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11/02/2012

Vídeos: Velejadores brasileiros falam após garantir vaga olímpica

Adriana Kostiw está de volta às Olimpíadas

Líderes do ranking mundial, Robert Scheidt e Bruno Prada são apontados como favoritos ao ouro em Londres/2012. O treinador de Scheidt dos tempos de Laser e chefe da Equipe Brasileira de Vela, Cláudio Biekarck explica os motivos da 'vantagem' dos atletas

Na 470 masculino, Brasil ainda não garantiu a vaga:

O gaúcho Fábio Pillar ainda terá de lutar pela vaga no Mundial de 470, em Barcelona

Por Antonio Alonso às 14h22

Favoritos confirmam vagas olímpicas; só 470 feminino terá desempate

Adriana Kostiw está de volta às Olimpíadas. Foto: Márcio Rodrigues/mpix

Equipe olímpica terá Scheidt e Prada (Star), Bimba (RS:X masculina), Patricia Freitas (RS:X feminina), Adriana Kostiw (Laser Radial), Bruno Fontes (Laser) e Jorge Zarif (Finn); 470 feminina terá desempate e Brasil ainda busca vaga na 49er e na 470 masculina

Búzios (RJ) - Os primeiros representantes do Brasil nos Jogos de Londres/2012 foram definidos antes do final da Semana Brasileira de Vela, disputada em Búzios, no litoral fluminense. Nesta sexta-feira (10), novamente com o vento leste/nordeste soprando forte na raia mundialmente famosa pelos ventos fortes, todas as classes completaram 10 regatas das 11 previstas (na 49er eram 16). Com um dia de antecipação, a equipe olímpica brasileira se definiu em seis das dez classes que vão estar em Londres/2012.

Atuais vice-campeões olímpicos, Robert Scheidt e Bruno Prada disputam os Jogos pela segunda vez seguida na Star. Na prancha RS:X, Ricardo Winicki, o Bimba, e Patrícia Freitas ficaram com a vaga. Na Laser, Bruno Fontes será o representante na Standard e Adriana Kostiw, na Radial. Na Finn, o brasileiro em Londres será Jorge Zarif.

A única classe com vaga nas Olimpíadas que não definiu seu representante foi a 470 feminina. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan venceram a Semana de Búzios e empataram a seletiva com Martine Grael e Isabel Swan, que ficaram em oitavo lugar no Mundial de Perth (AUS). No match race feminino, o Brasil não tem mais chances e as classes 49er (com André Fonseca e Marco Grael) e 470 masculino (com Fabio Pillar e Gustavo Thiesen) ainda buscam as últimas vagas para Londres nos respectivos Mundiais de 2012.

Adriana Kostiw foi uma das que esteve perto da perfeição em Búzios, com sete primeiros lugares em 10 provas. "Estou bastante feliz e com sentimento de dever cumprido. Voltar aos Jogos é bastante gratificante. Espero que as meninas façam bonito e ganhem mais medalhas. Agora é treinar bastante e correr os principais campeonato lá fora para chegar 100%", projeta.

Jorge Zarif, com 19 anos, é o mais jovem membro do time olímpico brasileiro. "Quero chegar entre os 10 primeiros em Londres e aprender bastante, já que essa experiência será fundamental em 2016. Os estrangeiros estão na nossa frente em desenvolvimento de material e tecnologia, por isso vou fazer vários intercâmbios para ser medalhista", afirma.

"Equipe brasileira é forte", diz Scheidt - Para o multicampeão Robert Scheidt, a perspectiva para as próximas Olimpíadas são boas. "A Equipe Brasileira de Vela é muito forte. A mistura de jovens talentos com experientes é importante e pode render medalhas. Vejo o 470 feminino, a gente no Star, o Laser masculino e os RS:X com grandes chances", revela Robert, veterano de quatro jogos e com quatro medalhas no currículo, sendo duas de ouro. 

Sobre o favoritismo, Robert Scheidt diz já estar acostumado. "Eu convivo com o favoritismo desde a minha primeira Olimpíada em 1996. Sei que nós somos os adversários a ser batidos e vamos brigar pelo título na raia de Weymouth. Espero que a organização defina com antecedência onde será a disputa. Vamos treinar bastante para o ouro", lembra o bicampeão olímpico.

O proeiro Bruno Prada salienta que estar bem fisicamente é também fundamental. "O mais importante é chegar inteiro na Olimpíada. O planejamento deve ser intenso sem prejudicar fisicamente. Muitas vezes treinamos demais e chegamos cansados nos eventos. A ideia é estar 100% nos jogos", fala Bruno Prada. A dupla marcou dois treinos em Weymouth, raia dos Jogos de 2012, além da Sail for Gold, em junho na Inglaterra.

Na disputa mais interessante da seletiva, na Laser Standard, Bruno Fontes ficou com a vaga após um segundo lugar na primeira regata do dia, atrás do carioca Eduardo Couto. Com a vitória na segunda prova desta sexta-feira, e os dois terceiros lugares do jovem paulista João Hackerott, o catarinense Fontes respirou aliviado e comemorou a conquista da vaga olímpica. 

"A disputa com o João Hackerott só valorizou minha classificação. Foram dias de regatas bastante apertadas. Meu objetivo é buscar uma medalha em Londres, mas sei que será difícil. Os meus últimos resultados internacionais foram bons", diz Bruno, vice-campeão da Semana de Vela de Miami nos Estados Unidos, em janeiro. 

O duelo da 470 na Espanha - O Troféu Princesa Sofia, em Palma de Maiorca, na Espanha, no mês de abril, definirá qual será a dupla de 470 que defenderá o bronze olímpico de Pequim/2008. Fernanda Oliveira e a proeira Ana Barbachan foram campeãs da Semana Brasileira de Vela vencendo as oito regatas disputadas em Búzios. Como não havia mais chances matemáticas de reverter o resultado, a dupla gaúcha optou por não correr as demais provas programadas. 

Como Martine Grael e Isabel Swan conquistaram a vaga do país no Mundial de Perth, em dezembro, o desempate será em águas espanholas e quem conseguir o melhor resultado estará na Inglaterra. "Agora vamos focar bastante nos treinamentos. Vamos voltar para a Nova Zelândia no final de fevereiro e até lá vamos fazer treinamentos físicos aqui no Brasil. Pretendemos chegar mais cedo em Palma e treinar bastante na raia de lá", declara Isabel.

49er e meninos do 470 têm mais uma chance - Ainda sem vaga olímpica, as duas classes podem carimbar o passaporte para a Inglaterra nos mundiais da categoria, em maio. Únicos representantes do país, André "Bochecha" Fonseca e Marco Grael intensificaram os treinamentos para ganhar a vaga na competição de 49er, que será em Zadar (Croácia). Para a categoria restam quatro vagas (12 países já estão confirmados).

Líderes do ranking nacional de 470, Fábio Pillar e Gustavo Thiesen disputam em Barcelona (Espanha), as sete vagas restantes na classe. O 470 masculino tem 20 países confirmados. O Match Race feminino do Brasil não conseguiu classificar um trio para a estreia da classe no calendário olímpico após duas tentativas: Perth (Austrália), em dezembro de 2011, e Miami (EUA), em fevereiro de 2012.

A Semana Brasileira de Vela continua neste sábado (11) com as provas finais das classes a partir das 11 horas. Após as regatas, a CBVM promoverá a cerimônia de encerramento marcada para as 15 horas.

Classificação geral:

Finn - após 10 regatas 
1º- Jorge Zarif - 10 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1+1+1) 
2º- Pedro H. Trouche de Souza - 20 pp (2+2+2+2+2+2+2+2+2+2)
3º- Arthur Lopes - 33 pp (3+3+3+3+3+4+3+4+4)

Laser Radial - após 10 regatas 
1ª- Adriana Kostiw - 17 pontos perdidos (1+1+3+1+4+3+1+1+1+1) 
2ª- Odile Ginaid - 31 pp (3+3+2+4+5+2+3+3+3+3)
3ª- Maria Cristina K. Boabaid - 36 pp (5+4+1+2+1+6+4+4+5+2)

Laser Standard - após 10 regatas 
1º- Bruno Fontes - 16 pp (1+1+3+2+2+2+1+1+2+1) 
2º- João Hackerott - 19 pp (3+2+1+1+1+1+2+2+3+2)
3º- Eduardo Couto - 29 pp (2+3+2+3+6+3+3+4+1+3)

RS:X Masculino - após 10 regatas 
1º- Ricardo Bimba Santos - 10 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1+1+1) 
2º- Ivan Pastor (ESP) - 26 pp (2+2+2+2+2+6+2+2+3+3)
3º- Alberto Lopes de Carvalho - 35 pp (5+6+3+5+3+2+4+3+2+2)

RS:X Feminino - após 10 regatas
1ª- Patricia Freitas - 11 pontos perdidos (1+1+1+1+1+2+1+1+1+1) 
2ª- Bruna Martinelli C. de Mello - 26 pp (4+4+2+2+2+4+2+2+2+2)
3ª- Patricia Castro - 28 pp (2+2+3+3+3+1+4+3+4+4)

470 Masculino* - após 10 regatas 
1º- Fabio Pillar/Gustavo Thiesen - 15 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1+1+6 DNF)
2º- Henrique Haddad/Nicolas Castro - 24 pp (3+2+2+2+2+4+3+2+2+2)
3º- Carlos Henrique Wanderley/Bernardo Arndt - 25 pp (2+3+3+3+3+2+2+3+3+1)

49er* - após 11 regatas 
1º- André Fonseca/Marco Grael - 15 pp (1+3+2+1+2+1+1+1+1+1+1) 
2º- Pablo Herman/Luis Felipe Herman (CHI) - 21 pp (2+1+3+2+1+2+2+2+2+2+2)

Classificação final:
470 Feminino - 8 regatas 
1ª- Fernanda Oliveira/Ana Luiza Barbachan - 8 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1)
2ª- Martine Grael/Isabel Swan - 16 pp (2+2+2+2+2+2+2+2) 

Star - 10 regatas
1º- Robert Scheidt/Bruno Prada - 10 pp (1+1+1+1+1+1+1+1+1+1) 
2º- Alessandro Pascolato/Henry Boening - 22 pp (2+2+4+3+3+2+2+2+2) 
4º- Reinaldo Conrad/Ubiratan Matos - 33 pp (5+4+3+5+4+3+3+3+3)

Em negrito, atletas classificados para a Olimpíada
* Classes que não tem a vaga olímpica

A Confederação Brasileira de Vela e Motor tem o patrocínio do Bradesco por meio da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, e apoio da Tamoyo Turismo, Travel Ace, Vuarnet e COB - Comitê Olímpico Brasileiro.

Por Antonio Alonso às 10h59

10/02/2012

Bruno Fontes comemora vaga olímpica na Laser

A Semana Brasileira de Vela completou dez regatas velejadas nesta sexta-feira. Bruno Fontes, que começou o dia empatado com um surpreendente João Hackerott, venceu duas das três regatas disputadas e já pode comemorar sua vaga para a Olimpíada de Londres.

Por Antonio Alonso às 16h52

Brasil deve conhecer hoje seus representantes olímpicos em mais cinco classes

Aos 19, Jorginho Zarif deve confirmar hoje sua primeira participação em uma olimpíada. Foto: Marcio Rodrigues/mpix

 

Em condições excelentes, de vento forte, o Brasil vai conhecer nesta sexta-feira, por antecipação, os donos de cinco vagas olímpicas. Pela superioridade que mostraram desde o começo da competição, não perdem mais:

Star - Robert Scheidt e Bruno Prada
Finn - João Jorge Zarif
RS:X masculino - Ricardo Winicki (Bimba)
RS:X feminino - Patrícia Freitas
Laser Radial - Adriana Kostiw

Nessa lista, só Patrícia Freitas e Adriana Kostiw não estão invictas, mas mesmo assim dominam a tabela com folga. A decisão na Laser Standard deve ficar mesmo para a última regata, no sábado. O favorito Bruno Fontes lidera, mas empatado em pontos com o "azarão" João Hackerott. Como a previsão daqui para frente é sempre de ventos fortes, Bruno Fontes tem mais chances de sair campeão, já que João se deu muito melhor nos dias de pouco vento.

Os sem vaga - Nas classes em que o Brasil ainda não se classificou para a Olimpíada, a 49er e a 470 masculino, a Semana Brasileira de Vela vale muito também. Os vencedores terão apoio da confederação brasileira para viajar e competir nos mundiais das classes, que são a última chance para a conquista de vagas. Nos dois casos, o jogo está definido. Bochecha e Marco Grael serão os representantes no Mundial de 49er e Fábio Pillar e Gustavo Thiesen na 470.

Justiça nos critérios - Ontem Robert Scheidt respondeu a uma crítica de Lars Grael, que chamou a seletiva brasileira de "jogo de cartas marcadas". "Os critérios de classificação são os mais justos, já que o atleta que investe e disputa competições internacionais ao longo do ano certamente está mais preparado para a conquista da vaga. Só um evento para definir o representante olímpico não é justo", dise Robert Scheidt. 

Lars criticou o fato de a seletiva ser composta por dois eventos, um deles no Brasil e outro na Austrália. "Ora, num país com mais de 8 mil km de costa, fazer eliminatória da Australia (não poderia ser mais longe?), é no mínimo um casuismo. Isto por um acaso é esporte de inverno que tem que fazer seletiva olímpica nos alpes suiços? No mínimo um casuismo, ou, um jogo de cartas marcadas", postou em seu blog. Como a confederação paga as despesas do primeiro colocado no ranking nacional de vela, Lars achou injusto exigir que as demais tripulações arcassem com os altos custos de logística para tentar a vaga na Austrália.

Classificação geral:

470 Feminino - após 8 regatas 
1ª- Fernanda Oliveira/Ana Luiza Barbachan - 8 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1)
2ª- Martine Grael/Isabel Swan - 16 pp (2+2+2+2+2+2+2+2) 

470 Masculino* - após 8 regatas 
1º- Fabio Pillar/Gustavo Thiesen - 8 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1)
2º- Henrique Haddad/Nicolas Castro - 20 pp (3+2+2+2+2+4+3+2)
3º- Carlos Henrique Wanderley/Bernardo Arndt - 21 pp (2+3+3+3+3+2+2+3)
4º- Nicolas Brancher/Marco Brancher - 33 pp (4+4+4+4+4+5+4+4)
5º- Alexandre Muto/Gabriel Borges - 39 pp (5+5+5+5+5+3+5+6 OCS)

Finn - após 7 regatas 
1º- Jorge Zarif - 7 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1) 
2º- Pedro H. Trouche de Souza - 14 pp (2+2+2+2+2+2+2)
3º- Arthur Lopes - 22 pp (3+3+3+3+3+4+3)
4º- Tiago Moraes - 29 pp (5+4+5+4+4+3+4)
5º- Ricardo Carvalho - 37 pp (6+5+6+5+5+5+5)

Laser Radial - após 8 regatas 
1ª- Adriana Kostiw - 15 pontos perdidos (1+1+3+1+4+3+1+1) 
2ª- Odile Ginaid - 25 pp (3+3+2+4+5+2+3+3)
3ª- Fernanda Decnop - 26 pp (2+2+4+5+2+4+5+2)
4ª- Maria Cristina K. Boabaid - 27 pp (5+4+1+2+1+6+4+4)
5ª- Monica G. Matschinske - 28 pp (4+5+5+3+3+1+2+5)

Laser Standard - após 7 regatas 
1º- Bruno Fontes - 13 pp (1+1+3+2+2+2+1+1) 
2º- João Hackerott - 13 pp (3+2+1+1+1+1+2+2)
3º- Eduardo Couto - 26 pp (2+3+2+3+6+3+3+4)
4º- Alex Ramos Veeren - 35 pp (4+5+7+5+4+5+4+3)
5º- Matheus Carvalho - 41 pp (5+4+6+7+3+7+6+5)

RS:X Masculino - após 8 regatas 
1º- Ricardo Bimba Santos - 8 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1) 
2º- Ivan Pastor (ESP) - 20 pp (2+2+2+2+2+6+2+2)
3º- Alberto Lopes de Carvalho - 31 pp (5+6+3+5+3+2+4+3)

RS:X Feminino - após 8 regatas
1ª- Patricia Freitas - 9 pontos perdidos (1+1+1+1+1+2+1+1) 
2ª- Patricia Castro - 21 pp (2+2+3+3+3+1+4+3)
3ª- Bruna Martinelli C. de Mello - 22 pp (4+4+2+2+2+4+2+2)

Star - após 8 regatas
1º- Robert Scheidt/Bruno Prada - 8 pp (1+1+1+1+1+1+1+1) 
2º- Alessandro Pascolato/Henry Boening - 20 pp (2+2+4+3+3+2+2+2) 
3º- Gastão Brun/Gustavo Kunze - 30 pp (3+3+2+2+2+6 DNC +6 DNC +6 DNC)
4º- Reinaldo Conrad/Ubiratan Matos - 30 pp (5+4+3+5+4+3+3+3)
5º- Luiz André A. Reis/Renatão Moura - 41 pp (4+5+5+4+5+6 DNC +6 DNC +6 DNC)

49er* - após 8 regatas 
1º- André Fonseca/Marco Grael - 12 pp(1+3+2+1+2+1+1+1) 
2º- Pablo Herman/Luis Felipe Herman (CHI) - 15 pp(2+1+3+2+1+2+2+2)
3º- Bernardo Freitas/Francisco Andrade (POR) - 27 pp(4+2+1+4 DNC+4 DNC +4 DNC +4 DNC +4 DNC)

* Classes que não tem a vaga olímpica
Em negrito, velejadores tem um ponto na seletiva

Por Antonio Alonso às 08h56

Primeiro Carabelli 30 catarinense já está na água

Kaikias é o nome do terceiro Carabelli 30 a ir para a água, o primeio em Santa Catarina. Tarcisio Mattos filmou e publicou esse vídeo com relatos de velejadores que participaram das primeiras velejadas e testaram o C30. Os depoimentos convergem para um barco que orça muito bem, que é mais estável do que os velejadores pensavam, que corta muito bem as ondas e que tem o leme pesado "como faca na manteira". Essa estabilidade vem de um bulbo de 732 quilos. Todo esse peso concentrado na quilha, num barco que pesa menos de duas toneladas, consegue "grudar" o barco na água sem comprometer a esportividade. C30, eu ainda vou velejar um.

Por Antonio Alonso às 08h30

Veleiros da Regata Volta ao Mundo passam por ultrassom para detectar "microlesões"

O italiano Stefano Beltrando foi o primeiro a usar ultrassom para detectar problemas na estrutura dos barcos, 12 anos atrás. Nesta semana ele esteve na China fazendo um "check-up" completo em todos os barcos da Volvo Ocean Race, menos o Groupama que está no Canad... ops, que tem seu próprio ultrassonografista. Essa informação é importante para mostrar o grau de tecnologia e de cuidado a que esses barcos são submetidos. "Esses veleiros são muito leves, não há nenhum reforço além do necessário na construção, por isso é importante procurar por pequenas delaminações que podem aumentar rápido no mar", conta Beltrando.

O utrassom consegue encontrar delaminações – que são pequenas "lesões" na estrutura de carbono – de até dois centímetros. Stefano disse também que a qualidade da construção dos barcos desta geração melhorou muito. "Na edição passada, você tinha o Ericsson 4 e o Ericsson 3 que eram muito bem construídos. Dessa vez todos estão num mesmo nível". A exceção, claro, é o Team Sanya, que usa um barco da geração passada, o Telefónica Azul.

A ação pra valer acontece só no próximo fim de semana, com a regata costeira na sexta e a largada rumo a Aucklanda, na Nova Zelândia, no dia seguinte.

Por Antonio Alonso às 08h15

09/02/2012

Seletiva: Bruno Fontes leva susto, mas reassume liderança em Búzios

João Hackerott volta a ser segundo. Foto: Marcio Rodrigues/mpix

Mesmo com ventos fracos, foram realizadas três regatas nesta quinta valendo pela seletiva olímpica brasileira em Búzios. Os destaques foram a vitória antecipada de Fernanda Oliveira e Ana Barbachan na 470 e Bruno Fontes reassumindo a liderança na Laser. A ZDL conta como foi:

Da ZDL de Comunicação - A Semana Brasileira de Vela já tem suas primeiras campeãs. Nesta quinta-feira (9), a medalhista olímpica Fernanda Oliveira e a proeira Ana Barbachan garantiram o título na classe 470 feminina e adiaram a decisão da dupla brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres/2012.

As fluminenses Martine Grael e Isabel Swan entraram na seletiva olímpica com vantagem, após o oitavo lugar no Mundial de Perth, na Austrália. Para carimbar a vaga, precisavam vencer em Búzios. Mas as gaúchas foram superiores.

Fernanda e Ana comemoraram o título antecipado da Pré-Olímpica já na sexta regata. As duas venceram todas as provas realizadas em Búzios até agora. Com isso, a definição da vaga ficou adiada para o Troféu Princesa Sofia, em Palma de Maiorca, na Espanha.

"Tiramos um peso das costas. Foi só uma etapa e vamos seguir treinando forte para Palma de Maiorca. Já corremos na raia espanhola e a estratégia será diferente, sem a necessidade de um match race", revela Ana Barbachan, que promete descansar alguns dias.

A dupla deve retomar os treinamentos no Rio Grande do Sul até a viagem a Palma de Maiorca. O evento espanhol está marcado para o final de março.

Outras classes - A quinta-feira começou com poucos ventos e muito calor em Búzios e parecia que novamente o vento estava de folga no litoral leste do Rio de Janeiro. No entanto, no começo da tarde, com as regatas previstas para as 13h, o vento de este/sueste, de 8 a 12 nós, chegou firme e proporcionou três boas regatas para cada classe. Apenas a Finn, que viu Jorge Zarif vencer as duas do dia para manter 100% de aproveitamento, não chegou às oito provas previstas no programa. 

Na classe Laser Standard, palco de disputa feroz, a briga promete se estender até a última regata, no sábado (11). Na primeira prova desta quinta, João Hackerott voltou a vencer e deu mais um susto no favorito Bruno Fontes, que vinha de um vice-campeonato em Miami no primeiro evento do circuito internacional de Vela da Isaf (Federação Internacional de Vela). O catarinense, porém, não se fez de rogado e venceu as duas provas seguintes para terminar o dia com os mesmos 13 pontos perdidos do rival e levar vantagem no critério de desempate. 

"Eu velejo melhor em vento forte e, se a previsão se concretizar, estarei preparado para dar o meu máximo. A disputa está bem equilibrada e tudo será decidido no final", explica Bruno Fontes. Na Laser feminina, Adriana Kostiw teve o melhor desempenho do dia e pode confirmar a vaga nesta sexta-feira (10). 

Nas demais classes, após 8 das 11 regatas previstas no evento, os líderes e favoritos, que classificaram o Brasil em Perth, na Austrália, praticamente garantiram o título da Semana Brasileira de Vela e, com isso, a vaga nominal para competir nos Jogos Olímpicos. 

Com 100% de vitórias e apenas com remotas chances matemáticas de perder em Búzios, Robert Scheidt e Bruno Prada, na Star; Jorge Zarif, na Finn, e Ricardo "Bimba" Winicki, na RS:X masculina, podem dormir sossegados. 

"Mais um dia difícil de ventos médios e fracos. Conseguimos vencer as três regatas de maneira conservadora. Estamos quase lá e precisamos apenas completar uma regata para ir aos Jogos", relata Bruno Prada, feliz pelo desempenho da dupla. "É uma honra correr mais uma olimpíada pela Star, classe mais vitoriosa da vela. Vamos trabalhar para a temporada européia", finaliza o proeiro.

"Os critérios de classificação são os mais justos, já que o atleta que investe e disputa competições internacionais ao longo do ano certamente está mais preparado para a conquista da vaga. Só um evento para definir o representante olímpico não é justo", analisa Robert Scheidt. 

Também com oito vitórias em oito provas estão Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, que não classificaram a classe 470 masculina na Austrália, mas garantem, com a vitória em Búzios, o apoio financeiro para o Mundial de Barcelona, que ainda vale 25% das vagas de países para Londres 2012. 

"O objetivo é focar nos eventos internacionais para ficar mais próximos dos europeus, que são os melhores da categoria. Precisamos ainda mais desenvover material para buscar a vaga e fazer bonito em Londres", fala Gustavo Thiesen. 

Na prancha RS:X feminina, a medalhista de ouro pan-americana Patrícia Freitas, sete vitórias um segundo lugar nas oito regatas disputadas, também praticamente assegurou sua vaga olímpica. 

A Semana Brasileira de Vela continua nesta sexta-feira com mais duas provas previstas para cada classe a partir das 11 horas. A Finn deverá ter três regatas. No sábado ocorre a última prova de cada classe e a cerimônia de encerramento.

Classificação geral:

470 Feminino - após 8 regatas 
1ª- Fernanda Oliveira/Ana Luiza Barbachan - 8 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1)
2ª- Martine Grael/Isabel Swan - 16 pp (2+2+2+2+2+2+2+2) 

470 Masculino* - após 8 regatas 
1º- Fabio Pillar/Gustavo Thiesen - 8 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1)
2º- Henrique Haddad/Nicolas Castro - 20 pp (3+2+2+2+2+4+3+2)
3º- Carlos Henrique Wanderley/Bernardo Arndt - 21 pp (2+3+3+3+3+2+2+3)
4º- Nicolas Brancher/Marco Brancher - 33 pp (4+4+4+4+4+5+4+4)
5º- Alexandre Muto/Gabriel Borges - 39 pp (5+5+5+5+5+3+5+6 OCS)

Finn - após 7 regatas 
1º- Jorge Zarif - 7 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1) 
2º- Pedro H. Trouche de Souza - 14 pp (2+2+2+2+2+2+2)
3º- Arthur Lopes - 22 pp (3+3+3+3+3+4+3)
4º- Tiago Moraes - 29 pp (5+4+5+4+4+3+4)
5º- Ricardo Carvalho - 37 pp (6+5+6+5+5+5+5)

Laser Radial - após 8 regatas 
1ª- Adriana Kostiw - 15 pontos perdidos (1+1+3+1+4+3+1+1) 
2ª- Odile Ginaid - 25 pp (3+3+2+4+5+2+3+3)
3ª- Fernanda Decnop - 26 pp (2+2+4+5+2+4+5+2)
4ª- Maria Cristina K. Boabaid - 27 pp (5+4+1+2+1+6+4+4)
5ª- Monica G. Matschinske - 28 pp (4+5+5+3+3+1+2+5)

Laser Standard - após 7 regatas 
1º- Bruno Fontes - 13 pp (1+1+3+2+2+2+1+1) 
2º- João Hackerott - 13 pp (3+2+1+1+1+1+2+2)
3º- Eduardo Couto - 26 pp (2+3+2+3+6+3+3+4)
4º- Alex Ramos Veeren - 35 pp (4+5+7+5+4+5+4+3)
5º- Matheus Carvalho - 41 pp (5+4+6+7+3+7+6+5)

RS:X Masculino - após 8 regatas 
1º- Ricardo Bimba Santos - 8 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1+1) 
2º- Ivan Pastor (ESP) - 20 pp (2+2+2+2+2+6+2+2)
3º- Alberto Lopes de Carvalho - 31 pp (5+6+3+5+3+2+4+3)

RS:X Feminino - após 8 regatas
1ª- Patricia Freitas - 9 pontos perdidos (1+1+1+1+1+2+1+1) 
2ª- Patricia Castro - 21 pp (2+2+3+3+3+1+4+3)
3ª- Bruna Martinelli C. de Mello - 22 pp (4+4+2+2+2+4+2+2)

Star - após 8 regatas
1º- Robert Scheidt/Bruno Prada - 8 pp (1+1+1+1+1+1+1+1) 
2º- Alessandro Pascolato/Henry Boening - 20 pp (2+2+4+3+3+2+2+2) 
3º- Gastão Brun/Gustavo Kunze - 30 pp (3+3+2+2+2+6 DNC +6 DNC +6 DNC)
4º- Reinaldo Conrad/Ubiratan Matos - 30 pp (5+4+3+5+4+3+3+3)
5º- Luiz André A. Reis/Renatão Moura - 41 pp (4+5+5+4+5+6 DNC +6 DNC +6 DNC)

49er* - após 8 regatas 
1º- André Fonseca/Marco Grael - 12 pp(1+3+2+1+2+1+1+1) 
2º- Pablo Herman/Luis Felipe Herman (CHI) - 15 pp(2+1+3+2+1+2+2+2)
3º- Bernardo Freitas/Francisco Andrade (POR) - 27 pp(4+2+1+4 DNC+4 DNC +4 DNC +4 DNC +4 DNC)

* Classes que não tem a vaga olímpica
Em negrito, velejadores tem um ponto na seletiva

Por Antonio Alonso às 21h01

Gaúchas viram o jogo contra Martine Grael e Bel Swan e vaga olímpica só será decidida na Espanha

Ana Barbachan e Fernanda Oliveira adiaram a decisão da vaga para abril. Foto: Marcio Rodrigues/mpix

A dupla gaúcha formada pela medalhista olímpica Fernanda Oliveira e por Ana Barbachan conseguiu tirar a vantagem de Martine Grael e Isabel Swan, outra medalhista. Após as três regatas desta quinta, Fernanda e Ana continuaram invictas e venceram por antecipação a Semana Brasileira de Vela e empataram a disputa com a dupla da filha de Torben, que foi a melhor colocada no outro evento seletivo, o Mundial da Isaf, na Austrália.

"Tiramos um peso de nossas costas. Agora é treinar para Palma de Mallorca. Lá, com uma flotilha maior na raia, não será match race e a estratégia vai ser outra", contou a proeira Ana Barbachan.

Com este empate, a disputa da vaga olímpica brasileira fica adiada para abril, no Trofeo Princesa Sofia. A dupla que ficar melhor colocada na competição, que vai de 31 de março a 7 de abril, em Palma de Mallorca, fica com a vaga brasileira.

Fernanda Oliveira, que é uma das melhores timoneiras que o Brasil já viu, chegou a ser também a primeira brasileira no ranking mundial de Match Race e venceu algumas competições grandes no Brasil. A técnica do Match Race, que consiste em disputa de barco contra barco, sem outros adversários na raia, é muito diferente da técnica das regatas em flotilha. Como apenas as duas duplas competem em Búzios, a disputa foi marcada pelo match race.

Apesar do vento fraco, longe das condições ideais, os juízes decidiram realizar três regatas nesta quinta-feira em Búzios. A previsão para amanhã e para o fim de semana é que os ventos voltem a soprar com força na raia. Talvez até força demais para que as regatas sejam realizadas com segurança.

Por Antonio Alonso às 19h20

A Saudade é bela, e é uma das mais famosas máquinas de velejar

Enquanto o vento não se firma em Búzios para a definição dos nomes brasileiros na Olimpíada, eu deixo aqui o vídeo de um dos veleiros mais impressionantes da atualidade. O Wally de 45 metros (148 pés) chamado saudade. Construído pelo lendário estaleiro Wally e lançado em 2008, o veleiro tem as linhas exteriores assinadas por Wally & Eidsgaard Design e a engenharia por Tripp Design Naval Architects. O interior é luxuoso – afinal, além de correr regatas esse barco é um refúgio de milionários – tem a assinatura da Eidsgaard Design. Ele tem é longilíneo, marca de todos Wally, mas mesmo assim a boca (largura) é de mais de oito metros, e a quilha desce a 6,20 metros de profundidade.

Que Saudade!

Por Antonio Alonso às 11h45

Isabel Swan cai na água em dia de ventos fracos e 470 pode ser decidida hoje

 

Isabel Swan cai na água durante a regata desta quarta-feira. Adversárias estão muito perto da vitória. Foto: Marcio Rodrigues/mpix

Se os ventos só permitiram a realização de uma regata nesta quarta, a situação não deve ser muito melhor em Búzios nesta quinta-feira. Com a falta de vento, quem vem mais sofrendo até agora é o catarinense Bruno Fontes, que domina a classe desde que Scheidt mudou para a Star. "Meu objetivo este ano é ir atrás de uma medalha na Olimpíada, mas primeiro eu preciso classificar aqui", desabafou. Depois de cinco regatas, Bruno Fontes está um ponto atrás do paulista João Hackerott. 

"Corri o Sudeste Brasileiro aqui em Búzios e conheço a raia. Estou com um barco veloz e bem treinado, além de não ter a pressão pelo resultado. Se a vaga olímpica vier, eu vou para Londres em busca de medalha. Não sou tão conhecido na vela internacional porque só corri um evento fora, justamente em Palma de Maiorca. Não fui bem, mas estou pronto para disputar com o Bruno Fontes lá, se for o caso", revela o velejador, medalhista de ouro dos Jogos Mundiais de Praia de 2011.

Se na quarta e nesta quinta o problema é a falta de vento, ele deve aumentar muito a partir de sexta-feira. É possível até que regatas sejam canceladas para evitar avarias. Se houver regatas com os ventos previstos, eu acho bem provável que aconteçam quebras durante o fim de semana.

Decisão - Além da Laser, outra classe que deve ter um dia importante nesta quinta é a 470 feminino. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan venceram todas as cinco regatas disputadas até agora. Como só há duas tripulações correndo na classe, as gaúchas podem confirmar a vitória antecipada nesta quinta. Além de ficarem atrás em todas as regatas, Martine Grael e Isabel Swan enfrentaram um problema inusitado na única regata desta quarta, quando Isabel caiu na água. À tarde, ela desabafou no Facebook: "Amanhã começa pra valer". Ou começa, ou termina.

Como Martine e Isabel foram melhores no Mundial de Perth, na Austrália, mesmo que elas percam em Búzios ainda terão mais uma chance de tentar a vaga olímpica, no evento de desempate na Espanha, o Trofeo Princesa Sofia.

Nas demais classes, os favoritos continuam liderando. Leia o relato completo da assessoria abaixo:

 

Da ZDL  - Mais uma vez o vento não deu as caras na Semana Brasileira de Vela. Nesta quarta-feira (8), a variação foi de 6 a 8 nós, de sudoeste e sudeste, e apenas as pranchas RS:X conseguiram correr as duas regatas programadas para o dia. Nas raias do Iate Clube Armação de Búzios, os resultados foram parecidos com os dos dois primeiros dias e os favoritos mantiveram a boa fase no litoral fluminense.

A dupla Robert Scheidt e Bruno Prada continua com 100% de aproveitamento na classe Star. Mesmo não largando bem e contornando a primeira boia de contravento em terceiro lugar, os líderes do ranking mundial se recuperaram e venceram a única regata do dia.

"Faltam seis regatas ainda, mas a vaga está próxima. O dia foi bastante complicado por causa da falta de vento e a Comissão agiu certo ao cancelar a segunda. Espero que as condições melhorem nesta quinta em Búzios", diz Robert Scheidt.

Na Finn, o paulista Jorge Zarif não deu chance à zebra e praticamente confirmou sua vaga na Inglaterra. Mais uma vez, o jovem velejador largou mais rápido do que os adversários e segurou a liderança.

"Estou ansioso para disputar a minha primeira Olimpíada. O meu objetivo será chegar entre os 10 primeiros e acumular experiência para 2016", fala Jorge Zarif.

Outro 100% na Semana Brasileira de Vela, em Búzios, é velejador local Ricardo Winicki, o Bimba. Conhecedor da raia, o atleta da RS:X está preparado para os ventos fracos e venceu as duas do dia. 

"A tendência de Búzios é de ventos fortes e ondas grandes, mas na Semana de Vela encontramos os três tipos (forte, médio e fraco). Mostra que estou andando bem e mostrando que posso vencer os melhores do mundo", analisa Bimba - estão disputando a seletiva, como convidados, o espanhol Ivan Pastor e o israelense Nimrod Mashiah.

No feminino, Patrícia Freitas venceu uma das regatas e continua na liderança e com um pé nos Jogos de Olímpicos de 2012. 

Na Laser, Adriana Kostiw não conseguiu a vitória na única regata do dia. O quarto lugar, mesmo assim, ainda coloca a velejadora paulista em primeiro na tabela. "É preciso ser sempre conservadora e hoje fui muito com sede ao pote para recuperar as primeiras posições. O vento também estava ruim", explica. A vitória ficou para Maria Cristina Boabaid, de Santa Catarina.

A classe 49er voltou pra água depois de não disputar na terça-feira (7) as regatas. André Fonseca e Marco Grael, únicos brasileiros na disputa, venceram uma e ficaram e segundo na outra, ocupando a segunda posição no geral. Os líderes são os chilenos Pablo Herman e Luis Felipe Herman, que competem como convidados.


470 Feminino - após 5 regatas
1ª- Fernanda Oliveira/Ana Luiza Barbachan - 5 pontos perdidos (1+1+1+1+1)
2ª- Martine Grael/Isabel Swan - 10 pp (2+2+2+2+2)

Finn - após 5 regatas 
1º- Jorge Zarif - 5 pontos perdidos (1+1+1+1+1)
2º- Pedro H. Trouche de Souza - 10 pp (2+2+2+2+2)
3º- Arthur Lopes - 15 pp (3+3+3+3+3)
4º- Tiago Moraes - 22 pp (5+4+5+4+4)

Laser Radial - após 5 regatas 
1ª- Adriana Kostiw - 10 pontos perdidos (1+1+3+1+4)
2ª- Maria Cristina K. Boabaid - 13 pp (5+4+1+2+1)
3ª- Fernanda Decnop - 15 pp (2+2+4+5+2)
4ª- Odile Ginaid - 17 pp (3+3+2+4+5)
5ª- Monica G. Matschinske - 20 pp (4+5+5+3+3)

Laser Standard - após 5 regatas 
1º- João Hackerott - 8 pp(3+2+1+1+1)
2º- Bruno Fontes - 9 pp (1+1+3+2+2)
3º- Eduardo Couto - 16 pp (2+3+2+3+6)
4º- Alex Ramos Veeren - 25 pp (4+5+7+5+4)
5º- Matheus Carvalho - 25 pp (5+4+6+7+3)

RS:X Masculino - após 6 regatas 
1º- Ricardo Bimba Santos - 6 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1)
2º- Ivan Pastor (ESP) - 16 pp (2+2+2+2+2+6)
3º- Alberto Lopes de Carvalho - 24 pp (5+6+3+5+3+2)

RS:X Feminino - após 6 regatas 
1ª- Patricia Freitas - 7 pontos perdidos (1+1+1+1+1+2)
2ª- Patricia Castro - 14 pp (2+2+3+3+3+1)
3ª- Bruna Martinelli C. de Mello - 18 pp (4+4+2+2+2+4)

Star - após 5 regatas 
1º- Robert Scheidt/Bruno Prada - 5 pp (1+1+1+1+1)
2º- Gastão Brun/Gustavo Kunze - 12 pp (3+3+2+2+2)
3º- Alessandro Pascolato/Henry Boening - 14 pp (2+2+4+3+3)
4º- Reinaldo Conrad/Ubiratan Matos - 21 pp (5+4+3+5+4)
5º- Luiz André A. Reis/Renatão Moura - 23 pp (4+5+5+4+5)

Por Antonio Alonso às 01h27

08/02/2012

Tinha tudo pra dar certo: Pela terceira vez, dupla de peladões falha ao tentar cruzar o Atlântico num pedalinho

 

A dupla britânica falhou em sua terceira tentativa. Mas já programa uma quarta

Os britânicos Kieran Sweeney, de 26 anos, e Callum MacDonald, de 25, foram resgatados depois de falhar na terceira vez em sua tentativa de cruzar o Atlântico pelados em um pedalinho. A travessia de 5000 km deveria durar 32 dias, mas depois de seis dias, a dupla desistiu, pediu socorro e foi resgatada por helicóptero.

Os dois ficavam o tempo inteiro sem roupa dentro da cabine para fugir do calor e evitar a irritação provocada pelo atrito da roupa molhada e salgada com a pele. Apesar da ideia maluca, o objetivo de Sweeney e McDonald era nobre: arrecadar 50 mil libras para o centro cardíaco do Newcastle Freeman Hospital.

A primeira tentativa havia sido abortada depois que foi descoberto um defeito no barco. A segunda, por intoxicação alimentar. Desta vez, foi o mau tempo. Segundo os britânicos, o barco virou várias vezes e, apesar de ser construído para desvirar sozinho (o que acontecia), os pilotos de pedalinho britânicos não foram construídos para capotar tantas vezes. Depois que descobriram que o mau tempo ia durar mais seis dias, resolveram pedir socorro.

Apesar de esta ser a terceira tentativa frustrada, a dupla já afirmou que está planejando uma quarta saída. Talvez fosse hora de parar. Afinal, é bem possível que o dinheiro gasto no barco e nos resgates já esteja se aproximando das 50 mil libras que eles pretendiam arrecadar para o hospital.

A BBC publicou um vídeo com a história da dupla e um infográfico mostrando também as dificuldades que eles tiveram com a disenteria que acabou com a segunda tentativa. Clique aqui para ver o vídeo no site da BBC (em inglês).


 

Por Antonio Alonso às 11h04

Seletiva Olímpica: Previsão de ventos fracos pode provocar mais surpresas em dia decisivo

Bimba lidera com 100% de aproveitamento, mas a prancha também pode enfrentar problemas com pouco vento. Foto: Marcio Rodrigues/mpix

Com previsão de ventos fracos, esta quarta pode ter a primeiras decisão na Semana Brasileira de Vela. Na 470 feminino, só existem duas equipes participando e Fernanda Oliveira e Ana Barbachan não serão mais alcançadas se vencerem as duas regatas hoje.

Com esta terça foi um dia complicado para alguns dos favoritos na Semana Brasileira de Vela, evento que conta pontos para a definir quem serão os velejadores brasileiros na Olimpíada deste ano. Na classe Laser, onde o porte físico do velejador conta muito, os melhores colocados no Mundial de Perth, em dezembro, tiveram problemas. O catarinense Bruno Fontes fez um terceiro e um segundo lugares e cedeu a liderança para o paulista João Hackerott. Na Laser Radial, Adriana Kostiw manteve a liderança, mas interrompeu sua sequência de vitórias com um terceiro lugar.

A previsão para hoje e amanhã em Búzios são de ventos ainda mais fracos, entre três e oito nós. Isso significa mais trabalho, especialmente para a dupla de favoritos na Laser. Bruno e Adriana estão entre os velejadores mais pesados e fortes de suas classes. Isso porque ganharam massa muscular e se prepararam para a Olimpíada de Londres, que será disputada na raia de Weymouth, onde o vento é forte. Foi justamente a semelhança com Weymouth que fez com que Búzios – tradicionalmente uma raia com muito vento – fosse escolhida para receber essa seletiva.

As regatas devem começar às 13h. Caso as condições permitam a realização de duas regatas hoje, a seletiva vai entrar em sua segunda metade, chegando à sexta regata de 10 programadas na maioria das classes. 

 

Por Antonio Alonso às 08h32

07/02/2012

Seletiva: Ventos enfraquecem em Búzios e trazem surpresas

Treino com Scheidt e ventos fracos levaram João Hackerott à liderança na Laser. Foto: Fred Hoffmann

Búzios foi escolhida para sediar a Semana Brasileira de Vela justamente por ser uma raia de ventos fortes, parecida com a de Weymouth, onde acontece a Olimpíada deste ano. Mas esta terça, segundo dia de regatas foi marcado por ventos fracos e, consequentemente, surpresas. A terça-feira (7) foi típica do verão com praias lotadas e muito sol para alegria dos turistas. Já para os velejadores, que tentam classificação para os Jogos de Londres/2012, foi uma jornada diferente da habitual. Pela manhã, os ventos atingiram apenas 6 nós (aproximadamente 10 km/h) e no período da tarde, o número subiu para 10 nós (18 km/h).

Mesmo assim, os favoritos conseguiram se segurar. Torben Grael gosta de dizer que "velejador bom come o que tem na mesa". Ou seja, precisa saber velejar bem em qualquer tipo de vento. Acontece que, na prática, as estatísticas mostram que os favoritos se dão mal com muito mais frequência nos dias de vento fraco. Como o vento fraco costuma ser mais instável, acontece muito de ele simplesmente "apagar", sem lógica aparente. Além disso, alguns velejadores ganharam peso e massa muscular especificamente para enfrentar as condições de Weymouth. Força não adianta nada no vento fraco e peso só atrapalha.

Esse foi o caso de Bruno Fontes, único dos favoritos que perdeu a liderança com os ventos fracos desta terça. Com um terceiro e um segundo lugares, ele foi ultrapassado pelo atual campeão brasileiro, o paulista João Hackerott, que é pelo menos 10 quilos mais leve que Bruno. Hackerott, que venceu as duas regatas do dia, creditou a vitória aos treinos que fez com Scheidt: "No final do ano passado eu treinei 15 dias com o Robert Scheidt em Ilhabela e isso fez toda a diferença. Velejei bem hoje e pretendo continuar dando trabalho. Estou velejando no barco emprestado pelo Jorginho Zarif e com a mastreação de outro amigo, mas vim para competir a sério e estou ficando cada vez mais animado, estou achando tudo muito bonito", brincou o jovem paulista que é formado em Meteorologia e também veleja em barcos de oceano.

Não por acaso, na Laser Radial, Adriana Kostiw encontrou as mesmas dificuldades, embora não tenha perdido a liderança. No vento muito fraco da primeira regata do dia, tanto Adriana Kostiw, no Radial feminino, quanto Bruno Fontes, no Standard, chegaram em terceiro lugar. Adriana se recuperou e venceu a quarta regata da série (segunda desta terça-feira) e ainda lidera com folga a súmula do Laser Radial, com 6 pontos perdidos contra 12 pontos da vice-líder Maria Cristina Boabaid, de Santa Catarina, que tem a mesma pontuação da capixaba Odile Ginaid, terceira colocada.

Nas outras classes, os favoritos, no entanto, conseguiram se segurar na liderança da competição. Caso de Robert Scheidt e Bruno Prada, que venceram as duas provas do dia na classe Star, e mantiveram a liderança. O mesmo ocorreu com Jorge Zarif na Finn, Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, na 470 masculina e Ricardo "Bimba" Winicki e Patrícia Freitas, na RS:X masculina e feminina. 

Na disputa mais ferrenha desta seletiva olímpica, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, novamente cravaram duas vitórias sobre a dupla formada por Martine Grael e Isabel Swan e mantiveram 100% de aproveitamento com quatro vitórias nas quatro regatas disputadas até agora. Como a dupla formada pela filha de Torben Grael e a antiga proeira de Fernanda, vencedora do pioneiro bronze olímpico feminino, Isabel Swan, havia classificado o Brasil no Mundial da Austrália em dezembro passado, se Fernanda e Ana vencerem em Búzios o desempate será em águas espanholas no Troféu Princesa Sofia em Palma de Maiorca, na Espanha. 

A classe 49er não foi para água, mas o dia foi de muito trabalho para a única dupla brasileira presente em Búzios, André Fonseca e Marco Grael. "Aproveitamos o dia para fazer alguns acertos no barco. Apesar de sermos os únicos brasileiros aqui, nós resolvemos vir do mesmo jeito. Emprestamos um barco para a dupla portuguesa e convidamos os chilenos que são parceiros de treino para velejar também. Para nós é um treino de luxo e uma forma de prestigiar os patrocinadores e o evento. Como não classificamos o Brasil ainda, o nosso foco está no Mundial de Zadar, Croácia, no final de maio", conta André "Bochecha" Fonseca, velejador veterano de duas olimpíadas que agora forma dupla com o outro filho de Torben Grael, Marco.

O calendário segue nesta quarta-feira (8) com mais duas regatas para cada classe, exceto a 49er que terá três. A programação no Iate Clube Armação de Búzios começa às 13h. A Semana Brasileira de Vela segue até o próximo domingo (12), com 11 provas previstas em cada classe (menos na 49er, com 16). 

Classificação geral:

470 Feminino
1ª- Fernanda Oliveira/Ana Luiza Barbachan - 4 pontos perdidos (1+1+1+1)
2ª- Martine Grael/Isabel Swan - 8 pp (2+2+2+2)

470 Masculino*
1º- Fabio Pillar/Gustavo Thiesen - 4 pontos perdidos (1+1+1+1)
2º- Henrique Haddad/Nicolas Castro - 9 pp (3+2+2+2)
3º- Carlos Henrique Wanderley/Bernardo Arndt - 11 pp (2+3+3+3)
4º- Nicolas Brancher/Marco Brancher - 16 pp (4+4+4+4)
5º- Alexandre Muto/Gabriel Borges - 20 pp (5+5+5+5)

Finn
1º- Jorge Zarif - 4 pontos perdidos (1+1+1+1)
2º- Pedro H. Trouche de Souza - 8 pp (2+2+2+2)
3º- Arthur Lopes - 12 pp (3+3+3+3)
4º- Tiago Moraes - 18 pp (5+4+5+4)

Laser Radial
1ª- Adriana Kostiw - 6 pontos perdidos (1+1+3+1)
2ª- Maria Cristina K. Boabaid - 12 pp (5+4+1+2)
3ª- Odile Ginaid - 12 pp (3+3+2+4)
4ª- Fernanda Decnop - 13 pp (2+2+4+5)
5ª- Monica G. Matschinske - 17 pp (4+5+5+3)

Laser Standard
1º- João Hackerott - 7 pp(3+2+1+1)
2º- Bruno Fontes - 7 pp (1+1+3+2)
3º- Eduardo Couto - 10 pp (2+3+2+3)
4º- Alex Ramos Veeren - 21 pp (4+5+7+5)
5º- Matheus Carvalho - 22 pp (5+4+6+7)

RS:X Masculino
1º- Ricardo Bimba Santos - 4 pontos perdidos (1+1+1+1)
2º- Ivan Pastor (ESP) - 8 pp (2+2+2+2)
3º- Nimrod Mashiah (ISR) - 15 pp (3+3+5+4)

RS:X Feminino
1ª- Patricia Freitas - 4 pontos perdidos (1+1+1+1)
2ª- Patricia Castro - 10 pp (2+2+3+3)
3ª- Bruna Martinelli C. de Mello - 12 pp (4+4+2+2)

Star
1º- Robert Scheidt/Bruno Prada - 4 pp (1+1+1+1)
2º- Gastão Brun/Gustavo Kunze - 10 pp (3+3+2+2)
3º- Alessandro Pascolato/Henry Boening - 11 pp (2+2+4+3)
4º- Reinaldo Conrad/Ubiratan Matos - 17 pp (5+4+3+5)
5º- Luiz André A. Reis/Renatão Moura - 18 pp (4+5+5+4)

49er*
1º- André Fonseca/Marco Grael - 6 pontos perdidos(1+3+2)
2º- Pablo Herman/Luis Felipe Herman - 6 pp(2+1+3)
3º- Bernardo Freitas/Fransisco Andrade - 7 pp(4+DNC+ 2)

* Classes que não tem a vaga olímpica
Em negrito, velejadores tem um ponto na seletiva

 

Por Antonio Alonso às 19h34

06/02/2012

Seletiva Olímpica: Domínio de Fernandinha é única surpresa na estreia

Ana Barbachan e Fernanda Oliveira. Foto: Marcio Rodrigues/mpix

A Semana Brasileira de Vela começou em Búzios provavelmente do mesmo jeito que vai terminar: com domínio absoluto dos favoritos em cada classe. Em todas as classes onde a vaga olímpica já é do Brasil, o melhor colocado em Perth venceu as duas regatas desta segunda. A exceção veio exatamente onde era esperada: da 470 feminino. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan venceram as duas regatas do dia contra Martine Grael e Isabel Swan. Como Martine e Isabel venceram em Perth, a única chance de Fernanda e Ana continuarem na briga é vencerem agora em Búzios. Com isso, elas adiam a disputa para uma competição na Espanha, o Trofeo Princesa Sofia.

A raia de Búzios é pouco favorável aos azarões e surpresas. Limpa e com ventos fortes, ela tem poucas "armadilhas" de buracos sem vento ou mudanças repentinas e ilógicas de direção. A ideia de fazer esta seletiva em Búzios foi tentar reproduzir as condições da raia de Weymouth, onde será disputada a Olimpíada. Na prática, deixou muito pouco espaço para "surpresas". O que, na minha opinião, é muito saudável, já que os líderes são realmente os melhores velejadores na atualidade e não é o momento para "surpresas". O excelente começo de Fernanda Oliveira também é boa notícia. Vamos ter briga boa onde ela precisa acontecer.

Da ZDL de Comunicação - A Semana Brasileira de Vela começou nesta segunda-feira (6) com um dia clássico de sol e vento em Armação de Búzios. A competição, que vale como segunda etapa do processo seletivo para formação da equipe olímpica de 2012, teve duas regatas disputas com ventos fortes de leste/nordeste, de 18 a 20 nós, a condição que tornou a raia buziana uma das preferidas pelos velejadores do mundo inteiro. Nas nove classes que disputam as vagas para Londres 2012 no litoral fluminense todos os favoritos saíram à frente, vencendo as duas regatas do dia. Foi o caso de Robert Scheidt e Bruno Prada na Star; Bruno Fontes, na Laser Standard; Adriana Kostiw, na Laser Radial; Ricardo Winicki 'Bimba' e Patrícia Freitas na RS:X masculina e feminina, e Jorge Zarif, na Finn.

"Para nós é importante manter o foco e seguir velejando. Confesso que nosso maior receio aqui é a quebra de algum material. O Star é um barco frágil e precisamos estar atentos. Eu gosto muito de velejar aqui em Búzios e hoje as condições estavam ótimas. Com ventos pouco rondados, de médio para fortes e ondas, o que privilegiam a técnica de velejar e a habilidade de tirar velocidade do barco", conta Robert Scheidt, bicampeão mundial de Star ao lado de Bruno Prada. Os dois venceram as duas regatas do dia.

O laserista Bruno Fontes, que vem de um vice-campeonato na etapa de Miami da Copa do Mundo, ficou feliz com seu desempenho nesta segunda-feira. "O Eduardo Couto e o João Hackerott estão evoluindo e mostraram isso hoje, mas estou muito confiante e me sentindo muito bem no barco. Não parei de treinar desde o ano passado e tenho sentido que o preparo físico faz a diferença. Agora é seguir trabalhando com confiança que tenho certeza que a vaga virá e quem sabe também uma medalha em Londres", declara o catarinense. 

Disputa acirrada no 470 Feminino - Apenas no 470 feminino não é possível apontar qualquer tipo de favoritismo. A disputa envolve a dupla de medalhistas olímpicas em Pequim 2008, Fernanda Oliveira e Isabel Swan. As duas se separaram e hoje velejam com novas parceiras. Nesta segunda-feira, as gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan venceram as duas provas disputadas.

Foi um verdadeiro match race contra Martine Grael e Isabel Swan. A rivalidade está tão acirrada que, após pedido das duas duplas, foram colocados juízes na água como nas competições oficiais barco contra barco. A vantagem na seletiva é da dupla Martine e Isabel, que saiu com o ponto em disputa após classificar o Brasil e obter o 8º lugar.

Ainda sem vaga - Entre os velejadores das classes que ainda não classificaram o Brasil para os jogos olímpicos, os favoritos também venceram: André Fonseca e Marco Grael, na 49er (na categoria foram corridas três provas), e Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, na 470 masculina. 

"Começamos com o pé direito. Na primeira regata velejamos bem e abrimos muito dos outros. Na segunda, não largamos tão bem, mas conseguimos vencer. Essa seletiva, para nós, vale apoio da Confederação para disputar o Mundial de Barcelona. Lá, vamos disputar a vaga para o Brasil e, se conseguirmos, estaremos nos Jogos. Estamos muito focados. Depois da Austrália, voltamos e descansamos só os dias de natal e desde então estamos treinando todos os dias para conquistar nosso objetivo, que é ir para Weymouth", explica o proeiro Gustavo Thiesen.

A Semana Brasileira de Vela segue até o próximo domingo (12), com 11 provas previstas em cada classe (menos na 49er, com 16). Na terça-feira (7), a largada da primeira regata do dia está prevista para 11h para todas as classes, menos a Star, que sai às 12h.

470 Feminino
1. Fernanda Oliveira/Ana Luiza Barbachan - 2 pontos perdidos (1 + 1)
2. Martine Grael/Isabel Swan - 4 (2 + 2)

470 Masculino*
1. Fabio Pillar/Gustavo Thiesen - 2 pontos perdidos (1 + 1)
2. Carlos Henrique Wanderley/Bernardo Arndt - 5 (3 + 2)
3. Henrique Haddad/Nicolas Castro - 5 (2 + 3)
4. Nicolas Brancher/Marco Brancher - 8 (4 + 4)
5. Alexandre Muto/Gabriel Borges - 10 (5 + 5)

Finn
1. Jorge Zarif - 2 pontos perdidos (1 + 1)
2. Pedro H. Trouche de Souza - 4 (2 + 2)
3. Arthur Lopes - 6 (3 + 3)
4. Tiago Moraes - 9 (5 + 4)
5. Ricardo Valerio - 11 (4 + 7)

Laser Radial
1. Adriana Kostiw - 2 pontos perdidos (1 + 1)
2. Fernanda Decnop - 4 (2 + 2)
3. Odile Ginaid - 6 (3 + 3)
4. Maria Cristina K. Boabaid - 9 (5 + 4)
5. Monica G. Matschinske - 9 (4 + 5)

Laser Standart
1. Bruno Fontes - 2 pontos perdidos (1 + 1)
2. João Hackerott - 5 (3 + 2)
3. Eduardo Couto - 5 (2 + 3)
4. Matheus Carvalho - 9 (5 + 4)
5. Alex Ramos Veeren - 9 (4 + 5)

RS:X Masculino
1. Ricardo Bimba Santos - 2 pontos perdidos (1 + 1)
2. Ivan Pastor (ESP) - 4 (2 + 2)
3. Nimrod Mashiah (ISR) - 6 (3 + 3)
4. Yago Honorário Carvalho - 8 (4 + 4)
5. David Mier y Feran Cuevas (MEX) - 11 (6 + 5)

RS:X Feminino
1. Patricia Freitas - 2 pontos perdidos (1 + 1)
2. Patricia Castro - 4 (2 + 2)
3. Carmen Rosas - 6 (3 + 3)
4. Bruna Martinelli C. de Mello - 8 (4 + 4)
5. Paula Newlands - 10 (5 + 5)

Star
1. Robert Scheidt/Bruno Prada - 2 (1 + 1)
2. Alessandro Pascolato/Henry Boening - 4 (2 + 2)
3. Gastão Brun/Gustavo Kunze - 6 (3 + 3)
4. Reinaldo Conrad/Ubiratan Matos - 9 (5 + 4)
5. Luiz André A. Reis/Renatão Moura - 9 (4 + 5)

49er*
1. André Fonseca/Marco Grael - 6 (1 + 3 + 2)
2. Pablo Herman/Luis Felipe Herman - 6 (2 + 1 + 3)
3. Bernardo Freitas/Fransisco Andrade - 7 (4 + DNC + 2)

* Classes que não tem a vaga olímpica
Em negrito, velejadores tem um ponto na seletiva

Por Antonio Alonso às 00h48

Seletiva olímpica: Sem Torben e Lars na raia, caminho de Scheidt deve ser ainda mais tranquilo

Foto: Fabrizio Prandini/Divulgação

Nenhuma dupla do mundo conseguiu acompanhar Robert Scheidt e Bruno Prada no último ano. Campeões mundiais e líderes do ranking da classe Star, eles classificaram o Brasil para a Olimpíada de Londres, mas agora precisam confirmar que eles serão os representantes nacionais na raia olímpica de Weymouth. 

Se eles já eram favoritos disparados, o caminho ficou ainda mais fácil sem as duplas Torben Grael/Marcelo Ferreira e Lars Grael/Samuel Gonçalves. Torben, que anunciou ano passado que desistiu da campanha olímpica, ainda veleja de Star em regatas locais, mas quem o conhece sabe que ele não gosta de entrar em nenhuma competição sem ter chances de vitória. Já Lars foi um dos grandes críticos do sistema de classificação criado pela Confederação Brasileira de Vela e Motor. Ele chamou de "jogo de cartas marcadas" um sistema de classificação que prioriza competições no exterior.

 

Da ZDL de Comunicação - Robert Scheidt e Bruno Prada estrearam na Semana Brasileira de Vela, em Búzios (RJ), com vitórias nas duas regatas desta segunda-feira (6/2). A dupla brasileira somou dois pontos perdidos e sai na frente na disputa pela vaga nos Jogos de Londres 2012. Alessandro Pascolato e Henry Raul Boening são os vice-líderes, com quatro pontos perdidos.

Líderes do ranking mundial da classe Star, Scheidt e Prada enfrentam outras quatro duplas em busca da vaga olímpica. A Semana Brasileira de Vela é a segunda seletiva para formação da seleção brasileira que vai a Londres, em julho. Scheidt e Prada já venceram a primeira: eles foram campeões do Mundial de Perth (AUS) e somaram um ponto no processo seletivo. Se vencerem a Semana de Búzios, somam mais um ponto e garantem a classificação.

"Acho que foi um bom início. Ganhamos com tranquilidade as duas regatas. O nosso maior receio na competição é ter qualquer quebra ou problema com o barco, porque o equipamento da Star é muito frágil. Mas acredito que não vá acontecer nada, e vamos nos empenhar para continuar velejando bem esses dias que ainda faltam", observou Robert Scheidt.

O velejador elogiou as condições do vento em Búzios, local escolhido para a seletiva olímpica brasileira por ser semelhante à raia de Weymouth, em Londres, onde serão realizadas as regatas da Olimpíada, em julho. "São condições muito boas, com velejadas excelentes. Não dá para colocar nenhum defeito. Temos tido ventos de 18 nós, que testam a habilidade de manobras da tripulação e a habilidade de tirar velocidade do barco", apontou Scheidt.

Para a classe Star, estão previstas 11 regatas, com o máximo de três provas por dia, e um descarte. A Medal Race será disputada no sábado (11/2). 

 

Classificação da Star após duas regatas:

1º - Robert Scheidt e Bruno Prada, 2 pontos perdidos (1+1)

2º - Alessandro Pascolato e Henry Raul Boening, 4 pp (2+2) 

3º - Gastão Brun e Gustavo Kunze, 6 pp (3+3)

4º - Reinaldo Conrad e Ubiratan Matos, 9 pp (5+4) 

5º - Luiz André A. Reis e Renato Moura, 9 pp (4+5)

Por Antonio Alonso às 18h45

Campeão mundial na Star, Scheidt continua sendo modelo na Laser

Robert e Bruno em Búzios. Intercâmbio valioso

O catarinense Bruno Fontes dirigiu 15 horas para chegar em Búzios, onde acontece a partir desta segunda a Semana Brasileira de Vela, que define os representantes olímpicos nas sete classes em que o Brasil já está classificado. Na Laser, Bruninho tem uma hegemonia duradoura no país, que foi abalada em 2010, quando ele ficou fora da equipe permanente de vela depois de perder uma seletiva realizada sob ventos muito fracos em Brasília. Em Búzios, uma raia limpa e com muito vento, Bruno não deve ter problemas para se classificar. O catarinense também vai aproveitar para tentar arrancar algum "segredo" de seu ídolo e companheiro de raias Robert Scheidt. Mesmo seis anos depois de ter deixado a Laser, Robert Scheidt ainda é referência absoluta na classe. Na olimpíada de Sydney, Bruno chegou até a contratar Thomas Scheidt, irmão de Robert, como técnico. Pelo currículo do alemão, qualquer dica que pingar na área, não vai ser só o Bruno que vai querer abraçar, não.

Por Antonio Alonso às 06h20

Bebum e Dante vencem campeões pan-americanos e ficam com título do Brasileiro de Snipe

Alex Juk e Paulo Santos, campeões na máster

Os cariocas Bruno Bethlem, o "Bebum" e Dante Bianchi venceram mais uma vez o Campeonato Brasileiro de Snipe, dessa vez em Aracaju. Com uma de antecipação, eles derrotaram os campeões pan-americanos deste ano, Alexandre Tinoco e Gabriel Borges. Em terceiro lugar ficou a dupla baiano-gaúcha Matheus Tavares e Gabriel Kieling. Aos 29 anos, o paranaense Alex Juk, campeão sul-americano junior há 11 anos, desta vez competiu na máster e venceu, ao lado de Paulo Santos.

Súmula ompleta em: www.snipeclass.com.

Por Antonio Alonso às 05h44

05/02/2012

Seletiva olímpica: Favoritos à vaga, Scheidt e Prada respeitam superstição e não terminam regata-treino

Os campeões mundiais respeitaram a tradição e não cruzaram a linha de chegada. Foto: Márcio Rodrigues / MPIX 

 

Da ZDL - O dia de sol, céu sem nuvens e muito vento foi o cartão de visitas perfeito para os 70 velejadores que estão em Búzios, no litoral leste do Rio de Janeiro para a disputa da Semana Brasileira de Vela 2012, o torneio pré-olímpico que ajuda a definir o time brasileiro que estará em Londres 2012. 

Às 13 horas, as nove classes olímpicas que estão presentes ao evento foram para a água para correr a regata de abertura que não vale pontos e serve como acerto final para a competição que começa nesta segunda-feira. Apenas o Match Race Feminino não está no litoral fluminense, uma vez que estava no campeonato internacional de Miami, que definia as três últimas vagas dos países para os jogos e está fora do torneio olímpico após a eliminação precoce do time brasileiro na Flórida. 

"Agora está tudo preparado. As duas raias foram testadas e aprovadas e a partir de amanhã (segunda-feira) começa para valer. Vai ser, sem dúvida, um excelente campeonato", garantiu Nelson Ilha, juiz internacional com experiência em três olímpiadas e que é o árbitro principal do evento.

Uma curiosidade vista nas raias de Búzios neste domingo foi a superstição dos velejadores que não cruzam a linha de chegada na regata de abertura acreditando que isso traz má sorte no restante da competição. Foi o caso de Robert Scheidt e Bruno Prada, favoritos na classe Star. "Vínhamos liderando com folga e o Bruno lembrou que não era bom cruzar na frente. Lá em Perth o polonês não respeitou a superstição e acabou tomando três bandeiras amarelas ao longo do Mundial. Melhor não arriscar", declarou o multicampeão Robert, mostrando que no caminho olímpico todos os fatores devem ser lavados em conta. Assim como Robert e Bruno, alguns dos favoritos foram para a água, mas evitaram vencer a regata-treino.

A partir desta segunda-feira serão corridas 11 regatas para cada classe - serão 16 provas na classe 49er - e até o próximo sábado o Brasil deve ter boa parte da sua equipe olímpica definida. 

A Semana Brasileira de Vela é a segunda parte do processo seletivo do time olímpico brasileiro que começou no Mundial unificado das classes olímpicas em Perth, na Austrália, em dezembro passado. Lá estavam em disputa 75% das vagas dos países para Londres 2012 e os brasileiros que classificaram o país receberam um ponto na seletiva individual de cada classe. Outro ponto está em disputa na Semana de Búzios e caso haja empate, o Troféu Princesa Sofia, em Palma de Maiorca, na Espanha, servirá como desempate. Para a 49er e 470 masculina, barcos não classificados na Austrália, o desempate será nos Mundiais 2012 das respectivas classes.

Coquetel - Às 18 horas, no Iate Clube Armação de Búzios, na praia dos Ossos, teve início a cerimônia oficial de abertura da Semana Brasileira de Vela 2012. Falando aos atletas, técnicos, juízes e convidados, Ricardo Baggio, superintende da CBVM - Confederação Brasileira de Vela e Motor, voltou a defender a democratização do processo seletivo e desejou sorte a todos os postulantes às vagas olímpicas da Vela, esporte que mais medalhas ganhou nos jogos para o Brasil (16 no total). 

"Aqui está reunida a elite do nosso esporte e mesmo aqueles que não puderam ou quiseram disputar os eventos internacionais, têm todas as chances de velejar em águas nacionais e disputar um lugar na próxima olimpíada de igual para igual. Desejo bons ventos a todos e que os melhores possam sair daqui para representar o Brasil com alegria e competência nas águas da Inglaterra", disse o dirigente.

 

Por Antonio Alonso às 00h16

Sanya finalmente chega à China, enquanto americanos assistem Super Bowl "ao vivo"

Depois de 14 dias no mar, o Team Sanya, finalmente completou sua primeira perna nesta regata. Em último lugar, é claro. Os chineses, como eu já disse algumas vezes, correm com um barco usado e da geração passada. Nesta regata, deu pra perceber que eles deram o máximo, tentando fazer bonito na chegada em casa. E eles conseguiram seguir a flotilha de perto por quase uma semana. Depois, foi impossível. Mesmo chegando muito atrás dos outros veleiros, o Team Sanya foi recepcionado por uma pequena multidão. O astro não era o skipper Mike Sanderson, mas o empresário-velejador Teng Jian He, também conhecido como Tiger. Esse chinês de 37 anos começou há velejar apenas dois anos, e é o primeiro chinês da história a participar de uma Volvo Ocean Race. Mesmo que seja só pra cumprir tabela, é história...

Super Bowl - Fanático torcedor do New York Giants, o Amory Ross, tripulante do Puma, pegou o avião para casa apenas 15 minutos antes do começo do maior evento esportivo do futebol americano, o Super Bowl, contra o New England Patriots. Como ele não vai conseguir assistir o jogo, ele elaborou um plano de chegar ao aeroporto nos EUA com fones de ouvido no máximo e não vai parar perto de nenhum lugar onde haja uma banca de jornal ou uma TV. "Eu não quero saber o resultado até ver o replay do jogo inteiro, como se fosse ao vivo". 

Por Antonio Alonso às 00h11

Em Búzios, brasileiros disputam vaga olímpica até o próximo domingo

Isabel Swan e Martine Grael levam ligeira vantagem na 470. Foto: Alex McKinnon

 

Até o próximo domingo, 12, o Brasil vai conhecer os nomes de seus representantes nas sete classes olímpicas em que já se classificou. A partir de segunda-feira (6), as águas de Armação de Búzios, no litoral leste do Rio de Janeiro, começam a definir a equipe olímpica da vela para os Jogos de Londres/2012. A disputa opõe juventude e experiência na maioria das classes. E o duelo mais disputado promete ser na 470 feminina, com as duas únicas medalhistas olímpicas da história da vela feminina do Brasil.

O evento em Búzios é a segunda parte do processo seletivo do time olímpico brasileiro, que começou no Mundial unificado das classes olímpicas em Perth, na Austrália, em dezembro passado. Lá estavam em disputa 75% das vagas dos países para Londres-2012. Os brasileiros que classificaram o país receberam um ponto na seletiva individual de cada classe - o país só não tem vaga garantida nas classes 49er, 470 masculina e Match Race feminino. Outro ponto está em disputa a partir de segunda-feira e, em caso de empate, o Troféu Princesa Sofia, em Palma de Mallorca, na Espanha, definirá o escolhido.

"Tradicionalmente a equipe olímpica era definida em um único torneio no ano dos jogos, mas isso dava margem para a sorte ou azar de alguém definir a vaga em uma única oportunidade e resolvemos criar este sistema que permite equalizar e democratizar a disputa. Quem classificou o país em Perth, saiu na frente, mas não ganhou nada ainda. Se o mesmo atleta ou dupla vencer em Búzios, garante a vaga para Londres, se não, vai ter que disputar outra competição para definir quem vai aos jogos. Acredito que isso permite que tenhamos um time mais forte e a certeza de que realmente os melhores estarão representando o país em Londres", afirma Ricardo Baggio, superintendente da Confederação Brasileira de Vela e Motor.

No Mundial de Perth 2011, o Brasil classificou sete classes olímpicas para os Jogos deste ano. Robert Scheidt e Bruno Prada, bicampeões mundiais na Star, Ricardo "Bimba" Winicki, na RS:X masculina, Patrícia Freitas, na RS:X feminina, Adriana Kostiw, na Laser Radial, Martine Grael e Isabel Swan, na 470 feminina, Jorge Zarif, na Finn e Bruno Fontes, na Laser Standard, garantiram a vaga brasileira na Austrália e saíram à frente no processo seletivo. A eles se juntam outros velejadores em Búzios em busca do sonho olímpico.

Nas classes 49er, 470 masculino e Match Race Feminino o Brasil ainda tenta assegurar sua presença no torneio olímpico. Na 49er, a última chance será no Mundial de Zadar, Croácia. Na 470 masculino, a disputa será no Mundial de Barcelona. Mesmo assim, as duas classes estarão competindo em Búzios. Já as meninas do Match Race estão definitivamente fora da Olimpíada.

Condições semelhantes às de Weymouth - A Semana Brasileira de Vela, começa oficialmente com a regata-treino de domingo (05/02), dia da cerimônia de abertura no Iate Clube Armação de Búzios, e segue com 11 regatas previstas para cada classe (no 49er serão 16) até o próximo sábado (11/02). O domingo (12) é o dia de reserva. A cidade foi escolhida como palco da pré-olímpica por conta de sua raia mundialmente famosa pelos bons ventos e águas limpas, além da semelhança com o regime de ventos fortes de Weymouth, local da disputa olímpica.

A seletiva brasileira vai ser marcada por favoritos disparados na maioria das classes. São velejadores que já estão no topo desde a última olimpíada e que foram os melhores de suas classes no Mundial em Perth. Por isso, é bem provável que nem exista o desempate na Espanha. A grande dúvida fica por conta da 470 feminino.

Classe Star

Maior barbada de todas. Scheidt e Prada foram campeões mundiais em Perth e são a melhor dupla do mundo na atualidade. O Brasil tem várias duplas com chances de ganhar um Mundial, mas nenhuma delas está com barco novo e treinando o suficiente para vencer Robert Scheidt e Bruno Prada.

Classe 470 feminino

A mais difícil de todas. Fernanda Oliveira e Isabel Swan foram as primeiras velejadoras a ganharem uma medalha na história olímpica do Brasil, com o bronze em Pequim (2008). Logo depois a dupla se separou. Fernanda, que é gaúcha e uma das melhores timoneiras que o país já viu, veleja agora com Ana Barbachan, em Porto Alegre. Isabel Swan se juntou a Martine Grael, filha de Torben. As duas duplas andaram incrivelmente juntas durante esses quatro anos. No Mundial em Perth, a história começou parecida, mas Martine e Isabel tiveram um final de competição excelente, vencendo várias regatas consecutivas e terminaram em oitavo lugar, com pinta de que poderiam ter levado o título, se tivessem começado a competição no mesmo ritmo que terminaram. Fernanda e Ana ficaram com a 26a. posição na Austrália.

Pelo desempenho na reta final do campeonato mundial, Martine e Isabel levam ligeira vantagem. 

Prancha masculino

Ricardo Winicki, o Bimba, é hegemônico na classe desde as seletivas para a Olimpíada de Sydney, há 12 anos. Foi 11º no Mundial de Perth e seu maior adversário, Vicente Carvalho, é também seu aluno. Bimba fica com a vaga.

Prancha feminino

Patrícia Freitas, campeã panamericana, tem sido uma ótima surpresa nos últimos anos. Ficou em 29º lugar no Mundial e deve confirmar a vaga em Búzios.

Laser Standard

Desde que Scheidt trocou a Laser pela Star, em 2007, o catarinense Bruno Fontes é o grande nome da classe no Brasil. Este ano não foi diferente. Com um 15º lugar no Mundial de Perth, deve confirmar a vaga em Búzios. Seu grande adversário será o carioca Eduardo Couto, o Magriça.

Laser Radial

Adriana Kostiw já está virando veterana, mas ainda é nossa melhor velejadora na Laser Radial, especialmente no vento forte. Em Búzios, Adriana Kostiw é grande favorita contra a capixaba Odile Gnaid, que já venceu Adriana, mas na raia de Brasília, com muito pouco vento.

Finn

Aos 15 anos, Jorginho Zarif ficou por um ponto da classificação olímpica para Pequim, em 2008. Agora, aos 19, ele é imbatível no Brasil. É um dos maiores talentos que a vela brasileira recente, mas andou um tanto sumido das competições internacionais em 2011. Esse é um garoto que eu queria ver indo disputar pódio, não disputar vaga. No Mundial de Perth, teve problemas com o atraso na chegada das velas novas e foi 32º.

Classes em que o Brasil ainda não se classificou:

49er

André "Bochecha" Fonseca e Marco Grael são a única dupla treinando e participando de competições internacionais. 

470 masculino 

Os gaúchos Fábio Pillar e Gustavo Thiesen eram os favoritos, mas no último Mundial ficaram atrás dos paulistas Rique Wanderley e Marco Brancher. Os cariocas Henrique Haddad, o Gigante, e Nicolas Castro também podem entrar na briga.

Por Antonio Alonso às 02h37

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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