Blog do José Cruz

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24/09/2011

Mesmo com regata ruim, Scheidt e Prada mantêm liderança na Itália

Dupla brasileira da Star vacila na primeira regata do dia, mas depois consegue mais um primeiro lugar no Campeonato Italiano para as Classes Olímpicas e segue na liderança da competição, com
21 pontos perdidos

São Paulo - Robert Scheidt e Bruno Prada voltaram a vencer neste sábado (24/9), no Campeonato Italiano para as Classes Olímpicas, em Garda. Com um primeiro, um segundo e um 12º lugares nas três regatas do dia, os brasileiros seguem na liderança da classe Star, com 21 pontos perdidos. Na segunda colocação aparecem os suecos Fredrik Loof e Max Salminen, também com 21 pontos perdidos.

A competição em Garda integra a preparação de Scheidt e Prada para o Campeonato Mundial de Perth, na Austrália, em dezembro, o desafio mais importante da temporada para os líderes do ranking mundial da classe Star. Em Perth, a dupla vai lutar para classificar a Star brasileira para os Jogos Olímpicos de 2012 - 11 das 16 vagas para a Olimpíada de 2012 estarão em disputa na Austrália.

Em 2011, ano pré-olímpico, Scheidt e Prada já disputaram dez títulos. Conquistaram oito, dois dos quais em Weymouth, nas raias que serão usadas no programa de vela de Londres/2012: a Skandia Sail for Gold Regatta, no início de junho, e o evento-teste para a Olimpíada, em agosto.
Classificação geral após sete regatas e o descarte do pior resultado:
1º - Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 21 pontos perdidos (1+DNF+3+2+2+12+1)
2º - Fredrik Loof e Max Salminen, Suécia, 21 pontos perdidos (3+2+5+3+5+5+3)
3º - Flavio Marrazi e Enrico de Maria, Suíça, 23 pontos perdidos (4+4+2+5+1+7+17)
4º - Diego Negri e Enrico Voltolini, Itália, 24 pontos perdidos (7+3+1+4+3+6+9)
5º - Marin Lovrovic Jr. e Sinisa Mikulicic, Croácia, 27 pontos perdidos (2+1+7+11+6+4+7)

Por Antonio Alonso às 17h57

23/09/2011

Match Race: Terceira do ranking mundial está ministrando clínica em Porto Alegre

Os barcos usados serão os olímpicos Elliot 6, trazidos pela CBVM e pelo Veleiros do Sul, que não vão servir mais depois de 2012, porque saem do programa olímpico para o Rio

Do Veleiros do Sul:

A técnica norte-americana Sally Barkow está de volta ao Núcleo de Vela de Alto Rendimento, do Veleiros do Sul, para outra clínica com as equipes brasileiras femininas de match race. A clínica, iniciada no dia 20, é promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro e Confederação Brasileira de Vela e Motor e segue até domingo.

As três principais equipes da modalidade de match race do país, lideradas por Juliana Mota, Juliana Senfft e Renata Decnop, participam do treinamento. No total são nove velejadoras. A clínica faz parte do Projeto Solidariedade Olímpica com recursos do Comitê Olímpico Internacional que está na fase final de preparação das velejadoras para disputar a Olimpíada de Londres em 2012. O treinamento está sendo acompanhado por técnicos do COB, CBVM e do Núcleo de Vela de Alto Rendimento do VDS.

Por Antonio Alonso às 20h14

Scheidt e Prada voltam a liderar em Garda e italianos avisam: "eu já sabia"

Com um segundo e um terceiro lugares nesta sexta-feira no lago di Garda, na Itália, Bruno Prada e Robert Scheidt voltaram à liderança do Campeonato Italiano de Star, a mais tradicional classe olímpica, mas que foi retirada do programa da Rio 2016.

Scheidt e Prada estão provavelmente no melhor momento da carreira da dupla, melhor até mesmo do que no Mundial que venceram em 2007. Há um mês eles venceram por antecipação a regata-teste das Olimpíadas do ano que vem, velejando na mesma raia onde acontecerão as disputas de 2012.

"Estamos em um momento muito importante da nossa carreira, velejando de maneira muito consistente", diz Scheidt, que forma com Prada a dupla líder do ranking mundial da classe Star. "Estamos conseguindo cumprir o planejado para a temporada", observa Prada. "Mas não dá para nos acomodarmos. Com certeza, os adversários vão se esforçar muito mais para chegarem ao estágio em que estamos hoje."

E não só eles que acham isso. Hoje, o site oficial italiano divulgou uma pequena nota sobre a Star após as regatas do dia, ela dizia mais ou menos assim: 

"Bons ventos e duas regatas para a classe considerada a rainha entre as embarcações olímpicas, mas que não está confirmada para Rio 2016. Como já era esperado, depois do DNF de ontem, a dupla Scheidt-Prada retomou a liderança da competição (...)". Haja moral!.

Para quem, como eu, ficou curioso com o DNF de ontem, eu descobri que várias tripulações não conseguiram terminar porque o vento acabou quase completamente no meio da regata, e alguns barcos simplesmente não conseguiram chegar até a linha!

Classificação geral após quatro regatas e o descarte do pior resultado:

1º - Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 6 pontos perdidos (1+DNF+3+2)

2º - Diego Negri e Enrico Voltolini, Itália, 8 pontos perdidos (7+3+1+4)

3º - Fredrik Loof e Max Salminen, Suécia, 8 pontos perdidos (3+2+5+3)

4º - Marin Lovrovic Jr. e Sinisa Mikulicic, Croácia, 10 pontos perdidos (2+1+7+11)

5º - Flavio Marrazi e Enrico de Maria, Suíça, 10 pontos perdidos (4+4+2+5)

Por Antonio Alonso às 17h36

Canoísta alemã parte para travessia de três anos ao redor da América do Sul

A alemã Freya Hoffmeister, primeira canoísta a dar a volta na Austrália, agora partiu para um desafio bem maior: ser a primeira pessoa a contornar a América do Sul em um caiaque. Ela já está por aqui, largou de Buenos Aires e agora está chegando ao Uruguai. Dali, ela vai contornar a Terra do Fogo e então começar a subir a costa pacífica da América, até chegar em Valparaíso, no Chile. Detalhe: na Terra do Fogo, ela não vai pegar o caminho "fácil", pelo estreito de Beagle, mas sim contornar a última ilha mais ao sul do continente, antes de começar a rumar para o norte. Esses oito mil quilômetros, que devem durar oito meses, encerram a primeria etapa da viagem. Ao todo, fará três etapas e vai remar 30 mil quilômetros até chegar de volta a Buenos Aires, em 2014.

Freya com certeza estudou muito antes de começar a travessia, mas é bastante estranho ela largar no inverno (ainda que fosse outono) rumo ao sul, já que essa é a época onde as frentes frias, todas no sentido contrário, são mais frequentes e fortes. Com 800km remados, ela já percorreu um décimo da primeira etapa. Muito provavelmente ela chegará à Terra do Fogo e ao temido Cabo Horn em pleno verão. Não que isso seja muita moleza, já que o Cabo Horn é o ponto mais temido do mundo na navegação, mas é a escolha mais sábia a se fazer.

Freya está alimentando diariamente seu blog freyahoffmeister.com/freyas-blog, com fotos e relatos da viagem.

Por Antonio Alonso às 15h47

Sem o S40, Torben está em Recife e quer recorde da Refeno

A ideia inicial era correr com o Soto 40 Mitsubishi Gol (Magia), mas Torben disse que o barco teve problemas técnicos, não conseguiu sair do Rio a tempo e agora o maior medalhista olímpico de todos os tempos vai correr no Índigo, um 82 pés do comandante Ivan Botelho.

"Vim para participar, mas estou competindo e a expectativa é a melhor possível. Temos um bom barco, com um potencial muito grande, e queremos bater o recorde para monocascos", declarou Torben Grael na coletiva de imprensa concedida no Cabanga na tarde desta quinta-feira.

Duas medalhas de ouro, duas de bronze e uma de prata entre as olimpíadas de 1984, 1988, 1996, 2000 e 2004. É com esse currículo que Torben Grael, um dos principais velejadores do Brasil, chega ao Recife como tripulante da Refeno 2011. A bordo do Índigo, um monocasco de 82 pés, o campeão olímpico disputará a prova na classe Aberta A e fala em bater o recorde entre os monocascos da competição.

Torben também falou que não vai abandonar a Star de vez, mas sim a vela olímpica. "Vou continuar velejando de Star, mas não fazendo campanha olímpica. Existem competições que são gostosas de fazer e me mantém atualizado, mas não é meu foco. Está cada vez mais difícil, pois tem de ser de uma maneira mais intensa, requerendo mais dedicação, tempo e recursos. Depois de já fazer seis medalhas olímpicas, está de bom tamanho. Estou focado nas competições oceânicas", afirmou.

REFENO - Na 23ª edição da regata, 64 barcos oriundos de cinco países (Brasil, Argentina, Irlanda, Estados Unidos e Espanha) vão partir no próximo sábado (25.09), do Marco Zero, no Recife. No total, serão cinco partidas, com os procedimentos começando a partir do meio-dia. A distância percorrida até a ilha é de 300 milhas náuticas - cerca de 545 km - e a expectativa é que o Fita Azul seja conhecido na manhã do domingo. Por causa da competição, cerca de 600 velejadores deverão desembarcar em Fernando de Noronha, transformando a Regata no maior evento do calendário da ilha. A festa da premiação está marcada para a quarta-feira (28.09) no porto do arquipélago.

Por Antonio Alonso às 11h29

22/09/2011

Vídeo pra começar o dia: Comedy Boat Crash

Eu estava me preparando para uma reunião nessa sexta quando dei de cara com esse vídeo de um acidente entre dois Optimists, um casalzinho num Optimist clássico, em madeira, e um desatento num barquinho de fibra de vidro. A bronca do holandezinho é inspiradora pra quem vai pegar mais um dia de trânsito, rumo ao trabalho ou ao litoral. Eu achei muito bom.

Por Antonio Alonso às 23h35

Scheidt e Prada vencem uma e não terminam a outra na estreia em Garda

Nem a assessoria de imprensa e nem eu sabemos o que aconteceu com os brasileiros hoje na Itália

Robert Scheidt e Bruno Prada tiveram uma estreia irregular no Campeonato Italiano das Classes Olímpicas, nesta quinta-feira (22/9), em Garda. Depois de vencer a primeira prova do dia, a dupla não completou a segunda regata da classe Star, terminando a primeira etapa da competição na 16ª colocação, com 37 pontos perdidos. Os croatas Marin Lourovic Jr. e Siwisa Miluycic lideram a classificação da Star, com 3 pontos perdidos.

A disputa em Garda marca o retorno de Scheidt e Prada às competições, depois do título do evento-teste para Londres/2012 nas raias de Weymouth, em agosto. O principal desafio da dupla este ano é o Mundial de Perth, em dezembro, na Austrália, em que estarão em jogo 11 vagas na classe Star para os Jogos Olímpicos do próximo ano.

Para o Campeonato Italiano para as Classes Olímpicas, que segue até este domingo (25/9), estão previstas oito regatas, com a disputa de duas provas por dia.

Classificação geral após duas regatas

 

1º - Marin Lourovic Jr. e Siwisa Miluycic, Croácia 3 pontos perdidos (2+1)

2º - Fredrik Loof e Max Salminen, Suécia, 5 pontos perdidos (3+2)

3º - Flavio Marrazi e Enrico de Maria, Suíça, 8 pontos perdidos (4+4)

4º - Diego Negri e Enrico Voltolini, Itália, 10 pontos perdidos (7+3)

5º - Emilios Papathanasiou e Alexandros Dragoutsid, Grécia, 11 pontos perdidos (6+5)

16º - Robert Scheidt e Bruno Prada, Brasil, 37 pontos perdidos (1+DNF)

Por Antonio Alonso às 21h00

Nova classe Carabelli 30 deve estrear "de verdade" neste fim de semana

Promessa inicial era para o fim de semana passado, mas só um dos barcos velejou na Copa Suzuki. Desta vez, Barracuda/Matrix e Realizado devem estar na raia. 

"O projeto atendeu a expectativa e posso dizer que o barco é rápido e bom de velejar. Não tenho dúvidas de que a classe será uma das mais competitivas em breve", revelou o pai do projeto, Horácio Carabelli. 

Nascido no Uruguai e naturalizado brasileiro, Carabelli é o diretor-técnico do Team Telefónica, da Espanha, na Volvo Ocean Race 2011/2012, que começa no mês de outubro.

"O monotipo é inovador e pode ser apontado com um dos maiores custo-benefício do mercado náutico voltado exclusivamente para regatas. Podemos destacar a estabilidade e a alta tecnologia", reforçou Horácio Carabelli. 

O barco é desenhado para regatas de oceano sem tempo corrigido (rating) e tem 1900 kg. A tripulação deve conter seis velejadores (timoneiro, tático, dois trimmers, proeiro e secretaria) somando 500 kg.

Além dos C30, o evento também terá a decisão do título paulista de vela oceânica das classes ORC, BRA-RGS, HPE25, Delta 32 e Skipper 21. Mais de 40 barcos devem competir em Ilhabela. 

Por Antonio Alonso às 16h23

Aumento de imposto de importação para barcos vira destaque lá fora

 

A italiana Azimut, que teve uma separação um tanto ríspida da brasileira Intermarine, foi uma das primeiras a abrir fábrica por aqui

O portal de notícias náuticas IBI News é uma fonte de referência mundial para o mercado do setor. E um dos destaques recentes do noticiário deles foi o aumento do imposto de importação (IPI) dos barcos com motor de centro de mais de 30 pés por aqui. 

No ano passado, o Brasil foi um dos maiores importadores de barcos de lazer do planeta, e a situação tinha tudo para se repetir neste ano. Aliás, o São Paulo Boat Show, que junto com o Rio Boat Show, é o termômetro do mercado, ainda vai revelar muito desse interesse estrangeiro por aqui. Mas, com a alta do dólar e o IPI subindo de 20 para 35%, os preços dos barcos importados vão ficar muito menos atrativos.

A revista Náutica 276, de agosto, deu uma matéria grande sobre a invasão dos importados. Pelo menos 10 estaleiros estrangeiros anunciaram intenção de construir fábricas por aqui e pelo menos 20 fabricantes estrangeiros estão com representantes no país.

Para ler a matéria completa na IBI (em inglês), clique aqui. Para ler a matéria da Náutica, só comprando a revista, porque eles não têm versão digital.

 

Por Antonio Alonso às 15h53

Guarujá receberá desafio de jet skis em percurso de 63km

Nos dias 1 e 2 de outubro acontecerá, no Guarujá, a quarta edição do Open Sea, competição de resistência em jet skis para pilotos e máquinas. As duas primeiras edições levaram dezenas de jets para a água, com participação de pilotos europeus e sul-americanos. No ano passado, apesar de manter o nome de Open, a competição, que é patrocinada pela Sea Doo, foi fechada somente para jets da marca. Isso aconteceu porque um ano antes, a Yamaha dominou o pódio nas categorias mais importantes do evento. Entre a vergonha de ver os concorrentes no pódio ou a vergonha de tirar os concorrentes da competição, os organizadores preferiram a segunda. 

No site que recebe as inscrições não há nenhuma informação sobre restrições este ano. Por enquanto... www.anema.com.br

Por Antonio Alonso às 10h53

Depois de sucesso na estreia, estaleiro carioca Yacxo volta à ativa e lança dois modelos em salão

O estaleiro carioca Yacxo apareceu em 2009 com um barco de 34 pés completamente surpreendente, a 337. Fizeram sucesso em salão, em revistas e depois deram uma sumidinha. Agora, em 2011, os cariocas voltam à carga no São Paulo Boat Show, com o lançamento de dois modelos de uma vez só: a 307 e a 357.

Os donos do estaleiro Yacxo são amantes da Náutica de longa data, mas nunca tinham se dedicado à atividade profissionalmente. Mas de alguma forma eles conseguiram encontrar o mapa da mina e apareceram com um barco que surpreendeu o mercado. Além das linhas esportivas e excelente distribuição de espaço no convés e na cabine, era o único barco da seua categoria a ter três quartos, com dois camarotes fechados à meia-nau. 

Eu fiquei surpreso com a ausência deles no salão do Rio, no começo deste ano, e agora eles decidiram reaparecer. A 307 eu nunca vi, mas a 337 será, na verade, a nova versão da 337, que foi expandida. Segundo o estaleiro: "A partir do Boat Show, a 357 virá com a extensão da plataforma de popa de série, uma decoração mais requintada, linhas mais retas e os armários da cabine com uma superfície uniforme. Também haverá uma nova opção de layout de convés e cabine, deixando a embarcação ainda mais personalizável, para que o cliente encaixe exatamente o que precisa". Eu só torço para que essa "extensão" não esteja toda na plataforma de popa apenas.

Por Antonio Alonso às 10h08

Na Copa Suzuki, Ginga usará tática de Ben Ainslie para levar título antecipado

Vicente Monteiro, velejador de Ilhabela e tático do HPE Ginga, revelou que sua estratégia será marcar e atrapalhar os adversários, já que eles não precisam de vitória para garantir os títulos da Copa e do Paulista.

Atual campeão brasileiro e líder da classificação geral da Copa Suzuki Jimny, a tripulação de Ilhabela pode definir o título do evento neste final de semana. De quebra, a equipe de Breno Chvaicer poderá conquistar o Campeonato Paulista de Vela Oceânica. O evento reúne também as classes ORC, BRA-RGS-A, B, C e Cruiser, Delta 32 e Skipper 21. 

Nas últimas regatas foram três vitórias e um quarto lugar para o time da classe HPE25. No soma geral, incluindo as três etapas, o Ginga tem 33 pontos de vantagem para o Avantoo, que está em segundo.

A estratégia do Ginga para as regatas finais do próximo final de semana será manter a vantagem apenas 'marcando' os adversários, já que o líder da classe HPE25 não precisa ganhar as provas para confirmar os títulos da Copa Suzuki Jimny por antecipação e também do Campeonato Paulista.

Classificação da classe HPE no Campeonato Paulista - após 4 regatas e 1 descarte

1º - Ginga (Breno Chvaicer) - 7 pp (4+1+1+1)

2º - Bixiga (Pino Di Segni) - 11 pp (1+4+4+2)

3º - Avantto (Dario Galvão) - 14 pp (5+3+3+3)

Por Antonio Alonso às 09h18

Sobrepesca extingue população de tubarões no Brasil

Denúncia enviada pelo biólogo Marcelo Szpilman:

Comprovada a extinção de uma espécie de tubarão no litoral brasileiro


Venho ao longo dos últimos anos alertando que já temos 43% das nossas espécies de tubarão com algum grau de risco de extinção e que nas próximas décadas algumas, infelizmente, estarão extintas. Para minha tristeza e, acredito, para muitos também, no trabalho recém-publicado no jornal Biological Conservation, Osmar Luiz Jr e Edwards Alasdair, que realizam pesquisas sobre a ecologia dos peixes do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, comprovaram a extinção de uma população de tubarões-das-Galápagos no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, situado na região Norte do Brasil.

 

E ninguém melhor para falar sobre o assunto do que o próprio Osmar Luiz Jr. Nesse sentido, pedi a ele que fizesse um resumo do problema. Veja a seguir.


a) Tubarões sempre existiram em grande abundância no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, cuja excepcional quantidade foi notavelmente registrada por navegadores e exploradores durante mais de 150 anos, incluindo Charles Darwin durante sua viagem no HMS Beagle. A impressão geral é de que os tubarões ocorriam no Arquipélago em quantidades extraordinárias, segundo relatos de viajantes experientes e acostumados a vida no mar. A espécie de tubarão foi identificada como sendo o Tubarão-das-Galápagos (Carcharhinus galapagensis) em uma das últimas expedições em que esta espécie foi avistada.


O Arquipélago é um ponto de referência histórico nas navegações que cruzavam o Atlântico no passado. Por conta disso, vários exploradores e navegadores possuem relatos em seus diários sobre o local. Uma das coisas que mais chama a atenção nestes relatos é a descrição de quantidades absurdas de tubarões. Estes tubarões foram identificados posteriormente como Carcharhinusgalapagensis  e como a população principal do Arquipélago. Outras espécies podem ocorrer esporadicamente por lá, como o tubarão-baleia e o tubarão-martelo, mas são  de passagem. População residente mesmo só a de Carcharhinus galapagensis, que não existe mais, e a de Carcharhinus falciformis (Lombo-preto), que era vista no Arquipélago até 1993 e agora também pode ser considerada extinta funcionalmente (não exerce mais sua função ecológica), pois as únicas avistagens são exemplares de mar aberto capturados pelos barcos de pesca.


b) Após o estabelecimento da estação de pesquisa em 1998 pela marinha do Brasil, o monitoramento ambiental no Arquipélago foi iniciado de maneira continuada, porém em mais de 10 anos de visitas, incluindo 13 expedições especialmente realizadas para o levantamento da fauna de peixes do local, nunca mais se viu um Tubarão-das-Galápagos por lá.

 

c) Análises estatísticas aplicadas à quantidade, e a disposição dos registros históricos associados às observações realizadas na última década, dão suporte à conclusão de que o Tubarão-das-Galápagos foi extinto no Arquipélago. Um fato que certamente deixariam surpresos os navegadores do passado que lá estiveram e viram milhares destes animais ao redor das ilhas. Estas análises também sinalizam que o início do declínio populacional dos tubarões "coincide" com o início da pesca comercial no Arquipélago, provendo um forte indício de que a pesca teve um papel fundamental neste processo.

 

d) Duas conclusões principais emergem deste estudo: 1. Em menos de quatro décadas, a pesca comercial no Arquipélago de São Pedro e São Paulo conseguiu levar à extinção uma espécie que era extremamente abundante durante quase dois séculos. Esse fato vem sendo deliberadamente ignorado por quem defende a pesca no Arquipélago como sustentável. 2. Este estudo demonstra a importância de se incorporar registros históricos em avaliações de impactos humanos em ambientes marinhos. Se todo o nosso conhecimento sobre a fauna do Arquipélago de São Pedro e São Paulo fosse baseada apenas nas pesquisas iniciadas após o estabelecimento da estação científica, estaríamos correndo o risco de concluir que estes tubarões nunca teriam existido no local. Este foi o primeiro estudo a utilizar esta análise, chamada de "ecologia histórica", aplicada a conservação marinha no Brasil. Muito mais ainda precisa ser feito.

 

 

Eu diria ainda que o estudo serve para confirmar cientificamente aquilo que o Projeto Tubarões no Brasil vem alardeando: a sobrepesca e a pesca predatória dos tubarões, incluindo o finning, estão acabando com as populações de tubarões ao redor do Planeta. Os tubarões exercem um papel crucial na manutenção da saúde e do equilíbrio da vida nos mares. Sem esses guardiões dos oceanos, teremos um ambiente doente e frágil e os decorrentes desequilíbrios nos ecossistemas marinhos serão imprevisíveis e catastróficos para a humanidade.

Por Antonio Alonso às 01h07

21/09/2011

Star: Na Itália, cheidt e Prada tentam manter hegemonia internacional

Robert Scheidt e Bruno Prada estavam num momento arrasador um mês atrás, quando entraram em "férias". Na raia olímpica de Weymouth, a dupla venceu o evento teste sem dar a menor chance para os adversários, entre eles os locais e campeões mundiais Iain Percy e Andrew Simpson. Agora Scheidt e Prada voltam a velejar juntos, no Campeonato Italiano. No Lago di Garda eles voltarão a encontar Percy, Simpson e outros fortes concorrentes à medalha de ouro em Weymouth: Frederik Loof (SUE), Flavio Marazzi (SUI), Diego Negri (ITA) serão alguns deles.

O desempenho de Scheidt e Prada até agora na temporada é praticamente perfeito. Dos dez títulos que disputaram, conquistaram oito, incluindo a Copa do Mundo de Vela da Isaf, feito inédito para a vela nacional. Por três vezes foram campeões antecipados, antes da realização da Medal Race: na Rolex Miami OCR, na Semana Francesa de Vela, em Hyères, e no evento-teste para Londres/2012, na raia olímpica de Weymouth.

Para o Campeonato Italiano para as Classes Olímpicas, que segue até este domingo (25/9), estão previstas oito regatas, com a disputa de duas provas por dia.

Por Antonio Alonso às 15h59

Diretor da Audi Med Cup ficou irritado com S40 que trocaram Europa pelo Brasil

 

O Negra foi tão bem aqui no Brasil que teve tempo até de fazer baleia branca no meio da regata

Já falei aqui bastante sobre os Soto 40 e o sucesso que eles estão fazendo no mundo. Esses barcos de 40 pés feitos na Argentina são rápidos, simples de velejar e relativamente baratos em comparação com os concorrentes do mercado. Neste ano, eles estrearam na Europa, como barco de "segunda divisão" para os TP52 na Audi Med Cup. Um dos pontos fracos por lá foi que nenhuma das etapas conseguiu juntar mais do que seis barcos, e eles esperavam ter até 10 este ano. No Brasil, a Mitsubishi Sailing Cup chegou a ter 15 S40 na água e só não deu um banho mundial porque midiaticamente nossa competição foi bastante fraca.

Publicamente, Nacho Postigo, diretor da Audi Med Cup, se diz muito contente com o resultado deste primeiro ano, mas nas conversas ele não esconde o descontentamento com os barcos sul-americanos, que segundo ele prometeram que iriam e acabaram ficando. O único barco que foi para a Europa foi o Patagonia, mas a equipe comprou outro barco e correu no Brasil também. O Negra, bicho-papão uruguaio que dominou a raia este ano (só perdeu no Rio, para Torben), foi um dos que prometeram a ida, mas acabaram ficando. As questões burocráticas e os custos para a exportação para a Europa atrasaram a partida do barco uruguaio e a equipe acabou desistindo. Para o ano que vem, o Negra promete que fica por aqui. Para azar da Audi Med Cup, porque eles são hoje provavelmente a grande equipe de S40 no mundo.

 

Por Antonio Alonso às 13h10

Com aumento de IPI e dólar alto, importados terão desafio no Boat Show

O São Paulo Boat Show, que acontece este ano de 13 a 18 de outubro, vai ser uma prova de fogo para os estaleiros estrangeiros que voltaram a trazer seus barcos ao país. Em meio a um cenário de crise na Europa e nos EUA e com o real valorizado, o Brasil virou um destino desejado por dezenas de fabricantes internacionais. O Rio Boat Show, no começo deste ano, foi o salão com maior número de expositores estrangeiros até hoje. E pode ser batido pelo salão de São Paulo. 

Mas a equação mudou muito de lá para cá. O Imposto de importação, que ficava na casa de 10%, agora subiu para 30. E isso foi antes do aumento do IPI para automóveis. A recente queda do real foi o complicador que nenhum estrangeiro esperava. Só o centenário estaleiro espanhol Astondoa, por exemplo, trouxe seis modelos para expor em São Paulo. Muito pouco conhecido no Brasil, os espanhóis haviam feito sua primeira aparição por aqui no salão do Rio, no começo do ano. E pelo visto gostaram do que viram. Neste momento, no entanto, as apostas estão bastante contrária aos estrangeiros por aqui.

A lancha do vídeo acima, Faeton 300 Fly, estará por aqui no salão paulista. Encontrei um vídeo em francês do ano passado que mostra o barco, que é simples mas tem o atrativo de ser uma 30 pés com ponte de comando (flybridge), o que é raro. Pelo preço que o apresentador fala no vídeo, cerca de R$ 470 mil lá fora, acho que podemos botar 100% ou talvez mais na importação.

Por Antonio Alonso às 10h28

Foto de problemas na vela... pra começar o dia bem

Essa foto veio do site latitude38 e foi postada no fórum da revista Náutica sem muitas explicações. Mas já que ontem eu falei que os skiffs eram barcos difíceis de velejar... acho que vale para ilustrar a ideia. Confesso que me dá um pouco de dó da vela... tão novinha! Clique na imagem para vê-la maior

 

Por Antonio Alonso às 01h57

20/09/2011

Sem o melhor barco do Brasil, classe ORC decide campeão paulista neste domingo

O Touché Super, o melhor barco do Brasil na classe ORC não está correndo o Paulista, que acontece em paralelo à terceira etapa da Copa Suzuki Jimny, em Ilhabela. O antigo Loyal, que tem méritos para disputar com o Touché essa posição, também estará desfalcado, e vai correr com tripulação e nome novos, agora ele será velejado pelos campineiros do Tembó Guaçu.

Depois do estabelecimento da classe S40, a ORC no Brasil ficou um tanto chata e ainda não se encontrou. Sem o Touché e com o Tembó Guaçu estreando na raia, o Orson Mapfre vira favorito. Mas não resgatará sozinho a classe

Da ZDL de Comunicação - A Copa Suzuki Jimny terá mais um atrativo nesse final de semana. A classe ORC conhecerá o campeão paulista e a disputa deverá ser uma das mais equilibradas do ano no Yacht Club de Ilhabela (YCI). O Orson Mapfre, um dos mais experientes da flotilha, medirá forças com Alegria, Asa Alumínio, Colin, Land Rover, Sereloco, Sessentão, Tembó Guaçu e Zeppa.

"A classe está bastante concorrida, apesar da saída do Touché. Temos tripulações de alto nível e apostamos em mais um evento com ótimas regatas", revelou José Nolasco, diretor de vela do YCI.

Na semana passada, o Orson Mapfre correu em Ilhabela contra dois barcos menores (Alegria e Colin). Maior na flotilha dos ORC, o time de Carlos Eduardo Souza e Silva dominou as provas disputadas com ventos superiores a 20 nós. Mesmo com leste entrando, a tripulação soube economizar material e superar os adversários no tempo corrigido em todas as regatas.

"Com vento muito forte e constante, o nosso barco, que é maior e mais 'marinheiro', levou vantagem. Velejamos bem, economizando material, pois as velas estão novas e não queríamos destruí-las naquele ventão", contou Carlos Eduardo Souza e Silva, o Kalu, que comanda um Malbec 360 Cruiser.

O time do Orson Mapfre usou os barcos maiores da BRA-RGS, como Fram, Jazz e Maria Preta, como parâmetro em Ilhabela, "Eles estão velejando muito bem e com material de primeira, não estando na ORC com a gente mais por opção", lembrou Kalu.

Outro que promete usar o tamanho a seu favor nas regatas é o Sessentão. O barco é um Nacira de 60 pés especial para travessias longas, com todo conforto de um veleiro de cruzeiro. Já o Tembó Guaçu, o antigo Loyal, aposta na velocidade de um Judel Vrolic de 47 pés.

A Copa Suzuki Jimny - XI Circuito Ilhabela de Vela Oceânica - terá mais duas etapas até o final do ano. A terceira será finalizada no próximo final de semana e a última será em 26 e 27 de novembro e 3 e 4 de dezembro.

Por Antonio Alonso às 20h09

Bochecha e Marco Grael vencem Su-Americano de 49er e ganham moral olímpica

Apesar da pose do Marco, esse é um barco difícil de velejar

Com apenas cinco equipes participantes, o Sul-Americano de 49er terminou com vitória dos brasileiros Bochecha e André Grael. A dupla era favorita, mas ganha moral para tentar garantir a vaga brasileira no Mundial da Austrália, em dezembro. O 49er é um skiff, tipo de barco ainda pouco comum por aqui, os skiffs são leves, muito instáveis e muito rápidos. São difíceis de velejar, mas chegam a ser tão ou até mais rápidos que catamarãs do mesmo tamanho. No Brasil devem existir hoje menos de cinco 49er e as regatas desse tipo de barco se resumem às seletivas olímpicas e campeonatos internacionais. Abaixo segue o release de Ivan Netto, do Clube dos Jangadeiros, de Porto Alegre.

A dupla do Clube dos Jangadeiros André “Bochecha” Fonseca e Marco Grael confirmou o favoritismo e conquistou pela segunda vez consecutiva o Campeonato Sul-Americano da Classe 49er. Os velejadores venceram cinco das 14 regatas disputadas, terminando a competição com 11 pontos de vantagem em relação aos segundos colocados, os irmãos Pablo e Luis Felipe Hermann, do Chile. O terceiro lugar ficou com os cariocas Rodrigo Monteiro e Filipe Novello, seguidos pelos uruguaios Santiago Silveira e Phillipp Umpierre e pelos argentinos Tomas Wagmaister e Juan Correa. “O nível da classe subiu bastante em relação ao Sul-Americano disputado em Punta del Este, no ano passado. O que fez a diferença mais uma vez foi a nossa regularidade”, comentou Bochecha, que tem no currículo três participações em Olimpíadas e, ao lado de Grael, é integrante da Equipe Brasileira de Vela.

O Campeonato Sul-Americano da Classe 49er

Promovida de 17 a 20 de setembro pelo Clube dos Jangadeiros, a competição reuniu cinco tripulações de quatro países (Brasil, Argentina, Uruguai e Chile) e foi disputada nas raias das baías da Pedra Redonda e da Tristeza, em Porto Alegre. Ao todo, 14 regatas foram realizadas, nos quatro dias de evento.

Classificação final:

1º André Fonseca / Marco Grael (Brasil) – 20 pontos perdidos

2º Pablo Hermann / Luis Felipe Hermann (Chile) – 31 pontos perdidos

3º Rodrigo Monteiro / Filipe Novello (Brasil) – 34 pontos perdidos

4º Santiago Silveira / Phillipp Umpierre (Uruguai) – 34 pontos perdidos

5º Tomas Wagmaister / Juan Correa (Argentina) – 45 pontos perdidos

Por Antonio Alonso às 18h14

Volta ao Mundo: Barco de brasileiro é o primeiro a chegar para largada

 

Vocês repararam que deixaram um cara de castigo ali no cantinho da popa? Com certeza era jornalista ou marketing atrapalhando...

O barco espanhol Telefónica já está em Alicante (Espanha) para o início da maior regata de volta ao mundo, a Volvo Ocean Race. Os espanhóis foram os primeiros a atracar no ponto de partida da VOR 2011-12. As outras cinco equipes devem chegar nos próximos dias. A competição, que está na sua 11ª edição, começa no dia 29 de outubro e termina em 7 de julho de 2012. 

Comandado por Iker Martinez, o Telefónica passou os últimos quatro meses treinando em águas do oceano Atlântico e fazendo os ajustes finais em suas bases de Sanxeno e Lanzarote (Espanha). Foram aproximadamente 10 mil milhas náuticas desde 17 de maio. Os velejadores do time espanhol foram recebidos nesta terça-feira (20) pelo diretor geral da Volvo Ocean Race, Knut Frostad.

O barco espanhol tem na tripulação, como um dos chefes de turno, o brasileiro Joca Signorini, campeão da última edição da Volvo Ocean Race com o Ericsson 4, comandado por Torben Grael. O Team Telefónica conta ainda com a experiência de Horacio Carabelli, uruguaio radicado no Brasil, também campeão da VOR 2008-09 com o Ericsson 4, agora como diretor técnico, acompanhando o desempenho do barco em terra firme. 

A tripulação de Team Telefónica: 
Iker Martínez (Espanha) - comandante
Andrew Cape (Australia) - navegador
Neal McDonald (Grã-Bretanha) - chefe de turno
Joca Signorini (Brasil) - chefe de turno
Jordi Calafat (Espanha) - timoneiro e coordenador
Xabi Fernandez (Espanha) - regulador de vela
Pepe Ribes (Espanha) - capitão
Pablo Arrarte (Espanha) - timoneiro
Antonio Cuervas-Mons (Espanha) - proeiro
Zane Gills (Australia) - proeiro
Diego Fructuoso (Espanha) - chefe de mídia

Veleiros percorrerão 72 mil quilômetros em oito meses - A 11ª edição da Volvo Ocean Race começa no porto espanhol de Alicante, em 29 de outubro de 2011, e termina na cidade irlandesa de Galway, em 7 de julho de 2012. As equipes velejarão mais de 39 mil milhas náuticas (72 mil quilômetros) pelos mares de Alicante (Espanha), Cidade do Cabo (África do Sul), Abu Dhabi (Emirados Árabes), Sanya (China), Auckland (Nova Zelândia), ao redor do Cabo Horn até Itajaí (Brasil), Miami (EUA), Lisboa (Portugal), Lorient (França) e Galway (Irlanda).

Seis equipes estão confirmadas na disputa e os preparativos seguem a todo vapor nas paradas para que em outubro seja dada a largada para uma das maiores provas da vela mundial. 

A parada brasileira, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, está prevista para abril de 2012. A vila da regata deverá ser aberta no dia 5 daquele mês, quando devem chegar os primeiros barcos. Depois de duas semanas de manutenção, as equipes disputam a Regata Pro-Am, no dia 20, a Regata In-Port, no dia seguinte, e largam para os Estados Unidos no dia 22.

 

Por Antonio Alonso às 17h45

Vídeo: piloto de lancha dá aula magistral de falta de noção

Isso aconteceu na Rússia, e não é tão novo assim. Merece algum comentário?

Por Antonio Alonso às 15h26

Vídeo: Em Singapura, 14 andares cabem embaixo de uma ponte

O maxi iate Audi ultra lightweight está em Cingapura para o lançamento de um carro da marca por lá. O problema é que no caminho desse veleiro de 100 pés e 40 metros de altura havia uma ponte. Como fazer um barco do tamanho de um prédio de 14 andares passar por baixo de uma ponte que não comportaria o mastro de um 30 pés? O vídeo mostra como.

Com 20 toneladas de peso, o "ultra lightweight" pode parecer um pouco de exagero, mas esse veleiro chega a ser 10 toneladas mais leve que outros iates do mesmo tamanho. Além disso, é um barco que pode velejar a 33 nós (61km/h) nas condições ideais. Com dois títulos mundiais de maxi no cartel, é um dos monocascos mais velozes que existem por aí.

Por Antonio Alonso às 09h47

19/09/2011

Em SC, Katana vence regata de 5 horas por 29 segundos de vantagem

 

 

O vento nordeste animou as tripulações que disputaram neste sábado a Regata Arquipélago, válida pela 5ª etapa da Copa Veleiros de Oceano. Soprando forte logo após a largada, o ‘Nordestão’ foi diminuindo de intensidade e deixando uma forte correnteza que deu trabalho para ser superada.

O percurso com 31 milhas envolvia as ilhas do Arvoredo e Mata Fome, e os veleiros mais velozes da classe ORC travaram um duelo que terminou com menos de 1 minuto de diferença. O Catuana Kim de Paulo Cocchi que retornava as competições depois de 10 meses parado saiu na frente, mas foi superado pelo Katana Energia de Fabio Filippon por 29 segundos depois de mais de 5 horas de regata. Em terceiro lugar na classe ficou com os gaúchos do San Chico 2.

Na classe RGS A, a vitória foi do veleiro Revanche de Celso Faria foi o único a cruzar a linha de chegada com a desistência do Missionário. Situação parecida na RGS B onde o Zephyrus Made in Floripa, de Tarcisio Matos, que cruzou a linha de chegada depois de quase 8 horas de regata para descobrir que seus adversários Nemo e Bom Abrigo haviam desistido.

Tarcisio comentou a regata: "Foi uma regata complexa. O nordestão fez juz a fama e soprou com vontade pouco antes do Arvoredo. Como nenhuma tripulação se curvou para a sua força, foi brincar em outro lugar. Mas enganou muito timoneiro ao deixar as ondas e uma forte correnteza escondida sob o verde hipnotizante das águas do mar aberto."

Na classe RGS C, o Neon de Maurity Borges Jr. venceu o duelo contra o Cresta de Sergio Seviliano por um detalhe que é praticamente um mantra entre velejadores: banana! “Juro que não sabia que banana a bordo dava azar”, explicava o comandante Seviliano. Entre os veleiros da RGS Cruzeiro, a vitória foi do veleiro Maresia. (Texto de César Eugênio Dias)

 

Por Antonio Alonso às 13h03

Extreme Sailing Series: vídeo final

O Wave Muscat venceu a etapa 6 da Extreme Sailing Series, em Trapani, na Itália, mas eu acho que muito pouca gente está interessada em saber desses resultados, por isso deixo três minutos de vídeo pra mostrar o que é essa competição de verdade. Definitivamente, o resultado não é o mais interessante.

Por Antonio Alonso às 09h17

Na America's Cup, Spithill se redime com 30 nós de vento

O australiano James Spithill se redimiu da derrota na competição de Match Race e terminou a America's Cup World Series com um dia de mestre nos 35 nós de vento que sopraram em Plymouth, na Inglaterra. "Era hora de me redimir depois do Match Race", disse o skipper, que não se abalou com a ventania na raia (55km/h). Em consições nas quais não bater ou não capotar já contariam como lição de casa feita, Spithill sdominou a raia. "Pra falar a verdade, acho que ainda poderia ter sido melhor, deixamos uma reserva no tanque. Tinha muito vento e mudanças na direção que fizeram ficar mais desafiador. Mas foi divertido!". Aposto que sim.

No campeonato de flotilha, Team New Zealand ficou em segundo, e o outro barco da Oracle, timoneado por Russell Coutts, ficou em terceiro. No Match Race, que terminou no sábado, o Team New Zealand ganhou, com o surpreendente Team Korea em segundo. Na classificação geral após duas etapas, o Team New Zealand lidera a America's Cup World Series, seguido pelo Oracle Spithill, Oracle Coutts e depois Artemis Racing.

Por Antonio Alonso às 09h09

18/09/2011

Nation's Cup: Brasileiro é bronze na "Copa Davis da Vela"

 

O carioca Henrique Haddad venceu por 2 a 0 a britânica Lucy Macgregor na final da Nation's Cup no Lago Michigan, nos EUA, e garantiu o bronze na mais importante competição de Match Race por países. A Nation's Cup é uma espécie de Copa Davis bianual da vela. Em 2009, quando a competição foi disputada em Porto Alegre, o jovem Henrique Haddad foi vice-campeão. Desta vez, velejando com Mario Trindade e Victinho Demaison, ele saiu em quarto lugar da primeira fase, foi para a repescagem, passou e pegou o dinamarquês Mads Elber na semifinal. Elber, que até então estava invicto, perdeu uma regata para o brasileiro, mas venceu a série melhor de 5 da semifinal por 3 a 1. Na disputa do terceiro lugar, Haddad enfrentou uma mulher que preferiu correr na categoria Open, entre os homens, a britânica Lucy Macgregor, que havia vencido Haddad na primeira fase. Na disputa pelo bronze, no entanto, Haddad venceu as duas regatas e foi para o pódio. Na final masculina, Mads Elber acabou derrotado pelo neozelandês Laurie Jury por 3 a 1. 

Lucy Macgregor, a adversária de Haddad nas regatas deste domingo, é a segunda no ranking mundial de Match Race feminino. Haddad, atualmente é o 35º na categoria Open, sua melhor posição foi um 22º lugar, ranking nunca alcançado por nenhum outro brasileiro. Para fazer justiça com a britânica, as condições de vento forte e muita onda neste domingo dificultaram ainda mais as coisas na água, especialmente para uma tripulação mais leve, de mulheres. 

Na final feminina, a francesa Claire Leroy, quarta do mundo, que já havia vencido a Nation's Cup em 2009, repetiu o feito, derrotando a zebra portuguesa Rita Gonçalves, 92 do mundo, por 3 a 0. Olivia Price, da Nova Zelândia foi a terceira e a holandesa Mandy Mulder, a quarta. A brasileira Juju Senfft terminou na quinta colocação entre as mulheres.

 

Por Antonio Alonso às 21h11

Em Ilhabela, mais de 20 nós marcam domingo na Copa Suzuki Jimny

 

Muito vento, mas na minha opinião, tá faltando estrela nessa Copa Suzuki, cadê o Touché? cadê o outro C30? E o Loyal, agora Tembó Guaçu? Segue abaixo o release da ZDL deste domingo.

O Barracuda Matrix (em foto de Cuca Sodré) velejou sozinho em Ilhabela...

Nos dois dias de disputas em Ilhabela, pela terceira etapa da Copa Suzuki Jimny, a média de ventos superou 20 nós. Condições que exigiram atenção especial das tripulações das classes ORC, HPE, BRA-RGS-A, B, C e Cruiser, Delta 32 e Skipper 21. O evento contou com 37 barcos e será finalizado no próximo final de semana. Quem conseguir a melhor média nos quatro dias de regatas ficará com o título Estadual de vela oceânica.

Quem mostrou adaptação ao regime de ventos e as ondas do litoral norte na BRA-RGS foi o Fram, de Felipe Aidar. O barco venceu as três regatas e deu um passo decisivo para a conquista do troféu transitório da categoria.

"A condição já era esperada e, por isso, nossa equipe fez uma revisão para aguentar a ‘porrada’ de vento. Vale destacar o trabalho da nossa tripulação, que está cada vez mais entrosada. Fiquei muito satisfeito", contou Felipe Aidar, do Fram. Os barcos Palmares, Jazz e Blue Too completam as quatro primeiras posições. 

E no somatório geral das quatro provas da classe HPE25, o Ginga mostrou que o ano de 2011 é um dos melhores da tripulação. O time lidera com três vitórias e um quarto lugar. Os adversários terão que conseguir uma combinação de resultados improvável para tirar o título antecipado da equipe de Ilhabela da Copa Suzuki Jimny.

Quem está posições atrás como o Vuarnet Cotia, por exemplo, aproveita a competição para tentar ajustar as manobras e se aproximar do líder, principalmente com vento forte. 

"Velejar com esse vento é uma emoção muito grande. O barco fica mais planador e gostoso, mas dá trabalho para toda a tripulação, porque parece uma lancha", contou o comandante do Vuarnet Cotia, Roberto Mangabeira Albernaz.

Na ORC, o Orson Mapfre ampliou a vantagem neste domingo (18) sobre os adversários Alegria e Colin. O evento teve também uma demonstração do veleiro one design Carabelli 30. O Barracuda Matrix treinou nas águas de Ilhabela e mostrou a potência e o custo-benefício do barco. 

 

Resultados do Campeonato Paulista de Vela Oceânica:

 

BRA RGS

1- Fram (Felipe Marinho Aidar) - 3 pontos perdidos (1+1+1+3)

2 - Palmares (José Romariz Filho) - 9 pp (2+3+4+9)

3 - Jazz (Valeria Ravani) - 12 pp (5+4+3+12)

 

HPE 

1 - Ginga (Breno Chvaicer) - 7 pp (4+1+1+1)

2 - Bixiga (Pino Di Segni) - 11 pp (1+4+4+2)

3 - Avantto (Dario Galvão) - 14 pp (5+3+3+3)

 

Por Antonio Alonso às 20h40

Velejando "em casa" Bochecha e Marco Grael lideram Sul-Am de 49er

Após sete regatas, a dupla André “Bochecha” Fonseca e Marco Grael assumiu a liderança do Campeonato Sul-Americano da Classe 49er, que está sendo disputado nas raias das baías da Pedra Redonda e da Tristeza, em Porto Alegre. Atuais campeões da competição, os velejadores do Clube dos Jangadeiros terminaram o primeiro dia de competição em segundo lugar, mas conseguiram se recuperar neste domingo (18), depois de vencerem duas das três provas realizadas.

Com os resultados do fim de semana, Bochecha e Grael abriram cinco pontos de vantagem em relação aos segundos colocados, os cariocas Rodrigo Monteiro e Filipe Novello. Em terceiro lugar estão os uruguaios Santiago Silveira e Phillipp Umpierre, seguidos pelos argentinos Tomas Wagmaister e Juan Correa e pelos irmãos chilenos Pablo e Luis Felipe Hermann. Amanhã (segunda-feira 19/09), a previsão é de que sejam disputadas mais quatro regatas, a partir das 13h. “O campeonato está muito disputado e completamente aberto. Vamos tentar manter a nossa regularidade para conseguir conquistar o bi”, destacou Bochecha, que no ano passado venceu a competição, realizada em Punta del Este, no Uruguai.

Classificação do Campeonato Sul-Americano da Classe 49er, após sete regatas e um descarte

1º André Fonseca / Marco Grael (Brasil) – 9 pontos perdidos

2º Rodrigo Monteiro / Filipe Novello (Brasil) – 14 pontos perdidos

3º Santiago Silveira / Phillipp Umpierre (Uruguai) – 18 pontos perdidos

4º Tomas Wagmaister / Juan Correa (Argentina) – 19 pontos perdidos

5º Pablo Hermann / Luis Felipe Hermann (Chile) – 22 pontos perdidos

Por Antonio Alonso às 20h31

Iberdrola (na S40) e Quantum (na TP52) vencem Audi Med Cup

Quantum comemora. Abaixo, segue mais um texto em português lusitano sobre o final do evento

Uma época cheia de emoções e incertezas para todos os barcos que fizeram parte do Circuito Audi MedCup 2011, onde pela primeira vez esteve presente a classe Soto 40, permitindo que novas tripulações experimentassem o entusiasmo do Circuito que é lider mundial nas regatas de frota.  

Esta última etapa do Circuito foi contrastante com a primeira em Cascais. O vento fraco que se fez sentir colocou à prova toda a perícia das tripulações que já tinham demonstrado os seus dotes no ventoso campo de regatas do Troféu de Cascais.

Na classe dos TP52 os espanhóis do Bribon estavam bem lançados para vencer mais um Troféu deste Circuito, mas os resultados de hoje, um terceiro e um sétimo lugar, deixaram-no a dois pontos da tripulação sueca do Ran que com dois quartos lugares nas regatas d o +ultimo dia conseguiu sagrar-se vencedora do Troféu Conde de Godó - Barcelona. Os actuais campeões do mundo, os americanos do Quantum Racing, venceram a primeira regata do dia e com este resultado conseguiram manter a vantagem necessária para serem os vencedores do Circuito Audi MedCup 2011.

Na classe Soto 40 estiveram presentes duas tripulações portuguesas, o Bigamist timoneado pelo medalhado olímpico Afonso Domigues, presente no Troféu Cascais e no Troféu Barcelona, e o XXII Portuguese Sailing Team timoneado pelo velejador oceânico Francisco Lobato, presente apenas no Troféu Cascais.

Nesta classe a equipa espanhola do Iberdrola conseguiu fazer valer a sua experiência tendo vencido quatro dos cinco Troféus, e com esta última vitória tornaram-se a primeira equipa a vencer o Circuito Audi MedCup nesta nova classe.

Por Antonio Alonso às 11h36

America's Cuo ao vivo na manhã do domingo

As regatas finais da America's Cup World Series em Plymouth, na Inglaterra, estão sendo transmitidas ao vivo na manhã deste domingo. Depois que as regatas acabarem, o vídeo acima morre.

Neste sábado, Dean Barker no comando do Emirates Team New Zealand derrotou o surpreendente Team Korea na final do Match Race. Hoje sai o outro campeão da etapa, o vencedor da Fleet Race.

Por Antonio Alonso às 11h28

Nation's Cup: Gigante quebra invencibilidade de líder, mas não passa às finais

Claire Leroy é favorita entre as mulheres

Henrique Haddad, o Gigante, conseguiu neste sábado quebrar a invencibilidade do dinamarquês Mads Eber na final mundial da Nation's Cup, uma competição comparável a uma "Copa Davis" da vela. Haddad quebrou a invencibilidade de Eber na segunda regata da série melhor de cinco, mas não foi o suficiente. O dinamarquês venceu as duas regatas seguintes e fechou a série em 3 a 1. Gigante agora enfrenta na disputa de terceiro e quarto a britânica Lucy Macgregor. A velejadora preferiu disputar a chave Open, junto com os homens, e pagou um preço por isso. Neste sábado, com os ventos fortes, a britânica sucumbiu à tripulação mais pesada do neozelandês Laurie Jury, que fará a final com Eber.

Entre as mulheres, Rita Gonçalves conseguiu desbancar a favorita Olivia Price, da Nova Zelândia, e fará a final contra a francesa Claire Leroy, que já venceu a Nation's Cup em 2009. Rita veio da repescagem, quando derrotou o brasileira Juju Senfft, e perdeu neste sábado suas duas primeiras regatas para Olivia Price. A neozelandesa precisava só de uma vitória para selar sua passagem às finais... mas Rita Gonçalves foi perfeita nos três matchs seguintes e despachou a número um da primeira fase. Price agora disputa o terceiro lugar com a holandesa Mandy Mulder.

Por Antonio Alonso às 11h24

Na HPE, Bixiga sai na frente na Copa Suzuki

Evento, que também vale como Campeonato Paulista de Vela Oceânica, prossegue neste domingo

São Paulo (SP) - A única regata deste sábado (17) da Copa Suzuki Jimny foi marcada por ventos fortes de 20 nós de média na direção leste em Ilhabela. As condições meteorológicas obrigaram a realização de uma prova de percurso (13 milhas) no canal. O evento no Yacht Club de Ilhabela contou com 37 veleiros nas classes ORC, HPE, BRA-RGS-A, B, C e Cruiser, Delta 32 e Skipper 21. 

"A organização fez a regata dentro do canal para garantir a segurança dos velejadores e poupar os equipamentos, já que o vento estava muito forte. Além disso, havia muita onda e achamos mais prudente tirar a prova da Ponta das Canas", revelou Carlos Cuca Sodré, presidente da Comissão de Regatas.

Quem se deu bem foi o Bixiga na classe HPE25. O barco de Pino Marco Di Segni venceu na categoria e deu o primeiro passo para a conquista do Campeonato Paulista de Vela Oceânica, que é disputado paralelamente com a competição. Repeteco I, Vuarnet Cotia e o favorito Ginga completaram as quarto primeiras colocações.

Na classe BRA-RGS, onde todas as divisões competem entre si pelo Estadual, o Fram de Felipe Aidar saiu na frente com o tempo corrigido de 2h24min50s. O veleiro superou o Palmares e o Hellios II e está na ponta. A organização manteve para 2011 o sistema de troféu transitório.

Entre os três ORC, destaque para o Orson Mapfre, que venceu a regata deste sábado com 2h23min47s. Alegria e Colin também participaram da competição em Ilhabela. Os adversários prometem diminuir a diferença nas duas regatas programadas para domingo (18).

A Copa Suzuki Jimny - XI Circuito Ilhabela de Vela Oceânica - terá mais duas etapas até o final do ano. A terceira está sendo disputada e a última será em 26 e 27 de novembro e 3 e 4 de dezembro.

Por Antonio Alonso às 02h43

Sobre o autor

Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.

Sobre o blog

A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.

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