Blog do José Cruz

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15/10/2011

Batida (mais uma) na Extreme abre rombo no casco do Team New Zealand

Se você é visitante regular do blog, sabe que essas porradas são comuns na Extreme, mas dessa vez os neozelandeses ficaram fora da disputa em Almeria. Amanhã é o último dia e não dá tempo para reparar esse rombo.

Por Antonio Alonso às 19h46

Brasil recebe etapa do Mundial de Jet nas Ondas no final do mês

A cidade catarinense de Piçarras vai receber, entre 21 e 23 deste mês, uma etapa do Jet Waves, que já foi um Mundial de Jet nas Ondas e agora faz parte do circuito Mundial, que tem também etapas na Europa e nos EUA. A competição mistura manobras de freestyle e de surfe. No Brasil, o catarinense Alexander Lenzi já venceu duas vezes, mas ele é um especialista no Freestyle, e sofre um pouco quando as ondas estão grandes. O francês Pierre Maixent e o americano Ross Champion são os dois grandes nomes mundiais da modalidade.

O sul-africano Jake Montadon confirmou presença na decisão do 13º Jet Waves World Champioship (campeonato de manobras de jet ski nas ondas), que será realizada de 21 a 23 deste mês, na praia Norte, do Balneário Piçarras, em Santa Catarina.  Este é o evento de jet ski mais importante da América Latina e o único mundial disputado fora do eixo Europa e Estados Unidos.


Por Antonio Alonso às 16h02

Imagem da dor-de-cabeça do dia, made in USA

Direto do blog americano Sailing Anarchy. Dói, não?

Por Antonio Alonso às 13h28

Race Village da Regata Volta ao Mundo está aberta na Espanha

Race Village, ou muito raramente "vila da regata" é indispensável nos grandes eventos. Ela pode parecer uma quermesse, como era a vila da regata da Extreme Sailing Series em Boston, ou um Shopping Center, como é mais o estilo da Regata Volta ao Mundo. Pois a Vila de Alicante acaba de ser aberta na Espanha. Mais um passo rumo à largada, que acontece no dia 29 de outubro, com a perna saindo de Alicante rumo à Cidade do Cabo.

Por Antonio Alonso às 13h25

14/10/2011

Mercado náutico: os importados não param de vir, mesmo com alta de imposto

A alta do imposto de importação sobre lanchas com motor de centro não foi o bastante para desanimar os importados. Ontem visitei o primeiro dia do São Paulo Boat Show e eles estão por toda parte. Uma das estreantes no mercado brasileiro será a linha Mangusta, que faz gigantões de luxo como o iate aí da foto. Os superiates, produzidos pela Overmarine, serão trazidos ao Brasil pelo Le'Mon Group. Para mais informações, clique aqui.

Por Antonio Alonso às 09h59

Mini: Kan Chuh larga para perna final e abandona de vez a lanterninha dos solitários

Não, esse não é o Kan Chuh... nem tem os olhos puxados! Mas a flotilha está cheia de apaixonados pelo Brasil

Não tem mais esse papo de começar em último para ir ganhando posições durante a regata. O sino-baiano Kan Chuh largou ontem para a segunda perna da Transat 650, regata entre a França e o Brasil a bordo de pequeninos veleiros Mini, de apenas 21 pés.

Se na primeira perna, de La Rochelle até a ilha da Madeira, Kan Chuh ficou um bom tempo em último lugar antes de dar seu "sprint matador" e ultrapassar 10 veleiros no final, agora ele já deixou a humildade de lado e é 38º entre os 45 veleiros da classe barcos de série.

Falando sério, Kan Chuh, apesar de ser o homem mais sortudo do mundo, nunca entrou nessa regata pensando em ganhá-la, mas sim em completá-la e realizar um sonho pessoal. A segunda perna da Mini 650 é também a final. Os velejadores agora saem da ilha da Madeira e rumam direto a Salvador, tentando entrar rapidamente nos ventos alísios, que vão garantir uma velejada constante até a capital baiana.

Bola pra frente, Kan Chuh, estamos orgulhosos de você!

Por Antonio Alonso às 09h52

13/10/2011

TV irlandesa faz documentário sobre capotagem do Rambler

Infelizmente, esta é em inglês e sem legendas, mas a rede irlandesa RTÉ fez um documentário sobre a capotagem do Rambler na Fastnet deste ano. No acidente, todos os 21 tripulantes caíram ao mar e foram posteriormente recuperados. Cinco tiveram de esperar uma hora na água até serem encontrados, quando a organização da regata já os dava por mortos. O acidente mistura a brutal quebra de um dos barcos de regata mais velozes já construído pelo homem com a "sorte" de o acidente ter acontecido próximo à Fastnet Rock, onde havia um helicóptero com fotógrafo cobrindo a passagem do líder. Se o mesmo acidente tivesse acontecido uma hora mais tarde, a sorte dos cinco tripulantes dificilmente teria sido a mesma. Para ver o vídeo, em inglês, clique aqui.

Por Antonio Alonso às 23h49

Diversão perigosa: velejadores da Global Ocean Race deixam o barco para nadar nos dóldrums

Os dóldrums são a parte mais maçante de qualquer volta ao mundo. Nesta região, perto da linha do equador, o vento simplesmente some. E some de verdade. Os mais sortudos conseguem "pegar carona" em alguma das frequentes tempestades na região, mas na maior parte do tempo, o vento desaparece. Na foto você pode ver o tripulante Hugo Ramon levando o mascote "Flashy" para um mergulho. Os dois estão nessa situação desde terça-feira. E o pior, eles viram os líderes da regata, nos barcos Campagne de France e BSL atravessarem a região em menos de 48 horas. Acontece. Os dóldrums formam uma área em constante movimento, em algumas regiões eles podem ter facilmente milhares de quilômetros de calmarias.

Repare que, na foto, o companheiro de Hugo Ramon no Cessna Citation, Conrad Colman, está bem de olho no amigo. O anedotário da vela é rico em histórias de velejadores que caíram ou saíram do barco para nadar e não conseguiram voltar. Mesmo ali nos dóldrums, você pode reparar que o céu está cheio de nuvens carregadas. Tempestades equatoriais podem fazer o vento aumentar muito em muito pouco tempo. Se isso acontece ali, coitado do Conrad que vai ter muito trabalho para colocar o companheiro de volta no barco.

Por Antonio Alonso às 14h39

Você sabe quem foi o único brasileiro a medalhar em sete pans? Velejador, claro!

Claudio Biekarck participou de sete jogos pan-americanos e ganhou medalha em todos! A primeira participação foi em 1975, no México, e ele está de novo lá este ano, buscando sua oitava medalha. Biekarck veleja na classe Lightning, mas teve uma importante participação na história olímpica do Brasil também como técnico de Robert Scheidt na Laser.

A Record, que vai transmitir os Jogos e está dando mais bola para o Pan do que ninguém, fez uma matéria com o velejador, que você assiste clicando aqui.

Por Antonio Alonso às 10h36

12/10/2011

Líder do ranking mundial vacila, bate a cabeça e cai pra fora do barco em regata

Pois é. Acontece nas melhores famílias. O italiano Francesco Bruni, líder do ranking mundial de Match Race, aparece neste vídeo vacilando, faz uma barbeiragem, toma uma retrancada na cabeça e cai pra fora do barco. Sorte que pelo menos um dos tripulantes estava atento e puxou Bruni de volta para bordo. Justiça seja feita, Bruni se recuperou bem e acabou ganhando a regata válida pela etapa das Bermudas do Circuito Mundial de Match Race. Bruni terminou a competição em terceiro, o vencedor foi o australiano Tovar Mirsky.

Francesco Bruni foi o tático do Soto 40 uruguaio Negra durante as duas primeiras etapas da Mitsubishi Sailing Cup, aqui no Brasil. O Negra ganhou a competição, mas usou Lars Grael no lugar de Bruni na etapa decisiva, no Rio.

Por Antonio Alonso às 10h43

11/10/2011

Penúltima etapa do circuito mais empolgante de 2011 começa nesta quinta

Se você, como eu, torcia o nariz para competições de catamarãs, precisa velejar num desses Extreme 40. Eu já apostei aqui que esse circuito vem para o Brasil em 2012, mas tá cada vez mais difícil de eu confirmar isso. Depois de sete etapas, quem lidera é o Groupe Edmond de Rotschild, seguido por dois times bem conhecidos dos amantes da Vela: Luna Rossa e Emirates Team New Zealand. O ex-todo poderoso Alinghi, bicampeão da America's Cup, está em sétimo.

Release:

A cidade espanhola de Almeria, na região de Andalucia,  irá abrigar, de 12 a 16 de outubro, a oitava etapa do Extreme Sailing Series 2011. Esta etapa despertará o interesse dos concorrentes da categoria que vão lutar pela vitória não, mas também buscarão uma visão estratégica do jogo para garantir a vitória na última etapa, em Singapura.

Nos últimos dois anos, Almeria foi o palco da decisão do evento, o que faz com que muitos dos concorrentes conheçam bem o circuito. A Race Village ficará locada no Porto de Almeria, no coração da cidade que, tradicionalmente, tem proporcionado bons ventos e disputas acirradas. Quem lidera a competição é o Groupe Edmond de Rothschild, pois venceram a última etapa em Nice, França, apenas 2 pontos à frente dos italianos do Luna Rossa. O capitão da equipe da Itália, Max Sirena, disse: “Nós ainda estamos no jogo. Precisamos fazer o melhor em Almería para termos chances de vitória na Singapura”.

O campeão olímpico Antón Paz irá competir no Team Extreme, em casa, ao lado do companheiro e também medalhista olímpico Roland Gaebler. Paz revelou: “Estou muito animado para voltar a Almeria após minha primeira experiência no Extreme Sailing Series, em 2009. Já naveguei contra o Gaebler muitas vezes, mas nunca com ele, portanto será uma honra para mim estar na mesma tripulação desta lenda da navegação olímpica”. 

Uma nova equipe, a TILT, também irá competir no evento, com o suíço Alex Scheier como capitão. Ele irá se juntar aos companheiros Boet Brinkgreve, Charles Favre e Nicolas Heintz. 

Construída ao redor do porto, Almeria está localizada de frente para o mar. A cidade cresceu sob influência regional e sob o mais visível símbolo da era de ouro, o castelo de Alcazaba, que é hoje o segundo maior forte, atrás apenas do lendário Alhamba, nos arredores de Granada. A economia se desenvolveu com força na agricultura particularmente durante o século 20. Hoje, é um dos maiores pomares da Europa, enquanto o turismo também desenvolveu um importante papel na cidade. 

Sede dos jogos do Mediterrâneo em 2005, Almeria é uma importante escala do Extreme Sailing Series, e, por parte do governo, o objetivo é fazer da cidade uma referência no mundo da navegação “É uma satisfação trazer para Almeria esta etapa novamente. Esta competição tem claras vantagens sobre outros tipos de vela. A competição toda acontece a poucos metros do público. Gostaria de convidar a todos que amam esportes náuticos para curtir as regatas no Porto de Almeria, que se tornou um estádio natural de navegação” disse Luciano Alonso, consultor do governo de Almería para turismo, comércio e esportes.

Extreme 40 lista das equipes para Almería:

Alinghi

Skipper/Tactician: Tanguy Cariou (FRA) / Helm: Yann Guichard (FRA) / Trimmer: Nils Frei (SUI) / Bowman: Yves Detrey (SUI)

Emirates Team New Zealand

Skipper/Helm: Adam Beashel (AUS) / Tactician: Ray Davies (NZL) / Trimmer: Jeremy Lomas (NZL) / Bowman: Derek Seward (NZL)

Groupe Edmond de Rothschild

Skipper/Helm: Pierre Pennec (FRA) / Traveler: Christophe Espagnon (FRA) / Trimmer: Thierry Fouchier (FRA) / Bowman: Hervé Cunningham (FRA)

Luna Rossa

Skipper/Tactician: Max Sirena (ITA) / Helm: Paul Campbell-James (GBR) / Trimmer: Alister Richardson (GBR) / Bowman: Manuel Modena (ITA)

Niceforyou

Skipper/Helm: Alberto Barovier (ITA) / Tactician: Stefano Rizzi (ITA) / Trimmer: Daniele De Luca (ITA) / Bowman: Simone De Mari (ITA)

Oman Air

Skipper/Helm: Ben Ainslie (GBR) / Tactician: Kinley Fowler (NZL) / Trimmer: David Carr (GBR) / Bowman: Nasser Al Mashari (OMA)

Red Bull Extreme Sailing

Skipper/Helm: Roman Hagara (AUT) / Tactician: Hans Peter Steinacher (AUT) / Trimmer: Matt Adams (GBR) / Bowman: Craig Monk (NZL)

Team Extreme

Skipper/Helm: Roland Gaebler (GER) / Tactician: Nahid Gaebler (DEN) / Trimmer: Antón Paz (ESP) / Bowman: Tom Buggy (GBR)

Team GAC Pindar

Skipper/Helm: Ian Williams (GBR) / Tactician: Mischa Heemrskerk (NED) / Trimmer: Andrew Walsh (GBR) / Bowman: Brad Webb (NZL)

Team TILT

Skipper/Helm: Alex Schneiter (SUI) / Tactician: Boet Brinkgreve (NED) / Trimmer: Charles Favre (SUI) / Bowman: Nicolas Heintz (FRA)

The Wave, Muscat

Skipper/Helm: Leigh McMillan (GBR) / Tactician: Kyle Langford (AUS) / Trimmer: Nick Hutton (GBR) / Bowman: Khamis Al Anbouri (OMA)

Por Antonio Alonso às 15h43

10/10/2011

Pan: Equipe do Brasil viaja com chances reais de medalhas em todas as classes

Representantes do País chegam a Puerto Vallarta para período de aclimatação antes das regatas

Baby, da Hobie Cat 16, chegou a jurar que nunca mais competiria na classe. Agora vai com sangue nos olhos em busca do título

Os velejadores brasileiros embarcaram nesta segunda-feira (10) para a disputa dos Jogos Pan-Americanos com o objetivo de subir ao pódio em todas as classes. A vela nacional terá a chance de contribuir com nove medalhas no quadro geral da competição continental (Hobie Cat 16, J24, Laser, Laser Radial, Lightning, Snipe, Sunfish, RS:X masculino e feminino). 

Para se adaptar à raia com ventos fracos e calor intenso em Puerto Vallarta (300 quilômetros de Guadalajara), a equipe brasileira de vela fará cinco dias de aclimatação. As regatas começam na próxima segunda-feira(17) e vão até o dia 24.

"O objetivo é sempre a medalha, não importando a cor, pois isso já é difícil o suficiente. Sendo assim, da equipe que está indo ao Pan, nossa expectativa é melhor possível. Apostamos em oito medalhas. As mais esperadas, pois nada é garantido no esporte, são do Snipe e J24", revelou a chefe da equipe Martha Rocha.

Em 2007, no Rio de Janeiro, o Brasil conquistou medalhas em todas as classes, exceto na Hobie Cat 16 por desclassificação. Foram três de ouro, duas de prata e duas de bronze.

Os velejadores brasileiros contarão com uma equipe multidisciplinar em Puerto Vallarta. O argentino Flávio Naveira será consultor de regras. Paulo Lemos ficará responsável pelo suporte de equipamentos e a meteorologista será Silvia Santos da Marinha do Brasil. O Brasil conta com três técnicos: Bruno Di Bernardi (Laser, Laser Radial e Sunfish) Eduardo Melchert (Snipe, J24 e Lightining) e Fernando Pasqualin (RS:X masculino e feminino e HC16).

"Nosso trabalho é garantir o melhor atendimento e apoio aos atletas brasileiros, para que todos se concentrem em um bom desempenho. O corpo técnico é bem experiente e todos são muito profissionais, o que agrega muito ao time. Tenho certeza que faremos nosso melhor no Pan", disse Martha Rocha.

Velejadores brasileiros no Pan

Hobie Cat 16:

Bernardo Arndt e Bruno Oliveira

J24:

Maurício Santa Cruz, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann

Laser:

Bruno Fontes

Laser Radial:

Adriana Kostiw

Lightning: 

Cláudio Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Batista

Snipe: 

Alexandre Tinoco e Gabriel Borges

Sunfish:

Matheus Dellagnelo

RS:X masculino:

Ricardo Winicki

RS:X feminina:

Patrícia Freitas

Por Antonio Alonso às 21h55

Poluição estraga corrida entre barco e carro na Marginal Tietê

Uma lancha de R$ 800 mil e três motores sucumbiu à poluição do rio Tietê e nem conseguiu completar a corrida programada para a manhã desta segunda-feira, em São Paulo. A ideia era promover uma disputa entre um carro e uma lancha por 10 km, o barco no rio e o carro na pista expressa da Marginal. No entanto, a sujeira do rio foi implacável. A lancha não chegou a navegar nem um minuto a 80km/h. Logo uma das hélices bateu no lixo e ficou avariada. Além disso, a poluição era tanta que o sistema de refriamento dos motores ficou constantemente sob risco de entupimento, o que obrigou a lancha a diminuir muito sua velocidade.

A corrida foi uma ação bastante criativa da organização do São Paulo Boat Show, salão náutico que começa nesta quinta, dia 13, no Transamérica Expo Center. Uma lancha de corrida certamente não era o veículo mais preparado para esta disputa, faria muito mais sentido usar um hovercraft, que tem um hélice fora da água (como um grande ventilador). Mas acho que nenhum resultado seria mais revelador da situação do rio do que este. Mesmo uma super-lancha com três motores não suportou nem um minuto o lixo em que nós transformamos o Tietê.

Trecho do release:

No Rio Tietê, três lanchas de 19, 24 e 34 pés enfrentaram as águas do Tietê e, no asfalto, uma Mercedes Benz modelo ML350CDI se infiltrou no trânsito paulistano em pleno horário de pico.

A ação, nomeada “Por uma cidade navegável”, visou despertar o interesse da população para se mobilizar de forma que os rios possam servir como transporte de cargas e pessoas no futuro. “São mais de 50 quilômetros de rios inativos na cidade, que poderiam contribuir para desafogar o trânsito e agregar ao potencial turístico de São Paulo”, comenta Ernani Paciornik, organizador da ação sustentável e da feira.

A disputa foi realizada com muita emoção, porém, devido ao lixo espalhado por toda a extensão do Rio Tietê, os barcos tiveram que parar diversas vezes para a retirada de sacos plásticos e pedaços de madeira sugados pelos motores. Mesmo assim, o carro venceu a corrida por apenas 8 minutos de diferença. “Nós tínhamos consciência do perigo que seria colocar barcos em meio a tanto lixo do Rio Tietê, mas isso não nos impediu de realizar a travessia e chamar a atenção de todos para sua limpeza. Isso é o mais importante e nosso objetivo foi atingido” exclama o presidente do salão náutico.

Por Antonio Alonso às 16h20

Telefónica vence "regata dos azarados", mas se impõe antes do início da Volta ao Mundo

 

Os velejadores mais supersticiosos (e não são poucos) acreditam que dá azar ganhar a regata-treino. Eu acho que o Telefónica, o barco mais azarado das últimas edições, não perdeu nada cruzando a linha em primeiro neste domingo. Em 2006, o antecessor do Telefónica, o Movistar, afundou no meio do oceano depois de uma série de sustos. Na edição passada, eles encalharam (!) num raríssimo baixio desconhecido na costa da Suécia, numa perna decisiva.

Mas dessa vez, mesmo com todas as particularidades da regata-treino, o Telefónica sai dessa com moral. Na regata treino, que teve 360 milhas, num percurso de ida-e-volta entre Alicante e Ibiza, as equipes eram obrigadas a trocar o leme por um reserva e fazer algumas manobras de segurança. Poucos times também usaram velas novas, já que elas são limitadas durante a corrida.

Mesmo levando tudo isso em conta, eu arrisco dizer que o Telefónica de 2011 é muito mais favorito do que o Movistar e o Telefónica de 2008. Méritos ao brasileiro Horácio Carabelli, diretor técnico da equipe, e à escolha de Juan K. como projetista.

Todos os skippers insistiram em dizer que a corrida não vale muito, até o vencedor Iker Martinez. "Não foi uma corrida real. Passamos muito tempo fazendo as manobras para testar os procedimentos de segurança a bordo".

A VOR começa no dia 29 de outubro com a in-port race em Alicante e, a partir do dia 5 de novembro, os tripulantes enfrentarão os mares do mundo passando por Cidade do Cabo (África do Sul), Abu Dhabi (Emirados Árabes), Sanya (China), Auckland (Nova Zelândia), ao redor do Cabo Horn até Itajaí, Miami (EUA), Lisboa (Portugal), Lorient (França) e Galway (Irlanda). A parada brasileira, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, está prevista para abril de 2012. 

Game para os fãs 

Os velejadores de plantão poderão ‘simular’ a Volvo Ocean Race 2011/2012 por meio de jogo nas redes sociais e pelo site da VOR. Os internautas terão a chance, mais uma vez, de ‘navegar’ pelos mares do mundo, como Torben Grael e Paul Cayard, com os mesmos trechos da Volta ao Mundo. A disputa terá um prêmio especial para o velejador virtual, um carro Volvo XC60 de R$ 200 mil.

A organização do evento resolveu se adaptar e nesta edição criou um aplicativo para que os internautas velejadores possam jogar através do Facebook. Com mais de 220 mil jogadores na edição passada, são esperados 500 mil usuários nesta temporada. 

O jogo será lançado no dia 29 de outubro, data da In-Port Race em Alicante (Espanha), e ficará disponível também no website oficial criado para o game e em algumas páginas especializadas. Com a plataforma no Facebook, a expectativa é ultrapassar os 500 mil usuários, já que a rede social permite maior navegabilidade e interatividade com o fã, além da facilidade de acessar o aplicativo pelo celular.

 

Por Antonio Alonso às 09h53

09/10/2011

Piratas somalis que mataram velejadores americanos são condenados à prisão perpétua

Em fevereiro deste ano, os americanos Jean e Scott Adam, donos do veleiro Quest foram sequestrados por piratas somalis próximo à região conhecida como "chifre da África". Jean e Scott estavam viajando pelo mundo com os amigos Bob Riggle e Phyllis Macay no barco, quando foram sequestrados. 

Como os sequestros na região se tornaram muito frequentes, existem forças internacionais patrulhando a região há mais de um ano. E foi exatamente um navio americano que chegou e interceptou os sequestradores. Nove somalis subiram a bordo, para negociar os reféns. Os americanos disseram que eles poderiam levar o veleiro em troca das vidas dos reféns, mas os piratas negaram, dizendo que os reféns eram muito mais valiosos.

Aí então começa uma história que ninguém conta direito, porque os relatos são apenas de que "começou um tiroteio do nada". O fato é que, quatro piratas e os quatro americanos morreram nesse tiroteio. Os piratas sobreviventes foram presos e levados aos EUA, onde estão sendo julgados.

Na semana passada, foi a vez de o piloto do barco, Muhidin Salad Omar, receber a sentença de prisão perpétua. De acordo com a acusação, Muhidin estava "cozinhando macarrão" no barco dos sequestradores quando começou o tiroteio. Em sua defesa, ele disse: "Sou apenas um homem pobre tentando sustentar minha família". No tribunal, ele ainda expressou profundo pesar pelas mortes e disse que esperava o perdão das famílias dos velejadores assassinados.

Difícil de ser mais bizarro. Os EUA ofereceram acordos e até a possibilidade de extradição aos piratas que ajudassem a identificar mais criminosos na Somália.

O blog com o relato da viagem do Quest até antes do sequestro continua no ar em www.svquest.com

Por Antonio Alonso às 11h02

Agradeçam às GoPro: mais um vídeo de barbeiragem náutica na Espanha

As GoPro são essas câmeras portáteis que estão por toda parte agora. Elas gravam em alta definição e podem ser colocadas em virtualmente qualquer lugar. Essa aí de cima estava a bordo do Bancaja quando ele tomou uma paulata na Espanha. Repare que o Bancaja veleja com direito de passagem (velas à esquerda) e pede várias vezes para o outro barco mudar o rumo. Eles até mudam... só que direto pra cima do Bancaja. Ouch, essa doeu!

Por Antonio Alonso às 10h33

Em terceiro, skipper do Puma na Volta ao Mundo diz que regata treino "importa pouco"

 

E na verdade ele tem uma certa razão. Sim, este foi o primeiro encontro de todos os barcos na água, mas claramente foi uma regata na qual muitos times preferiram esconder um pouco do jogo e quase todos optaram por poupar material, usando velas velhas. Outro diferencial foi que todos os times tiveram que fazer uma manobra de "homem ao mar", simulando o salvamento de um tripulante caído do barco, coisa que não existe em regatas.

Ken Read, skipper do Puma, escreveu em seu blog a bordo do Puma, que estava em terceiro na regata-treino, atrás de Abu Dabi e Telefónica. "Pra falar a verdade, isso não importa muito. Nosso foco a bordo é ter certeza de que está tudo certo para a largada verdadeira, no dia 29 de outubro".

A regata-treino tem 360 milhas e consiste numa ida-e-volta de Alicante até Palma de Mallorca, no Mediterrâneo.

 

Por Antonio Alonso às 10h01

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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