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10/12/2011

Volta ao Mundo: Telefónica, do brasileiro Joca Signorini vence regata e aumenta liderança

 

O Telefónica, que já era líder geral, venceu a regata costeira e ampliou sua vantagem. Foto: Ian Ronman

O Puma mostrou que está recuperado da quebra de mastro e terminou em terceiro, atrás de Telefónica e Camper. Fotos: Ian Ronman

O Team Telefónica, que tem o brasileiro Joca Signorini como um dos timoneiros, venceu a regata costeira da África do Sul neste sábado e aumentou a liderança na classificação geral da Regata Volta ao Mundo. O Telefónica foi seguido por CAMPER with Emirates Team New Zealand, PUMA Ocean Racing powered by BERG, Abu Dhabi Ocean Racing, Groupama sailing team e Team Sanya.

A regata não mudou quase nada na tabela, mas serviu para dar uma prévia de como os times estão na véspera da largada da segunda etapa, entre a Cidade do Cabo e Abu Dabi. O principal destaque talvez seja o Puma, que conseguiu voltar para a água regulado e com o mastro só ontem, e hoje conseguiu o terceiro lugar. Eu pessoalmente sempre achei o Camper um competidor muito forte nessas regatas costeiras, curtas, pela experiência de seus tripulantes (vindos do Team New Zealand, da America's Cup) nesse tipo de disputa. A decepção do dia vai para o Groupama, barco formado por franceses recordistas da volta ao mundo a vela (em catamarãs) e que ficou em penúltimo lugar. Bom, o forte da tripulação francesa deveria ser a navegação e as pernas longas, já que eles não estão acostumados a esse tipo de regata curta. Vamos tentar esquecer a barbeiragem tática que eles fizeram nesta primeira perna e esperar para ver como eles se comportam no caminho para Abu Dabi.

Para o Telefónica, a vitória também serviu para responder às críticas depois que eles terminaram em último em casa, na regata costeira de Alicante, e o skipper Iker Martinez reconheceu isso. "Estamos muito contentes. Era importante ir bem aqui depois que tudo deu tão errado em Alicante".

Essas regatas costeiras (10 no total) são responsáveis por cerca de 20% dos pontos totais da Regata Volta ao Mundo e têm um propósito importante de comunicação: é nela que os barcos podem se apresentar para o público e as televisões locais. A próxima perna, que terá mais de oito mil quilômetros, larga neste domingo, às 15h locais, 11h no horário brasileiro de verão. 

Se você está participando do joguinho virtual valendo um carro de R$ 200 mil, fique ligado. Se você não está, ainda dá tempo. A primeira perna não contou pontos para o ranking final.

OverallCape
Town
Overall
1Team Telefónica637
2CAMPER with Emirates Team NZ534
3Groupama Sailing Team224
4Abu Dhabi Ocean Racing39
5PUMA Ocean Racing by BERG49
6Team Sanya14

Por Antonio Alonso às 13h55

Volta ao Mundo: Assista agora a transmissão ao vivo da regata costeira na Cidade do Cabo

A Regata Volta ao Mundo tem nove paradas e 10 regatas costeiras. Essas regatas contam pontos para a classificação final, mas também são uma jogada de comunicação para deixar a regata mais próxima do público e da mídia (afinal, nenhum avião, helicóptero ou barco acompanha esses barcos em etapas que podem passar dos 10 mil quilômetros). Este sábado, a partir das 11h de Brasília, acontece a segunda regata costeira, na Cidade do Cabo. O Brasil vai estar representado por Joca Signorini, um dos timoneiros do Telefónica. Este blog vai retransmitir toda a regata ao vivo, com o material em inglês produzido pela Volvo Ocean Race.

Por Antonio Alonso às 10h13

Quase medalhista nas duas últimas olimpíadas, Bimba está pronto para Mundial

Ricardo Winicki, o Bimba, despontou na vela mundial muito cedo, como campeão da Copa da Juventude. Desde então, ele tem se mantido na elite da prancha olímpica mundial com uma regularidade impressionante. O que faltou mesmo foi uma medalha olímpica, coisa que ele chegou muito muito perto de conquistar em Atenas 2004. Agora, ele está no Mundial de Perth na primeira fase da disputa da tão sonhada medalha: a classificação para a Olimpíada. Bimba vai para a água amanhã pela primeira vez, assim como os atletas da Star, da 470 feminino e da 49er. Bima está de site novo também: www.bimbawind.com.br

Por Antonio Alonso às 10h05

Jogos Sul-americanos de Praia: Mônica Matschinske leva ouro na Laser Radial

 

O Brasil terminou os Jogos Sul-americanos de praia com três ouros de quatro possíveis na Vela. Nessa sexta, Mônica Matschinske provou que é muito mais que um rosto bonito e levou o terceiro ouro do Brasil. Os outros dois vieram com João Hackerott, na Laser, e Alexandre Tinoco e Gabriel Borges, na Snipe.

Das nove regatas disputadas em Manta, no Equador, Mônica venceu cinco. Em segundo lugar ficou a venezuelana Kassya Marín e o bronze foi para a argentina Lucía Falasca.

O único ouro que não foi para o Brasil foi o da Snipe feminino, classe vencida pelas irmãs argentinas Beatriz e Judith Augusti. O Brasil, de Juliana Dique e Manuela Pereira, ficou com o bronze, três pontos atrás das equatorianas e quatro atrás das campeãs.

As competições do esqui-aquático acontecem este fim de semana. O Brasil só enviou atletas na modalidade wakebord e tem grandes chances de dois ouros.

 

Por Antonio Alonso às 09h54

Jorginho Zarif, de 19 anos, garante Brasil entre os pesos pesados olímpicos

 

O britânico Ben Ainslie, dono de 3 ouros olímpicos, é o "superstar" na classe dos pesos pesados. Foto: Richard Langdon

A primeira vaga masculina do Brasil na Olimpíada de Londres veio pelas mãos de Jorginho Zarif, de apenas 19 anos, e foi suada! Jorginho, que já foi campeão mundial junior, terminou o Mundial de Perth, na Austrália, na 32a. posição. Entre os 31 que ficaram na frente dele, havia velejadores de 17  nações diferentes. O Brasil garantiu exatamente a última das 18 vagas disponíveis em Perth. Quem não se classificou agora, terá de esperar para o próximo Mundial, no início do ano que vem.

Neste domingo vão para a água somente os 10 melhores da Finn, na regata da medalha. O britânico Ben Ainslie, dono de três ouros olímpicos (um na laser) é o líder e favorito. Um desses ouros ele conquistou na Laser, numa final homérica contra Robert Scheidt em 2000, antes de decidir ganhar peso e se mudar para a Finn, classe dos pesos pesados da vela (o brasileiro Jorginho Zarif tem 1,92m e 100 quilos).

A vaga na Finn é do Brasil, mas ainda não é de Jorginho. O paulista, em 2008, com apenas 15 anos, ficou a um ponto de ir para a Olimpíada de Pequim. Desta vez ele terá que defender a vaga em casa, numa seletiva nacional. Mais experiente, hoje seria uma surpresa se ele não conseguisse a classificação com folga na seletiva brasileira.

Esta é a terceira vaga que o Brasil conquista no Mundial de Perth, que coloca em jogo 75% das vagas olímpicas para o ano que vem. Patrícia Freitas, na Prancha a Vela, e Adriana Kostiw, na Laser Radial, também já colocaram o Brasil em Londres 2012.

Brasil líder no Match Race - A equipe de Renata Decnop, Larissa Juk e Gabriela Sá começou a segunda fase do Match Race feminino com toda moral. Elas estão em segundo lugar, com três vitórias e duas derrotas, empatadas com outras quatro equipes. Elas chegaram perto de ganhar mais uma, a regata foi para a sala de protestos, porque um dos árbitros as atrapalhou na chegada, mas o protesto não foi vencido. O outro time brasileiro nesta fase, formado por Juliana Senfft, Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz derrotou as britânicas líderes, mas perdeu outros três confrontos (um deles para o outro time brasileiro) e estreou na 14a. posição entre 16 equipes.

A segunda fase continua até segunda-feira. Os quatro melhores colocados vão para as quartas-de-final, quando se juntam às quatro melhores da primeira fase, que avançaram direto. O objetivo maior do Brasil é conseguir uma vaga para a Olimpíada do ano que vem. Quatro vagas estão em jogo nesta segunda fase.

Cumprindo tabela - Sem chances de conquistar a vaga, os gaúchos Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, da 470, nem foram para água neste último dia. Os paulistas Rique Wanderley e Marco Brancher foram os melhores brasileiros, na 55a. colocação.

Adriana Kostiw, já classificada, melhorou nove posições neste último dia e terminou a competição em 42º lugar na Laser Radial. A outra já classificada, Patrícia Freitas, terminou em 29º na Prancha.

Outras classes - A disputa na 470 feminino, Star, 49er e Prancha masculino começa neste domingo

 

Por Antonio Alonso às 08h40

Volta ao Mundo: Na véspera da regata costeira, tripulante do Abu Dabi cai no surf

Todas as equipes da Regata Volta ao Mundo têm um tripulante de mídia, que é o cara responsável por mostrar ao mundo o que está acontecendo a bordo dos barcos. No Abu Dahbi, esse cara é Nick Dana. Nesta sexta, como ele viu que seria dispensado da regata costeira, que acontece hoje, a partir das 11h, com transmissão ao vivo por este blog, resolveu ir surfar ondas muito convidativas da África do Sul. 

Horas antes da regata, todos os barcos quebrados estão de volta. Abu Dahbi e Sanya tiveram uma injeçãozinha (zinha mesmo) de ânimo ao ficarem em primeiro e segundo lugares na Pro-Am, regata festiva com convidados nesta sexta. A regata em si não vale nada, mas veio num momento  em que a injeção de ânimo é fundamental para as tripulações.

Hoje acontece a regata costeira, e amanhã rola a largada da segunda perna, rumo a Abu Dabi. Fiquem ligados.

Por Antonio Alonso às 02h31

Catarinenses fazem regata Volta à Ilha, a mais importante do ano, este sábado

O valente Velamar 29 Zephyrus pode estar fazendo uma de suas últimas regatas sob o comando de Tarcísio Mattos, que também aderiu à classe Carabelli 30. Foto: Edu Grigaitis/Balaio (arquivo Ilhabela)

Colaboração de Tarcísio Mattos, do Zephyrus (e futuramente do Brancaleone) - A Regata Volta à Ilha, que larga às dez horas da manhã deste sábado na baia Sul da Ilha de Santa Catarina, e que marca o encerramento da Copa Veleiros Oceano 2011, também encerra a temporada vitoriosa do veleiro Zephyrus nas competições deste ano.

 O Velamar 29 comandado por Tarcísio Mattos e patrocinado pela Tempo Editorial venceu cinco das sete regatas da competição, chegou em segundo em uma e não largou em outra. Neste fim de semana, alinha para a largada na condição de inalcançável em números de pontos pelos seus oponentes na Classe BRA-RGS B.

 A emoção na raia ficará por conta da disputa entre Mauro Ribeiro, comandante do Nemo, e Jeroin Servaes, do Bom Abrigo. Apenas um ponto separa os dois barcos na tabela de classificação e o que chegar na frente do outro será o segundo colocada na Classe. Também estão confirmadas as participações do Vendaval V - de Edmar Nunes Pires -, e do Açores II - de Adalto Novo e Paulo Shaeffer - , veleiros que praticamente não participaram das competições deste ano, mas que são tripulados por velejadores com muita sede de pódio.

Esta deverá ser a última regata oficial a ser disputada pelo Zephyrus, uma vez que a tripulação deverá receber seu Carabelli 30 – o Brancaleone – antes do Circuito Oceânico 2012, que será disputado na última semana de Janeiro, em Florianópolis. Mas há outra motivação para correr com garra a última regata da temporada: a busca do Troféu Transitório Ramón Filomeno, entregue ao vencedor geral da RGS no tempo corrigido.

 “É a vitória que nos falta. Vencemos as três últimas edições da Volta à Ilha na BRA-RGS B, sempre beliscando o melhor tempo geral. Esta é nossa última chance. Vamos largar de olho nos barcos da BRA-RGS A, maiores, mais modernos e mais rápidos. Temos conseguido tempos melhores que eles em diversas regatas menores, mas na Volta a Ilha tudo é sempre muito mais difícil”, admite o comandante do Zephyrus.

 A previsão de ventos para o fim se semana na região de Florianópolis anima os velejadores. Todos os institutos afirmam que soprarão entre sul-sudoeste e sul-sudeste, com velocidade média entre 8 e 10 nós e rajadas que podem alcançar os 15 nós. Condição que permite uma regata rápida, mesmo considerando suas 72 milhas de percurso, mas insuficiente para que haja quebra de recorde. Para que a marca estabelecida pelo Catuana Kin em 2002, que completou a regata em 9 horas e 13 minutos seja rompida, é preciso um pouco mais de vento médio.

 

Por Antonio Alonso às 02h15

09/12/2011

Marina Bracuhy, a "casa dos velejadores" em Angra, vai mudar de dono, informa ABVC

A Marina Bracuhy, a casa do velejador, é um lugar "diferente" em Angra

Recebi hoje um release do Ricardo Amatucci, que já foi presidente e continua trabalhando com a ABVC falando sobre a venda da Marina Bracuhy. Esse assunto interessa especialmente aos cruzeiristas, já que é lá que se concentra uma parte enorme dos brasileiros que escolheram a vida embarcada como opção de moradia e estilo de viver. A Marina Bracuhy, em meio a tantas outras marinas em Angra, até hoje tem uma personalidade própria, mais relaxada, menos pomposa... mais com a cara do velejador. Sinto que há uma preocupação por trás dessa notícia. Mais desdobramentos virão por aí.

Release ABVC: A Marina Bracuhy, considerada a “casa dos velejadores” na região de Angra, pela simpatia e serviços que presta à comunidade náutica, está mudando de dono.

Localizada dentro do complexo Porto Marina Bracuhy, possui por volta de 500 embarcações sob sua guarda.

Em meados de 2010, parte do complexo que era constituído pelo estaleiro e oficinas já havia sido vendido para o grupo AC Lobato Engenharia (Marina Verolme). Agora foi a vez da parte molhada (vagas e píeres), adquirida pelo grupo JL Construções Civis Ltda com sede em Cascavel - PR, com mais investidores de São Paulo e do Rio de Janeiro. A empresa JL foi fundada em 1977 pelo engenheiro civil João Luiz Félix, e hoje conta também com a parceria de seus dois irmãos José Luiz Félix e Joacir Luiz Félix. Dona de um portfólio invejável, com edifícios de alto padrão espalhados pelo país, nesses mais de 30 anos a construtora também participou de inúmeras obras públicas como fóruns, aeroportos, prefeituras, hospitais, universidades, hotéis, igrejas, escolas e até de um presídio federal em Catanduvas. A empresa também tem parcerias com a construtora Camargo Corrêa. No Bracuhy, o representante é o Sr. Mauro Almeida, proprietário da imobiliária Angra Náutica. Procurados por e-mail, nem a construtora nem o Sr. Mauro Almeida quiseram se pronunciar sobre a nova aquisição, nem responder se os investidores de São Paulo e Rio de Janeiro têm ou terão alguma relação com o grupo AC Lobato.

A Marina Bracuhy era administrada por arrendamento da área desde 1991 a partir do o loteamento de parte de um imóvel denominado "Fazenda Bracui” cujas origens remontam ao século XVIII. Importante região de portos, o Bracuhy teve um engenho de cana-de-açúcar cujas ruínas ainda podem ser vistas ao lado do hotel do complexo.

A ABVC – Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro realiza seus encontros nacionais no Bracuhy desde 2006, além de fazer do local o ponto de partida de diversos de seus cruzeiros, como o Costa Sul, o cruzeiro dos Tamoios e o mais recente cruzeiro Costa Fluminense. Além disso possui uma parceria firmada com a marina desde 2007, proporcionando descontos para seus associados que costumam lotar a marina no verão e nos feriados prolongados.

Assim que o negócio se concretizou na semana passada após ouvir rumores através de velejadores do próprio Bracuhy, a ABVC procurou o diretor da marina Hugo Nunes, que preferiu não se pronunciar: "Nesse momento de transição é melhor aguardar os acontecimentos com serenidade, na certeza que o futuro do Bracuhy será melhor para todos", disse Nunes.

Segundo Maurício Napoleão, atual presidente da ABVC “nós esperamos que a parceria continue e que a presença de Hugo Nunes também. Ele foi o grande responsável pelo desenvolvimento que a marina teve de 2005 pra cá. Nossa parceria é uma mão de duas vias. Por um lado os nossos associados são beneficiados pelos descontos, e por outro, todos os anos a marina recebe muitos novos clientes porque a cada evento que realizamos lá, muitos comandantes nem voltam aos seus portos de origem e já deixam seus veleiros no Bracuhy”, explica Napoleão.

Por Antonio Alonso às 15h17

Rumo a Londres: Brasil coloca suas duas equipes de Match Race na próxima fase

As brasileiras derrotaram Lucy McGregor (foto) e empurraram a britânica para a repescagem. Foto: Paul Kane

 

O Brasil conseguiu classificar seus dois times para a próxima fase do Mundial de Vela em Perth. Juju Senfft, Renata Decnop e Luciana Kopschitz terminaram o Grupo B na nona posição. Hoje, elas foram para a água, venceram uma regata e perderam quatro. O interessante foi que elas venceram justamente uma das favoritas, a britânica Lucy McGregor. Graças à derrota para as brasileiras, Lucy vai ter que disputar a repescagaem, junto com nossos dois times.

Com o fim da primeira fase, as duas melhores de cada grupo: Ekatierina Skudina (RUS), Anna Tunnicliffe (EUA), Claire Leroy (FRA) e Mandy Mulder (HOL) já garantiram as vagas olímpicas e avançam direto para as quartas de final. As outras oito melhores de cada grupo agora disputam uma repescagem, de onde sairão mais quatro times para as quartas. As oito melhores nações garantem vagta na Olimpíada do ano que vem. Para as brasileiras, a disputa vai ser duríssima, mas elas já conseguiram se colocar entre as melhores do mundo. A partir de agora, nada é impossível. Restaram quatro vagas para 11 países. Este sábado será importantíssimo para o Match Race brasileiro. Fiquem ligados!

Na 470 masculino, mesmo confessadamente desanimados por perder a chance de se classificar já para a olimpíada, os gaúchos Fábio Pillar e Gustavo Thiesen subiram para 11º na flotilha prata. Hoje conseguiram um segundo lugar, mas não completaram a regata seguinte. Rique Wanderley e Marco Brancher aparecem três posições atrás.

Na Finn, Jorginho Zarif continua dando o máximo de emoção possível, flutuando acima e abaixo do limite de classificação de 18 nações. Jorginho, que já foi campeão mundial junior, é talvez a maior promessa da vela jovem do Brasil. No começo do Mundial ele reclamou por ter recebido as velas só no dia da competição, e não teve tempo para fazer as regulagens. Hoje ele fez um 22º e um 27º na flotilha ouro, com 36 atletas. O Brasil precisa ser a 18a. nação entre 24 que disputam a flotilha ouro. Entre os 29 atletas que estão à frente do brasileiro, 5 são britânicos, 3 australianos, 2 franceses, 2 eslovenos, 2 suecos, 2 canadenses, 2 neozelandeses e dois italianos. Ou seja, Jorginho está hoje na 19a. posição, exatamente um país atrás da linha de classificação. As emoções continuam. 

Já com a vaga do Brasil garantida, Adriana Kostiw velejou hoje mais uma vez entre as últimas posições da flotilha ouro e está 51º e último lugar após as regatas de hoje. Ela está à frente de toda a flotilha prata, por isso a classificação já é garantida.

Outra que já está classificada é Patrícia Freitas, na prancha feminina. Ela fez hoje uma regata boa, terminando em 14º lugar, e outra ruim, em 30º. Caiu seis posições é 28a. na classificação geral.

 

Por Antonio Alonso às 11h05

08/12/2011

Pirataria no Índico faz Regata Volta ao Mundo mudar regras e apelar para navio armado

 

Organização anuncia mudança de rota e regras na Cidade do Cabo. Foto: Paul Todd

 

Esta edição da Regata Volta ao Mundo não será toda feita a vela. A ameaça da pirataria no Oceano Índico fez a organização contratar um cargueiro armado, que vai dar carona para os seis veleiros num trecho ainda não revelado na segunda e na terceira etapas da regata.

Os seis Volvo 70, os monocascos de oceano mais rápidos do planeta, sairão da Cidade do Cabo rumo a Abu Dabi, nos Emirados Árabes, neste domingo. No entanto, em algum ponto ainda não revelado do caminho, o sistema que revela a localização dos barcos será desligado e eles serão encaminhados a um porto seguro e não revelado. Ali, os barcos serão colocados em um cargueiro protegido por seguranças armados e farão parte do trajeto até Abu Dabi. Para que seja possível a celebração de uma chegada oficial competitiva em Abu Dabi, os veleiros voltam para a água para um sprint curto, de um dia, e chegarão velejando. Na etapa seguinte, rumo à China, a operação será retomada, no sentido inverso.

Essas mudanças obrigaram a uma mudança de regras. O primeiro trecho, até o porto seguro, vai valer 80% dos pontos da etapa. O sprint curto valerá os 20% restantes. 

O CEO da regata, Knut Frostad, admitiu que a medida é frustrante, mas que foi necessária. "É a única solução que encontramos para manter uma chegada empolgante em Abu Dabi e ao mesmo tempo afastar os barcos da pirataria". A região perto da costa da Somália, conhecida como "Chifre da África", é uma das zonas mais perigosas do mundo. Segundo uma consultoria contratada pela regata, 1181 navegadores foram sequestrados por piratas só no ano passado. Calcula-se que, no mesmo período, mais de US$ 150 milhões tenham sido pagos em resgates. A pirataria é um crime organizado e muito lucrativo na região. As embarcações sequestradas variam de grandes navios cargueiros a pequenos veleiros de cruzeiro. Em agosto, dois piratas somalis foram condenados à prisão perpétua nos EUA pelo assassinato de dois casais norte-americanos que velejavam ao redor do mundo no veleiro SV/Quest. Os dois casais foram mortos depois que os piratas foram abordados por uma embarcação militar, que tentava negociar a rendição dos passageiros em troca do veleiro.

O número de sequestros e ataques piratas no litoral da Somália foi tão grande nos últimos anos, que o Conselho de Segurança das Nações Unidas criou o EU Navfor, a European Union Naval Force Somalia. Por meio desse acordo, embarcações militares de vários países fazem patrulhas permanentes no litoral do país africano. Embora o número de ataques tenha diminuído, a EU Navfor foi uma das entidades consultadas pela organização da regata e que aconselhou a mudança de rota.

Gibbon Brooks, um dos especialistas em segurança contratados pela regata afirmou: "Com um planejamento cuidadoso, a possibilidade de encontro com um pirata estaria bastante reduzida. No entanto, se a probabilidade é pequena, as conseqüências de um ataque seriam extremamente desastrosas".

Resta saber como ficará a rota do jogo virtual, que vai premiar o vencedor com um carro de mais de R$ 200 mil. Será que os barquinhos virtuais também vão pegar carona no navio?

 

Por Antonio Alonso às 12h01

Rumo a Londres: Brasileiras vencem 3 regatas e avançam para a fase final do Match Race

Para o Match Race feminino, as competições acabaram no Grupo A. Brasil avança. Foto: Paul Kane

Patrícia Freitas, que já garantiu a vaga do Brasil em Londres 2012. Foto: Paul Kane

Helicóptero filma (e dá um ventinho a mais) para Odile Gnaid na Laser. Foto: Paul Kane

 

A tripulação formada por Fernanda Decnop, Larissa Juk e Gabriela Sá venceu três dos quatro confrontos desta quinta e avançou para a próxima fase do Mundial de Match Race Feminino na Austrália. No outro match do dia, elas perderam para as dinamarquesas por menos de um segundo de diferença. Deixaram todas as emoções para o final. Amanhã a outra equipe brasileira vai para a água, tentar a classificação no Grupo B. Para o Brasil é muito importante que as duas equipes se classifiquem, porque quanto menor o número de países nas finais, maior a chance de classificação das brasileiras.

No Grupo A, Estados Unidos, com a númer um do mundo, Anna Tunnicliffe, e Rússia, com Ekaterina Skudina, avançaram direto para as quartas de final. As oito tripulações entre o terceiro e o décimo lugares vão para uma repescagem, um round robin com mais oito equipe do Grupo B. As quatro melhores dessa repescagem se juntam com as quatro pré-classificadas na primeira fase numa disputa de quartas de final. 

Como alguns países, como o Brasil, possuem duas tripulações, devem ir 14 ou 15 nações entre as 20 equipes da próxima fase. O Brasil precisa ficar entre as oito primeiras dessas nações para garantir a vaga em Londres 2012.

Na Laser Radial, com a vaga garantida, Adriana Kostiw caiu um pouco e agora é a última da flotilha ouro, em 51º lugar. Odile Gnaid, na flotilha prata, está 30 posições atrás e Patrícia Gatti é a penúltima no geral na posição 101.

Situação parecida aconteceu na RS:X feminina. Das três regatas de hoje, Patrícia Freitas terminou duas na 30a. posição, bem perto de fechar a raia de 34 atletas da flotilha ouro. Na outra regata, ela fez um 14º e ocupa a 28a. posição geral, depois de já ter garantido a vaga brasileira na olimpíada do ano que vem. Quem lidera é a israelense Lee Korzits, com 14 pontos, seis a menos que a espanhola Marina Alabau.

Na Finn, Jorginho Zarif caiu para o 32º lugar na flotilha de 36 barcos. Entre esses 36 barcos existem velejadores de 24 nações, Jorginho precisa que o Brasil seja, no máximo, a 18a. Com os resultados desta quinta, o Brasil fica no limite externo da zona de classificação.

Já fora da disputa, as duas principais duplas brasileiras terminaram em posições intermediáridas na flotilha prata. Os gaúchos Fábio Pillar e Gustavo Thiesen foram 18ª na única regata do dia e Rique Wanderley e Marco Brancher terminaram uma posição atrás. A outra tripulação do Brasil, os cariocas Henrique Haddad e Nicolas de Castro, terminaram em 23º. Haddad é o melhor velejador brasileiro no Match Race, mas como a modalidade não é olímpica para os homens, ele direcionou sua vontade olímpica para a 470. Mas essa disputa só acaba no ano que vem, com o Mundial da classe, onde o Brasil terá chance de lutar por uma das sete vagas que ainda estarão em disputa (em Perth eram 19). Na flotilha ouro, com os 40 melhores colocados, a dupla britânica Belcher & Page, que liderava até ontem, capotou em ventos de 18 nós nesta quinta e caiu para a 28a. posição. Os croatas Sime Fatele & Igor Marenic assumiram o topo da tabela.

As classes 470 feminino, prancha masculino, Laser e Star ainda não estrearam no Mundial.

 

Por Antonio Alonso às 11h06

07/12/2011

Na Volta ao Mundo, Puma, Sanya e Azzam já estão de volta à água

O Puma finalmente chegou à Cidade do Cabo ontem e hoje era o dia do primeiro teste com o mastro. Ainda não sei se isso aconteceu, mas estarei ligado para informar logo que aparecer info sobre isso. Além do filme do Puma, acima, o Azzam, também foi para a água ontem, já com o mastro trocado (eles quebraram no primeiro dia de regata). Hoje foi o dia do Team Sanya estrear "meio barco novo", já que, depois da porrada e do rombo aberto no casco na primeira noite de prova, eles tiveram que cortar a proa velha fora, construir uma proa nova, colar as duas metades do barco... e agora é hora de testar.

Nesta quinta já rola uma regatinha treino com todos os barcos e no sábado acontece a regata costeira, pra valer, um dia antes da largada da segunda etapa, rumo a Abu Dabi. Como Ken Read, capitão do Puma disse: "Nosso desafio não é deixar o barco pronto ou bom até sábado. É deixar o barco pronto e bom para encarar uma regata no mais alto nível possível". Ninguém dormiu ontem na doca do Puma. E duvido que tenham dormido no Sanya também.

A classificação (desculpem pelo inglês), ficou assim:

1.    Team Telefónica - 31 points
2.    CAMPER with Emirates Team New Zealand - 29 points
3.    Groupama sailing team - 22 points
4.    Abu Dhabi Ocean Racing - 6 points
5.    PUMA Ocean Racing powered by BERG - 5 points
6.    Team Sanya - 3 points

Por Antonio Alonso às 16h17

Circuito mais radical da vela tem última etapa e mira Brasil

Esses caras devem vir para uma etapa no Brasil ano que vem...

 

Começou a última etapa da temporada 2011 do Extreme Sailing Series. Na minha opinião, o circuito mais empolgante da Vela mundial. Mas não se deixem levar só pela foto. Eu estou acreditando que vai rolar uma etapa brasileira disso no ano que vem, no Rio. Aí, quem for ver ao vivo, vai poder me dizer se exagerei ou não.

Da Excom: A etapa final do Extreme Sailing Series 2011 começou sob o visual deslumbrante do Singapore Flyer, cenário que também já serviu à Fórmula 1. Dez equipes correram nesse local, cuja frota contou com a volta à competição dos suíços do Team TILT, liderado por Alex Schneiter, e do Team Extreme – the first club, encabeçado por Sébastien Col - novo na categoria.

 

O time de Roman Hagara, o Red Bull Extreme Sailing, foi quem teve o melhor desempenho nas duas primeiras corridas antes de uma tempestade atingir as provas. “Tivemos bons começos de prova e não cometemos muitos erros. Posso dizer que foi um dia perfeito; na podíamos ter ido melhor”, disse o capitão. O time de Hagara não conseguia pódio desde a terceira colocação, ainda na etapa de abertura, em Omã. “É bem positivo termos conseguido esse pódio. Na etapa de Nice estivemos perto, mas demos azar e ficamos de fora. Nessa etapa, nos recuperamos”, comemorou.

 

Sem surpresa foi a disputa entre a Luna Rosa e a Groupe Edmond de Rothschild, que estão firmes na disputa pelo campeonato. “Sabemos que nesta altura não podemos errar em nada, então temos que manter o foco em nós mesmos, pois temos consciência que a Luna Rosa tem chance de nos alcançar, por isso nosso objetivo é nos manter sempre na ponta”, disse Thierry Fouchier, da equipe francesa. Após cinco corridas, a equipe italiana está na segunda colocação com 39 pontos, dois a frente do Groupe Edmond de Rothschild. 

 

Apesar da forte tempestade, os ventos estiveram bons, embora tenham proporcionado mudanças em alguns times mais que em outros. “Nós tivemos um dia um pouco complicado. Toda vez que cruzamos a linha final, estávamos em um lugar errado”, confessou o capitão da Emirates Team New Zealand, Dean Barker, que não competia com a equipe completa desde a segunda etapa, na China. O time neozelandês está na quarta posição, a frente da OIman Air.

 

Team GAC Pindar pode ficar fora da disputa pelos primeiros lugares, porém o britânico Ian Williams recentemente conquistou o ISAF World Match Race Tour. “É minha primeira vez aqui nesse circuito e tivemos um bom desempenho. Correr em Singapura é um desafio pessoal que nos servirá de termômetro para o próximo ano”.

 

Extreme Sailing Series 9 Etapa Final, Singapura. Classificação após cinco corridas (7.12.11)
Posicão / Equipe / Pontos

1- Red Bull Extreme Sailing (AUT), Roman Hagara / Hans Peter Steinacher / Matt Adams / Craig Monk 45 pontos
2- Luna Rossa (ITA), Max Sirena / Paul Campbell-James / Alister Richardson / Manuel Modena 39 pontos
3- Groupe Edmond de Rothschild (FRA), Pierre Pennec / Christophe Espagnon / Thierry Fouchier / Hervé Cunningham 37 pontos
4- Emirates Team New Zealand (NZL), Dean Barker / Glenn Ashby / James Dagg / Jeremy Lomas 29 pontos
5- Oman Air (OMA), Chris Draper / Kinley Fowler / David Carr / Nasser Al Mashari 27 pontos
6- Team GAC Pindar (GBR), Ian Williams / Mark Bulkeley / Andrew Walsh / Matt Cornwell 22 pontos
7- The Wave, Muscat (OMA), Leigh McMillan / Kyle Langford / Nick Hutton / Khamis Al Anbouri 22 pontos
8- Alinghi (SUI), Tanguy Cariou / Yann Guichard / Nils Frei / Yves Detrey 21 points
9- Team TILT (SUI), Alex Schneiter / Charles Favre / Arnaud Psarofaghis / Nicolas Heintz 18 pontos
10- Team Extreme - the first club™ (FRA), Sébastien Col / Jean-Christophe Mourniac / Franck Citeau / Christophe André 15 pontos

Por Antonio Alonso às 16h05

Mulheres conquistam as duas primeiras vagas do Brasil em Londres 2012

Laser feminino foi a primeira classe a classificar o Brasil, mas Kostiw ainda precisará defender a vaga internamente, contra outras brasileiras

Patrícia Freitas, na Pracha, e Adriana Kostiw, na Laser Radial, já conquistaram as duas primeiras vagas do Brasil na Olimpíada de Londres, no ano que vem. As duas avançaram para a flotilha ouro em suas classes, e mesmo que nem corram as próximas regatas, vão terminar o Mundial dentro da zona de classificação.

Patrícia Freitas, campeã pan-americana, ficou em 22º lugar na fase classificatória e a partir de amanhã vai correr na flotilha ouro, com as 34 melhores windsurfistas do Mundial até agora. Como este Mundial classifica 20 países para a Olimpíada na classe RS:X, e entre essas 34 melhores, existem velejadoras de 20 países somente, Patrícia já garantiu a vaga do Brasil. Assim como acontece em todas as outras classes, a vaga por enquanto ainda não é de Patrícia, mas do Brasil. Ela terá que vencer uma seletiva interna para garantir seu nome na lista de atletas que correrão a Olimpíada no ano que vem.

A brasileira Adriana Kostiw, mesmo em 45º lugar no Mundial de Perth, já classificou o Brasil para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Adriana Kostiw passou para a flotilha ouro, formada por 51 atletas. A partir de agora, a pior posição que ela pode ocupar é a 51a. Como só existem 27 nações na flotilha ouro, isso significa que, mesmo que ela fique em último em todas as regatas daqui para a frente, o Brasil será o 27º país e fica dentro da zona de classificação (29 países).

A final do Mundial será domingo, com a Medal Race entre as 10 melhores atletas, certamente Kostiw estará fora dessa disputa, mas já deu ao Brasil tranquilidade para focar nos treinos para a Olimpíada.

Apesar de ter sido a responsável pela classificação do Brasil, Adriana Kostiw não é a dona da vaga brasileira. Ela terá de disputar essa honra com outras atletas no Pré-Olímpico nacional e no Brasileiro. A capixaba Odile Gnaid é uma das adversárias que podem ameaçar a paulista Kostiw.

Finn praticamente dentro - Jorginho Zarif está na flotilha ouro da Finn, com 22 países. Os 18 primeiros se classificam. Chance enorme de o Brasil garantir essa vaga agora também.

470 masculina fora - Ontem foi o dia mais chuvoso num dezembro em Perth em 30 anos. Com isso, nenhuma regata foi disputada na terça e a organização decidiu encerrar a fase classificatória com uma regata a menos, nesta quarta. As duplas Rique Wanderley/Marco Brancher e Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, que eram os melhores brasileiros na disputa, ficaram fora da flotilha ouro e, consequentemente, da zona de classificação.

 

Por Antonio Alonso às 14h16

Rumo a Londres: Tubarão é visto na raia do Mundial de Vela na Austrália

 

Por enquanto, a melhor brasileira é Patrícia Freitas, na Prancha; mas Adriana Kostiw também já tem a vaga

O avistamento de um grande de tubarão colocou embarcações e helióptero em alerta

A tempestade que caiu ontem e cancelou as regatas do Mundial em Perth marcou o dia mais chuvoso na história da cidade nos últimos 30 anos. Nesta quarta, em compensação, o dia teve condições quase perfeitas de vento, com o conhecido "Freemantle Doctor" chegando pontualmente à tarde, forte e confiável. 

A grande surpresa do dia foi o avistamento de um tubarão. Como existem mais de 1100 atletas competindo, o alerta foi levado muito a sério. Já existe por lá uma operação para esses casos, que fica a cargo da "Shark Patrol". Um helicóptero vai sobrevoar a área das regatas, para tentar avistar onde estaria esse grande tubarão.

Com condições ótimas, brasileiros foram para a água em cinco classes. Adriana Kostiw e Patrícia Freitas, na Laser Radial e na Prancha feminina já garantiu as duas primeiras vagas do Brasil. Este Mundial de Perth classifica 75% das vagas olímpicas. Os outros 25% serão disputados nos campeonatos mundiais de cada classe, no início do ano que vem. Segue um relato de como os brasileiros foram hoje:

No Match Race Feminino, o cronograma retomou as regatas do Grupo B, que velejou ontem e que estava muito atrasado. A tripulação brasileira no Grupo B, Juju Senfft, Luciana Kopschitz e Renata Decnop venceu duas regatas e perdeu três no dia. Elas perderam para a francesa Claire Leroy, número 2 do mundo, oara a espanhola Tamara Echegoyen e para a holandesa Renee Groeneveld e venceram croatas e dinamarquesas. Na regata contra a americana Tulloch, os dois times acabaram desclassificados porque foram para a bóia errada!!! Acontece, mas... ouch! Situação: Difícil, mas não impossível. No total, agora elas possuem quatro vitórias e três derrotas e estão em nono lugar entre as 14 equipes do grupo.

Na Prancha feminina, Patrícia Freitas foi para a flotilha ouro, entre as 34 atletas e já garantiu a vaga do Brasil, porque são 20 vagas e 20 países na flotilha ouro. Situação: Já rolou.

Na Finn, Jorginho Zarif, namorado de Patrícia, também está quase dentro. Dos 36 barcos na flotilha ouro, existem 22 países diferentes e Jorginho precisa ficar entre os 18. Situação: Fácil.

Na 470 masculino, nossos atletas saíram da zona de classificação, ficaram fora da flotilha ouro e não têm mais chances de garantir a vaga ainda em Perth. Situação: impossível.

Na Laser Radial, eu falei besteira mais cedo e estou voltando para corrigir. São 29 vagas na Laser Radial, e não nove, com eu pensava. Ou seja, Adriana Kostiw foi para a flotilha ouro e já garantiu a primeira vaga brasileira na Olimpíada do ano que vem. A belga Evi van Acker lidera, com seis pontos perdidos e a esposa de Scheidt, a lituana Gintare, é 11a, com 31. Situação: Já rolou!

Updates tardios: Quem entrou nesses posts hoje cedo encontrou informações erradas em três classes. Mea culpa, eu não esperei a formação das flotilhas ouro, que acabaram sendo decisivas. 

Por Antonio Alonso às 10h19

06/12/2011

A bordo de navio de resgate, Puma finalmente chega à Cidade do Cabo

A epopéia do Puma está perto do fim, o veleiro chegou na noite desta terça à Cidade do Cabo. Os planos da tripulação eram tirá-lo do navio em menos de uma hora e iniciar os trabalhos de troca de mastro imediatamente. A equipe de terra deve passar a noite toda trabalhando e a expectativa do capitão Ken Read é de que o barco esteja navegando e com velas já nesta quarta ao meio-dia. Isso só será possível porque desde que o veleiro foi embarcado, na sexta passada, ao lado da ilha de Tristão da Cunha, tripulantes e equipe de terra passaram a viagem toda trabalhando em todos os reparos possíveis a bordo do Puma.

Para quem não acompanhou a história toda, o Puma quebrou o mastro sem motivo aparente no 17º dia de regata, no meio do nada. Após pedir socorro e combustível para um navio que passava por ali, eles foram até a ilha de Tristão da Cunha, o local povoado mais remoto do planeta e esperaram um navio vindo da Cidade do Cabo com guindaste, ferramentas e parte da equipe de terra do time. Como em Tristão da Cunha não há porto, o Puma teve de ser içado a bordo diretamente da água, numa operação arriscada. Os norte-americanos têm três dias para aprontar o barco antes da regata costeira do sábado. No domingo, a flotilha larga rumo a Abu Dabi para a segunda etapa da Volta ao Mundo.

Outras equipes e protesto - O Azzam, veleiro da equipe de Abu Dahbi, que quebrou o mastro no primeiro dia e desistiu da etapa entre Alicante e a Cidade do Cabo, voltou para a água nesta terça. O Sanya também deve voltar em breve. Uma notícia que pode mudar a classificação da primeira etapa é um protesto do Groupama contra o posicionamento do estai de proa e a estrutura da mastreação do Camper. Um protesto semelhante já foi rejeitado antes, mas um juri internacional vai avaliar a reclamação do Groupama ainda nesta quarta. Caso o protesto seja considerado procedente, o Groupama pode subir do terceiro para o segundo lugar na perna. Já o Camper pode ser até desclassificado (o que eu acho praticamente impossível) ou receber uma penalização em pontos enquanto não regularizar sua mastreação. Mais notícias sobre este assunto na quarta.

Resumo de uma hora sobre a primeira perna - Para quem quer rever tudo o que rolou, a organização fez um resumo de 52 minutos, que você assiste aí abaixo:

Por Antonio Alonso às 23h32

Vela masculina do Brasil domina Jogos Sul-americanos de Praia no Equador

O paulista João Hackerott (em foto que uso pela segunda vez) dominou a classe Laser no Equador

 

A vela masculina do Brasil sai de Manta, no Equador, com 100% de aproveitamento, duas medalhas de ouro nas duas classes disputadas. Na Laser, João Hackerott venceu as três regatas disputadas nesta terça com ventos muito fortes, de mais de 25 nós, e terminnou com 10 pontos perdidos em nove regatas. Em segundo argentino Thomas Pellejero, com 15 pontos, e em terceiro, o uruguaio Federico Castelo, com 24.

No Snipe, Alexandre Tinoco e Gabriel Borges nem foram para a água na última regata, porque tinham direito a um descarte e já haviam conquistado o título por antecipação. Com sete vitórias em nove regatas, os brasileiros terminaram com 10 pontos perdidos, a metade da pontuação dos argentinos, que ficaram com a prata. O uruguai foi bronze, dois pontos atrás.

O domínio brasileiro nos Jogos Sul-americanos de Praia foi tranquilo mesmo com a ausência de Bruno Fontes, principal laserista do Brasil, que está na Austrália disputando o Mundial das classes olímpicas. 

Nesta quarta começam as disputas femininas, também em apenas duas classes: Laser Radial e Snipe. No fim de semana rolam as provas de esqui-aquático. O Brasil só enviou representantes para o Wake masculino e feminino. No esqui, o COB acabou economizando dinheiro e não mandou nossa atleta, que tinha pouca chance de medalha.

Por Antonio Alonso às 22h18

Suzuki confirma patrocínio do Circuito Ilhabela no ano que vem

Neste ano, com apenas dois Carabelli prontos, a classe não conseguiu empolgar. Foto: Aline Bassi

Um dos destaques de 2012 será a estreia da Carabelli 30 como classe, com pelo menos seis barcos

Da ZDL de Comunicação - A Copa Suzuki Jimny de 2012 deverá ter quatro etapas durante o ano e o equilíbrio da última edição tem tudo para ser ainda maior. Os Carabelli 30 terão toda a temporada para consolidar a nova classe ‘one design’, assim como os HPE25. Já as tripulações com barcos que precisam de rating, investiram mais materiais e treinamento. Outro detalhe que faz a diferença é a medição das categorias, que atinge nível de excelência, principalmente na BRA-RGS.

Além disso, nomes de peso da vela de oceano no País se juntam aos especialistas em classes olímpicas como Bruno Prada e Bernardo Ardnt para disputar as regatas de 2011 no Yacht Club de Ilhabela.

"O Brasil evoluiu consideravelmente nos últimos anos no cenário da vela de oceano. As competições em Ilhabela, como a Copa Suzuki Jimny, têm mais equilíbrio e os velejadores acompanham esse crescimento exponencial", conta José Nolasco, diretor de vela do YCI.

Em 2011, a Copa Suzuki Jimny reuniu média de 40 barcos por fim de semana e sediou em paralelo o Campeonato Nacional de HPE25, o Warm Up, o Paulista de todas as classes e as primeiras regatas do Carabelli 30.

"É importante competir com os maiores nomes da vela de oceano do País e rever amigos. O evento é referência para os velejadores e a estrutura oferecida é de nível", relata Mário Buckup, que correu com o Maria Preta em Ilhabela.

Campeão da classe ORC, o Orson/Mapfre investe na formação de novos atletas. Prova disso é o ‘entra e sai’ de jovens marinheiros no veleiro comandado por Carlos Eduardo Souza e Silva. 

"Todos os anos corremos com jovens de Ilhabela. Muito saem formados e, depois de um tempo, mudam para outras tripulações. Espero que novos velejadores tenham interesse e se especializem nessa modalidade", reforça.

O Ginga, liderado por Breno Chvaicer, usa bem essa fórmula e o título da HPE25 na Copa Suzuki Jimny é prova desse investimento caseiro. A tripulação é toda de Ilhabela.

"A nossa tripulação tem vontade de vencer no esporte e na vida. Hoje meu papel no barco é de liderança colaborativa", comemora Breno Chvaicer, que lidorou o Ginga nos títulos Brasileiro e Paulista da classe HPE25.

Resultados finais de 2011:

ORC - 19 regatas, com 6 descartes 
1º- Orson (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 22 pontos perdidos 
2º- Touché (Ernesto Breda) - 47 pp
3º- Tembó Guaçú (Alfredo Omatti) - 50 pp

HPE - 32 regatas, com 6 descartes
1º- Ginga (Breno Chvaicer) - 59 pp 
2º- Repeteco II (Fernando Haaland) - 97 pp
3º- Avantto (Dario Galvão) - 110 pp

RGS-A - 22 regatas, com 6 descartes
1º - Fram (Felipe Aidar) - 20 pp 
2º - Jazz (Valéria Ravani) - 31 pp 
3º - Maria Preta (J. Alberto Barretti) - 58 pp 

RGS-B - 22 regatas, com 6 descartes 
1º - Palmares (José Romariz Filho) - 18 pp 
2º - BL3 (Clauberto Andrade) - 38 pp 
3º - Blue Too - BL3 La Lampe (Domingos Chiarelli) - 57 pp

RGS-C - 22 regatas, com 6 descartes 
1º - Pirajá (Rubens Bueno) - 27 pp 
2º - Rainha (Leonardo Pacheco) - 41 pp 
3º - Toy (Júlio Lemo) - 62 pp

RGS-Cruiser - 22 regatas, com 6 descartes 
1º - Helios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) - 29.5 pp 
2º - Cocoon (Luiz Caggiano) - 34 pp 
3º - YDYPY (Marco Aleixo) - 37 pp 

Delta 32 - 22 regatas, com 6 descartes 
1º - Palmares(José Romariz Filho) -17pp 
2º - Asbar II (Sérgio Klepacz) - 37 pp 
3º - BL3 (Clauberto Andrade) - 43 pp

Skipper 21 - 22 regatas, com 6 descartes 
1º - Alegria (Carlos Alberto Gallo) - 18 pp 
2º - Sextante (Thomas Shaw) - 27 pp 
3º - Saruê (Diego Zaragoza) - 67 pp

Por Antonio Alonso às 22h02

Rumo a Londres: Brasil ganha protesto e 18 posições na classe 470

Fábio Pillar e Gustavo Thiesen não foram para a água, mas têm motivos para comemorar. Foto: Pedro Felizardo/CBVM

A equipe olímpica do Brasil está esta semana em Perth, na Austrália, disputando as primeiras vagas para a Olimpíada de Londres, no ano que vem. Hoje o único barco brasileiro a ir para a água foi o de Juju Senfft e equipe, no Match Race Feminino. A niteroiense Juju venceu o único confronto que disputou, mas os gaúchos Fábio Pillar e Gustavo Thiesen venceram um protesto contra a comissão de regatas e subiram 18 posições na tabela. Os brasileiros haviam sido desclassificados por queimar a largada, mas havia um erro na sinalização, que foi reconhecido na sala de protestos. Por enquanto, o 46º lugar, conseguido após a reparação, não parece tão confortável. Mas o resultado dos brasileiros nessa regata em que foram desclassificados mudará todo dia. Será sempre a média de pontos dos brasileiros na competição. Se Fábio e Gustavo conseguirem melhorar as posições, essa média vai aumentando dia a dia.

A conquista teve o dedo de um argentino, o árbitro e assessor de regras Flávio Naveira, que acompanha a delegação brasileira em Perth. "O nosso assessor de regras, Flávio Naveira, foi fundamental no protesto e conseguiu que contássemos a média das próximas regatas como pontuação para reparar o erro da Comissão. Isso foi importantíssimo para nós, não só porque recupera a confiança perdida, mas também porque nos permite velejar com a cabeça tranquila sabendo que nosso resultado final só dependerá de nosso próprio desempenho na água", comemora o timoneiro Fábio Pillar.

 

Release da ZDL de Comunicação: Mesmo com a impossibilidade de velejar, os atletas da EBV seguiram firmes na sua preparação para as provas. Os medalhistas olímpicos e campeões mundiais da classe Star, Robert Scheidt e Bruno Prada, que só estreiam no domingo (11), foram ao clube para fazer ajustes no barco e preparar algumas velas para o treino de quarta (7). As velejadoras do 470 feminino, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, também aproveitaram o estio e o incrível céu azul que apareceu no fim da tarde para dar alguns retoques no barco. 

"Para nós o campeonato só começa na segunda (12), mas é importante mantermos o foco e seguirmos trabalhando até lá", conta a sempre profissional Fernanda Oliveira, primeira velejadora do país a conquistar uma medalha olímpica, o bronze na 470 em Pequim 2008. 

Boa parte do restante da equipe ficou no hotel para fazer massagem fisioterapêutica com os profissionais que a CBVM trouxe do Brasil. "Estou com uma pequena inflamação nas costas e poder ter este dia involuntário de descanso e fazer ainda mais massoterapia foi ótimo para mim", relata a windsurfista Patrícia Freitas que, por enquanto, é a melhor colocada da equipe nacional neste Mundial.

Para quarta-feira estão previstas mais duas regatas para as classes Laser Radial, 470 Masculino, RS:X feminino e Finn e o prosseguimento das disputas de Match Race do Grupo B que está com seu calendário bastante atrasado. A previsão é de ventos fortes de sueste e céu parcialmente nublado, sem chuvas.

Vídeos - Para quem quer saber como estão as coisas lá, dois vídeos bem longos contando sobre o domingo e a segunda-feira. Fiquei impressionado no primeiro confronto dos matchs do domingo com a troca de posições no último popa. Se você gosta de tática e de match race, vale a pena ver pelo menos essa perna.

Por Antonio Alonso às 17h26

Há menos de 15 dias no mar, máxi-trimarã está perto de bater recorde da Volta ao Mundo

Enquanto os Volvo 70 pés estão se preparando para largar para a segunda perna da Regata Volta ao Mundo, entre a Cidade do Cabo e Abu Dabi neste domingo, o máxi-trimarã Banque Populaire já passou pela África do Sul e veleja com velocidades entre 35 e 40 nós no corredor perigoso e velocíssimo do Oceano Austral. Esse trimarã saiu da França com o objetivo de quebrar o recorde da Volta ao Mundo sem escalas mais rápida, que pertence ao Groupama 3, e é de 47 dias, 7 horas, 44 minutos e 52 segundos. Para quebrar essa marca, o BP precisa chegar antes do dia nove de janeiro. Tudo indica que, se o barco não quebrar, eles vão bater essa marca. Fazendo média de 800 milhas por dia (mais rápido do que o recorde de velocidade para monocascos), o BP já tem, depois de 14 dias, mais de 1800 milhas de vantagem sobre o tempo do Groupama 3. Ou seja, eles já estão dois dias à frente do recorde.

O vídeo mostra como eles estão empolgados, e determinados a quebrar essa marca. Este momento no Oceano Austral é a maior "reta" que eles vão encontrar na Volta ao Mundo, um corredor de ventos furiosos e favoráveis. O perigo, como eu disse, é quebrar.

Por Antonio Alonso às 16h03

Surfistas australianos celebram início da temporada quente com criatividade

Em várias partes do mundo a chegada do verão é motivo de festa. Também pudera. Quem já morou, trabalhou ou estudou fora sabe que na maior parte do mundo industrializado o inverno é uma estação nada sociável. Com dias terminando às 16h30 e o frio travando todo mundo dentro de suas casas e escritórios. Aqui no Brasil nós não festejamos muito a chegada do verão, mas esses surfistas australianos se anteciparam e encontraram um jeito criativo, com neoprenes e pranchas fluorescentes, para comemorar o início da temporada de surf local.

Por Antonio Alonso às 15h27

Última lenda olímpica nacional, Scheidt recebe Prêmio Brasil Olímpico pela 10a. vez

É o segundo prêmio consecutivo da dupla. Scheidt já coleciona 10. Foto: Guillaume Durand/DDPI/FFV

Sem Torben e Marcelo Ferreira na parada, e com Lars Grael disputando só eventualmente competições fora do Brasil, a dupla medalha de prata na última olimpíada foi escolha óbvia e denuncia que era dos grandes gênios brasileiros da vela pode acabar. Afinal, quem vai ocupar esse posto quando Scheidt se aposentar? Com a classe Star fora da Olimpíada do Rio 2016, o Londres pode ser a última olimpíada de Scheidt como atleta.

Da ZDL de Comunicação - Pelo segundo ano consecutivo, Robert Scheidt e Bruno Prada, da classe Star, são os vencedores do Prêmio Brasil Olímpico, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na categoria Vela. Anteriormente, Scheidt já havia recebido o prêmio por oito vezes, além de ser eleito o Melhor Atleta do ano em 2001.

"O Prêmio é uma grande festa do esporte brasileiro, sempre valorizando os destaques do ano. Ficamos muito felizes de ter tido um 2011 excelente e sermos premiados mais uma vez", disse Scheidt, diretamente da Austrália, onde a dupla se prepara para a disputa do Mundial de Perth, a partir do dia 11. "Estamos muito contentes e agradecemos ao COB pela valorização do nosso trabalho", declarou Prada.

Em 2011, Scheidt e Prada venceram dez das 12 competições que disputaram, sete delas por antecipação. Agora, na Austrália, vão lutar para classificar a classe Star do Brasil para a Olimpíada de Londres, em 2012 - 11 das 16 vagas disponíveis estarão em jogo no Mundial de Perth.

Robert Scheidt tem patrocínio do Banco do Brasil, Prada e Rolex. Robert Scheidt e Bruno Prada têm o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Vela e Motor.

Por Antonio Alonso às 14h19

Rumo a Londres 2012: Juju Senfft vence mais uma e segue invicta no Mundial de Match Race

 

O match race é a disputa de barco contra barco. Para garantir a vaga, as brasileiras terão de derrotar algumas das melhores do mundo. (Na foto, Espanha x Grã Bretanha)

Quase todo o programa do dia foi cancelado devido ao mau tempo e a uma tempestade de raios

Uma tempestade de raios provocou o cancelamento de quase toda a programação desta terça no Mundial Pré-Olímpico de Perth, na Austrália. Os únicos barcos que foram para a água, os Elliot 6 do Match Race Feminino, fizeram suas regatas no porto, dentro da baía, e mesmo assim tiveram de voltar antes do almoço.

A única equipe brasileira a competir hoje foi a de Juliana Senfft, Renata Decnop e Luciana Kopschitz, que venceram o único confronto que disputaram contra o time 2 da Suécia, liderado por Sylvan caroline. Com mais essa vitória, o time 1 do Brasil continua invicto no Grupo B do Mundial, mas num programa muito atrasado, com apenas duas regatas disputadas. No Grupo A, o time 2 do Brasil também venceu duas, mas já acumulou seis derrotas.

Juju Senfft atualmente é a 17a. do ranking mundial e derrotou a sueca que está na 44a posição. Os confrontos barco contra barco do Grupo B serão retomados na quinta-feira, quando Juju e companhia começarão o dia com um grande desafio. O primeiro confronto será contra a campeã mundial e número dois do mundo Claire Leroy.

A evolução das brasileiras no Match Race foi impressionante nos últimos tempos. O grupo de atletas brasileiras que se dedicou à modalidade realmente entrou de cabeça. Juju Senfft foi uma das primeiras a adotar o Match Race como sua classe e a participar e até vencer competições fora do Brasil. No Grupo A, o time de Renata Decnop, Larissa Juk e Gabriela Sá, campeãs brasileiras, perderam seis confrontos, mas sempre lideraram as regatas que perderam, muitas delas até a montagem da última bóia.

Eu disse aqui antes desse Mundial começar que o Brasil não conseguiria nenhuma das oito vagas do Match Race em disputa agora na Austrália e que teria de brigar para conseguir uma das quatro vagas restantes, que serão disputadas no Mundial de fevereiro do ano que vem, nos EUA. Eu confesso que torço para estar errado. Não é impossível.

 

Por Antonio Alonso às 10h53

05/12/2011

Manchete equatoriana: "Brasil continua dono da Vela Sul-americana"

Com certeza os caras mandaram um fotógrafo que não manja nada de vela, porque a foto do João Hackerott foi tirada numa hora em que nem regata estava rolando

 

Enquanto a equipe olímpica brasileira está na Austrália, disputando o Mundial e as vagas nos Jogos de Londres no ano que vem, outra delegação está dominando as regatas dos II Jogos Sul-Americanos de Praia, no Equador.

Com poucas estrelas na Laser, o brasileiro João Hackerott contou no Facebook que seu desafio é quase um match race contra o argentino Thomas Pellejero:

"Porradão hoje! 22 nós de vento constantes e bastante onda. Escorei como nunca e deu para segurar e abrir mais um pontinho do Argentino (contando descarte estou 2 na frente)! Tirei 2, 1, 2 e ele 1, 3, 3, sendo que as três regatas foram match race na porrada. Como nós dois ficamos brigando, os outros velejadores chegaram mais perto, incusive um uruguaio nos passou enquanto ficávamos trocando bordo. 

 

Aqui tá sangue nos olhos e faca nos dentes!!!

Vamos BRASIL!"

Os equatorianos estão impressionados com o desempenho dos brasileiros por lá. O Brasil permanece líder também na Snipe, enquanto  Equador e Uruguai estão lutando pelo segundo lugar. Alexandre Tinoco seu proeiro Gabriel Borges, venceram as três regatas  realizadas hoje e acumulam 5 pontos, isolados na liderança.

As disputas masculinas terminam nesta terça. As classes correm nove regatas, com um descarte. Na quarta-feira começa a competição feminina, nas classes Snipe e Laser Radial.

 

Por Antonio Alonso às 22h37

Vídeo: Por falta de emoção maior, velejadores mergulham com tubarão branco na África

Enquanto as coisas andam "calmas", com os preparativos para a regata costeira nesse sábado, e a largada para a segunda perna, no domingo, três tripulantes de barcos diferentes resolveram botar um pouco de emoção no calendário e foram mergulhar com os famosos, gigantes e ferozes tubarões brancos da África do Sul.

Por Antonio Alonso às 20h56

Acabou a moleza, agora a Refeno será só para capitães

A Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro informa que a Marinha vai acabar com a moleza para os mestres amadores na Refeno. Agora, para comandar um barco na Regata Recife-Noronha, será preciso a habilitação máxima para embarcações de recreio, a de Capitão Amador. A própria ABVC está modelando um curso, e os interessados também podem tentar a prova no Simpósio de Segurança do Navegador Amador, em Salvador. Abaixo copio o release que recebi da ABVC:

 Segundo informações obtidas da Marinha do Brasil, a participação na Refeno em 2012 não poderá mais ser realizada a não ser por Comandantes portadores da carteira de Capitão Amador (maiores de 21 anos apenas).

Não haverá mais a flexibilização de anos anteriores quando o “Mestre Amador” recebia uma autorização especial para realizar a navegação em Mar Aberto durante a regata.

Sabendo disso, a ABVC se antecipou e está programando um curso preparatório para o Exame de Capitão Amador em Santos –SP. As atividades visam facilitar o estudo e a obtenção da referida habilitação facilitando assim a participação na Refeno, não só de seus associados mas também das demais pessoas habilitadas como Mestre. Segundo Maurício Napoleão, presidente da ABVC “O Cruzeiro Costa Leste é o maior feeder de participantes, chegando a enviar mais de 40 embarcações para a Refeno quando é realizado. Queremos que isso continue, porque a parceria com o Cabanga e a organização da Refeno é importante para a ABVC e têm dado frutos. Por isso achamos por bem criar esse curso”, explica.

Outra oportunidade ainda será fazer o curso e o exame durante a décima edição do Simpósio de Segurança do Navegador Amador, que deverá ser repetido em Salvador com data provável por volta de fim de agosto/início de setembro de 2012. Ainda segundo Napoleão, as datas do Costa Leste e do Simpósio foram ajustadas de maneira a permitir aos participantes do Costa Leste participarem das atividades do Simpósio.

O curso da ABVC será ministrado pelo Prof. Dr. Fábio Reis em março de 2012, mas as inscrições devem ser feitas até o final de janeiro de 2012, segundo o calendário da Marinha de São Paulo.

O curso poderá ser feito em módulos ou completo e a primeira turma deve ter um limite de 10 vagas.

Os interessados em realizar o curso de Capitão em São Paulo devem enviar um e-mail para direcao@uv.com.br solicitando detalhes de inscrição ou acessar a página da ABVC em www.abvc.com.br.

Por Antonio Alonso às 20h52

Holandês que havia sido localizado pela FAB em novembro volta a pedir socorro no litoral do Brasil

 

O veleiro, avistado num mar com ondas de seis metros, está com a vela rasgada ainda presa ao mastro. Fotos: Sargento Seelig/FAB

O velejador holandês Albert Deschipper, de 72 anos, voltou a emitir um pedido de socorro na costa do Brasil. Deschipper está fazendo uma viagem sozinho, em um veleiro de 13 metros, da Europa até o Uruguai, onde pretende encontrar sua mulher, que o está esperando há mais de um mês na ilha de La Paloma. Ele manda avisar que vai atrasar. Pior do que isso, é possível que ele seja obrigado a abandonar seu barco em alto-mar, já que as missões de salvamento são dirigidas ao resgate do velejador, e não do barco. O holandês pode ter a opção de comprar combustível do barco-resgate e seguir sozinho, de novo, rumo ao Uruguai, ou desembarcar e pegar carona no resgate, deixando seu veleiro para trás.

A esposa do holandês precisará mesmo de um pouco mais de paciência. A Força Aérea Brasileira voltou a ser acionada para procurar o barco do holandês, o veleiro Rolleman. Como da outra vez, Deschipper estava à deriva, só que agora ainda mais longe, a 350 quilômetros do litoral do Rio Grande do Sul. A FAB conseguiu encontrá-lo novamente, desta vez com uma aeronave P-95 Bandeirante Patrulha do Esquadrão Phoenix, que decolou de Florianópolis. O avião encontrou o holandês, que estava sem combustível e com as velas do barco rasgadas. Foi preciso acionar uma embarcação de resgate, porque nessas condições o veleiro perde totalmente o controle e, sem velas e sem motor, não há nada que Deschipper poderia fazer para se salvar sozinho.

“O mar estava muito revolto, e a visibilidade prejudicada. A embarcação estava bastante avariada, com as velas rasgadas. Foram realizadas chamadas pelo rádio, mas não se obtinha resposta. Ao perceber que havia um avião sobrevoando a área, o comandante do veleiro entrou em contato com a tripulação, demonstrando alívio e agradecimento por o termos encontrado”, contou um dos pilotos da aeronave, Tenente Aviador Wanderson Carlos de Oliveira, num informe oficial da FAB.

Como as condições de mar estavam muito ruins quando o avião avistou o Rolleman pela primeira vez, uma nova missão foi enviada no dia seguinte, sábado (dia 3). O velejador confirmou que está sem controle do barco, mas que passa bem e aguarda o socorro marítimo.

Para ler a notícia anterior sobre o holandês à deriva, clique aqui.

 

 

Por Antonio Alonso às 12h53

Rumo a Londres: Brasil entra na zona da vaga olímpica nas prancha feminina e na 470 masculina

 

Na 470, o gaúcho Fábio Pillar não foi bem, mas Rique Wanderley entrou na zona de classificação. Foto: Paul Kane

Nesta semana os velejadores brasileiros continuam disputando as primeiras vagas olímpicas no Mundial de Perth, na Austrália. A segunda-feira não foi muito animadora para nossos velejadores, mas estamos na zona da vaga olímpica em duas classes: prancha feminina e 470 masculino.

No Match Race Feminino, a equipe de Renata Decnop, Gabriela Sá e Larissa Juk teve um dia cheio, perdendo seis regatas e vencendo uma, do time 2 da França. Foi uma pena, porque as garotas foram para a água muito animada com os resultados do sábado, quando venceram as canadenses, perderam para a líder do ranking mundial e também para as eslovenas, mas na regata de estreia, na qual as brasileiras ainda estavam um pouco perdidas e nervosas. 

Prova do ânimo das garotas é que elas ficaram bravas quando eu disse no sábado que elas provavelmente não conseguiriam a classificação neste Mundial de Perth, mas tinham chances no Mundial do ano que vem. Torço para que elas não desanimem e continuem tentando fazer com que eu engula meu comentário.

O Brasil tem duas equipes na competição de Match Race Feminino. Um total de 30 equipes compete na Austrália por oito vagas olímpicas. Cada país só pode garantir uma vaga. Outras quatro vagas serão colocadas em jogo no Mundial do ano que vem, nos EUA, em fevereiro.

Na 470 masculino, Fábio Pillar, o  brasileiro melhor colocado no ranking, acabou desclassificado da primeira regata por correr escapado e caiu de um "primeiro confortável" para vigésimo na segunda depois de uma rondada de vento. Segundo o gaúcho  Fábio,: "um balde de água fria". Mas eles vão tentar protestar a comissão por um erro de sinalização e conseguir, pelo menos voltar à primeira regata. Enquanto isso, Carlos Enrique Wanderley e Marco Brancher, no 21º lugar, colocam o Brasil na zona de classificação olímpica.

Na Prancha, as brasileiras estrearam hoje e Patrícia Freitas está na zona de classificação para as olimpíadas. Ela começou com um 11º e um 10º, o que lhe garante por enquanto a 19a. posição geral, mas ela é o 13º país na classificação. Em Perth serão 20 países classificados na prancha feminina. Impressiona o resultado das velejadoras chinesas nessa classe. Se antes dos Jogos de Pequim era raríssimo ouvir falar de atletas chineses na Vela, 

Na Laser Radial, Adriana Kostiw começou bem, com um 15º, mas depois fez um 33º e caiu para 49º lugar geral (são duas flotilhas) e ainda está longe da zona de classificação, já que de Perth saem apenas nove países classificados na classe.

Outra classe na qual o Brasil estreou nesta segunda foi a Finn, para os velejadores peso-pesados. Com 1,92m e 100 quilos, o jovem Jorginho Zarif fez um 15º e um 16º na flotilha 2 e está numa disputa difícil, já que Perth vai dar apenas 18 vagas. Apesar de difícil, o garoto está na briga. O dia hoje foi de Ben Ainslie, que venceu as duas regatas do dia de ponta a ponta.

Este Campeonato Mundial em Perth define 70% das vagas olímpicas para o ano que vem. As oturas vagas serão decididas nos campeonatos mundiais de cada classe, a maioria deles será disputada entre fevereiro e abril. O Brasil tem grandes chances de sair classificado já em Perth nas classes Star, Laser Standart, 49er, 470 masculino e feminino e prancha masculino e feminino. Vão ficar faltando Finn, Laser Radial (feminino) e Match Race feminino. Dessas, as garotas do Match estão muito perto do nível olímpico, e Jorginho Zarif (Finn) deve conseguir a vaga aqui ou no próximo Mundial. A tarefa mais difícil ficou com Adriana Kostiw, da Laser Radial. Ela tem condições técnicas de sobra pra se classificar, mas precisa encontrar a frieza necessária para superar os dias ruins na raia.

 

Por Antonio Alonso às 11h21

HPE: Breno Chvaicer comemoraa "liderança colaborativa" com garotos de Ilhabela

Vídeo feito pela classe HPE25 Rio de Janeiro em homenagem ao Ginga

Na classe HPE 25, o ano definitivamente foi do Ginga, barco do comandante Breno Chvaicer e que tem Vicente Monteiro no timão. Ontem o barco recebeu o prêmio da Copa Suzuki, mesmo sem largar. O leme quebrou momentos antes da última largada, mas o Ginga já era campeão antecipado. Numa classe muito competitiva, ele venceu também a Mitsubishi Sailing Cup e o Brasileiro. Faltou só a Semana de Vela. A equipe formada por um experiente comandante e três jovens velejadores de Ilhabela mostrou que essa mistura tem tudo pra dar certo. Breno faz questão de ressaltar o mérito da tripulação sempre que fala do barco e não esconde a felicidade por ter uma tripulação com vontade de vencer no esporte e na vida. "Hoje meu papel no barco é de liderança colaborativa". Quem conhece a serenidade do Breno, sabe que só pode ser isso. 

"Foi um ano perfeito. Só faltou a Rolex Ilhabela para fechar com chave de ouro. Nossos treinamentos fizeram a diferença nessa classe muito competitiva. Cada vez mais as equipes evoluem e isso torna a disputa mais parelha", revela Vicente Monteiro, timoneiro do barco de Breno Chvaicer.

Parabéns, Ginga, pelas vitórias, pela filosofia de trabalho e pela elegância no vencer. 

Por Antonio Alonso às 10h07

Brasileiros lideram Snipe e Laser nos Jogos Sul-Americanos de Praia

Enquanto a equipe olímpica do Brasil está na Austrália, batalhando pelas vagas nos Jogos de Londres 2012, outra turma de peso está na cidade de Manta, no Equador, disputando os Jogos Sul-Americanos de Praia. Segue a notícia que a confederação brasileira acaba de postar no Facebook:

O Time Brasil da vela brasileira estreou bem nos Jogos Sul Americanos de Praia - Manta 2011. Neste domingo, dia 4, após a realização de três regatas, o país assumiu a liderança nas classes Snipe e Laser Standard.

Na Snipe, o Brasil é representado pelos campeões mundiais Alexandre Tinoco e Gabriel Borges. A segunda colocação está com o barco uruguaio e a terceira com o Equador.

Na Laser Standard, João Augusto Hackerott comanda o barco nacional. A Argentina, com Tomas Pellejero, está em segundo, enquanto o Uruguai, com Federico Castelo, em terceiro.

A competição prossegue nesta segunda-feira, dia 5. Estão previstas mais seis regatas para cada classe. As provas femininas começam na próxima quarta-feira.

Por Antonio Alonso às 01h17

04/12/2011

Malbec 36 Orson aproveita "entressafra" e vence Copa Suzuki 2011

 

Orson, em foto de Aline Bassi

Carlos Eduardo Souza e Silva, comandante do Malbec 36 Orson, acabou como improvável vencedr do Circuito Oceânico de Ilhabela, a Copa Suzuki 2011. "Esse era o ano do Touché, mas depois que o barco do Breda foi para a Bahia, o caminho ficou livre para o Orson", reconheceu o comandante Carlos Eduardo Souza e Silva, o Calu.

Outro grande adversário que retornou à raia foi o antigo Loyal, de Marcelo Massa, que agora se chama Tembó Guaçu e é comandado pelo médico campineiro André Omati. André confirmou que o barco vai correr todas as etapas da Copa Suzuki 2011, a Semana de Ilhabela e fará sua estréia internacional na Semana de Punta del Este, no Uruguai.

As duas grandes tripulações da ORC do Brasil, Touché Super e Loyal, deixaram a classe este ano. Marcelo Massa, comandante do Loyal, está indo para a Soto 40, eu ainda não posso confirmar a mesma informação sobre Ernesto Breda.

 

Por Flávio Perez, da ZDL - A Copa Suzuki Jimny, um dos principais circuitos de vela oceânica da América Latina, terminou neste domingo (4) com regatas equilibradas no Yacht Club de Ilhabela. Depois de quatro etapas e mais de 20 regatas em cada classe, os melhores do ano foram confirmados. 

A competição reuniu média de 40 barcos por fim de semana durante o ano e foi um marco na temporada sediando o Campeonato Nacional de HPE25, o Warm Up, o Paulista de todas as classes e a estreia mundial dos Carabelli 30.

Na ORC, a festa foi da equipe do Orson, comandado por Carlos Eduardo Souza e Silva. 

Na classe HPE25, o Ginga (Breno Chvaicer) confirmou o favoritismo e fez valer o entrosamento da equipe. Os números em 2011 comprovam a hegemonia com outros títulos de expressão, incluindo o Campeonato Brasileiro.

"Foi um ano perfeito. Só faltou a Rolex Ilhabela para fechar com chave de ouro. Nossos treinamentos fizeram a diferença nessa classe muito competitiva. Cada vez mais as equipes evoluem e isso torna a disputa mais parelha", revela Vicente Monteiro, tripulante do barco de Breno Chvaicer.

Outro campeão foi o Fram (Felipe Aidar) na BRA-RGS A. O veleiro venceu a Copa Suzuki Jimny por antecipação, mas o resultado foi apertado até o último fim de semana. "Brigamos de igual para igual até o fim e a nossa dedicação aos treinos foi fundamental para a conquista. É uma estratégia que vem ganhando adeptos na vela oceânica brasileira, cada vez mais profissional", destaca Felipe Aidar.

O grande campeão na BRA-RGS B foi o Palmares (José Romariz Filho). Por se adequar às regras de medição da categoria, o veleiro da classe Delta 32 saiu com dois títulos de Ilhabela.

Na BRA-RGS C, o Pirajá (Rubens Bueno) teve a melhor média durante as quatro etapas e levantou o troféu no Yacht Club de Ilhabela.

Muito equilíbrio na RGS-Cruiser - Uma das mais equilibradas, a RGS-Cruiser foi decidida apenas neste domingo. O campeão foi o Helios II Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) superando adversários como o Cocoon (Luiz Cagiano) e YPYDY (Marco Aleixo).

"A convivência a bordo fez a diferença. Para todos os tripulantes, o barco era novo e pegamos o jeito durante as provas. O que valeu foi a regularidade e a nossa velocidade quando ventou forte", revela Campos Maia, integrante do Helios II Hospital Sírio Libanês.

Os vencedores da Skipper 21 foram os tripulantes do Alegria, comandados por Carlos Alberto Gallo. 

Na badalada classe Carabelli 30, Barracuda/Matrix e +Realizado fizeram mais uma exibição neste domingo. A tendência é que a classe, lançada durante a Copa Suzuki Jimny, tenha sete veleiros de alta performance até o segundo semestre de 2012.

O vento no litoral norte coroou as últimas provas do calendário. Média de 17 nós de intensidade e direção Sudeste para a despedida das tripulações da temporada 2011. 

 

Por Antonio Alonso às 18h29

Sócrates era Charlie Parker tocando Tico Tico no Fubá

Um dos preços do envelhecer é ver seus ídolos indo embora enquanto nascem outros que nunca serão seus ídolos de verdade. Esse blog não fala de futebol nem de música, mas hoje eu acordei em Ilhabela com a notícia da morte de Sócrates. O legado, a genialidade e a beleza do jogo desse cara me fazem lembrar o jazzista Charlie Parker (outro que morreu cedo e porque viveu do jeito que quis) tocando a brasileiríssima Tico Tico no Fubá. Só talento e inteligência não bastam pra fazer um gênio. E não precisa nem ser campeão do mundo. Mas esses caras reinventaram o difícil, transformando o inacreditável em simples.

 

Por Antonio Alonso às 10h05

Mundial: Equipe de Juliana Senfft vence o único match deste domingo

Hoje foi o dia da chave B do Match Race feminino no Mundial de Perth. Como aconteceu ontem, o vento não deixou que todas as regatas fossem disputadas. A equipe da brasileira Juliana Senfft, Renata Decnop e Luciana Kopschitz foi para a água somente no confronto contra as peruanas, saiu na frente no começo e manteve a vantagem no final. O programa do dia foi cancelado na metade devido à falta de vento. A chave B volta à raia na terça.

Por Antonio Alonso às 08h53

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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