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19/11/2011

Para inspirar o fim de semana: Vela & a Arte, por Tarcísio Mattos

Recebi esta manhã o vídeo e o texto abaixo, de autoria do amigo e comandante do Zephyrus Tarcísio Mattos. Tomo a liberdade de compartilhar com vocês aqui.

Quando os artistas franceses da metade do século 19 abandonaram os estúdios e foram com seus cavaletes, tintas e pincéis para a rua inventar o impressionismo, encontraram o mar. E no mar havia barcos. Barcos a vela.

 

Eugene Boudin preferiu não molhar os pés e colocou os veleiros no plano de fundo dos quadros em que enfoca os encontros dominicais nas praias de Trouville, Normandia, que é para onde os parisienses levavam suas cadeiras e sombrinhas, e lá se deliciavam com os saudáveis ventos do Canal da Mancha.

 

Manet, que tentou ser marinheiro, mas, felizmente não conseguiu aprovação após algumas viagens, mostra parte de sua paixão pelos navios ao retratar a saída de um vapor rodeado por veleiros de velas escuras, em Boulogne-sur-Mer, antes de aliviar as cores e pintar mais um preguiçoso domingo sob o sol da Normandia.

 

Enquanto isto, do outro lado do Atlântico, Winslow Homer usava o litoral de sua Boston natal como inspiração para as paisagens marinhas que o elevaram a condição de um dos mais importantes artistas americanos do século 19. Longe das teorias impressionistas de seus pares europeus, onde o retrato do lazer, a ausência de detalhes e a forte e clara luz eram uma constante, a pintura de Homer mostra a faina de pescadores e portuários em quadros ainda com as características carregadas dos renascentistas.

 

O retorno ao doce far niente encontra Cloude Monet e Gustav Caillebotte envoltos na Regata de Argenteuil, por volta de 1870. Monet pintando, Caillebotte velejando. Amigos e vizinhos, cada um passou para o outro um pouco de sua arte. Quem de nós não se vê orçando na “Onda Verde” que Monet retratou como se estivesse na tripulação do barco a barlavento? Ou não se transporta para varanda do clube ou marina, e extasia-se com a visão dos barcos ancorados e do movimento de outros navegando na linha do horizonte, como mostra a arte do mestre?

 

Odilon Redon, que pinta casais em solitários veleiros emoldurados por céus impressionantes, demonstra seu amor e respeito pelo mar no desenho “O espírito das Águas”, onde um enorme rosto com expressão suave olha pelos navegantes do minúsculo veleiro abaixo de si.

 

O pós-impressionismo do fim do século 19, início do século 20, perdeu a luz, voltou para dentro de casa e trouxe as cores vivas para a pintura vanguardista daquela época. E com elas veio Henri Matisse, que abre uma colorida janela para o atracadouro dos veleiros.

 

O Russo Wassily Kandinsky já morava em Berlin quando se tornou um dos primeiros e mais importantes pintores abstratos. Seu abstracionismo, no entanto, não chega ao ponto de esconder completamente o veleiro no quadro “Mit und Gegen”. Seu amigo e colega da cátedra na Bauhaus, o suíço Paul Klee, também voltou seus lápis para o mar e de lá interpretou o que viu e chamou um de seus maravilhosos quadros de “Porto de Veleiros”.

 

Grande parte da arte de boa qualidade das primeiras décadas do século 20 vem da Alemanha. De lá emerge Lyonel Feininger, também professor na Bauhaus, mas que seguiu os passos de Pablo Picasso e usou o cubismo para pintar veleiros retos, ondas retas, nuvens retas em estonteante velocidade e movimento. Até que o realismo do americano Edward Hopper entra na raia.

 

Conhecido por suas imagens melancólicas em paisagens urbanas repletas de solitários, Hopper parece ter encontrado na beira do mar um contraponto para sua arte inquietante.

Por Antonio Alonso às 10h21

Prancha candidata a substituir a RS:X na Olimpíada estreia hoje no Brasil

O mesmo tipo de evento com a nova prancha rolou na Dinamarca este ano, e foi gravado neste vídeo

 

O Wind Brasil tem uma atração especial neste sábado, dia marcante para o windsurf na América Latina. Será a estreia da mais nova classe do esporte, a RS One, no continente, com a nona etapa da NeilPryde Racing Series, que está percorrendo quatro continentes desde janeiro. 

"Criamos esta competição para mostrar no mundo inteiro a nova prancha, a RS One, derivada da olímpica RS:X. A receptividade tem sido acima da nossa expectativa e já temos espalhadas pelo mundo cerca de 400 pranchas. Escolhemos o Wind Brasil, em Fortaleza, para finalizar a temporada de 2011", contou entusiasmado o gerente de vendas e marketing da NeilPryde para o Brasil, Adrianno Azevedo. 

O campeonato percorreu seis países, entre janeiro e novembro :, Singapura (janeiro), Dunkerk/França (junho), Aalborg/Dinamarca (julho), Nice/França (outubro), Hong Kong/China (outubro), Miami/EUA (outubro), Sydney/Austrália (outubro), Melbourne/Austrália (novembro). 

"Para 2012 queremos ampliar o roteiro e fazer três etapas no Brasil, em Salvador, Rio de Janeiro e Fortaleza, novamente", acrescentou Azevedo, que vive entre Salvador, Hong Kong, sede da empresa, e Miami. 

O diretor da Arrow Marketing, Décio Sanford, comemorou a nova parceria. "É fundamental a parceria entre a indústria e o promotor do esporte. Depois de 15 anos organizando o Wind Brasil é a primeira vez que conseguimos esta união. Agora vamos integrar o Wind Brasil aos três projetos da RS One para 2012", explicou o executivo. 

A RS One é derivada da RS:X, prancha utilizada nos Jogos Olímpicos. É mais moderna, tem alta tecnologia, mas custa metade do preço da olímpica - R$ 8.900,00 contra R$ 17 mil para venda no mercado nacional. A vela é menor e mais leve do que a RS:X, o mastro tem 65% de carbono contra 100% da primeira e a retranca é de alumínio enquanto a RS:X tem retranca de carbono. Pode velejar com ventos muito fracos (em torno de 3 a 4 nós) e por isso permite a realização de competições próximas do público, em lagos e marinas. 

Neste sábado, o evento está disponibilizando 20 pranchas para os windsurfistas que se inscreveram para as baterias que começam às 10 horas. Os vencedores ainda dividirão premiação de 4 mil dólares (cerca de R$ 7.200,00). 

A RS One acabou de ser reconhecida pela ISAF como a nova classe do windsurf, o que facilitará na realização de campeonatos em 2012. E o gerente da NeilPryde reforça com uma informação quente. "Existe um movimento no mundo para substituirmos a RS:X pela RS One como a prancha dos Jogos Olímpicos. Se isso acontecer, essa modalidade terá uma evolução ainda mais rápida", assegurou Azevedo.

 

Por Antonio Alonso às 09h07

18/11/2011

Local Biel Browne está a um passo do tri no Wind Brasil e recebe elogio do líder do ranking

 

O jovem windsurfista cearense venceu as quatro regatas do dia e deve confirmar o tri no domingo. Neste sábado será a estreia da RS One na América Latina

Da ZDL de Comunicação - Gabriel Browne, o "Biel", teve uma dia perfeito nesta sexta-feira. Venceu as quatro baterias e ficou muito perto de conquistar o tricampeonato do Wind Brasil. Ele soma 6 pontos perdidos e tem 8 de vantagem para o segundo colocado o holandês Casper Bouman. Se mantiver essa regularidade Biel conquista o título pela terceira vez consecutiva no domingo. Neste sábado, descanso das regatas de Formula, será a estreia na América Latina da nova classe, a RS One.

"Não podia ter sido melhor. Não errei nada e estou muito feliz porque tive um dia perfeito. Agora vou descansar um pouco neste sábado e assistir a estreia da RS One. Espero conquistar o título no domingo", resumiu Biel, de 20 anos, que nos dois dias de competição ganhou sete das 8 regatas. 

A sexta-feira também foi favorável ao holandês Casper Bouman, que subiu da terceira para a segunda posição, depois de três segundos lugares. "Nesta sexta-feira as condições estavam ótimas e consegui velejar bem melhor do que no primeiro dia. Quero manter este nível para garantir o pódio", analisou o velejador que está na 34a. colocação no ranking mundial. 

Paulão dos Reis, segundo no ranking mundial, não repetiu a performance da estreia e caiu para o quarto lugar no geral, com 18 pontos perdidos, depois de dois terceiros e dois sextos lugares. Quem subiu uma posição e agora é o terceiro colocado foi o cearense Victor Melo, que soma 16 pontos, depois um segundo, dois terceiros e um quarto lugares. 

Adaptação ao clima de Ervin, da Estônia - O líder do ranking mundial, Martin Ervin, da Estônia, mostrou que está se adaptando ao clima quente do Ceará. Ele saiu de 8 graus negativos e está enfrentando mais de 30 graus nos horários de competição em Fortaleza. Saltou do sétimo para o quinto lugar, após dois quartos, um quinto e um oitavo lugares. 

"Além da adaptação ao clima, também estou me acostumando a competir com velas menores do que as que uso na Europa. Por isso estou melhorando na classificação", justificou Ervin, que completou 42 anos nesta quinta-feira.

Ele aproveitou também para elogiar o líder do Wind Brasil, Gabriel Browne. ""Ele tem boa técnica, e é bastante rápido. Fico de olho no que ele faz, afinal aqui ele tem a preferência por estar em casa. Sem dúvida tem um grande futuro pela frente", avaliou.

Ervin quer fechar a temporada na liderança e por isso também irá disputar o Campeonato Norte-Americano, em Miami, em dezembro. "Vim para Fortaleza para me adaptar ao clima e entrar em ritmo de competição para chegar em Miami em condições de obter um bom resultado e garantir o número um do ranking", explicou. 

As duas primeiras regatas desta sexta-feira foram disputadas com ventos entre 15 e 20 nós. Nas duas últimas baterias o vento diminuiu para 12 a 16 nós. A raia montada em frente ao Marina Park Hotel tinha 3,6 quilômetros. 

 

Resultados - após 8 baterias e 2 descartes

1- Gabriel Browne, o "Biel" - 6 pontos perdidos (1+1+1+4+1+1+1+1)

2- Casper Bouman (Holanda) - 14 (2+6+3+3+2+2+6+2)

3- Victor Melo - 16 (3+7+5+1+3+4+2+3)

4- Paulão dos Reis - 18 pp (20+2+2+2+6+3+3+6)

5- Martin Ervin (Estônia) - 30 (8+5+4+20+5+8+4+4)

6- Wilhelm Schurmann - 32 (6+8+6+6+4+7+5+5)

7- Fábio Melo - 33 (4+3+8+7+7+5+20+7)

8- Mathias Pinheiro - 34 (5+4+7+5+9+6+7+8)

9- Isaac Matheus 49 - (7+9+9+8+8+9+8+9)

10- Felipe Olheiro - 59 (9+10+10+10+11+12+9+20) 

 

Por Antonio Alonso às 20h41

Telefónica reassume liderança da Volta ao Mundo após Noronha

O Telefónica de Joca Signorini (foto) é o novo líder da Regata Volta ao Mundo. Após a passagem por Fernando de Noronha, os veleiros começaram a se afastar da costa do Brasil e rumar já em direção à Cidade do Cabo, na África do Sul e o Telefónica ultrapassou o Puma, abrindo uma vantagem que no começo da noite desta sexta já era de 43 milhas (e subindo). Todos os quatro veleiros que sobraram nesta perna já passaram por Noronha.

Por Antonio Alonso às 20h38

Regata Volta ao Mundo veleja em águas brasileiras; Joca comenta

Joca Signorini é o único brasileiro nesta edição da Regata Volta ao Mundo. No vídeo acima ele comenta a passagem do Telefónica pelo portão obrigatório em Fernado de Noronha e os próximos dias de velejada, que serão pela costa do Brasil. Joca é carioca e corre esta regata pela terceira vez. Um dado curioso é que ele sempre contou vantagem em cima dos gringos. Onde quer que eles fossem, Joca mandava: "Mulher bonita? Vocês precisam ir pro Brasil, ali sim que tem mulher bonita. Calor? Vocês precisam ir pro Brasil. Praia? Vocês precisam ir pro Brasil..." Pois não é que o destino reservou uma surpresa para o ex-ensolarado? No meio da regata passada ele se apaixonou por uma sueca e casou. Um dos velejadores que estava com ele no Ericsson 4 contou que Joca então virou motivo de brincadeiras constante. "Ué, se o Brasil era tão bom, por que então você foi morar num iglu?". C'est la vie...

E outra... vocês perceberam que ele está meio com sotaque de espanhol? A saudade deve estar apertando mesmo. 

Por Antonio Alonso às 09h35

17/11/2011

"Local" anda na frente do líder do ranking mundial e domina primeiro dia do Wind Brasil, em Fortaleza

 

 

Biel (50) e Paulão (3333)

Local sim, porque ele é cearense até o osso, mas eu confesso que já não dá mais pra ficar chamando o Biel Browne "revelação". Afinal, o cara já desempenhou esse papel. Em 2009, desconhecido e com apenas 18 anos, ele quebrou uma hegemonia de 12 anos dos estrangeiros no Wind Brasil. E era só o início da "Supremacia Browne", porque no ano seguinte, ele foi lá e repetiu a dose. Esse ano, o cara começou a competição quebrando tudo, com três vitórias na sequência. Não dá mais pra chamar de revelação. Na entrevista (leia abaixo matéria da assessoria de imprensa), ele dá aquele migué, já conhecido, que não se considera favorito, que tá dedicado ao emprego e à faculdade... Tá bom que neguinho anda assim sem se preparar ;-). Nós acreditamos, Biel. Mas continue quebrando tudo por aí.

O windsurfista cearense ganhou três das quatro regatas realizadas na praia em frente ao Marina Park Hotel

Da ZDL de Comunicação - Gabriel Browne, o "Biel", mostrou mais uma vez que conhece todos os caminhos do vento na capital do Ceará. O windsurfista local dominou amplamente o primeiro dia de disputas do Wind Brasil 2011, competição que está sendo realizada até domingo, em frente ao Marina Park Hotel, é válida pelo Sul-Americano de Formula e conta pontos para o ranking mundial. Biel venceu as três primeiras regatas desta quinta-feira e ficou em quarto na última, resultado que descartou e soma 3 pontos perdidos. Em segundo lugar está Paulão dos Reis, de Ilhabela, com 6 pontos, seguido do holandês Casper Bouman, com 8.

"Comecei muito bem o dia, mas cometi dois erros na última bateria, tentei recuperar, mas acabei em quarto", explicou Biel, de 20 anos, que contou o segredo do seu sucesso na raia montada defronte ao Marina Park Hotel, onde conquistou o bicampeonato do Wind Brasil, nas duas últimas edições (2009 e 2010). "Estou acostumado com a raia, pois sou daqui e sempre velejo no local. Sei como se comporta as ondas e conheço bem as rajadas e rondadas do vento de Fortaleza", simplificou.

Amador na frente dos profissionais - Atualmente ele não se dedica ao esporte em tempo integral. Esta é sua terceira competição na temporada - foi terceiro na Copa do Mundo, em Porto Rico, e sexto na Itália. Está trabalhando na empresa da família e faz o segundo ano de Administração. "Hoje me considero amador e é gratificante começar o Wind Brasil na frente de alguns dos melhores do mundo, que estão aqui", acrescentou.

Ele se refere a Martin Ervin, da Estônia, líder do ranking mundial, a Paulão dos Reis, vice-líder, e Wilhelm Schurmann, quarto colocado. Paulão é outro atleta que começou muito bem a competição. Fez três segundos lugares e largou escapado em uma regata, que descartou. "O dia foi bom, mas o Biel está muito rápido, principalmente na esquerda, onde não consigo acompanhá-lo de jeito nenhum. Mesmo assim, foi bom terminar em segundo, pois meu objetivo é finalizar o ano na liderança do ranking. Se eu ficar umas três posições à frente do Martin posso assumir o número um aqui mesmo", contou.

Paulão fez ótimos resultados neste ano. Foi campeão em Miami, na Estônia e na Grécia. Ficou em quarto na Copa do Mundo de Porto Rico e na Latívia , em sétimo no Europeu. "Em dezembro vou defender meu título em Miami e fecho a temporada. Espero ter ultrapassado o Martin. Seria muito legal se o Brasil tivesse dois entre os três primeiros do mundo, pois o Schurmann deve subir para terceiro depois de Fortaleza", acrescentou. 

Expectativa confirmada - O melhor estrangeiro, Casper Bolman, da Holanda, foi bastante regular - fez um segundo, dois terceiros e um sexto lugares - e está em terceiro na classificação geral. 

"Meus amigos falavam muito bem de Fortaleza e só confirmei essa grande expectativa. A raia é excelente e os ventos são ótimos, mesmo o mar tendo um pouco mais de ondas do que estou acostumado", analisou Bouman, de 26 anos, campeão do GP da Itália, nesta temporada. Em 2006 ele foi campeão mundial da olímpica RS:X. Dois anos depois mudou para a Formula, que considera mais emocionante e rápida. 

As quatro regatas desta quinta-feira foram disputadas com ventos considerados médios para Fortaleza, entre 12 e 18 nós em raia de 3,5 quilômetros. Para a sexta-feira estão previstas mais quatro baterias, entre meio-dia e 15h30 (13h e 16h30, horário de Brasília). O sábado está reservado para uma nova classe, a RS One, derivada da classe olímpica RS:X, que fará a estreia no Brasil. 

 

Resultados - após quatro baterias e 1 descarte

1- Gabriel Browne, o "Biel" - 3 pontos perdidos (1+1+1+4)

2- Paulão dos Reis - 6 pp (20+2+2+2)

3- Casper Bouman (Holanda) - 8 (2+6+3+3)

4- Victor Melo - 9 (3+7+5+1)

5- Fábio Melo - 14 (4+3+8+7)

6- Mathias Pinheiro - 14 (5+4+7+5)

7- Martin Ervin (Estônia) - 17 (8+5+4+20)

8- Wilhgelm Schurmann - 18 (6+8+6+6)

9- Isaac Matheus 24 - (7+9+9+8)

10- Felipe Olheiro - 29 (9+10+10+10) 


 

 

Por Antonio Alonso às 20h56

Ex-aluno do Projeto Grael se firma como proeiro de Lars com prata no Norte-Americano de Star

Da Velassessoria - O novo proeiro de Lars Grael, Samuel Gonçalves, foi um dos primeiros alunos do Projeto Grael - instituição social criada por Lars, Torben, Axel Grael e o velejador Marcelo Ferreira há 13 anos - quando a sede ainda era num contêiner na Praia de Charitas, em Niterói. Hoje, aos 22 anos, Samuel, que está concluindo o ensino superior em Desenho Industrial, vê na vela uma oportunidade profissional. 

"Conhecer o Projeto Grael foi um divisor de águas em minha vida. Até o curso da faculdade foi definido por causa da vela. Tenho um projeto de desenvolver um barco-escola e levar o esporte até outros jovens, assim como ocorreu comigo", comenta Samuel.

Para Samuel, velejar ao lado do ídolo Lars Grael, reconhecido internacionalmente pela sua competência e determinação, é um sonho realizado.

"Jamais pensei que um dia eu poderia chegar perto de conquistar uma regata local, muito menos competir com o Lars e, melhor ainda, ganhar uma medalha. Subir no pódio ao lado dele é uma emoção muito grande", conta o jovem, oriundo de uma família de baixa renda de Niterói. 

Vice-campeões americanos de Star

Os brasileiros Lars Grael e Samuel Gonçalves conquistaram, nesta quarta-feira (16), o vice-campeonato norte americano da classe Star, disputada em Tampa, nos Estados Unidos, por uma diferença de apenas 4 pontos perdidos da dupla vencedora, formada por George Szabo & Mark Strube. Este foi o terceiro pódio de Lars e Samuel desde que começaram a competir juntos na Star, há três meses. A primeira conquista ocorreu na estreia da dupla, no Estadual RJ, onde ficaram em 1º lugar. Semanas antes de embarcarem para os Estados Unidos, Lars e Samuel conquistaram o 2º lugar no Campeonato do Hemisfério Sul, disputado no Rio de Janeiro. O Norte Americano de Star foi realizado entre os dias 11 e 16 e reuniu 28 barcos na raia. 

"Termino a temporada 2011 de Star com a sensação de um saldo positivo. Disputei 3 títulos continentais e conquistei o Sul Americano em Mar del Plata com Rony Seifert e obtive dois Vice Títulos com o Samuel Gonçalves (o Samuca) respectivamente nos campeonatos do Hemisfério Sul, no Rio de Janeiro e agora o Norte Americano. Destaque ainda para os títulos Brasileiro com Renato Moura, em Brasília, e Estadual do RJ com o Samuca, em Niterói. Agradeço ao patrocínio da LIGHT e da Lei de Incentivo do Esporte do RJ e a todos que apoiam e torcem por este rumo de competições e paixão pela Vela", declarou o campeão.

Após o vice-campeonato nos Estados Unidos, a dupla retorna ao Rio de Janeiro para reforçar os treinos.

Por Antonio Alonso às 18h42

Líderes da Regata Volta ao Mundo já passaram por Fernando de Noronha

Novatos do Puma levam trote na travessia do Equador... é a tradição

Na costa brasileira, Puma e Telefónica polarizam disputa da primeira perna da VOR e passam pelo primeiro portão da regata

Da ZDL de Comunicação - Os norte-americanos do Puma e os espanhóis do Team Telefónica fazem uma espécie de 'match race' (competição barco contra barco) na descida para a África do Sul pela primeira perna da Volvo Ocean Race. A diferença, após a passagem pela linha do Equador, não ultrapassa 12 milhas náuticas (22 km), o que para uma corrida de longa duração é pequena. Os veleiros barcos também já passaram pelo gate (ponto obrigatório) de Fernando de Noronha na madrugada desta quinta-feira (17). 

A tradição da Volvo Ocean Race diz que quem vence a primeira perna da Volta ao Mundo é o campeão. Foi assim nas duas últimas edições e os dois barcos mais experientes na regata seguem a cartilha e polarizam uma disputa acirrada nas águas do Atlântico Sul após 12 dias de aventura.

"Após a passagem pela zona de calmaria, a tendência é ficar mais próximo da costa na descida pelo Brasil até a Cidade do Cabo. Espero que o 'Deus Netuno' nos ajude nesse trajeto. O Telefónica também escapou bem da área dos doldrums e acredito que os outros dois da flotilha deverão sofrer", contou Amory Ross, tripulante do Puma.

Já o espanhol Iker Martínez deixou bem claro como está a disputa nessa área com oscilação de vento. "Temos de continuar lutando. O Telefónica deixou para trás o marasmo. Temos vindo a pé em zero nós. Lutamos contra o vento com todo o entusiasmo", salientou o líder da equipe espanhola. O próximo a cumprir a regra passando por Fernando de Noronha será o Camper with Emirates Team New Zealand. 

O francês Groupama 4, após uma largada surpreendente beirando a costa africana, é o lanterna da flotilha. Abu Dhabi (Emirados Árabes) e Team Sanya (China) desistiram da primeira perna. O time dos Emirados Árabes, após vencer a Regata do Porto, em Alicante, teve um problema no mastro na largada e voltou para a Espanha para tentar resolver a avaria. Instalou novo mastro e retornou para a regata, mas enfrentou ventos muito fracos no Mediterrâneo, após deixar Alicante. Com medo de chegar atrasados na Cidade do Cabo e comprometer a perna seguinte, a tripulação de Ian Walker voltou para a Espanha e desistiu da competição. O barco segue de navio para a África.

A largada rumo à cidade do Cabo foi dada no sábado (5) e a previsão de chegada em território africano é 25 de novembro, depois de 6.500 milhas náuticas (12.044 km). A segunda perna, entre Cidade do Cabo e Abu Dhabi (Emirados Árabes) tem largada em 11 de dezembro para percurso de 5.430 milhas náuticas (10.060 km). Depois, a flotilha segue para Sanya/China(4.600 milhas náuticas/8.520 km), Auckland/Nova Zelândia(5.220 milhas náuticas/9.670 km), ao redor do Cabo Horn até Itajaí/Brasil (6.705 milhas náuticas/12.420 km), Miami/EUA(4.800 milhas náuticas/8.890 km), Lisboa/Portugal(3.590 milhas náuticas/6.650 km), Lorient/França(1.940 milhas náuticas/3.590 km), finalizando a aventura em 7 de julho de 2012, na cidade de Galway/Irlanda(485 milhas náuticas/898 km). Durante oito meses, os veleiros percorrerão 39.270 milhas náuticas (72.767 km).


Por Antonio Alonso às 15h25

Vídeo abobrinha: Como fazer windsurf usando sapato-alto de mil reais

Essa é abobrinha assumida. Encontrei na internet este tutorial da Alexi Key Lee ensinando a velejar de windsurf usando scarpins Gianmarco Lorenzi de mais de mil reais. Se você, como eu, achou besteira, é interessante notar que esse vídeo teve 300 mil visualizações no Youtube. Algo deve ter chamado a atenção.

Para quem não aprendeu tudo com o primeiro (lerdinhos, hein), ela lançou um segundo vídeo, que foi marcado como impróprio no Youtube. Bom, antes de sair correndo para fazer uma conta e ver o vídeo, saiba que eu não vi nada de "especial" ou diferente do primeiro. Have fun.

Por Antonio Alonso às 15h16

Nelson Ilha, Melhor brasileiro no Mundial de J/24 é só 44º lugar

Da Final Sports: Com o vento soprando do leste a uma intensidade de 8 nós os barcos entraram na água na tarde de ontem, dia 16, para a realização de mais duas regatas do Mundial de J-24.  No total, quatro provas das 10 programadas já foram competidas nas raias do Yach Club Argentino, na Argentina. 

Uma das cinco embarcações a representar o Brasil na competição, a gaúcha Diferencial Sailing Team está tendo um começo difícil. A equipe havia encerrado o primeiro dia de evento na 40ª posição, após somar um 38º e um 39º lugar. Nesta quarta, manteve-se na mesma zona de classificação, caindo, entretanto, para 44º, após cruzar a linha de chegada em 51º e 37º. A liderança está com o barco do norte-americano Timothy Healy, seguido pelo o do argentino Francisco Van Avermaete.

As posições, todavia, ainda não estão totalmente definidas. A organização do evento recebeu até o momento mais de 30 protestos, que ainda não foram avaliados em sua totalidade. Além disso, mais seis regatas ainda estão por vir, permitindo que a Diferencial Sailing Team mantenha a esperança de atingir o objetivo almejado para o Mundial: finalizar entre os dez primeiros colocados. Duas destas provas acontecerão nesta quinta-feira, a partir das 14h.

O Mundial de J-24 deste ano ele conta com 60 embarcações de mais de aproximadamente dez países. 

Por Antonio Alonso às 14h32

Com Samuca Gonçalves, Lars Grael é vice no Norte-Americano de Star

Mesmo correndo por fora e sem aparecer em grandes eventos internacionais, Lars Grael voltou a brilhar na classe Star. Nesta quarta ele sagrou-se vice-campeão no Norte-Americano de Star, ao lado de seu novo proeiro, Samuel Gonçalves. Nas seis regatas disputadas em Tampa, na Flórida, o pior resultado da dupla foi um nono lugar, que foi o descarte. Com dois quartos, um terceiro e dois segundos, eles terminaram com 15 pontos perdidos, quatro a menos que o campeão. O título ficou com outro velejador cheio de experiência, o americano George Szabo, que correu com Mark Strube. A dupla venceu as últimas três regatas e ultrapassou os brasileiros na segunda metade do campeonato.

Apesar do bom resultado, Lars e Samuca não vão participar do Mundial de Star na Austrália, em dezembro. Scheidt e Prada serão os únicos brasileiros no evento, que garante a vaga do país (não do velejador) na Olimpíada de Londres, ano que vem. A dupla brasileira será decidida em competições nacionais, que incluem uma seletiva olímpica, no ano que vem.

Samuel Gonçalves, que se formou nas turmas do Projeto Grael, destacou isso em seus agradecimentos: "Vice-Campeão do Norte Americano da Classe Star em Tampa na Flórida com 28 barcos ao lado de um grande amigo e exemplo de vida.

Obrigado pela trocida e pelo apoio do Projeto Grael!!!!!

Grande abraço a todos"

Por Antonio Alonso às 09h12

16/11/2011

Picolé, novo barco de Beto Pandiani, começa a ficar pronto na Alemanha

Beto Pandiani já velejou toda a costa oriental das Américas a bordo de pequenos catamarãs abertos (que muita gente chama genericamente de Hobie Cat). A próxima aventura dele é uma viagem entre a Cidade do Cabo e o Rio de Janeiro que vai servir também como plataforma de testes para o passo seguinte, mais audacioso, que é contornar o norte do Canadá inteiro velejando, ligando os oceanos Pacífico e Atlântico, uma rota que, segundo o próprio Betão, só é possível graças ao aquecimento global, que está derretendo o gelo na calota polar ártica e possibilitando a travessia.

Hoje ele postou a foto do mastro do Picolé e esse recado todo orgulhoso no Facebook:

Bom dia a todos. Meu bebe esta nascendo na Alemanha, meu filho vem com sotaque alemão... rss. O mastro do Picolé já esta pronto, em breve recebo fotos dos cascos. Estamos com os prazos muito apertados, mas tenho que confiar que tudo vai dar certo, e respostas de parceiros serão confirmadas para a viagem Capetown - Rio.

grande abraço a todos.

Por Antonio Alonso às 15h38

Velejadores da Volta ao Mundo contam como fazem para driblar as calmarias intertropicais

Os velejadores da Regata Volta ao Mundo entraram na complicada zona de calmarias intertropicais, os dóldruns. Ali, uma das estratégias que mais funciona é ir contornando as tempestades, com o risco de ficar preso e parado em uma delas. A bordo do Telefónica, Andrew Cape conta como eles estão fazendo a bordo. Tudo traduzido em português. Puma e Telefónica seguem se revezando na liderança (agora é a vez do Puma), enquanto Camper e Groupama ainda vão enfrentar a pior parte dessas calmarias.

Enquanto isso, Mike Sanderson, do quebrado Team Sanya, já está pronto para trabalhar na África do Sul, enquanto seu barco viaja de navio (com combustível extra, para poder navegar mais rápido e chegar a tempo para os reparos).

Por Antonio Alonso às 12h03

Brasileiros começam (bem) mal no Mundial de J/24

Com quatro tripulações gaúchas, o Brasil começou mal no Mundial da classe J/24, na qual temos uma enorme tradição. Nosso melhor barco, comandado por Ronaldo Ruschel e timoneado por Samuca Albrecht, ficou em 36º lugar após as duas primeiras regatas. Segue o release da assessoria do Diferencial, de Nelson Ilha, segundo melhor brasileiro no primeiro dia.

Da Final Comunicação - Foram realizadas nesta terça-feira, 15, as primeiras regatas do Mundial de J-24. A competição, de destacada importância para a classe, conta neste ano com a participação de 60 embarcações de países como Estados Unidos, Chile, Itália e Peru. Da Argentina, pais sede do evento,  são 26 embarcações e o Brasil conta com cinco representantes na competição.

Uma das tripulações a exibir a bandeira verde e amarela no Mundial, a Diferencial Sailing Team teve um início complicado. No dia mais aguardado, o da estreia no Mundial, acabou nas duas provas realizadas com uma posição abaixo do esperado, em 38º e 39º.  Com o somatório destas colocações a equipe formada por Nelson Ilha, Frederico Sidou, Matias Mellecci e Felipe Ilha finalizou a terça-feira em 40º lugar. 

Apesar do começo difícil, a Diferencial Sailing Team não perdeu as esperanças de atingir o objetivo almejado para a competição: terminar entre os 10 primeiros colocados. As chances ainda são grandes e a expectativa agora recai sobre as regatas agendadas para esta quarta-feira, 16, quando duas provas deverão acontecer a partir das 13h.

Por Antonio Alonso às 11h13

15/11/2011

Paulão, Biel Browne e Wilhelm Schürmann competem no Wind Brasil, em Fortaleza

A Formula Windsurfing não é olímpica, mas os brasileiros mandam muito nessa classe. Wilhem Schurmann (sim, filho da família Schurmann, aquela) já foi campeão mundial e é um dos grandes nomes da modalidade, estará em Fortaleza nesta semana competindo no Wind Brasil. Além dele, já estnao treinando Paulão dos Reis, de Ilhabela, e a ex-revelação (agora peso-pesado) Biel Browne.

Da ZDL de Comunicação - A 15a. edição do Wind Brasil reunirá os maiores windsurfistas nacionais e destaques internacionais de 17 a 20 de novembro no Marina Park Hotel, em Fortaleza (Ceará). O Brasil entra com força total, representado por feras como Paulo dos Reis, o Paulão, atual vice-líder do ranking mundial, Gabriel "Biel" Browne, bicampeão do Wind Brasil (2009 e 2010), e Wilhelm Schurmann, campeão do Oceanic & Australia Formula Windsurfing 2011.

Paulão quer o título para retomar a liderança do ranking, agora nas mãos de Martin Ervin, da Estônia. Em 2010, o baiano radicado em Ilhabela (SP) garantiu o topo do ranking justamente após o vice-campeonato do Wind Brasil. Nessa temporada, o pentacampeão brasileiro de Formula conquistou o primeiro lugar no Americano de Formula Windsurfing, que teve ainda Wilhelm Schurmann em segundo lugar, e nas Copas Báltica e dos Lagos Ibéricos.

Já Biel defende o tricampeonato do Wind Brasil. Mesmo com a 46ª posição no ranking e uma temporada não tão boa quanto a de 2010, o jovem cearense de 20 anos está confiante porque sempre compete bem em casa. Ele foi o terceiro colocado no Campeonato de Porto Rico.

Schurmann ficou em quarto lugar no Wind Brasil 2010 - Mundial de Formula e liderou o ranking mundial de Formula Windsurfing por três vezes nos últimos quatro anos (2007, 2009 e 2010). Agora, com a quarta posição no ranking mundial, o catarinense pretende retornar ao pódio e fechar o ano com o segundo título de Formula.

Entre os principais resultados do atleta de 35 anos estão 10 brasileiros de Slalom, pentacampeonato sul-americano de Formula (2000, 2001, 2002, 2004 e 2009), bicampeão norte-americano e europeu leve de Formula e o tetracampeonato brasileiro de Fórmula Windsurf.

Esta terça-feira e a quarta são os dias reservados para inscrições e treinos. A competição de Formula começa na quinta-feira. O sábado está reservado para uma nova classe, a RS One, derivada da classe olímpica RS:X, que fará a estreia no Brasil. 

Por Antonio Alonso às 19h02

No Chile, Pisco Sour leva a melhor entre os Soto 40 em etapa do VTR

O "novo" Pisco Sour no Chile

Essa eu coloco aqui para os adictos da Soto 40. Com tradução livre, o texto abaixo conta a vitória do Pisco Sour na sexta etapa do VTR Oceânico, o circuito mais importante para os chilenos. Também aqui no Brasil o Pisco foi um dos melhores Soto 40 na Mitsubishi Sailing Cup. Na súmula, já notei que tem três barcos novos por lá: BCI, Entel e Apolonia. Tomara que os melhores corram várias etapas do Circuito Sul-Americano que começa ano que vem.

Algarrobo, 13 de novembro de 2011 .- Com o triunfo do iate "Pisco Sour", de Bernardo Matte (Soto 40), encerrou-se a sexta etapa do Campeonato Nacional VTR Oceânico, o torneio de vela mais importante e mais competitivo do Chile.

Com média de vento fraco (6-8 nós de sudoeste), a flotilha de Soto 40 foi para a água no último dia em uma disputada de barlavento-sotavento de 6 penas, com e 9,8 milhas, na qual venceu o "Entel", de Per von Appen. No entanto, os resultados acumulados nos três dias colocaram o troféu nas mãos do "Pisco Sour", de Bernardo Matte, timoneado por Paul Amunátegui, que obteve quatro vitórias e 6 pontos perdidos (6 regatas, um descarte), seguidos pelo "Mitsubishi", de Horacio Pavez, com John Edward Reid no timão, com 14 pontos, e "BCI", de José Luis Venda, dirigido por Eduardo Santambrogio, com 15. Mais atrás ficaram "Entel", 20, "Capital Celfin", de Jorge Errazuriz, e "Movistar" (Ramon Eluchans, e dirigida por Felipe Robles), ambos com 23.

A sétima etapa do VTR no Chile começa dia 11 de dezembro, com a tradicional Regata Meios de Comunicação, que pela primeira vez em sua história aconteceraá no Yacht Club Quintero.

Por: Silvana Gonzalez Messina / CNO e as fotos de Rodrigo Fernandez.

Por Antonio Alonso às 18h53

Mundial de J/24 começa na Argentina com cinco tripulações brasileiras

60 barcos de 9 países estão na disputa do Mundial de J/24 a partir desta terça em Buenos Aires, na Argentina. O J/24 é um design velhinho, eu diria até ultrapassado, mas tem a força desses clássicos que não morrem. O Brasil tem muita força na classe e teve uma fase hegemônica com o Santinha, Maurício Santacruz. 

A regata de hoje começou com atraso e os resultados ainda não foram publicados, mas José Ortega, do Veleiros do Sul terminou em terceiro na regata-treino desta segunda.

Curiosidade: o maior campeão da história da classe é Ken Read, que praticamente passou do J/24 para a Regata Volta ao Mundo, com um período curto de preparação entre as duas experiências.

Curiosidade 2: O argentino Matias Capizzano, fotógrafo náutico (encostado no bolo dos melhores do mundo) desta vez vai largar a máquina e velejar

Por Antonio Alonso às 16h41

14/11/2011

Mulheres deixam os homens para trás e dominam Campeonato Brasileiro de Match Race

Renata Decnop, Gabriela Sá e Lari Juk, campeãs no feminino e no masculino

Não teve espaço para os homens no pódio. Dois dias depois de vencer o Brasileiro Feminino de Match Race, a tripulação de Renata Decnop venceu o Brasileiro de Match Race Open. E não foi só ela. O pódio foi todo feminino, Low Beer, o melhor homem na competição ficou em quarto lugar. Henrique Haddad, o Gigante, melhor brasileiro no ranking de Match Race, não competiu.

O Match Race é uma arte bastante singular da Vela. Nele, os veleiros competem um contra um, como numa competição de tênis. Tem gente, que detesta. Lars Grael, disse uma vez que "o objetivo é sacanear o oponente, e eu não me sinto confortável fazendo isso". Tem gente que é apaixonado. Há quase 190 anos, a America's Cup, o troféu esportivo mais antigo em disputa pela humanidade é, no fundo, uma competição de Match Race. 

O Match Race feminino é olímpico, ao contrário do masculino. Isso explica em parte o domínio das meninas. Outra parte da explicação está no desinteresse de outros grandes velejadores brasileiros de Match Race, como Torben Grael e Alan Adler, pela modalidade. Desinteresse que vem da falta de tradição brasileira nesse tipo de disputa. Na Austrália e na Nova Zelândia, por exemplo, tem gente que nunca velejou de flotilha na vida, é só Match Race desde criancinha. O James Spithill, skipper do Oracle na próxima America's Cup me disse uma vez que ele é desses caras. Nunca ganhou uma competição de flotilha na vida. E é um dos maiores do mundo.

Nota positiva pro Ceziha Dias, competente assessor do Iate Clube de Santa Catarina. Já que a organização do campeonato não se preocupa com divulgação, o clube fez e distribuiu o release abaixo. Valeu, Cezinha

Dois dias depois de faturar o título brasileiro na categoria Feminina no Brasil Match Cup, disputado no Iate Clube de santa Catarina em Florianópolis, a carioca Renata Decnop vence também a categoria open da competição. A segunda colocação, mais uma vez, ficou com Juliana Sennft.

Diferente dos dias da competição feminina, desta vez o vento soprou fraco e com muitas rondadas, mas para Renata, a condição favoreceu sua equipe. “Somos uma tripulação leve, e quanto mais fraco o vento estiver melhor para nós”, diz a timoneira da equipe formada há pouco mais de dez dias, que tem na equipe a velejadora Larissa Juk, atleta do ICSC.

“Todas nós estamos em campanha olímpica há pelo menos dois anos, são três barcos e nove velejadoras que se revezaram nas funções do barco. Isso trouxe muito entrosamento e agora duas equipes estão definidas e preparadas para a fase final do treinamento até Londres”, completa Larissa, timoneira da equipe que ainda tem a carioca Gabriela Nicolino completando a tripulação bi campeã.

Mas a equipe mal terá tempo para comemorar o título duplo, nesta terça-feira as três já retomam os treinos em Niterói, Rio de Janeiro, onde estão outros três barcos da classe Elliot 6M. Na próxima semana a equipe já encara um novo desafio no Campeonato Ibero-americano de Match Race, em Porto Alegre e no começo de dezembro o trio disputa o campeonato Mundial da categoria na Austrália.

Por Antonio Alonso às 20h57

Em Fortaleza, Neil Pryde estreia campanha nacional para emplacar nova prancha olímpica

 

Competição definirá o campeão sul-americano de windsurfe na categoria Formula. Novidade do ano será a categoria RS One

Da ZDL: Os maiores windsurfistas nacionais e destaques internacionais se reúnem de 17 a 20 de novembro, no Marina Park Hotel, em Fortaleza (Ceará), atrás do título da 15a edição do Wind Brasil. A competição será válida pelo campeonato sul-americano da classe Formula e contará pontos para o ranking mundial da modalidade.

A novidade do ano fica por conta da entrada da categoria RS One, que vem fazendo competições nas principais praças mundiais do windsurf. A RS One será disputada apenas no sábado (19), dia de folga da Formula, e objetivo dos organizadores será mostrar aos atletas o novo equipamento.

"A NeilPryde, empresa fabricante das pranchas, está introduzindo a RS One no mundo inteiro e escolheu Fortaleza para ser a primeira cidade a receber a modalidade no Brasil. Serão 20 pranchas oferecidas aos pilotos para competirem durante todo o dia", explica Décio Sanford, da Arrow Marketing, empresa organizadora do Wind Brasil nos últimos 15 anos.

A classe é derivada da RS-X, que é olímpica, mas a principal diferença está no design da prancha, que favorece um manejo mais rápido e prático, objetivando a melhor performance, além de ser durável e menor. 

Gabriel "Biel" Browne, bicampeão do Wind Brasil (2009 e 2010), e Wilhelm Schurmann, dono de dez títulos nacionais de Slalom, já confirmaram presença no torneio e figuram entre os favoritos por um lugar no pódio.

"O campeonato será muito equilibrado, com alto nível técnico. Vamos torcer para que um brasileiro conquiste o título mais uma vez", afirma Teka Lenz, presidente da Associação Brasileira de Windsurf (ABWS), que responde pela área técnica da competição.

O Wind Brasil é um projeto pioneiro criado pela Arrow Marketing, com apoio da Associação Brasileira de Windsurf (ABWS). Ele nasceu há 15 anos e manteve o objetivo de não só incentivar a prática do windsurfe e de revelar novos valores do esporte no País, mas também de fomentar o turismo na região onde as competições sãodisputadas.

 

 

Por Antonio Alonso às 16h22

Irmão do skipper do Puma é um dos líderes da Volta ao Mundo virtual

Pela primeira vez desde que comecei a cobrir vela, há quase 10 anos, eu estou jogando esse joguinho virutal da Regata Volta ao Mundo. E estou muito mal. Tenho minhas desculpas, o site ficou fora do ar no dia da largada e blablabla. Mas eu confesso que já acordei no meio da noite pra ver se a última rondada tinha prejudicado meu barco. Eu acho que não sou o único nessa barca, então vou compartilhar aqui um divertido post que Ken Read, capitão do Puma, postou no blog do time sobre os "sofrimentos" do seu irmão com os ventos de mais de 40 nós no Mediterrâneo. Aí vai: (o vídeo acima é pra quem quiser ver os bigodinhos da turma do Puma)

 

Atualização do timão

1 ª Etapa, dia 9

13 nov 2011

POR: Ken Read, capitão, PUMA Ocean Racing 

Então ... de vez em quando recebo e-mails aqui no barco, e recebi um da minha esposa, Kathy, dizendo-me que o meu irmão, Brad, está jogando o jogo virtual da Volvo Ocean Race na web e está indo muito bem. Brad também está enviando o barco placares dos esportes nos EUA, então eu perguntei a ele sobre como ele está progredindo com seu passeio ao redor do mundo a partir do conforto do seu sofá.

Eu prefacio desta história, dizendo que ele e eu temos uma relação muito boa, com algumas tiradas sarcásticas que herdamos de nossos pais. Na verdade, ele pode acontecer de ve em quando que tenhamos que apresentar um ao outro em algum evento público. Que melhor maneira de mostrar seu amor para seu irmão do que abusar dele na frente de centenas de pessoas? Bem, em Newport [Rhode Island] cerca de um mês atrás, logo antes de partir para Alicante, eu o ajudei fazendo uma apresentação em um evento para arrecadar dinheiro para a Sail Newport. No seu discurso inaugural, ele chegou muito perto e cruzar a linha. O que ele disse, você pode perguntar... Bem, ele anunciou o fato já bem conhecido que eu sou a pessoa mais velha a frota (por dois dias a mais que o tripulante do CAMPER, Tony Rae, devo acrescentar). Eu estava um pouco sensível sobre isso na época? Com certeza. E, Brad me jogou bem debaixo do ônibus.

Então, agora é a minha vez.

Aqui vem a parte boa. Ele escreve de volta para dizer que ele foi o terceiro barco a sair do Mediterrâneo no jogo virtual, o que é incrível, já que euouvi dizer que a maior parte da China está no jogo. Ele está muito orgulhoso de si mesmo, eu posso dizer. Mas, então ele passa a me dizer o quão difícil foi!!!!!!! Você está brincando comigo? Você seriamente nos escreva neste barco e para dizer que o Mediterrâneo foi duro com você?? Sério? O mesmo trecho de água que levou um mastro e quase afundou um outro barco e praticamente torturando o resto da frota de marinheiros durante as primeiras 30 horas da regata?

As primeiras coisas primeiro. Brad, olhe no espelho e perceba que não há nenhuma olheira negra e enorme sob seus olhos. Você provavelmente não está queimado de sol e endurecido pela água salgada. E, meu palpite é que você lavou seu cabelo pelo menos uma vez nos últimos oito dias. Se jogar em um vendaval no Mediterrâneo, com cerca de 50 frentes para serem cruzadas, 8.000 cambadas (movendo duas toneladas de equipamentos de lado a lado de cada vez) e bem-vindo ao nosso mundo! O quão difícil foi sair do Mediterrâneo de novo?

Brad continua e me diz que está lá pelo 12 º lugar agora. Vou virar o jogo agora e perguntar - como diabos você fez cair nove posições? É muito difícil?

E, finalmente, o golpe de misericórdia. Ele diz ... e cito ... "Nos últimos quatro dias dormir não foi tão ruim, mas a primeira semana foi uma loucura! Eu acordava um par de vezes quase todas as noites."

Estou sem palavras. Eu não sei o que dizer, pela primeira vez na minha vida. Vou deixar que os fãs do mundo da vela que eles pensam dessa "loucura" de que você fala. Eu tenho mais nada a dizer sobre este assunto. Oh e por falar nisso, nós estamos competindo, indo muito bem, a vida a bordo é boa, Kelvin tem um chapéu Marmo, e todos nós estamos deixando nossos bigodes crescer em homenagem a Movember para apoiar a conscientização do câncer de próstata.

Hey Brad, este apoio do câncer de próstata é importante para mim, já que que eu sou tão velho! Talvez você devesse crescer um bigodinho também, que tal?

- Kenny

 

Por Antonio Alonso às 12h44

13/11/2011

Brasileiro feminino de Match acontece em Floripa, mas organização acha que não vale a pena divulgar

Eu tenho uma amiga que nunca saiu do Brasil, mas adora usar expressões do tipo: "Brasileiro é foda..." ou "Só no Brasil que acontece isso". Eu não consigo mais argumentar e só ouço e tenho fé que um dia ela vai aprender que nós – normalmente – temos uma certa responsabilidade em sermos os protagonistas das nossas vidas. Digo isso porque eu consegui os resultados do Campeonato Brasileiro de Match Race Feminino graças a uma pessoa apaixonada pelo que faz e que está lá em Floripa.

O campeonato tem patrocínio, tem premiação em dinheiro, a classe é olímpica... Mas ninguém da organização achou que valia a pena divulgar. Depois, a gente reclama que a Vela não é valorizada e que mimimimimmiii...

A equipe de Renata Decnop, Gabriela Sá e Larissa Juk venceu o Brasileiro e vai cheia de moral para o Mundial na Austrália, que acontece no mês que vem. Bom, cheia de moral entre as brasileiras, porque o Brasil não deve conseguir a vaga olímpica nesse mundial e terá que lutar por uma das quatro vagas remanescentes do Mundial do ano que vem, em fevereiro. Eu posso estar errado, mas eu acho que a falta de competitividade dessas meninas internacionalmente tem a ver com descasos como este. Um evento patrocinado, que não mandou um release ou uma foto sequer (a foto que eu posto aqui, eu roubei do Facebook da Larissa Juk). Será que esse esporte merece ir além, sendo tratado assim? Será que o futebol teria virado o que virou se um dia alguém (por acaso foi o João Havelange) não tivesse descoberto que aquilo poderia ser tratado como espetáculo?

Essa é daquelas coisas que desanimam. E o pior é que tem uma confederação (patrocinada) investindo bastante na preparação dessas meninas e o evento tinha patrocinadores próprios (por que esses caras patrocinam uma competição sem divulgação da marca deles?).

Sobre o que aconteceu na água? Eu sei muito pouco. Sei que a equipe de Juju Senfft matou a pau na primeira fase, ganhou de todas as adversárias, mas caiu na final, por 2 a 1 contra o time de Renata Decnop. Juju Senfft e Renata Decnop estarão no Mundial em dezembro, com suas equipes, e no começo do ano que vem, nos Estados Unidos, devem definir se o Brasil vai à Olimpíada e qual das duas equipes será a classificada.

Eu prometo que vou tentar saber de tudo, mesmo que achem que não vale a pena.

Por Antonio Alonso às 21h42

Eu avisei: Groupama cai de primeiro para último na Volta ao Mundo

 

O Puma, único barco dessa flotilha no qual eu já velejei, é o novo líder

Os ventos começam melhorar mais para oeste no meio do Oceano Atlântico e chegou a hora de cada barco da Regata Volta ao Mundo colher o que plantou nesses primeiros sete dias. Em menos de 24 horas, o veleiro francês Groupama caiu de primeiro para último na Regata Volta ao Mundo. O Puma assumiu a liderança, com o Telefónica bem perto, a 18 milhas.

No meu jeito de ver a Vela, essa hora, quando a estratégia começa a pagar, é um dos grandes momentos do esporte. Afinal, aqui não tem gol, ponto, cesta... E cruzar a linha é mais ou menos como ouvir o apito do juiz... é o resultado de algo que já passou. Eu acho que muito da beleza desse esporte está aí, na inteligência com que os riscos são tomados.

Eu explico. Os barcos saíram de Alicante, no Mediterrâneo, e precisam chegar na Cidade do Cabo. Um navio a motor poderia fazer esse percurso pelo caminho mais curto, contornando o litoral da África. Mas veleiros não fazem isso, eles fogem dos ventos contrários e fracos no litoral da África para se aproveitar dos confiáveis alísios, no litoral do Brasil. Lembram da historinha de Pedro Álvares Cabral? Que ele estava indo para as Índias e veio parar aqui no Brasil? Pois é, esse é mesmo o caminho que ele teria de fazer.

Nessa etapa, dois barcos quebraram e sobraram quatro. Apenas um deles apostou em seguir mais tempo pelo litoral africano, o francês Groupama. E, no começo, valeu muito a pena. Os ventos estavam bons por ali, eles progrediram mais rápido rumo sul e logo assumiram a liderança na tabela de posições. Os outros barcos, mais a oeste e mais ao norte, já começaram a ficar mais perto do Brasil, que é um trecho obrigatório do caminho (há uma marcação em Fernando de Noronha, por onde a flotilha precisa passar). 

Conforme a previsão, os ventos no litoral africano começaram a ficar bem ruins. Ontem o Groupama mudou seu rumo para oeste e agora está em último lugar, 145 milhas atrás do líder na tablea. Mas a situação do Groupama é um pouco pior do que essa no meu modo de ver. Isso porque eles estão a mais de 450 milhas a leste dos líderes. E vão ter que percorrer tudo isso pra chegar lá.

Eu tinha feito uma aposta aqui que o Groupama seria o último. Mas nem eu sabia que ia ser tão rápido assim.

 

Por Antonio Alonso às 08h51

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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