Blog do José Cruz

Busca

Categorias

26/11/2011

Após 21 dias no mar, Telefónica, do brasileiro Joca Signorini, vence primeira etapa da Volta ao Mundo

O Telefónica na chegada, em foto de Ian Roman, da Volvo Ocean Race

 

A previsão era de que eles só chegassem amanhã à tarde, mas vocês sabem como são as previsões... O veleiro espanhol Telefónica cruzou a linha de chegada às 16h14 deste sábado, com o único tripulante brasileiro nesta edição da Volta ao Mundo, o carioca João Signorini.

O vencedor cumpriu as 6.500 milhas náuticas entre Alicante, na Espanha, e a Cidade do Cabo, na África do Sul, num tempo total de 21 dias, cinco horas e 14 minutos no mar. No entanto, a primeira grande vitória do barco espanhol foi não quebrar. Dos seis barcos que partiram, apenas três devem terminar a primeira perna velejando. O Camper já está a menos de 200 milhas da chegada e o Groupama deve completar o pódio.

O Telefónica e seus 11 tripulantes chegaram à Table Bay com um mar muito mexido e a vela grande rizada para suportar os mais de 40 nós de vento.

Enquanto os marinheiros estavam ansiosos por um longo banho quente e comida fresca, a sua chegada imediata foi marcada com um banho de champanhe espumante.

A vitória catapultas os espanhóis da última para a primeira posição na tabela, com 31 pontos somados após uma perna e uma regata costeira. No dia 10 de dezembro, os barcos que conseguirem ficar prontos estarão de volta na água, para a regata costeira. No dia seguinte, eles partem para Abu Dabi.

Nem mesmo os espanhóis terão muito descanso. O Camper, que deve chegar nesta madrugada, vai somar 25 pontos pelo segundo lugar e vai ficar apenas dois pontos atrás do Telefónica. O Groupama também só precisa chegar para garantir os 20 pontos e no geral vai ter sete pontos a menos que o Camper, mas uma boa vantagem sobre o quarto colocado, o Abu Dahbi, que venceu a regata costeira, mas abandonou esta primeira perna.

 

O brasileiro Horácio Carabelli (em inglês) comenta a vitória do Telefónica

Por Antonio Alonso às 17h40

25/11/2011

Acidente acaba levando tripulação do Puma a experiência única na cidade mais remota da Terra

A vida não está fácil para os acidentados da Volta ao Mundo. Primeiro foi o Abu Dahbi, que quebrou o mastro nas primeiras horas da regata, voltou pra largada, trocou de mastro e largou de novo... só pra perceber que o mastro novo e não testado não era tão confiável assim. Depois, o Team Sanya, que teve que construir um terço novo do barco para colar no lugar da seção que ficou destruída em um choque na primeira noite. E o Team Sanya ainda recebeu a notícia de que o cargueiro que está trazendo o veleiro para a Cidade do Cabo vai atrasar mais um dia.

E tem o Puma... Quebrar o mastro enquanto você incomodava o líder, após 17 dias de regata e no meio do nada. Na verdade, até do nada eles estavam longe. "Nada", no caso, responde pelo nome de Tristão da Cunha, uma ilha vulcânica situada mais ou menos no meio do caminho entre o Brasil e a África do Sul. É quase como se você morasse em Porto Alegre (só que uma Porto Alegre com menos habitantes do que o número de alunos na escola da sua filha) e a cidade mais próxima fosse João Pessoa. No meio do caminho... só mar.

Eles devem chegar no sábado, três semanas depois de deixar Alicante e cinco dias depois de quebrarem o mastro em três lugares, destruindo as suas esperanças de pontuar nesta 1 ª etapa e colocá-los em sério risco de não conseguir estarem prontos para a segunda in-port race em 10 de dezembro e para a largada da 2ª perna, no dia seguinte.

"Nós estamos realmente começando a ansiar por nossa visita ilha," Read escreveu, a caminho do nada. "Temos recebido e-mails fantásticos todos os dias com curiosidades sobre Tristão da Cunha. Esta história começou com minha filha Tory há vários dias e a aura dessa ilha de Tristão da Cunha desde então só cresceu em nossas mentes."

A palavra "remoto" não faz justiça a Tristão da Cunha. A ilha vulcânica é quase redonda, com sete quilômetros de largura e a Cidade do Capo, povoamento mais próximo, está a mais de 1750 milhas de distância. A população do único assentamento, Edimburgo dos Sete Mares, é de 262 pessoas, e só há dois empregadores na ilha - o Governo e a fábrica de peixe.

Mas isso vai mudar, a população local vai aumentar em 5% quando a tripulação de 11 homens desembarcar em terra para esperar por um navio que finalmente deixou Durban rumo à Cidade do Cabo na sexta-feira e dali segue para Tristão da Cunha da Cunha para buscá-las e levá-los de volta para a África do Sul.

O administrador da ilha, Sean Burns, disse uma recepção calorosa estava reservado para a equipe. "Estamos todos ansiosos para vê-los", disse Burns. "Temos acompanhado as histórias da Volvo Ocean Race, e estamos ansiosos para recebê-los em terra. "Não importa quantos dias eles estejam no mar sem um banho adequado, aqui eles serão bem cuidados."

Mais de 80 por cento da receita da ilha vem das lagostas que são encontrados nas águas próximas.

Com poucos visitantes, a ilha tem pouca necessidade de hotéis e a tripulação PUMA será recebido nas casas da comunidade local enquanto eles esperam a sua carona.

"Tenho certeza que os marinheiros serão ansioso para descansar alguns dias e por um pouco de comida decente," Burns acrescentou. "Nós temos a abundância de carne de cordeiro, e uma abundância de peixe - eles vão receber tudo isso."

Sem porto, Tristão da Cunha tem apenas um quebra-mar. Isso certamente será um desafio logístico até mesmo para a tripulação chegar em terra.

"Vamos procurar levá-los para terra o mais rapidamente possível, mas depende do clima", disse Burns. "Temos aqui um quebra-mar ao invés de um porto, e ele pode ser bastante desafiador, às vezes. Dedos cruzados o tempo é bom para nós."

Depois que o navio de Durban chegar a Tristão da Cunha, o Mar Mostro será içado a bordo (na água) e enviado para a Cidade do Cabo, onde o trabalho de substituição do mastro vai começar.

Mas até então, os marinheiros PUMA poderão desfrutar a vida no posto mais distante do império britânico.

"A vida na Ilha é ótima – é um lugar único", afirma Sr. Burns. "Os ilhéus vivem fora da terra e fora do mar. Nós amamos isso". Tudo bem, mas podia ser Ilhabela, Floripa, ou Fernando de Noronha, não?

Por Antonio Alonso às 19h03

Equipe de Fernanda Decnop é a campeã feminina do Ibero-americano de Match Race

Homens entram na raia este fim de semana 

Foto: Wesley Santos Pressdigital/VDS

Do Veleiros do Sul - Na final entre as equipes brasileiras do Porto Alegre Match Cup – 3º Ibero-Americano de Match Race, a vitória foi da timoneira Renata Decnop que ganhou por 3 a 0 de Juliana Senfft na série de melhor de cinco. A competição terminou nesta sexta-feira pela manhã com a última regata da divisão feminina e ainda a disputa pela terceira colocação entre a argentina Mariana Silva e a brasileira Carolina Béjar. A equipe de Silva derrotou Béjar por 3 a 0.

A equipe formada por Renata Decnop, Gabriela Nicolino e Larissa Juck mostrou muita consistência em toda a competição. Elas só perderam um match em todo o campeonato, na fase de round robin, justamente para a Juliana Senfft, que correu com Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz. Ao cruzarem a linha de chegada, Renata, Gabriela e Larissa comemoraram abraçadas mais esta conquista.

“O Ibero-americano foi um ótimo campeonato, A Juju é uma adversária difícil e apesar dos 3 a 0, considerei apertado o resultado porque todos os matches foram decididos nos detalhes”, comentou Decnop.

Porto Alegre foi uma repetição do que aconteceu a 15 dias em Florianópolis, quando a equipe de Decnop fez a final contra a tripulação de Juliana Senfft e venceu o Brasil Match Cup, não só na divisão das mulheres como também entre os homens.

As duas equipes seguiram nesta sexta-feira para a Austrália, onde participarão do Campeonato Mundial na cidade de Perth. Elas integram a Equipe olímpica da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), e irão em busca de uma vaga para a Olimpíada de Londres em 2012. São 12 vagas para a Olimpíada e uma já é da Inglaterra por ser o país sede. Se uma das equipes se classificarem entre as oito primeiras na Austrália, a vaga do Brasil no match race estará garantida. As últimas três serão decididas na Semana de Miami, EUA, em fevereiro. O Mundial em Perth começa no dia 3 de dezembro e estarão presentes 32 países no match race.

“Estamos próximas de alcançar o potencial que desejamos. Temos treinamos intensamente, e nossa equipe está com bom entrosamento. O técnico Geison Mendes nos acompanha desde o início, em janeiro, e participamos do programa desenvolvido pelo Movimento de Solidariedade Olímpica”, diz Decnop. 

No Ibero-americano de Match Race participaram oito equipes, do Brasil, Argentina, México e Peru. O Campeonato continua no Veleiros do Sul nesta sexta-feira com a disputa na divisão Open, com sete equipes masculinas e uma de mulheres. O México será a única tripulação feminina a correr nesta divisão. A final será no domingo.

Classificação Feminina  Final

1º - Renata DECNOP, Gabriela Nicolino e Larissa Juck (BRA)

2º - Juliana SENFFT, Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz (BRA)

3º - Martina Maria SILVA, Ana Lucia Silva e Trinidad Silva (ARG)

4º - Carolina BÉJAR, Tatiana Novaes e Amanda Rodrigues (BRA)

5º - Tânia ZIMMERMANN, Nathalie Zimmermann e Josefina Röder (PER)

6º - Mariana CROUSSE, Natalia Espósito e Maria Bozzo (ARG)

7º - Gabriela Elda  SANTANNA, Natália Schulten e Paula Ramos (ARG)

8º - Eliane FIERRO, Cora Gonzáles Fierro e Ana Sofia Casas (MEX) 

Equipes da  Open

1 - Diego BAIALARDO, Nicolás e José Tabares (ARG)

2 - Santiago RIGONI, Mariano Costa e Gonzalo Mendieta (ARG)

3 - Samuel ALBRECHT, Frederico Sidou e Rodrigo Duarte (BRA)

4 - Sebastián CRISTINA, Carlos Mues e Santiago Castillo (ARG)

5 - Philipp Andreas GROCHTMANN, Vilnei Goldmeier e Lorenzo Medeiros (BRA)

6 - Geison Mendes DZIOUBANOV, Mathias Melecchi e Felipe Ilha (BRA)

7 - Adrion SANTOS, Lucas Ostergren e Gustavo Zipperer (BRA)

8 - Eliane FIERRO, Cora Gonzáles Fierro e Ana Sofia Casas (MEX)

Por Antonio Alonso às 18h29

Pirelli e estaleiro nacional vão construir no Brasil os infláveis mais modernos que você já viu por aqui

E aí? Dá pra chamar de bote? Com 11 metros, chega perto dos 100km/h

 

Faz tempo que eu não conto uma novidade do mercado náutico. Em parte, porque esse mercado no fundo não tem tanta novidade assim. Mas ontem eu visitei a loja Tools & Toys no Shopping Cidade Jardim e pude ver dois dos novos infláveis que serão fabricados aqui. 

Eu não sabia, mas a Pirelli lançou seu primeiro inflável em 1995 na Itália. Por lá, essas "lanchas pneumáticas", que muita gente por aqui chama displicentemente de bote, são bastante diferentes do que estamos acostumados. Aqui, ainda associamos muito os infláveis a barcos de trabalho, por isso o design de todos é meio quadradão e parecido até. Na Itália, não. São mais como lanchas emborrachadas mesmo.

A maior lancha emborrachada (esse nome é invenção minha, não saiam falando isso por aí) em exposição na Tools é Toys é a PZero 1100, de 11 metros. Tem capacidade para até 14 passageiros, um enorme solário vermelho (dizem que não esquenta, preciso testar), um banheiro espaçoso, com chuveiro para tomar banhio em pé, e uma cabine que não é grande, mas pode quebrar o galho numa siesta de emergência, por exemplo. Aliás, esse não é o barco pra ser visto de dentro. O exterior é o que ele tem de melhor mesmo, as linhas esportivas, as cores vibrantes e, claro, o desempenho. O fabricante diz que esse barco chega aos 50 nós (93 km/h). Eu podeira duvidar, mas eu coloco aqui um vídeo de um teste feito na Itália em condições completamente desgraçadas de mar e o mesmo barco chegou a 48 nós.

Apesar de todo esse visual moderno, o PZero 1100 é uma remodelação do PZero 1400, modelo mais antigo e grande vedete da marca. No Brasil, serão fabricados, além do PZero 1100, o PZero 660, PZero P880 Sport e o P1400. Os números ao lado das letras indicam o tamanho do barco, em centímetros.

Esses barcos serão feitos no Brasil, na fábrica de Vargem Grande Paulista, onde Marcio Christiansen, dono da Ferretti Group Brasil e da Tools & Toys já fabrica as Ferretti.

Bote ou lancha? Tem gente que acha todos muito feios, mas os infláveis têm vantagens sobre as lanchas em várias situações. Primeiro, porque eles são lanchas que, além de ter tudo o que uma lancha tem (incluindo o casco em fibra de vidro), possuem as "bananas" ou tubulões cheios de ar, que os tornam insubmergíveis, mais seguros, mais práticos e com uma capacidade de carga muito maior do que uma lancha do mesmo tamanho. Mas eles também são mais caros (outra coisa que muita gente não sabe).

 

Se vc não tem medo de enjoar, e quer saber mais sobre o desempenho desse barco no mar, dê uma olhadinha nesse teste bem punk na Itália

Por Antonio Alonso às 17h08

Líder da primeira etapa da Volta ao Mundo deve chegar à África no domingo

O Camper, do velejador/fotoógrafo Hamish Hooper, também deve chegar no domingo

Com apenas três barcos e uma enorme distância entre cada um deles, só mesmo uma nova quebra pode mudar o cenário atual da primeira etapa da Regata Volta ao Mundo. Os espanhóis do Telefónica, com o brasileiro Joca Signori a bordo, serão os primeiros a chegar, neste domingo. Eles têm 250 quilômetros de vantagem sobre o segundo colocado, o Camper. Como se não bastasse, a previsão é de que o Telefónica pegue ventos confiáveis, de mais de 25 nós, até a chegada. A bordo do Camper, a preocupação agora é mais chegar em terra e tomar um banho de água doce e poder comer um bife africano do que tentar alcançar o Telefónica. Em último, mas com um lugar garantido no pódio, vem o Groupama, que chamou a atenção no início desta perna liderar durante dias, após escolher uma rota totalmente diferente dos outros barcos, seguindo a costa africana após deixar o Mediterrâneo. No final, os franceses caíram na própria armadilha e ficaram presos nos ventos fracos e, para sair, pagaram trocando a liderança pela lanterna.

A previsão é de que o Telefónica chegue no domingo, entre uma e seis da tarde, no horário brasileiro de verão. O Camper chega na madrugada ou no fim da noite e o Groupama, no dia seguinte. O próximo compromisso da flotilha é no dia 10 de dezembro, a regata costeira na Cidade do Cabo.

O Puma, outro barco que ainda está na água (mas sem mastro e fora da competição) deve chegar neste sábado à remota ilha de Tristão da Cunha, onde esperará por um navio que partiu da Cidade do Cabo para encontrá-los lá. Se você pensa que Tristão da Cunha é o abrigo que eles precisavam para fazer os reparos, errou. A ilha não tem porto nem para o navio, nem para o veleiro. O navio tem um guindaste e toda a operação de resgate do barco será feita na água. Deve ter mais vídeos emocionantes vindo por aí.

 

Por Antonio Alonso às 10h16

Lars Grael convoca velejadores para a Regata Preben Schmidt

Lars Grael, entusiasta dos catamarãs e também dos veleiros clássicos, convida os velejadores a participarem da Preben Schmidt, em homenagem ao engenheiro e (isso pouca gente sabe) filósofo dinamarquês Preben Schmidt, que veio ao Brasil construir pontes, estradas e obras, mas acabou nos presenteando com uma tradição sem preço na vela. Preben é avô de Torben e Lars Grael e pai de Axel e Erik Schmidt. "O" patriarca da vela no Brasil. Seu neto Axel escreveu uma biografia interessante em seu blog: http://axelgrael.blogspot.com/2010/11/preben-schmidt-um-resumo-biografico.html

 

Seu outro neto, Lars, agora convida para a regata de veleiros clássicos (e outros) em homenagem ao avô:

 

Amigos,

 

Dia 17 de dezembro, o Rio Yacht Club irá promover mais uma edição da Regata Preben Schmidt – RPS.

 

Trata-se da primeira regata nacional que promove continuamente os veleiros de época, clássicos e antigos, além de todos os demais veleiros de oceano.

 

Homenageia o patriarca da família Schmidt e Grael, o engenheiro dinamarquês Preben Schmidt que foi comodoro do “Sailing” e velejou no Brasil por 50 anos no seu barco “Aileen” que em 2012 celebrará seu centenário.

 

O evento conta com o apoio da FEVERJ; Associação Brasileira de Veleiros Clássicos – ABVClass e do Projeto Grael (Instituto Rumo Náutico).

 

A RPS é ainda a grande confraternização de final de ano da Vela Fluminense e Carioca.

 

Venha e participe! Se puder escolher, opte por um barco antigo (veja o critério no A.R.).

 

Contamos com sua presença.

 

 

Lars Schmidt Grael

 

Presidente do Conselho Deliberativo do Rio Yacht Club e comandante do “Marga” – Veleiro de Época de 1933

 

 

Por Antonio Alonso às 01h21

Regata Volta à Ilhabela deve demorar no máximo 10 horas este ano

Veleiro YDYPY em Ilhabela

 

 

Da ZDL de Comunicação - A Volta a Ilhabela - Sir Peter Blake, que abre as finais da Copa Suzuki Jimny, terá 30 milhas neste sábado (26) e contará com mais de 50 veleiros. A distância, no entanto, deve ser percorrida pelos mais rápidos em no máximo 10 horas. A meteorologia para o litoral norte paulista indica o que a maioria dos barcos irá enfrentar: ventos médios (variando de 8 a 10 nós) na direção leste e sudeste. A temperatura ficará entre 16 e 26 graus.

"As condições de vento são parecidas com as de 2010. Acho que barcos mais lentos, como os da nossa categoria, devem demorar um pouco mais a chegar. A previsão é de 12 horas", explicou Marco Antônio Aleixo, comandante do YDYPY.

Em 2010, o fita-azul, ou seja, o primeiro a chegar ao Yacht Club de Ilhabela sem contar o rating foi o Orson Mapfre, de Carlos Eduardo Souza e Silva. "Na regata, o velejador é obrigado a pegar todo tipo de vento. O interessante é que já fizemos em seis horas e outra vez em 10. A previsão é de vento médio para fraco. E a vantagem do Sudeste é que não tem aquela parada, que todo mundo te alcança", salientou Carlos Eduardo Souza e Silva.

A tradicional regata Volta a Ilhabela - Sir Peter Blake será disputada pela 11ª vez nas classes ORC, BRA-RGS A, B e Cruiser, Skipper 21, Delta 32 e C30. Os veleiros inscritos nas classes HPE25 e BRA-RGS C terão outra raia para fazer a regata de sábado.

"Participar da Volta a Ilha é um prazer enorme. No ano passado, na Bico de Proa A, chegamos em segundo e esperamos fazer uma boa prova. A regata é muito bonita e os velejadores do litoral norte esperam pela data", contou Marco Antônio Aleixo, comandante do YDYPY, agora na categoria BRA-RGS Cruiser. 

O representante do YDYPY espera se aproximar dos líderes da classe com uma possível vitória na regata. O barco está em segundo no campeonato, atrás do Helios II.

"O time do Helios II está velejando muito bem e será muito complicado tirar o título deles. Mas temos chances e sempre insisto na frase: Regata é igual ao programa do Chacrinha, só acaba quando termina", revelou Marco Antônio Aleixo, em reverencia ao famoso Hora da Buzina, do apresentador Abelardo Barbosa, o Chacrinha.

 

Por Antonio Alonso às 01h11

24/11/2011

Força aérea brasileira encontra velejador holandês que se perdeu na Bacia de Campos

O veleiro foi encontrado com a vela mestra abaixada, mas ainda com duas velas em cima e navegando. Foto: FAB/Divulgação

 

O velejador holandês Albert Deschipper, de 72 anos, foi encontrado por um avião da FAB, a Força Aérea Brasileira, a 315 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro. Deschipper partiu da Holanda a bordo de um veleiro de 13 metros em uma viagem que deveria durar pouco mais de um mês pelo Atlântico até a ilha de La Paloma, no Uruguai, onde sua mulher esperava por ele. Depois de uma escala para abastecimento em Cabo Verde, no dia 19 de outubro, o velejador conseguiu chegar em águas brasileiras, mas se perdeu na área da Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.

Ainda não ficou esclarecido se houve falha nos equipamentos ou se foi imperícia do comanddante, o que é pouco provável, já que na navegação descendo a costa brasileira em alto-mar não tem grandes segredos para navegantes experientes. Mesmo assim, o holandês ficou à deriva no mar durante dois dias.

A FAB divulgou um comunicado no qual esclarece que o avião usado na localização, um P-3AM Órion, tinha menos de dois meses de operação e passou com sucesso por seu batismo de fogo. O veleiro foi encontrado na terça-feira, dia 22, mas a FAB só divulgou as informações ontem, quarta-feira.

“A missão foi desenvolvida em duas etapas. Uma na parte da manhã, indo até as 13 horas, e outra na parte da tarde, perfazendo um total de 10h40 de voo”, explicou o piloto da aeronave e Chefe de Operações do Esquadrão Orungan, Tenente Coronel Paulo Rogério Sobrinho, comandante da aeronave. 

Ainda segundo a FAB, a localização do veleiro foi possível graças aos equipamentos de ponta de que dispõe a aeronave. Para encontrar o veleiro, de nome Rolleman, a tripulação utilizou os modernos sensores eletrônicos do P3-AM, como o radar e o flir, além da busca visual. 

“Pelas dimensões, a embarcação era difícil de ser visualizada, já que possuía apenas 13 metros de comprimento. Mas a tripulação tinha experiência em busca e salvamento e utilizou os recursos do P-3AM. Além da busca visual, empregou a busca radar”, explica o Tenente Coronel Sobrinho.  “Participar de uma missão dessa natureza e salvar uma vida é uma grande satisfação. O sucesso foi mérito de todos os participantes da equipe”, complementa o oficial. 

A aeronave responsável pela localização, modelo P-3 AM Órion estava em operação há menos de dois meses

 

Por Antonio Alonso às 20h38

Barco chinês vai ter metade velha, metade nova na Volta ao Mundo

Agora eu não vou poder mais chamar o barco chinês do Team Sanya de velho ou usado. Depois do rombo na primeira noite, quando o casco rachou na proa, eles estão construindo uma seção inteira, que vai ser "colada" no resto do barco, assim que ele chegar à Cidade do Cabo. Até agora, os chineses (bom, na verdade só tem um chinês a bordo) corriam com um barco usado, o Telefónica Azul da última edição. Agora, eles vão poder dizer que correm com um semi-novo. Literalmente.

Por Antonio Alonso às 14h36

Já que não temos nenhum barco na Volta ao Mundo, nos divertimos com a Volta à Ilhabela mesmo

Fram, vencedor do ano passado, em foto de Aline Bassi

Regata em homenagem ao velejador Peter Blake chega à 11a edição e conta pontos para a Copa Suzuki Jimny

Em 2001, bandidos brasileiros assassinaram a maior lenda da Vela à época. O neozelandês Peter Blake, recordista da Volta ao Mundo, duas vezes campeão da America's Cup e um herói em seu país e para velejadores de todo o planeta foi morto a tiros durante um asssalto a seu barco no Amapá. O cara era tão extraordinário que entregou o comando do Team New Zealand a seu "garoto" Russell Coutts e foi cuidar de outras coisas mais importantes na vida. 

O que pode ser mais importante do que a America's Cup para um velejador? Peter Blake queria fazer diferença no mundo. Reuniu uma tripulação de 15 homens, construiu um veleiro de alumínio, o Seamaster e embarcou para uma volta ao mundo diferente. O intuito era percorrer os ecossistemas colhendo registros da fauna e da flora para elaboração de uma série de documentários. Depois de passar pelas Ilhas Campbell, Antípodas, Antártica e Terra do Fogo, a expedição chegou ao Brasil, onde ficaria até fevereiro de 2001 e seguiria para Venezuela, Caribe, Groenlândia, Pacífico Sul e retornaria à Nova Zelândia.

Ele nunca chegou à Venezuela. Em dezembro, seu barco foi abordado por assaltantes armados que roubaram equipamentos e dinheiro. No final do assalto, Peter Blake reagiu, atirando, e acabou morto. O assassino foi reconhecido dias depois, nas ruas de Macapá, por andar despreocupadamente com o relógio Omega Seamaster que roubou do velejador. Seis pessoas foram presas e condenadas em 2008 a penas que variam de 26 a 36 anos de prisão.

Tudo isso pra contar que na metade do ano ele passou por Ilhabela, na data em que ia rolar a Regata Volta à Ilha. Naquele ano, em 2001, Sir Peter Blake premiou pessoalmente os vencedores no Yacht Club de Ilhabela e a regata passou a levar seu nome.

Da ZDL de Comunicação - A tradicional regata Volta a Ilhabela - Sir Peter Blake será disputada pela 11ª vez neste sábado (26) no litoral norte paulista às 12h. A prova de 30 milhas incluindo todas as classes do calendário, exceto HPE25 e BRA-RGS C, valerá pontos para a última e decisiva etapa da Copa Suzuki Jimny, que segue também no outro final de semana, 3 e 4 de dezembro.

A organização vai confirmar, dependendo das condições climáticas, se o percurso será no sentido horário ou anti-horário. Segundo a meteorologia, a região terá ventos na direção leste e sudeste, atingindo 8 a 10 nós. Em 2010, Orson/Mapfre, o fita azul (o primeiro a chegar, independentemente de classe, completou em mais de nove horas e meia.

"O charme e a tradição da Volta a Ilhabela atraem os principais velejadores de oceano do País. O percurso passa por belas áreas da ilha. Na parte técnica, as equipes tentarão dar o máximo para somar pontos", disse José Manuel Nolasco, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela.

A regata homenageia Sir Peter Blake, lendário navegador da Nova Zelândia falecido em 2001 e que esteve presente à primeira edição da prova, em 2000, com seu veleiro Polar Seamaster no YCI. A regata terá data definida somente na última semana de novembro, em função das condições climáticas.

Os veleiros inscritos nas classes HPE25 e BRA-RGS C terão outra raia para fazer a regata de sábado, que poderá de barla-sota ou de percurso, dependendo do vento. As classes que participarão da Volta a Ilhabela serão ORC, BRA-RGS A,B e Cruiser, Skipper 21, Delta 32 e C30.

Por Antonio Alonso às 09h08

23/11/2011

Puma recebe combustível em alto-mar e corre contra o tempo para chegar ao nada

O Mare Mostro recebeu hoje uma carga extra de 600 litros de combustível, que devem ser suficientes para levar o barco até a remota ilha de Trsitão da Cunha, literalmente no meio do oceano Atlântico e habitada por menos de 300 pessoas. Enquanto isso, um navio saiu da Cidade do Cabo com a equipe de terra da Puma e instrumentos e ferramentas para reparos. O veleiro Mare Mostro deve chegar a Tristão da Cunha só no sábado pela manhã. O navio, só no domingo ou na segunda. A corrida agora é contra o tempo, não mais contra os adversários.

 

 

A bordo do Mare Mostro: Estávamos desidratados de diesel, chupando os escpamentos. Com cada galão novo, puxado a bordo a partir do convés do super-cargueiro Zim Monaco, vem outro tanto de quilômetros em direção à nossa salvação no meio do Atlântico, a ilha de Tristão da Cunha. Cada galão verde trouxe a esperança de levar este barco e os onze de nós que estamos nele para a linha de partida na Cidade do Cabo.

Mas meu deus, que calvário! Se há uma coisa que pode ser dito até agora sobre nossas viagens recentes, é que nada vem fácil. Transferência de ontem de 600 litros de combustível foi extremamente bem - nós temos tudo o que precisávamos - mas não foi sem alguma soluços e alguns momentos assustadores.

Nós temos o nosso combustível, assinamos alguns documentos, enviados até algumas roupas delicadas e malcheirosas do nosso PUMA Ocean Racing e agora colocamos a proa diretamente para Tristão da Cunha. Vamonos!

Devemos um agradecimento a esses homens misteriosos, sem eles, perderíamos 2 ª etapa, com certeza. Mas isso ainda é uma luta contra o relógio. Estamos esperando para chegar a Tristão da Cunha só no sábado pela manhã. Nosso cargueiro saiu da Cidade do Cabo com a equipe de terra da PUMA, suprimentos e uma contêiner de 20 pés com equipamentos de reparação. Eles devem chegar domingo ou segunda-feira. O mastro reserva reposição está em trânsito. Há um monte de peças desse quebra-cabeça e tempo não muito para colocá-lo juntos, então o tempo vai dizer como nós vamos nos sair.

A notícia mais importante compartilhar é que o clima a bordo é excelente. Estamos todos muito dispostos a sair deste barco e começar a "reconstruir", mas estamos indo muito bem, dadas as circunstâncias. Para todo mundo lá fora - muito obrigado por todo seu apoio. Esta é uma grande equipe, um grande grupo de caras, e todos nós realmente amamos isso.

- Amory

 

Por Antonio Alonso às 18h07

Sobre a Chevron, petróleo e um deserto no meio do mar

Eu demorei pra tocar nesse assunto, mas acho que há aqui pequenas coisas grandes a serem notadas.

1) Desertos azuis - Ao contrário do que muita gente pensa, o "deep blue sea", o oceano aberto é quase um deserto. Peixes não moram ali, onde não há formações rochosas, recifes, alimento... Mas grandes peixes, tubarões e baleias passam por esses locais.

2) Sorte - Há um componente enorme de sorte por essa mancha ter acontecido em um local que favoreceu a dissipação para o oceano, e não para a costa. Essa mesma mancha na costa teraia casuado um estrago gigantescamente mais destruidor

3) Desleixo - Existe uma legislação ambiental boa para regular o trabalho das plataformas. O problema é que são as próprias empresas que contratam as consultorias ambientais. Essas consultorias vão até as plataformas e escrevem relatórios regulares sobre a situação do trabalho no local. Elas também dão aulas de preservação ambiental nas plataformas (todos os trabalhadores precisam passar por essas aulas). Tudo é muito legal no papel, mas eu já ouvi de uma amiga oceanógrafa que muitas dessas consultorias fazem os relatórios sob encomenda, para inglês ver. Elas precisam coletar água para levar como amostra, e avisam: "Pessoal, dêem uma maneirada aí, porque eu vou coletar água daqui a pouco e tá tudo vermelho lá embaixo". Como isso acontece no meio do "deserto" ninguém liga. Se a plataforma é terceirizada, ainda o cuidado às vezes é maior, porque elas levam multas da contratante. Se a plataforma é da própria contratante...

4) Os royalties do Pré-Sal - Todo mundo quer tirar uma lasca. No legislativo, o Senado já aprovou uma nova divisão, que beneficia todos os estados da nação e prejudica os produtores. Agora, a ideia de dividir as riquezas entre todos é muitoi bacana. Mas só os produtores vão dividir os riscos e os prejuízos dos problemas que podem acontecer. Essa disputa política, de cada um querendo arrancar o seu pedaço sem se importar com o que vai sobrar não pode terminar bem.

Por Antonio Alonso às 10h08

22/11/2011

Fotos da Copa Master de Laser, por Fred Hoffmann

Upa, cavalinho! Aquelas aulas de equitação até que valeram a pena...

Fred Hoffmann é fotógrafo apaixonado por vela e também professor de refrigeração no Projeto Grael. É ele quem ensina os segredos do ar-condicionado a bordo para os garotos. Quem tem barco sabe como o ar-condicionado consome bateria e como é uma preocupação grande a bordo. Bom, o Fred está praticamente em todas. Neste fim de semana, pouco antes de eu passar uma das noites de domingo mais aborrecedoras da minha vida, ele estava trabalhando e apareceu com um álbum completo da Copa Master de Laser, disputada no Clube Naval Charitas, de Niteroi. Para ver mais, clique na imagem acima ou aqui.

Por Antonio Alonso às 23h21

Breve série off topic e um puxão de orelha

Primeiro o puxão de orelha: Luiz Doro Neto, fotógrafo que viajou comigo para a largada da Volvo de 2005 e que fez as imagens publicadas aqui neste blog sobre o Wind Brasil em Fortaleza me escreveu dizendo que eu deveria colocar os créditos de foto aqui. Mea culpa. Deveria mesmo e é o que farei.

* Todo entusiasmado, comecei a ler a biogafia do Led Zeppelin, "Quando os gigantes caminhavam sobre a terra". A tradução é horrível, parece que você está ouvindo um gringo montando frases e usando expressões ininteligíveis

* Sou só eu, ou alguém mais percebeu que, em São Paulo, todos os carros são preto ou prata?

* Mulheres, parem de fuçar em nossos bolsos do terceiro milênio: tudo aquilo que está no Facebook, e-mail e MSN não é o que parece. Mesmo que pareça muito.

* Há exatamente um ano eu estava muito bem, obrigado, no show do Sir Paul MacCartney aqui em SP... the world is like a wheel...

* Se o Jimmy Page nunca tivesse a ambição que tinha, o Led Zeppelin talvez nunca tivesse deixado de ser uma semente tosqueira plantada nos Yardbirds:

 

Por Antonio Alonso às 23h02

Regata Peter Blake, de volta à Ilhabela, acontece este fim de semana

Esqueça America's Cup e Volvo, na Volta à Ilha, o Zeppa larga brigando por vitória

A regata é um dos eventos mais tradicionais do calendário oceânico e vale pontos para a Copa Suzuki Jimny

Da ZDL de Comunicação - A equipe de Diego Zaragoza quer repetir o bom desempenho na Volta a Ilhabela - Sir Peter Blake a bordo de um outro barco. Em 2010, na classe Skipper 21, a tripulação levou o Saruê ao título. Agora, no comando do Zeppa, o desafio será ainda maior na ORC.

Além da tradicional regata, o Yacht Club de Ilhabela (YCI) sediará a decisão da Copa Suzuki Jimny nos dias 26 e 27 de novembro e 3 e 4 de dezembro, nas categorias ORC, HPE25, BRA-RGS/SP A, B, C e Cruiser, Delta 32 e Skipper 21, além da nova C30. 

"Chama a atenção de qualquer velejador de oceano correr uma prova tão tradicional como a Volta a Ilhabela e também participar de um circuito equilibrado como a Copa Suzuki. Pretendemos chegar em primeiro mais uma vez, mas desta vez será mais difícil, já que o barco é mais difícil de conduzir", disse Diego Zaragoza. O líder geral do evento na classe após três etapas é o Orson/Mapfre.

No meio do ano, antes da Rolex Ilhabela Sailing Week, o líder do Saruê resolveu migrar para um veleiro mais rápido e com design moderno. O Zeppa é um Mastracchio 24.7, barco que ainda não foi completamente desvendado pela equipe.

"Ainda precisamos acertar os macetes da embarcação. O projeto é mais moderno e a área vélica maior deixa o veleiro mais arisco, principalmente com vento forte", explicou Diego Zaragoza, que levará cinco tripulantes no Zeppa. 

O antigo Saruê, de 21 pés, é um barco mais marinheiro e de fácil de navegação. A segurança possibilitou ao antigo dono correr uma regata Santos-Ilhabela em solitário.

Volta a Ilhabela - O destaque da quarta etapa será a tradicional regata Volta a Ilhabela - Sir Peter Blake, em homenagem ao lendário navegador da Nova Zelândia falecido em 2001.

Uma das mais queridas competições do calendário, a prova abrilhantará ainda mais as finais da Copa Suzuki no Yacht Club de Ilhabela. A 11ª edição da regata terá 30 milhas incluindo todas as classes do calendário, exceto HPE25. 

Resultados de 2010 da Regata Volta a Ilhabela - Sir Peter Blake

- ORC Club - Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva)

- RGS-A - Fram (Felipe Marinho Aidar) 

- RGS-B - Conquista 3 (Renato Vita)

- RGS-C - Rainha Marinas Nacionais (Leonardo Jacobi Pacheco) 

- HPE25 - Take Ashauer (Marcos Ashauer) 

- Skipper 21 - Saruê (Diego Zaragoza)

- Delta 32 - Palmares (José Romariz Filho) 

- Bico de Proa A - Mussulo (José Guilherme Caldas) 

Aviso de Regata da quarta etapa está publicado - O aviso de regata da Copa Suzuki Jimny está disponível no site www.yci.com.br. As inscrições custam R$ 80,00 / tripulante (exceto Tripulante-Mirim, que é isento da taxa de inscrição) e devem ser feitas até a véspera da regata inicial. Estão convidadas as classes ORC, C30, HPE25, BRA-RGS/SP A, B, C e Cruiser, Delta 32 e Skipper 21.

Por Antonio Alonso às 16h35

Vídeo mostra que tripulante do Puma pulou na água sem equipamentos de segurança para salvar velas

Finalmente apareceu o primeiro vídeo feito a bordo do Puma sem o mastro. Por enquanto, esta será ainda a grande notícia da semana, porque uma quebra de mastro é um desastre para a performance do time, mas também coloca em alerta a segurança dos tripulantes a bordo. O vídeo mostra uma tripulação abalada, mas não deprimida ou entregue. O trabalho para recuperar as velas e montar o mastro de fortuna (essa coisa feia com a vela branca e laranja) foi hercúleo e aconteceu num momento em que todos sabiam que o Puma não tinha mais chances nesta perna. 

No vídeo, o comandante Ken Read conta (em inglês) o que aconteceu a bordo. É possível também ver o australiano Casey Smith pulando na água sem qualquer equipamento de proteção. O que pode parecer uma manobra sem risco em Ilhabela ou Angra, é uma bela quebra de segurança no meio do oceano. "O Casey sabia muito bem que eu jamais deixaria ele pular na água para recuperar as velas. Por isso ele foi lá e pulou sem me perguntar nada", revelou Ken. O risco foi recompensado, porque o Puma recuperou todas as velas, assim como os pedaços do mastro. O veleiro americano agora ruma para a remoata ilha de Tristão da Cunha, na esperança de conseguir uma carona até a Cidade do Cabo a tempo de trocar o mastro por um novo, fazer todos os testes e largar bem no dia 10 de dezembro, para a regata costeira.

Com a quebra do Puma, sobram apenas três barcos na água. A distância entre eles é tão grande, que já é bem seguro dizer que o Telefónica será o primeiro, seguido pelo Camper e com o Groupama em terceiro. No entanto, acidentes acontecem. Especialmente nesta regata.

Por Antonio Alonso às 09h16

21/11/2011

Após quebra de mastro, Puma desiste de etapa da Volta ao Mundo e se dirige para ilha mais remota do planeta

Com essa mastreação estranha, eles devem demorar dois dias e meio para chegar ao nad... ops, em Tristão da Cunha

Acabou a primeira perna para o Puma. Após a quebra do mastro, que aconteceu às 13h (horário de Brasília) desta segunda, a equipe norte-americana montou um mastro de fortuna enquanto avaliava as opções. A mais óbvia parecia mesmo ser desistir da regata, já que eles estavam a 4000 quilômetros da Cidade do Cabo. Depois de 17 dias de regata, faltavam ainda cerca de cinco dias para o Puma chegar. O prejuízo para a equipe americana é enorme, mas o skipper Ken Read avisou que a situação, que já é péssima, só poderia mesmo piorar caso eles não cheguem a tempo da largada e da regata costeira na Cidade do Cabo. A regata costeira acontece no dia 10 de dezembro.

Agora só restam 3 barcos nesta perna. O líder Telefónica, o Camper e o Groupama. A posição do Puma era tão boa que o Camper só deve assumir o segundo lugar nesta madrugada. Mesmo quebrado e indo para outro lugar, o Puma ainda era oficialmente o vice-líder até as últimas horas da segunda-feira.

A equipe recuperou todas as três partes do mastro quebrado e as velas que foram para a água. Eles estão caminhando para a pequena ilha de Tristão da Cunha, que fica a "apenas" 700 milhas náuticas de distância. Isso equivale a 1300 quilômetros e, na velocidade em que o barco está agora, usando mastreação de fortuna e um pouco de motor, eles devem demorar dois dias e meio para chegar até lá. Em itálico, o capitão Ken Read:

"Acabamos de nos retirar da perna", disse o capitão Ken Read. "Temos [o mastro] de fortuna montado. Temos cerca de 15 pés mastro que sobraram. Nós temos nossa vela de carangueja e a vela de tempestade desajeitadamente montadas. Estamos ajudando também com rotações muito baixas do motor apenas, para fazer progresso.

Como você pode imaginar, não há muitos sorrisos agora, mas uma maneira de fazer tudo isso ainda pior seria a avisar que não havia chance de correr a próxima etapa.

Trata-se de ganhar pontos nesta corrida. Nós pensamos que, sacrificando pontos nesta primeira etapa, que nos dá a chance para realmente ganhar pontos para a segunda perna e a regata costeira. Então, esse é nosso objetivo."

Eles ainda não divulgaram qual será o plano em Tristão da Cunha. Provavelmente eles devem encontrar lá com algum navio para transportar ou rebocar o barco e os tripulantes com maior agilidade até a Cidade do Cabo. Tristão da Cunha tem apenas 267 habitantes e é o ponto habitado mais remoto do planeta (a cidade mais perto dali é justamente a Cidade do Cabo) e não aeroporto. É impossível trocar o mastro ali (porque o mastro teria de chegar por avião). Também não há porto comercial, por isso não é tão simples conseguir um transporte de volta. Eu aviso quando souber mais detalhes do plano dos americanos.

Por Antonio Alonso às 23h14

"Aqui estão as 11 pessoas mais tristes do planeta", diz capitão após quebra de mastro na Volta ao Mundo

 

Segundo dados da organização, eles estão fazendo 11 nós com essa mastreação de fortuna... será???

Mais cedo eu noticiei que a casa desmoronou para o Puma na Regata Volta ao Mundo. Junto com o mastro quebrado, vieram abaixo todas as esperanças de uma boa colocação nesta primeira perna, e o desespero é tão grande que eles estão cogitando ir para a ilha de Tristão da Cunha, o lugar habitado mais remoto do mundo (veja dois posts abaixo). Leia a seguir o que o skipper Ken Read, relatou, de dentro do barco:

"Nós estávamos navegando com amuras a bombordo, de través, com 22-23 nós de vento rumo leste-nordeste, com ondas de oito a 10 pés quando o mastro quebrou. Não houve sinais de alerta.

Não houve pânico a bordo, e todos os tripulantes estão a salvo e bem.

Graças à incrível capacidade de marinharia desse time, os três pedaços do mastro e todas as velas foram recuperados. Nós não suspendemos nossa participação ainda e neste momento estamos pesando as opções.

Neste momento não estamos usando nosso motor, estamos tomando algum tempo para limpar a cabeça e avaliar os próximos passos. Nossos planos podem incluir ir para a ilha de Tristão da Cunha - cerca de 700 milhas náuticas daqui, quase no caminho para a Cidade do Cabo.

Aqui estão as 11 pessoas mais tristes e desapontadas na face da Terra. Nós estávamos em uma posição confortável,em segundo, viajando para o sul para chegar na última frente e pegar carona direto através do Atlântico sul em direcção à Cidade do Cabo.

Nós estávamos planejando cehegar lá em cinco dias. Nesta fase, o meu objetivo é ter certeza de que se esta tripulação volte com segurança e vamos olhar para as opções de como retornar a esta corrida. 

A organização brasileira de busca e resgate no mar já foi informada e está prontidão para ajudar, se necessário.

A equipe de terra do PUMA Ocean Racing está trabalhando em um plano de recuperação para garantir que o barco volte à regata logo que possível e trabalhará em estreita colaboração com a Volvo Ocean Race para determinar a causa da desmastreamento.

O controle da Volvo Ocean Race está em contato constante com a equipe para estabelecer a extensão dos danos e garantir a equipe recebe total apoio para que possam lidar com a situação.

As causas do desmastreamento não são conhecidas nesta fase. No entanto, o equipamento é de origem e fabricação diferentes da do Azzam Abu Dhabi Ocean Racing, que sofreu uma quebra no começo desta primeira perna.

 

Por Antonio Alonso às 21h05

BMW Oracle começa a dar sinais que pode virar bicho-papão na America's Cup

Para fanáticos - Duas horas e meia com as regatas completas do domingo

A America's Cup é uma regata de bichos papões. Afinal, os Estados Unidos (mais especificamente o New York Yacht Club) manteve a posse da taça por mais de um século. Depois vieram as transições, os australianos, americanos de novo... e enfim os neozelandeses com Peter Blake, Russell Coutts e Dean Barker. Em 2007, o bilionário Ernesto Bertarelli tentou virar um bicho-papão, mas foi engolido e destroçado por um bilionário ainda mais rico: Larry Ellison, do Oracle. 

A America's Cup World Series é um circuito anual (como é no hemisfério norte, começa num ano e termina no verão seguinte) criado para manter as equipes em atividade, dar visibilidade aos patrocinadores e esquentar os motores para a verdadeira America's Cup. A World Series é disputada em catamarãs (como será a "verdadeira") de 45 pés (a outra será em barcos bem maiores, de 72 pés). Nesta brincadeira, quem começou arrasador foi o Emirates Team New Zealand. Mas aos poucos o BMW Oracle, especialmente o barco comandado por James Spithill (tem outro, comandado por Russell Coutts), vai mostrando que pretende ser o novo bicho-papão da Copa.

Na terceira etapa da World Series, em San Diego (EUA), Spithill ganhou os dois títulos em disputa: o de Match Race e o de flotilha. É isso mesmo, cada etapa tem dois campeões, um de flotilha e outro de Match Race. Com esses resultados, Spithill já é líder da flotilha no acumulado (empatado com os neozelandeses) e está um ponto atrás no acumulado de Match Race. Faltam três etapas para o fim da temporada, que só volta no dia 7 de abril do ano que vem, na Itália. Tem bicho-papão vindo aí.

A "verdadeira" America's Cup só começa em julho de 2013, com a classificatória do desafiante, a tradicional Louis Vuitton Cup. Em setembro, o vencedor da Louis Vuitton Cup enfrenta o defensor, que é o BMW Oracle. Eu só não gosto desse papo de Match Race em catamarãs, ainda torço para que mudem isso. 

Para os normais: Um resuminho de dois minutos e meio com as regatas de domingo

 

Por Antonio Alonso às 20h34

Volta ao Mundo: Puma perde mastro, alerta marinha brasileira e pode ser obrigado a parar na ilha mais remota do planeta

 

Não deu para o Puma. Mastro quebrado tira as chances dos americanos na primeira perna

Primeiro - O Abu Dahbi, com um mastro de construtor e marca diferentes do Puma, quebrou logo no primeiro dia. Sorte deles

Pela segunda vez, uma quebra de mastro tira do jogo um favorito nesta edição da Regata Volta ao Mundo. Desta vez foi o barco americano Puma, que teve o mastro quebrado por volta das 13h (horário de Brasília) em condições de vento leve para esses barcos (22-23 nós). Segundo o comandante Ken Read, que disse que a tripulação neste momento é formada "pelos 11 homens mais tristes do mundo", o mastro não deu sinais de fadiga e quebrou de uma vez, sem causa conhecida.

A situação do Puma é ainda pior do que a do Abu Dahbi, que quebrou o mastro no primeiro dia de regata, gastou quatro dias em reparos em Alicante e voltou para a água só para descobrir que não era seguro correr com o mastro novo sem testá-lo. O Abu Dahbi pelo menos teve a chance de colocar o barco em um navio e mandá-lo para a Cidade do Cabo enquanto a tripulação descansa. A situação do Puma agora é muito pior. Eles estão a 2400 quilômetros do litoral gaúcho, a 4000 quilômetros da Cidade do Cabo. Mesmo que eles liguem o motor ou peçam socorro para algum rebocador, devem fazer uma viagem muito demorada e desgastante até a Cidade do Cabo. Lá, ainda terão de instalar e testar o novo mastro depois de uma maratona massacrante para a tripulação.

Ken Read afirmou que considera ainda outra opção: rumar até a ilha de Tristão da Cunha. Populada por 267 cidadãos ingleses (todos de sete famílias diferentes apenas), a ilha é rodeada por rochedos de até 600 metros, não tem aeroporto nem porto comercial, apenas um pequeno porto pesqueiro. Ou seja, não há como o mastro reserva chegar até lá, não há navios lá para rebocar o veleiro rapidamente até a Cidade do Cabo e não há nem um aeroporto para tirar os tripulantes dessa fria. Depois de 17 dias no mar, colado no líder Telefónica, os tripulantes do Puma estão vivendo o pior pesadelo de um velejador. Talvez por isso mesmo eles estejam estudando sair do meio do nada e ir para o nada absoluto, que é a ilha de Tristão da Cunha.

Informação importante: O mastro do Puma é de marca e de fabricante diferente do Abu Dahbi.

Longe pra caramba. Tristão da cunha fica logo ali, quando o nada junta com lugar nenhum. 

A Regata Volta ao Mundo começou há 17 dias em Alicante, na Espanha, e fará dua primeira parada na Cidade do Cabo, África do Sul. Dos seis barcos que largaram, neste momento apenas três continuam na disputa. O espanhol Telefónica lidera (agora com folga), seguido pelo neozelandês Camper e pelo francês Groupama. O Team Sanya, outro quebrado, teve um rombo no casco (provavelmente provocado por um enorme pedaço de lixo flutuante, como um contâiner de navio) e está indo de navio para a África.

 

Por Antonio Alonso às 17h15

Canoagem havaiana do Brasil conquista 12 medalhas na Ilha de Páscoa

O Brasil conquistou 12 medalhas no IV° Campeonato Sulamericano de Va´a que foi realizado pela primeira vez em Rapa Nui (Ilha de Páscoa), Chile.


Da CBCa - A Federação Internacional de Va´a, a Federação Chilena de Canoagem, a Prefeitura  Municipal da Ilha de Páscoa, a Corporação Municipal de Esportes da Ilha de Páscoa e a Associação de Va´a da Isla de Pascoa, organizaram neste último fim de semana o IV° Campeonato Sul-americano de Va´a, em Rapa Nui, Isla de Pascua, Chile.

Esta foi a quarta edição do Campeonato Sul-americano de Va´a, campeonato que teve a suas três edições anteriores realizadas no Rio de Janeiro (2006, 2009 e 2010). Neste edição o Brasil conquistou 4 medalhas de ouro, 5 de prata e 3 de bronze.

Na prova de V6 feminino a luta para o segundo lugar foi acirrada entre as equipe do Rio Va´a Clube e a equipe Kimi Lokimi de Santos, a equipe Carioca levando a vantagem numa audaciosa manobra nas ondas que as fez pular nas ondas na arrebentação a 500 m da linha de chegada.

Na prova de V6 Junior, a equipe do Rio Va´a Clube disputou metro a metro o segundo lugar conquistando a medalha de prata frente à forte segunda equipe de Rapa Nui.

Na V1 feminina o pódio foi brasileiro com Emili Janchevis, Silvia Helena Martins Hargreaves e Eliette Bazanella.  Eliette Bazanella ganhou também a V1 Feminina Júnior.

Na primeira prova de V1 paracanoagem maratona, Leonardo Ghisoni sagrou-se campeão sul-americano e José Agmarino de Jesus Coelho foi medalha de prata. Brasil e Argentina se juntaram para uma prova demonstrativa de V3 para va´a, inaugurando uma nova modalidade.

A delegação brasileira foi acolhida com muita gentileza pela população da ilha que parou para a competição. Com este evento se estreitaram os laços de amizade entre atletas de ilha que estiveram no Brasil para as edições 2007, 2008, 2009 e 2010 da prova Rio Va´a.

O próximo evento do calendário é a prova Rio Va´a 2011, Campeonato Brasileiro de Va´a e Campeonato Sul-americano de Va´a nas categorias V1 com leme, V2 e V6 máster que será realizado no Rio de Janeiro nos dias 9, 10 e 11 de dezembro.

Por Antonio Alonso às 13h18

Projeto Grael fecha parceria com estilista, que vai usar material reciclado de veleiros em linha de acessórios

Layana Thomaz, estilista que fechou parceria com Projeto Grael, na foto fazendo pose de estilista para divulgar sua linha verão 

Acabei de receber o texto abaixo da Mariane Thamsten, que divide o comando da Velassessoria com o Murilo Novaes. Sempre vale divulgar essas iniciativas, e o Projeto Grael anda mandando muito bem nesse ramo.

Conhecida por seu estilo inovador e sempre de bom gosto, a estilista carioca Layana Thomaz acaba de fechar uma parceria com o Projeto Grael para criar um novo conceito em moda a partir de acessórios feitos com material reciclado de barcos a vela. Para dar início à produção de bolsas, chapéus, mochilas, entre outros produtos, foi lançada uma campanha de doação de material de embarcações, como velas antigas, cabos e até ferragens, entre tantos outros itens que seriam descartados. Parte da verba adquirida com a venda dos produtos será revertida para o Projeto Grael, instituição criada pelos medalhistas olímpicos Torben e Lars Grael, que utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social.

Os produtos serão manufaturados através desta parceria e vendidos no Projeto ALOJA, na sede do Projeto Grael, em Niterói, bem como distribuídos pela equipe da estilista Layana Thomaz para várias lojas espalhadas pelo Brasil. A primeira ALOJA ficará aberta entre os dias 08 a 30 de dezembro, em Brasília.

Ainda em parceria com o Projeto Grael, Layana também pretende produzir camisetas, camisas, bermudas, shorts, agasalhos, entre outros produtos com design arrojado e de qualidade para serem vendidos em competições, numa pequena loja/tenda, que pode ser montada, desmontada e transportada rápida e facilmente.


Layana Thomaz - Layana Thomaz começou sua trajetória na moda aos 14 anos, trabalhando como modelo para marcas como Chanel, Dolce e Gabbana e Cacharel, entre outras. Em 1999, passou a trabalhar como produtora de moda e figurinista. Seu mais importante trabalho como figurinista foi no programa de TV “Os Normais”, da Rede Globo.

Em 2003, Layana lançou sua própria marca de roupas femininas e infantis, batizada “Vista a Roupa Meu Bem!”. É reconhecida até hoje por ser a primeira estilista carioca a criar roupas com design para crianças, o que, na época de sua estreia, chamou a atenção do público e da crítica especializada, positivamente.

De tanto ouvir sua roupa sendo chamada por seu próprio nome, a estilista rebatizou sua marca de “Layana Thomaz”, e manteve a bem humorada “Vista a Roupa Meu Bem!” exclusivamente para a linha infantil.

Em 2005, estreou na passarela da semana de moda do Rio de Janeiro, o Fashion Rio e mais uma vez recebeu aplausos por suas criações. Bastou a estreia para que Layana entrasse no calendário oficial do evento, do qual participou de seis edições.

De volta ao Brasil, depois de uma temporada morando em Paris, a estilista realizou em parceria com a marca Redley, o projeto de arte e moda “Redley x Cópia”, durante todo o ano de 2010. Atualmente, Layana trabalha em seu novo projeto de moda, que se encontra em fase de produção.


Por Antonio Alonso às 12h59

Argentino Rigoni vence Mundial de J/24, melhor brasileiro é só 37º

Sem a participação da equipe de Maurício Santacruz, o Santinha, tricampeão mundial e ouro no Pan de Guadalajara, o Brasil foi bem mal no Mundial de J/24 disputado na Argentina. A classe até que é bem conhecida dos nossos velejadores, barco tradicional e antigão, é um dos favoritos nas disputas de Match Race por aqui, é classe Pan-Americana e ainda faz sucesso em algumas regatas de oceano, correndo na classe ORC. Mas dessa vez a melhor velejada foi a do argentino Alejo Rigoni e os brasileiros, com 4 tripulações, não passaram do 37º lugar, posição ocupada por Nelson Ilha no comando da equipe Diferencial Sailing Team. 

Da Final Sports - Um dos mais esperados campeonatos do segundo semestre deste ano chegou ao fim neste final de semana na Argentina. O Mundial de J-24 terminou após a realização de 9 disputadas regatas praticadas ao longo de cinco dias.  O título ficou com o argentino Luca, de Alejo Rigoni. O segundo colocado foi o peruano Guerrero, de Luis Olcese, seguido pelo norte-americano Reloaded, de Mike Ingham.

Depois de um início conturbado, sofrendo com algumas regulagens do barco, a gaúcha Diferencial Sailing Team encerrou a sua participação no evento como a melhor equipe do Brasil classificada. Comandada por Nelson Ilha e contando com Frederico Sidou, Felipe Ilha e Matias Mellecci na tripulação, a Diferencial ST terminou na 37ª colocação dentre 60 embarcações.

Por Antonio Alonso às 12h54

20/11/2011

Supremacia Browne: Local vence melhores do mundo é tricampeão do Wind Brasil em Fortaleza

Biel venceu sete regatas só nos dois primeiros dias

O windsurfista cearense nem precisou competir no domingo para garantir o título. O holandês Casper Bouman é vice-campeão e Paulão ficou em terceiro

Da ZDL de Comunicação - O cearense Gabriel Browne, o Biel, nem precisou entrar no mar neste domingo para garantir o tricampeonato consecutivo do Wind Brasil e ser o novo campeão sul-americano de Formula. Como tinha grande vantagem para os demais competidores, Biel assistiu as três regatas do dia do camarote montado na ponta do píer do Marina Park Hotel. E viu o holandês Casper Bouman confirmar o vice-campeonato, seguido de Paulão dos Reis, que deve assumir o número um do ranking mundial. 

"Como a organização resolveu fazer apenas três regatas, pude descartar os três resultados e não precisei competir para ser campeão. Ganhar sempre é bom demais, ainda mais com antecedência. No ano passado também não precisei disputar as duas regatas do domingo", lembrou Biel, de 20 anos, que deverá subir para perto de 20. no ranking mundial. Ele estava na 46a. Posição porque só disputara duas etapas na temporada. Foi terceiro na Copa do Mundo e sexto na Itália.

Nesta semana, Biel encerra o ano com o Brasileiro de Slalom, em Icaraizinho, no interior do Ceará, a partir de quinta-feira (22). "Para 2012 quero disputar uns quatro ou cinco campeonatos. Dois Wind Brasil, a Copa do Mundo, na Letônia, e algumas etapas na Europa", contou Biel, que vai continuar priorizando o curso de Administração e o trabalho na empresa da família. 

Casper aproveitou-se da ausência de Biel - O holandês Casper Bouman soube aproveitar a ausência de Biel na raia neste domingo e consolidou o vice-campeonato, com duas vitórias e um segundo lugar nas regatas que tiveram ventos variando entre 12 e 23 nós, na raia de 3,8 quilômetros montada em frente ao Marina Park Hotel.

"Estou muito contente porque tive um ótimo dia. O evento foi um dos melhores que participei neste ano, com boas condições de raia, apoio e comissão técnica. Fiquei impressionado com os brasileiros, que são muito rápidos. Já conhecia o Biel, mas os irmãos Melo me surpreenderam", afirmou o atleta que era 34. no ranking e deve subir várias posições com o resultado em Fortaleza.

A melhor briga do dia ficou entre os dois líderes do ranking mundial, Martin Ervin, da Estônia, e Paulão dos Reis, de Ilhabela. Poucos pontos separam os dois atletas e depois dos resultados do domingo Paulão fechou a classificação em terceiro enquanto o adversário ficou em sexto. Com isso, Paulão deve ser o novo número um do mundo. "Acredito que consegui passar o Ervin, pois venci na Grécia e ele ficou em terceiro e aqui também levei vantagem. Agora vou treinar com uma vela maior para enfrentar os ventos fracos de Miami, a partir de 15 de dezembro, no Norte-Americano. Quero vencer lá e fechar o ano na ponta. Será muito legal ter dois brasileiros entre os três primeiros do mundo", explicou Paulão.

Quem também se deu bem na capital cearense foi o catarinense Wilhelm Schurmann. Quinto em Fortaleza, ele subiu passou de quarto para terceiro no ranking mundial.

Monica e Bebeko - A 15a. edição do Wind Brasil também teve mais dois destaques. A cearense Monica Veras foi a única mulher do evento, mas terminou em 16., na frente de três homens. O mais jovem do campeonato, Aldo "Bebeko" Maia, de Balneário Camboriu (SC), também ficou à frente de vários velejadores mais experientes. Terminou em 12. Ele está levando a sério as competições de Formula desde o ano passado e foi vice-campeão da sua categoria na Copa do Mundo, em Porto Rico, neste ano. 

"O Wind Brasil fechou a 15a edição com brilhantismo. Mais um título de Biel e os brasileiros somaram pontos importantes para subirem no ranking. Outro aspecto importante foi o fabricante de equipamento se aproximar do campeonato com o lançamento da RS One. O esporte só cresce se tiver a união do fabricante, do velejador e do promotor", resumiu Décio Sanford, da Arrow Marketing. 

Classificação final do Wind Brasil 2011 - após 11 baterias e 3 descartes

1- Gabriel Browne, o "Biel" - 11 pontos perdidos (1+1+1+4+1+1+1+1+20+20+20)

2- Casper Bouman (Holanda) - 15 (2+6+3+3+2+2+6+2+1+2+1)

3- Paulão dos Reis - 17 pp (20+2+2+2+6+3+3+6+2+1+2)

4- Victor Melo - 22 (3+7+5+1+3+4+2+3+3+3+20)

5- Wilhelm Schurmann - 39 (6+8+6+6+4+7+5+5+4+4+5)

6- Martin Ervin (Estônia) - 40 (8+5+4+20+5+8+4+4+7+5+6)

7- Mathias Pinheiro - 41 (5+4+7+5+9+6+7+8+5+6+3)

8- Fábio Melo - 43 (4+3+8+7+7+5+20+7+6+7+4)

9- Isaac Matheus - 67 - (7+9+9+8+8+9+8+9+20+20+20)

10- Felipe Olheiro - 74 (9+10+10+10+11+12+9+20+8+20+7)

11- Lourenço Rola - 81 (11+11+12+9+12+11+12+10+10+9+10)

12- Aldo "Bebeko" Maia - 82 (13+12+11+12+10+14+10+11+9+11+8)

 

Classificação do Sul-Americano de Formula

1- Gabriel Browne, o "Biel" - 11 pontos perdidos (1+1+1+4+1+1+1+1+20+20+20)

2- Paulão dos Reis - 17 pp (20+2+2+2+6+3+3+6+2+1+2)

3- Victor Melo - 22 (3+7+5+1+3+4+2+3+3+3+20)

4- Wilhelm Schurmann - 39 (6+8+6+6+4+7+5+5+4+4+5)

5- Mathias Pinheiro - 41 (5+4+7+5+9+6+7+8+5+6+3)

6- Fábio Melo - 43 (4+3+8+7+7+5+20+7+6+7+4)

7- Isaac Matheus - 67 - (7+9+9+8+8+9+8+9+20+20+20)

8- Felipe Olheiro - 74 (9+10+10+10+11+12+9+20+8+20+7)

9- Lourenço Rola - 81 (11+11+12+9+12+11+12+10+10+9+10)

10- Aldo "Bebeko" Maia - 82 (13+12+11+12+10+14+10+11+9+11+8)

 

Estreia latino-americana da RS One - Outro ponto marcante desta edição do Wind Brasil foi a estréia na América Latina da classe RS One. A modalidade foi disputada em outras oito etapas por seis países dos quatro continentes, desde o início do ano. 

O objetivo do NeilPryde Racing Series foi apresentar o novo equipamento às principais cidades do esporte no mundo. Em Fortaleza, 17 windsurfistas disputaram a competição, vencida com facilidade pelo holandês Casper Bouman, campeão mundial de RS:X de 2006. A RS One é derivada da prancha olímpica e quer ser a porta de entrada para o esporte, conquistando jovens e novos adeptos.

"Os windsurfistas gostaram muito do novo equipamento e a competição foi excelente, tanto que nosso objetivo será fazer três campeonatos de RS One em 2012, em Salvador, Rio de Janeiro e Fortaleza novamente", contou Adrianno Azevedo, gerente de marketing e vendas da NeilPryde para o Brasil. 

 

Classificação final da NeilPryde Racing Series Fortaleza:

 

Overall

1- Casper Bouman (Holanda) - senior

2- Paulão dos Reis - senior

3- Levi Lenz - senior

4- Marcílio Browne - máster

5- João Henrique - senior

6- Wilhelm Schurmann - senior

7- Adrianno Azevedo - máster

8- Mathias Pinheiro - máster

9- Teka Lenz - máster

10- Bertrand Colfort - máster

 

Seniors

1- Casper Bouman (Holanda) - senior

2- Paulão dos Reis - senior

3- Levi Lenz - senior

 

Másters 

1- Marcílio Browne - másters

2- Adrianno Azevedo - máster

3- Mathias Pinheiro - máster

 

O Wind Brasil 2011 foi válido pelo Sul-Americano de Formula e contou pontos para o ranking mundial. O evento teve organização da Associação Brasileira de Windsurf (ABWS) e a Arrow Marketing, com apoio da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM). O patrocínio foi do Governo do Ceará, da Prefeitura de Fortaleza e do BNB (Banco do Nordeste do Brasil).

 

Por Antonio Alonso às 22h32

Ao vivo: Assista agora a final da America's Cup World Series em San Diego

Hoje é o último dia da America's Cup World Series de San Diego. Esse circuito mundial preparatório (mas não classificatório) para a America's Cup chega ao fim da terceira das seis edições da temporada 2011/2012. Ontem, James Spithill, a bordo do Oracle, venceu a competição de Match Race. Acompanhe agora o final das disputas com toda a flotilha para definir o segundo campeão de San Diego.

Atualizado: Se vc chegou agora, não vai masi conseguir ver o ao vivo porque as regatas de hoje já acabaram. Spithill e o Oracle ganharam mais uma vez, amanhã eu comento mais sobre isso.

Por Antonio Alonso às 19h21

James Spithill e Oracle vencem Match Race da America's Cup em San Diego

Esse "simpático" tiozinho da capa do vídeo é o Larry Ellison, o bilionário dono da Oracle e brigão que conseguiu tomar a copa do outro bilionário brigão, o suício Ernesto Bertarelli, do Alinghi

Mea Culpa. Eu deixei o evento da America's Cup World Series meio de lado essa semana, e olha que eles transmitiram tudo ao vivo pela internet. Eles inventaram tanta coisa nessa nova America's Cup que perde a graça acompanhar de longe, mas lá vamos... Em San Diego, rolou a terceira etapa da World Series 2011/2012. O evento passou por Portugal, Inglaterra, chegou nos EUA, depois vai pra Itália (dois eventos) e termina em Julho, na sensacional Newport, nos EUA. Não confunda esse evento com a America's Cup em si (também chamada de final, que só rola em setembro de 2012) ou com a Louis Vuitton Cup (que é classificatória para as finais e começa em julho de 2013). A World Series é um "aquecimento", com status de circuito mundial anual.

Bom, dentro desse "aquecimento", eles fazem regatas de Match Race e de flotilha, e cada etapa tem dois campeões. Neste sábado, o favorito James Spithill, do defensor BMW Oracle garantiu o título de Match Race em San Diego derrotando o Energy Team na final. Tem um resuminho da final aí em cima e mais de 20 minutos de vídeo aqui abaixo. Hoje, domingo, ainda rola a final da flotilha, com transmissão ao vivo pela internet.

 

Por Antonio Alonso às 12h23

Ex-campeão da Volta ao Mundo, Mike Sanderson aposta no Puma

 

Mike Sanderson, skipper do chinês Team Sanya tem algumas coisas em comum com nosso Torben Grael. Os dois dedicaram a vida à vela, casaram com velejadoras e os dois ganharam uma edição da Regata Volta ao Mundo. Sanderson em 2006 e Torben em 2009. Mas agora Sanderson está numa posição engraçada, que Torben já falou que não gostaria de desempenhar. Ele foi contratado pelo chinês Team Sanya para dar a volta ao mundo em regata, mas com um barco usado e sem chance nenhuma de vencer nada. No primeiro dia, o barco quebrou, provavelmente após ter batido em um grande pedaço de lixo flutuante (um contâiner de navio, por exemplo) e agora ele está na África do Sul, supervisionando o reparo e esperando os adversários chegarem. 

Se alguém tem moral pra fazer uma análise tática dessa regata, é ele. E ele aposta no Puma, se as condições apertarem (e vão). Traduzi abaixo uma entrevista que ele deu ontem pra vocês.

Esta perna está provando ser um clássico. O Groupama fez sua aposta descendo perto da costa africana e, no final, não deu certo. Para ser justo com eles, a informação meteorológica todos nós tínhamos no início sugeria que ir mais para oeste ou ficar perto da África eram opções 50-50, praticamente igauais.

Assistindo-o no tracker, o CAMPER inicialmente hesitou e quase entrou na esteira dos franceses, mas depois mudou e seguiu os outros para fora e para o oeste. Essa indecisão custou caro e eles não foram capazes de se recuperar totalmente desde então.

Se você queria duas equipes que com desempenho parelho, essas são com certeza  Telefónica e PUMA. Eles foram os últimos dois barcos da nova geração a sair da prancheta de Juan K e ambos têm equipes muito boas e grandes navegadores e fizeram quantidades iguais de preparação e treino antes desta corrida. Portanto, não é uma surpresa para mim que estes dois estejam tão equilibrados na frente da flotilha.

Esta próxima semana tradicionalmente é uma das mais divertidas para se estar na Volvo Ocean Race. Foi nela que nós quebramos o recorde de 24 horas com o ABN AMRO ONE na edição 2005-06 e onde o Ericsson 4 fez o mesmo na edição passada. Esperamos ver essas condições de vento forte e favorável chegando no próximos dias.

Nestes barcos você nunca sabe exatamente qual é o limite em que o barco vai quebrar. Quando nós no Team Sanya quebramos nosso barco nesta perna, eu sabia que as condições estavam bastante difíceis, mas eu estava muito confortável de que estávamos fazendo a coisa certa. Eu tenho certeza que o Abu Dhabi também não tinha idéia de que eles estavam colocando seu equipamento em risco, caso contrário eles teriam segurado um pouco e se cuidado mais.

A verdade é que você nunca sabe quão perto do limite você está até atravessá-lo, mas essas equipes têm todas feito muitas milhas e levado seus barcos muito ao extremo e eu acho que eles vão aproveitar o vento forte a seu favor. A partir dos relatórios, parece que a flotilha está em boas condições e ninguém está de preocupado com fraquezas no barco, portanto acho que vamos ver excelentes disparadas aí pela frente.

Você não vai atrás de um recorde de 24 horas na Volvo Ocean Race – ele vem até você. Você tem que fazer o que você tem que fazer para ganhar a perna e se você tiver sorte o suficiente para navegar mais rápido que alguém já navegou em um período de 24 horas, que assim seja. É muito importante não se deixar levar e você tem que manter o pé no acelerador, mas no nível adequado.

Seria uma escolha muito burra agora sair igual uma vaca louca e pensar que você está indo atrás de conquistar um relógio bonito por ser o mais rápido da história e, em seguida, quebrar uma vela vital ou exaurir sua tripulação.

Realmente vai ser interessante. Para waypoint ao sul onde todos esses barcos querem ir antes de virar rumo à Cidade do Cabo, o Telefónica provavelmente está agora cerca de 10 milhas na frente – e não a 50 milhas como mostra o tracker da regata. Os barcos estão brigando cabeça a cabeça e vai ser assim por algum tempo ainda. Não tenham dúvida que vai ser ótimo para assistir.

Se eu tivesse que escolher agora, seria difícil. É realmente difícil escolher, porque os dois têm velejado muito bem. Eu sempre acreditei desde o princípio que o Puma é o time mais completo, mas cara, eu fiquei impressionado com a forma como os homens do Telefónica têm velejado nesta perna. Sou um grande fã de Iker e Xabi e eles têm muita experiência a bordo.

Será interessante se conseguirmos algumas velejadas realmente de alta velocidade. Brad Jackson e Tony Mutter, do PUMA, são velhos amigos meus e já passaram por esses dias de alta velocidade antes e acertaram com o ABN e Ericsson. Então, se temos algumas velejadas em alta velocidade eu acho que vai dar PUMA.

 

Por Antonio Alonso às 11h20

Holandês é campeão em competição de provável nova prancha olímpica em Fortaleza

O holandês Casper Bouman usou sua experiência na RS:X (atual equipamento olímpico) para vencer com a nova prancha

A nova classe é elogiada pelos participantes da competição deste sábado. O cearense Biel pode ser tri da classe Formula neste domingo

Da ZDL de Comunicação - A estreia na América Latina da RS One, a nova classe do windsurfe, neste sábado em Fortaleza não poderia ter sido melhor. O sol e ventos constantes da capital cearense garantiram a realização de cinco baterias, quatro classificatórias e a final, vencida pelo holandês Casper Bouman. O windsurfista de Ilhabela, Paulão dos Reis, foi o segundo colocado. 

O Wind Brasil termina neste domingo com três baterias da classe Formula, a partir das 11 horas na raia montada em frente ao Marina Park Hotel. O grande favorito ao título é o cearense Biel Browne, de 20 anos, ganhador nos dois últimos anos. 

A NeilPryde Racing Series, circuito mundial que percorreu quatro continentes desde janeiro, fez a nona e última etapa neste sábado, em Fortaleza, dentro do Wind Brasil. O campeonato percorreu seis países: Singapura (janeiro), Dunkerk/França (junho), Aalborg/Dinamarca (julho), Nice/França (outubro), Hong Kong/China (outubro), Miami/EUA (outubro), Sydney/Austrália (outubro), Melbourne/Austrália (novembro). 

A classe Formula, que está sendo disputada desde quinta-feira ganhou folga, e deu lugar às novas pranchas da classe RS One. A novidade atraiu velejadores da antiga, como o cearense Marcílio Browne, pai de Biel e nove vezes campeão brasileiro, e jovens como o catarinense de Balneário Camboriu Aldo "Bebeko"Maia, de apenas 15 anos, e que está disputando também a classe Formula. Pais e filhos também entraram na disputa como Teka e Levi Lenz, Henrique e João Henrique Sales.

24 horas de esportes - Chamava atenção na área do bosque do Marina, na manhã deste sábado, um senhor idoso que estava montando sua prancha. Era Antonio Guimarães, de 69 anos, aposentado há nove do Tribunal do Trabalho e que garante praticar esportes 24 horas por dia. "Velejo de windsurfe, kitesurf, ando de patins, skate, waveboard, stand up padle, pratico paraquedismo e sou piloto de ultraleve. Ah, ia me esquecendo ando também de ludge (aquele trenó das olimpíadas de inverno) nas ladeiras de Fortaleza", garantiu o senhor Guimarães todo animado com a RS One. 

Infelizmente na prática as coisas não saíram como ele previra. Não conseguiu terminar a primeira bateria, mas não desanimou. Saiu da água e ficou assistindo as demais regatas na arquibancada montada na ponta do píer do Marina. 

Holandês foi absoluto - A experiência do holandês Casper Bouman na classe RS:X, campeão mundial em 2006, fez a diferença nas competições deste sábado. A RS One é derivada da prancha olímpica e Bouman se adaptou rapidamente, tanto que venceu as três primeiras regatas com grande facilidade. Na última classificatória nem precisou entrar no mar. Guardou energia para a finalíssima, que também faturou fácil e embolsou o prêmio de R$ 1.800,00, reservado para o campeão overall e entre os seniors. A premiação total foi de R$ 7.200,00. 

"Minha experiência na RS:X realmente fez a diferença, pois os equipamentos são parecidos. Gostei da nova prancha e me diverti bastante. Acredito que a RS One poderá atrair muitos jovens", garantiu Bouman, que deixou a RS:X em 2008 para se dedicar a Formula. Sobre a nova classe substituir a RS:X nos Jogos Olímpicos, movimento que está acontecendo em todo o mundo neste momento, ele se mostrou favorável. "Por trazer uma nova tecnologia, pode ser que no futuro ela substitua a RS:X nos Jogos Olímpicos."

O vice-campeão, Paulão dos Reis, não concorda com Bouman. "Acho muito difícil esta classe substituir a RS:X nos Jogos Olímpicos, porque a vela é menor, mais instável e tem menos velocidade. Entendo que a RS One é perfeita para atrair os jovens e novos velejadores", concluiu. 

Wilhelm Schurmann gostou muito da experiência. "Por ser mais lenta, a gente faz uma regata mais pensada, mais tática. Acredito que a proposta da nova classe seja interagir com o público, fazer competições em lagos e marinas, em área menores e com menos vento", analisou.

Disputaram as provas deste sábado 17 velejadores, sendo seis que também estão participando da Formula - Bouman, Martin Ervin, Wilhelm Schurmann, Paulão dos Reis, Mathias Pinheiro e Ricardo Tomita. 

Classificação final da NeilPryde Racing Series Fortaleza:

Overall

1- Casper Bouman (Holanda) - senior

2- Paulão dos Reis - senior

3- Levi Lenz - senior

4- Marcílio Browne - máster

5- João Henrique - senior

6- Wilhelm Schurmann - senior

7- Adrianno Azevedo - máster

8- Mathias Pinheiro - máster

9- Teka Lenz - máster

10- Bertrand Colfort - máster

 

Seniors

1- Casper Bouman (Holanda) - senior

2- Paulão dos Reis - senior

3- Levi Lenz - senior

 

Másters 

1- Marcílio Browne - másters

2- Adrianno Azevedo - máster

3- Mathias Pinheiro - máster

 

Biel é favorito para o tri na classe Formula - Os dois primeiros dias da classe Formula, quinta e sexta-feiras, também tiveram um atleta destacado. O cearense Gabriel "Biel" Browne, de 20 anos, ganhou sete das oito regatas disputadas. Ele soma 6 pontos perdidos contra 14 do holandês Bouman. 

 

Estão programadas quatro baterias, a partir de 11 horas, e Biel precisa andar bem em mais duas regatas para garantir o tricampeonato. Outro destaque é Victor Melo, também de Fortaleza, que ocupa a terceira colocação, com 16 pontos. O quarto, com 18, é Paulão dos Reis, segundo colocado no ranking mundial, atrás de Martin Ervin, da Estônia, que soma 30 pontos.

 

Classificação classe Formula - após 8 baterias e 2 descartes

1- Gabriel Browne, o "Biel" - 6 pontos perdidos (1+1+1+4+1+1+1+1)

2- Casper Bouman (Holanda) - 14 (2+6+3+3+2+2+6+2)

3- Victor Melo - 16 (3+7+5+1+3+4+2+3)

4- Paulão dos Reis - 18 pp (20+2+2+2+6+3+3+6)

5- Martin Ervin (Estônia) - 30 (8+5+4+20+5+8+4+4)

6- Wilhelm Schurmann - 32 (6+8+6+6+4+7+5+5)

7- Fábio Melo - 33 (4+3+8+7+7+5+20+7)

8- Mathias Pinheiro - 34 (5+4+7+5+9+6+7+8)

9- Isaac Matheus 49 - (7+9+9+8+8+9+8+9)

10- Felipe Olheiro - 59 (9+10+10+10+11+12+9+20) 

Por Antonio Alonso às 03h15

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

Histórico

© 1996-2011 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.