Blog do José Cruz

Busca

Categorias

28/01/2012

Em Miami, Scheidt e Prada conquistam primeiro título de ano olímpico; Bruno é prata na Laser

Scheidt e Prada confirmam o favoritismo olímpico em Miami. Foto: Daniel Forster/Rolex

Robert Scheidt e Bruno Prada terminaram a regata da medalha, neste sábado, em terceiro lugar e com isso garantiram o bicampeonato da Miami Olympic Classes Regatta. A dupla brasileira se classificou para a final com apenas dois pontos de vantagem sobre os suecos, que foram mal hoje e terminaram em quarto lugar. Esta foi a primeira competição da temporada 2012 e o segundo título seguido dos brasileiros, que conquistaram o Mundial da classe Star no mês passado, na Austrália.

Atuais ampeões mundiais e líderes do ranking, Robert Scheidt e Bruno Prada estão na melhor fase desde que a dupla começou a velejar junta na Star. No ano passado foram 11 títulos, sete deles por antecipação. Os brasileiros encontraram em Miami a maioria dos adversários que estarão também na Olimpíada de Londres, daqui a seis meses. O grande desfalque fica por conta da dupla inglesa Iain Percy e Andrew Simpson, que venceu o Mundial de 2010 no Rio, mas abandonou o Mundial da Austrália, por conta de uma lesão nas costas de Iain Percy. Os ingleses vão velejar em casa e eram a grande dupla até o final de 2010. Mas, na avaliação de Bruno Prada, eles chegaram ao topo da preparação muito cedo. "Do Mundial do Rio para cá, todo mundo evoluiu, mas parece que eles continuaram no mesmo nível. Ainda são perigosos, mas não são mais aquele bicho-papão que eram", contou.

Com 58 pontos perdidos, a dupla francesa Xavier Rohart/Pierra Alexis Ponsot ficou em segundo lugar, 11 pontos atrás dos brasileiros, e os noruegueses Eivind Melleby/Petter Pedersen ficaram com o bronze.

Laser

Na Laser, o catarinense Bruno Fontes também começou o dia na liderança e com a prata garantida. Ele precisava apenas chegar à frente de Paul Goodison, mas o britânico terminou a Medal Race em segundo lugar, enquanto Bruno ficou em quinto. Este foi um dos melhores campeonatos da carreira de Bruninho. Em 11 regatas, ele venceu cinco. Apenas três vezes ele ficou fora dos quatro primeiros. Infelizmente, uma delas foi hoje e isso acabou custando um ouro que daria muita moral ao brasileiro num ano olímpico. Mesmo assim, ele prova mais uma vez que tem talento e competência suficientes para brigar não só por uma medalha, mas pelo ouro olímpico. Falta, talvez, esse ajuste fino psicológico na hora-do-vamo-ver, mas ele é mais um que está no auge da forma neste ano de Olimpíada.

Por Antonio Alonso às 17h50

Brasil pode conquistar dois ouros hoje em Miami. Veja tracking ao vivo

Classe Star: Robert Scheidt e Bruno Prada - a partir das 16h

Classe Laser: Bruno Fontes - a partir das 14h40

Hoje acontecem as finais da Star e da Laser na Miami Rolex Olympic Classes Regatta. O Brasil lidera tanto na Laser, com Bruno Fontes, como na Star, com Robert Scheidt e Bruno Prada. A organização da regata colocou um rastreador GPS em cada barco e você pode acompanhar tudo o que rola na água ao vivo, nas duas telas acima. Caso você não esteja vendo as telas, clique:

Aqui para ver a regata de Bruno Fontes, na Laser A partir das 14h40 (horário brasileiro de verão)

ou 

Aqui para ver a regata de Robert e Bruno, na Star A partir das 16h (horário brasileiro de verão)

Por Antonio Alonso às 13h41

Onda vira barco da polícia durante tentativa de resgate

Essa talvez você já tenha visto na TV. Aconteceu semana passada, eu já tinha visto no Jornal da Globo, e agora está na internet. Esses pilotos de barcos de resgate normalmente são caras muito treinados. Eu tinha uma ideia de que esses policiais na Australia eram ninjas dos infláveis. Mas parece que a história é bem outra. Esse aí da foto comeu bola, parou de lado pra onda na zona de arrebentação... e se arrebentou. Os dois tripulantes do barco foram resgatados sem ferimentos, mas nesse dia eles procuravam um garoto desaparecido e o acidente atrapalhou bem as operações.

Por Antonio Alonso às 12h57

Brasileiro Atrevida, 89, encerra Semana de Clássicos Rolex Cup 2012 em sétimo lugar

Olha ele aí de novo. 

Da assessoria do Veleiros do Sul - O Atrevida encerrou nesta sexta-feira sua participação na Semana de Clássicos Rolex Cup 2012 em Punta del Este no Uruguai. Comandados pelos associados do VDS Átila Böhm e Miguel Petkovicz, único brasileiro a participar da disputa, fechou sua participação em 7º lugar na classe Série A, com 28 pontos. O campeão foi o barco argentino Horizonte, com 5 pontos, seguido do veleiro Sonny, com 8 pontos e do Cippino, com 11 pontos.

O veleiro de 89 anos,foi o fita azul da Regata Vuelta Gorriti. Para fazer o percurso de 15,3 milhas, o Atrevida levou 2:29:05 no tempo real.

O evento foi organizado pelo Yacht Club Argentino, Yacht Club de Punta Del Este e pela Asociación Argentina de Veleros Clásicos (AAVC). A AAVC conta com mais de 70 barcos associados, entre eles, alguns que se destacaram no cenário do iatismo mundial.

Desses, participam da Semana de Clásicos Rolex 2012 o Alfard (vencedor da primeira Buenos Aires - Rio, em 1947), o Vendaval (Classe Brasil, categoria precursora de classe monotipo de oceano no Brasil) e o Fortuna (veleiro da Armada Argentina, fita azul na Buenos Aires - Rio em 1956  e vencedor da Newport Bermuda em 1966). O associado da AAVC German Frers participa com o Sonny, barco de 1935, desenhado por seu pai, o lendário German Frers.

Por Antonio Alonso às 09h59

27/01/2012

Miami OCR: Scheidt e Prada chegam à medal race com apenas dois pontos de vantagem

Pelo sorriso do Scheidt, com certeza a foto foi posada e feita depois da regata. Foto: Daniel Forster/Rolex

Scheidt e Prada tiveram mais um excelente dia em Miami nesta sexta. Na primeira regata, foram penalizados por balançar o barco de maneira ilegal, caíram para sétimo, mas conseguiram terminar em quarto lugar. Na outra regata, a dupla terminou na frente. Depois de 10 regatas, os brasileiros estão na liderança, mas sem folga. Os suecos Fredrik Loof e Max Salminen vêm logo atrás, com apenas dois pontos de diferença. Como na Medal Race a pontuação conta em dobro, os brasileiros precisam chegar à frente deles para conquistar o título.

Além de Scheidt e Prada, na Star, o Brasil também tem Bruno Fontes liderando na Laser.

Da Local de Comunicação - O quinto dia de regatas da Rolex Miami OCR foi conturbado para Robert Scheidt e Bruno Prada. A dupla brasileira ficou em quarto lugar na primeira regata desta sexta-feira, e chegou a ser ultrapassada na classificação geral pelos suecos Fredrik Loof e Max Salminen, mas venceu a segunda regata e retomou a liderança. Com 31 pontos perdidos, à frente de Loof/Salminen, que somam 33, Scheidt e Prada vão para a medal race, neste sábado (28/1), em busca do bicampeonato na competição.

Na primeira regata do dia, Scheidt e Prada foram penalizados com uma bandeira amarela - quando a embarcação deve girar 720º em torno de si mesma - devido ao balanço excessivo do barco. "É até normal, numa disputa acirrada, com muitos barcos (29 estão em disputa na classe Star em Miami). Nós estávamos em primeiro, caímos para sétimo, mas nos recuperamos e conseguimos terminar em quarto. Depois vencemos a segunda regata. No conjunto, foi um bom dia de disputas", analisou Bruno Prada.

A medal race, neste sábado, conta pontuação em dobro e será disputada apenas pelas 10 duplas mais bem classificadas. Seis delas têm condições de conquistar o campeonato, de acordo com Prada. "Não dá para velejar só contra os suecos. Teremos de prestar atenção também nos noruegueses e em outros adversários, como os franceses, os suíços e os irlandeses", disse. "É uma disputa muito difícil, e quanto mais medal race pudermos disputar, melhor para a nossa preparação para a Olimpíada."

Scheidt e Prada foram os campeões da Copa do Mundo de Vela em 2011, vencendo quatro das cinco etapas que disputaram, incluindo a Rolex Miami OCR. A dupla brasileira, que começou a temporada 2012 na liderança do ranking mundial da ISAF, volta a competição para disputar o bicampeonato, visando à preparação para os Jogos de Londres, em julho.

Classificação da Star após dez regatas e um descarte:

1º - Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 31 pontos perdidos (1+8+7+5+2+1+3+7+4+1)

2º - Fredrik Loof e Max Salminen, Suécia, 33 pp (2+5+2+9+7+2+6+2+3+4) 

3º - Eivind Melleby e Petter Morland Pedersen, Noruega, 38 pp (8+2+4+3+8+4+5+3+1+13)

4º - Xavier Rohart e Pierre Alexis Ponsot, França, 44 pp (4+9+9+8+5+12+1+1+5+2) 

5º - Flávio Marazz e Enrico De Maria, Suíça, 48 pp (6+6+1+30+1+8+4+8+8+6)

6º - Peter O'Leary e David Burrows, Irlanda, 48 pp (10+12+15+2+3+3+7+6+2+3)

28º - Admar Gonzaga e Alexandre Figueiredo, Brasil, 229 pp (24+24+29+23+27+22+27+30+23+30)


Por Antonio Alonso às 23h04

Maresias recebe desafio de "surfe aéreo" neste fim de semana

O surfe já foi menos radical do que hoje. O próprio Kelly Slater já falou que o que ele fazia em cima da prancha quando ganhou seu primeiro WCT hoje não levaria ele a lugar algum. Por isso a hegemonia do cara é tão impressionante, ele evoluiu junto com o surfe, e não saiu da ponta em todo esse tempo. Os aéreos são uma mudança notável em relação ao surfe "de antigamente". Em Maresias, no litoral paulista, vai rolar este fim de semana uma competição só de manobras aéreas.

Da ZDL de Comunicação - O litoral norte paulista recebe neste fim de semana (28 e 29), o Desafio Aéreo de Surfe. Participarão oito surfistas de três estados brasileiros na disputa da manobra aérea mais radical. O evento, na praia de Maresias, em São Sebastião (SP), terá um sistema de pontuação diferenciado e o campeão sairá da soma das notas dos aéreos. Os surfistas terão quatro baterias no estilo ‘homem x homem’ de 30 minutos no sábado, a partir de 8h. As semifinais (30 minutos) e final (uma hora) serão no domingo.

Estão confirmados surfistas apontados como referência na modalidade como o paulista Ícaro Rodrigues, o catarinense Gustavo Schilikmann e o baiano Leo Hereda. Os outros participantes serão os paulistas Kj Noton, Gustavo Araújo, Igor Morais, Robson Santos e Kaique Fernando. 

"Esse estilo de surfe tem crescido nos últimos anos. Os surfistas estão se especializando nas decolagens, porque a pontuação costuma ser maior mesmo nos eventos principais. Por isso, toda a preparação é diferente na água", revela Ícaro Rodrigues, de 22 anos e um dos melhores do País.

As manobras do surfe aéreo têm efeito visual diferenciado. O surfista chega a voar para fora da onda com sua prancha aplicando variações como drop e 360 graus para depois retornar à onda. O paulista Ícaro Rodrigues pega onda no Guarujá e se tornou especialista nos últimos anos. O atleta até filma os treinos junto com o parceiro Rodrigo Generik para aprimorar sua técnica.

"Gosto de praticar e de ver o surfe aéreo. Por isso comecei a gravar e analisar o que rolava. Deu certo e os vídeos têm recorde de acesso no Youtube pela plasticidade e ousadia dos movimentos", conta Ícaro Rodrigues, que já venceu competições nesse estilo em Camburi (SP) e Itajaí (SC).

Os atletas de surfe aéreo usam, geralmente, pranchas menores 5.0, sendo que o padrão é 5.10. O estilo exige preparo físico apurado, pois provoca impactos fortes no joelho e no tornozelo.

Por Antonio Alonso às 22h48

Assim, sim: Bruno Fontes dá uma de Scheidt, vence as duas e lidera em Miami

Bruno Fontes começou o ano mesmo com sangue nos olhos. Ele está em Miami, na Miami Olympic Classes Regatta, que é a primeira etapa da Copa do Mundo e um belo teste faltando seis meses para a Olimpíada de Londres. Bruninho é um dos 10 melhores laseristas do mundo, sem dúvida nenhuma. Mas às vezes parece que falta "chegada", aquele sangue frio para manter a liderança quando você está na frente. Capacidade e talento ele mostrou que tem de sobra... E hoje ele mostrou que tem também aquela sementinha de garra, loucura ou sangue frio que faz um cara chegar perto da perfeiçnao de vez em quando. Ele venceu as duas regatas do dia e vai para as finais em primeiro lugar, assim como Scheidt e Prada, na Star.

A CBVM resumiu o dia assim: Nosso atleta da Equipe Brasileira de Vela Bruno Fontes velejou com maestria nas águas de Miami e conquistou mais duas vitórias na Rolex Miami Olympic Classes Regatta assumindo a liderança geral da Classe Laser Standard no evento.

Robert Scheidt e Bruno Prada velejaram bem e conquistaram um 4º e uma vitória no dia de hoje se mantendo na liderança do evento para a regata final na Classe Star.

Adriana Kostiw não completou a primeira regata do dia e conquistou um 24º lugar na segunda regata, ocupando atualmente a 37º colocação geral na flotilha.

Amanhã teremos as Regatas Finais com chances reais de termos as duas primeiras medalhas de ouro do ano de 2012!!!!

Por Antonio Alonso às 19h31

Volta ao Mundo: Nuvem de azar acaba com resistência heróica do Team Sanya

O Camper caiu para terceiro, mas escolheu um caminho que pode render a liderança... ou não.

O Team Sanya é o patinho-feio da Volvo Ocean Race. Eles são um barco usado, com um design ultrapassado da última regata. São também a equipe com menos recursos e sofreram duas quebras grandes, ficando de fora das duas primeiras etapas. Mesmo assim, eles vinham heroicamente seguindo bem perto do resto da flotilha. Na noite desta quinta e madrugada de sexta, eles sofreram um duro golpe.

"Ficamos presos em uma série de nuvens negras, uma em especial será inesquecícel. Sozinha, ela nos fez perder mais de 20 milhas!", contou o skipper Mike Sanderson. "Foi uma experiência que niguém a bordo tinha jamais visto. Ela viajou contra o vento alísio que soprava na superfície e nos travou. Ficamos estacionados por um bom tempo, enquanto sabíamos que o resto da flotilha se afastava a doze ou treze nós de velocidade. Depois, quando finalmente conseguimos nos livrar, ainda fomos pegos por mais duas nuvens menores, das 'normais', que nos fizeram perder cinco ou seis milhas cada. Esse foi o nosso dia".

"Mike, que venceu a regata em 2006, estava inconformado. "Há 24 horas estávamos a cinco milhas e meia do Abu Dhabi e a 30 do líder. Agora, os números são 30 milhas do Abu Dahbi e 60 do líder". O Telefónica segue liderando, com Puma e Camper na cola. Groupama era o quarto na manhã desta sexta, com Abu Dahbi em quinto e Sanya, como sempre, em último.

Por Antonio Alonso às 11h01

Na Volta ao Mundo, Telefónica escolhe o Norte e lidera

A flotilha da Volta ao Mundo se aproxima da entrada do estreito de Malaca, uma espécie de "chicane" nesta terceira perna da Volvo Ocean Race. Depois de passarem pelo estreito, os veleiros rumam ao Norte, e aí a situação deve ficar bem complicada. Com ventos contrários fortes, esse trecho final rumo à Sanya, na China, é um dos piores de toda a regata. Mas, enquanto ele não chega, o estreito de Malaca deve oferecer emoções suficientes.

A aposta do Telefónica num rumo mais ao norte deu certo, e eles são os novos líderes. O Camper, barco mais ao sul neste momento, é o segundo colocado. Pelo que eu vi dos arquivos de previsão do tempo, o Telefónica está numa posição melhor. Mas os velejadores já andaram reclamando que esses arquivos estão imprecisos para a área. Este momento é crucial na regata, e eu aposto que novas trocas de posição serão comuns na descida do estreito de Malaca. Eu voltarei para contar.

Por Antonio Alonso às 02h01

26/01/2012

Mesmo com dia apenas regular, Scheidt e Prada mantêm liderança na Miami OCR

Foto: Daniel Forster/Rolex

Os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada tiveram duas largadas ruins nesta quinta-feira, mas mesmo assim conseguiram fazer boas regatas de recuperação. Com um pouco de sorte, nenhum dos concorrentes mais próximos foi tão bem hoje e os brasileiros mantiveram a liderança, com dois pontos de vantagem. Scheidt e Prada conquistaram o Mundial de Star no mês passado, na Austrália, e são favoritos ao ouro olímpico.

Da Local da Comunicação - Com um terceiro e um sétimo lugares nas regatas desta quinta-feira (26/1), Robert Scheidt e Bruno Prada mantiveram a liderança da Rolex Miami OCR. Os ventos mais fortes, com média de 13 nós (24 km/h), ajudaram a dupla brasileira a manter a regularidade após quatro dias de competição. Scheidt e Prada somam agora 26 pontos perdidos. Na vice-liderança estão os suecos Fredrik Loof e Max Salminen, também com 26, seguidos pelos noruegueses Eivind Melleby e Petter Morland Pedersen, com 29.

"Cometemos erros nas duas largadas e isso nos custou caro. Cedemos dois pontos para os suecos e para os noruegueses. Foram regatas de recuperação. Mas, no final, nenhum dos primeiros colocados foi tão bem, e conseguimos nos manter na liderança", analisou Bruno Prada.

Segundo Prada, as disputas desta sexta-feira (27/1), serão importantes por serem as últimas antes da medal race. "Precisamos melhorar muito, taticamente, para irmos bem amanhã (sexta), de preferência entre os três primeiros. "Com 26 pontos perdidos, os brasileiros já estão garantidos entre as dez duplas que disputarão a Medal Race, no sábado (28/1), com pontuação dobrada. 

Scheidt e Prada, que começaram a temporada 2012 como líderes do ranking mundial da ISAF, foram os campeões da Copa do Mundo de Vela em 2011, vencendo quatro das cinco etapas que disputaram, incluindo a Rolex Miami OCR, e disputam o bicampeonato, visando à preparação para os Jogos de Londres, em julho.

Classificação da Star após oito regatas e um descarte:
1º - Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 26 pp (1+8+7+5+2+1+3+7)
2º - Fredrik Loof e Max Salminen, Suécia, 26 pontos perdidos (2+5+2+9+7+2+6+2) 
3º - Eivind Melleby e Petter Morland Pedersen, Noruega, 29 pp (8+2+4+3+8+4+5+3)
4º - Flávio Marazzi/Enrico De Maria, Suíça, 34 pp (6+6+1+30+1+8+4+8)
5º - Mark Mendelblatt e Brian Fatih, Estados Unidos, 35 pp (3+4+6+4+6+14+2+10) 
28º - Admar Gonzaga e Alexandre Figueiredo, Brasil, 176 pp (24+24+29+23+27+22+27+30)

Por Antonio Alonso às 20h12

Laser: Bruno Fontes sobe para vice-liderança na Miami OCR

O atleta da Equipe Brasileira de Vela Bruno Fontes conquistou duas vitórias nas regatas de hoje na Rolex Miami Olympic Classes Regatta e subiu para a vice liderança geral da Classe Laser Standard no evento.

Robert Scheidt e Bruno Prada velejaram bem e conquistaram um 3º e um 7º lugar no dia de hoje se mantendo na liderança do evento empatados com a dupla Sueca na Classe Star.

Adriana Kostiw não participou da primeira regata do dia e conquistou um 9º lugar na segunda regata, ocupando atualmente a 31º colocação geral na flotilha.

No Match Race Feminino, começaram hoje as disputas das quartas de finais, onde as quatro melhores equipes de cada grupo se enfrentaram em duelos diretos, onde a equipe que conquistar 3 pontos primeiro passa para a semi-final.

Porém nossas duplas estão em sentidos opostos, enquanto a Equipe de Juliana Senfft retorna para casa com novos objetivos e metas, a Equipe de Renata Decnop continua os treinos para a Seletiva de países que será realizada entre os dias 02 e 05 de Fevereiro de 2012, logo após a Rolex OCR 2012.


Por Antonio Alonso às 20h04

Olimpíadas: Equipe de Renata Decnop terá nova chance de classificar o Brasil no Match Race

A Larissa Juk é uma gatinha, mas olha só a mão dela depois dessa maratona de treinos e competições

A Rolex Miami OCR é a primeira competição importante reunindo as classes olímpicas este ano. Para a maior parte dos velejadores já classificados, é um teste luxuoso para os Jogos Olímpicos. Mas, para as duas equipes brasileiras do Match Race Feminino, a competição valeu para definir quem representará o Brasil no Mundial de fevereiro, em Miami, na disputa das quatro vagas remanescentes. Será a última e definitiva chance de o Brasil participar do Match Race Feminino na Olimpíada deste ano. O barco de Renata Decnop, Larissa Juk e Gabriela Sá Nicolino terminaram em sexto lugar no Grupo A, enquanto Juju Senfft, Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz terminaram em oitavo, apesar de terem derrotado uma das melhores do mundo, Anna Tunnicliffe. A Miami OCR foi a seletiva brasileira para definir quem representaria o Brasil no Mundial. Se classificarem o Brasil no Mundial, Renata & cia ficam com a vaga para elas mesmas, não haverá outra seletiva nacional.

A CBVM resumiu o dia de ontem assim: Nosso atleta Bruno Fontes fez um dia excelente conquistando hoje um 4º e um 1º na Rolex Miami Olympic Classes Regatta e entrou para os melhores 4 atletas da Classe Laser Standard. A atleta Adriana Kostiw fez um 39º e não completou a segunda regata, ocupando atualmente a 38º colocação geral na flotilha. Robert Scheidt e Bruno Prada fizeram um dia magnífico e após conquistar um 2º e um 1º lugar no dia de hoje subiram diretamente para o topo da classificação geral na Classe Star. No Match Race Feminino, nossas duas tripulações brasileiras encerraram a sua participação no evento após a conclusão da fase inicial. As duas tripulações se enfrentaram nas regatas do Grupo A e concluíram o evento com 45% e 55% de aproveitamento.


Por Antonio Alonso às 10h28

Robert Scheidt e Bruno Prada confirmam excelente fase e já lideram Rolex Miami OCR

Foto Fred Hoffman/Arquivo

Esses caras são osso duro. Scheidt e Prada começaram "mais ou menos" na Miami Olympic Classes Regatta, há três dias. Mas desde o começo eles deixaram no ar a impressão de que as coisas não iam ficar assim. Nesta quarta, com um segundo e um primeiro lugares, eles já assumiram a liderança da Miami OCR. Ainda não tem nada definido. Mas os caras são fogo.

Da ZDL de Comunicação - Robert Scheidt e Bruno Prada assumiram a liderança da Rolex Miami OCR, nesta quarta-feira (25/1). A dupla brasileira conseguiu um segundo e um primeiro lugares nas duas regatas do terceiro dia de disputa, somando 16 pontos perdidos. Com seis regatas já disputadas, Scheidt e Prada puderam descartar o pior resultado na competição e estão à frente dos suecos Fredrik Loof e Max Salminen, com 18 pontos perdidos, e dos noruegueses Eivind Melleby e Petter Morland Pedersen, com 21. 

O terceiro dia de regatas da Rolex Miami OCR, primeira das seis etapas da Copa do Mundo de Vela em 2012 e única disputada no continente americano, teve ventos moderados, em torno de 12 nós (22 km/h), o que favoreceu Robert Scheidt e Bruno Prada. "Com vento médio, é muito mais fácil para a gente velejar. Fizemos duas boas regatas. Não chegamos a montar a primeira bóia em primeiro lugar, mas fomos nos recuperando. E quando você vai se recuperando ao longo da disputa, isso mostra que está com uma boa velocidade", explicou Bruno Prada.

Bruno também destaca o bom resultado obtido com a vela nova que estão testando na competição. "Velejar nessa condição, de ventos não tão fortes, com essa vela nova, e conseguir fazer boas regatas, está sendo muito bom. Não é um foguete, já vimos que ela se sai melhor com ventos acima de 10 nós, mas é razoável. E vamos continuar testando, fazendo nosso laboratório", explicou. 

Na Rolex Miami OCR, o Coral Reef Yacht Club é a base da classe Star. Estão previstas 11 regatas, entre provas classificatórias e a medal race. A partir de cinco regatas, os velejadores tiveram direito ao descarte do pior resultado. A medal race, com as dez embarcações mais bem classificadas, está programada para sábado (29/1).

Classificação da Star após seis regatas e um descarte:

1º - Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 16 pp (1+8+7+5+2+1)

2º - Fredrik Loof e Max Salminen, Suécia, 18 pontos perdidos (2+5+2+9+7+2) 

3º - Eivind Melleby e Petter Morland Pedersen, Noruega, 21 pp (8+2+4+3+8+4)

4º - Flávio Marazzi/Enrico De Maria, Suíça, 22 pp (6+6+1+30+1+8)

5º - Mark Mendelblatt e Brian Fatih, Estados Unidos, 23 pp (3+4+6+4+6+14) 

26º - Admar Gonzaga e Alexandre Figueiredo, Brasil, 120 pp (24+24+29+23+27+22)


Por Antonio Alonso às 01h00

25/01/2012

Prestes a completar 90 anos, veleiro Atrevida é fita-azul em Punta

O veleiro brasileiro Atrevida estava praticamente perdido em 2004, quando entrou para uma reforma total no estaleiro MCP Yachts e renasceu quase das cinzas. O barco, que já foi de Dirceu Fontoura, um dos criadores do famoso biotônico Fontoura, foi concebido por Nataniel Herresfoff, em 1922. Prestes a completar 90 anos, o Atrevida mostrou sua forma sendo o mais rápido na regata Circuito La Barra, na Semana de Clássicos Rolex Cup, em Punta del Este. 

Para quem tem dúvida de que o barco foi quase perdido, vale ver a foto abaixo, tirada pelo estaleiro MCP logo que o barco chegou ao Guarujá para a restauração:

 

Por Ricardo Pedebos, do Veleiros do Sul: O veleiro brasileiro Atrevida, sob o comando de Atila Bohm e Miguel e Miguel Petkovicz, do Veleiros do Sul, foi o fita Azul, do Circuito La Barra, primeira regata da Semana de Clássicos Rolex Cup na classe Vintage, Série A (barcos construídos até 1949) em Punta del Este, no Uruguai. A largada da prova com  9.73 milhas de distância foi às 14 horas. O Atrevida cruzou na chegada às 15h14min54s, marcando no tempo real 1h14min54s. 

No entanto no tempo corrigido ficou em sétimo lugar. O vencedor foi o argentino Horizonte, de Juan Ball que fez no tempo real o percurso em 1h27min32s, e no corrigido ficou com 50min38s. Na classificação geral, entre as duas séries A e B, o Atrevida está na 11º colocação. A bordo também está o velejador Miguel Petkovicz. A Semana de Clássicos prossegue até a sexta-feira em Punta del Este.

Atualização: Pela importância, vou incluir aqui o comentário que o Jonas Penteado fez sobre o Atrevida: Antonio Alonso Faltou falar o principal. o barco foi trazido dos Estados Unidos por Darke de Mattos, esportista carioca, veio navegando, o relato da viagem está na revista Yachting Brasileiro. Construído em 1923, o veleiro Atrevida é puro glamour em 98 pés e 80 toneladas. Ele nasceu americano, com o nome Wildfire, e projetado pelos irmãos Herreshoff, que representavam a excelência da engenharia naval alemã – embora fossem apenas descendentes da nação germânica. Entre 1942 e 1945, foi, a seu modo, um herói de guerra ao singrar e vigiar a costa americana. No ano seguinte, ao ser adquirido pelo empresário brasileiro Jorge de Mattos, foi rebatizado como Atrevida. Mas, em 1949, nas mãos do também empresário Dirceu Fontoura, é que viveu as suas décadas de ouro. Hoje, em pleno vigor e impecavelmente restaurado, esse octogenário está de volta ao oceano. Após o seu leme passar a Gilberto Miranda, o veleiro ganhou um banho de loja, butique e possui todos os gadgets tecnológicos a que tem direito.


 

Por Antonio Alonso às 11h00

24/01/2012

Scheidt e Prada caem uma posição na Miami OCR

Foto: Daniel Forster/Rolex

O ano é olímpico e toda competição agora é um teste importantíssimo, com todos os velejadores de olho em Londres (ou melhor, em Weymouth, cidade que vai receber as provas da Vela). Num dia de ventos fracos, os brasileiros fizeram um sétimo e um quinto nas regtatas de hoje, e caíram uma posição. Com 21 pontos, apenas quatro a mais que os líderes, Scheidt e Prada agora estão em quarto lugar. Prada minimizou os resultados e disse que a dupla está usando a competição para "fazer testes". Numa condição muito ruim de vento, eles mantiveram a competitividade. Ainda há espaço para brigar pelo título. E eu sei que esse é o objetivo deles, não importa o discurso.

Da ZDL de Comunicação: Os ventos fracos do segundo dia de disputa da Rolex Miami OCR não ajudaram Robert Scheidt e Bruno Prada. A dupla brasileira conseguiu um sétimo e um quinto lugares nas duas regatas desta terça-feira (24/1), em Miami, somando 21 pontos perdidos. Com o resultado, Scheidt e Prada estão em quarto lugar na classificação geral. Os noruegueses Eivind Melleby e Petter Morland Pedersen lideram a competição, com 17 pontos perdidos. 

Primeira etapa da Copa do Mundo de Vela 2012, a Rolex Miami OCR reúne vários dos principais velejadores do mundo, em fase de preparação para os Jogos de Londres, em julho. Nove classes olímpicas e três paraolímpicas estão em disputa em Miami. Na classe Star, foram inscritas 30 tripulações de 15 países. 

"Hoje os ventos foram ainda mais fracos (entre 11 e 18 km/h). Tivemos uma raia muito difícil, com altos e baixos. Mas nessa fase de preparação para a Olimpíada de Londres, é bom disputar uma regata na pior condição possível para nós, que é essa falta de vento", observou Bruno Prada. A dupla está usando a primeira competição do ano para testar velas e materiais diferentes. "Como estamos no início da temporada, os resultados não são tão importantes. Vamos aproveitar para fazer esse laboratório, realizar todos os testes que pudermos", completou Prada.

Na Rolex Miami OCR, o Coral Reef Yacht Club é a base da classe Star. Estão previstas 11 regatas, entre provas classificatórias e a medal race. A partir de cinco regatas, os velejadores terão direito ao descarte do pior resultado. A medal race, com as dez embarcações mais bem classificadas, está programada para sábado (29/1).

Classificação da Star após duas regatas:
1º - Eivind Melleby e Petter Morland Pedersen, Noruega, 17 pp (8+2+4+3)
2º - Mark Mendelblatt e Brian Fatih, Estados Unidos, 17 pp (3+4+6+4) 
3º - Fredrik Loof e Max Salminen, Suécia, 18 pontos perdidos (2+5+2+9) 
4º - Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 21 pp (1+8+7+5)
5º - Philip Carlson/Benjamin Peterson, Suécia, 28 pp (15+3+3+7)
26º - Admar Gonzaga e Alexandre Figueiredo, Brasil, 100 pp (24+24+29+23)

Por Antonio Alonso às 22h48

Vídeo: Franceses treinam para contornar o cabo Horn em barco de 20 pés

Cabo Horn está para o mundo da vela como o bicho-papão estava para as crianças do meu tempo. Se você já ouviu um papo de velejador aventureiro, ele muito provavelmente apareceu por lá. O Cabo Horn fica no encontro sul dos oceanos Atlântico e Pacífico. É considerado o ponto mais perigoso do planeta para navegação. O tempo é ruim o ano todo, os ventos são muito fortes, o mar é mexido... e frio o suficiente para matar de hiportermia em poucos minutos um nadador desprotegido. Pois Ivan Bourgnon, do Défi Terresens, divulgou o vídeo de sua preparação para enfrentar  o temido cabo Horn a bordo de um catamarã aberto de apenas 20 pés, aparentemente um Nacra 20. Para quem gosta de capotagens, no final do vídeo tem uma. Mas eles mesmos rapidamente desviram o barco.

Por Antonio Alonso às 19h18

Volta ao Mundo: Veleiros começam a enfrentar tráfego no Índico

O vídeo acima mostra o Puma desviando de um barco pesqueiro. Os seis veleiros estão rumando agora ao estreito de Malaca, entre a Indonésia e a Malásia. O Puma ainda lidera, mas o Camper, que tentou uma rota mais ao norte, está apenas três milhas atrás. Ao entrarem no estreito de Malaca, os veleiros devem enfrentar um tráfego muito maior de embarcações, sem falar no perigo das redes de pesca e até troncos de árvores boiando por ali.

O que me parece é que, com ventos fracos, de 8 a 12 nós, a diferença entre os veleiros não é tão grande. O Sanya, de Mike Sanderson, está se segurando bem, agora "apenas" 23 milhas atás do líder Puma e cinco atrás do Telefónica. Numa conversa rápida com o Juan K, no lançamento do Puma, ela confessou que, nessa regata, os grandes ganhos são feitos com vento forte. Por isso, a maioria dos projetos aposta nos ventos médios pra fortes. 

Por Antonio Alonso às 17h22

De volta à Volta ao Mundo: Aposta no norte deve dar certo

O Camper tenta ganhar terreno pelo norte. Foto: Hamish Hooper/CAMPER ETNZ/Volvo Ocean Race

Depois de partir do porto ex-secreto nas Maldivas, a flotilha da Regata Volta ao Mundo segue surpreendentemente junta. Até o Sanya, patinho-feio desta regata, está só 18 milhas atrás do líder. O primeiro passo para quebrar essa monotonia foi dado por Camper e Telefónica, que resolveram cambar para uma rota mais ao norte. Eles esperam compensar a "volta" maior com uma velejada por regiões com vento ligeiramente mais forte. Parece que a estratégia pode dar certo. Na manhã desta terça-feira (horário de Brasília), o Telefónica era o barco mais veloz da flotilha, velejando mais ao norte que todos os outros barcos.

A rota agora é praticamente direto para o leste. Os veleiros estão a cerca de 700 milhas do estreito de Malaca, que separa a Indonésia da Tailândia e deve esconder algumas surpresas, tipo redes de pesca, troncos, trânsito de barcos pesqueiros e navios... Se você acha que a regata está meio morna, a coisa vai esquentar logo mais.

Por Antonio Alonso às 11h45

23/01/2012

Star: Scheidt e Prada estreiam ano olímpico com vitória

A dupla brasileira é campeã mundial e líder do ranking. Foto: US Sailing Team AlphaGraphics

Depois de conquistar o título mundial no mês passado, Robert Scheidt e Bruno Prada estrearam 2012 com uma vitória na tradicional Miami Olympic Classes Regatta. Com um oitavo lugar na segunda regata do dia, a dupla soma nove pontos e está em terceiro lugar na classificação geral.

Da ZDL de Comunicação: Robert Scheidt e Bruno Prada começaram a temporada 2012 da classe Star com vitória. A dupla brasileira líder do ranking mundial conquistou um primeiro e um oitavo lugares nas duas regatas do primeiro dia de disputa da Rolex Miami OCR, nesta segunda-feira (23/1), em Miami, somando nove pontos perdidos. Com o resultado, Scheidt e Prada estão em terceiro lugar. Os suecos Fredrik Loof e Max Salminen lideram a competição, com sete pontos perdidos, seguidos pelos norte-americanos Mark Mendelblatt e Brian Fatih, também com sete.

Primeira etapa da Copa do Mundo de Vela 2012, a Miami OCR, regata para classes olímpicas, reúne vários dos principais velejadores do mundo, em fase de preparação para os Jogos de Londres, em julho. A classe Star tem 30 tripulações inscritas de 15 países. 

"Hoje foi um dia fraco. Mas o mais importante é que estamos testando velas novas, um material diferente, e estou feliz com a velocidade do barco", destacou Bruno Prada. "Na Star, temos dez duplas que chegaram entre as quinze primeiras no Mundial de Perth, o que mostra que a disputa está com um nível forte. Agora é treinar para pegar ritmo de competição e chegar a Búzios bem preparados", complementou, referindo-se à Seletiva Olímpica brasileira, em fevereiro, onde a dupla buscará a vaga para Londres/2012.

Na Miami OCR, o Coral Reef Yacht Club é a base da classe Star. Estão previstas 11 regatas, entre provas classificatórias e a medal race. Para a série classificatória ser considerada válida, pelo menos três regatas precisam ser completadas. A partir de cinco regatas, os velejadores terão direito ao descarte do pior resultado. A medal race, com as dez embarcações mais bem classificadas, está programada para sábado (29/1).

Classificação da Star após duas regatas:

1º - Fredrik Loof e Max Salminen, Suécia, 7 pontos perdidos (2+5) 

2º - Mark Mendelblatt e Brian Fatih, Estados Unidos, 7 pp (3+4) 

3º - Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 9 pp (1+8)

4º - Jud Smith e Ed Morey, Estados Unidos, 10 pp (9+1) 

5º - Eivind Melleby e Petter Morland Pedersen, Noruega, 10 pp (8+2)

24º - Admar Gonzaga e Alexandre Figueiredo, Brasil, 48 pp (24+24)

Por Antonio Alonso às 22h34

Ashton Kutcher publica foto "surfando" em enchente de São Paulo

O ator americano Ashton Kutcher publicou em seu perfil no Twitter @aplusk uma foto aparentemente de si mesmo "surfando" na enchente paulistana desta segunda-feira. O ator, que tem costume de publicar várias fotos suas no Twitter e no Facebook, incluindo fotos das gravações da série "Two and a Half Man", está na capital paulista para o São Paulo Fashion Week. Nada como ver sempre o lado bom das coisas.

Por Antonio Alonso às 16h15

Soto 40: Audi pula fora da Med Cup e europeus anunciam campeonato continental

Equipes européias, como a Iberdrola, temeram ver todos os investimentos indo por água abaixo. Imagens: Audi Med Cup divulgação

No final do ano passado, a Audi anunciou que não mais patrocinaria a prestigiada Audi Med Cup. O fim da Med Cup, um dos circuitos de vela mais prestigiados do planeta, significou também o fim da badalada classe TP 52. No pano de fundo, o prejuízo se estendeu aos Soto 40, que eram a "segunda divisão" da Audi Med Cup.

A notícia foi um balde de água fria para as pretensões mundiais da classe Soto 40, que já tinha anunciado um circuito escandinavo e um asiático para este ano. Em meio a tantas dúvidas, os proprietários que levaram Soto 40 para a Europa decidiram se reunir em uma associação e anunciaram, na semana passada, a criação do Campeonato Europeu de Soto 40. 

Esse campeonato será um circuito, parecido com a Med Cup, também com cinco etapas. Nesse circuito, dois eventos vão contar em dobro: a Copa do Rey, em Mallorca, e as Finais, em Valência. Movimento nobre para salvar uma classe interessante, que quase naufraga após seu primeiro ano europeu. 

A Soto 40 nasceu na Argentina, em 2008, e até o ano passado tinha sua principal competição disputada aqui no Brasil. Para este ano, brasileiros, argentinos, chilenos e uruguaios decidiram criar um Campeonato Sul-Americano de Soto 40, com regatas no Chile, Brasil e Uruguai. Tudo indica que, pelo menos por enquanto, a grande força da classe vai continuar aqui na América do Sul. 

Falando em América do Sul, Eduardo Souza Ramos e sua tripulação protagonizaram um feito inédito na vela brasileira de alto nível. Depois de vencer a Semana de Punta del Este, no Uruguai, eles embarcaram em um avião para o Chile, subiram no outro barco de Souza Ramos (o Lancer Evo) e já lideram a regata Chiloé, uma competição que enche os chilenos de orgulho.

Calendário do Campeonato Europeu de Soto 40

PalmaVela Mapfre 19-22 de abril (servirá como treino, sem contar pontos)

Trofeo Conde de Godo – 24 a 27 de maio  (Barcelona)

Sardinia Cup – 11 a 16 de junho (Porto Cervo)

Copa del Rey Audi Mapfre – 18 a 21 de julho (Palma de Mallorca)

Copa Sotogrande – 10 a 13 de agosto  (Sotogrande)

Soto 40 European Championship Finals – 19 a 22 de September (Valência)

Por Antonio Alonso às 16h00

22/01/2012

No útimo dia, Leonardo Lombardi conquista título do 40º Brasileiro de Optimist

Leonardo Lombardi, campeão brasileiro de Optimist. Foto: Luiz Ventura

 

Antigamente um modelo de veleiro chamado Pinguim era o principal barco-escola para nós, brasileiros, pelo menos. O Pinguim misturava velejadores experientes com crianças. Paulo Pera Rodrigues, da Pera Náutica, por exemplo, já foi campeão mundial nele, quando ainda era criança. Mas hoje em dia a época da Pinguim ficou para trás e deu lugar a um barquinho quadrado, feioso, bem simples de se controlar, mesmo por apenas uma criança de 10 anos ou até menos. Essa é a classe Optimist.

Criada nos EUA, ela foi "inspirada em uma caixa de sabão de madeira". Mas a simplicidade do Optimist é também sua grande virtude. Neste sábado, o Leonardo Lombardi, do Clube Naval Charitas, de Niterói, conquistou o título do 40º Campeonato Brasileiro da classe Optimist, em Porto Alegre. É um ótimo passo para botar no currículo, e um longo caminho pela frente. Parabéns ao Leonardo, e ao Tintin, o Rodrigo Luz, que liderou o campeonato até o último dia. Não deixem a peteca cair, molecada!

Da assessoria do Jangadeiros: Emoção e luta até a última regata. Assim foi a disputa do 40º Campeonato Brasileiro da Classe Optimist, competição sediada pelo Clube dos Jangadeiros , que terminou neste sábado (21), em Porto Alegre. Na água, os 122 competidores enfrentaram o sol forte e velejaram como gente grande, encarando ventos de até 13 nós. A briga pelo título ficou entre Rodrigo “Tintin” Luz, do Iate Clube do Rio de Janeiro, e Leonardo Lombardi, do Clube Naval Charitas , de Niterói. Os dois velejadores entraram na água empatados em pontos, com leve vantagem para Tintin nos critérios de desempate (mais primeiros lugares). Na primeira regata do dia, com um velejador em cada bateria, ambos terminaram em segundo lugar. Na prova seguinte, Tintin e Leozinho brigaram na raia pela melhor colocação, e aí valeu a estratégia do velejador niteroiense, que marcou o carioca durante toda a regata. Com isso, Tintin terminou a prova na 28ª posição e Leozinho na 31ª, resultados que ambos descartaram. E o descarte foi amplamente favorável ao velejador do Clube Naval Charitas , que ao final da regata comemorou a conquista com os amigos, ainda na raia da Baía da Pedra redonda. 

Quem também comemorou bastante foi a catarinense Maria Luiza Rupp, campeã no feminino. A velejadora do Iate Clube de Santa Catarina terminou o campeonato na 16ª colocação geral e com uma folgada vantagem em relação a segunda colocada, a baiana Luiza Cruz, do Yacht Clube da Bahia. O terceiro lugar ficou com Julia Correia, do Clube Naval Charitas.

Outro destaque do dia foi Pedro Zonta. Depois de vencer as três regatas disputadas na sexta-feira (20), o velejador do Clube dos Jangadeiros não deu chances para os adversários novamente e venceu também as duas provas realizadas neste sábado. Zonta termina a competição na sexta colocação, mas deixa a impressão de que com mais algumas regatas o resultado final do 40º Campeonato Brasileiro da Classe Optimist poderia ser outro. 

Clique aqui e confira a classificação final, após 14 regatas e dois descartes.

 

Por Antonio Alonso às 18h34

Depois de vencer tribunais, garota de 16 anos é a mais jovem a dar a volta ao mundo

A holandesa Laura Dekker, de 16 anos e 4 meses, completou a volta ao mundo sozinha a bordo do Guppy, um Jeanneau de 37 pés

A holandesa Laura Dekker, de 16 anos e quatro meses, tornou-se a pessoa mais jovem a completar a volta ao mundo a vela sem assistência. Laura quebrou o recorde que pertencia à australiana Jessica Watson, que completou sua viagem poucos dias antes de fazer 17 anos. As viagens de Laura e Jessica foram cercadas de polêmicas sobre a racionalidade de um recorde como esse.

Laura praticamente nasceu em um barco, durante uma viagem de volta ao mundo que seus pais fizeram, e aos 13 anos eles a incentivavam a partir em busca do recorde. Os tribunais da Holanda, no entanto, ameaçaram tirar a guarda dos pais por mantê-la durante tanto tempo longe da escola. Laura chegou a fingir uma fuga da Holanda e ficou desaparecida por alguns dias nessa época. Com a autorização da justiça holandesa, desde que ela mantivesse contato constante com sua escola à distância, ela foi para Portugal, de onde partiria. Mais uma vez, foi barrada, por não ter a habilitação necessária. Tentou Gibraltar, mas acabou saindo da Holanda mesmo, mas com um barco maior e um pouco mais experiente do que os 13 anos iniciais. A volta ao mundo ficou completa agora, com a segunda passagem de Laura por St Maarten, no Caribe, a bordo de seu Jeanneau 37 pés.

Nem o Guiness e nem a federação internacional de vela reconhecem o recorde de Laura. Para essas entidades, esse não é um recorde saudável. Se os pais de Laura já tentaram fazer com que ela saísse sozinha aos 13 anos, logo aparecerão outros pais com filhos de 11 ou nove anos "prontos" para a volta ao mundo. E isso fatalmente levará a uma tentativa frustrada, por alguma pessoa muito jovem, com capacidade limitada de se virar sozinha quando em perigo.

Parabéns à jovem Laura. O que ela conseguiu é grandioso. O número de pessoas que chegou ao topo do Everest é muito maior do que o número de velejadores solitários que completou a volta ao mundo sem ajuda externa. Mas, definitivamente este é um recorde idiota. Laura começou sua viagem em agosto do ano passado, quando ainda tinha 15 anos. Ficou um ano em viagem, afastada da escola, sem contar o tempo de preparação para a viagem. Ela está magoada com a Holanda, que dificultou sua partida, e diz que pensa em não voltar a seu país. 

Eu não sou conselheiro de educação infantil. Mas fico imaginando quanto essa experiência fez bem à Laura… e quanto tempo ela vai demorar para ela se tocar de que foi um instrumento nas mãos dos pais e que essa arrogância com a Holanda não vai levá-la a lugar nenhum… Ou vai.

Atualização: Lendo os comentários, volto aqui para deixar claro que eu acho que esse recorde é uma competição idiota, que vai acabar com um garoto de nove anos em sérios apuros em alto mar. A australiana Jessica já quase afundou na sua tentativa. Não acho que Jessica ou Laura sejam idiotas, são apenas o que elas devem ser: garotas de 13, 16 anos.

Por Antonio Alonso às 01h50

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

Histórico

© 1996-2011 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.