Blog do José Cruz

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05/11/2011

Volta ao Mundo: Abu Dabi quebra o mastro na primeira noite. Não há vítimas

O veleiro Azzam, da equipe Abu Dhabi Ocean Racing passou parte da noite motorando sem mastro de volta para Alicante, onde a equipe de terra terá a tarefa de fazer uma troca emergencial de mastros para que os "árabes" comandados pelo britânico Ian Walker possam voltar à regata.

A quebra foi um golpe duríssimo, porque o Azzam havia vencido a regata costeira e era um dos favoritos para esta importante primeira perna. Agora, com pelo menos um dia de atraso, eles ficam em péssima situação neste começo de Regata Volta ao Mundo.

O Abu Dhabi avisou a organização que estava suspendendo a regata às 19h15 locais, com o mastro quebrado. O barco estava então 30 milhas náuticas ao sul de Cartagena, ainda na costa espanhola, cinco horas após a largada.

Às 20h30 o comandante Ian Walker informou: "Nossa situação agora é estável. Nós estamos motorando para águas mais calmas, no Cabo de Palos, onde esperamos conseguir colocar a parte de cima do mastro a bordo do barco. Não temos feridos e recolhemos todo o equipamento. Nosso mastro quebrou em três locais quando descíamos uma onda enorme com mais de 30 nós de vento. Nós ainda não sabemos qual foi a causa".

Junto com a quilha, a quebra do mastro é a pior coisa que pode acontecer a um veleiro de competição. Com sorte, é possível fazer uma mastreação de fortuna e seguir a um ritmo muito mais lento que o natural. Não há a menor condição de reparar o mastro na água ou de continuar em competição. A intenção da equipe Abu Dahbi agora é voltar a Alicante para avaliar e reparar possíveis danos no barco e trocar o mastro pelo reserva.

Por Antonio Alonso às 23h54

Zidane assiste largada da Volta ao Mundo e vê show do Camper

O brasileiro Joca se despede da esposa sueca Lotta

O astro do futebol Zinedine Zidane esteve lá para ver. E o Camper teve uma largada impressionante nesta primeira perna da Regata Volta ao Mundo. O barco tripulado pelo Emirates Team New Zealand foi muito superior aos demais e completou o percurso de bóias montadas em frente à praia em Alicante, deixando a última marca quase dois minutos à frente do segundo colocado, o Puma. O Telefónica, barco local, mais uma vez amargou a sina de passar alguns momentos em último em frente a sua torcida. Mas a vergonha foi só pública e momentânea. Enquanto eu escrevo estas linhas, o barco espanhol, com o brasileiro Joca Signorini a bordo, já era o primeiro, mas menos de 500 metros à frente de Puma e Groupama. A sorte está lançada. Nos próximos dias vai ficar claro quem tem as melhores cartas.

O destino da flotilha será a Cidade do Cabo (África do Sul) depois de 6.500 milhas náuticas de percurso (12.044 km) passando pelos mares do Atlântico e Mediterrâneo, incluindo o gate de Fernando de Noronha (local em que os veleiros são obrigados a passar). As primeiras 24 horas serão com condições mais adversas de acordo com a meteorologia da Europa, com ventos entre 20 e 30 nós (entre 37 e 55 km/h).

"É uma sensação diferente. Despedir da esposa e dos filhos é duro e estaria mentindo se dissesse que é possível ter frieza nesse momento", contou Mike Sanderson, líder do Sanya, após a despedida.

A emoção tomou conta das famílias dos tripulantes dos seis barcos no anúncio oficial das equipes. Filhos, esposas e amigos desejaram boa sorte na travessia com os olhos cheios de lágrimas. Os velejadores foram recebidos pelo príncipe das Astúrias, Felipe de Bourbon, e pelo campeão mundial de futebol Zinedine Zidane.

"É uma sensação de liberdade. Eu achava que o barco era maior para abrigar os 11 velejadores. Eles trabalham em equipe e são heróis", explicou Zidane, craque francês e um dos maiores algozes da história do futebol brasileiro.

O Brasil não tem um barco próprio, como na edição de 2005/06, mas dois velejadores levam o nome do País na regata. Horácio Carabelli e Joca Signorini tem funções especiais no Team Telefónica da Espanha. Carabelli não navega, mas é o diretor técnico do time, enquanto Signorini é chefe de turno. Os tripulantes trabalham em turnos de quatro horas durante as travessias.

"Estamos prontos para a aventura e queremos brigar pela vitória. Foram dois anos de preparação e o momento de partir chegou. Temos os brasileiros como peças chave no barco, já que são atuais campeões do evento", revelou Íker Martinez, comandante do Team Telefónica.

O vento de 25 nós de média, considerado forte, foi melhor aproveitado pelo Camper que contornou as primeiras boias na frente, e abriu vantagem para Puma e Team Telefónica. O Abu Dhabi, vencedor da Regata do Porto e líder da VOR, ficou mais atrás, seguido pelo Groupama 4 e Team Sanya. 

As condições climáticas podem causar avarias nos barcos, por isso as tripulações estão preparadas para esse início de regata até a calmaria dos Doldrums (região com pouco vento a norte do Equador). Na descida da costa brasileira os veleiros são ‘impulsionados’ até a Cidade do Cabo.

"A situação é ideal para a alta-performance dos barcos Volvo Open 70, principalmente à noite durante a passagem do Mediterrâneo para o Atlântico Norte. As ondas costumam vir de frente e o convés ficará completamente molhado", disse Gonzalo Infante, meteorologista-chefe da Volvo Ocean Race. 

Seis equipe disputam o título desta edição - Abu Dhabi (Emirados Árabes), CAMPER (Nova Zelândia/Espanha), Groupama (França), PUMA (EUA), Sanya (China) e Telefónica (Espanha) investiram, cada uma, R$ 27 milhões para participar da Volvo Ocean Race. Esta edição está sendo considerada uma das mais equilibradas da história, com cinco barcos em condições de vencer.

Por Antonio Alonso às 16h45

Acompanhe agora ao vivo a largada da Regata Volta ao Mundo

A flotilha da Regata Volta ao Mundo começa às 11h de Brasília (14h locais) a primeira perna oceânica da edição 2011-2012. Os seis barcos largam rumo à Cidade do Cabo, na África do Sul, em um percurso de 12 mil quilômetros. Essa será apenas a primeira de nove pernas que serão disputadas até que a volta ao mundo seja completada em Galway, a Irlanda, em julho de 2012. No caminho, a flotilha vai parar no Brasil, em Itajaí, em abril. 

Depois de cruzar a linha de largada, em frente à Vila de Regatas em Alicante e passar pela mesma zona onde foi disputada a primeira regata costeira, há uma semana. A flotilha então fará um percurso até Albufereta e Cabo de Huertas, antes de voltar à zona da linha de largada e seguir rumo ao mar aberto. O vento tem intensidade de cerca de 20 nós.

A largada será transmitida ao vivo no canal do YouTube, que você assiste aí acima.

Classificação provisória da Volvo Ocean Race 2011-12

1. Abu Dhabi Ocean Racing (Ian Walker), 6 puntos

2. PUMA Ocean Racing powered by BERG (Ken Read), 5

3. CAMPER con Emirates Team New Zealand (Chris Nicholson), 4

4. Team Sanya (Mike Sanderson), 3

5. Groupama sailing team (Franck Cammas), 2

6. Team Telefónica (Iker Martínez), 1

Por Antonio Alonso às 10h15

Regata Volta ao Mundo larga em duas horas; Torben torcerá pelo Telefónica

A edição 2011/2012 da Regata Volta ao Mundo vai largar às 11h (horário de Brasília), rumo à Cidade do Cabo, na África do Sul. Torben Grael foi entrevistado e disse que vai torcer pelo Telefónica, que tem os brasileiros Horácio Carabelli, na direção do projeto, e Joca Signorini, que estará a bordo, como chefe de turno. O vídeo acima também mostra como será o percurso da largda.

Importante: se você quer concorrer a um automóvel Volvo no valor de R$ 200 mil e tem paciência para ficar os próximos nove meses ligado num joguinho de computador, faça sua inscrição agora: http://www.volvooceanracegame.com/

Por Antonio Alonso às 08h39

Lars Grael avisa em comunicado que não foi convidado para assumir cargo no Ministério do Esporte

O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tem mantido conversas com alguns "notáveis" do Esporte brasileiro, como Nádia Campeão e Lars Grael. Essas conversas levantaram boatos de que Lars teria sido convidado para assumir algum cargo no ministério. Coisa curiosa, já que o ministro é do PC do B e a última atividade de Lars foi no DEM, doi partidos – pelo menos teoricamente – de ideologias diametralmente opostas.

Bom, Lars manda avisar que não foi convidado para nenhum cargo, como explica no comunicado abaixo:

Com o intuito de arrefecer as especulações veiculadas na mídia sobre a conversa entre o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o velejador Lars Grael, onde o esportista teria recebido o convite para atuar no ministério, ele esclarece que:

- Fui convidado para ir ao Ministério do Esporte em visita ao recém-empossado Ministro Aldo Rebelo.

- Foi um encontro cordial, onde expus meu ponto de vista quanto ao papel institucional do Ministério, seus desafios e principais objetivos. Tivemos uma conversa muito parecida em 2002, quando eu ainda era Secretário Nacional dos Esportes e o deputado federal Aldo Rebelo era um parlamentar atuante e relator da CPI do Futebol.

- O Ministro está numa fase de ouvir diversas opiniões de esportistas, ex-atletas, dirigentes e profissionais de educação física antes de definir sua política que marcará sua gestão.

- Fiquei feliz em constatar que o ministro do esporte está determinado a priorizar o desporto educacional, conforme preconizado no Art. 217 da Constituição.

- Não tratamos de convites e cargos, até mesmo porque eu não poderia aceitar em função dos meus atuais compromissos como velejador e palestrante.

- Ao ministro Aldo Rebelo, desejo pleno sucesso em sua gestão e que conduza esta importante pasta com o sentimento público que sempre norteou sua trajetória. Que o Esporte na Escola seja priorizado em sua gestão.

Terá todo meu apoio e respeito.

No mais, preciso retornar aos treinos após conquistar, esta semana, o Vice-Campeoanto do Hemisfério Sul da Classe Star em evento que foi amplamente dominado pela excelente dupla Robert Scheidt e Bruno Prada.

Bons Ventos,

Lars Grael

Homem do Mar

Por Antonio Alonso às 08h32

04/11/2011

Não tem como fugir do futebol. Na largada da Volta ao Mundo, é Neymar quem faz sucesso em Alicante

Os seis comandantes, num momento excelente para eliminar concorrentes

Não adianta. Competir com o futebol é impossível. A Regata Volta ao Mundo neste momento se prepara para a largada amanhã rumo à Cidade do Cabo, na África do Sul e quem faz sucesso na Vila da Regata é... Neymar, que nem está por lá! (ok, eu confesso, Michel Teló também está fazendo sucesso, mas não espalhem porque queima muito o filme) :(

Da ZDL de Comunicação - Os últimos resultados de velejadores nacionais em competições mundiais, incluindo o título de Torben Grael, Horácio Carabelli e Joca Signorini na Volvo Ocean Race 2008/2009, aumentou ainda mais o prestígio dos atletas. Horácio e Joca, por exemplo, são peças fundamentais no Team Telefónica e podem levar o bi. 

"Os brasileiros são talentosos e agregam à nossa equipe. A convivência a bordo com eles é magnífica", assegura o espanhol Pepe Ribes, tripulante do Telefónica.

No futebol não é diferente. Candidato à Bola de Ouro da Fifa, o atacante Neymar é o queridinho do público. Basta falar que é do Brasil que a pergunta sobre o destino do jogador é feita pelos espanhóis. Jornais, rádios e principalmente os canais de TV locais especulam diariamente sobre a transferência do atacante do Santos F.C. para Barcelona ou Real Madrid. 

Na Vila da Regata, em Alicante, crianças que visitam a escola de vela e voluntários são fãs também da música brasileira. Neymar, o lateral Marcelo do Real Madrid e o português Cristiano Ronaldo fizeram a coreografia de Michel Teló na canção Ai se eu te pego. A dança de passos fáceis é feita pelos jovens quando é tocada nos alto-falantes do local.

"Os brasileiros são mais receptivos e sempre têm bom humor", revela a voluntária da área de games Lorena Canseco. Já Remy Segarra quer ir à Itajaí conhecer a Parada da VOR e dançar as músicas do País. "Seria uma viagem magnífica".

A cidade é mostrada em totens espalhados pela Vila da Regata e em todas as publicações oficiais. Mais um atrativo para atrair turistas e velejadores para a parada brasileira.

Desde o último final de semana e incluindo o feriado de Todos os Santos, na terça-feira (1), a Vila da Regata recebeu 200 mil pessoas. A expectativa é repetir o número até a largada dos seis barcos da maior regata de volta ao mundo. Neste sábado (5), os times partem para a Cidade do Cabo (África do Sul) na primeira perna da VOR. Todo o desafio terá 72 mil quilômetros e chegará à Itajaí em abril de 2012.

Encher o estoque - As tripulação estão em fase final de ajustes e as reuniões entre os grupos nos galpões são constantes na área exclusiva às seis equipes. Momento de fazer o check list e estudar a meteorologia para os próximos dias. 

"Essa é a hora mais agitada. Não é possível deixar nada para trás e a cobrança dos comandantes aumenta. Estamos todos ansiosos", revela Joca Signorini, brasileiro do Telefónica.

O estoque de comida desidratada também é checado para a velejada de sete meses. Ou seja, nos últimos dias, os competidores consomem a maior quantidade de alimentos frescos como fruta e salada. Cada tripulante ingere em média cinco mil calorias por dia a bordo. Em terra, segundo as nutricionistas dos barcos, o número cai pela metade.

Seis equipes disputam o título desta edição - Abu Dhabi (Emirados Árabes), CAMPER (Nova Zelândia/Espanha), Groupama (França), PUMA (EUA), Sanya (China) e Telefónica (Espanha) investiram, cada uma, R$ 27 milhões para participar da Volvo Ocean Race. Esta edição está sendo considerada uma das mais equilibradas da história, com cinco barcos em condições de vencer.

As equipes iniciam a trajetória em Alicante (Espanha), seguindo para Cidade do Cabo/África do Sul (6.500 milhas náuticas/12.044 km), Abu Dhabi/Emirados Árabes(5.430 milhas náuticas/10.060 km), Sanya/China(4.600 milhas náuticas/8.520 km), Auckland/Nova Zelândia(5.220 milhas náuticas/9.670 km), ao redor do Cabo Horn até Itajaí/Brasil (6.705 milhas náuticas/12.420 km), Miami/EUA(4.800 milhas náuticas/8.890 km), Lisboa/Portugal(3.590 milhas náuticas/6.650 km), Lorient/França(1.940 milhas náuticas/3.590 km), finalizando a aventura em 7 de julho de 2012, na cidade de Galway/Irlanda(485 milhas náuticas/898 km). Durante sete meses, os veleiros percorrerão 39.270 milhas náuticas (72.767 km).

São 66 velejadores (11 tripulantes por barco) de 14 países diferentes. A Nova Zelândia terá 19 competidores e o Brasil dois: Horácio Carabelli (diretor-técnico), que não velejará, e o chefe de turno Joca Signorini, ambos no Telefónica.

Regata chega em abril em Itajaí (Santa Catarina) - A parada brasileira, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, está prevista para abril de 2012. O trecho entre Auckland (Nova Zelândia) e a cidade catarinense é um dos pontos mais sensíveis e estratégicos da Volvo Ocean Race. As equipes velejarão 6.705 milhas náuticas (12.424 km) - o maior trecho da competição - pelos temidos mares do sul e tendo de contornar o Cabo Horn, considerado um dos locais mais perigosos para navegação do planeta.

A vila da regata de Itajaí será aberta no dia 4 de abril de 2012, quando devem chegar os primeiros barcos. Depois de duas semanas de manutenção, as equipes disputam a Regata Pro-Am, no dia 20, a Regata do Porto, no dia seguinte, e largam para os Estados Unidos no dia 22 de abril.

Por Antonio Alonso às 10h39

03/11/2011

"Valente" San Chico, de apenas 33 pés é Campeão Brasileiro de ORC

E quanto vale o Francisco fazendo escora ali na frente? 

O Tripp 33 está em primeiro lugar na minha lista de favoritos ao título de barco mais "valente" da Vela brasileira. Os gaúchos são invocados. A bordo de um Tripp 33, que não é nem um super barco tecnológico e moderno e nem um daqueles enormes veleiros que roubam todo o vento da raia, eles acabam de conquistar o título de campeões brasileiros de ORC Internacional, a classe de tempo corrigido mais disputada por aqui. É verdade que eles sofreram um pouco na última etapa, no Circuito Rio. O San Chico 2 teve de encarar o surpreendente desempenho dos Soto 40 no tempo corrigido. Os Soto 40 são barcos muito maiores, mais modernos e mais velozes que o Tripp 33. Teoricamente, eles deveriam "pagar" por essa vantagem toda com uma penalização nas regatas de tempo corrigido. Só que com penalização e tudo os Soto 40 andaram muito, e venceram a ORC Geral (os dois terminaram empatados, Pajero foi campeão no desempate). No Rio, sobrou para o San Chico o título da ORC 600, categoria dos barcos de velocidade intermediária.  

Da assessoria de imprensa: Com uma atuação de luxo no Circuito Rio, realizado de 27 a 31 de outubro, no Rio de Janeiro, o San Chico 2, do Clube dos Jangadeiros, garantiu o título do Campeonato Brasileiro de ORC Internacional (Geral). A competição foi a última das quatro etapas disputadas ao longo deste ano. “A nossa tripulação não estava apenas querendo vencer o Brasileiro, queríamos mais. Se pudéssemos vencer o Circuito Rio, seria perfeito”, revelou o timoneiro do San Chico 2 e vice-comodoro Esportivo do Clube dos Jangadeiros, Xico Freitas. E foi exatamente isto que aconteceu.

 

Mas a vitoriosa jornada começou, de fato, em fevereiro, na cidade de Florianópolis, onde o San Chico 2 obteve um 3º lugar na Mitsubish Motors Sailing Week. Em abril, o destino foi Búzios, onde a equipe havia sido campeã em 2010. A turma do comandante Francisco Freitas não decepcionou, conquistando o bicampeonato da Búzios Sailing Week. A terceira etapa do Campeonato Brasileiro foi realizada em Ilhabela (SP), onde aconteceu a tradicional Rolex Ilhabela Sailing Week, na qual o San Chico 2 terminou em 4º lugar. Por fim, veio o Circuito Rio. Em águas cariocas, a equipe gaúcha não quis saber apenas de administrar a vantagem obtida nas etapas anteriores e velejou também de olho no título da ORC 600. E não deu outra: após sete regatas, o representante do Clube dos Jangadeiros terminou a frente dos dois principais adversários, o Lucky e o Ventaneiro, conquistando o título da ORC 600 no Circuito Rio e fechando o Campeonato Brasileiro com chave-de-ouro.

Fizeram parte da tripulação do San Chico 2 ao longo das quatro etapas do Campeonato Brasileiro de ORC Internacional: Francisco Freitas (Comandante), Xico Freitas (Timoneiro), Fernando Thode (Tático), Rodrigo Rosa (Escotas), Marcio Rosa (Proeiro), Damien Bercht (Adriças), Airton Schneider (Adriças), Pedro Mota (Escotas e Segundo Proeiro) e Fabrício Moro (Skipper nos translados e escotas).

Por Antonio Alonso às 21h09

Marketing: Regata Volta ao Mundo coloca skippers em topo de montanha pra...

...não sei pra quê. Mas eu confesso que assisti o vídeo até a hora em que os skippers aparecem com frio e com medo no topo da montanha. 

Por Antonio Alonso às 20h48

Baiano Kan Chuh deve completar travessia solitária entre França e Salvador nesta madrugada

O brasileiro Kan Chuh (472 – Vmax), único competidor representante do Brasil na Regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50, deve aportar em Salvador na madrugada (entre 4h e 7h da manhã), desta sexta-feira (4). O ponto de chegada do velejador Kan Chuh é o Terminal Náutico da Bahia, no bairro do Comércio, onde estão concentrados todos os velejadores que concluem a prova transatlântica.  

A Regata faz parte da programação da I Semana Náutica Baía de Todos os Santos, promovida pela Assessoria Especial de Relações Internacionais da Prefeitura de Salvador (ARI) em parceria com o Governo da Bahia. O evento acontece entre os dias 4 a 13 de novembro com uma série de eventos náuticos acontecendo em toda a cidade.

Kan Chun é o terceiro brasileiro oficialmente na história da Regata. Além dele, participaram de outras edições os velejadores Gustavo Pacheco  em 2003 e Izabel Pimentel em 2009. Apos uma primeira etapa difícil que garantiu a 35ª. posição em Funchal, na Ilha da Madeira – Portugal, Kan Chuh confessou que seu sonho era chegar em Salvador, cidade onde mora, entre os vinte primeiros colocados.

“Ainda tem uma segunda etapa. E eu não desisto nunca. Essa é minha principal qualidade”, afirmou o velejador no meio do percurso.  Na última classificação, na manhã do sábado (29), segundo a coordenação do evento, ele estava no 23º. Lugar. Ao voltar para a Bahia, Kan Chuh, será aclamado como o primeiro baiano a concluir a prova.

Filho de imigrantes chineses, com 50 anos, casado, pai de três, Kan Chun é engenheiro analista em eletrônica e possui um currículo com experiência comprovada em longos trajetos no mar, mas o que gosta mesmo é de navegar pelas águas quentes da Baía de Todos os Santos.

REGATA TRANSAT – A Regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50  foi criada pelo britânico Bob Salmon, profissional em escoltas e admirador de provas em alto mar, em 1976, hoje a competição soberana é uma referência no mundo das regatas. A competição acontece a cada dois anos.

A largada da Transat 2011 aconteceu no dia 25 de setembro, passado, em La Rochelle, na França. Ao todo 79 barcos participaram da prova, porém alguns foram desclassificados. A primeira etapa foi concluída na cidade de Funchal, na ilha da Madeira, em Portugal. A conclusão da prova acontece em Salvador. O primeiro barco a chegar foi o do velejador francês David Raison (39 anos), que chegou em Salvador no último domingo (30), garantindo o primeiro lugar.

Por Antonio Alonso às 20h32

Soto 40 surpreendem no tempo corrigido e vencem Circuito Rio

Pajero, campeão do Circuito Rio

Dois Soto 40 tomaram conta da disputa do Circuito Rio de Vela Oceânica. Até aí tudo bem, mas a surpresa ficou por conta do tipo de disputa. Os Soto 40 são atualmente os veleiros mais modernos do Brasil, mas não foram feitos para correr regatas de tempo corrigido. Normalmente, barcos muito esportivos, como os Soto 40, são péssimos competidores no tempo corrigido, mas não foi o que aconteceu nesta primeira incursão dos Soto 40 no mundo do rating. Vale destacar que a ORC, principal classe brasileira de tempo corrigido, mudou este ano e deu um pouco mais de espaço para os barcos velozes. Ainda assim... ótima surpresa ver os Soto 40 correndo assim. Agora resta saber se eles gostaram da brincadeira e se vão participar de outras regatas nesses moldes.

Texto da Velassessoria:

Título foi disputado entre dois Soto 40 até o final da última regata nesta terça-feira

Foi pelo critério de desempate (o maior número de vitórias), que o multicampeão Torben Grael, maior vencedor individual da vela olímpica mundial e maior atleta olímpico do Brasil, deixou de fisgar o título de campeão do Circuito Rio 2011, que terminou nesta terça-feira (1), na Baía de Guanabara. A tripulação do S40 ‘Mitsubishi/Gol’, comandado por Grael, que venceu a tradicional regata Santos-Rio, prova de abertura do circuito, ficou com 16 pontos perdidos, mesma pontuação do campeão, o também S40 ‘Pajero’, comandado pelo velejador Eduardo Souza Ramos, de São Paulo.

Torben, que acumula sete títulos do Circuito Rio, cinco fitas-azuis (primeiro barco a cruzar a linha de chegada) na Santos-Rio, incluindo a deste ano, e sete vitórias gerais na tradicional regata de abertura que sai do litoral paulista, destacou o nível dos competidores desta edição.

"O Circuito Rio foi muito disputado e o Eduardo (Souza Ramos) venceu com méritos. No final, terminamos ali, na cola dele, em segundo na regata desta terça, mas não deu. Faz parte. Foi bom ver que os barcos S40, apesar de serem parte de uma classe one-design, acabaram medindo bem na regra ORC e ocupando as primeiras posições aqui no Rio", declarou Torben.

A prova, sediada pelo Iate Clube do Rio de Janeiro, reuniu mais de duzentos velejadores na raia e contou com sete regatas.


Por Antonio Alonso às 14h09

02/11/2011

Luna Rossa está de volta à America's Cup

A America's Cup estava estranha sem eles. No meio da confusão provocada pela briga quase interminável entre Ernesto Bertarelli, do Alinghi, e o resto do mundo, a equipe italiana Prada havia anunciado o fim de suas atividades na America's Cup. Pois eles acabaram de anunciar seu retorno. O Prada é a equipe de Torben Grael e Robert Scheidt, e isso pode significar a possibilidade de vermos – pela primeira vez – dois brasileiros em uma equipe de America's Cup. Torben foi uma das grandes estrelas da equipe na conquista da Louis Vuitton em 2000, e desde então sempre esteve a bordo do Luna Rossa, o barco da equipe italiana. Scheidt, apesar de suas conquistas olímpicas, nunca participou de uma edição da America's Cup.

Quem também está fora, mas acaba de sinalizar que quer entrar, são os neozelandeses do Emirates Team New Zealand. Eles reconheceram um possível acordo com o Luna Rossa para desenvolvimento em conjunto do catamarã AC 72, que será usado na próxima edição da Copa e deve estar pronto já no final do ano que vem.

Mais uma – Outro assunto que ronda a America's Cup é o destino do britânico Ben Ainslie, definitivamente um nome valioso demais para ficar fora da copa. Como ele vai estar envolvido com a busca de (mais um) ouro olímpico na classe Finn até o meio do ano que vem, é um movimento arriscado contratá-lo. Mas é muito mais arriscado deixá-lo de fora, no mercado para ser contratado por algum adversário. Por isso mesmo, parece que a turma do Oracle, defensor do título, está bem interessada em contratá-lo.

Por Antonio Alonso às 23h16

De olho na vaga olímpica, Robert Scheidt e Bruno Prada chegam ao 10º título no ano

Essa bola já era cantada. Robert Scheidt e Bruno Prada não tiveram muita dificuldade na disputa do Southern Hemisphere. O grande desafio do ano ainda está por vir, e será o Mundial de Perth, em dezembro. Todas as classes olímpicas vão decidir a maioria das vagas para Londres 2012 a partir de 11 de dezembro. A boa novidade do Southern Hemisphere foi o segundo lugar de Lars Grael com seu novo proeiro, o jovem Samuel Gonçalves, experiente velejador formado no Projeto Grael e que está cada vez mais gordo pra encarar a pesada tarefa de ser proeiro.

Após a vitória no Star Class Southern Hemisphere Championship, dupla vai descansar antes de seguir para o principal desafio da temporada: o Mundial de Perth, em dezembro

Da assessoria de imprensa - Com outra excelente atuação, Robert Scheidt e Bruno Prada conquistaram mais duas vitórias nas regatas desta quarta-feira (2/11) para ficar com o título do Star Class Southern Hemisphere Championship, no Rio de Janeiro, o décimo em 2011. A dupla encerrou a competição com 6 pontos perdidos, após sete regatas e um descarte, seguida por Lars Grael e Samuel Gonçalves, com 15

Agora, Scheidt e Prada terão um período de descanso antes de seguirem para o desafio mais importante da temporada: o Mundial de Perth, na Austrália, em dezembro, em que vão lutar para garantir a vaga da classe Star do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

"Velejar de novo, só na Austrália", disse Scheidt. "Preciso descansar. Estou com uma pequena lesão na cervical desde setembro e tenho de cuidar disso antes do Mundial", prosseguiu. "De toda forma, encerrar o campeonato aqui no Rio com uma grande velejada, sentindo que fizemos uma competição bem consistente, nos anima para a disputa do Mundial", finalizou.

Prada também espera pelo período de folga, longe dos treinos e das disputas. "É preciso descansar o corpo para estar em plena forma para o Mundial. Seguimos para a Austrália no dia 22, vamos ter bastante tempo para nos adaptarmos ao fuso, para treinar por lá... Para a Star, o Mundial só começa em 11 de dezembro, com as primeiras regatas", diz o proeiro, feliz com a conquista de mais um título. "O último dia do Hemisphere foi perfeito: bonito, ensolarado e com um bom vento, 12 a 15 nós (22,22 km/h a 27,77 km/h). E, o mais importante, com duas boas vitórias, o que dá uma motivação muito grande para o Mundial."

Classificação final após sete regatas e um descarte:

1º- Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 6 pontos perdidos (1+1+1+1+1+1+1)

2º- Lars Grael e Samuel Gonçalves, Brasil, 15 pontos perdidos (2+2+5+4+2+2+3)

3º- Alessandro Pascolato e Henry Boening, Brasil, 21 pontos perdidos (4+5+3+5+3+4+2)

4º- Richard Clarke e Tyler Bjorn, Canadá, 23 pontos perdidos (13+3+2+3+7+3+5)

5º- Marcelo Fuchs e Ronaldo Seifert, Brasil, 27 pontos perdidos (3+4+4+9+4+6+6)

Por Antonio Alonso às 22h57

Em preparação para garantir vaga olímpica, Scheidt e Prada vencem mais duas nio Rio

Com 4 pontos perdidos, dupla segue na liderança do Star Class Southern Hemisphere Championship, última etapa da preparação para o Mundial de Perth, em dezembro

Texto da Local da Comunicação - Depois de uma segunda-feira sem regatas pela falta de ventos, Robert Scheidt e Bruno Prada retomaram nesta terça-feira (1/11) a disputa do Star Class Southern Hemisphere Championship, no Rio de Janeiro, com mais duas vitórias. Com dois primeiros lugares nas provas do dia, Scheidt e Prada seguem na liderança da classificação, com 4 pontos perdidos, após um descarte - a dupla, que soma cinco vitórias na competição, teve de descartar um primeiro lugar. Lars Grael e Samuel Gonçalves mantiveram a segunda posição, com 10 pontos perdidos.

Segundo Prada, as vitórias foram difíceis por causa dos ventos fracos. "Não somos especialistas nessa condição de vento, ao contrário de outros velejadores na disputa, como o próprio Lars. Então, foram realmente grandes vitórias." Scheidt também valorizou o desempenho da dupla nesta terça-feira. "Viemos de trás nas duas regatas. Na primeira, ultrapassamos os canadenses (Richard Clarke e Tyler Bjorn) bem próximos da linha de chegada. Na segunda, conseguimos passar o Lars quase no fim da prova."

Com a boa atuação até aqui, Scheidt e Prada não devem ter problemas para conquistar mais um título. "Amanhã (2/11), devem ser realizadas mais duas regatas. Pelas minhas contas, só precisamos de um sétimo lugar na primeira prova e podemos ser campeões sem precisar do resultado da segunda. É só fazer uma regata conservadora", disse Prada.

Para Scheidt e Prada, o Star Class Southern Hemisphere Championship é a última etapa de preparação para o Mundial de Perth, na Austrália, em dezembro, em que vão lutar pela vaga brasileira da classe Star para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. 

Classificação geral após cinco regatas e um descarte:

1º- Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 4 pontos perdidos (1+1+1+1+1)

2º- Lars Grael e Samuel Gonçalves, Brasil, 10 pontos perdidos (2+2+5+4+2)

3º- Richard Clarke e Tyler Bjorn, Canadá, 15 pontos perdidos (13+3+2+3+7)

4º- Alessandro Pascolato e Henry Boening, Brasil, 15 pontos perdidos (4+5+3+5+3)

5º- Marcelo Fuchs e Ronaldo Seifert, Brasil, 15 pontos perdidos (3+4+4+9+4)

Robert Scheidt tem patrocínio do Banco do Brasil, Prada e Rolex. Robert Scheidt e Bruno Prada têm o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Vela e Motor.

 

Por Antonio Alonso às 10h41

01/11/2011

Os S40 – quem diria – estão dominando o Circuito Rio... no tempo corrigido!

Por essa eu não esperava. Nem os adversários. Os Soto 40 Pajero, timoneado por Bochecha, assumiu a liderança do Circuito Rio... no tempo corrigido! Eu vou explicar rapidamente. Quando você constrói um barco para correr em uma classe de tempo corrigido (no Brasil, a principal é a ORC), você não faz necessariamente um barco mais rápido que os adversários. A idéia é que seu barco tenha algumas "falhas", que serão reconhecidas pela medição e que vão dar a ele um bom "rating". É como se você chegasse numa competição de atletismo mancando, reclamando que não conseguiu dormir de tanta gripe. Se os juízes acreditarem em você, eles te dão alguns segundos – ou minutos – de "lambuja". Deu pra entender a idéia do tempo corrigido? Os barcos teoricamente mais fracos ganham essa lambuja e os mais fortes precisam chegar beeeem na frente para poder ganhar desses mais fracos.

Os Soto 40 não foram construídos para serem medidos. Eles foram feitos para andar rápido. Só isso. Só que os sacanas foram medidos pra correr o Circuito Rio na classe ORC (tempo corrigido) e estão detonando. Ontem o líder era o Magia V, de Torben, um S40. Hoje, o novo líder é outro S40, o Pajero, timoneado por André Bochecha. Pobre do San Chico2, um valente Tripp33 que andou muito nas regatas de tempo corrigido por aí, deixando os grandalhões para trás, e agora está apanhando.

 

Segue mais um relato do Francisco Freitas, comandante do San Chico 2:

Boa noite pessoal,

Nesta segunda tivemos uma regata muito complicada.

A largada foi enfrente do aterro do Flamengo, tínhamos que montar uma bóia 1.3 milhas após o vão principal da ponte Rio-Niterói, voltar até uma bóia junto à ilha de Boa Viagem (em frente a Niterói) e chegar em frente a lage junto ao morro do Pão de Açúcar.

Fizemos uma péssima largada pois a linha era muito grande e não conseguimos chegar na bóia pois o vento rondou muito para este lado. Com isso acabamos largando mais para longe do continente e mais dentro do canal onde a corrente era contra devido a maré vazante. Mas fomos recuperando e até que estávamos bem, trabalhando o lado esquerdo da raia (próximo do Rio). O Ventaneiro (40.7) optou por abandonar o lado do rio e foi o primeiro a cruzar para Niterói e trabalhou muito bem por esse lado.

Ao chegar e cruzar a ponte o vento rondou cerca de 90 graus, para nordeste e éramos o barco mais do Sul, ou seja, ficamos muito mal com essa rondada. Mas lutamos muito pois qualquer melhoria seria fundamental e nosso objetivo era que essa regata fosse melhor do que nosso descarte.

Outro objetivo era de tentarmos nos manter vivos na luta na ORC 600 onde disputamos com o Ventaneiro e Lucky (segundo e terceiros respectivamente). E nossa colocação não foi das melhores e acabamos nos complicando um pouco, ficamos em quinto e o Ventaneiro em segundo e o Lucky em terceiro. Como a partir da regata de hoje temos descarte acreditamos que ainda estamos em primeiro na classe e devemos subir para quarto no geral.

A revelação no campeonato é por conta do Pajero, do Eduardo Souza Ramos, que venceu novamente nesta segunda e assume a ponta do campeonato na ORC geral. Realmente não imaginávamos que os S40 poderiam medir tão bem na ORC e isso é uma ótima forma de termos a nata da vela velejando com agente. O Pajero é timoneado pelo nosso amigo Bochecha, com o Leiteiro, Santinha como tático e Xandi.

Bom, nesta terça estão programadas duas regatas de barla-sota.

Temos chances de buscar o terceiro lugar no geral e queremos manter a liderança na ORC 600 !!

Fiquem na torcida, bons ventos para todos,

Xico Freitas

Por Antonio Alonso às 14h53

Ei, paulista, você acha que o tempo anda frio pra uma velejada?

Essa foto saiu hoje no blog SailingAnarchy e mostra os Optimists prontinhos para ir pra água... Faltaram só as crianças corajosas o bastante pra encarar esse congelador de bumbum. E você achava que em São Paulo fazia frio...

Eu vou aproveitar esse post e colocar aqui uma foto mais quente, que é a do francês David Raison, que venceu a Mini-Transat (regata em solitário da França até a Bahia) com 12 horas de vantagem sobre o segundo colocado. Duas faces bem distintas do velejar, não? Um dia acontece com todo mundo.

Por Antonio Alonso às 09h59

31/10/2011

No Circuito Rio, S40 se rendem ao tempo corrigido e deixam marketing "one design"

 

Como eu vou explicar essa? Mudou tudo. A turma do S40, que dizia que tempo corrigido era passado, que o negócio era chegar no bico de proa, ver na hora quem ganhou... lembra deles? Pois é, eles estão agora lá no Rio, com os barcos medidos e correndo o Circuito Rio na classe ORC, ou seja... no tempo corrigido. 

É... tem hora que o marketing falha e aquilo que a gente achava ruim vira bom. Vira bom porque as regatas de tempo corrigido permitem que esse pessoal fique em atividade mais tempo durante o ano. Por exemplo agora, quando os chilenos já voltaram pra casa e restaram só quatro Soto 40 por aqui. E, mesmo com todo aquele papo de que não foram construídos para tempo corrigido os Soto 40 estão ganhando regatas no Rio. Até este domingo, o Magia V, de Torben, liderava com um ponto de diferença sobre o Pajero, de Souza Ramos.

Francisco Freitas, do San Xico2, que está com o título brasileiro na mão, mandou um relato:

 

Bom, comecemos pelo Circuito Rio:

Após 5 regatas, vemos uma grande disputa na ORC INT, abrilhantada pela presença dos S40 medidos e vencendo regatas. O Magia, de Torbem Grael, esta liderando com um ponto de vantagem sobre o Pajero, de Eduardo Souza Ramos, seguidos pelo Sorsa, de Celso Quintella em terceiro.

Na quarta colocação vem o barco Ventaneiro de Renato Cunha e em quinto lugar, estamos nos a 3 pontos do Sorsa e do Ventaneiro.

Hoje, segunda-feira, temos a regata de percurso médio, e podemos aproximar ainda mais. Nosso objetivo é chegar na ultima regata com condições de estar entre os três primeiros.

Mas estamos muito contentes com os resultados, já que estamos mantendo uma boa media e estamos a poucos pontos do terceiro colocado.

Campeonato Brasileiro da ORC:

Bom, faltando apenas uma regata para encerrar o Brasileiro, os nossos resultados sobre o Lucky praticamente nos garantem o Título.

Até o momento abrimos mais 11 pontos, ou seja, nossa vantagem no acumulado do Brasileiro é de 64 pontos (11 + 53). Nos dando uma grande segurança quanto ao título do Brasileiro.

O título já esta praticamente garantido!!!

Segunda-feira, teremos a regata de percurso médio.

Fiquem atentos e torcendo que estamos na briga!!!

Bons ventos para todos,

Xico Freitas

Por Antonio Alonso às 14h23

30/10/2011

Mini-Transat: Primeiro velejador, o francês David Raison, já chegou à Bahia

O primeiro velejador da Transat 650 (ex-Mini Transat) já está na Bahia. David Rainson completou o percurso entre a França e a Bahia em 35 dias, com um barco protótipo (construído especialmente para regata). O líder entre os barcos de série está bem longe ainda, há 500 milhas de Salvador, e deve demorar mais três dias para chegar. O único brasileiro na regata, o sino-baiano Kan Chuh, está na 23a. posição, a 751 milhas da chegada e pode demorar entre quatro e cinco dias para chegar.

 

Com um pequeno barco de apenas 6,5m, projetado por ele mesmo, o velejador francês David Raison (39 anos), cruzou o oceano Atlântico e venceu a Regata Charente-Maritime/Bahia Transat.

Por Karlo Dias (assessor de imprensa): Quem estava no Farol da Barra na tarde deste domingo para conferir o pôr do sol pôde acompanhar de perto a chegada do velejador francês David Raison (747 – TeamWork Innovation), o primeiro competidor da Regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50, a aportar na Bahia.

A largada da competição transatlântica aconteceu em 25 de setembro na cidade francesa de La Rochelle. O vencedor fez o percurso em exatos 35 dias e chegou com uma diferença de mais de 12 horas à frente dos demais participantes.

Esperado para o final da manhã, o pequeno barco, idealizado pelo próprio velejador só atracou no Terminal Náutico da Bahia, no Comércio no final da tarde, devido às mudanças do vento. Raison foi recepcionado pelo secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de Salvador, Leonel Leal. Na manhã desta segunda-feira ele será recebido pelo prefeito João Henrique.

A Regata faz parte da programação da I Semana Náutica Baía de Todos os Santos, promovida pela Assessoria Especial de Relações Internacionais da Prefeitura de Salvador (ARI). O evento acontece entre os dias 3 a 13 de novembro com competições náuticas, exposições de barcos, seminários e palestras. Todos os eventos são gratuitos. A programação completa pode ser conferida no site www.semananauticabts.com.br.  

Conforme informações da Grand Pavois Organisation (GPO), dos 79 velejadores apenas  69 competarão a prova. Os próximos barcos a chegar em Salvador são os de Tomas Normand (787 – Financière de l’Echiquier) e em seguida, Bertrand Delesne (754 – Zone Large). A expectativa é que eles cheguem à partir da manhã desta segunda-feira, até o dia 5 de novembro.

Na categoria Série a menos de 800 milhas da chegada, Gwénolé Gahinet (455 – Asso Watever-gwenolegahinet.com) mantém a liderança na frente de Benoit Mariette (599 – Odalys Vacances) e de Pierre  Brasseur  (552 Voile Océan).  

O chinês Kan Chuh, naturalizado brasileiro, morador de Salvador é o único representante do Brasil na competição. Ele está na 23ª posição. A atualização das notícias sobre a Regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50  podem ser conferidas através do hotsite http://www.charentemaritime-bahia.transat650.net/pt/.


Por Antonio Alonso às 23h25

Scheidt e Prada mantêm a forma no Southern Hemisphere Championship

Ventos acima de 46 km/h só permitiram uma prova neste domingo (30/10) no Southern Hemisphere Championship: vitória brasileira, após boa disputa com canadenses

Da ZDL de Comunicação - São Paulo - Robert e Scheidt e Bruno Prada seguem na liderança do Star Class Southern Hemisphere Championship, no Rio de Janeiro. Neste domingo, a dupla venceu a única regata do dia, somando 3 pontos perdidos. Lars Grael e Samuel Gonçalves, quintos colocados neste domingo, seguem na vice-liderança da classificação, com 9. Na competição, Scheidt e Prada fazem o último treino em disputa para o Mundial de Perth, na Austrália, em dezembro, em que vão lutar pela vaga brasileira da classe Star para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

O vento, que estava fraco no início da regata, aumentou bastante durante a prova, com a entrada de uma frente fria, e oscilou entre 20 e 25 nós (37,03 a 46,29 km/h). Os velejadores permaneceram na água, esperando que as condições melhorassem, mas por fim a comissão de regatas decidiu cancelar a segunda prova do dia.

"Para nós, é até bom disputar algumas regatas no limite, porque são essas condições de vento que vamos encontrar na Austrália", disse Scheidt. "Mas há barcos mais leves que o nosso na competição e não se pode desprezar o risco de quebra." A dupla olímpica do Canadá, Richard Clarke e Tyler Bjorn, teve de abandonar a regata de estreia, neste sábado, pela quebra de uma peça do mastro, em condições de vento mais favoráveis.

Mesmo com a realização de apenas uma regata, a disputa foi intensa. "Os canadenses ficaram na liderança por quase toda a prova", contou Scheidt. "Conseguimos nos aproximar no fim e só ultrapassamos praticamente na linha de chegada." Para Prada, quanto mais disputa, melhor. "A briga com eles foi bem legal. Encontrar adversários difíceis é bom, afinal, estamos treinando para o Mundial."

Estão programadas oito regatas para o Star Class Southern Hemisphere Championship, com largada prevista sempre para as 13 horas. Para a competição ser considerada válida, quatro regatas devem ser completadas. A partir de quatro regatas completadas, os velejadores terão direito ao descarte do pior resultado.

Classificação geral após três regatas:

1º- Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 3 pontos perdidos (1+1+1)

2º- Lars Grael e Samuel Gonçalves, Brasil, 9 pontos perdidos (2+2+5)

3º- Marcelo Fuchs e Ronaldo Seifert, Brasil, 11 pontos perdidos (3+4+4)

4º- Alessandro Pascolato e Henry Boening, Brasil, 12 pontos perdidos (4+5+3)

5º- Arcélio Moreira e Júlio Falcão, Brasil, 18 pontos perdidos (5+6+7)

6º- Richard Clarke e Tyler Bjorn, Canadá, 18 pontos perdidos (13+3+2)

Robert Scheidt tem patrocínio do Banco do Brasil, Prada e Rolex. Robert Scheidt e Bruno Prada têm o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Vela e Motor.

Por Antonio Alonso às 23h02

Volvo: Abu Dabi dá banho na regata costeira. O que isso significa?

 

A regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race começou ontem com uma proa costeira – uma série de contornos de bóias, próximas à praia de Iberdrola, em Alicante – para a torcida apreciar. Essas regatas valem pontos de verdade, mas têm muito pouco a ver com o tipo de exigência que barcos e tropulações vão encontrar daqui pra frente.

Na regata costeira, o Abu Dabi detonou. Com um barco construído nos Emirados Árabes, desenhado por um neozelandês que já dominou essa regata e comandado pelo britânico Ian Walker, eles terminaram mais de 14 minutos na frente do segundo colocado, o Puma, dos EUA. Na sequência vieram: Camper, Sanya, Groupama e Telefónica.

O time local Telefónica, que tem o brasileiro João Sginorini a bordo e foi o melhor na regata-treino há algumas semanas, acabou levando uma penalização por atrapalhar os chineses do Sanya e terminaram em último.

O que tudo isso significa? Por enquanto, pouco. Ian Walker, que arriscou muito na largada e se deu bem, provavelmente mostrou que tem bala na agulha pras próximas regatas costeiras. As condições de vento foram bem inferiores às que os veleiros encontrarão lá fora – de 10 a 15 nós apenas. Eu lembro do ABN 1, barco que literalmente não deu a menor chance aos adversários na regata 2005/2006 segurando a lanterninha nesta mesma regata inicial.

As apostas continuam abertas. Vamos descobrir mesmo quem é quem nesta primeira perna, que larga no próximo sábado, dia 5, para uma perna que deve demorar 21 dias entre Alicante (Espanha) e Cidade do Cabo (África do Sul). Aí sim, acredito que logo nos primeiros dias, vamos ter uma ideia de quem é quem nessa regata.

 

Por Antonio Alonso às 10h58

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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