
© B.STICHELBAUT/BPCE
Os 14 tripulantes do máxi-trimarã de 40 metros Banque Populaire V acabam de se tornar os homens mais rápidos a contornar o planeta a vela. Após 45 dias 13 horas 42 minutos e 53 segundos de navegação, o skipper Loïck Peyron e sua equipe melhoraran a marca anterior do Troféu Julio Verne, que pertencia ao Groupama 3 há quase dois anos (desde março de 2010) por 2 dias 18 horas 1 minuto 59 segundos. O leitor Lucas Bastos me escreve chamando a atenção para o fato de Marcel van Triest ter sido o meteorologista/navegador em terra da equipe. Ele deu uma ajuda externa que não é permitida na Volvo Ocean Race, por exemplo. Marcel, é velho conhecido dos fãs de vela brasileiros. Ele participou da Volvo Ocean Race 2005/2006 a bordo do Brasil 1, comandado por Torben Grael.
O Troféu Julio Verne é uma taça permanentemente em disputa. A qualquer momento, uma embarcação pode se inscrever para tentar conquistá-lo. Mas o desafio não é nada fácil. Só leva o troféu o detentor da marca de barco mais rápido ao redor do globo. Tradicionalmente, essa disputa tem sido dominada por enormes trimarãs franceses. Os trimarãs são os veleiros mais rápidos nesse tipo de travessia. E parece que os franceses são os navegadores mais obstinados pelas aventuras de velocidade oceânica.
O Banque Populaire partiu da ilha de Ouessant, na França, dia 22 de novembro e o cronômetro foi ligado às 9h 31mn 42s do horário local (6h 31 42s de Brasília), depois que o barco cruzou a linha imaginária entre Ushant (Bretanha-França) e Lizard Point (ponta sul da Inglaterra), o Maxi Banque Populaire V cruzou a linha de chegada do Troféu Jules Verne às 23h 14mn 35s tempo francês (21h 14min 35s no horário brasileiro de verão) na sexta-feira. Ele completou a volta ao mundo em 45 dias 13 horas 42 minutos 53 segundo a uma velocidade média de 26,51 nós, cobrindo uma distância total de 29.002 milhas.
Lançado em agosto de 2008 em Lorient (Morbihan, França), o trimarã gigante azul e banco, patrocinado por um banco francês que se apresenta como "banco da vela" também estabeleceu recordes em parciais do percurso::
Equador / Equador, em 32 dias, 11 horas, 51 minutos e 30 segundos
Navegação de todo o Oceano Índico (Cabo das Agulhas / Sul da Tasmânia) em 8 dias 7 horas 22 minutos e 15 segundos
Sob o comando de Loïck Peyron, o barco foi tripulado por Chabagny Thierry, Chastel Florent, Thierry Duprey du Vorsent, Kevin Escoffier, Le Borgne Emmanuel, Frédéric Le Peutrec, Jean-Baptiste Le Vaillant, Lucas Ronan, Pierre-Yves Moreau, Ravussin Yvan, Xavier Revil Brian Thompson, Juan Vila e Marcel van Triest.
Loïck Peyron, capitão do Maxi Banque Populaire V:
"O sentimento de todos a bordo? Emoção e alegria! Agora vamos comemorar nossa vitória antes de voltar para Brest amanhã de manhã para compartilhar esta bela história com todos. Nossas memórias estão cheias de belas imagens: o início, os icebergs, albatrozes, Ilhas Kerguelen... Quando você navega ao redor do mundo por 45 dias, você vê muitas coisas. A única coisa que não conseguimos foi avistar o Cabo Horn, mas esta frustração é apagada por esse recorde que temos agora em nossas mãos. Estamos muito orgulhosos! Passando a linha, nós começamos a nos abraçar e a agradecer por esta pequena caminhada. Costuma-se dizer muito obrigado para o mar, porque isso significa muito".
Por Antonio Alonso às 10h10

Foto: Jônatas Gonçalves/ http://mundialoptimist2011.blogspot.com/
Depois de um dia de descanso, quando a equipe brasileira fez picninc, andou de lancha pelas corredeiras e até se arriscou no bung jump, Rodrigo Luz e Gabriel Elstrodt encontraram energias renovadas e subiram na classificação geral. Rodrigo Luz já é 10º, uma posição à frente do Gabriel. Tiago Brito, que era o melhor brasileiro até agora, caiu da 15a. para a 19a. posição. A previsão de vento para este domingo é de 30 nós, então é possível que haja surpresas por aí. O líder é o holandês Bart Lambrex, que tem oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado e deve estar torcendo para as regatas do domingo serem canceladas!
Para acompanhar as aventuras de nossos velejadores, veja também o blog que o técnico Jônatas Gonçalves está atualizando: http://mundialoptimist2011.blogspot.com/
Por Antonio Alonso às 09h59

Se você acha que a segunda perna da Volvo Ocean Race já acabou é porque você esqueceu do Team Sanya. Os vira-latas da competição quebraram o barco quando surpreendentemente lideravam a regata. A quebra é um pouco complicada de explicar, mas basicamente as cruzetas (separadores transversais, que mantém os estais afastados do mastro) não estavam preparadas para as cargas exercidas pelo estaiamento continuo. Os estais são os cabos que tensionam o mastro no barco.
Vamos a um pequeno exercício aqui. Primeiro, imagine um mastro solto, sem estais. Coloque velas nele, e ele vai quebrar, porque a pressão nas velas vai empurrar o mastro em um único sentido. Isso (a quebra) não acontece se há um cabo tensionando o mastro no sentido oposto. Essa é uma função dos estais. O estaiamento pode ser contínuo, ou descontínuo. No descontínuo, um cabo prende o top do mastro na cruzeta e outro prende a cruzeta ao barco. Se você quebra um estaiamento descontínuo, basta trocar a peça quebrada, o que pode ser feito em alto-mar. Trocar o estaiamento todo em alto-mar já é outra história.
Bom, se você chegou até aqui já entendeu que o problema do Sanya foi trocar um estaiamento contínuo por outro... e isso implicou em fabricar novas cruzetas e blablabla. Só agora eles terminaram o serviço e partiram para o porto secreto (que já vazou, é Male, nas Maldivas). Os pobres coitados vão demorar mais 10 ou 12 dias para chegar lá, mas vão pontuar como últimos colocados na primeira parte desta perna. Eles também não vão largar de Abu Dabi na próxima perna. Vão esperar o navio cargueiro chegar com os outros veleiros e partir de Male, rumo a Sanya, na China. O capitão Mike Sanderson já avisou que o grande objetivo deles nesta regata é chegar bem em Sanya e "mostrar ao mundo o ótimo lugar que essa cidade é".
O perigo é forçar demais o barquinho usado e ele quebrar de novo. Vamos torcer para que isso não aconteça. Pero que las hay...
Por Antonio Alonso às 19h57
A classe Optimist é o principal barco escola do mundo. O veleirinho é muito simples, com uma vela mestra, uma escota e um casquinho chato, cuja inspiração foi uma caixa de sabão... mas está entre as classes mais populares do mundo. A boa notícia é que o time do Brasil ficou em quarto lugar no disputadíssimo Mundial que está rolando na Nova Zelândia. Os brasileirinhos foram eliminados pela Thailândia, que ficou em terceiro lugar. A impressionante equipe de Singapura venceu o título por equipes e o Peru ficou em segundo lugar.
Um dos técnicos do Brasil é Henrique Haddad, o Gigante, e o outro é Jônatas Gonçalves, que escreveu no blog do time: "Ficar entre os Top 5 no Mundial foi uma conquista importante para o nosso time. Após a última regata contra a Thailandia, estávamos com um desejo de que poderíamos ter ido além! Faltava apenas uma vitória para conseguirmos o pódio justamente com Singapura e Peru, com que havíamos treinado a alguns dias atrás."
Uma coisa que eu não confesso é essa hegemonia que o Peru tem na classe Optimist. Os caras sempre aparecem muito bem, mas depois esses velejadores não se desenvolvem profissionalmente muito além. Singapura começou o campeonato individual com três velejadores empatados em primeiro lugar, e ainda tem o líder, Ryan Lo. Agora continua a disputa pelo título individual. O melhor brasileiro é o gaúcho Tiago Brito, em 15º.
Por Antonio Alonso às 11h41
A equipe francesa Groupama é a aposta de muita gente que entende de vela para esta Regata Volta ao Mundo. Eles já bateram algumas vezes o recorde da volta ao mundo sem escalas (em catamarãs gigantes, que nada têm a ver com esses Volvo 70, é verdade) e são lendas em várias regatas transoceânicas. Mas na Volvo Ocean Race é preciso vencer pernas para ser campeão, especialmente com tão poucos barcos na raia. Ontem o Groupama venceu seu primeiro trecho, o que nem chega a ser uma perna. O que vem pela frente agora é território desconhecido para os franceses, já que o Índico e a China não fazem parte de nenhuma rota de volta ao mundo sem escalas. Eu ainda acho que falta algo para esse time de franceses. Talvez arriscar mais (porque, para mim, a rota divergente na primeira perna foi excesso de conservadorismo) ou talvez só entrar no ritmo de uma regata que nada tem a ver com o que eles fizeram antes (no começo dessa segunda perna eles arriscaram bem indo para o sul, e se deram bem até chegarem nos dóldrums). Essa próxima perna será chata e dura para a flotilha. Boa chance para o Groupama tentar sacar a cabeça por cima da boiada.
Por Antonio Alonso às 10h45

O veleiro francês Groupama venceu o sprint de 80 milhas entre os emirados de Sharjah e Abu Dabi, encerrando a segunda perna da Regata Volta ao Mundo. Esta perna foi marcada pela pirataria, que mudou as regras da competição e obrigou os veleiros a serem embarcados em um navio entre as Maldivas e Sharjah, para evitar o trecho mais perigoso da pirataria internacional. Só no ano passado, mais de 1100 barcos e navios foram sequestrados por piratas. A ZDL conta abaixo como foi o sprint final:
Da ZDL de Comunicação -O Groupama venceu nesta quarta-feira (4) o sprint final da segunda perna da Volvo Ocean Race ultrapassando o Telefónica na chegada a Abu Dhabi. Os veleiros disputaram uma regata curta de 98 milhas náuticas (179 quilômetros) desde Sharjah, também nos Emirados Árabes Unidos. A etapa valeu 20% dos pontos da etapa que teve início em dezembro, na Cidade do Cabo (África do Sul). Por medidas de segurança contra a ação de navios piratas na costa da Somália, a flotilha foi transportada da África ao Oriente Médio por um cargueiro.
A disputa foi emocionante, já que os espanhóis do Telefónica lideraram quase todo o trecho sendo superados pelos franceses por apenas 52 segundos. A tripulação cruzou a linha de chegada em 6 horas 52 minutos e 9 segundos. A regata teve média de 25 nós na costa árabe. O Camper chegou em terceiro seguido pelo Puma e Abu Dhabi. O próximo desafio da flotilha é a Regata do Porto marcada para a sexta-feira (13)
Os tripulantes do Groupama tiveram de corrigir uma rachadura no casco, depois que o defeito encontrado, no momento em que o veleiro era transportado ao cargueiro de segurança da semana passada, no porto Safe Haven, no Oceano Índico. A tripulação trabalhou na primeira reparação do dano, após a chegada em Sharjah, pois um reparo mais completo será concluído agora em Abu Dhabi.
O resultado favoreceu o time da Espanha que lidera a VOR com 66 pontos. A diferença para o Camper, segundo colocado, é de oito pontos. O Groupama somou mais seis com a vitória e tem 42 pontos, em terceiro. A tabela aponta Puma com 28, Abu Dhabi 19 e Sanya com apenas quatro. O veleiro chinês não completou nenhuma perna por problemas na embarcação.
Clique aqui e veja o vídeo do largada da regata rápida até Abu Dhabi
Pontuação - após a segunda perna:
1° - Telefónica - 66 pontos
2° - Camper - 58 pontos
3° - Groupama - 42 pontos
4° - Puma - 28 pontos
5°- Abu Dhabi - 19 pontos
6°- Sanya - 4 pontos
Faltam três meses para festa em Itajaí -As obras da Vila da Regata da Volvo Ocean Race em Itajaí continuam aceleradas e o objetivo do Comitê Organizador deve liberar a área no início de março, um mês antes da chegada dos barcos, programada para o dia 4 de abril. O espaço de 55.758,40 m² - incluindo a área do Centreventos itajaí - receberá as equipes, jornalistas internacionais, fãs da vela mundial e turistas.
Os governos municipal e estadual, além do Porto de Itajaí, estão envolvidos diretamente na iniciativa inédita na história de Santa Catarina de receber a maior regata do mundo. O investimento estimado é de R$ 7 milhões, sendo que R$ 4.5 milhões são Porto e R$ 2.5 da Prefeitura. A área onde as embarcações ficarão atracadas também passa por um processo de limpeza (-5,5 metros) para afundar leito do Rio Itajaí.
Clique aqui e veja o vídeo em 3D da Vila da Regata em Itajaí
O local será aberto ao público no dia 4 de abril e terá atrações como o Cinema 3D, simulador, teste de força, iniciação à vela para crianças e as áreas das seis equipes.
Toda a comunidade local e as cidades da região serão impactadas diretamente com a VOR com geração de empregos e turismo. A Univali oferece um grupo multidisciplinar para atuar em vários setores. A parada brasileira em Itajaí também terá voluntários em todas as áreas.
O trecho entre Auckland (Nova Zelândia) e a cidade catarinense é um dos pontos mais sensíveis e estratégicos da Volvo Ocean Race. As equipes velejarão 6.705 milhas náuticas (12.424 km) - o maior trecho da competição - pelos temidos mares do sul e tendo de contornar o Cabo Horn, considerado um dos locais mais perigosos para navegação do planeta.
Por Antonio Alonso às 12h20
Após quase sete horas de regata, os veleiros da Regata Volta ao Mundo estão perto de Abu Dabi, onde termina o "sprint final" desta segunda perna. Esse trecho curto, de 80 milhas, vai valer 20% dos pontos da perna. No momento, Groupama e Telefónica disputam a liderança sob ventos bons e constantes de 20 nós, mas uma chegada sempre pode reservar as emoções de uma entrada no porto. Quem quiser acompanhar o ao vivo é só acompanhar o vídeo acima. Quando a regata tiver acabado, o vídeo será desativado.
Por Antonio Alonso às 10h15

Telefónica em Sharjah. Foto: Maria Muiña
Se você achou chata e demorada a transição entre o "porto secreto" e o emirado de Sharjah, eu também achei. A organização ainda nem confirmou, mas membros do Telefónica já postaram fotos dos barcos em terra. Isso significa que amanhã teremos a largada para o sprint final, que será de apenas 80 milhas e deve terminar em algumas horas. Os tripulantes, que receberam "férias" já estão viajando para o emirado vizinho a Abu Dabi.
Por Antonio Alonso às 07h25

Foto: Fred Hoffmann
O fotógrafo carioca Fred Hoffmann, que também é professor do Projeto Grael, postou algumas fotos escolhidas de 2011, entre elas está essa colisão/enroscada de dois HPE durante a etapa do Rio da Mitsubishi Sailing Cup. Vale clicar aqui e ver a sequência inteira no Picasa do Fred.
Por Antonio Alonso às 23h39

Mão na cana, e leme no ar... Mais importante do que manter o leme é manter o rumo
Robert Scheidt gosta de contar uma história de quando perdeu o leme de seu barquinho em Ilhabela, ainda garoto. Sem controle do veleirinho, ele acabou dando um jeito de resgatar a parte quebrada, amarrá-la de qualquer jeito e acabou chegando em uma praia, de onde ligou para seu pai. O leme resgatado virou um amuleto, onde o pai, Fritz, escreveu: "Se perder o leme, nunca perca o rumo".
Essa foto, do excelente Matias Capizzano, tirada hoje no Mundial de Optimist, mostra como é difícil aceitarmos perder o leme. O velejador já está na água, e a mão ainda busca, inútil, ficar presa ao leme, que não comanda mais nada. O leme é um instrumento, importantíssimo, fundamental. Mas só isso. Podemos até perdê-lo por alguns instantes, se mantivermos o foco em nosso rumo.
Estou de longe acompanhando os brasileiros no Mundial de Optimist. Neste segundo dia, nossos velejadores caíram posições. O melhor continua sendo o gaúcho Tiago Brito, do Jangadeiros, em 17º na flotilha de 210 barcos. Bem perto dele estão Rodrigo Luz (20º) e Gabriel Elstrod (21º). Leonardo Lombardi é 44º e Felipe Rondina, que tem um DNF, 88º. O líder após dois dias de regatas é o holandês Bart Lambriex.
Por Antonio Alonso às 10h12
Começou o Campeonato Mundial de Optimist, na Nova Zelândia, e o gaúcho Tiago Brito estreou com um terceiro lugar no dia de abertura. Mais emblemático do que isso, o brasileiro foi o primeiro velejador do mundo a fazer uma bóia liderando a flotilha este ano. Depois, durante a regata, Tiago, do Clube Jangadeiros, acabou perdendo posições e terminou em terceiro.
A classe Optimist é o principal barco escola do mundo. Neste ano, 210 velejadores de 48 países estão na disputa de um dos títulos mais difíceis a que um iatista pode almejar. Nossos velejadores mirins já venceram o Europeu, o Norte-americano, mas nunca nenhum brasileiro conquistou o campeonato mundial.
Mas quem está surpreendendo são os velejadores de Singapura, que venceram todas as três flotlhas (os velejadores são divididos em flotilhas para evitar largadas monstruosas, com 210 barcos) e estão empatados em primeiro lugar. Na competição preparatória, a Harken Invitational, dois velejadores de Singapura já haviam ficado com os dois lugares mais altos do pódio, deixando o brasileiro Rodrigo Luz em terceiro.
Por Antonio Alonso às 09h38
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.