
Mesa de navegação do Camper - Foto: Hamish Hooper/CAMPER ETNZ/Volvo Ocean Race
Essa primeira semana da segunda etapa da Regata Volta ao Mundo tem sido um jogo de xadrez mais do que nada. Neste momento, mais de 450 quilômetros separam Abu Dhabi, barco mais ao norte, do Groupama, que é o mais veloz da flotilha, mas veleja muito ao sul, mais longe do destino, (que é algum lugar secreto no caminho de Abu Dabi).
O Groupama, que rumou bem para o sul, procurando ventos mais fortes, encontrou. Atualmente ele é o mais veloz dos barcos, mas ainda aparece em último no cálculo dos computadores da organização (que se baseia numa linha reta rumo ao destino. Como o tira-teima da TV, não dá pra confiar muito).
Quando eu olhei a rota dos barcos, eu tive certeza que o Sanya estava quebrado de novo. O barco velho que Mike Sanderson e Cia. remendaram na Cidade do Cabo está voltando para trás, mas o navegador a bordo já avisou que voltar pra trás é mesmo uma opção tática.
Depois de seguir a flotilha por vários dias procurando uma opção arriscada, que pode pagar bem, o navegador do Sanya, Aksel Magdahl, decidiu com Mike Sanderson desistir e voltar para a rota mais tradicional.
"Comparados ao resto da flotilha, nós estamos assumindo um risco, mas do lugar onde estamos, me parece que subir direto para a chegada é o melhor cenário. Claro que parece estranho voltar pra trás, mas é exatamente o que estamos fazendo agora. Estamos indo de encontra com uma zona de poucos ventos perto de Madagascar, mas esperamos atravessá-la logo e encontrar bons ventos logo depois. Essa é nossa aposta".
Por Antonio Alonso às 19h57

Os brasileiros levaram uma bandeira a bordo e comemoraram com ela logo que cruzaram a linha
Bastou uma regata coservadora neste sábado para Robert Scheidt e Bruno Prada conquistarem seu segundo título mundial na classe Star. Os brasileiros começaram o dia com 18 pontos de vantagem sobre os vice-líderes e ficariam com o título mesmo que chegassem em penúltimo. Com este título em Perth, na Austrália, Scheidt e Prada chegam a uma conquista que nem Torben Grael tem, que é o bi da mais prestigiada das classes olímpicas, a Star. O outro Mundial da dupla foi conquistado em 2007, também um ano antes da Olimpíada.
"Eu acho que ser campeão mundial de Star é a maior conquista a que um velejador pode aspirar. Vencer duas vezes é entrar para a história da classe Star, tem um valor enorme. Esta classe é muito especial. O Star é o barco de todos os grandes velejadores do mundo", disse Bruno Prada após a conquista. A Star é a mais antiga classe olímpica. Fez sua estreia em 1932, mas atualmente está fora do programa da Olimpíada do Rio 2016.
Medalha de prata na Olimpíada de 2008, os brasileiros cruzaram a linha em quinto lugar e ainda assim terminaram com 16 pontos de vantagem sobre os alemães Robert Stanjek & Frithjof Kleen. Os americanos Mark Mendelblatt & Brian Fatih ficaram com o bronze.
Logo depois de cruzar a linha, Scheidt e Prada levantaram a bordo uma bandeira do Brasil que estava com eles no barco. "É uma grande conquista, porque durante toda minha vida eu velejei de Laser e sonhava velejar um Star e vencer o Mundial uma vez. Fazer isso duas vezes tem um significado enorme para mim", disse Robert Scheidt. "Este ano nós melhoramos muito nossa velejada e nosso objetivo sempre foi este mundial de Perth. Significa que estamos no caminho certo para as olimpíadas". Depois de ficar fora do pódio no Mundial do ano passado, no Rio, Scheidt e Prada foram, de longe, a melhor dupla dessa temporada, com sete títulos internacionais, incluindo o Mundial e a Pré-Olímpica disputada na raia de Weymouth, onde acontece a olimpíada do ano que vem.
O nível dos brasileiros estava tão forte, que nenhum dos adversários estava realmente triste após serem batidos hoje. "Velejar contra Scheidt é sensacional, porque ele é uma lenda do iatismo", disse o medalha de prata Frithjof Kleen.
Mark Mendelblatt, disse que Scheidt é sempre "jogo duro". E completou: "Eu velejo contra esse cara há 20 anos!".
Não é exagero dizer que Scheidt é uma lenda do iatismo mundial. Com quatro medalhas olímpica, duas pratas e dois ouros, ele terá a chance no ano que vem de alcançar o maior medalhista olímpico de todos os tempos na vela, justamente Torben Grael, que tem um bronze a mais.
Curiosidade: Torben não tem o bi Mundial da Star, mas seu parceiro, Marcelo Ferreira, sim. Marcelo venceu o Mundial de 1990, com Torben, e o de 1997, ao lado do alemão Alexander Hagen.
O jornalista Murillo Novaes, que está acompanhando a delegação brasileira em Perth, publicou uma entrevista com Robert Scheidt ainda no pódio:
Martine e Isabel classificadas e na Medal Race - Na classe 470 feminino, Martine Grael e Isabel Swan classificaram o Brasil para as olimpíadas do ano que vem e avançaram para a Medal Race em oitavo lugar geral (um 12º e um 3º hoje). Com 86 pontos perdidos, elas não têm mais chances de medalha neste Mundial. Bruno Fontes, na Laser, e Bimba, na Prancha, terminaram fora da Medal Race. Os dois também já classificaram o Brasil para a Olimpíada.
Por Antonio Alonso às 09h34
Essa deu pra ver chegando.... A tática do Telefónica, de velejar mais ao norte, não deu certo e eles caíram para a penúltima posição na noite desta sexta (horário de Brasília). A flotilha passou os últimos dois dias lutando para atravessar uma enorme zona de ventos fracos (não deve ser a única nesta etapa), e o Telefónica se enroscou mais do que os outros. Por enquanto, o líder é o Camper (pelo menos para os computadores da organização). Mas o Puma, que veleja quase ao lado dos neozelandeses, também está numa excelente posição.
Groupama arrisca tudo - O que eu mais gostei de ver hoje foi a coragem dos franceses a bordo do Groupama, que se descolaram totalmente da flotilha e apostaram numa estratégia radical: eles cambaram para o sul (quase 200 milhas mais ao sul que o Telefónica) e estão buscando as ventanias do oceano austral. Por enquanto, eles estão em último, mas já são os mais velozes da flotilha. Aí sim vai ser bonito de ver.
Por Antonio Alonso às 01h23



Imagens: Dani Boats
Essa deu no site da Soto 40 Brasil. Como o ano de 2012 será cheio de eventos internacionais para a classe Soto 40 (Argentina, Uruguai, Brasil e Chile), as equipes brasileiras precisavam de uma solução para o transporte desses barcos, que são largos demais para serem levados em rodovias por carretas normais. A solução, encontrada pela tripulação do Carioca, foi bolar um sistema que inclina os barcos até 50º, permitindo que a largura máxima fique dentro dos padrões da Lei de Transporte de Cargas.
O novo berço foi projetado para girar a uma inclinação máxima de 50° sobre um ponto pivot (ponto de rotação), de forma que a largura projetada seja inferior a 3,20m, ficando dentro da medida permitida para trafegar nas rodovias do MERCOSUL, sem auxílio de carros batedores, como escolta. Com largura menor de 3,20 metros, as carretas podem trafegar pelo Mercosul sem a necessidade de batedores, o que encareceria e deixaria o processo mais lento.
Segundo o site www.soto40.com.br, "o berço foi idealizado e projetado por Roberto Martins, Klaus Gonçalves e Sergio Bellas, da equipe do S40 BRA 04 CARIOCA. Na estrada, segue sob responsabilidade da Falle Truck Transportes. (www.falletruck.com.br)".
A idéia parece muito boa, e esses barcos precisavam disso mesmo, porque este ano deve ser, oxalá, cheio de transportes com o primeiro Circuito Sul-Americano.
Por Antonio Alonso às 21h19

Só um desastre pode afastar Robert Scheidt e Bruno Prada de comemorar neste sábado seu segundo título mundial na classe Star. Os brasileiros estão com 18 pontos de vantagem sobre os více-líderes, os alemães Mark Mendelblatt e Brian Faith. Isso significa que amanhã, na Medal Race, Scheidt e Prada só não levam o título se chegarem em último e os americanos em primeiro. Qualquer outra combinação, desde que os brasileiros terminem, dará o título a Scheidt e Prada.
Além de terem confirmado nesta sexta-feira a vaga do Brasil na Olimpíada do ano que vem, a dupla fica perto de uma conquista importantíssima. Nem mesmo Torben Grael conseguiu ser bicampeão mundial de Star. E, por mais que desconversem, Torben e Marcelo Ferreira serão uma referência eterna para Scheidt. Numa temporada excepcional, com seis títulos internacionais conquistados, Robert Scheidt e Bruno Prada fecham o ano com uma mensagem clara de que são favoritos ao ouro no ano que vem. "Isso não garante nada", lembra sempre Bruno Prada. É verdade, não garante. A não ser o respeito dos rivais. O proeiro americano segundo colocado após as regatas de hoje confessou: "nossa meta é bater Scheidt. Pelo jeito ainda temos que trabalhar um pouco mais até o ano que vem".
Para quem gosta de comparações, vale lembrar que Torben é o maior medalhista da história da vela olímpica, com cinco medalhas: 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze. Scheidt tem 2 ouros e 2 pratas e tem a chance de alcançar mais uma marca de Torben na próxima Olimpíada.
Ausentes - A única dúvida desse Mundial fica com o desempenho dos ingleses Iain Percy e Andy Simpsom. Eles dominavam o Mundial, com uma boa vantagem sobre os brasileiros, quando o timoneiro Percy teve um problema nas costas e a dupla precisou abandonar o Mundial. Os ingleses são os atuais campeões mundiais e vão velejar em casa no ano que vem. Teria sido uma boa experiência competir ao lado deles neste Mundial também.
Classificados para a Medal Race:
1. Scheidt e Prada (BRA)
2. Mendelblatt e Faith (EUA)
3. Stanjek e Kleen (ALE)
4. Loof e Salminen (SUE)
5. Kusznierewicz e Zycki (POL)
6. Melleby e Morland Pedersen (NOR)
7. Rohart e Ponsot (FRA)
8. Florent e Rambeau (FRA)
9. Polgar e Koy (ALE)
10. Clarke e Bjorn (CAN)
Por Antonio Alonso às 11h37


A dupla de Niterói Martine Grael e Isabel Swan escolheu esta sexta-feira para virar o jogo na 470. Com um primeiro e um segundo lugares, elas subiram para a oitava posição e entraram na zona da Medal Race. Ninguém foi páreo para a dupla hoje, nem as primeiras do ranking mundial, nem as espanholas que lideram com folga a competição.
Na primeira das duas regatas de hoje, Martine conseguiu uma largada perfeita e velejou na frente da flotilha, cruzando a linha com uma vantagem de 15 segundos. Na outra regata, a história foi parecida. As brasileiras lideraram boa parte do percurso, mas acabaram superadas na última bóia pelas italianas Conti e Micol. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, outra dupla brasileira no Mundial, está na 28º colocação, faltando duas regatas para o final da fase classificatória, que antecede a Medal Race.
Martine revelou que a chave do sucesso hoje foi a largada. "Nas outras regatas, nós estávamos fazendo largadas muito ruins, que nos seguravam lá atrás, mas hoje tivemos duas largadas muito boas e isso nos deu muito ânimo para dar o máximo durante a regata e os resultados foram excelentes".
Neste sábado, a flotilha de 470 tem as duas últimas regatas da fase classificatória. As 10 melhores tripulações voltam à água no domingo, para a disputa da Medal Race. O Mundial de Perth dá 14 vagas para a Olimpíada do ano que vem.
Dia de descanso - Duas classes que já classificaram o Brasil para a Olimpíada do ano que vem tiveram descanso hoje. Bruno Fontes, da Laser, e Bimba, da Prancha, voltam para a água neste sábado, para as duas últimas regatas da fase classificatória.
Só no ano que vem - Bochecha e Marco Grael, na flotilha bronze da 49er, fizeram 3º, 2º e 6º nesta sexta-feira e são vice-líderes da flotilha mais fraca do Mundial. Sem chances de ficar entre os melhores, eles apenas cumprem tabela. Amanhã correm mais três regatas e acabou. Disputa de vaga olímpica, para eles, só em maio do ano que vem, no Mundial da Croácia. E lá serão apenas três vagas em jogo.
Por Antonio Alonso às 11h33

Joca Signorini (de amarelo) no comando do Telefónica. Foto: Diego Fructoso
O Telefónica, time do brasileiro Joca Signorini, assumiu a liderança da Regata Volta ao Mundo nesta quinta, mas eu não apostaria numa comemoração muito duradoura. O Telefónica neste momento é o barco mais ao norte na flotilha. Por isso, para os computadores da organização, ele é quem está mais próximo de Abu Dabi, mas na vela – e às vezes na vida – o caminho mais curto nem sempre é o melhor. No último relatório de posições, o Telefónica já era o mais lento da flotilha, e a vantagem de 20 milhas tinha caído para 15. O mais veloz era justamente o mais ao sul, o Groupama. Neste momento, o mais importante é fugir das áreas de vento fraco e quem está fazendo isso bem é o Camper, o mais oriental dos barcos. Por enquanto, a flotilha ainda veleja rumo leste, logo elas terão de cambar para norte, contornando a costa africana. Podem apostar que essa liderança ainda muda de mãos algumas vezes. Abaixo segue o release oficial, que tem uma visão um pouco diferente da minha.
Da ZDL de Comunicação - A estratégia do Telefónica da Espanha deu certo na segunda perna da Volvo Ocean Race. O barco, com o brasileiro Joca Signorini, se aproximou da costa africana desde a saída no domingo(11) na Cidade do Cabo (África do Sul). Os outros veleiros da flotilha adotaram um rumo mais central na direção de Abu Dhabi (Emirados Árabes). De últimos, os espanhóis assumiram a ponta e na parcial da manhã desta quinta-feira (15) têm 20 milhas náuticas de diferença para o segundo colocado.
Joca Signorini explica que os cinco dias de velejada foram desgastantes, já que o regime de ventos, apesar de levar o barco mais rápido ao destino, ‘brinca’ em mudar de direção a todo momento.
"Os últimos dias foram agitados para toda tripulação. Nós estamos em uma região com variação de ventos, que ‘brigam’ um com outro (Sudoeste x Norte), por isso há troca de vela constante. Estamos felizes em manter a liderança e vamos tentar segurar essa vantagem ao máximo", relata Joca Signorini.
Atrás do Telefónica na segunda perna da Volvo Ocean Race estão Abu Dhabi, Sanya, Puma, Camper e Groupama. "A nossa estratégia foi correta e precisamos manter o foco até a chegada no próximo alvo", reforça Joca Signorini.
O trecho até os Emirados Árabes tem 5.430 milhas náuticas (10.060 quilômetros) e terá uma parada de ‘segurança’ no Oceano Índico (costa da Somália) para evitar as famosas ações de navios piratas. A pontuação será diferenciada das outras etapas e o vencedor até a zona protegida receberá 80% dos pontos.
Clique aqui e ouça o áudio de Joca Signorini a bordo do Telefónica
Classificação da VOR:
1° - Telefónica - 37 pontos
2° - Camper - 34 pontos
3° - Groupama - 24 pontos
4° - Abu Dhabi - 9 pontos
5° - Puma - 9 pontos
6° - Sanya - 4 pontos
Regata chega em abril em Itajaí (Santa Catarina) - A parada brasileira, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, está prevista para abril de 2012. O trecho entre Auckland (Nova Zelândia) e a cidade catarinense é um dos pontos mais sensíveis e estratégicos da Volvo Ocean Race. As equipes velejarão 6.705 milhas náuticas (12.424 quilômetros) - o maior trecho da competição - pelos temidos mares do sul e tendo de contornar o Cabo Horn, considerado um dos locais mais perigosos para navegação do planeta.
A vila da regata de Itajaí será aberta no dia 4 de abril de 2012, quando devem chegar os primeiros barcos. Depois de duas semanas de manutenção, as equipes disputam a Regata Pro-Am, no dia 20, a Regata do Porto, no dia seguinte, e largam para os Estados Unidos no dia 22 de abril.
Por Antonio Alonso às 19h18

Dos brasileiros que foram para a água hoje, Bimba é o melhor, a duas posições da Medal Race. Foto: Paul Kane
A dupla brasileira da Star, formada pelo santista Robert Scheidt, e pelo corintiano Bruno Prada, teve um dia de descanso hoje e continua como a única tripulação brasileira na zona de medalha no Mundial de Perth. Os staristas lideram a flotilha após oito regatas, com 30 pontos, seis a menos que os vice-líderes. Nesta sexta acontecem as duas últimas regatas da fase classificatória antes da final, no sábado. É também na sexta que Scheidt e Prada devem confirmar a vaga brasileira na olimpíada do ano que vem, como já fizeram Bruno Fontes, na Laser, e Bimba, na Prancha. Nenhum dos dois, no entanto, está entre os 10 primeiros em suas classes, e não avançariam à Medal Race se a final acontecesse hoje.
Na Pracha, Ricardo Winicki, o Bimba, encostou na zona de classificação para a Medal Race. O brasileiro está em 12º, com 55 pontos perdidos. Faltando duas regatas para a Medal Race, Bimba tem apenas quatro pontos a mais do que o décimo colocado. Os dez primeiros após as duas regatas desta sexta-feira vão disputar a Medal Race, com pontuação valendo em dobro. O sonho da medalha está distante. O líder da classe, o holandês Dorian van Rijsselberghe, tem apenas 14 pontos. No segundo lugar, um polonês e um israelense estão empatados com 20 pontos.
Já classificado na Laser, o catarinense Bruno Fontes fez dois 24º hoje e caiu uma posição, para 19º no geral. Com 80 pontos, neste momento ele estaria 10 pontos longe da zona da Medal Race e longe também da medalha. Faltando duas regatas para a Medal Race, o líder australiano Tom Slingsby tem apenas 16 pontos e o terceiro colocado, 22.
Provando que seu lugar não era na flotilha bronze, os brasileiros Bochecha e Marco Grael, já sem chances de classificação, venceram a única regata disputada nesta quinta-feira. Na 49er, Bochecha e Marco ficaram fora de três regatas na fase classificatória, duas por quebra, e terminaram muito mal. Eles agora terão de tentar uma das três vagas remanescentes, que serão disputadas no Mundial da Croácia, em maio.
Por Antonio Alonso às 11h04

O site DOL publicou fotos do veleiro que chegou sozinho até o Pará.
O veleiro que chegou velejando sozinho à costa do Pará e foi encontrado por pescadores na última segunda-feira é o brainchild.org.au, veleiro de competição abandonado no meio de uma regata no dia 25 de outubro. O veleiro de 21 pés (6,5 metros) era tripulado apenas pelo skipper Scott Cavanough, que tentava ser o primeiro australiano a vencer a Mini-Transat, regata em solitário da França até o Brasil. Scott foi obrigado a abandonar seu barco pouco depois de largar para a segunda e última etapa da regata, da ilha da Madeira até Salvador, na Bahia. O australiano precisou ser socorrido no meio do Atlântico depois de um acidente com o mastro, que provocou danos também à proa do veleiro.
Apesar de todas as avarias, e de ter sido abandonado sem velas, o brainchild.org.au conseguiu completar sozinho a travessia. Bom, quase. Em vez de chegar em Salvador, ele acabou sendo encontrado perto da Ilha do Machadinho, ao norte do arquipélago de Marajó, onde foi encontrado por pescadores.
Segundo o site "Diário On Line", que noticiou a descoberta do veleiro, nesta segunda (dia 12), a embarcação foi encontrada vazia, sem nenhum equipamento a bordo. A Capitania dos Portos abriu um inquérito administrativo, cujo resultado deve sair em 90 dias.
Até a data do anúncio, a Capitania desconhecia qual era o barco, mas olhando para o barco, foi fácil de identificá-lo a partir do número do casco e de uma notícia que eu já tinha publicado aqui neste blog.
Clique aqui para ver mais fotos do veleiro fantasma.

Depois que Scott Cavanough abandonou o barco, o veleiro continuou sozinho até chegar ao Brasil
Por Antonio Alonso às 14h53

Bruno Fontes classificou o Brasil na Laser. Agora ele quer mais. Foto: Richard Langdon
Bruno Fontes, na Laser, e Bimba, na Prancha, avançaram para a flotilha ouro em suas classes e já garantiram a vaga do Brasil na Olimpíada do ano que vem, em Londres (Weymouth para os velejadores). As vagas na Star – liderada pelo Brasil – e na 470 feminina também estão muito próximas, mas essas classes não dividem a flotilha ouro, então não há classificação antecipada. Na 49er, no entanto, Bochecha e Marco Grael já não têm mais chances de garantir a vaga neste Mundial.
Robert Scheidt & Bruno Prada aumentaram sua vantagem na liderança da classe Star, e estão perto do que pode ser o segundo título mundial da dupla. O primeiro foi em 2007, também no ano anterior a uma Olimpíada. Nesta quarta, eles deram um banho na primeira regata com 40 segundos de vantagem sobre o segundo colocado. Na segunda, conseguiram terminar em terceiro depois de começar a regata em sétimo lugar. A dupla agora tem 30 pontos, seis a menos que os americanos Mark Mendelblatt & Brian Faith, segundo no geral. Os alemães, em terceiro, estão com 43 pontos.
Classificados
Tentando se virar em um vento muito instável, Bruno Fontes saiu da água hoje com um sétimo e um 18º. Mas o mais importante foi que, em 15º no geral, ele avançou para a flotilha ouro e já garantiu a vaga do Brasil na olimpíada do ano que vem. "Agora o campeonato começa pra valer, pois temos 4 regatas de finais e está tudo em aberto. vamo que vamo!".
Ricardo Winicki, o Bimba, também avançou para a flotilha ouro e garantiu a vaga olímpica do Brasil na Prancha. O brasileiro fez um oitavo e um sétimo hoje e é 15º no geral, com 29 pontos perdidos. Os líderes estão bem afastados já. O holandês Damian von Russelberghe e israelense Nimrad Mashich têm apenas seis pontos perdidos.
Quase lá
Na 470 feminino a flotilha não foi dividida em ouro e prata, por isso as vagas só serão definidas nas finais. O Brasil tem duas tripulações de nível bem parecido em Perth, mas Martine Grael e Isabel Swan parecem estar num momento muito melhor que Fernanda Oliveira e Ana Barbachan. As niteroienses Martine e Bel estão em 13º lugar (16º e 20º hoje) enquanto a dupla gaúcha ocupa a 30a. posição (34º e 25º). De qualquer maneira, ambas estão longe das líderes. As espanholas Tara Pacheco e Berta Betanzos têm 16 pontos contra 68 da melhor dupla brasileira.
Só no ano que vem
Em 51º, André Fonseca, o Bochecha, e Marco Grael foram para a flotilha bronze e não têm chance de classificação em Perth. Para eles, a última chance acontece no Mundial do ano que vem, em maio, na Croácia, onde as cinco vagas remanescentes serão colocadas em disputa. A dupla tem qualidade e um esquema profissional de treinamento, mas a quebra de um leme ontem custou duas regatas perdidas e 70 pontos por não correrem. Isso, somado a uma regata que eles abandonaram, acabou com as chances, que já não eram tão fáceis assim.
Por Antonio Alonso às 12h12
As velas são os motores num veleiro. O que muita gente que acompanha o esporte não sabe é que a vela de proa, a que vai na frente, também é muito responsável pela direção do veleiro. Isso porque os barcos possuem um jogo completo de velas de proa, que funcionam nas mais variadas condições, do contravento ao popa folgado. Nesse vídeo, o atual líder da Volta ao Mundo, Abu Dahbi, escolhe trocar sua vela por uma Code Zero, que é a maior vela de proa e funciona muito bem com ventos favoráveis, de través.
Estamos no terceiro dia desta segunda etapa e a flotilha começa agora a se dividir. Todos vieram juntinhos até agora, seguindo a costa sul da África do Sul. Agora, o Telefónica é o barco que veleja mais ao norte, enquanto Groupama e Camper rumam cada vez mais ao sul. O vento deve acabar para todo mundo nas próximas horas, e as escolhas agora são pelo melhor caminho. Quem optar por uma rota mais ao sul, deve velejar um caminho mais longo, mas com mais probabilidade de ventos bons. É nessa hora que as posições começam a ser definidas. Numa flotilha tão equilibrada como esta, é agora que a brincadeira fica legal.
Por Antonio Alonso às 10h46
Os cariocas vão se lembrar do barco. O Manos Champ já foi o Sorsa III em outra vida Por falar em Catarina e condições perfeitas, no começo do ano tem Circuito Oceânico por lá. Com expectativa de algum Carabelli 30 na água. Será? Release por César Eugênio Dias, do ICSC - Exatamente 8h43min10seg de regata e o veleiro Manos Champ, comandado por Avelino Alvarez é o novo recordista da Regata Volta à Ilha de Santa Catarina, superando a antiga marca estabelecida pelo Catuana Kim em 2003 em 30 minutos, e acumulando o Troféu Prof. Martins para o 1º barco que cruza a linha de chegada e o Troféu Comodoros como recordista da prova. “É uma alegria muito grande, o recorde é resultado de uma tripulação que velejou muito bem durante todo percurso. Tivemos velas rasgadas na Baia sul e ficamos na 2ª posição e só superamos o Catuana na altura da praia da Joaquina, mas no final, quando entramos na baia Norte em 1º lugar, foi uma festa muito grande, o crédito é de toda tripulação que tocou o barco”, diz Alvarez. O vento Sul, que soprou o dia inteiro em torno de 13 nós (cerca de 20km/h), ajudou a acelerar a flotilha e o Catuana Kim, de Paulo Cocchi detentor do antigo recorde de 9h13min, foi segundo barco a cruzar a linha de chegada com pouco mais de 4 minutos de diferença. “Eles velejaram muito e merecem essa comemoração. Não fico triste com a perda do recorde, isso só nos incentiva a velejar melhor e buscar a marca outra vez”, avalia Cocchi. O Manos Champ leva o nome do antigo barco de Horácio Carabelli, destacado velejador morto num acidente de carro. “Esse nome era de um barco que o Horácio velejava com seus irmãos. Quando o Avelino comprou um barco dele ele nos deu permissão para ficar com o nome”, explica Gusmão da tripulação recordista que teve a bordo o comandante Avelino Alvarez e os velejadores Guilherme Rupp, Paulo Linhares Neto, Paulo Linhares Filho, Alexandre Niderauer, Wagner Bernardino, Piero Furlan, Osmar Silva - o Maresia, e Renan Richter. Ao todo 33 barcos disputaram a Regata Volta à Ilha e apenas seis deles desistiram. Na Regata Ilha do Largo/ Ratones, foram 4 veleiros inscritos e apenas uma desistência, a vitória nessa prova ficou com o Neon II, de Maurity Borges Júnior, seguido pelo Cresta de Sérgio Seviliano em 2º e Banzai em 3º lugar. A Classificação final da Regata Volta à Ilha ficou assim: Classe ORC Club: 1º lugar: Manos Champ 2º lugar: Katana Energia 3º lugar: Catuana Kim Classe RGS A: 1º lugar: Feitiço 2º lugar: Revanche 3º lugar: Mano’s 3 Classe RGS B 1º lugar: Açores II 2º lugar: Nemo 3º lugar: Vendaval V RGS Geral: 1º lugar: Feitiço 2º lugar: Revanche 3º lugar: Mano’s 3 Classe RGS Cruzeiro: 1º lugar: Catu 2º lugar: Longitude 3º lugar: Klymnp Classe Visitantes: 1º lugar: Aurora 
Por Antonio Alonso às 16h56

Os brasileiros surfam onda em treinamento. Foto: Thomas Scheidt

Pranchas da RS:X na praia. Foto: Paul Kane
Iain Percy timoneiro campeão mundial de Star, teve de ser levado para um hospital após tentar correr a primeira regata desta terça-feira no Mundial de Star. Os britânicos lideravam o Mundial com folga, 19 pontos de vantagem sobre Robert Scheidt e Bruno Prada, mas foram forçados a abandonar. Com isso, eles deixaram o caminho livre para os brasileiros, que fizeram dois segundos lugares hoje.
Ontem, Scheidt e Prada terminaram na quarta posição e disseram que a raia estava muito complicada, com ventos rondados. "Temos que prestar muita atenção. Nossas regatas têm sido muito conservadoras. Depois da metade do campeonato, com a vaga garantida, poderemos arriscar mais", foi o que eles fizeram hoje.
Mas os brasileiros ainda têm quatro regatas pela frente, e precisam defender uma liderança que é de apenas um ponto. Os barcos polonês, de Mateusz Kusznierewicz & Dominik Zycki e americano, de Mark Mendelblatt & Brian Fatih têm 27 pontos, apenas um a menos que o brasileiro. Em quarto lugar ainda estão os alemães Robert Stanjek e Frithjof Kleen, com 29.
Os britânicos Iain Percy e Andy Simpson, que venceram o Mundial no Brasil no ano passado, tentaram correr a primeira regata do dia, mas acabaram desclassificados com duas bandeiras amarelas e desistiram. "Nós estávamos indo bem, mas o Iain, que tinha machucado as costas na segunda-feira, estava em lágrimas a bordo. Parece que é a lombar, mas ainda não sabemos. Não havia a menor condição de corrermos a outra regata". No twitter, Iain Percy, descartou voltar a competir. "Infelizmente, é o fim do Mundial para nós, e o início de algumas semanas de fisioterapia".
Na primeira regata do dia, Mateusz Kusznierewicz & Dominik Zycki (POL) lideraram de ponta a ponta, seguidos por Robert & Bruno, com os alemães Johannes Polgar & Koy Markus chegando em terceiro, muito atrás. Na regata seguinte, os brasileiros chegaram apenas dois segundos atrás dos vencedores, os suecos Fredrik Loof & Max Salminen.
Brasil fora dos top 10
Se ontem o Brasil tinha três barcos entre os Top 10, hoje não há mais ninguém além da Star.
Quem chega mais perto é o 470 feminino, com as niteroienses Martine Grael e Isabel Swan, na 11a. posição. As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan estão fazendo um campeonato de recuperação e subiram para 27º.
Bruno Fontes, na Laser, fez um 13º e um 8º e continua perto da zona da Medal Race, em 12º na classificação acumulada até agora. O catarinense tem 31 pontos perdidos até agora, mas o australiano Tom Slingsby, líder, parece imbatível, com apenas nove pontos perdidos em quatro regatas.
Bimba caiu para 17º, com um nono e um oitavo lugares hoje. O brasileiro tem 37 pontos perdidos, contra seis do israelense Nimrad Mashich, que lidera na Prancha.
No Match Race feminino, Austrália, Nova Zelândia, Suécia e Portugal ficaram com as vagas da repescagem. Estados Unidos, Rússia, França e Holanda já haviam garantido as vagas na primeira fase. As oito equipes agora estão nas quartas-de-final. Nesta terça as brasileiras apenas cumpriram tabela, já que não tinham mais chances. Ainda existem três vagas olímpicas abertas, que serão colocadas em disputa no Mundial de Match Race, nos EUA, em fevereiro.
Mas o dia foi ruim mesmo para a dupla da 49er, Bochecha e Marco Grael. Eles quebraram o leme durante a primeira regata, tiveram de abandonar e passaram a segunda regata consertando a quebra. Só velejaram a terceira do dia e foram bem, terminando em 15º. Mas as regatas perdidas pesaram e agora eles são 53º entre 67 equipes. Das seis regatas disputadas até agora, eles só terminaram três.
Por Antonio Alonso às 10h38




Na manhã desta terça-feira, será oficial, mas eu adianto aqui, agora com certeza. O Brasil será sede da final Mundial da Extreme Sailing Series 2012. A sede brasileira ainda não está definida, mas deve ficar entre Angra, Búzios ou Rio. A competição, em catamarãs de 40 pés envolvendo algumas das melhores equipes do mundo, como Alinghi, Team New Zealand e Luna Rossa, foi um dos eventos mais empolgantes do ano, com cenas de arrancadas, vôos e colisões impressionantes.
Quando a sede for anunciada, eu quero estar na primeira lista de interessados em velejar como quinto homem. Com 11 equipes e 300 regatas, são mais de 3.300 convidados que velejam nesses barcos em cada temporada. Posso falar que a sensação é alucinante. Os barcos são muito velozes, o percurso facilita um pouco o tráfego e a sensação de que uma colisão é iminente ficou comigo o tempo todo lá em Boston.
Este ano foram nove etapas e mais de 300 regatas de uma competição que, quando movida a vento, pega fogo. Eu tive a sorte de velejar no barco do Max Sirena e Paul-Campbell James em Boston, em junho. Preciso confessar que eu achei que o Paul Campbell James não era um grande timoneiro naquele dia. Indeciso, demorava para tomar as decisões e ficava se explicando para o Max Sirena depois das regatas. Bom, de algum jeito ele calou minha boca com esse título.
Mas os caras são muito divertidos e merecem o título. Eu tive o azar de entrar no barco deles substituindo justamente a loira mais fenomenal que eu já vi na minha vida. Quando Max Sirena viu que ia entrar um homem no barco no lugar da loira, ele mandou o bote que fazia a transferência voltar para terra e fingiu um choro manhoso. Eu não o culpo. Nem conheci a loira, e tenho saudades até hoje!
Depois de 300 regatas e nove etapas, Luna Rossa vence a Extreme 2011
Release da Excom - Os italianos da Luna Rossa venceram a etapa final do Extreme Sailing Series 2011 de maneira emblemática e faturaram o campeonato. Max Sirena, Paul Campbell-James, Alister Richardson e Manuel Modena competiram juntos em todas as temporadas e pouco erraram nas 35 corridas em Singapura. Eles chegaram ao dia final com uma vantagem de 56 pontos sobre os principais rivais, os franceses do Groupe Edmond de Rothschild, que pouco puderam fazer para mudar a situação. Os italianos fecharam a etapa 45 pontos a frente do segundo colocado, The Wave Muscat. “Estou muito feliz. Fechamos a temporada bem, mas não era tão esperado porque não navegamos muito bem na última etapa. Aqui, competimos de modo seguro. Navegamos sempre perto do 100%. Estou muito orgulhoso dos rapazes. É ótimo para nosso futuro, por isso estamos muito felizes”, comemorou o capitão Max Sirena.
Apesar de seis diferentes vencedores ao longo do ano, apenas os italianos e os franceses chegaram à etapa final com chances de vitória. Groupe Edmond de Rothschild venceu a primeira etapa em Muscat, Omã, enquanto Luna Rossa venceu a segunda, em Qingdao, China. O time de Pennec teve uma vitória em casa, na sétima etapa em Nice e a equipe de Sirena chegou à etapa final com um ponto de vantagem. Após 11 meses, nove etapas e 301 corridas, o Luna Rossa conquistou o troféu.
Ao término, foi a segunda colocação a mais disputada e só foi decidida na corrida do dobro de pontos. Nessa altura, o The Wave, Muscat estavam um ponto a frente do Red Bull Sailing Team. Ambas as equipes estavam se alternando entre terceiro e quarto lugar. Porém, a batalha pessoal fez com que os times se atrapalhassem de modo que diversas outras equipes ficassem a frente de ambos, como o Emirates Team New Zealand. O time de Hagara, Red Bull, não conseguiu terminar no tempo e acabou não pontuando.
O resultado final garantiu ao Emirates Team New Zealand o terceiro lugar geral na classificação. “Foi um dia muito duro, até mesmo para o Luna Rossa, que nos mostrou como competir com um tempo como esse. Tivemos um começo de temporada muito bom, liderando o circuito após quatro etapas. Mas tivemos problemas no percurso o que nos permitiu conseguir apenas o terceiro lugar, que foi o que conquistamos”, comentou Dean Barker.
Onze quipes profissionais competiram no circuito com os melhores velejadores a bordo. A temporada 2011 foi também um grande espaço para o entretenimento, com diversas atrações que acompanhavam as corridas, como a competição da classe olímpica 49r. Foram atrações voltadas para a família, que levavam dança artes e música para as Race Village. Ao longo do ano, a oportunidade para os convidados VIPs também foram importantes, como a experiência única de navegar em um barco Extreme 40. A temporada deste ano ficará marcada pela quantidade de acidentes entre as equipes e também peço fato de cada etapa ser decidida nos momentos finais das corridas. O calendário de 2012 será divulgado nesta terça-feira, dia 13/12.
Números de 2011
9 Etapas
3 continente
301 corridas
11 equipes
6 diferentes vencedores
287.000 espectadores
5 capotamentos
5 colisões
15 nacionalidades
42 emissoras de TV
Mais de 1 milhão de acessos no Youtube
Extreme Sailing Series Nona Etapa, Singapura, classificação após 35 corridas (11.12.11)
Posição / Equipe / Pontos
1st Luna Rossa (ITA), Max Sirena / Paul Campbell-James / Alister Richardson / Manuel Modena 260 pontos
2nd The Wave, Muscat (OMA), Leigh McMillan / Kyle Langford / Nick Hutton / Khamis Al Anbouri 215 pontos
3rd Emirates Team New Zealand (NZL), Dean Barker / Glenn Ashby / James Dagg / Jeremy Lomas 215 pontos
4th Red Bull Extreme Sailing (AUT), Roman Hagara / Hans Peter Steinacher / Matt Adams / Craig Monk 214 pontos
5th Alinghi (SUI), Tanguy Cariou / Yann Guichard / Nils Frei / Yves Detrey 206.5 pontos
6th Oman Air (OMA), Chris Draper / Kinley Fowler / David Carr / Nasser Al Mashari 205 pontos
7th Groupe Edmond de Rothschild (FRA), Pierre Pennec / Christophe Espagnon / Thierry Fouchier / Hervé Cunningham 179 pontos
8th Team GAC Pindar (GBR), Ian Williams / Mark Bulkeley / Andrew Walsh / Matt Cornwell 167 pontos
9th Team TILT (SUI), Alex Schneiter / Charles Favre / Arnaud Psarofaghis / Nicolas Heintz 156 pontos
10th Team Extreme - the first club™ (FRA), Sébastien Col / Jean-Christophe Mourniac / Franck Citeau / Christophe André 150 pontos
Extreme Sailing Series 2011
Classificação Final após 9 etapas
Posição / Equipe / Pontos
1st Luna Rossa 80 pontos
2nd Groupe Edmond de Rothschild 73 pontos
3rd Emirates Team New Zealand 69 pontos
4th The Wave, Muscat 67 pontos
5th Alinghi 66 pontos
6th Red Bull Extreme Sailing 61 pontos
7th Oman Air 53 pontos
8th Artemis Racing 48 pontos
9th Team GAC Pindar 33 pontos
10th Team Extreme 22 pontos
11th Niceforyou 17 pontos
Extreme Sailing Series 2011
Vencedores de cada Etapa
Muscat, Omã : Groupe Edmond de Rothschild (Pierre Pennec)
Qingdao, China : Luna Rossa (Max Sirena)
Istanbul, Turquia : Artemis Racing (Terry Hutchinson)
Boston, EUA : Emirates Team New Zealand (Dean Barker)
Cowes, Inglaterra : The Wave, Muscat (Leigh McMillan)
Trapani, Itália : The Wave, Muscat (Leigh McMillan)
Nice, França : Groupe Edmond de Rothschild (Pierre Pennec)
Almeria, Espanha : Alinghi (Tanguy Cariou)
Singapura : Luna Rossa (Max Sirena)
Por Antonio Alonso às 21h50

Bruno Fontes estreou em décimo na classificação. Foto: Pedro Felizardo/CBVM
Dia de estreia de quatro classes no Mundial de Perth, esta segunda também marcou o fim das chances de classificação olímpica antecipada para as garotas do Match Race. No entanto, o Brasil tem três barcos entre os Top 10 desta segunda parte do Mundial. Nenhum brasileiro disputou as medalhas colocadas em jogo neste domingo (Laser Radial, 470 e Prancha para mulheres, e Finn para os homens), mas das classes que começaram agora, já temos três Top 10: na Star, na Prancha e na Laser.
Nossas duas tripulações não têm mais chances de colocar o Brasil entre os oito melhores países do Mundial. Agora, existem mais três vagas, que serão colocadas em disputa no Mundial de Match Race de 2012, em fevereiro, nos EUA. Eu disse aqui, antes do Mundial, que as brasileiras não se classificariam em Perth, mas que tinham chances de conseguir a vaga no ano que vem. As meninas não gostaram, e provaram na água que eu poderia estar errado. Os dois times brasileiros evoluíram bastante e tiveram vitórias importantes contra as melhores equipes do Mundial. No entanto, não deu. Mesmo no ano que vem, a briga vai ser difícil por essas três vagas.
Nosso melhor desempenho até agora é na Star. Robert Scheidt e Bruno Prada subiram da nona para a quarta posição, com um 13º e um 2º lugares hoje. Os 35 pontos dos brasileiros os deixam bem atrás dos líderes, que têm apenas 16. Atuais campeões mundiais, os britânicos Iain Percy e Andy Simpson, que não fizeram uma boa temporada este ano, nem mesmo na Pré-Olímpica de Weymotuh, que é a casa deles, resolveram andar bem neste mundial. Até agora, fizeram 4º, 3º, 5º e 4º para assumir uma liderança inconteste, 19 pontos à frente dos brasileiros. Muita coisa pode acontecer nas próximas seis regatas, mas a dupla britânica começou com embalo de campeã mundial. Por outro lado, eu já aprendi a não duvidar de Robert Scheidt e Bruno Prada.
Martine Grael e Isabem Swan começaram muito bem as disputas na classe 470 e estão na sétima posição, com um 5º e um 11º (16 pontos perdidos). A encrenca é que japonesas e holandesas estão empatadas na primeira posição com apenas seis pontos perdidos nesse primeiro dia. As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan não estrearam bem e terminaram o dia em 35º lugar entre 48 equipes.
O Mundial de Perth classifica 14 países para a Olimpíada de Londres e as chances do Brasil são altíssimas. Na última olimpíada, na China, Fernanda Oliveira e Isabel Swan conquistaram a primeira medalha da história da Vela feminina do Brasil, antes de se separarem. As duas tripulações resultantes têm resultados muito parecidos e essa diferença de resultado estreia não reflete o que elas apresentaram na água até hoje.
Na 49er, o irmão de Martine e filho de Torben Marco Grael tenta sua primeira vaga olímpica como proeiro do experitente André Fonseca, o Bochecha. A dupla está mal na classificação geral, em 46º entre 67 inscritos. Apesar disso, eles fizeram uma regata excelente, a segunda do dia, terminando em oitavo lugar. Com um 25º na primeira e uma desclassificação na última, eles somam 69 pontos, contra 10 de dinamarqueses e neozelandeses, que lideram. A 49er classifica 14 países para as Olimpíadas.
Quem também estreou entre os Top 10 foi o catarinense Bruno Fontes, da Laser. Com um 8º e um 2º, ele está em décimo lugar, com 10 pontos perdidos. O líder é o sueco Jesper Stalheim, com apenas quatro pontos a menos que Bruninho. O carioca Eduardo Couto é 52º no geral. O Mundial de Perth dá 35 vagas na próxima olimpíada para a classe Laser, mas esta é uma classe em que temos que pensar em medalha, não em classificação.
Outra classe na qual também temos que pensar em medalha é a prancha. Na RS:X, Bimba teve um 15º e um 5º hoje e está em 19º, com 20 pontos perdidos, contra 3 do israelense Nimrad Masich e do polonês Piotr Myszka, empatados na liderança. A RS:X classifica 28 países para Londres 2012. Com certeza vamos levar essa vaga já em Perth, mas Bimba tem condições de muito mais do que apenas se classificar. Ele já bateu na trave da medalha em duas olimpíadas.
Por Antonio Alonso às 11h59

Bimba deve garantir a vaga e tem vai disputar o título Mundial na Prancha. Foto: Pedro Felizardo/CBVM
Neste domingo foram disputadas as medalhas de parte das classes olímpicas no Mundial de Perth. Nenhum brasileiro chegou à regata da Medalha, disputada só pelos 10 melhores de cada classe. Enquanto algumas classes se despedem da Austrália, os atletas da Star foram para a água pela primeira vez neste domingo. Amanhã começam 470 feminino, Prancha masculino e 49er. O Brasil tem grandes chances de garantir a vaga olímpica em todas elas. O Mundial de Perth envolve todas as classes olímpicas e distribui 75% das vagas para a olimpíada do ano que vem. Os outros 25% saem nos mundiais de cada classe, no ano que vem. Das classes que já terminaram o Mundial, o Brasil conseguiu três vagas em Perth: Prancha feminina, Laser Radial e Finn.
Da ZDL de Comunicação -No domingo (11) nublado nas raias de Fremantle, em Perth, Austrália, foram disputadas as primeiras regatas da classe Star no Mundial de Vela de 2011 (ISAF Sailing World Championships), competição que vale como classificatória de 75% das vagas de países para Londres-2012.
Para os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada, sempre apontados como favoritos ao título, foi um começo um pouco frustrante, uma vez que, logo na largada da primeira regata, uma colisão com um adversário os obrigou a pagar uma penalidade de 720 graus o que acabou os colocando em último entre os 41 barcos do campeonato.
A dupla, que integra a EBV - Equipe Brasileira de Vela da CBVM/COB, fez uma excelente prova de recuperação e chegou em 13º lugar. Na segunda regata, um 7º lugar fechou o primeiro dia, colocando-os em 9º lugar geral, com 20 pontos perdidos.
A liderança é da dupla inglesa Iain Percy e Andrew Simpson com sete pontos perdidos. "Logo na largada da primeira regata batemos e tivemos que pagar um 720. Chegar em 13º acabou sendo bom diante das circunstâncias. Na segunda regata, estávamos brigando pelo terceiro lugar e um pequeno vacilo nos empurrou para sétimo. E óbvio que não estou satisfeito. Mas amanhã é outro dia e temos muitas regatas ainda pela frente", comenta o proeiro campeão do mundo e medalha de prata em Pequim 2008, Bruno Prada.
Neste domingo também foram disputadas as quatro primeiras Medal Races, provas curtas que reúnem apenas os 10 primeiros colocados de cada classe e determinam o pódio. Não havia nenhum brasileiro nas regatas finais da RS:X Feminina, Laser Radial (feminino), 470 Masculino e Finn (masculino), no entanto apenas na 470 Masculina o Brasil não conquistou a vaga para as Olimpíadas do ano que vem.
Match Race - Na raia de Inner Harbour, na barra do rio Swan, em pleno porto comercial, o dia também não foi dos melhores para as meninas do Brasil na repescagem do Match Race Feminino que vale quatro vagas na fase final do torneio e coincidentemente também oferece as quatro últimas vagas de Perth 2011 para os países que sonham estar na estreia da categoria em Londres.
Como as vagas são por países, é provável que mesmo não se classificando para a final da competição na Austrália, algumas duplas podem garantir presença de suas nações nos Jogos de 2012. E é com isso que nossos trios contam. Nas águas de Fremantle, as equipes brasileiras só conseguiram vencer um match cada neste domingo. Assim o time de Juliana Senfft, Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz tem apenas duas vitórias nesta fase e o de Renata Decnop, Gabriela Sá e Larissa Juk, possui quatro. Para Juliana, o caminho ficou mais difícil para a segunda-feira, provável último dia da repescagem.
"Viemos para classificar o Brasil e é isso que vamos tentar até o fim. Ainda não acabou e se formos nós ou a Renata, tanto faz. O que importa é ter a vaga brasileira nas olimpíadas", declara Juliana, filha do medalhista olímpico Ronaldo Senfft.
Já Renata Decnop acredita em uma virada no último dia. "Hoje cometemos pequenos erros que podem ser corrigidos. Temos ainda cinco matchs para correr e estamos a três vitórias da líder. Lógico que esta liderança ainda pode ser ampliada, mas acho que se capricharmos e tivermos um pouco de sorte, podemos garantir a vaga sem precisar depender dos outros resultados. Se não, é fazer o nosso melhor e sentar em terra e torcer para que tudo termine bem para o Brasil", conta a comandante niteroiense.
Punição - Um fato ocorrido no sábado (10), na penúltima regata da classe Finn, acabou sendo o assunto do dia no Mundial da Isaf. A grande estrela do evento, o velejador inglês Ben Ainslie, cinco vezes campeão mundial e detentor de quatro medalhas olímpicas, sendo três de ouro, foi desclassificado das duas regatas do dia, por conduta antiesportiva quando, irado, deixou seu barco à deriva, invadiu o bote de imprensa e agrediu, com gestos e palavras duras, o piloto do barco e o cinegrafista que estavam a bordo.
Com isso, Ben Ainslie perdeu a chance de conquistar seu sexto título mundial, uma vez que liderava a competição com relativa vantagem e constrangeu sua equipe e outros velejadores que lamentaram a atitude intempestiva da estrela da Vela mundial.
"Um campeão olímpico tem outras formas de demonstrar sua indignação. O fato do barco da imprensa ter ou não o atrapalhado é menor perto da reação desmesurada que ele teve. O espírito olímpico e as boas maneiras têm que prevalecer no mundo da Vela", comenta o técnico da classe Finn da EBV, Eduardo Melchert.
O fato é que, para os que viram o inglês, então na classe Laser, ser o algoz de Robert Scheidt na final de Sydney-2000, com uma marcação tanto implacável quanto questionável sobre o brasileiro, quando, deliberadamente, deixou de correr sua regata optando apenas por atrapalhar a prova de Robert e com isso ganhar o ouro, o caráter de Ainslie já era questionado.
Neste domingo, aparentemente arrependido Ben Ainslie, que é Sir na Inglaterra, pediu desculpas aos seus pares e ao mundo por ter perdido a cabeça. Foi tarde demais e o título Mundial na classe Finn acabou nas mãos de outro inglês, Giles Scott.
Para a segunda-feira (12) estão previstas mais duas regatas da classe Star, o prosseguimento dos matchs femininos e a estreia das quatro últimas classes olímpicas deste mundial unificado: Laser (masculino), 470 Feminino, 49er e RS:X Masculino. Em todas as quatro, o Brasil tem boas chances de garantir vaga e até mesmo lutar pelo título mundial. Na Laser, Bruno Fontes, na 49er a dupla André Fonseca e Marco Grael, na RS:X Masculina ninguém menos que o campeão mundial Ricardo "Bimba" Winicki e na 470 Feminino, a disputa acirrada entre as antigas companheiras da primeira medalha olímpica da Vela feminina brasileira, Fernanda Oliveira e Isabel Swan.
Fernanda, com a nova proeira Ana Barbachan e Isabel Swan, na proa da timoneira campeã mundial da juventude Martine Grael.
Representantes brasileiros em Perth por classe:
Classe Star
Robert Scheidt / Bruno Prada
Classe Finn
Jorge Zarif
Classe 49er
André Fonseca / Marco Grael
Classe 470 M
Fábio Pillar / Gustavo Thiesen
Carlos Henrique Wanderley / Marco Brancher
Henrique Haddad / Nicolas Ilg Castro
Classe 470 F
Fernanda Oliveira / Ana Luiza Barbachan
Martine Grael / Isabel Swan
Classe RS:X M
Ricardo Winicki
Gabriel Praça
Classe RS:X F
Patrícia Freitas
Carmem Rosas
Bruna Martinelli
Classe Laser Standard
Bruno Fontes
Alex Veeren
Eduardo Couto
Classe Laser Radial
Adriana Kostiw
Odile Ginaid
Patrícia Gatti
Match Race Feminino
Juliana Senfft / Fernanda Decnop / Luciana Barros
Renata Decnop / Gabriela Nicolino / Larissa Juk
Quantidade de vagas em jogo por classe:
Star - 11
Finn - 18
49er - 14
470 Feminino - 14
470 Masculino - 19
RS:X Masculino - 28
RS:X Feminino - 20
Laser Standart - 35
Laser Radial - 29
Match Race Feminino - 8
Por Antonio Alonso às 18h24

Abu Dahbi na largada na Cidade do Cabo. Foto: Paul Todd
O Abu Dahbi, de Ian Walker, foi o primeiro barco a deixar a Cidade do Cabo após a largada da segunda etapa da Regata Volta ao Mundo, até Abu Dabi, nos Emirados Árabes. Esta será uma das maiores etapas da regata e, pela primeira vez, os barcos serão desviados do caminho para fugir dos piratas na região da costa da Somália. Os veleiros serão direcionados a um porto secreto, onde serão embarcados em um navio cargueiro e deixados em outro ponto desconhecido, apenas para poderem chegar velejando em Abu Dabi. A pontuação desta etapa será dividida da seguinte maneira: 80% até o porto secreto e 20% no sprint final.
Por Antonio Alonso às 15h08
Os seis barcos da Regata Volta ao Mundo estão largando às 11h no horário brasileiro de verão rumo a Abu Dabi. Comentários depois da largada, por enquanto, fiquem com o vídeo.
Por Antonio Alonso às 10h55

Ele não parece feliz? É porque acabou de perder um título mundial por bobeira
Neste sábado aconteceu um fato incomum no Mundial de vela, envolvendo um cara que é uma lenda viva do esporte. O britânico Ben Ainslie (três ouros e uma prata em olimpíadas) liderava o Mundial, como era esperado, mas ficou furioso com um barco de imprensa após terminar em segundo lugar na segunda regata do dia em Perth. Ele não pensou duas vezes ao abordar o bote de imprensa, descer de seu barco e tirar satisfações com cinegrafista e piloto. O comportamento lhe valeu a desclassificação nas duas regatas do dia. Como as desclassificações foram pela regra 69, por falta de espírito esportivo, ele não pode descartar esses resultados e ficou fora da briga pelo ouro. O cara, que ficou entre os três primeiros em todas as regatas deste mundial e tinha tudo pra levar o título, terminou em 11º, fora da regata final, valendo a medalha. O novo líder é outro britânico, Giles Scott.
Murillo Novaes, jornalista e blogueiro brasileiro que está acompanhando a equipe em Perth pela CBVM escreveu: "Eu vi o que o cara estava fazendo na água e posso garantir que o cara da imprensa era um bosta e merecia punição. Mas atleta olímpico não pode sair do barco, pular no bote alheio e peitar ninguém".
Murillo postou ainda um link com a sequência de fotos, que termina com Ainslie pulando do bote "à la Superman": Clique aqui para ver as fotos.
O velejador que fez Scheidt chorar - Se você acha que lembra desse nome, Ainslie foi o velejador que, na última regata da Olimpíada de 2000, tomou um ouro que era quase garantido para Robert Scheidt. No lugar de velejar para ganhar a regata, Ainslie velejou para atrapalhar Scheidt. Ainslie velejou em penúltimo, mas segurou Scheidt em último durante parte da regata. O brasileiro ainda acabou desclassificado ao fazer uma manobra para tentar se livrar da marcação. Tudo isso garantiu o ouro a Ainslie, com muita reclamação do brasileiro, que alegou falta de esportividade.
Por Antonio Alonso às 00h52
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.