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03/12/2011

Copa Suzuki: Na RGS, Fram supera o forte Jazz e diz que segredo é acordar cedo

 

O Beneteau 40.7 Fram, campeão da Copa Suzuki 2011 na RGS-A

O forte Jazz, campeão da Semana de Ilhabela, não tem mais chances de título na Copa Suzuki

O poderoso Loyal apareceu, mas agora sob o nome de Tembóo Guaçu

Repeteco é o melhor da etapa na HPE25

Depois de ver o fotíssimo time feminino do Jazz vencer o Warm Up e a Semana de Ilhabela, o Beneteau 40.7 Fram vira o jogo e conquista o título do Circuito Ilhabela de Oceano 2011, a Copa Suzuki. O comandante do veleiro, Felipe Aidar, conversou comigo e com o Flávio Perez depois das regatas e confirmou que a mudança foi resultado de treino e, principalmente, da ideia de ir cedo para a raia. "Todos os dias, às nove da manhã, já estamos na raia. Velejamos no canal, na Ponta das Canas, perto do continente, longe..." E olha que as regatas só começam depois do meio-dia. 

Até a comandante do Jazz, Valéria Ravani, elogiou a evolução dos adversários depois da Semana de Ilhabela. Mas outro ponto que contou muito no título deste ano foi a persistência. Na Regata Volta à Ilha, que durou 14 horas, 59 minutos e 10 segundos para o Fram, eles decidiram prosseguir até o final, mesmo quando tudo indicava que eles só cruzariam a linha de chegada depois do tempo limite de 15 horas. "Por 50 segundos conseguimos somar um primeiro lugar importantíssimo. Se chegássemos um minuto depois, teríamos cansado nossa tripulação numa jornada muito pesada, a troco de nada. Felizmente, nossa persistência foi recompensada e marcamos um primeiro numa regata em que o Jazz nem pontuou", contou Felipe.

 

Flávio Perez, da ZDL, relata o dia - A equipe do Fram se sobressaiu no segundo semestre de 2011 com uma estratégia pouco usada pelos barcos de oceano que disputam a Copa Suzuki Jimny. Em todas as quatro etapas do circuito, a tripulação de Felipe Aidar foi para o mar três horas antes da largada oficial, simulando o que ocorre com os profissionais. Neste sábado (3), no penúltimo dia do campeonato, não foi diferente e o time venceu uma das provas, levando a taça por antecipação.

A tática de ‘sentir’ o vento e entrosar mais o grupo deu certo e o veleiro confirmou o título da classe BRA-RGS A, uma das mais equilibradas da vela oceânica nacional. "Nosso trabalho é focado em treinamento. Isso faz a diferença na hora da regata. Sair mais cedo para testar equipamento é importante, principalmente para antecipar o regime de ventos e afinar as manobras", conta Felipe Aidar, líder do Fram.

Os treinamentos começaram em 2010 em Ilhabela com a presença de todos os integrantes. A rotina surtiu efeito e o comandante Felipe Aidar se orgulha em dizer que a tripulação foi treinada no próprio Beneteau 40.7 e está preparada para realizar a mesma função em qualquer barco de oceano. "Todos estão de parabéns por aproveitar essa oportunidade", comenta Felipe Aidar.

O desempenho do Fram em 2011 foi comemorado pelo grupo. Além da Copa Suzuki Jimny, a equipe levou o Campeonato Paulista, em setembro, também em Ilhabela. Os adversários, como Valéria Ravanni do Jazz, elogiam a dedicação e persistência do companheiro de classe.

"O Fram evoluiu bem mais que o nosso time desde o meio do ano. Por isso é sempre bom ter um adversário forte para nossa tripulação se sentir mais desafiada. O campeonato foi equilibrado e velejar na Ilhabela é um show à parte", acrescenta Valéria Ravanni, comandante do Jazz, que rivalizava com o Fram na pontuação até a terceira etapa do circuito.

Sorte de campeão - Na Volta a Ilhabela - Sir Peter Blake, no último sábado (26), o Fram protagonizou uma cena digna de campeão. Na regata de 30 milhas marcada por pouco vento, apenas seis barcos completaram o percurso. O veleiro de Felipe Aidar resolveu tentar a sorte e chegou faltando 50 segundos antes do tempo limite de 15 horas. 

"Foi uma regata bastante desgastante. Ficávamos no GPS de olho no ETA - horário previsto de chegada - e estava no limite. Mudamos a direção do barco a todo momento e aproveitamos qualquer sopro", finaliza Felipe Aidar.

Regatas do sábado -As duas regatas deste sábado foram disputadas no percurso barla-sota com ventos variando de 10 a 13 nós na direção leste. O bom tempo no litoral norte paulista possibilitou a realização de três provas na HPE25 e duas nas demais classes. 

Na ORC, o Tembó Guaçu (Alfredo Omati) venceu as duas regatas e diminui a diferença para o já campeão Orson/Mapfre (Carlos Souza e Silva). Na RGS-A, o Fram foi o campeão, mas o Alísios (Jamer Bellini) também teve uma boa média vencendo uma.

Na RGS-B, o BL3 (Clauberto Andrade) aproveitou melhor os ventos e cruzou em primeiro nas duas regatas. Na Cruiser, o Helios II Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) continua na liderança no geral, mas o Cocoon (Luiz Caggiano) foi o destaque do dia. 

Asbar II (Sérgio Klepacz) e Alegria (Carlos A. Gallo) conseguiram as melhores pontuações nas classes Delta 32 e Skipper 21, respectivamente. No match race entre os novos veleiros da C30, o +Realizado (José Apud) foi o melhor nas duas regatas, contando com o erro do Barracuda/Matrix (Humberto Diniz) na primeira prova.

Na HPE25, o campeão antecipado Ginga (Breno Chvaicer) perdeu apenas oito pontos nas três regatas, vencendo duas. Mas, o Repeteco I (Fernando Halaand), mesmo sem cruzar em primeiro, teve o melhor aproveitamento com sete perdidos. 

A competição será finalizada neste domingo (4) envolvendo todas as classes. 

 

Por Antonio Alonso às 19h48

Volta ao mundo: Vídeo com imagens do Puma içado em alto-mar para navio resgate

O Puma está navegando de volta, mas desta vez a bodo do navio Team Bremen, e só deve chegar à Cidade do Cabo na terça-feira. A regata costeira é no sábado, por isso a tripulação toda está trabalhando em todos os ajustes e consertos no barco. Enquanto um abre, inspeciona e lubrifica as catracas outro conserta as velas e um terceiro checa faz o polimento interno do barco... Qualquer pequeno serviço realizado no mar representa um enorme alívio para o time americano, que terá menos de quatro dias para se preparar e estar pronto de novo para velejar em 100% da forma.

 

Ken Read: Chris Hill, da equipe de terra, trouxe uma mala cheia de ferramentas, peças e cerveja, o que vai deixar o trabalho muito mais conveniente. E todo mundo aqui tem alguma coisa pra fazer.

Não temos tempo de sobra quando chegarmos, por isso cada pequeno trabalho concluído no mar é uma grande vitória para a preparação da 2 ª Etapa.

Caso vocês estejam preocupados que nós estejamos trabalhando duro demais, nossa agenda social continua a avançar, mesmo aqui fora. Temos churrasco das tripulações do Team Bremen (nosso navio) e do Puma no meio do oceano programado para esta noite no convés de popa do navio.

Traje? Obrigatório manchado e malcheiroso.

 

Por Antonio Alonso às 16h13

Nervoso, Brasil estreia no Mundial de Perth com uma vitória em 3 regatas


Close encouters - Nervosas, as brasileiras acabaram perdendo a primeira regata contra as eslovenas

Uma das derrotas das brasileiras foi para a número um do ranking mundial, Anna Tunnicliffe


O time de Renata Decnop, Larissa Juk e Gabriela Sá estreou hoje no Mundial de Perth com uma vitória em três regatas. Na primeira delas, ainda um pouco nervosas, elas acabaram derrotadas pelas eslovenas, num confronto que poderiam ter vencido. As brasileiras venceram o time canadense, um ótimo resultado e perderam para a americana Anna Tunnicliffe, candidata ao ouro na Olimpíada do ano que vem.

"Estávamos mesmo muito ansiosas, ainda não velejamos 100% e perdemos a primeira regata um pouco de bobeira. Mas terminamos o dia bastante contentes. Velejamos bem mesmo contra equipes mais forte e já deu para perceber que evoluímos muito nesses treinos no Brasil", contou a proeira Larissa Juk.

As garotas tinham mais duas regatas programadas para hoje, mas o vento ficou maluco e elas foram canceladas. Neste domingo, a outra equipe do Match Race brasileiro, com Juju Senfft, Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz vai para a água.

O Mundial de Perth classifica oito equipes no Match Race Feminino para os Jogos de Londres no ano que vem. As brasileiras têm muito poucas chances de conseguir a vaga agora, mas podem se classificar na disputa das quatro vagas restantes, no Mundial do ano que vem, nos EUA.

 

 

Por Antonio Alonso às 11h52

Velejada insana: Banque Populaire V bate recordes e é 10 dias mais veloz que líder da Volta ao Mundo

Quem me alertou para essa foi o Tarcísio Mattos, comandante do Zephyrus e da Tempo Editorial. O maxi-trimarã Banque Populaire V saiu de Ouessan, na costa atlântica da França há 11 dias e já está dobrando o Cabo da Boa Esperança. Hoje à noite, deve passar bem pertinho do hotel onde o Franck Cammas, do Groupama, está hospedado. O que uma coisa tem a ver com a outra? O Franck Cammas é o atual detentor do Troféu Júlio Verne, dado ao recordista absoluto da Volta ao Mundo. Franck Cammas deixou os trimarãs de lado para comandar a equipe francesa na Volvo Ocean Race, a Regata Volta ao Mundo. E o Banque Populaire está numa via expressa rumando direto para quebrar esse recorde de Cammas (48 dias 7 horas e 44 minutos). 

Numa comparação rápida, nos primeiros 10 dias de viagem, o Banque Populaire já estava três dias à frente do recorde do Groupama. Mais impressionante: o Telefónica venceu a primeira perna da Volta ao Mundo após 21 dias de regata. Os Banque Populaire saiu de mais longe e vai passar ao largo da Cidade do Cabo após 11 dias no mar, 10 dias a menos que os Volvo 70, que estão entre os monocascos de oceano mais velozes do mundo. 

Abro aspas para as impressões do Tarcísio:

"Em apenas dez dias os caras já abriram três dias de vantagem sobre o Groupana 3, do Cammas. Coitado, deve estra vivendo os piores dias de sua vida na África do Sul, tendo que responder sobre o fracasso da descida do Atlântico e assistir seu recorde ser pulverizado.

Do jeito que o trimarã está andando, Peyron deverá passar ao Sul do hotel no Cammas ainda neste sábado."

Loïck Peiron já está colecionando recordes de trechos do caminho... mas já aprendemos que um dos desafios nessa regata é chegar inteiro no final.

 

Por Antonio Alonso às 09h30

Vagas olímpicas da Vela começam a ser definidas hoje na Austrália

Ao lado de Bochecha, Marco Grael tem chance de conseguir sua primeira classificação olímpica. Foto: Pedro Felizardo/CBVM

Essa semana será crucial para todos os velejadores brasileiros com pretensões olímpicas. Começam em Perth as disputas pelas vagas dos países (não dos velejadores) nos Jogos do ano que vem. Os brasileiros melhor colocados vão garantir a vaga do Brasil nos Jogos. O representante brasileiro em cada classe só sai no ano que vem, após seletiva nacional ou o Mundial de cada classe (que será também a chance final para quem ainda não se classificou tentar carimbar o passaporte).

Velejadores do País disputam Mundial de Perth, a partir deste sábado, de olho nas vagas para Londres-2012

Da ZDL de Comunicação - A equipe brasileira de vela olímpica já está em Perth, na Austrália, para o Campeonato Mundial de todas as classes (ISAF Sailing World Championships) que começa neste sábado (3), com as regatas de Match Race Feminino. Serão 32 representantes tentando garantir 75% das vagas para o País nos Jogos Olímpicos de 2012. O evento será disputado com temperatura elevada e ventos de médio para forte.

Mais uma vez, assim como no evento-teste em Weymouth (Inglaterra) e nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, os velejadores terão uma estrutura completa para fazer a diferença nas águas da Oceania. A CBVM - Confederação Brasileira de Vela e Motor - levou um time multidisciplinar para a Austrália.

"Utilizamos a mesma estratégia que deu certo nos eventos passados e oferecemos as melhores condições para a modalidade. Nosso objetivo é manter o nível técnico da vela brasileira, que é referência no mundo", revela o superintendente da CBVM, Ricardo Baggio.

O principal nome em Perth é a dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, da classe Star. Os dois conquistaram os principais eventos do ano, inclusive o evento-teste, em agosto, na raia olímpica da Inglaterra, sem a necessidade de correr a regata da medalha.

"Fizemos alguns eventos internacionais em 2009 e 2010, mas este ano decidimos nos concentrar totalmente na campanha olímpica", afirma Robert Scheidt. Das 12 competições que disputaram em 2011, os medalhistas olímpicos venceram 10, sete delas por antecipação. 

Outros velejadores como Ricardo Winicki (RS:X), Patrícia Freitas (RS:X), Fernanda Oliveira/Ana Barbachan e Martine Grael/Isabel Swan(470) e Jorge Zarif (Finn) têm resultados expressivos em 2011 e chances reais de conquistar a vaga.

O match race feminino tem duas equipes para as disputas barco contra barco entre as nações. Juliana Senfft / Fernanda Decnop / Luciana Barros e Renata Decnop / Gabriela Nicolino / Larissa Juk tentarão uma das vagas. Caso não consigam, as meninas terão outra chance em fevereiro de 2012, nos Estados Unidos.

A tendência de ventos na competição, segundo a meteorologia, é de médio para forte, o que anima a maioria dos velejadores nacionais. 

"O ritmo de treinos e trabalhos na água é forte. Quem não decepciona é o vento. Isso torna as velejadas muito divertidas e competitivas. O barco está respondendo muito bem aos ajustes e estamos contentes com a velocidade. Seguiremos nesse ritmo de treinos para não perder a mão", conta Fábio Pillar, que faz parceira com Gustavo Thiesen na 470.

Veja os representantes brasileiros em Perth por classe:

Classe Star
Robert Scheidt / Bruno Prada

Classe Finn
Jorge Zarif

Classe 49er
André Fonseca / Marco Grael

Classe 470 M
Fábio Pillar / Gustavo Thiesen
Carlos Henrique Wanderley / Marco Brancher
Henrique Haddad / Nicolas Ilg Castro

Classe 470 F
Fernanda Oliveira / Ana Luiza Barbachan
Martine Grael / Isabel Swan

Classe RS:X M
Ricardo Winicki
Gabriel Praça

Classe RS:X F
Patrícia Freitas
Carmem Rosas
Bruna Martinelli

Classe Laser Standard
Bruno Fontes
Alex Veeren
Eduardo Couto

Classe Laser Radial
Adriana Kostiw
Odile Ginaid
Patrícia Gatti

Match Race Feminino
Juliana Senfft / Fernanda Decnop / Luciana Barros
Renata Decnop / Gabriela Nicolino / Larissa Juk

Quantidade de vagas em jogo por classe: 
Star - 11
Finn - 18 
49er - 14
470 Feminino - 14
470 Masculino - 19
RS:X Masculino - 28
RS:X Feminino - 20
Laser Standart - 35
Laser Radial - 9
Match Race Feminino - 8

Por Antonio Alonso às 08h57

Conheça Tristão da Cunha com a tripulação do Puma, um lugar onde você nunca vai pisar

Edimburgo dos Sete Mares é o nome da única vila habiltada em Tristão da Cunha, um arquipélago isolado no meio do caminho entre a África e o Brasil. Foi lá que a tripulação do Puma parou para esperar socorro vindo da África do Sul depois que seu barco quebrou o mastro na primeira etapa da Regata Volta ao Mundo. Nesse vídeo eles apresentam (em inglês), um pouco (ou quase tudo) dessa ilha vulcânica de sete quilômetros de diâmetro, onde você nunca vai pisar.

Sobre o status do resgate: O navio que o Puma esperava chegou ontem, com um guindaste a bordo, içou o barco direto da água para um cavalete fixado no convés e está retornando para a Cidade do Cabo, "sem um arranhão", segundo os tripulantes. A foto abaixo, enviada pelo serviço de administração de Tristão da Cunha, mostra o momento do içamento.

E por falar em acidentes, o Team Sanya já colou a nova seção da proa e é um barco inteiro novamente. Agora é só esperar secar e usar... (ou quase isso).

Foto: Ian Ronman

Por Antonio Alonso às 08h49

02/12/2011

Brasil deve aparecer no calendário da Extreme Sailing Series 2012

Ninguém dá sinal, mas eu mantenho a informação que dei aqui há dois meses. É muito provável que o Extreme Sailing Series venha para o Rio de Janeiro no ano que vem. Vamos saber se eu estou certo ou errado em menos de 15 dias, quando eles anunciarem o calendário oficial de 2012. Esse circuito, disputado em catamarãs de 40 metros, é um dos eventos mais empolgantes que a vela conseguiu montar. Não é tático, não é extremamente técnico... mas é muita velocidade, arrancadas quase instantâneas... Se você tiver a oportunidade de velejar como convidado, não desperdice e torça para o vento passar dos 10 nós. Eles não precisam muito mais do que isso!

Da Excom - O Circuito Internacional do Extreme Sailing Series 2012 será anunciado na terça-feira, dia 13 de dezembro, dois dias após a grande final de 2011 em Singapura, coincidindo com a abertura do World Yacht Racing Forum, em Estoril, Portugal. A competição, mais uma vez, estará em diversos continentes em seu sexto ano de existência, levando o formato de estádio a países em que o mercado já está estabelecido e também para aqueles em que a vela é um esporte em ascensão.

A lista de capitães e tripulação foi divulgada hoje e ela conta com 10 times na competição da nona etapa final. Fazem parte Dean Barker no barco do Emirates Team New Zealand, que liderou a America’s Cup World Series Championship e chega na terceira posição na classificação do Extreme Sailing Series; Alinghi, na quarta posição, liderado por Tanguy Cariou e Yann Guichard. Em quinto, The Wave Muscat seguidos por Red Bull Extreme Sailing, Oman Air, que estará com novo capitão Chris Draper, e Team GAC Pindar, cujo líder, Ian Williams, foi recentemente coroado na ISAF World Match Race Tour Champion. Ainda participarão duas equipes recentes: Team Extreme - the first club™, com o capitão francês Sébastien Col e o também suiço Team TILT, liderado por experiente Alex Schneiter, que competiu pela primeira vez em Almeria.

Na liderança do campeonato estão os italianos da Luna Rosa, que por um ponto, se encontram a frente do Groupe Edmond de Rothschild. “Estamos muito ansiosos por corrermos em Singapura em uma final de temporada Vamos ter uma ótima disputa. Ao longo dos cinco dias será uma briga entre Itália e França”, disse Paul Campbell-James, integrante da equipe italiana. Enquanto estas equipes vão brigar pelos pontos que decidem o campeonato, outros quatro vão buscar a terceira colocação. Mais do que nunca, a disputa será acirrada.

As ações começarão no dia 7 de Dezembro, na Marina Bay, tendo ao fundo o icônico Singapure Flyer, que também abrigou etapas da Fórmula 1. A Extreme Race Village será aberta ao público entre os dias 9 e 11 de Dezembro. Assim como em Nice, a etapa de Singapura receberá o NeilPryde Racing Series, em que os 20 melhores windsurfers de Singapura, Malásia e Indonésia se apresentarão.

 

Por Antonio Alonso às 19h19

Catarinenses largam no próximo sábado para sua 43a. Volta à Ilha

 

Por Cesar Eugênio Dias - Com pouco menos de 10 dias para a Regata Volta à Ilha, que acontece no próximo sábado, dia 10/12, a movimentação vai ficando mais acelerada na sede do Iate Clube de Santa Catarina. A prova ainda é válida pela 8ª etapa da Copa Veleiros de Oceano.

Considerada a regata mais tradicional do calendário náutico catarinense, a Volta à Ilha chega este ano a sua 43ª edição e, como sempre, gerando grandes expectativas na flotilha oceânica do Iate Clube.

“É sem dúvida a regata mais esperada do calendário. A prova é uma das mais antigas e tradicionais do país, o visual da ilha durante a regata é sensacional e o percurso é repleto de dificuldades. A Volta à Ilha reune todos os ingredientes de uma grande regata”, afirma Fábio Filippon, diretor de vela oceânica do Iate Clube e comandante do veleiro Katana Energia.

Para os barcos maiores, o desafio é quebrar o recorde da prova, de 9h13mim, estabelecido em 2003 pelo veleiro Catuana Kim, do comandante Paulo Cocchi. Para os veleiros menores, a meta é vencer em suas respectivas classes e somar pontos para a Copa Veleiros de Oceano.

A programação oficial começa na próxima 4ª feira, dia 7/11, com a reunião dos comandantes e um coquetel. No sábado, a largada da Regata acontece às 10h nas proximidades do trapiche do Iate Clube na baia Sul. A Regata Volta à Ilha é aberta as classes ORC Club, RGS A e RGS B, os veleiros da classe RGS C disputam a Regata Ilha do Largo/ Ilha de Ratones.

 

Por Antonio Alonso às 16h46

Circuito Oceânico de Ilhabela termina este fim de semana. Estou indo pra lá

 

Depois de uma semana de sol forte em São Paulo, o tempo fecha na minha ida para Ilhabela, onde vou acompanhar as últimas regatas do Circuito Oceânico de Ilhabela (ou Copa Suzuki Jimny). A assessoria me conta que as disputas serão acirradas em todas as classes, mas não é bem assim. A ORC-internacional, por exemplo, vai ter só o Malbec 36 Orson na raia. É uma pena, porque é provavelmente o circuito mais bem organizado do Brasil, junto com o catarinense Copa Veleiros, e temos vários barcos parados por aí. Cadê o Sony Handycam ou mesmo os maiorais Touché Super e Loyal?

Da ZDL de Comunicação - As últimas regatas da Copa Suzuki Jimny de 2011 serão disputadas neste fim de semana no Yacht Club de Ilhabela (YCI) e apontarão os campões do ano nas classes ORC, BRA-RGS, HPE25, C30, Delta 32 e Skipper 21.

Para fechar com chave de ouro o evento, mais de 50 barcos estão confirmados no litoral norte paulista. A meteorologia prevê ventos na direção leste e intensidade média. Estão programadas de três a cinco regatas em todas as categorias.

"Poucos barcos conseguiram abrir vantagem e isso deixa a disputa final ainda mais interessante. As tripulações de oceano mostraram mais entrosamento durante o ano na Copa Suzuki Jimny, que também foi palco do tradicional Warm Up, do Campeonato Paulista de todas as classes e do Brasileiro de HPE25", afirma José Nolasco, diretor de vela do YCI. 

As divisões da classe BRA-RGS apresentam as regatas mais equilibradas. A súmula traduz isso. Na A, o Fram (Felipe Aidar) lidera, mas o Jazz (Valéria Ravanni) pode surpreender nas regatas finais. "Os dois barcos têm tripulações bem treinadas e conhecem os atalhos da ilha. Quem errar menos leva", revela Felipe Aidar, do Fram.

Na RGS B, o Palmares (José Romariz Filho) tem 21 pontos de vantagem para o BL3 (Clauberto Andrade) e só precisa ‘administrar’ para sair com o título. "É uma competição importante e os barcos buscam cada vez um melhor desempenho. Não há nada parecido no País. Por isso, o campeão precisa ter regularidade e entrosamento", conta José Romariz Filho. 

Na C, Pirajá (Rubens Bueno) é o favorito contra o Rainha (Leonardo Pacheco) por causa dos resultados anteriores. Mas, é na BRA-RGS Cruiser que a disputa está acirrada com três barcos com chances. Helios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) lidera com 23,5 pontos perdidos, mas YDYPY (Marco Aleixo) e Cocoon (Luiz Caggiano) estão próximos.

O Palmares (José Romariz Filho) também lidera a Delta 32. Por se enquadrar nas regras de medição das duas classes, a tripulação pode ser duplamente premiada neste domingo. Na Skipper 21, Alegria (Carlos Alberto Gallo) tem 10 pontos de vantagem sobre o Sextante (Thomas Shaw).

A única definição é na classe HPE25. Com 46 pontos a menos do que o Repeteco II (Fernando Haaland) e o Avantto (Dario Galvão), o Ginga(Breno Chvaicer) só cumprirá tabela nas águas de Ilhabela. Na ORC, o Orson (Carlos Eduardo Souza e Silva) tem o melhor aproveitamento do ano.

Mais uma vez, o Yacht Club de Ilhabela sediará um match race entre dois barcos da nova classe C30. Barracuda/Matrix e +Realizado farão mais um duelo na Copa Suzuki Jimny. 

Premiação da Volta a Ilha e exposição -Neste sábado (3) será feito um coquetel com a exposição das melhores imagens das quatro etapas do campeonato produzidas pela Balaio de Ideias. Além da exposição, o Yacht Club de Ilhabela fará a premiação dos vencedores da Volta a Ilhabela - Sir Peter Blake, realizada no sábado (26).

Classificação acumulada após primeiro fim de semana da quarta etapa:

ORC - 16 regatas, com 6 descartes
1º- Orson (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 16 pp - pontos perdidos 

HPE - 27 regatas, com 6 descartes
1º- Ginga(BrenoChvaicer) - 42 pp
2º- Repeteco II (Fernando Haaland) - 88 pp 
3º- Avantto (Dario Galvão) - 88 pp 

RGS-A - 19 regatas, com 6 descartes
1º-Fram (Felipe Aidar) - 16 pp 
2º- Jazz (Valéria Ravani) - 23 pp 
3º- Harpia III (Le Vent Mistral) - 50 pp 

RGS-B - 19 regatas, com 6 descartes
1º- Palmares (José Romariz Filho) -13 pp 
2º- BL3 (Clauberto Andrade) - 34 pp 

RGS-C - 19 regatas, com 6 descartes
1º- Pirajá (Rubens Bueno) - 22 pp
2º- Rainha (Leonardo Pacheco) - 34 pp

RGS-Cruiser - 19 regatas, com 6 descartes
1º- Helios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) - 23,5 pp
2º- YDYPY (Marco Aleixo) - 29 pp 
3º- Cocoon (Luiz Caggiano) - 30,5 pp

Delta 32 - 19 regatas, com 6 descartes
1º- Palmares (José Romariz Filho) -13 pp 
2º- Asbar II (Sérgio Klepacz) - 33 pp 

Skipper 21 - 19 regatas, com 6 descartes
1º- Alegria (Carlos Alberto Gallo)-13 pp
2º- Sextante (Thomas Shaw) - 23 pp 

 

Por Antonio Alonso às 12h34

01/12/2011

Vídeo mostra casco do Sanya sendo cortado para reparos. É menor do que pensei

Eu prometo que volto em breve a postar os vídeos com a dublagem em português que vocês adoram. Hoje, no entanto, vou colocar a história do reparo do Team Sanya aqui no viídeo original, em inglês. Três posts abaixo eu escrevi parte do que o pessoal fala no vídeo. Bom, a novidade para mim é que o barco já está cortado. Provavelmente, a esta hora, a nova seção já deve estar encaixada. 

Esse rombo no casco do barco não tem causa conhecida. Suspeita-se de um contâiner flutuando no Mediterrâneo. Aconteceu no primeiro dia. O jeito foi desistir, e botar o barco numa viagem de 15 dias num navio até a Cidade do Cabo. A regata costeira é no próximo sábado. "Normalmente, um trabalho desse deveria durar três semanas, nós temos uma. Isso não significa que vamos aceitar correr riscos. Significa que vamos virar muitas noites trabalhando", contou o skipper Mike Sanderson. Será que todo mundo na tripulação está tão confiante no resultado do remendo?

Por Antonio Alonso às 19h08

Clube dos Jangadeiros comemora 70 anos e celebra com fim de semana de regatas

Clube gaúcho é um dos mais tradicionais do país e deu ao Brasil nossa primeira medalha olímpica feminina, o bronze com Fernanda Oliveira e Bel Swan

O Kamikaze XI vai estar lá. Foto: Claudio Bergman

Da assessoria de imprensa -  Centenas de velejadores porto-alegrenses devem participar do 70º Aniversário do Clube dos Jangadeiros, no próximo fim de semana. As comemorações iniciam no sábado (3), com as regatas das classes BRA-RGS, J-24, MT 19 e Regata em Solitário, a partir das 14h. A festa segue durante a noite, na Sede da Ilha, com um jantar à francesa e uma ma homenagem ao casal Lucy e Claudio Aydos, símbolos a história do Clube dos Jangadeiros.

No domingo (4) é a vez das regatas de monotipos (Dingue, HC 14, HC 16, Laser Standard, Laser radial, Laser 4.7, Snipe, Soling e Optimist - Estreantes e Veteranos) e do tradicional Velejaço. No final do dia, às 19h30min, acontece a entrega de prêmios, de frente para o Guaíba e com direito ao espetacular pôr do sol da Capital gaúcha como pano de fundo da cerimônia. 

Entre os representantes do Clube dos Jangadeiros que confirmaram presença na competição estão Hilton Piccolo e Rodrigo Castro. O primeiro é o comandante do Kamikaze XI, o grande campeão das regatas de vela de oceano no aniversário do clube, em 2010. Já Castro foi o vencedor do 21º Troféu Cayru de Vela de Oceano, realizado em outubro deste ano, liderando o Magia. Na ala de monotipos, destaques para os jovens Tiago Brito e Pedro Zonta, da classe Optimist; e Andrei Kneipp e Júlia Fernanda Silva, do Laser. 

As inscrições para as regatas comemorativas do 70º Aniversário do Clube dos Jangadeiros estão abertas e devem ser efetuadas nas secretarias esportivas dos clubes filiados à Federação de Vela do Rio Grande do Sul (Fevers).

Por Antonio Alonso às 14h51

Team Sanya está pronto para cortar barco no meio e depois colar proa nova

O capitão Mike Sanderson checa o rombo na proa. Logo mais, toda a frente do barco vai embora. Foto: Ian Ronman

Chegou a hora. Depois de abrir um rombo enorme no casco, o Team Sanya já está com outra proa pronta. Eles vão serrar o barco no meio, colar a proa nova, esperar secar e colocar o barco na água. Esse "remendo" já foi feito antes, no Puma da edição passada, se não me engano, mas em extensão menor. Para o bem da tripulação, que o remendo seja muito bem feito.

Para vocês terem uma ideia de como esse reparo está sendo feito, os seis neozelandezes do estaleiro Salthouse contratados para construir a nova proa na Cidade do Cabo nem sabiam o tamanho do estrago no Team Sanya, por isso construíram quase meio barco novo... assim eles podem simplesmente cortar a parte que sobrar, se sobrar. A expectativa do Team Sanya é ter o reparo feito em até três dias.

Ao contrário das expectativas, o barco chinês (que na verdade é o Telefónica Azul, usado na edição passada) não terminou a perna em último lugar isolado, ele empatou com Abu Dahbi e Puma, que também quebraram. Único barco usado nesta edição da regata, o Telefónica Azul, ops, o Sanya tem lugar reservado na tabela: segurando a lanterninha.

Por Antonio Alonso às 14h39

30/11/2011

Último fim de semana do Circuito Ilhabela tem festa e exposição de fotos

Menosprezado pelos competidores da ORC-internacional, o Circuito Ilhabela está entre as competições mais bem organizadas do calendário nacional. Foto de Aline Bassi

Da ZDL de Comunicação - A Copa Suzuki Jimny de 2011 será decidida neste fim de semana com as regatas finais no Yacht Club de Ilhabela (YCI). O evento de vela oceânica conta com as classes ORC, BRA-RGS, HPE25, C30, Delta 32 e Skipper 21. Neste sábado (3) será feito um coquetel com a exposição das melhores imagens das quatro etapas do campeonato, incluindo o Warm Up e os Campeonatos Paulista de todas as classes e Brasileiro de HPE25. 

O acervo da Balaio de Ideias conta com fotos dos principais veleiros que participaram da Copa Suzuki Jimny. "São imagens dos barcos em ação e de toda rotina a bordo em regatas disputadas. Ilhabela é um cenário diferenciado e o trabalho fica ainda mais rico com a beleza do local. Destaco também as fotos de bastidores, como a movimentação na Sala de Protestos, os preparativos das tripulações e outros fatos que são pertinentes ao universo da vela oceânica", revela Aline Bassi, da Balaio de Ideias. 

Além da exposição, o Yacht Club de Ilhabela será palco da premiação dos vencedores da Volta a Ilha - Sir Peter Blake, que rolou no sábado (26). O percurso foi de 30 milhas e o destaque foi o veleiro Orson/Mapfre (ORC), bicampeão da classe. 

"Todos que correram alguma das etapas durante 2011 estão convidados para esse momento de confraternização. O ano foi um sucesso com eventos de alto nível técnico e de desenvolvimento da modalidade. É hora de comemorar", afirma José Nolasco, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela.

As finais - As provas deste fim de semana serão as últimas que somarão pontos para o circuito de vela oceânica, um dos mais fortes da América Latina. Por isso, a organização espera mais de 50 barcos no litoral norte paulista.

A meteorologia prevê ventos na direção leste e intensidade média. Estão programadas de três a cinco regatas em todas as categorias.

Classificação após primeiro fim de semana da quarta etapa:

ORC - 16 regatas, com 6 descartes
1º- Orson (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 16 pp - pontos perdidos 

HPE - 27 regatas, com 6 descartes
1º- Ginga(BrenoChvaicer) - 42 pp
2º- Repeteco II (Fernando Haaland) - 88 pp 
3º- Avantto (Dario Galvão) - 88 pp 

RGS-A - 19 regatas, com 6 descartes
1º-Fram (Felipe Aidar) - 16 pp 
2º- Jazz (Valéria Ravani) - 23 pp 
3º- Harpia III (Le Vent Mistral) - 50 pp 

RGS-B - 19 regatas, com 6 descartes
1º- Palmares (José Romariz Filho) -13 pp 
2º- BL3 (Clauberto Andrade) - 34 pp 

RGS-C - 19 regatas, com 6 descartes
1º- Pirajá (Rubens Bueno) - 22 pp
2º- Rainha (Leonardo Pacheco) - 34 pp

RGS-Cruiser - 19 regatas, com 6 descartes
1º- Helios II - Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) - 23,5 pp
2º- YDYPY (Marco Aleixo) - 29 pp 
3º- Cocoon (Luiz Caggiano) - 30,5 pp

Delta 32 - 19 regatas, com 6 descartes
1º- Palmares (José Romariz Filho) -13 pp 
2º- Asbar II (Sérgio Klepacz) - 33 pp 

Skipper 21 - 19 regatas, com 6 descartes
1º- Alegria (Carlos Alberto Gallo)-13 pp
2º- Sextante (Thomas Shaw) - 23 pp 

Por Antonio Alonso às 23h38

Velejadores brasileiros já estão na Austrália para defender vagas na Olimpíada do ano que vem

A Austrália fica longe pra dedéu. Por isso mesmo, nossos velejadores já estão por lá se adaptando e treinando para o Mundial que começa no dia 10, em Perth. As garotas do Match Race, como você vê na foto, apostaram até na preparação mental e do espírito. Esse Mundial que antecede o ano Olímpico é muito especial na Vela. Nele serão definidas 70% das vagas olímpicas.

No caso dos brasileiros, funciona assim: se você conquistou a vaga na Austrália, a vaga não é necessariamente sua, depende de outras competições classificatórias, como a Seletiva Pré-Olímpica Nacional. No caso do Match Race feminino (só o feminino é olímpico), as garotas não devem conseguir a vaga agora, na Austrália, mas têm chances de disputar uma vaga dos 30% restantes, que são vagas que saem do Mundial de cada classe. Esses mundiais serão disputados no primeiro semestre do ano que vem. Ali, quem conquistar a vaga nessa última chance vai direto pra Olimpíada, sem importar a seletiva brasileira.

Como esse Mundial na Austrália vai reunir todas as classes olímpicas, será um super-mundial e um evento mais difícil até do que a própria Olimpíada, já que os países podem mandar vários representantes em cada classe, e na Olimpíada só entra um por país. Eu estarei longe da Austrália, mas vou acompanhar de perto esse mundial por aqui mesmo.

Por Antonio Alonso às 16h25

Volta ao Mundo: Azzam e Sanya, que quebraram na regata, chegam à África. Puma é dúvida

O Azzam (barco da equipe Abu Dahbi) e o Sanya chegaram de navio e já estão na Cidade do Cabo. As equipes agora correm contra o tempo para fazer todos os reparos. No caso do Azzam, que precisa "só" trocar o mastro, a expectativa é de que o trabalho seja feito em cinco dias. O Team Sanya precisa trocar toda uma seção da proa do barco, o que significa cortar fora mais ou menos três metros do barco e colar uma proa nova. Uma coisa é certa: as equipes terão pouquíssimo tempo para se preparar e testar os barcos antes da regata costeira, que acontece no dia 10 (sábado), valendo pontos e para a largada rumo a Abu Dabi, no dia seguinte.

Encrencado mesmo está o Puma, cuja tripulação ainda está na ilha de Tristão da Cunha, esperando a chegada de um navio, que está prevista para amanhã. Outra certeza é que eles não devem contar com os mesmos cinco dias que o Azzam terá. A solução? Mágica. E é possível. O Brasil 1, quando quebrou o mastro e se atrasou para a largada na Austrália, trocou a peça em praticamente um dia e uma noite, e chegaram a liderara a regata costeira na manhã seguinte antes de sofrerem com um problema na quilha. Mágica...

Ah, quem também chegou foi o Groupama, mas sem novidade nenhuma, já que só restavam eles velejando em último, depois da trapalhada tática que fizeram no começo desta regata. Algum leitor atento vai lembrar que, quando eles ainda estavam na frente, eu apostei que eles chegariam em último. Não deu outra. Meu amigo, velejador do Jylic e piloto do blog Vento e Som, Narciso Reinato, aposta que eles (o Groupama) vão levar esta regata. Eu acho difícil!

Por Antonio Alonso às 15h12

Vídeos de arquivo: A baleia que atacou veleiro e um aéreo com Hobie Cat

As coisas continuam acontecendo no mundo da Vela. Eu tenho na fila aqui, a chegada do Groupama (em terceiro e último) na primeira perna da Volta ao Mundo, um barco que perdeu o mastro em outra regata de volta ao mundo e os atletas brasileiros que já estão na Austrália para defender as vagas brasileiras na próxima Olimpíada. E uma surpresa que quero preparar também.

Mas, enquanto eu trabalho nelas, vou deixar aqui dois vídeos. O primeiro tem só 22 segundos e mostra um impressionante aéreo que dois velajdores deram a bordo de um Hobie Cat. Pena que não mostra a sequência, porque eu fiquei curioso pra saber se o mastro caiu ou não...

O segundo vídeo ficou famoso tempos atrás e mostra uma baleia que saltou sobre um veleiro. Os pesquisadores não sabem se a baleia realmente se sentiu intimidada pelo veleiro ou se simplesmente não viu o Intrepid. Acho que o dono do barco não se importou muito com essas opções quando viu o bichinho se aproximando.

Por Antonio Alonso às 14h05

29/11/2011

Dois homens são encontrados vivos depois de ficar um mês à deriva no Pacífico

Kiribati pode desaparecer com o aquecimento global... Acho que tem maluco já treinando pra quando o dia chegar. Foto: departamento de turismo de Kiribati

Dois homens conseguiram sobreviver 33 dias em um pequeno barco e foram encontrados em uma ilha remota no Pacífico, a mais de 550 quilômetros do local de onde partiram.

A dupla saiu de Kiribati, nas Ilhas Gilbert, na Micronésia no dia 22 de outubro. Depois de passar 33 dias derivando pelo oceano, sem controle sobre a embarcação, eles acabaram encalhando no Atol Namorik, nas Ilhas Marshall, na semana passada. Mais tarde, eles foram encontrados ali e resgatados. 

Os médicos que examinaram os homens, cujos nomes não foram divulgados, constataram problemas causados por alimentação insuficiente, mas no geral eles estavam em condições razoáveis, segundo a "ABC Australia". O mais velho tem 53 e o mais novo 26 anos.

Além dos nomes, também não foram revelados detalhes de como eles conseguiram sobreviver tanto tempo em um pequeno barco, mas o editor chefe do Marshall Islands Journal deu uma entrevista esclarecedora à Rádio Austrália. Segundo notícias publicadas na internet, Giff Johnson, o editor disse que as Ilhas Marshall já está acostumada a receber gente que deriva de Kiribati.

"Não é que aconteça toda hora. Mas é que essa gente de Kiribati é resistente demais. Eles se perdem nesses barcos minúsculos e, de alguma maneira, conseguem sobreviver e acabam chegando aqui. É uma coisa espantosa". Não sei pra vocês, mas pra mim, é mesmo!

Ah, os homens, que provavelmente fazem parte do enorme grupo de pescadores da região serão levados para casa... assim que o avião que faz o vôo semanal entre Namdrik e Majuro (capital das ilhas Marshall) for consertado.

Kiribati é uma nação-arquipélago formada por 32 atóis muito distantes entre si. Talvez se esse pessoal não fosse tão bom em derivar, esses atóis nunca teriam sido povoados.

O departamento de turismo descreve Kiribati como um lugar para pessoas que gostam de "aventura fora dos pacotes turísticos". A pesca, o surf, o mergulho e a visitação de locais históricos da Segunda Guerra são os grandes atrativos. No entanto, se te chamarem para dar um passeio a vela, pergunte pelos antecedentes do guia.

Mexicanos se deram mal com resgate - Esses dois homens pelo menos tiveram mais sorte do que os mexicanos resgatados na quinta passada, dia 24. Os seis homens regatados a 90 km da terra firme eram prisioneiros que tinham acabado de escapar da prisão nas Ilhas Maria. Não sei se eles ficaram muito felizes com o barco pesqueiro que os avistou e chamou por socorro. Para ler mais sobre os náufragos do México, clique aqui.

 

Por Antonio Alonso às 18h45

28/11/2011

Mastro cai em fio de alta tensão e mata cruzeirista brasileiro no Caribe

Geraldo morreu na hora, e Andrea desmaiou, mas foi socorrida e já teve alta do hospital

O veleiro do casal estava no seco, em manutenção numa Marina quando o mastro de mezena caiu sobre um fio de alta tensão

O velejador brasileiro Geraldo Freire Aguiar Junior morreu em Trinidad & Tobago, no Caribe depois que um dos mastros de seu barco ter atingido um fio de alta tensão. A esposa de Geraldo, Andrea Vieira Passos, também foi eletrocultada e desmaiou, mas acabou salva por outros velejadores que estavam na marina e por bombeiros. Segundo as primeiras informações, Geraldo teria morrido na hora.

O casal Andy & Galdo era conhecido no meio dos cruzeiristas brasileiros, velejadores que se dedicam a passeios longos pelo mundo, quase sempre morando no barco. Juntos, eles partiram num projeto que incluía alugar o barco para expedições e passeios. O catarinense José Zanella, comandante do veleiro Guga Buy, que também está cruzeirando no Caribe, esteve com os gaúchos Geraldo e Andrea na semana passada, quando passaram por Trinidad & Tobago, um país-arquipélago ao norte da Venezuela e uma das primeiras paradas dos cruzeiristas brasileiros que sobem rumo ao Caribe.

O veleiro do casal, chamado Baleeiro, estava no seco, numa marina, passando por uma reforma. O veleiro tinha dois mastros, o que caiu foi o de mezena (que fica atrás) e encostou em um fio de alta tensão, vitimando Geraldo na hora.

"Semana passada, em Trinidad, convivemos alguns dias com Andy e Galdo, em Trinidad. Um casal fantástico.

Já estamos em Curaçao, mas ontem à noite consegui contato com a Andy que me contou que o mastro da mezena do Baleeiro - que está no seco, numa marina - caiu sobre um fio de alta tensão, vitimando o Geraldo na hora. A Andy levou um choque e desmaiou. Foram socorridos pelo pessoal que estava na marina e por bombeiros. Ela foi levada para um hospital, mas teve alta no mesmo dia. Está num hotel, aguardando a chegada dos pais hoje à tarde.

Essas são as informações que ela me passou.

Grande abraço,

Zanella"

Andy e Galdo mantinham um site com informações de suas expedições, o www.andygaldo.com

Por Antonio Alonso às 16h57

Associação brasileira decide novas normas para construção de barcos de recreio

A Acobar (Associação Brasileira de Construtores de Barcos) está na fase final para implementação de uma nova Norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para a atividade. A primeira reunião foi realizada no dia 24/11/2011 com a comissão de Estudo de Pequenas Embarcações de Recreio, que faz parte do CB-07 (Comitê Brasileiro de Navios, Embarcações e Tecnologia Marítima),  para análise do texto-base da Norma, visando a sua aprovação para Consulta Nacional. 

Devido ao fato do texto da Norma ser muito extenso, a análise não pode ser concluída em uma única reunião e a nova data para finalizar esta análise será no dia 13/12/2011, quando a comissão irá se encontrar novamente as 10 horas na sede da ABNT, no Rio de Janeiro. Em seguida, a nova NBR 14754 será colocada em audiência pública pela ABNT por 60 dias. Onde qualquer interessado no assunto poderá dar sua sugestão. Após este prazo, novo encontro será marcado para análise de sugestão e por fim ser publicada como a NORMA Técnica definitiva da ABNT – ACOBAR para construção embarcações de recreio em plástico reforçado com fibra de vidro, com comprimento igual ou inferior a 24 m.

Por Antonio Alonso às 15h34

Navio que deveria buscar Puma atrasa e prolonga temporada de golfe em Tristão da Cunha

O resgate do Puma saiu ontem da Cidade do Capo com cavalete e guindaste a bordo e só deve chegar a Tristão na quinta

 

O mau tempo fez com que o navio que deve resgatar o veleiro Puma na ilha de Tristão da Cunha atrasasse. O cargueiro partiu somente ontem de madrugada (por volta de 11 horas no horário brasileiro de verão), com um cavalete fixo para receber o barco e um guindaste montado para içar o Puma diretamente da água para o convés do navio Team Bremen.

Da Cidade do Cabo são 1500 milhas (2780 Km) e quatro dias de viagem até Tristão da Cunha. Se o navio levar nove dias entre ida e volta, o Puma estará na Cidade do Cabo dia 6 de dezembro, apenas 4 dias antes da regata costeira e 5 dias antes da largada rumo a Abu Dabi. Considerando as tensões e o stress fiísico envolvidos nessas etapas, é bom que eles joguem bastante golfe mesmo, porque parece que esse é o único descanso que terão até o início de janeiro, quando os barcos chegam a Abu Dabi. Serão quase dois meses de trabalho intenso no mar e sem descanso, coisa que todas as outras tripulações tiveram.

Enquanto o resgate não chega, a tripulação do Puma tenta matar a ansiedade fazendo tudo o que eles podem fazer numa ilha que tem sete quilômetros de diâmetro e onde vivem menos de 300 pessoas. Segundo relatos dos próprios tripulantes, depois do jogo de golfe de ontem, eles têm escaladas, passeios e até uma visita a uma ilha próxima (claro, desabitada).

Groupama em marcha lenta - Telefónica e Camper, os dois primeiros nesta perna, ganharam muito mais do que pontos. Eles estão tendo a chance de descansar e preparar seus barcos da melhor maneira possível para a próxima etapa. Se com meses de preparação, três barcos quebraram logo na primeira perna, imagine o que não pode acontecer com um time que largar na correria. O Groupama, que é a única equipe que ainda está velejando nesta perna, sabe disso e está frustrada com uma velejada em ventos péssimos, andando abaixo de nove nós, faltando 250 milhas para a chegada. O que seria uma velocidade boa para um de nossos barcos de oceano em Ilhabela, é uma tortura chinesa a bordo dessas máquinas de regata. O Groupama deve chegar nesta madrugada ou na manhã de terça.

 

Por Antonio Alonso às 11h28

Brasil domina Ibero-americano de Match Race; Samuca Albrecht vence

Samuca Albrecht (esq) é também o comandante do Soto 40 Crioula

Do Veleiros do Sul - O Porto Alegre Match Cup – 3º Ibero-americano de Match Race acabou neste domingo no Veleiros do Sul com a vitória da equipe de Samuel Albrecht na divisão Open (masculino e feminino). Ele derrotou por 2 a 0 Geison Dzioubanov na final decidida numa série de melhor de três regatas. A terceira colocação ficou com Adrion Santos que venceu Philipp Grochtmann por 3 a 1. Apenas o Brasil participou da fase final. Os representantes da Argentina e México não conseguiram a classificação.

Albrecht venceu a fase round robin, e na semifinal fez 2 a 0 sobre Adrion Santos. Com sua equipe composta por Frederico Sidou e Rodrigo Duarte terminou o Ibero-americano invicto nos 11 matches que disputou.  A última regata entre os finalistas não foi a mais emocionante porque os duelos esperados não aconteceram.  

“O campeonato serviu principalmente para mostrar que as equipes estão crescendo no match race e sem dúvida teremos gente de excelente nível. Para este campeonato juntei meus amigos que são velejadores experientes”, disse Samuca. “Tenho ainda que ressaltar a infraestrutura do Clube que desenvolve estes projetos para o fortalecimento da vela. Isso é sensacional”, disse Samuca que agora volta a competir com a equipe Crioula, do Soto 40.

A disputa pela terceira colocação foi num ritmo de final de campeonato. A equipe juvenil de Philipp Grochtmann, que correu com Vilnei Goldmeier e Lorenzo Medeiros deu um sufoco nos experientes adversários. Adrion Santos, Lucas Ostergren e Gustavo Zipperer saíram na frente com 1 a 0, mas perderam o segundo match. Eles erraram a bóia de contravento quando da alteração de percurso devido à mudança do vento. Na disputa final se revezaram na liderança, mas na última montagem da perna de popa Santos ultrapassou Grochtmann.

O Ibero-Americano de Match Race começou na quarta-feira a divisão de mulheres que teve como campeãs as brasileiras por Renata Decnop, Gabriela Nicolino e Larissa Juk. E a Open foi no fim de semana. Participaram oito equipes em cada divisão e tiveram a participação de equipes do Brasil, Argentina, México e Peru.

No final da tarde foi realizada a cerimônia de premiação em frente a varanda do Clube. Além das três primeiras equipes, os árbitros também receberam troféus numa homenagem da comodoria. O presidente do Conselho Deliberativo do VDS, Luiz Gustavo Tarrago de Oliveira deu um galhardete do Clube ao Armando Goulart, de Portugal , Diretor Técnico da Federação Ibero-americana de Vela (FIVELA).

 

Classificação da divisão Open                                    

1º - Samuel ALBRECHT, Frederico Sidou e Rodrigo Duarte (BRA) 

2º - Geison Mendes DZIOUBANOV, Mathias Melecchi e Felipe Ilha (BRA)

3º - Adrion SANTOS, Lucas Ostergren e Gustavo Zipperer (BRA)

4º Philipp Andreas GROCHTMANN, Vilnei Goldmeier e Lorenzo Medeiros (BRA)

5º - Diego BAIALARDO, Nicolás e José Tabares (ARG)

6º - Santiago RIGONI, Mariano Costa e Gonzalo Mendieta (ARG)

7º - Sebastián CRISTINA, Carlos Mues e Santiago Castillo (ARG)

8º - Eliane FIERRO, Cora Gonzáles Fierro e Ana Sofia Casas (MEX)

Por Antonio Alonso às 10h59

27/11/2011

Conflito de interesses: Land Rover é o primeiro na maior regata da Copa Suzuki

 

Apenas seis veleiros conseguiram completar a Volta a Ilha - Sir Peter Blake no sábado. Com mais vento, domingo teve regatas bastante disputadas

No tempo corrigido, o Orson levou a melhor na Volta à Ilha. Foto de Aline Bassi

It happens. Eu tenho certeza que esse não era o plano dos departamentos de marketing, mas quem levou a fita-azul na Regata Volta à Ilhabela, uma das regatas mais importantes do ano para os paulistas e a grande regata da Copa Suzuki Jimny foi... o Land Rover. Em tempo de Volvo Ocean Race, Audi Med Cup, Mitsubishi Cup, uma hora isso ia mesmo acabar acontecendo. Mas, justiça seja feita, o Land Rover foi o mais rápido, porém não o campeão. No tempo corrigido, que "tenta" colocar veleiros diferentes em condições iguais de disputa, o Orson levou a melhor.

Da ZDL de Comunicação - As tripulações que disputaram o primeiro final de semana da final da Copa Suzuki Jimny enfrentaram dois dias distintos de condições de vento. No sábado (26), apenas seis barcos conseguiram completar a Volta a Ilha - Sir Peter Blake por causa do vento fraco. O percurso foi de 30 milhas. No domingo (27), os organizadores optaram por uma prova mais curta na Ponta das Canas e as embarcações foram empurradas por ventos de 13 nós de média e mar calmo. Apenas a classe HPE25 conseguiu programar três regatas.

O evento de vela oceânica conta com as classes ORC, BRA-RGS, HPE25, C30, Delta 32 e Skipper 21e fecha a temporada 2011 no Yacht Club de Ilhabela.

"Muitos veleiros chegaram de madrugada da Volta a Ilha. Para poupar velejadores e equipamentos decidimos realizar uma prova mais curta. O tempo ajudou e as provas foram técnicas, principalmente na classe HPE", contou Cuca Sodré, presidente da Comissão de Regatas.

Os campeões de todas as classes do circuito serão conhecidos no próximo final de semana, 3 e 4 de dezembro, com as regatas finais em Ilhabela. São esperados mais de 50 barcos para a competição. 

Volta a Ilha bastante dura - A 11ª edição da Volta a Ilhabela - Sir Peter Blake foi uma das provas mais difíceis tecnicamente do ano. Apenas seis veleiros conseguiram completar o percurso de 30 milhas. O fita-azul, o primeiro a chegar, foi o Land Rover (12h39min10), mas no tempo corrigido, o time do Orson/Mapfre levou o bicampeonato. O veleiro da classe ORC fez o tempo de 13h22min10. 

Na BRA-RGS A, o Fram também foi o vencedor no corrigido, assim como o Rainha na BRA-RGS C. Barracuda/Matrix e Sextante foram os melhores da Volta a Ilha nas classes C30 e Skipper 21, respectivamente.

Na largada, o vento chegou a bater 10 nós, mas durante a travessia, em muitos momentos, os barcos ficaram boiando. Tanto que, até as 2h do domingo, alguns veleiros não haviam chegado ao Yacht Club de Ilhabela.

Mais vento no dia seguinte -No domingo, a Comissão de Regatas fez uma prova na Ponta das Canas e quem se deu bem na classe HPE25 foi o Repeteco, de Fernando Haaland. O barco venceu três das quatro regatas do final de semana. No entanto, a melhor média foi o Avantto 1, de Dário Galvão, com apenas 11 perdidos (três terceiros lugares e um segundo). O Ginga, líder isolado da Copa Suzuki Jimny, apenas administrou e ficou em posições intermediárias.

No match-race da classe C30, o Barracuda/Matrix levou a melhor sobre o +Realizado em uma prova de uma hora de duração. Os outros vencedores da única regata do domingo foram: Fram (BRA-RGS A), Palmares (BRA-RGS B), Rainha (BRA-RGS C), Helios ii - Hosp. Sírio Libanês (BRA-RGS Cruiser), Palmares (Delta 32) e Alegria (Skipper 21).

A competição continua no outro final de semana com a decisão em todas as classes. O evento tem organização do Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster da Suzuki Veículos e apoio da Brancante Seguros, Cerveja Devassa, Nautos, Ancoradouro, Prefeitura Municipal de Ilhabela e Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião.

 

Por Antonio Alonso às 21h02

Over Limits mistura surfe, jet e paraquedismo em Garopaba

O catarinense Alessander Lenzi venceu na modalidade de Jet Waves, o carioca Marcelo Pesoa ganhou no Sling Shot, enquanto o paulistano Kalay Marques ficou com o título do Swoop. As disputas aconteceram de sexta-feira a domingo, na praia da Ferrugem, em Garopaba (SC)

Alessander Lenzi voa em Garopaba, em foto de Ricardo Fuchs

Da ROF Comunicação - O catarienense Alessander Lenzi, de Jaraguá do Sul, o carioca Marcelo Ribeiro Pessoa, o Marcelo Trekinho, e o paulistano Kalay Marques conquistaram neste domingo, os títulos da primeira edição do Over Limits, nas modalidades de Jet Waves (manobras com jet nas ondas), Sling Shot (surf aéreo) e Paraquedismo Swoop (pouso radical), respectivamente. As disputas, que começaram na sexta-feira foram realizadas na praia da Ferrugem, em Garopaba, no Litoral Sul, de Santa Catarina. 

De uma maneira geral, o tempo colaborou, apenas o domingo amanheceu nublado, chegou a chover, mas no início da tarde o céu abriu e o sol voltou a brilhar, colaborando para as decisões do Jet Waves e Sling Shot e possibilitou a realização de vários saltos de Swoop, em que os paraquedista pousaram junto ao mar. Os surfistas e pilotos elogiaram as condições de mar neste domingo, melhor que em relação aos dois dias anteriores, quando ventou muito e o mar ficou muito mexido.

Na modalidade do Jet Waves categoria PRO, a baterial final entre Lenzi e o gaúcho Tiago Geitens, de Canoas foi das mais equilibradas com alto nível técnico. Lenzi, que no mês passado perdeu na semifinal do 13 Jet Waves World Championship para o piloto do Rio Grande do Sul, devolveu a derrota neste domingo e levou o título.

Lenzi explicou que o mar estava melhor que nos dois dias anteriores e foi possível desenvolver tudo aquilo que tinha planejado. Considerou excelente a ideia do Over Limits e participará de outras edições que possam vir a ser realizadas.

Antes da final, Lenzi ganhou do baiano Bruno Jacob. Na decisão do terceiro lugar, o piloto de Salvador ganhou do catarinense Everardo Souza.

Na categoria Jet Waves AMA, o título ficou com o gaúcho Marçal Muller que derrotou na final o catarinense Everardo Souza, de Florianópolis. O terceiro colocado foi Dioceles Vieira, seguido pelo gaúcho André Martins.

Boa parte das 31 baterias do Sling Shot foram equilibradas e apresentaram alto nível técnico. Marcelo Trekinho era um dos favoritos para conquista do título. Teve boa performance nas cinco baterias que disputou, eliminando Nathan Brandi, Wilson Nora, Marcos Sifu. 

Na semifinal derrotou o pernambucano Paulo Moura. Na decisão enfrentou o catarinense Gustavo Schilicmann e depois de uma boa disputa levou a melhor. Elogiou a competição, as condições de mar e a satisfação em conquistar o primeiro título do Over Limits.

Na modalidade do Swoop as condições climáticas estiveram desfavoráveis na sexta-feira, com céu nublado à tarde, impedindo a realização dos saltos. Entretanto no sábado, o tempo colaborou e alguns dos melhores paraquedistas do país puderam mostrar toda técnica e habilidade, realizando saltos de um helicóptero a cerca de cinco mil metros e tinham de pousar um local determinado.

Kalay que soma cinco títulos brasileiros de Swoop no currículo, foi o destaque com excelente performance. Além disso, realizou algumas apresentações extras, com vento de cauda, em que o paraquedista atinge uma velocidade ainda maior, passando sobre a água e pousando na areia. Terminou com o título da competição, seguido por Paulo Perini e José Palhares, ambos de São Paulo.

Ele também elogiou o Over Limits, a estrutura montada na bela praia da Ferrugem, em Garobapa. 

 

JET WAVES BRASIL

Na modalidade do Jet Waves, competição também foi válida pela segunda etapa do Jet Waves Brasil 2011. A final está prevista para acontecer em Salvador, no mês de janeiro. Na categoria PRO, os três primeiros colocados foram: 1. Alessander Lenzi, Tiago Geitens e Bruno Jacob. Na AMA – 1. Marçal Muller, 2. Everardo Souza e 3. Dioceles Vieira. 

A classificação do Jet Waves Brasil 2011 após as etapas realizadas no Balneário Piçarras e Garopaba está assim: Categoria PRO – 1. Tiago Geitens, 43 pontos 2. Alessander Lenzi, 43  e 3. Bruno Jacob, 32. Na categoria AMA – 1. Everardo Souza, 43, 2. André Martins, 35 e 3. Dioceles Vieira, 32 pontos.

O Over Limits contou com a realização e o apoio da agência de marketing promocional Triefe, Prefeitura Municipal de Garopaba e Bayard, com coordenação esportiva da FER – Federação de Esportes Radicais e ProNáutica. Confira a programação do evento aqui .

Sobre o Over Limits

Over Limits é um evento esportivo que reúne os melhores atletas do País e jurados especializados em três modalidades radicais: Jet Waves, Sling Shot e pára-quedismo Swoop. Nesta primeira edição, as competições aconteceram entre os dias 25 e 27 de novembro, em Garopaba, litoral sul de Santa Catarina.

Por Antonio Alonso às 20h01

Camper revela vídeo de tripulante mergulhando perto de orca

A primeira etapa da Volta ao Mundo está praticamente selada. Até o dia 10, quando acontece a regata costeira na Cidade do Cabo, toda a emoção deve estar com os veleiros quebrados, que continuam na corrida... para chegar a tempo de terminarem os consertos e largarem no dia 11, para Abu Dabi. Dois barcos estão em navios, o Sanya e o Abu Dahbi. O Puma está agora parado no vilarejo mais remoto do mundo, a ilha de Tristão da Cunha (hoje eles tinham um jogo de golfe programado) esperando um navio que deve levá-los para a Cidade do Cabo, onde eles terão de trocar o mastro quebrado pelo reserva.

Enquanto as emoções vão esfriando, o Camper apareceu com esse vídeo no qual o proeiro Daryl Wislang mergulha para tirar um pedaço de lixo (aparentemente uma fita) da quilha do Camper 40 minutos depois de uma baleia assassina ter sido vista ao lado do veleiro. Parece simples, com o barco em movimento e tudo... 

Ah, essa fita não era pra estar lá, certo? Nem aquelas bitucas de cigarro na areia da praia. Começa com a gente.

Por Antonio Alonso às 19h37

Segundo a completar primeira perna da Volta ao Mundo lamenta erro estratégico

O Camper chega escoltado à Cidade do Cabo. Foto de Ian Ronman

O veleiro vermelho Camper, que corre a Volta ao Mundo com uma tripulação reforçada pela famosa equipe de America's Cup Emirates Team New Zealand completou nesta madrugada a primeira perna da regata. Os neozelandeses fizeram os 12 mil quilômetros entre Alicante, na Espanha, e a Cidade do Cabo, na África do Sul, em 21 dias, 21 horas, 48 minutos e 4 segundos, chegando 16 horas e meia atrás do vencedor, o Telefónica.

Em uma perna na qual largaram seis veleiros e só três chegaram, o segundo lugar representa 25 importantíssimos pontos num momento em que metade da flotilha não vai somar ponto algum. "É um bom resultado, estamos felizes com ele, mas todos nós estávamos esperando fazer melhor. Tivemos 20 dias para nos recuperar de um erro cometido no começo da perna, e não conseguimos", confessou o capitão Chris Nicholson.

Na verdade, eles pagaram o preço da indecisão sobre qual caminho seguir. Logo depois de deixar para trás os ventos muito fortes e o mar péssimo do Mediterrâneo nos primeiros dois dias, o Camper inicialmente decidiu seguir o Groupama e pegar a rota direto para o sul, costeando o continente africano. Depois de um dia nessa rota, eles desistiram e resolveram voltar mais para oeste, onde estavam Puma e Telefónica. Essa indecisão custou um atraso que o Camper nunca mais conseguiu recuperar.

A estratégia do Groupama revelou-se suicida. Se nos primeiros dias o vento estava melhor pela costa africana, logo ele sumiu, como previsto. Com isso, o Groupama perdeu velocidade e ainda por cima ficou preso do outro lado do oceano enquanto ele teria que passar pelo portão obrigatório em Fernando de Noronha.

O Groupama ainda estava na água na manhã deste domingo, a mais de 500 milhas da chegada.

Por Antonio Alonso às 11h09

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

Histórico

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