No joguinho virtual da Volvo, tem muita gente optando por passar por dentro das ilhas... Eu acho que vou mandar um dos meus barcos por lá para testar. O problema é que vou ter que acordar à noite para ajustar a rota nos desvios. Ouch!

Por Antonio Alonso às 11h00

Quarentão apaixonado por surfe é revelação na Extreme Sailing Series

 

O americano Morgan Larson, novo capitão da Oman Air, teve um incrível início de temporada na abertura do Extreme Sailing Series, em Muscat. O esportista quarentão, apaixonado por surfe, tem em seu currículo três America´s Cup, 6 títulos em campeonatos mundiais, mas poucos acreditariam que dividiria o topo da tabela após seis corridas na pré-temporada com o Groupe Edmond de Rothschild na frente. “Não sabia o que esperar, para ser honesto. Sei que há muitos times talentosos, mas eu acho que o formato se adapta bem ao meu estilo. Acredito que possamos vencer, mas vamos precisar estar no pódio a todo momento”, disse Larson.

A pergunta que todos fazem é quem vencerá essa temporada. O time Frances liderado por Pierre Pennec é renomado e foi vice-campeão nas duas últimas temporadas. “Vencemos aqui ano passado e é sempre bom marcar o território para estar 100% competitivo”, disse Hervé Cunningham. É sempre um time para se observar.

Foi a equipe de Leigh McMillan, a The Wave, Muscat, que marcaram o primeiro revés da corrida. As condições não estavam desafiadoras com o vento entre seis e dez nós ao longo tarde, o que não demorou muito para que o time de Pennec assumisse o controle para vencer as duas corridas seguintes.  A corrida foi responsável por um momento de tensão quando o quinto homem da Oman Air, Max Bulger, caiu no mar. “Já vi várias pessoas caírem no mar, mas não do modo que se deu com ele. Foi impressionante”, disse Larson. O quinto homem foi rapidamente socorrido pelo time de Larson que tão logo se reposicionou para liderar a corrida.

O novo time do Estreme Sailing Series, Team Trifork, teve sua primeira experiência na competição, e adorou a experiência. ”Difuculdades, muito aprendizado e diversão. Terminamos em terceiro em uma das corridas e estivemos na briga o tempo todo”, disse o capitão Jes Gram-Hansen. A GAC Pindar, liderada pelo experiente Ian Williams, novos integrantes ano passado, fecharam a classificação neste primeiro dia na terceira posição.

Extreme Sailing Series 2012 Etapa 1, Muscat, Omã classificação após 1 dia, 6 corridas (28.2.12)

Posição / Equipe / Pontos

1- Groupe Edmond de Rothschild (FRA) Pierre Pennec / Jean-Christophe Mourniac / Hervé Cunningham / Bernard Labro / Adeline Chatenet 36 pontos

2- Oman Air (OMA) Morgan Larson / Will Howden / Charlie Ogletree, Nasser Al Mashari, Max Bulger 36 pontos

3- GAC Pindar (GBR) Ian Williams / Mark Ivey / Mark Bulkeley, Adam Piggot / Andrew Walsh 34 pontos

4- The Wave, Muscat (OMA) Leigh McMillan, Ed Smyth, Pete Greenhalgh, Hashim Al Rashdi, Rachel Williamson 30 pontos

5- Red Bull Sailing Team (AUT) Roman Hagara, Hans Peter Steinacher, Matthew Adams, Graeme Spence, Pierre Le Clainche 26 pontos

6- ZouLou (FRA) Loick Peyron, Philippe Mourniac, Jean-Sébastien Ponce, Bruno Jeanjean, Antoine Joubert 22 pontos

7- Alinghi (SUI), Ernesto Bertarelli, Tanguy Cariou, Nils Frei, Yves Detrey, Pierre-Yves Jorand 17 pontos

8- Team Trifork (DEN) Jes Gram-Hansen, Rasmus Kostner, Pete Cumming, Simon Hiscocks, Jonas Hviid 15 pontos

 

Por Antonio Alonso às 10h46

29/02/2012

Chefão brasileiro do Telefónica fala sobre lançamento do C30, vedete da vela brasileira

O vídeo no UOL Mais está mostrando essa tela nada promissora, mas pode clicar, que funciona


Horácio Carabelli é o brasileiro por trás do sucesso da equipe espanhola Telefónica nesta edição da Regata Volta ao Mundo. Nascido no Uruguai, ele mora no Brasli e é naturalizado há mais de 20 anos. Nesse tempo, deixou algumas marcas importantes como projetista na náutica nacional. É dele, por exemplo, o desenho do Carabelli 82, um dos maiores veleiros construídos no Brasil. Ele correu duas Volvo Ocean Race (ganhou uma no Ericsson 4) e agora é o diretor técnico do Telefónica, que lidera a competição com três vitórias em três etapas. Mas, antes de viajar para a Espanha, Carabelli provocou um verdadeiro rebuliço no mercado nacional com a apresentação do Carabelli 30, ou simplesmente C30.

O C30 veio na esteira da moda dos "monotipos de oceano" no Brasil. Monotipos de oceano são veleiros one-design (exatamente iguais) capazes de correr regatas de oceano, que até poucos anos atrás eram restritas às classes de tempo corrigido. É claro que a competição entre barcos iguais apresenta vantagens esportivas. Afinal, quem chega na frente vence. Nas regatas de tempo corrigido, é necessário recorrer ao computador para saber quem ganhou. A classe HPE 25 foi a pioneira e a Soto 40 escancarou a moda pelos monotipos de oceano.

O C30 custa hoje em torno de R$ 350 mil (sem velas e eletrônicos), um valor muito mais alto do que o HPE 25 e muito mais baixo do que o do Soto 40. O barco não tem conforto nenhum, e nem foi construído pra isso. É uma máquina de regatas moderna e veloz. Tudo indica (ainda não vi o barco) que ele é melhor acabado e melhor construído que o próprio Soto 40. Na opinião do velejador catarinense Tarcísio Mattos, que está trocando regtas de tempo corrigido pelo C30, a campanha não será cara, o que é importante: "A regra permite trocar o jogo de velas apenas uma vez por ano. O enxoval é restrito a uma genoa, uma buja, uma grande e dois balões. Não tem genoa leve, genoa média, genoa pesada. E todas tem peso mínimo permitido. Assim, todos terão velas iguais. Como é um barco para até sete tripulantes - anda muito bem com seis —  é um barco para correr com amigos e, no máximo tres profissionais (que eu acho que poucos contrarão tantos). Também há restrição ao uso de parafernálias eletrônicas, como os computadores que calculam as táticas das regatas. Só pode o básico: vento, velocidade, profundidade, gps e bússola".

Obrigado a Tarcísio Mattos pela iniciativa e pelo trabalho de filmagem e edição. Ele fez esse vídeo com Horácio Carabelli respondendo algumas perguntas que eu enviei. Pouca gente velejou nos C30. Até o ano passado, havia apenas dois deles prontos, a expectativa é que existam sete na água este ano. Finalmente, o chefão do Telefónica fala sobre o novo barco e também um pouco sobre a Regata Volta ao Mundo.

Por Antonio Alonso às 13h55

Camper sofre com vela rasgada na Volta ao Mundo

O Camper passou uma noite dura na Volvo Ocean Race. Chegando à metade da quarta perna, a vela de proa J2 deles estourou na madrugada, obrigando sua substituição por outra menor enquanto os reparos são feitos a bordo. A flotilha está entrando agora em uma zona de ventos fortes. O Camper está numa posição ótima, no centro da flotilha, exatamente onde os ventos começam a passar dos 20 nós. Os barcos mais a oeste pegam mais vento, mas estão mais longe do destino. Os barcos mais a leste, pegam menos vento. Por isso, o prejuízo do Camper neste momento é grande. Se tudo estivesse OK a bordo, eles provavelmente seriam o barco mais veloz da flotilha, mas são exatamente os mais lentos (sim, mais lentos até do que o Sanya).

O Groupama vai se consolidando com uma folga importante na liderança, mas há uma zona de baixa pressão perto de Fiji que pode reembaralhar todas as cartas no futuro. O Puma já é o segundo veleiro mais próximo do destino, que é Auckland, na Nova Zelândia.

Por Antonio Alonso às 09h28

28/02/2012

Com vaga olímpica garantida, Bruno Fontes treina com adversários em Floripa

O catarinense Bruno Fontes sofreu no vento fraco para derrotar o paulista João Hackerott em Búzios. Mas, agora que está com a vaga olímpica da Laser garantida, seu foco é ambicioso: voltar da Inglaterra com uma medalha no peito. Para isso, ele está treinando diariamente em Florianópolis, agora na companhia dos adversários Matias del Solar (CHI) e Jean Baptiste (FRA). O trio vai para a água, faça chuva ou faça sol. Só perdoem a trilha sonora que o Bruninho escolheu pra provar isso…

Por Antonio Alonso às 22h44

Isabel Swan testa skiff feminino que pode estar na Rio 2016

Isabel Swan, medalhista de bronze na 470 em 2008, postou hoje uma foto em seu Facebook com a imagem de um "49er FX", skiff que pode ser usado na Olimpíada do Rio em 2016. Na verdade, o barco é um Mackay FX, projeto irmão do 49er olímpico. Skiffs são esses barcos modernos, leves e muito rápidos (praticamente tão velozes quando catamarãs) e bastante complicados de velejar. Eles nunca foram muito populares no Brasil. Aliás, praticamente são velejados apenas pelos atletas em campanha olímpica. Atualmente, o único skiff olímpico é o 49er, uma categoria em que só correm homens. O Mackay FX concorre com outros cinco veleiros para ser o skiff feminino no Rio.

Esse tipo de barco é bastante mais popular na Oceania (o Mackay é neozelandês) e nós não temos muita tradição neles por aqui. Boa notícia veio com a Bel dizendo que fez um velejo muito bom ontem.

Aqui estão os concorrentes do Mackay FX

• 29erXX - Ovington Boats

• ARUP Skiff - ARUP

• AURA - Ovington Boats

• Hartley Rebel - Hartley Boats

• Mackay FX - Mackay Boats

• RS900 - RS Sailing

Os catamarãs têm sete concorrentes:

• Hobie 16 - Hobie Cat

• Hobie Tiger - Hobie Cat

• Nacra 17 - Nacra Sailing International

• Nacra F16 - Nacra Sailing International

• Spitfire S - Sirena Voile

• Tornado - International Tornado Class Association

• Viper - Australian High Performance Catamarans (AHPC)

Por Antonio Alonso às 18h13

Do Blog Maracatu: "Google cria o StreetView dos mares"

Se você ainda não conhece o Blog Maracatu, não sabe o que está perdendo. É uma das melhores — e mais divertidas — fontes de informação dos mares brasileiros. O casal Hélio e Mara cosntruiu o próprio barco, e depois disso nunca mais morou em terra. Eles conhecem tudo e todo mundo entre os cruzeiristas do Brasil e sempre aparecem com alguma novidade das boas. Como se não bastasse, o Hélio ainda é um fotógrafo excepcional.  Bom, agora que eu já enchi a bola, vou convidar vocês para entrarem no blog deles e descobrirem sobre o "Google Street View" do fundo dos mares. O endereço é maracatublog.com

Por Antonio Alonso às 11h51

Na Volta ao Mundo, Groupama lidera em posição estratégica

O que é um pontinho verde no horizonte? Durante boa parte dessa perna da Volvo Ocean Race, os tripulantes do então líder Camper sabiam muito bem o que isso significava: a ameaça Groupama nos calcanhares. Os franceses acabaram mostrando que a ameaça era real. Escolheram uma rota um pouco mais ao norte, acertaram em cheio e já têm mais de 50 milhas de vantagem sobre o Camper. A posição do Groupama neste momento é ótima. Eles estão a sudeste do pelotão, prontos para serem os primeiros a entrar na zona de ventos fortes que a flotilha tem pela frente.

Ontem eu errei uma previsão. Disse que o Groupama e o Puma tinham chance de se destacar da flotilha. No fundo, eu ainda acho que pode acontecer, mas o Puma, que era o terceiro, chegou a ser penúltimo e depois ganhou uma posição. O Puma continua sendo o barco mais ao norte, essa diferença já caiu muito. Eu não vou arriscar prever o que acontece com os americanos daqui pra frente. Eles vão pegar um vento ligeiramente diferente do resto da flotilha, ora mais forte, ora mais fraco. Como eu gostei da coragem deles em arriscar tudo nesta etapa, confesso que estou torcendo para eles saírem desta na frente. É como um gol bonito, só que esse está demorando uma semaninha pra sair.

Por Antonio Alonso às 11h01

27/02/2012

Crise mundial "escolhe" prancha olímpica da Rio 2016

Vídeo de divulgação da RS:X Evolution, que não deve prosperar devido à crise mundial

Bimba, quarto colocado em Atenas 2004, quando  a prancha olímpica era a Mistral, tem chances reais de conquistar a primeira medalha olímpica do Brasil nesta classe, agora com a RS:X. Esta será a quarta olimpíada da carreira de Bimba. Se nenhum de seus alunos vencer ele até 2016, ele corre o risco de disputar no Rio sua quinta Olimpíada, com a terceira prancha diferente. A NeilPryde, fabricante do equipamento atual, a RS:X, chegou a anunciar uma nova prancha, mais adequada aos ventos fracos da baía de Guanabara. No entanto, a crise mundial fez a empresa mudar de rumo e agora ela vai testar pequenas modificações sobre o modelo atual.

Fernando Pasqualin é windsurfista e técnico de Bimba. Os dois foram convidados para testar as novas modificações agora em maio, mas recusaram em nome da preparação olímpica. Pedi para Fernando contar um pouco mais sobre os detalhes da nova prancha, e é isso o que ele faz aqui abaixo:

 

Muito se especulou sobre qual será o futuro do Windsurfe nos Jogos Olímpicos apos Londres 2012. Fugindo dos boatos, vamos aos fatos.

Em meados de 2010 a classe RS:X, em conjunto com a fabricante das pranchas Neilpryde decidiu tomar medidas para que o Windsurfe não corresse o risco de estar fora das Olimpíadas do Rio 2016. A justificativa de ambas as partes era que a ISAF estava sendo pressionada pelo COI para que tornasse a vela de competição algo que tivesse mais apelo de mídia, que fosse mais voltado para o público. Segundo eles, sem mudanças o Windsurfe poderia ser preterido pelo KiteSurfe, por exemplo.

Dessa forma, no intuito de trazer um equipamento mais veloz com ventos fracos (que predominam na baía de Guanabara), foi lançado o protótipo RS:X Evolution. Da antiga R:SX só ficou o molde da prancha, mas até o peso foi reduzido em 3kg, as velas aumentaram 0,5 metros quadrados em área (10m² para homens e 9m² para as mulheres). Fora isso, as novas velas também ganharam menos talas e cores mais chamativas, outras peças como mastro, retranca e quilha sofreram pequenas atualizações.

Longe de ser uma unanimidade entre os que costumam freqüentar os campeonatos internacionais da classe, o novo protótipo causou a desconfiança geral. Se ele fosse levado adiantefederações teriam que investir novas “fortunas” para formar classes em seus países, o Windsurfe Olímpico se distanciaria mais uma vez dos praticantes de fim de semana que não tem “fôlego” para gastar tanto dinheiro trocando de material toda hora e a classe como um todo perderia muito. Soma-se a isso a crise financeira mundial que enfraqueceu financeiramente as federações nacionais e o projeto deixou de ser uma realidade.

Portanto, no fim de 2011 a classe RS:X anunciou que em Março de 2012 seriam realizados testes de desempenho com a prancha atual e novas quilhas e velas. O que se pensava é que estas seriam mudanças que não afetariam significativamente o preço final do material mas que poderiam ter real mudança na performance em ventos fracos.

Pare estes testes eu fui convidado a ser um dos velejadores, assim como o Bimba e vários representantes dos países que geralmente estão presentes na classe. Não aceitamos por conta da preparação do Bimba para os Jogos, mas os testes estão confirmados. Tudo ocorrerá antes do mundial de Cádiz, que começa na última semana do mês, e a idéia é ter resultados conclusivos logo após o campeonato para serem apresentados junto à ISAF antes da reunião do meio de ano que ocorre em maio e deve ser decisiva para a escolha das classes que estarão presentes no Rio em 2016.

Grande abraço,
Fernando Pasqualin
Técnico CBVM/Time Rio

Por Antonio Alonso às 16h55

No meio do oceano, Joca Signorini recebe a notícia do nascimento de sua primeira filha

Foto: Diego Fructuoso/Team Telefonica/Arquivo

Nasceu a primeira filha do único velejador brasileiro embarcado nesta edição da Regata Volta ao Mundo. Joca Signorini, chefe do turno do Telefónica, recebeu a notícia no meio oceano, entre as Filipinas e o Japão. De acordo com o tripulante de mídia do barco espanhol, Diego Fructoso, quando a notícia chegou, no meio da noite, cada um dos velejadores deu algumas baforadas no charuto em homenagem à garota, enquanto Joca falava com sua mulher, Lotta, por telefone.

A garotinha é uma legítima filha desta regata, já que Joca começou a namorar com Lotta, que é sueca, durante a última edição. Em 2008/2009, Joca velejava com Torben Grael no barco sueco Ericsson 4, que acabou campeão. O novo papai vai ter de esperar pelo menos mais uns 10 dias para ver a filha. Ele está no meio da quarta etapa da Regata Volta ao Mundo, que deve chegar em Auckland, na Nova Zelândia, no dia 8 de março. Depois, ainda terá de pegar o avião e atravessar meio mundo para visitar a pequena.

"Ela ainda não tem nome. Por isso, por enquanto estamos chamando a criança de Mini Signorini", brincou Fructoso. "O Joca conseguiu falar com sua esposa e está tudo perfeito". Parabéns ao Joca e à Lotta!

Puma de volta ao jogo - Alguém lembra que o Puma estava em último lugar, 200 milhas mais a oeste e 200 milhas ao norte do líder Camper? Pois podem esquecer. O Puma voltou ao jogo, passou a maior parte do fim de semana como o barco mais veloz da flotilha, aproveitando justamente os ventos mais fortes ao norte, e agora já é o terceiro, encostando no Camper. O Groupama, que também deu uma subidinha para o norte, é o novo líder.
A batalha agora vai ser definida muito pela melhor estratégia. Eu imagino que Groupama e Puma vão acabar se descolando do resto da flotilha nesse "mergulho para o sul", que deve ser o próximo movimento em direção à chegada desta quarta etapa, em Auckland, na Nova Zelândia.

Por Antonio Alonso às 11h00

26/02/2012

Cientistas dizem ter provas de que golfinhos são "pessoas não-humanas"

Imagem: Reprodução ABC.es

Os golfinhos e baleias devem ser tratados como "pessoas não-humanas", segundo alguns cientistas proeminentes que se reuniram na conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS), a maior de seu gênero no mundo. Segundo esses cientistas, esses cetáceos são suficientemente inteligentes para que se enquadrem em normas éticas que usamos para tratar os outros humanos, como a proibição de sua caça, cativeiro ou posse.

Essa proposta não é nova. Desde maio de 2010 circula a Declaração Universal dos Direitos dos Cetáceos. Segundo ela, baleias e golfinhos não podem ser forçados a viver em cativeiro, ser objeto de maus tratos ou ser retirados de seu habitat natural. Como "pessoas não-humanas", eles também não podem pertencer a ninguém.

A novidade é que o jornal espanhol ABC publicou uma notícia que dá a entender que essa declaração veio oficialmente em nome da AAAS, o que seria bombástico. Na verdade, houve uma reunião importante, mas dela não saiu nenhuma declaração oficial em nome da AAAS. Em um simpósio organizado dentro da conferência, cientistas mostraram evidências de que os golfinhos têm consciência de si mesmos, característica que até pouco tempo era considerada exclusivamente humana. 

Para embasar a matéria, o jornal buscou declarações do filósofo Thomas White, que escreveu o livro: "Em defesa dos golfinhos, a nova fronteira moral". Para o filósofo, “a evidência científica agora é forte o suficiente para apoiar a alegação de que os golfinhos são como os seres humanos, auto-conhecedores, seres inteligentes, com emoções e personalidades. Assim, os golfinhos devem ser considerados como pessoas não-humanas, sendo valorizados como indivíduos. Do ponto de vista ético, as lesões, mortes e cativeiro é algo errado”.

Ok, o jornalismo preguiçoso do ABC deixou a notícia mais legal do que ela realmente é. Por enquanto, ainda é uma teoria a ser comprovada. Mas a ideia tem méritos. E interessante também ela aparecer justo no dia em que eu postei o vídeo da matança aí abaixo

Ficou curioso?

Clique aqui para ler a matéria no jornal ABC (em espanhol)

Clique aqui para ler sobre o simpósio da AAAS (em inglês)

Por Antonio Alonso às 19h15

Bloody Sunday: Um pouco da cara do que é a caça às baleias

Eu normalmente não gosto desses vídeos cheios de sangue. Primeiro, porque eu não preciso ver isso pra tomar minha posição. Segundo, porque a maioria é fake ou leva tanto photoshop, que eu me impressiono mais com a inocência de quem repassa do que com os bichos estripados.

Mas, vale a pena ver pelo menos uma vez isso. Com a reserva de que provavelmente rolou um bom photoshop aí pra dar um pouco mais de drama vermelho às cenas.

Por Antonio Alonso às 14h39

25/02/2012

Em entrevista à Época, Lars Grael pede Guarda Costeira no Brasil

 “Todo país desenvolvido com cultura náutica tem uma Guarda Costeira, com poder de policiar, abordar e prevenir. Esse debate deveria estar no Congresso. É uma omissão nossa, constitucional. A Marinha exerce voluntariamente esse papel, mas sua função é outra, de proteger a soberania nacional.”

Opinião de Lars Grael, que perdeu uma perna ao ser atropelado por uma lancha em 1998.

Clique aqui para ler o post no blog do irmão de Lars, Axel Grael.

Por Antonio Alonso às 00h08

Glossario visual da Vela: bombar

A prancha é a única classe olímpica onde da "bombada" não é irregular. Nesse vídeo da regata-treino do Europeu de RS:X, o brasileiro Bimba aparece (bastante) bombando descaradamente. Isso faz parte da técnica de velejada na prancha. Em qualquer outra classe, essa movimentação é penalizada. Na primeira vez, com uma bandeira amarela, que significa que o barco terá de dar duas voltas sobre seu eixo (720º). Na segunda vez, o barco é desclassificado da regata.

A pegadinha é que quem prestar atenção vai perceber que vários dos melhores do mundo "bombam" com frequência. E vira-e-mexe esses caras tomam uma bandeira amarela. O grande segredo é convencer o juiz de que a "bombada" não é um movimento exagerado, mas apenas uma acomodação dentro do barco. Quando se busca a perfeição, todas essas brechas no regulamento precisam ser cobertas.

Por Antonio Alonso às 00h00

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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