O Brasil ganhou uma medalha de prata nesta sexta-feira com o primeiro caso confirmado de doping no Pan de Guadalajara. Marcelo Giardi, o Marreco, teve seu bronze no wake transformado em prata depois que o exame do canadense Aaron Rathy deu positivo para metilhexanamina, segundo a reportagem publicada aqui no UOL, um vasoconstritor encontrado em descongestionantes nasais. Quem também está comemorando hoje é o argentino Alejo de Palma, que agora vai receber a medalha de bronze que está com Marreco.
No mundo, existem jornalistas bons e jornalistas com sorte. Hoje eu tive sorte, porque estava ao lado dele, em Jaguariúna e foi ele quem me deu a notícia. Na verdade, ele ainda sabia muito pouco sobre o doping do canadense. Mas ele nem precisava. O canadense foi superior a Marreco nos dois dias de apresentação no Pan, mas quebrou as regras do jogo e dançou. "Não é bom para o esporte e não é a melhor maneira de se comemorar, mas a regra do jogo é assim", definiu Marreco.
Por Antonio Alonso às 21h48

Muita gente me veio comentar essa pintura do Mitsubishi Lancer Evo, que é o "novo" barco de Souza Ramos, que deve ficar lá pelo Chile, onde ele vai correr as primeiras regatas do 1º Circuito Sul-Americano de Soto 40. Manter o barco no Chile atende a vários propósitos. O primeiro é semântico. "Pajero", nome do outro barco de Souza Ramos, no resto da America Latina significa "masturbador". Não preciso nem falar que seria meio chato ler no seu jornal preferido "Masturbador brasileiro deixa chilenos para trás" ou ainda "Em excelente forma, Masturbador dá um show na raia..." Chega.
Outro propósito é logístico, já que vai evitar o transporte de caminhão entre Brasil e Chile. E Souza Ramos pretende correr várias por lá. Por fim, é uma necessidade também. Esse barco deveria ficar aqui no Brasil, com Marcelo Massa, mas foi "aconselhável" que ele saísse do país (isso acontece com barcos em algumas situações).
Ah! E o barco começou muito bem. Ele já correu uma regata em Valparaíso, no Chile, e ganhou, coisa que o Pajero não está muito "acostumado" por aqui.
Por Antonio Alonso às 09h16

Tiago Geitens, campeão em Piçarras

Pierre Maixent (FRA) - pentacampeão mundial e vice no Brasil

Jake Montadon (AFS)

Pierre Maixent (FRA)

André Silveira (BRA)

Alessander Lenzi (BRA)
Jet Waves, ou Freeride, é uma competição de jet nas ondas, que mistura manobras e surf. O Brasil é um dos pólos mundiais mais tradicionais dessa disputa, com uma competição internacional chamada Jet Waves acontecendo já há 13 anos. Não por acaso, o idealizador dessa disputa, Tchello Brandão, é também o presidente mundial da entidade esportiva que regulamenta o Freeride.
Bom, mas a novidade foi que este ano um jovem brasileiro venceu a competição, derrotando na final o francês Pierre Maixent, que – com o vice – sagrou-se pentacampeão mundial.
Este foi o primeiro Jet Waves que eu perdi em anos, então não vi como foi a disputa. Mas eu posso falar que vitória de brasileiro sobre esses caras normalmente era marmelada. Marmelada porque os juízes são locais, e existem alguns pilotos, como o campeão mundial de freestyle Alessander Lenzi, que ganham uma certa bajulada aqui no Brasil. O americano Ross Champion prometeu duas vezes que nunca mais viria para cá por conta desses problemas. Na primeira, ele voltou. Este ano, não.
Mas o Tiago Geitens é um garoto ainda, e ele teve o mérito de derrotar Alessander Lenzi nas semifinais, portanto... menos chance para marmelada desta vez. Parabéns, Tiago!
Da assessoria:
O francês Pierre Maixent conquistou neste domingo, o pentacampeonato da categoria Open, no 13º Jet Waves World Championship (campeonato de manobras de jet ski nas ondas). A vitória da terceira e última etapa da competição, realizada no Balneário Piçarras (SC) ficou com Tiago Geitens, de Canoas (RS), que teve grande performance na disputa e terminou na quarta colocação da classificação final do campeonato, que teve as duas primeiras etapas realizadas na França e Estados Unidos. Um bom público prestigiou os três dias do evento.
Maixent estreou nas oitavas de finais, derrotando o brasileiro Diocelis Vieira, nas quartas de finais passou pelo sul-africano Jake Montadon, considerado revelação da disputa. Na semifinal, o francês enfrentou o sul-africano Jake Montadon e levou a melhor.
Geitens, por sua vez estreou nas oitavas de finais diante do argentino Herman Molina, depois ganhou do norte-americano Zach Bright, numa bateria muito equilibrada, válida pelas quartas de finais. Na semifinal a disputa foi brasileira, entre Geitens e o catarinense Alessander Lenzi, de Jaraguá do Sul. Foi uma das baterias mais acirradas e o gaúcho levou a melhor. Lenzi machucou o joelho na disputa e não teve condições de disputar a terceira colocação, que ficou com Jake Montadon. O catarinense ganhou a disputa do best jump.
“Foi uma temporada bastante difícil. Venci a etapa na França, mas depois nos Estados Unidos tive problemas e fiquei em quinto lugar. Nesta final foi possível fazer boas baterias e o Balneário Piçarras é um local que gosto de competir. Foi muito bom fazer a final com o Tiago que é um piloto de potencial e mostrou isso durante a competição. Agora já é planejar a temporada 2012, que deverá ter duas etapas a mais, em relação a este ano”, comentou Maixent
O título da categoria Amador da terceira etapa do 13º Jet Waves World Championship ficou com Jack Montadon, da África do Sul, seguido por Everardo Júnior e na terceira colocação ficou André Martins, ambos de Santa Catarina.
Os campeões do 13º Jet Waves World Championship foram os seguintes 1. Pierre Maixent (França), 55 pontos, 2. Ross Champion (Estados Unidos), 43, 3. Zach Bright (Estados Unidos), 41, 5. Bruno Jacob (Brasil), 31 pontos.
Os vencedores da terceira e última etapa do 13º Jet Waves World Championship, na categoria Open foram os seguintes: 1. Tiago Geitens, 2. Pierre Maixent e 3. Jack Montadon
Por Antonio Alonso às 10h03

Samuca Albrecht, comandante do Crioula, inspeciona a construção do barco novo
O ano de 2011 vai marcar a estreia do primeiro Circuito Sul-Americano de Soto 40. O sucesso ou o fracasso desse circuito vai depender basicamente da empolgação dos brasileiros em participar das regatas no Chile, já que os chilenos parece que virão mesmo. Eduardo Souza Ramos, dono da Mitsubishi Motors do Brasil e principal incentivador da classe por aqui, já está com um barco por lá, o Lancer (lá ele não pode usar o mesmo nome daqui do Brasil, o "Pajero", já que essa palavra em espanhol significa mais ou menos "masturbador", com um pouco menos de categoria). Bom, a novidade agora foi o surgimento do segundo Crioula. Os gaúcho estavam até agora correndo com um barco usado, comprado de Souza Ramos, e vinham muito bem. Eles foram o melhor barco brasileiro em várias regatas de S40 e eu achei que eles estivessem satisfeitos com isso. Que nada. Estão com um barco novo em produção, o 29º da era S40.
Texto da assessoria:
Depois de fazer uma grande temporada no Brasil em 2010, para o próximo ano o Crioula Team promete ganhar a América do Sul. Um novo S40 foi adquirido pela equipe. O veleiro está sendo montado na Argentina e o trabalho tem o acompanhamento de Samuel Albrecht:
“Depois da última etapa da Mitsubishi Sailing Cup decidimos fazer um segundo barco para participar das disputas de S40 no Chile. Ele vai ficar lá e o outro manteremos no Brasil. O objetivo é prestigiar os chilenos, para que eles venham ao Brasil e participem também dos nossos campeonatos. E assim a gente também conhece a raia onde vai ser disputada o primeiro mundial de S40, em janeiro de 2013 (possivelmente em Algarrobo)”, conta o capitão da equipe.
A tripulação será a mesma, apenas se deslocará para correr os eventos em um dos dois barcos, no Chile ou no Brasil.
“A tripulação segue a mesma, estamos tratando uma clínica com um trimmer de America’s Cup para o início de 2012, antes do Circuito Rolex, buscando aperfeiçoar a tripulação para a temporada que certamente vai ser mais difícil que a de 2011”, diz Samuca.
O barco, que será o de número 29 da classe, fica pronto em novembro. Samuca conta que mais dois já foram vendidos pelo MBoats, estaleiro que produz o Soto 40, só nessa semana. Samuca prevê que o mundial de 2013 contará com 25 tripulações, com a participação europeia onde a classe vem crescendo bastante.
“A classe S40 está forte na Europa. Na Audi Med Cup, evento que começou neste ano com cinco barcos, contará com 11 tripulações. A ideia é que essas equipes europeias venham participar do mundial”, prevê.
O calendário de 2012 já está definido, afirma Samuca. “Em janeiro estaremos em Punta del Este no Circuito Rolex, em março e abril estaremos no Chile, em junho temos o início da Mitsubishi Sailing Cup, em julho corremos a Rolex Ilhabela Sailing Week, em agosto terá a segunda etapa da Mitsubishi Sailing Cup e em setembro temos as regatas em Buenos Aires. O circuito sul-americano vai ser composto pelas duas regatas do Chile, duas no Brasil e a disputa em Buenos Aires”, adianta o comandante do Crioula Team.
Por Antonio Alonso às 11h05

... E o Scott tava tão feliz todo queimado antes da largada da ilha da Madeira...
Enquanto o valente Kan Chuh vai muito melhor do que a encomenda, na 20a. posição entre os barcos de série da Mini Transat, dois velejadores enfrentaram problemas seríssimos e tiveram que abandonar seus veleiros. Abandonar o barco em uma regata oceânica é sempre uma operação tensa. Não somente pela perda material, já que o barco fica literalmente abandonado e, na melhor das hipóteses, vai ser encontrado encalhado em alguma praia erma da Guiana Francesa daqui há alguns meses. A operação de abandono envolve abrir a balsa salva-vidas, que todo veleiro tem, sair com ela para longe do barco e depois cortar a amarra que liga a balsa ao veleiro. Nos dois casos, tudo ocorreu bem e os velejadores Scott Cavanough e Mathieu Claveau já estão a bordo dos barcos que os resgataram e a caminho do Brazil. O mesmo não se pode dizer dos veleiros, que estão flutuando por aí.
Quer dizer, no caso de Mathieu eu nem posso garantir que o barco dele esteja flutuando, já que ele bateu em um objeto não-identificado e começou a entrar muita água a bordo. O Scott teve uma quebra de mastro, mas de tal maneira que foi impossível fazer uma mastreaçao de fortuna. Merece menção a atitude de outra velejadora, Emma Creighton, que não se importou em prejudicar seu resultado na regata para ficar ao lado de Scott durante toda a noite, até que chegasse o barco de apoio. Solidariedade no mar é assim!
A Mini Transat é uma regata para solitários, que velejam em minúsculos barquinhos de 21 pés da França até Salvador, no Brasil, com uma parada na Ilha da Madeira.
Por Antonio Alonso às 15h43

O calendário brasileiro é pobre em regatas de oceano legítimas. A Santos–Rio é talvez a principal delas, se levarmos em conta que a Refeno, entre Recife e Noronha, fica distante para boa parte dos veleiros ORC do Brasil. Mas a demanda também nem é tão grande assim para um calendário mais agitado. Largaram 24 veleiros na Santos–Rio, três cruzaram a linha. O Magia V, de Torben venceu na ORC e o Saravah foi o único a terminar na RGS. Já é tradicional a debandada nas edições em que o mar fica ruim ou o vento fraco (essa regata tem metade do tamanho da Refeno e pode facilmente durar duas vezes mais, pela falta de vento).
Da assessoria de imprensa:
Rio de Janeiro (RJ) - A edição de 2011 de uma das mais tradicionais regatas de oceano do país teve como Fita-Azul, o primeiro barco a cruzar a linha de chegada, e como campeão geral no tempo corrigido, pela sétima vez, o multicampeão Torben Grael e sua tripulação no S40 Mitsubishi/Gol/Magia V.
Torben Grael e sua tripulação no veleiro ‘Mitsubishi/Gol/Magia V’ foram os grandes campeões da 61ª Regata Santos-Rio que largou na sexta-feira passada (21/10) às 13 horas em Santos e só terminou, para o fita-azul, às 8h31m10s deste domingo, na baía de Guanabara. Com o tempo total de 43h31m10s, o veleiro comandado pelo maior medalhista olímpico do esporte brasileiro e da Vela mundial, atual campeão da regata de volta ao mundo, não bateu o recorde da prova, no entanto abriu frente suficiente para garantir também no tempo corrigido o título geral da regata.
O final de semana não foi fácil para os velejadores de oceano brasileiros. Dos 23 barcos que largaram na sexta-feira em direção ao Rio de Janeiro apenas seis conseguiram completar a prova. Os fortes ventos na madrugada de sábado, que em alguns locais chegou a 40 nós (aprox. 72 km/h), causaram o caos na flotilha. De velas rasgadas a mastros e retrancas quebrados, muitos foram os motivos dos abandonos. No entanto, o comandante Torben Grael, o navegador Ricardo Botelho, Marco e Andrea Grael, Mario Trindade, Walter Boddener, o comandante Montes, da Marinha do Brasil, Ricardo Freitas e Julio Falcão não tomaram conhecimento dos concorrentes e garantiram a dupla vitória nos tempos real e corrigido e o heptacampeonato de Torben Grael na prova.
"Foi uma regata dura. Feita em um contravento muito forte. Mas serviu para testar as qualidades offshore do S40 e para começarmos o Circuito-Rio com o pé direito. Uma regata longa como a Santos-Rio não é o melhor para medirmos nosso desempenho sob as regras ORC, mas começar vencendo é sempre muito bom", declarou Torben lembrando que, ao contrário da Mitsubishi Sailing Cup e da Semana de Ilhabela, no Circuito-Rio o seu S40 correrá na regra de rating ORC, que corrige os tempos para que barcos de características e tamanhos diferentes possam competir entre si. No caso específico desta Santos-Rio, apesar de chegar quase 4 horas à frente do Delta 45 ‘Seu Tatá’, o ‘Mitsubishi/Gol/Magia V’ ficou apenas com 13 minutos de vantagem sobre o vice-campeão no tempo corrigido.
Com esta, é a 5ª vez que os barcos de nome ‘Magia’ de Torben Grael fazem a fita-azul da Regata Santos-Rio e é a sétima vez que ele vence a prova. No ‘Magia III/Polibrasil’, Torben estabeleceu o recorde geral da regata em 1995 que durou por mais de uma década, até ser quebrado em 2006 pelo ‘Sorsa’ de Celso Quintela. O Circuito-Rio prossegue no próximo final de semana com regatas na baía de Guanabara até o dia 1º de novembro.
Velassessoria - Mariane Thamsten - 21 8227-6713
mariane@velassesoria.com.br
Por Antonio Alonso às 20h00

Faltava uma foto da gatinha de ouro Patrícia Freitas por aqui
O Brasil repetiu o que tinha feito aqui no Rio e foi o campeão da Vela no Pan de Guadalajara, no México. Dos nove ouros em disputa, os brasileiros levaram cinco. E na Hobie Cat falou um único ponto. Só as duas classes Laser (Standart e Radial) ficaram sem medalha, todos os outros brasileiros voltam para casa com medalhas no peito. Destaque positivo para as excelentes surpresas do ano com Matheus Dellagnelo e Patrícia Freitas. Bimba se impõe como deve ser e leva o tri do Pan. Na Lightning, Klaus Bieckarck leva a oitava medalha em oito Pans. A Snipe e a J/24, que também levaram ouro, mostra por que são duas classes de tradição por aqui.
Texto da assessoria de imprensa:
Mais uma vez a equipe brasileira de vela dominou os Jogos Pan-Americanos. Na raia de Puerto Vallarta, os velejadores do País somaram cinco ouros (J24, Snipe, Sunfish e RS:X masculino e feminino), uma prata (Hobie Cat 16) e um bronze (Lightning). O desempenho quase perfeito garantiu o título geral ao grupo nacional.
Neste domingo (23), último dias de regatas, o quarteto de J24, Ricardo Winicki na RS:X e a dupla de Snipe confirmaram o ouro. Na Hobie Cat 16, a medalha foi de prata e o trio da Lightning, liderado por Cláudio Biekarck, faturou o bronze. Apenas os atletas da Laser, Bruno Fontes e Adriana Kostiw, não subiram ao pódio na competição mexicana. No sábado, Matheus Dellagnelo (Sunfish) e Patrícia Freitas (RS:X) já haviam garantido o ouro.
"O desempenho foi sensacional. Nosso time entrou para disputar o título em todas as classes e conseguiu medalha na grande maioria. Isso faz parte do trabalho desenvolvido pela CBVM com uma equipe multidisciplinar aqui no México. Agora é focar nos Jogos de Londres e manter a modalidade como a maior medalhista do País", disse Martha Rocha, chefe da equipe em Puerto Vallarta.
As douradas do dia - O ouro mais comemorado deste domingo, em Puerto Vallarta, foi da equipe de J24. O barco batizado de Bruschetta comandado por Maurício Santa Cruz venceu a última regata do dia e levou o bi pan-americano. O time entrou com desvantagem no placar para os americanos, mas contou com uma combinação de resultados e foi campeão.
"Foi bastante complicado, mas deu certo no final. A última regata foi emocionante com penalidades para nós e para os adversários. O entrosamento da tripulação ajudou no bi", revelou Maurício Santa Cruz, que competiu ao lado de Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann.
A surpresa foi a virada de Alexandre Tinoco e Gabriel Borges na Snipe. Com desvantagem no quadro, a dupla ultrapassou os americanos e terminou a última regata em terceiro lugar, uma posição à frente dos adversários. O resultado mantém a tradição brasileira na classe, que venceu em 2007, com Alexandre Paradeda e Pedro Tinoco e, em 2003, com Bruno Amorim e Dante Bianchi.
Na RS:X masculina, Ricardo Winicki, o Bimba, conquistou o tricampeonato do Pan e igualando Robert Scheidt em número de ouros. Na regata da medalha, o brasileiro somou sua sétima vitória em 11 provas. Bimba fez valer o favoritismo na raia de Puerto Vallarta.
A prata contra a injustiça -Na Hobie Cat 16, os brasileiros Bernardo Arndt e Bruno Oliveira chegaram em segundo na regata da medalha e conquistaram a prata. A dupla foi campeã em 2007, mas por um protesto dos porto-riquenhos acabou desclassificada da competição.
"Eu não faria com os porto-riquenhos o que eles fizeram com a gente no Rio de Janeiro. Foi uma decisão lamentável deles, mas bola pra frente. Confesso que esperávamos o ouro, mas a medalha é importante para ajudar o Brasil. Nossa dupla fez a parte dela até o fim", contou Bernardo Ardnt, o Baby. O ouro ficou com Porto Rico e o bronze com a Guatemala.
A oitava medalha de um mito - Cláudio Biekarck é o atleta mais experiente da delegação. No México, o velejador disputou o oitavo Pan e conseguiu sua oitava medalha com Gunnar Ficker e Marcelo Batista da Silva na Lightning. Um dos nomes mais respeitados na vela, Klaus, como é conhecido, comemorou o bronze na categoria, mas disse que poderia ter sido melhor.
"Alguns erros bobos no começo atrapalharam nosso time. Na regata final, a missão era difícil. Mesmo assim, largamos bem e dominamos a prova. Entretanto, na última bóia de contra-vento, tivemos de pagar punição e perdemos", ressaltou Cláudio Biekarck.
O velejador classificou o campeonato como difícil por causa dos ventos fracos e rondados. "Era importante alcançar mais uma medalha, mesmo com as condições de vento. Mas, se estava ruim para nós, para os outros também estava", finalizou Klaus Biekarck, treinador de Robert Scheidt na classe Laser e chefe de equipe olímpica brasileira.
O catarinense Bruno Fontes disputou a regata da medalha, mas chegou em quinto e ficou fora do pódio. O velejador reclamou de algumas punições durante a fase de classificação que o afastaram da medalha. Os argentinos Cecelia Saroly e Julio Alsogaray venceram a categoria no feminino e masculino, respectivamente.
Apenas a paulista Adriana Kostiw, da Laser Radial, não disputou a medal race e terminou o evento mexicano em 11º lugar. O objetivo da velejadora é buscar uma vaga olímpica para Londres-2012.
Venceram outra vez - Campeões sem a necessidade de correr a regata da medalha, Patrícia Freitas (RS:X) e Matheus Dellagnelo (Sunfish) também venceram a medal race e confirmaram o favoritismo. A dupla chegou em primeiro em nove provas, o que possibilitou tamanha diferença para os adversários.
Os dois são promessas de medalha para o Brasil nos Jogos de 2016. Porém, a atleta Patrícia Freitas da prancha à vela está entre as 15 melhores do ranking da ISAF (Federação Internacional de Vela) e pode brigar por um pódio em Londres-2012.
Resultados final da vela no Pan após 11 regatas e um descarte:
J24
1º - Brasil - 26 pp (2+3+1+1+2+6+1+6+1+3+3)
2º - Estados Unidos - 27 pp (1+1+2+4+1+3+2+5+2+2+5)
3º - Chile - 36 pp (4+4+4+2+3+2+4+4+4+1+1)
RS:X Feminino
1º - Patrícia Freitas (Brasil) - 12 pontos perdidos (2+1+1+1+2+1+1+1+1+1+1)
2º - Demita Viega (México) - 28 pp (1+5+2+3+1+3+8 OCS+2+3+4+2)
3º - Farrah Hall (EUA) - 36 pp (3+2+5+2+3+2+2+5+4+2+5)
RS:X Masculino
1º- Ricardo Winicki (Brasil) - 15 pp (3+1+1+1+2+3+1+1+2+1+1)
2º - Mariano Reutemann (Argentina) - 21 pp (1+2+2+3+1+2+2+3+1+3+2)
3º - David Teran (México) - 33 pp (2+3+6+2+4+1+4+2+3+2+3)
Sunfish
1º - Matheus Dellagnelo (Brasil) - 12 pp (2+1+1+4+1+1+1+1+1+1+1)
2º - Paul Foerster (EUA) - 33 pp (1+2+2+3+8+5+2+4+4+11+2)
3º - Julio Renna (Argentina) - 48 pp (5+3+12+1+3+6+10+6+6+5+4)
Snipe
1º - Alexandre Tinoco/Gabriel Borges (Brasil) - 33 pp (5+1+4+3+3+1+3.3+6+1+8+3)
2º - Gilberto Diaz/Carol Tocke (EUA) - 34 pp (2+4+1+2+7+6+2+1+5+4+4)
3º - Pablo Defazio/Manfredo Finck(Uruguai) - 37 pp (9+3+2+3+6+4+4+4+3+3+2)
Hobie Cat 16
1º - Enrique Figueroa/Victor Aponte (Porto Rico) - 26 pontos perdidos (1+3+4+1+8+2+2+1+3+1+4)
2º - Bernardo Arndt/Bruno Oliveira (Brasil) - 27 pp (2+2+5+6+2+1+1+3+1+8+2)
3º - Alexander Hess/Jose Hernandez (Guatemala) - 34 pp (5+4+2+5+1+5+3+9OCS+2+5+1)
Lightning
1º - Chile - 26 pp (4+2+4+1+6+1+2+1+3+3+3)
2º - Estados Unidos - 32 pp (1+3+1+6+4+2+4+2+2+3+5)
3º - Brasil -34 pp (3+1+7+2+2+3+5+3+6+1+4)
Laser
1º - Julio Alsogaray (Argentina) - 30 pp (3+1+3+3+1+6+2+2+3+7+3)
2º - Matias Del Solar (Chile) - 39 pp (9+9+5+1+2+1+10+6+1+3+1)
3º - Juan Maegli (Guatemala) - 42 pp (14+6+6+9+3+2+1+4+6+1+2)
5º - Bruno Fontes (Brasil) - 49 pp (2+2+10+4+5+7+14 RAF+1+4+4+5)
Laser Radial
1º - Cecilia Saroli (Argentina) - 25 pp (2+3+1+1+1+5+3+2+1+3+4)
2º - Tania Calles (México) - 31 pp (1+2+2+2+8+7+2+3+2+4+3)
3º - Marie Railey (Estados Unidos) - 35 pp (5+1+11+3+9+1+1+1+3+1+5)
11º - Adriana Kostiw (Brasil) - 83 pp (4+4+13+10+12+9+13+9+12+12)
Em 2007, no Rio de Janeiro, o Brasil conquistou medalhas em todas as classes, exceto na Hobie Cat 16 por desclassificação e na Sunfish. Foram três de ouro, duas de prata e duas de bronze.
Velejadores brasileiros no Pan
Hobie Cat 16:
Bernardo Arndt e Bruno Oliveira
J24:
Maurício Santa Cruz, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann
Laser:
Bruno Fontes
Laser Radial:
Adriana Kostiw
Lightning:
Cláudio Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Batista
Snipe:
Alexandre Tinoco e Gabriel Borges
Sunfish:
Matheus Dellagnelo
RS:X masculino:
Ricardo Winicki
RS:X feminina:
Patrícia Freitas
Por Antonio Alonso às 23h17
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.