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22/10/2011

Pan: Dois ouros da vela ainda não são garantidos, mas são ótimas surpresas. Marreco faz a lição de casa

São quase 22h e a esta altura todo mundo já sabe que o Brasil ganhou duas medalhas por antecipação na Vela do Pan, então não vou nem me concentrar nesse assunto. O que pouca gente sabe é que essas medalhas são do Brasil apenas virtualmente, já que existem situações muito raras que podem tirá-las dos nossos atletas. Uma dessas situações seria, por exemplo, uma atitude anti-desportiva passível de exclusão da competição. Por isso, muitos velejadores preferem nem correr essa última regata, que teoricamente seria a regata da "festa". Outra situação foi o que aconteceu com os brasileiros do Hobie Cat 16 no Pan do Rio. Eles ganharam na raia, mas os adversários encontraram um jeito de protestar os brasileiros pelo uso de um conjunto de mastro + top não previsto nas regras.

Mas quer saber? Podem comemorar, sim. Mais do que as medalhas, podemos comemorar duas excelentes surpresas da Vela brasileira. Matheus Dellagnelo é, hoje, o maior nome da Sunfihs no Mundo (é campeão mundial, norte-americano e pan-americano). E o catarinense conheceu o barco há pouco mais de um ano! Um laserista leve, ele se via limitado à Laser Radial, que não é olímpica para os homens, ou a uma disputa duríssima com Bruno Fontes, nosso maior laserista. Ele então decidiu encarar o desafio de representar o Brasil numa classe desconhecida. E arrebentou!

Patrícia Freitas já é muito mais experiente na prancha, mas ela nunca esteve tão afiada. Das 10 regatas disputadas em Puerto Vallarta, ela venceu oito e ficou em segundo nas outras duas. Em dezembro, ela vai brigar na Austrália para garantir a vaga brasileira para a Olimpíada do ano que vem.

Lição de casa no Wake

Marreco confirmou sua superioridade sobre todos os sul-americanos na final do Wake, mas levou um susto inesperado do argentino Alejo de Palma, que tinha sido bem pior do que Marreco nas eliminatórias. Andrew Atkinson, dos EUA, foi o campeão, com uma passada menos completa do que a da eliminatória. Em segundo lugar ficou o canadense Aaron Rathy.

Além de ser o melhor atleta que o Brasil já viu, Marreco está ajudando a formar uma nova geração de wakeboarders por aqui. Está na hora de aparecer um sucessor.

Por Antonio Alonso às 21h59

21/10/2011

Pan: Bruno Fontes sofre punição, perde regata e fica mais longe de ouro

Desde que Robert Scheidt trocou a Laser pela Star, de vez, em 2007, catarinense Bruno Fontes domina a classe no Brasil. Bruninho é ainda o melhor velejador das Américas no ranking mundial da Laser, na quinta posição. Nesta sexta ele sofreu um duro golpe na busca pelo ouro em Guadalajara. "Recibi uma punição antes da largada completamente errada e não pude correr". Como esse cara é provavelmente melhor do que ele pensa, ele conseguiu voltar à raia e venceu a segunda regata do dia. A classe Laser tem mais duas regatas neste sábado antes da final, no domingo. A distância de Bruninho para o líder, seu principal adversário na America do Sul, Julio Alsogaray, é de 16 pontos (15 contra 31). Qualquer posição abaixo do segundo lugar não reflete a verdadeira situação de Bruno nas Américas. Neste momento, o uruguaio Jose Foglia é o segundo, com 28 pontos, bem perto do brasileiro. O ouro fica mais difícil, mas ainda é possível.

O Brasil terminou esta sexta liderando em três classes, as duas pranchas e a surpreendente Sunfish de Matheus Dellagnelo, outro catarinense. Ainda estamos riscando o ouro na Hobie Cat, dois pontos atrás dos porto-riquenhos. Para quem lembra da decepção da dupla brasileira com depois de perder no tapetão o ouro ganho na raia no Rio 2007...

Da assessoria de imprensa:

As condições de vento e até de temperatura em Puerto Vallarta jogam contra os brasileiros que disputam os Jogos Pan-Americanos. Mesmo assim a armada brasileira tem chances reais de ouro em todas as classes, exceto Laser Radial, após oito regatas do calendário.

Nesta sexta-feira (21), a Comissão de Regatas realizou as provas com ventos fracos e rondados, variando de seis a 10 nós. O calor na raia mexicana bateu nos 40 graus. 

Na súmula, três velejadores brasileiros na liderança isolada: Matheus Dellagnelo (Sunfish), Patrícia Freitas e Ricardo Winicki (RS:X). O trio venceu as duas regatas de cada classe programadas e ampliou a vantagem.

"Estou muito feliz com o meu desempenho e por abrir pontos sobre as minhas adversárias diretas. Por ser uma raia com pouco vento, ficar em primeiro nas regatas é fundamental", disse Patrícia Freitas, que estreia em Jogos Pan-Americanos.

Na Laser, o catarinense Bruno Fontes conseguiu uma recuperação importante e conseguiu não se distanciar da zona de medalhas. O velejador recebeu duas bandeiras amarelas na primeira regata e foi retirado da disputa. Na segunda chance, cruzou a linha de chegada na frente e permanece em terceiro lugar no geral.

A paulista Adriana Kostiw, da classe Laser Radial, está praticamente fora da luta por medalha após mais duas regatas irregulares. A velejadora ocupa a 11ª colocação.

Na Snipe, os campeões mundiais Alexandre Tinoco e Gabriel Borges não tiveram um dia bom e perderam a liderança para o casal americano Gilberto Diaz e Carol Tocke. Mesmo assim, os velejadores do Rio de Janeiro ocupam a segunda posição.

A classe Lighting continua com regatas muito parelhas em Puerto Vallarta. A tripulação do Chile, liderada por Tito González, mostrou a estrela de campeã mundial e já assumiu a liderança, deixando Estados Unidos e Brasil, de Cláudio Biekarck, para trás (quatro pontos de desvantagem). 

O time de J24 formado por Maurício Santa Cruz está em segundo lugar após oito regatas. Nesta sexta, o quarteto venceu a primeira, mas acabou em sexto na última do dia. O quarteto americano tem vantagem de três pontos sobre os atuais campeões Pan-Americanos. 

Resultados da vela no Pan após oito regatas e um descarte:

Hobie Cat 16
1º - Enrique Figueroa/Victor Aponte (Porto Rico) - 14 pontos perdidos (1+3+4+1+8+2+2+1)
2º - Bernardo Arndt/Bruno Oliveira (Brasil) - 16 pp (2+2+5+6+2+1+1+3)
3º - Alexander Hess/Jose Hernandez (Guatemala) - 25 pp (5+4+2+5+1+5+3+9OCS)

RS:X Feminino
1º - Patrícia Freitas (Brasil) - 8 pp (2+1+1+1+2+1+1+1)
2º - Demita Viega (México) - 17 pp (1+5+2+3+1+3+8 OCS+2)
3º - Farrah Hall (EUA) - 19 pp (3+2+5+2+3+2+2+5)


RS:X Masculino
1º- Ricardo Winicki (Brasil) - 10 pp (3+1+1+1+2+3+1+1)
2º - Mariano Reutemann (Argentina) - 13 pp (1+2+2+3+1+2+2+3)
3º - David Teran (México) - 18 pp (2+3+6+2+4+1+4+2)

Snipe
1º - Gilberto Diaz/Carol Tocke (EUA) - 17 pp (2+4+1+2+7+6+2+1)
2º - Alexandre Tinoco/Gabriel Borges (Brasil) - 23 pontos perdidos (5+1+4+3+3+1+6+6)
3º - Pablo Defazio/Manfredo Finck(Uruguai) - 27 pp (9+3+2+3+6+4+4+4)

Laser Radial
1º - Cecilia Saroli (Argentina) - 10 pp (2+3+1+1+1+5+3+2)
2º - Tania Calles (México) - 17 pp (1+2+2+2+8+7+2+3)
10º - Adriana Kostiw (Brasil) - 59 pp (4+4+13+10+12+9+13+9)

Laser
1º - Julio Alsogaray (Argentina) - 15 pp (3+1+3+3+1+6+2+2)
2º - Jose Foglia (Uruguai) - 28 pp (4+3+7+6+4+4+4+4)
3º - Bruno Fontes (Brasil) - 31 pp (2+2+10+4+5+7+14 RAF+1)

Sunfish
1º - Matheus Dellagnelo (Brasil) - 8 pp (2+1+1+4+1+1+1+1)
2º - Paul Foerster (EUA) - 19 pp (1+2+2+3+8+5+2+4)
3º - Julio Renna (Argentina) - 34 pp (5+3+12+1+3+6+10+6)

Lightning
1º - Estados Unidos - 17 pp (1+3+1+6+4+2+4+2)
2º - Chile - 15 pp (4+2+4+1+6+1+2+1)
3º - Brasil - 19 pp (3+1+7+2+2+3+5+3)

J24
1º - Estados Unidos - 13 pp (1+1+2+4+1+3+2+5)
2º - Brasil - 16 pp (2+3+1+1+2+6+1+6)
3º - Chile - 23 pp (4+4+4+2+3+2+4+4)

Em 2007, no Rio de Janeiro, o Brasil conquistou medalhas em todas as classes, exceto na Hobie Cat 16 por desclassificação e na Sunfish. Foram três de ouro, duas de prata e duas de bronze.

Por Antonio Alonso às 23h49

Pan: No Slalom, Felipe "Brucutu" Neves e Juliana Negrão avançam para as finais do esqui

Os dois atletas do interior de São Paulo fazem final no domingo contra adversários muito superiores.

Felipe Neves, paulista de Sertãozinho, ficou em sexto nas preliminares desta sexta-feira, oito atletas avançam às finais, que acontecem no domingo. O irmão mais novo de Felipe, Ferando, ficou em 11º entre os 16 competidores que foram para a água e encerrou sua participação no Pan.

O slalom é a modalidade de esqui mais popular no Brasil. Nela, o esquiador precisa contornar seis bóias rebocado por um barco que atravessa a raia em velocidade constante e em linha reta. Cada vez que o competidor completa a raia, a corda é encurtada, aumentando a dificuldade.

A campineira Juliana Negrão conseguiu terminar a elminatória em sexto lugar e também vai para a final no domingo, contra outras cinco atletas. 

Neste sábado, quem volta à água é Marcelo Giardi, o Marreco. Campeão no Pan do Rio ele ficou em terceiro nas eliminatórias do México, e viu o americano e o canadense notadamente superiores na raia. O bronze é praticamente garantido, ele vai precisar se superar pra buscar uma medalha de outra cor.

Por Antonio Alonso às 20h37

20/10/2011

Pan: Sem surpresa, Marreco vai para final no wake em 3º e Juliana Negrão não avança no esqui

Marcelo Giardi, o Marreco, avançou para a final (como todos os participantes, já que só existem oito competindo). Já Juliana Negrão ficou em nono e último lugar na eliminatória de truques e agora vai competir apenas mais uma prova, a slalom.

Marreco saiu da água com 75,66 pontos, como segundo colocado na primeira semifinal, atrás apenas do canadense Aaron Christopher, que foi bem melhor, fazendo 85,00. No entanto, o americano Andrew Adkison, que competiu na outra semifinal, fez 84,45 e também ficou na frente de Marreco. No wake, a medalha de bronze é praticamente garantida, já que os outros atletas ficaram bem atrás do brasileiro. A prata e o ouro estão indefinidas, mas pendem muito mais para os dois atletas da América do Norte do que para o brasileiro.

No esqui feminino, não teve muita surpresa. Juliana Negrão é imbatível aqui no Brasil, mas nossa realidade no esqui é amadora, mesmo quando em comparação com chilenas, argentinas, peruanas e colombianas. Juliana foi uma das duas únicas a fazer menos de três mil pontos e a única a fazer menos de dois mil. Ela conseguiu completar toda a séria de mãos, mas caiu no quarto truque com o pé na corda.

Amanhã acontecem as eliminatórias de slalom masculino e feminino.

Por Antonio Alonso às 19h06

Pan: Hoje a Vela folga, mas esqui e wake vão para a água

Esta quinta é dia de folga para nossos velejadores, mas os náuticos continuam em ação em Guadalajara. Marreco, campeão de wake no Rio, vai para sua primeira passagem, assim como os irmãos Brucutu (ou "Neves") do esqui-aquático. Marreco vai ter trabalho muito mais duro do que no Rio, especialmente com o canadense. No esqui, os brasileiros estão andando muito, mas uma medalha seria surpresa.

Por Antonio Alonso às 12h52

19/10/2011

Pan: Brasil continua na zona de medalha em oito das nove classes

 

Na Hobie Cat, o Brasil está a um ponto do líder

Os brasileiros estão na zona de medalha em oito das nove classes em disputa no Pan de Guadalajara. Minha maior torcida continua por Adriana Kostiw, que agora caiu mais três posições, e é 10a. Na Laser Standart, Bruno Fontes brigava pela liderança da primeira regata do dia quando levou uma punição e terminou em quinto. Com um sétimo na outra regata, ele caiu para terceiro, com dois pontos a menos que o chileno Matias del Solar e nove a menos que o argentino Julio Alsogaray. Bruninho pode fazer melhor.

Amanhã (quinta) é dia de descanso para todas as classes. Neste segundo dia de regatas, alguns brasleiros já começam a se destacar na ponta. Mateus Dellagnelo tem apenas seis pontos perdidos, venceu quatro das seis regatas disputadas até agora e é favorito em uma classe que nem existia no Brasil há cinco anos (e ainda hoje existe só no papel). O Brasil ainda lidera na Snipe e nas duas pranchas (masculino e feminino). Na Lightning, Kaus Bieckarck está empatado com os líderes.

Texto da assessoria de imprensa:

 

A vela nos Jogos Pan-Americanos chega ao momento de definição das posições para a medal race. Após seis regatas, o regulamento prevê o descarte do pior resultado em todas as classes. Na classificação geral, oito brasileiros seguem na zona de medalhas com esse critério. Nesta quarta-feira (19), as regatas foram disputadas com ventos fracos variando de seis a nove nós e temperatura na casa dos 35 graus em Puerto Vallarta. As provas serão retomadas na sexta-feira (21) após um dia de descanso.

Os bons resultados vieram na classe Snipe, uma das mais equilibradas na América. Os campeões mundiais Alexandre Tinoco e Gabriel Borges lideram a classificação com três pontos de vantagem para os americanos Gilberto Diaz e Carol Tocke. A diferença, segundo o tático brasileiro, não deve ser comemorada.

"Estamos na metade do campeonato. Tudo pode acontecer ainda no México. A região conta com os melhores times de Snipe e as regatas no Pan são muito técnicas. A nossa estratégia é manter a calma e continuar velejando bem", contou Alexandre Tinoco.

Na Sunfish, Matheus Dellagnelo venceu as duas regatas do dia e, com o descarte, já soma sete pontos de vantagem sobre Paul Foerster, dos Estados Unidos. Na Hobie Cat 16, Bernardo Arndt e Bruno Oliveira estão em segundo e colados na dupla porto-riquenha com um ponto atrás em seis regatas. 

O maior equilíbrio está na classe Lighting. As tripulações de Estados Unidos e Brasil dividem a primeira posição. O trio chileno, atual campeão mundial, está logo atrás com um ponto de desvantagem. 

Na Laser, Bruno Fontes está na zona de medalha. O catarinense teve um dia irregular, mas o descarte deixou o atleta em terceiro. "Peguei uma punição na regata que brigava pela vitória e acabei em quinto. Na outra peguei sétimo. Amanhã vou aproveitar o descanso", disse o catarinense. No feminino, Adriana Kostiw está longe do pódio ocupando a 10ª colocação.

O quarteto de J24 formado por Maurício Santa Cruz, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann perdeu a liderança para o time americano, mas a disputa continua indefinida pelo primeiro lugar.

"As equipes brasileiras sofrem com a falta de ventos, principalmente a tripulação de J24 que anda bem com condições bem diferentes, além de ser muito técnica. A competição fica nivelada por baixo com isso", revelou Ricardo Baggio, superintendente da CBVM.

Na RS:X, classe que mais precisa dos ventos, Ricardo Winicki, o Bimba, ainda lidera, mas empatado com Mariano Reutemann, da Argentina. No feminino, Patrícia Freitas está em primeiro lugar depois de vencer uma e terminar a outra em segundo lugar.

Resultados da vela no Pan após seis regatas e um descarte:

Snipe
1º - Alexandre Tinoco/Gabriel Borges (Brasil) - 12 pontos perdidos (5+1+4+3+3+1)
2º - Gilberto Diaz/Carol Tocke (EUA) - 15 pp (2+4+1+2+7+6)
3º - Pedro Robles/José López (Chile) - 19 pp (8+6+3+5+2+3)

Laser Radial
1º - Cecilia Saroli (Argentina) - 8 pp (2+3+1+1+1+5)
2º - Tania Calles (México) - 14 pp (1+2+2+2+8+7)
10º - Adriana Kostiw (Brasil) - 39 pp (4+4+13+10+12+9)

Laser
1º - Julio Alsogaray (Argentina) - 11 pp (3+1+3+3+1+6)
2º - Matias Del Solar (Chile) - 18 pp (9+9+5+1+2+1)
3º - Bruno Fontes (Brasil) - 20 pp (2+2+10+4+5+7)

Hobie Cat 16
1º - Enrique Figueroa/Victor Aponte (Porto Rico) - 11 pp (1+3+4+1+8+2)
2º - Bernardo Arndt/Bruno Oliveira (Brasil) - 12 pp (2+2+5+6+2+1)
3º - Jason Hass/Jose Hernandez (Guatemala) - 17 pp (5+4+2+5+1+5)

Sunfish
1º - Matheus Dellagnelo (Brasil) - 6 pp (2+1+1+4+1+1)
2º - Paul Foerster (EUA) - 13 pp (1+2+2+3+8+5)
3º - Julio Renna (Argentina) - 18 pp (5+3+12+1+3+6)

Lightning
1º - Estados Unidos - 11 pp (1+3+1+6+4+2)
2º - Brasil - 11 pp (3+1+7+2+2+3)
3º - Chile - 12 pp (4+2+4+1+6+1)

J24
1º - Estados Unidos - 8 pp (1+1+2+4+1+3)
2º - Brasil - 9 pp (2+3+1+1+2+6)
3º - Chile - 15 pp (4+4+4+2+3+2)

RS:X Masculino
1º- Ricardo Winicki (Brasil) - 8 pp (3+1+1+1+2+3)
2º - Mariano Reutemann (Argentina) - 8 pp (1+2+2+3+1+2)
3º - David Teran (México) - 12 pp (2+3+6+2+4+1)

RS:X Feminino
1º - Patrícia Freitas (Brasil) - 6 pp (2+1+1+1+2+1)
2º - Demita Viega (México) - 10 pp (1+5+2+3+1+3)
3º - Farrah Hall (EUA) - 12 pp (3+2+5+2+3+2)

Em 2007, no Rio de Janeiro, o Brasil conquistou medalhas em todas as classes, exceto na Hobie Cat 16 por desclassificação. Foram três de ouro, duas de prata e duas de bronze.

 

Por Antonio Alonso às 22h33

18/10/2011

No segundo dia de Pan, só Adriana Kostiw está fora da zona de medalha

 

A paulista Adriana Kostiw lutou muito para ir ao Pan. Veterana, ela ainda mantém a hegemonia na Laser Radial no Brasil, mas parece que a cada ano, a luta fica mais dura. Na disputa pela vaga olímpica, a capixaba Odile Gnaid chegou a derrotar Adriana no Brasileiro, mas perdeu no Pré-Olímpico. Ela é a melhor brasileira velejadora de veleiros com bolina que eu já vi, e também a mais dedicada ao esporte. Curiosamente, ela alterna dias excelentes com escorregadas homéricas e inexplicáveis. No segundo dia de regatas do Pan, ela está na sétima posição e é a única brasileira fora da zona de medalhas.

As boas surpresas são Matheus Dellagnelo, que tem um ano de Sunfish e já venceu até o Campeonato Mundial da classe e Patrícia Freitas, que venceu duas das quatro regatas e lidera a Prancha feminina.Bimba também vem na frente na Prancha masculina. O outro barco que lidera é o J/24 de Santinha e tripulação, um dos grandes campeões mundiais da classe.

Texto da assessoria:

Da assessoria de imprensa:

Os representantes do Brasil continuam nas primeiras posições após mais um dia de regatas em Puerto Vallarta pelos Jogos Pan-Americanos. Nesta terça-feira (18), os ventos apareceram na raia mexicana, variando de oito a 15 nós. As condições favoreceram os velejadores do País, principalmente na RS:X com domínio de Patrícia Freitas no feminino e Ricardo Winicki no masculino.

"Com vento mais forte, o campeonato muda de figura. Consegui dar voltas nos adversários e chegar com vantagem nas regatas. Mas, quando a condição é diferente, a disputa fica nivelada por baixo", contou Ricardo Winicki, o Bimba, que tenta o tri do Pan.

O atleta da prancha à vela quer usar a experiência para sair de Puerto Vallarta com mais um ouro. "Ainda não dá para administrar. Tem muitas regatas pela frente e a medal race. O objetivo é não fazer besteira e ficar entre os três primeiros em todas", lembrou Bimba, que rivaliza com Mariano Reutemann (Argentina) e David Teran (México).

No feminino da RS:X, Patrícia Freitas venceu as duas regatas do dia e ampliou sua vantagem na liderança da categoria no Pan. Outro brasileiro entre os primeiros é Matheus Dellagnelo, na Sunfish. O catarinense, atual campão mundial da classe, lidera ao lado do americano Paul Foerster.

"O mais difícil nessa raia é encontrar uma boa rajada, mesmo assim o meu desempenho é bom e poderia ter sido melhor se não acabasse o vento na última regata", contou Matheus Dellagnelo.

Na classe Snipe, os campeões mundiais Alexandre Tinoco e Gabriel Borges estão em segundo na zona de medalha. Quem retomou a liderança foi o quarteto de J24 formado por Maurício Santa Cruz, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann.

Na Laser, Bruno Fontes teve um dia irregular, mas está empatado em segundo lugar com Erik Johnson dos Estados Unidos. O argentino Julio Alsogaray lidera com oito pontos na frente. Na versão feminina da classe, Adriana Kostiw ocupa a sétima posição.

O trio da Lightning está em terceiro após quatro regatas. Cláudio Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Batista tentarão reduzir nesta quarta-feira (19) a diferença para os chilenos que ocupam a primeira posição. Na Hobie Cat 16, a dupla brasileira segue em terceiro com chances reais de ouro.


Resultados da vela no Pan após quatro regatas:

Sunfish
1º - Matheus Dellagnelo (Brasil) - 7 pontos perdidos (2+1+1+4)
2º - Paul Foerster (EUA) - 7 pp (1+2+2+3)
3º - Hugolino Colmenares (Venezuela) - 20 pp (6+4+8+2)

Snipe
1º - Gilberto Diaz e Carol Tocke(EUA) - 9 pontos perdidos (2+4+1+2)
2º - Alexandre Tinoco/Gabriel Borges (Brasil) - 13 pp (5+1+4+3)
3º - Jeronimo Cervantes/ Yon Belausteguigoitia (México) - 18 pp (1+10+6+1)

Laser
1º - Julio Alsogaray (Argentina) - 10 pontos perdidos (3+1+3+3)
2º - Erik Johnson (Estados Unidos) - 18 pp (7+5+1+5)
3º - Bruno Fontes (Brasil) - 18 pp (2+2+10+4)

Laser Radial
1º - Cecilia Saroli (Argentina) - 7 pp (2+3+1+1)
2º - Tania Calles(México) - 7 pontos perdidos (1+2+2+2)
7º - Adriana Kostiw (Brasil) - 21 pp (4+4+13+10)

RS:X Masculino
1º- Ricardo Winicki (Brasil) - 6 pontos perdidos (3+1+1+1)
2º - Mariano Reutemann (Argentina) - 8 pp (1+2+2+3)
3º - David Teran (México) - 13 pp (2+3+6+2)

RS:X Feminino
1º - Patrícia Freitas (Brasil) - 5 pontos perdidos (2+1+1+1)
2º - Demita Viega (México) - 10 pp (1+5+2+3)
3º - Farrah Hall (EUA) - 13 pp (3+2+5+2)

Lightning
1º - Estados Unidos - 11 pontos perdidos (1+3+1+6)
2º - Chile - 11 pp (4+2+4+1)
3º - Brasil - 13 pp (3+1+7+2)

J24
1º - Brasil - 7 pp (2+3+1+1)
2º - Estados Unidos - 8 pontos perdidos (1+1+2+4)
3º - Chile - 15 pp (6+2+5+2)

Hobie Cat 16
1º - Enrique Figueroa/Victor Aponte (Porto Rico) - 9 pontos perdidos (1+3+4+1)
2º - Alejandro Saba/Gonzalo Cendra (Venezuela) - 11 pp (7+1+1+2)
3º - Bernardo Arndt/Bruno Oliveira(Brasil) - 15 pp (2+2+5+6)

Em 2007, no Rio de Janeiro, o Brasil conquistou medalhas em todas as classes, exceto na Hobie Cat 16 por desclassificação. Foram três de ouro, duas de prata e duas de bronze.

 

Por Antonio Alonso às 00h28

Pan: Bruno Fontes cai para segundo na Laser (corrigido)

Atenção: Eu postei o texto abaixo antes de ver a súmula do Pan. Está errado, Bruno caiu para segundo.

A página de resultados do site do Pan está fora do ar e eu não consegui contato com muita gente. O que eu sei por enquanto é que o Bruno Fontes fez um 10º e um 4º, mas continua empatado na liderança, agora com o atleta americano e não mais com o argentino Julio Alsogaray, que eu acho mais perigoso. Bruno achou o dia complicado, com vento muito rondado. Quando eu souber mais notícias, posto aqui.

Por Antonio Alonso às 21h00

Em 17º lugar, Juju Senfft continua a melhor brasileira do ranking de Match Race

A velejadora Juliana Senfft e sua Equipe Itapuca de Match Race, do Veleiros do Sul, seguem sendo as melhores brasileiras no ranking mundial de vela de match race da Federação Internacional de Vela. Juju se manteve na décima sétima colocação na tabela divulgada na última semana.

Renata Decnop também se manteve na mesma colocação, na 27ª posição. Já Juliana Mota caiu uma posição e está em 30º. A norte-americana Anna Tunnicliffe lidera o ranking, seguida pela francesa Claire Leroy em segundo lugar. Sally Barkow, velejadora norte-americana que esteve no veleiros do Sul no último mês ministrando clínica para a equipe brasileira de match race, está na terceira posição. 

No Open, Henrique Haddad está 35ª colocação. Ele e sua tripulação são os melhores sul-americanos da categoria. O líder do ranking open é o italiano Francesco Bruni.

Por Antonio Alonso às 20h39

Kan Chuh segue firme na Mini Transat

Fabienne Robin ocupa a 38a posição entre os barcos de Série

Ontem eu falei do Samuca Gonçalves como um dos mais famosos atletas do "lado B" da Vela, mas esqueci do Kan Chuh. Esse é outro que está fora da mídia, mas é um maluco gente-boa que está bancando do próprio bolso um sonho: completar uma Mini Transat. O baiano Kan Chuh embarcou no seu barquinho de 21 pés, ficou bastante tempo nas últimas colocações, mas agora parece ter tomado confiança e veleja consistentemente nas posições intermediárias. Na tarde desta quarta, ele era o 27º, a 71 milhas do líder, Pierre Brasseur, e bem próximo do 26º. Ainda faltam mais de 2000 milhas e cerca de 12 dias para os primeiros barcos chegarem a Salvador.

Por Antonio Alonso às 16h46

Brasil "lidera" cinco classes após primeiro dia do Pan

Informações e texto do COB:

O Brasil terminou o primeiro dia de competições de vela dos Jogos Pan-americanos de Guadalajara na primeira posição em três das nove classes em disputa em Puerto Vallarta, nesta segunda-feira, dia 17. Em duas outras classes, o Time Brasil obteve o mesmo número de pontos perdidos dos países que as lideram, mas leva desvantagem nos critérios de desempate. E apenas uma guarnição brasileira ficou de fora das três primeiras posições na classificação geral do primeiro dia de competição.

Entre as classes em que o Brasil lidera está a lightning, onde Cláudio Biercarck igualou o recorde de oito participações em Jogos Pan-americanos de Durval Guimarães, do tiro esportivo, alcançando, com os companheiros de tripulação Gunnar Ficker e Marcelo Batista, uma terceira colocação e uma primeira posição nas duas regatas do dia, o que lhes rendeu a primeira posição, com quatro pontos perdidos, o mesmo número da equipe dos EUA, mas com vantagem brasileira nos critérios de desempate. O Chile vem em terceiro, com seis.

"As condições da raia estavam muito difíceis e para o primeiro dia os resultados foram muito bons. Na primeira regata, os barcos ficaram muito próximos e acabamos perdendo o segundo lugar muito perto da chegada. Na segunda regata houve um vento mais forte, que separa mais a flotilha, mas também resultou em muitas ondas, principalmente no segundo contravento, e conseguimos um resultado melhor", comentou Cláudio, que garante não ter sentido alguma emoção diferente por ser um dos recordistas brasileiros de participações em Jogos Pan-americanos. "Nem penso nisso. O importante é estar aqui e ter participado de oito Pans. E o objetivo é buscar uma medalha", afirmou.

Na classe snipe, os campeões mundiais Alexandre Tinoco e Gabriel Borges venceram a segunda regata do dia e terminaram a primeira na quinta posição, finalizando o dia na liderança, com seis pontos perdidos, mesmo número dos EUA. O Equador vem na sequência, com oito. "A primeira regata foi muito difícil, com o vento rondando muito, e tínhamos preparado o barco para uma condição de vento mais fraco do que encontramos. Eu também errei taticamente, mas conseguimos superar isso na segunda regata, que teve uma condição mais próxima da que encaramos no Mundial onde vencemos, na Dinamarca", analisou Alexandre Tinoco.

O Brasil também ocupa a primeira posição na classe sunfish, com Matheus Dellangello, com três pontos perdidos, o mesmo número dos EUA, mas com vantagem nos critérios de desempate - e seguidos por Argentina e Peru, com oito. Na hobie cat 16, com Bernardo Arndt e Bruno Oliveira, o Time Brasil tem os mesmos quatro pontos perdidos que Porto Rico, mas os brasileiros levam desvantagem nos critérios de desempate. Na laser, Bruno Fontes está em situação similar: soma quatro pontos perdidos, mas é superado pelo competidor da Argentina nos critérios de desempate.

Já o aniversariante do dia (completou 37 anos), Maurício Santa Cruz, da J24, obteve, ao lado dos companheiros de barco Daniel Santiago, Alexandre Saldanha e Guilherme Hamelmann, uma segunda e uma terceira posição e terminaram o dia com o segundo lugar da classe, com cinco pontos perdidos, atrás da tripulação dos EUA, com dois, que venceu as duas regatas. "O vento estava bom, o barco está rápido, mas largamos muito mal, muito mal mesmo, nas duas regatas. A nossa tática foi boa, tanto que chegamos bem. Na regata em que terminamos em segundo, chegamos a estar em sexto e nos recuperamos. Para o primeiro dia, achei o saldo bastante satisfatório, porque não fomos lentos. Isso nos dá tranquilidade para buscar melhorar a nossa largada e tentar diminuir a diferença para os americanos nas próximas regatas", comentou Maurício Santa Cruz.

Na RS:X masculino, Ricardo "Bimba" Winicki fechou o dia na segunda posição, com quatro pontos perdidos, atrás do atleta da Argentina, que tem três pontos. Já na RS:X feminino só houve uma regata válida e Patrícia Freitas está em segundo lugar, com dois pontos perdidos, atrás da competidora do México. E na laser radial, Adriana Kostiw soma oito pontos perdidos, como a competidora do Canadá - o México está em primeiro, com três, seguido pela Argentina, com cinco, e os EUA, com seis.

Por Antonio Alonso às 10h26

17/10/2011

Regatas começam hoje no Pan, com previsão de pouco vento e velejadores magros

Os velejadores brasileiros iniciam as regatas dos Jogos Pan-Americanos em Puerto Vallarta (300 quilômetros de Guadalajara) nesta segunda-feira (17). Com a previsão de ventos fracos em toda a competição (média de 12 nós), a CBVM (Confederação Brasileira de Vela e Motor) montou uma estratégia para conquistar medalhas em todas as classes. Cada atleta teve de reduzir o peso corporal por causa das condições climáticas. Com menos vento, mais leve deve ser o barco.

"O período de aclimatação foi importante para adaptar os velejadores ao clima. Já era prevista essa falta de ventos e nossa equipe multidisciplinar fez uma preparação direcionada ao evento, que incluiu redução de peso e ajuste dos barcos e dicas de meteorologia", revelou a chefe da equipe Martha Rocha.

O jovem Matheus Dellagnelo, que completa 23 anos neste domingo (16), é um dos favoritos ao ouro na Sunfish. O catarinense é maior exemplo dessa adaptação ao vento fraco. Desde fevereiro, quando conquistou a classificação para o Pan na categoria, o atleta perdeu sete quilos.

"Após a conclusão da primeira etapa de treinamentos iniciei a preparação focada para o Pan. Tive de perder peso e me adaptar a um barco novo. A parte final foi conseguir achar a regulagem ideal para o Sunfish no vento fraco", explicou Matheus Dellagnelo, campeão mundial em 2011.

A classe Sunfish é nova Brasil. O barco é muito utilizado nas Américas Central e Norte, por isso foi incluído no calendário dos Jogos Pan-Americanos. A estrutura da embarcação é similar ao Laser, que coroou Robert Scheidt com o bi olímpico e o tri do Pan. O biótipo do velejador para a categoria costuma ser 1,83 m de altura e peso variando de 70 a 75 quilos.

"Minha expectativa é fazer um bom campeonato. Espero um evento difícil, decidido nas últimas regatas, onde vários atletas estarão na briga pela medalha. Acredito que será bem diferente dos demais que já tive oportunidade de participar e espero poder curtir ao máximo esse momento", disse Matheus Dellagnelo.

A vela nacional terá a chance de contribuir com nove medalhas no quadro geral da competição continental (Hobie Cat 16, J24, Laser, Laser Radial, Lightning, Snipe, Sunfish, RS:X masculino e feminino).

Na bagagem, campeões mundiais como Matheus Dellagnelo, a dupla de Snipe e o quarteto de J24. Os representantes da Hobie Cat 16 querem reaver o ouro cassado no Pan de 2007 e Ricardo Winicki, o Bimba, pode igualar Robert Scheidt e trazer o terceiro título dos Jogos.

"A preparação foi focada para o Pan e também visando uma medalha olímpica. Estou preparado para brigar pelo ouro mais uma vez", ressaltou Bimba.

Outro nome da vela brasileira de destaque é Cláudio Biekarck. O velejador de Lightning disputará seu oitavo Pan, um recorde entre os atletas brasileiros.

Klaus, como é conhecido no meio da vela, é o recordista brasileiro de medalhas pan-americanas na vela, com sete honrarias. Em 75, na Cidade do México, o velejador ganhou a medalha de prata na classe Finn. Depois, passou para a classe Lightning onde faturou o ouro em Caracas/83, prata em Mar Del Plata/95 e Winnipeg/99, além de bronze Indianápolis/87, Havana/91 e Rio/2007. "A Lightning é uma classe amadora, mas muito forte tecnicamente na América", concluiu Biekarck.

Além de maior ganhador de medalhas pan-americanas na vela, Klaus tem um currículo vitorioso como técnico de Robert Scheidt. Ele orientou o velejador desde o início da carreira participando ativamente das três medalhas olímpicas conquistadas na Laser - ouro em Atlanta/96, prata em Sidndey/2000 e ouro em Atenas/2004 - e nos oito títulos mundiais da classe. 

Atenção especial - Os velejadores brasileiros contarão com uma equipe multidisciplinar em Puerto Vallarta. O argentino Flávio Naveira será consultor de regras. Paulo Lemos ficará responsável pelo suporte de equipamentos e a meteorologista será Silvia Santos, da Marinha do Brasil. O Brasil conta com três técnicos: Bruno Di Bernardi (Laser, Laser Radial e Sunfish) Eduardo Melchert (Snipe, J24 e Lightining) e Fernando Pasqualin (RS:X masculino e feminino e HC16).

Por Antonio Alonso às 17h20

16/10/2011

Na véspera da estreia, quase nenhum brasileiro completa as regatas-treino

Mateus Dellagnelo, de surpresa a campeão mundial na Sunfish

Nenhum motivo de preocupação. Na vela, é normal que os atletas não cruzem a linha de chegada na regata-treino. Dizem que dá azar. Neste domingo rolou uma regata por classe, sem valer pontos. Os juízes fazem os últimos acertos na raia, testam os equipamentos, e os atletas têm uma chance de testar uma largada em condições reais de prova. Neste momento, todos já estão de volta ao hotel descansando para a estreia pra valer, nesta segunda.

Por Antonio Alonso às 22h18

Star: Ao lado de Samuel Gonçalves, Lars vence Torben no Estadual do Rio

Samuel Gonçalves, o Samuca de Niterói, é provavelmente o cara mais famoso do lado B da Vela. Formado no Projeto Grael, ele está presente em praticamente todas as regatas em que eu vou no Rio, já fez a Cape Town–Rio e agora acaba de ser campeão do Estadual do Rio de Star, ao lado do timoneiro Lars Grael. Samuca e Lars venceram ninguém menos que Torben e Marcelo Ferreira, que ficaram em segundo lugar. Alessandro Pascolato e Henry "Maguila" Boening completaram o pódio. Clique aqui para ver a súmula completa.

Por Antonio Alonso às 22h11

Vai ao ar clipe da Rota Austral de Betão Pandiani. Veja

Mensagem de Beto Pandiani: Boa tarde amigos. Pela primeira vez vai ao ar este clip da fantástica viagem Rota Austral feito pela Paradiso Films. As imagens são incríveis e mostram os dois Hobiecats 21 velejando de Puerto Montt até o Cabo Horn e depois chegando ao Rio de Janeiro depois de 170 dias. Vocês vão ver o que é mau tempo, chuva, frio e lugares incríveis. Velejamos em 4 amigos, O Gui von Schmidt, Santiago Izza, Felipe Tommazi e eu. Vale a pena!!!

Por Antonio Alonso às 17h57

Kan Chuh "dispara" em meio a quebras na Mini Transat

Enquanto os ventos de mais de 15 nós causaram várias avarias à flotilha de barcos de série, mas o brasileiro Kan Chuh só tem motivos para comemorar. Ele deixou as últimas posições e ocupava a 22a posição no início da tarde deste domingo. O engenheiro de cacau francês Eric Llull lidera entre os barcos de série.

Por Antonio Alonso às 13h48

Vela estreia nesta segunda no Pan; saiba como acompanhar

 

Com a Globo deixando o Pan de canto, às vezes fica complicado acompanhar os brasileiros no Pan de Guadalajara. A competição começa nesta segunda, dia 17, e termina no domingo, 23. Clicando aqui você tem acesso ao calendário oficial.

No México, todos os barcos e pranchas já estão medidos e aprovados e uma regata treino rolou neste sábado.

Conheça os brasileiros em todas as nove classes em disputa:

Hobie Cat 16: Bernardo Arndt e Bruno Oliveira

J24: Maurício Santa Cruz, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann

Laser: Bruno Fontes

Laser Radial: Adriana Kostiw

Lightning: Cláudio Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Batista

Snipe: Alexandre Tinoco e Gabriel Borges

Sunfish: Matheus Dellagnelo

RS:X masculino: Ricardo Winicki

RS:X feminina: Patrícia Freitas

Por Antonio Alonso às 12h12

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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