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14/01/2012

Volta ao Mundo: Abu Dabi bate Telefónica aos 45 do segundo tempo

O Abu Dhabi realmente saiu animado do encontro em casa com o príncipe e o sheik. Depois de vencer a regata costeia ontem, na manhã deste sábado eles venceram a primeira etapa da terceira perna da Volvo Ocean Race. A equipe árabe ultrapassou o Telefónica faltando duas milhas para o final do trecho de 106 milhas entre Abu Dabi e Sarjah. Essa perna foi dividida em duas etapas, como a anterior, para evitar que os veleiros navegassem nas águas infestadas de piratas no Oceani Índico. De Sarjah, os cinco veleiros entram num navio e seguem para o porto de Male, nas Maldivas. Lá, eles largam novamente, rumo a Sanya, na China. Por falar em Sanya, o barco da equipe chinesa ainda não terminou a primeira parte da segunda etapa. Ele está neste momento velejando justamente para Male, onde encontrará os outros competidores.

A regata curta deste sábado começou com ventos moderados, mas depois um forte noroeste acelerou o final da disputa. Esta foi a primeira vez em 38 anos de Regata Volta ao Mundo que o Oriente Médio serviu como escala. O motivo? Patrocínio, porque esse percurso realmente nada tem a ver com a vola ao mundo histórica, passando direto pelo Oceano Austral, numa longa perna entre a Cidade do Cabo e a Oceania.

 

Leaderboard:
1. Team Telefonica 71
2. CAMPER with Emirates Team New Zealand 64
3. Groupama sailing team 51
4. PUMA Ocean Racing powered by BERG 36
5. Abu Dhabi Ocean Racing 31
6. Team Sanya 4*

Por Antonio Alonso às 16h43

Volta ao Mundo: Assista agora ao vivo largada da terceira etapa

Apesar de cada uma das pernas ser tão longa, o trabalho ao vivo feito por esses caras nas largadas e regatas costeiras está ficando impressionante. Telefónica, com o brasileiro Joca Signorini a bordo, deve largar à frente dos adversários.

Watch live streaming video from volvooceanracesd at livestream.com

Por Antonio Alonso às 08h38

Dupla brasileira Scheidt e Prada retoma liderança do ranking mundial da Star

Em dezembro, na Austrália, dupla foi campeã mundial e classificou o Brasil para as Olimpíadas. Fabrizio Prandini/Divulgação

O ranking da Vela nunca foi tão importante quanto o do tênis. Não há grandes premiações para o líder, não há torneios no final do ano, eles não viram cabeças-de-chave e nem ganham qualquer outra vantagem. Mas liderar o ranking mundial no ano da Olimpíada, é a prova de que o trabalho está num caminho muito certo. Scheidt e Prada são favoritos ao ouro em Weymouth. Se isso acontecer, Scheidt passará a ser o maior medalhista olímpico da Vela de todos os tempos. Posto que, aliás, atualmente é ocupado por ninguém menos que Torben Grael.

Da ZDL de Comunicação - Os velejadores Robert Scheidt e Bruno Prada retomaram a liderança do ranking mundial da classe Star. De acordo com a relação divulgada na quarta-feira (11/1) pela Federação Internacional de Vela (Isaf), Scheidt e Prada somam 4.646 pontos, à frente dos italianos Diego Negri e Ferdinando Colaninno (4.524) e dos noruegueses Eivind Melleby e Petter Morland Pedersen (4.518). 

Scheidt e Prada se mantiveram na primeira posição de julho de 2010 a novembro de 2011. No mês seguinte, passaram para o segundo lugar, já que não disputaram o Campeonato Europeu de Vela, e agora voltaram à ponta depois de conquistar o título mundial em Perth, na Austrália.

"A retomada da liderança mundial, neste mês, e a manutenção da posição por dezessete meses refletem o nosso ótimo momento. Fizemos uma temporada perfeita, em 2011. Com o título mundial, era natural que a gente voltasse à ponta", comemora Prada. A dupla venceu 11 das 13 competições de 2011 - cinco delas por antecipação. Com a conquista do bicampeonato mundial em Perth, Scheidt e Prada ainda classificaram a Star do Brasil para os Jogos de Londres/2012.

Nesta temporada, o primeiro desafio de Scheidt e Prada é a Rolex Miami OCR (etapa da Copa do Mundo), de 22 a 28 de janeiro, em Miami, nos Estados Unidos. Na sequência, a dupla volta ao Brasil para a disputa da Seletiva Olímpica de Búzios, no Rio de Janeiro, de 2 a 12 de fevereiro, onde buscará a vaga para a Olimpíada de Londres - com a vitória na Austrália, a parceria soma um ponto, e se vencer em Búzios ganha mais um ponto, garantindo a participação nos Jogos. 

Robert Scheidt tem patrocínio do Banco do Brasil, Prada e Rolex. Robert Scheidt e Bruno Prada têm o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Vela e Motor.

Por Antonio Alonso às 01h54

13/01/2012

Replay: Abu Dhabi vence regata costeira em casa, veja vídeo

O Abu Dahbi, com príncipe e sheik a bordo, fez a lição de casa muito bem feita e ganhou a regata costeira desta sexta na Volvo Ocean Race. Groupama ficou em segundo e Camper completou o pódio. O Telefónica, líder da Volta ao Mundo, repetiu o desempenho de Alicante e, mais uma vez, foi último na regata costeira. Se você acreditou na bobagem que eu escrevi ontem, e perdeu a regata, aqui vai um vídeo com o replay do que rolou lá nos Emirados.

 

Results:

1.    Abu Dhabi Ocean Racing – 57 minutes 51 seconds – 6 points

2.    Groupama sailing team  -- 58:48 – 5pts

3.    CAMPER with Emirates Team New Zealand – 60:47 – 4pts

4.    PUMA Ocean Racing powered by BERG – 62:22 – 3pts

5.    Team Telefónica – 62:47 –  2pts

Overall standings:

1. Team Telefónica 68 points

2. CAMPER with Emirates Team New Zealand 62

3. Groupama sailing team 47

4. PUMA Ocean Racing powered by BERG 31

5. Abu Dhabi Ocean Racing 25

6. Team Sanya 4*

Por Antonio Alonso às 14h14

12/01/2012

Japoneses leiloam atum por US$ 725 mil. Alguém a fim de rachar?

"Eu quis comprar o melhor atum para oferecer aos clientes japoneses, e não deixar que ficasse com algum estrangeiro". Foi assim que o dono de uma de cadeia de restaurantes de Tóquio, Kiyoshi Kimura, explicou ter gasto US$ 725.587 num peixe de 269 quilos. É lógico que ele fez um excelente marketing. Disse que, pelo preço que pagou no peixe, ele deveria cobrar o equivalente a R$ 140 por torô (pedaço mais gorduroso e saboroso da barriga do atum), mas como ele é muito legal, vai cobrar o preço normal, de R$ 10.

Não sei, não, hein seu Kimura... Quem vai fiscalizar se o torô é mesmo do peixe milionário?

Quem provou, jura que a carne é inigualável. Pra amargar um pouco a história, eu preciso contar que o atum vermelho, ou atum de barbatana azul está na lista de peixes ameaçados de extinção, justamente devido à sobrepesca.

Eu adoro comer peixe, sou carnívoro dos bons, mas acho que dava pro pessoal racionalizar melhor essa produção, não? Eu, por exemplo, já tou procurando um filhote desse atum pra colocar no meu aquário. O leilão tá marcado pra 2016.

Por Antonio Alonso às 17h24

Kawasaki passa a importar oficialmente jet mais potente do mercado

Faz tempo que eu não falo de mercado, mas acabei descobrindo sem querer uma boa notícia. A Kawasaki Brasil começa este mês a importar oficialmente os jets da marca japonesa. Com 300 hp, os Kawasaki são hoje os jets mais potentes do mercado brasileiro (não do mundo, porque tem louco fazendo jet 6 cilindros e com 340 hp na HSR Benelli). Mesmo sem a importação oficial, eles já tinham uma boa turma de fãs, e algumas lojas grandes especializadas só em Kawasakis, como a Pica Pau Imports em SP, provavelmente uma das mais conhecidas lojas de jet do Brasil. Pesadão (ele tem mais de 100 quilos a mais que o Yamaha FZR, seu concorrente), o Ultra 300 X carrega a fama de um casco impecável nas ondas, marca registrada da Kawasaki durante anos. Pelos testes que já saíram em sites internacionais, esse novo casco melhorou também o desempenho em águas calmas, onde o modelo anterior não ia tão bem, derrapando muito nas curvas mais fechadas.

A notícia também é boa porque teoricamente melhora o preço do jet, que está um pouco acima dos R$ 60 mil. Mas só teoricamente, porque a Kawasaki Motores do Brasil ainda não divugou os preços após a importação oficial.

Por Antonio Alonso às 10h17

11/01/2012

Esquentadinho Ben Ainslie vai lançar seu próprio time de America's Cup

O velejador britânico Ben Ainslie, tricampeão olímpico que pulou na água para agredir o piloto de um inflável durante o Mundial de Perth, em dezembro, descobriu o que vai fazer depois das Olimpíadas: vai lançar seu próprio time de America's Cup. Ben, que já é uma lenda do iatismo, vai precisar de um pouco mais do que talento para conseguir ir até o fim com seu plano. Basicamente, ele vai precisar de pelo menos uma centena de milhões de dólares para começar a brincar. Enquanto esquenta os motores, Ben deve se juntar a Russell Coutts e James Spithill na equipe do Oracle que começa no segundo semestre deste ano e termina em 2013. Por mais estranho que pareça, logo depois de defender o título do Oracle, Ben vai pular para o lado do inimigo, seu próprio time.

Como sempre acontece quando alguém tem essas ideias, por enquanto é tudo alegria, felicidade e o próprio Russell Coutts disse que apóia a ideia de Ben Ainslie ter seu próprio time, que por enquanto se chama BAR (Ben Ainslie Racing), mas se tudo der certo para o britânico logo muda de nome, para agradar o patrocinador.

Por Antonio Alonso às 15h35

Sem oferecer serviço em troca, Ubatuba quer dobrar Zona Azul

Concessionária cobra, e Prefeitura não oferece nada em troca Foto: StockXchng

A prefeitura de Ubatuba está cobrando Zona Azul em várias praias da cidade, inclusive locais sem estrutura ou manutenção alguma, onde os carros ficam estacionados no meio do mato e em ruas enlameadas. Parece que a medida agradou aos governantes, que agora estudam dobrar a taxa de R$5 para R$ 10 (o dia todo), justificando vagamente que o valor seria usado em "melhorias" na Santa Casa de Ubatuba.

Eu acredito muito em imposto, mas esse é um caso típico de tunga governamental. Eles cobram, não dão nada em troca, quem quiser que reclame com o bispo. Sem contar que o valor só é cobrado dos carros com placas de fora de Ubatuba, não há vagas demarcadas, não há vagas para idosos ou portadores de necessidades especiais... Nem o cuidado mínimo para disfarçar tiveram.

Para ficar só nos serviços mal prestados, é vergonhosa a falta de manutenção nos acessos a Itamambuca, por exemplo. Não só isso. Da última vez que passei por lá, tive a oportunidade de conhecer a Santa Casa e perceber que ela precisa de mais médicos no plantão noturno, sim. Mas só tive a chance de conhecer a Santa Casa graças à enorme quantidade de sujeira exatamente na praia de Itamambuca, o que acabou me mandando para a anti-tetânica.

Eu não sei onde isso vai parar. Como a medida afeta principalmente gente que não vota em Ubatuba, não sei se a população vai comprar essa briga. O valor pode parecer barato para um dia de praia. Mas vale lembrar que Marta Suplicy foi escurraçada após sua gestão em São Paulo em grande parte por um projeto de taxa do lixo, no qual o teto por família era de R$ 10 por mês. E ela pelo menos tinha um plano de usar esse dinheiro para ajudar a limpar uma cidade imunda. Ubatuba não tem plano nenhum, a não ser pagar uma empresa concessionária para organizar o serviço. Nem Ubatuba nem os motoristas estão ganhando com essa taxa, já a concessionária...

 

Por Antonio Alonso às 09h39

10/01/2012

Lars Grael critica CBVM e chama seletiva olímpica de "jogo de cartas marcadas"

Em Perth (foto) Robert Scheidt e Bruno Prada venceram o Mundial. Agora terão que cumprir tabela em Búzios para garantir a vaga. Foto: Paul Kane

 

Em seu blog, Lars Grael criticou a maneira como estão sendo escolhidos os representantes brasileiros na Olimpíada do ano que vem. Em post intitulado "O suicídio do elefante", Lars deixa claro seu descontentamento contra o fato de a seletiva ter começado no Mundial da Austrália. "Ora, num país com mais de 8 mil km de costa, fazer eliminatória da Australia (não poderia ser mais longe?), é no mínimo um casuismo."

 

No Mundial de Perth, na Austrália, que aconteceu em dezembro, o Brasil conquistou sete vagas em 10 classes possíveis. O desempenho foi um sucesso, já que em Pequim 2008, o país levou apenas cinco tripulações. A CBVM pagou a viagem das tripulações melhor colocadas no ranking nacional. Dados os elevados custos da viagem e da logística de levar o barco até a Austrália, muitas tripulações ficaram de fora da disputa.

 

Mas os velejadores que conquistaram essas sete vagas para o Brasil não estão garantidos na Olimpíada. Eles largam na frente, mas precisam defender o favoritismo na Semana Pré-Olímpica, que será em Búzios, em fevereiro deste ano. 

 

Para Lars, essa configuração de disputa é um jogo de cartas marcadas. "Marcadas porque somente o membro da EPVO iria para a Australia com tudo pago, técnico e barco novo. O princípio da competitividade, parte do pressuposto da isonomia de chances entre os concorrentes no certame. Se um mortal mandasse às suas próprias expensas seu barco para a Australia, não teria seu próprio barco para a seletiva em Búzios. Esperto né?"

 

Secretário Nacional de Esportes no governo Fernando Henrique, Lars Grael é uma das vozes mais respeitadas na Vela brasileira. Ele jamais abandonou a vela competitiva e chegou a ser eleito presidente da Confederação Brasileira de Vela e Motor, mas renunciou logo depois ao ficarem evidentes as enormes dívidas que a entidade tinha.

 

Isso já faz cinco anos e, desde então, a CBVM está sob intervenção do COB. A dívida gigantesca, que remonta à época em que a confederação (então federação) era patrocinada por um Bingo, de quem herdou as dívidas com o fisco. Talvez se Lars não tivesse sido eleito, o velho presidente Walcles Osório ainda estivesse lá, com a calma que lhe é peculiar, achando que está tudo certo. Mas Lars expôs a ferida e retirou seu time de campo, quando ficou claro que ele não teria como segurar aquele rombo.

 

A crítica que Lars faz, na minha opinião, não leva em conta que o Mundial do ano anterior há Olimpíada já faz parte da seletiva há tempos. Além disso, como o Mundial da Austrália vale vagas para o país, os velejadores precisam ser estimulados a participar, justamente para garantir essas vagas.

 

Mas ele acerta em cheio quando diz que a Seletiva Olímpica Nacional é moribunda. O que vamos ver em Búzios será realmente um desfile de pré-classificados, com exceção da disputa na 470 feminino. Outros países, como o Canadá, fizeram de Perth sua seletiva. Quem venceu lá, ficou com a vaga. Talvez isso seja melhor do que ver uma seletiva moribunda no Brasil apenas para cumprir tabela.

 

Lars lembra que a Pré-Olímpica de 2012 poderia ser sensacional na classe Star, "colocando, por exemplo, na raia uma disputa eletrizante entre Scheidt, Torben Grael, Lars Grael, Alan Adler e outros velejadores não menos expressivos". Ele tem razão.

 

Clique aqui para ler e comentar o post de Lars Grael.

Por Antonio Alonso às 12h27

Campeão da Sydney–Hobart diz que esperou 14 anos pelo título

Loki, campeão da 67a. edição da Sydney–Hobart. Foto: Daniel Forster

 

Essa eu já escrevi há algum tempo e ainda não dividi com vocês.

 

Foi uma das chegadas mais emocionantes na história da Rolex Sydney–Hobart e a mais apertada dos últimos 29 anos. O Investec Loyal, de Sean Langman e Bell Anthony, conseguiu desbancar o poderoso Wild Oats XI, de Bob Oatley, que havia sido o mais rápido em cinco das seis edições anteriores. A diferença de apenas três minutos e oito segundos, depois de dois dias, seis horas, 14 minutos e oito segundos de regata, foi a quarta menor em 67 anos de Rolex Sydney–Hobart. Mas o campeão no tempo corrigido não veio dos máxis, mas foi um veleiro de 63 pés, número nada impressionante dentro da fortíssima flotilha desta edição. O título ficou com o Reichel Pugh 63 Loki, de Stephen Ainsworth.

 

A regata, que larga tradicionalmente no Boxing Day, primeiro dia após o Natal, assistiu a uma batalha dura entre os dois líderes, ambos com 100 pés de comprimento. O Wild Oats liderou boa parte da regata, mas acabou pagando um preço por ser o primeiro a "desbravar" a raia. Por duas vezes, ele ficou acalmado em buracos sem vento, enquanto era ultrapassado pelo Investec Loyal que – vendo que o adversário estava sem vento – evitava as armadilhas nas quais o Wild Oats havia caído. 

 

"Foi uma das grandes experiências da minha vida", disse Anthony Bell, skipper e proprietário do Investec Loyal. "Desde a largada até a linha de chegada, tudo foi muito empolgante. Foi uma regata na qual tivemos que lutar muito, mas a tripulação acreditou no barco e em nossa causa desde o começo. Nós estamos muito contentes por termos sido os primeiros na linha".

 

Sim, o Investec correu por uma causa. As campanhas de Anthony Bell servem para levantar fundos para caridade. Nesta regata, ele arrecadou dinheiro para a Humpty Dumpty Foundation, que compra equipamentos médicos vitais para hospitais infantis na Austrália e no Timor Leste. Por este motivo, entre a tripulação não estavam apenas velejadores profissionais, mas também celebridades nacionais australianas, como os jogadores da seleção de rugby Phil Kearns e Phil Waugh.

 

Apesar da conquista da fita-azul, o Investec não levou o título absoluto, no tempo corrigido. As condições de vento mais favorável depois da chegada dos grandes veleiros fizeram supor que o vencedor este ano estaria entre os pequenos. Mas, conforme os barcos menores foram ficando acalmados na chegada, na Storm Bay e já no rio Derwent, ficou claro que a vitória ficaria com um barco médio, provavelmente algum da forte flotilha de 50 pés. No entanto, quem acabou se sobressaindo como o barco melhor velejado e grande campeão desta edição foi o Reichel Pugh 63 pés Loki, de Stephen Ainsworth. Um dos barcos mais vitoriosos no disputado circuito australiano, no tempo corrigido, o Loki ficou 50 minutos à frente do segundo colocado, o Farr 55 Living Doll, de Michael Hyatt. Em terceiro lugar, um TP52 modificado, o Ragamuffin, de Syd Fischer.

 

“Nós estamos em júbilo. Vencer esta regata é um sentimento fantástico, uma emoção enorme", disse um sorridente Ainsworth, depois de receber seu Rolex Yacht-Master e a Tattersall’s Cup, por vencer a classe IRC. “Depois de competir 14 anos, eu sei como é difícil vencer esta regata. Muita coisa precisa dar certo e os deuses do vento estavam conosco. Correu tudo muito bem em nossa regata. O objetivo principal da navegação era evitar parar e conseguimos fazer isso, mas não foi fácil. Veja o que aconteceu com o Wild Oats XI – a mesma coisa poderia facilmente ter acontecido conosco.” 

 

Por mais que o título do Loki seja importante, foi mesmo a disputa entre Wild Oats XI e Investec Loyal que dominou as conversas nos pubs australianos. Quase ninguém se lembrava de ter visto os dois barcos mais rápidos da tradicional regata velejando juntos pelo rio Derwent, já bem perto da chegada. Nas 100 milhas finais da regata (que tem um total de 268), a diferença entre os dois líderes nunca foi maior do que duas milhas, o que significou que ambos sempre ficaram no visual um do outro.

 

O Wild Oats, vencedor do ano passado, começou muito bem, e parecia que ele faria valer sua posição de favorito. Mas sempre que o vento diminuía, lá aparecia o Investec Loyal. "Eles estavam de olho na gente o tempo todo, e nos passaram assim que ficamos presos sem vento debaixo de uma nuvem", contou o skipper do Wild Oats, Mark Richards. O Wild Oats passou então sua segunda noite no mar como perseguidor. Com uma velejada digna dos favoritos que eram, recapturaram a liderança na madrugada do dia 28 de dezembro. Mas então, já bem perto da Storm Bay, com o vento rondando muito, o Wild Oats novamente ficou acalmado. O Investec Loyal, que vinha bem próximo, conseguiu ultrapassar e então manteve a pequena liderança até a linha de chegada.

 

"Essa vitória tem um sabor muito gostoso", disse Anthony Bell após o final dramático. "Fomos tantas vezes segundo lugar, atrás do Wild Oats! Não só na última Rolex Sydney-Hobart, mas em muitas regatas." Mas antes da premiação, quando receberia o troféu e o Rolex Yacht-Master cheio de simbologia, o proprietário ainda teve de comparecer à sala de protestos para explicar um suposto caso de "ajuda externa". Isso porque a comissão de regatas gravou a conversa de um dos tripulantes do Investec com o piloto do helicóptero da rede de televisão ABC. O tripulante queria saber detalhes sobre as velas do Wild Oats, que então velejava na frente. Ficou esclarecido, no entanto, que o tripulante do Investec, que trabalha para a veleria responsável pela construção das velas do adversário Wild Oats, etava apenas preocupado com o produto entregue a seu cliente, após uma noite de tempestade.

 

O Accenture (Yeah Baby), barco no qual velejava o brasileiro Edgardo Vyeites, não completou a regata devido a uma quebra.

Por Antonio Alonso às 10h54

09/01/2012

Brasil é o segundo melhor no Mundial de Optimist; título fica com garota de Singapura

Kimberly Lim, de Singapura, deixou todos os garotos para trás no Mundial

Num dia em que a discussão sobre a renovação na vela brasileira está quente, depois que Lars Grael criticou a seletiva olímpica nacional, cinco garotos levaram o Brasil ao segundo lugar entre os países do Mundial de Optimist, que acabou hoje. A equipe composta por Leonardo Lombardi, Felipe Rondina, Tiago Brito, Rodrigo Luz e Gabriel Elstrodt colocou três atletas entre os top 15 e só ficou atrás de Singapura, que fez a campeã Kimberly Lim, e o quatro colocado, Ryan Lo.

O Optimist é o principal barco-escola do mundo. Como ele é muito simples, o peso do velejador acaba tendo uma influência enorme no resultado. Assim, com ventos mais fracos, os velejadores mais leves ganham vantagem. Com ventos fortes, o barquinho fica mais difícil de controlar e os grandes se dão melhor. Nessa fase, acontece de meninas vencerem os meninos, coisa que vai ficando muito mais rara nas outras classes.

As regatas previstas para hoje não aconteceram, devido ao vento inconstante e rondado. O melhor brasileiro foi Gabriel Elstrodt, oitavo no Mundial. Logo atrás dele, em nono, ficou Rodrigo Luz. Tiago Brito foi o 14º, Felipe Rondina, o 58º e Leonardo Lombardi, o 78º entre os 210 inscritos. A soma dos resultados desses atletas coloca o Brasil como o segundo melhor país do Mundial disputado na Nova Zelândia. Na competição por equipes, que terminou no meio da semana, e é disputada em formato mata-mata, o Brasil terminou em quarto lugar.

Os velejadores brasileiros tiveram como técnicos Henrique Haddad (o Gigante) e Jônatas Gonçalves.

Por Antonio Alonso às 13h00

08/01/2012

Deu na Folha: Caiçaras "ganham" ilha Montão de Trigo contra grilagem

Good news para uns, bad news para outros. "Uma comunidade de 14 famílias caiçaras, todas de pescadores, originada há mais de três séculos e que vive sem energia elétrica, vai se tornar dona, na prática, de uma ilha na rica costa sul de São Sebastião, litoral norte de SP.

A informação é da reportagem de José Benedito da Silva publicada naFolha deste domingo. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha."

A Ilha Montão de trigo fica a 14 km de Barra do Una, apesar de não ter praias, ela é procurada por turistas para mergulho e até surfe. Mas a grande preocupação do governo federal não foram os turistas, mas sim a especulação imobiliária de alto padrão. Em um litoral onde várias ilhas são particulares, a ideia de casas com píeres de atracação, afastadas do agito do continente, há tempos faz coçar os dedos de imobiliárias. A decisão é um balde de gelo para imobiliárias... pelo menos ali.

Por Antonio Alonso às 23h09

Gabriel Elstrodt e Rodrigo Luz entram para os top 10 do Mundial de Optimist na Nova Zelândia

 

Este domingo foi um excelente dia para os brasileiros no Mundial de Optimist, que está sendo disputado na Nova Zelândia. Com a entrada de uma frente fria, o vento aumentou e apareceu também um forte swell na direção oposta à do vento, o que deixou as pernas de popa mais complicadas. Capotagens foram comuns na flotilha de 210 velejadores, mas os brasileiros se deram bem, com três segundos lugares (incluindo uma chegada decidida por milímetros de Gabriel Elstrodt) e Tiago Brito ainda venceu uma das três regatas do dia.

Na classificação geral, Rodrigo Luz e Gabriel Elstrodt subiram duas posições, e agora são oitavo e nono, respectivamente. O excelente dia do gaúcho Tiago Brito rendeu 5 posições e agora ele é o 14º. Nesta segunda acontecem as últimas três regatas do mundial. Kimberly Lim, de Singapura, assumiu a liderança hoje, deixando o holandês Bart Lambrex na segunda posição. Ryan Lo, também de Singapura, é o terceiro. 

Também estão no Mundial os brasileiros Felipe Rondinha (58º) e Leonardo Lombardi (79º).

 

Por Antonio Alonso às 09h50

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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