Este sábado tem America's Cup, Audi Med Cup, Extreme Sailing Series, Nation's Cup e Copa Suzuki com a estreia do C30 em Ilhabela. Na sexta eu deixei um bom resumo aqui no blog de tudo o que rolou até agora. Quem entrar agora, mais cedo, ainda pode pegar a excelente cobertura em vídeo ao vivo da America's Cup e da Audi Med Cup. Seguem os links:
America's Cup: Finais em vídeo ao vivo www.americascup.com
Audi Med Cup: Penúltimo dia em vídeo ao vivo www.audimedcup.com
Extreme Sailing Series: Penúltimo dia texto ao vivo www.extremesailingseries.com
Nation's Cup: Semifinais com tracking ao vivo www.nationscup2011.org (clicar em tracking)
Copa Suzuki: zerado na internet, no final do dia eu conto aqui como foi.
Por Antonio Alonso às 12h50

A equipe feminina, liderada por Juju Senfft, no entanto, ficou na repescagem
O brasileiro Henrique Haddad, o Gigante, e a portuguesa Rita Gonçalves avançaram às semifinais da decisão da Nation's Cup em suas categorias. A brasileira Juju Senfft, que fez uma excelente primeira fase em quarto lugar, não passou pela repescagem e terminou em sexto lugar na competição.
Agora, Gigante e a portuguesa Rita Gonçalves venceram todas as suas regatas da repescagem avançam para as semifinais. Gigante se junta ao dinamarquês Mads Ebler, à britânica Lucy Macgregor e o neozelandês Laurie Jury. Sim, a britânica escolheu competir entre os homens, na categoria Open, usando veleiros da classe Sonar, e não nos olímpicos Elliot 6m.
Entre as mulheres, Juju Senfft e tripulação tinham ficado na quarta colocação na primeira fase, mas sucumbiram à portuguesa e à americana Genny Tulloch na repescagem. Mas ganharam da chinesa Ru Wang, que as tinha vencido na primeira fase. As garotas publicaram na página da equipe Itaupuca:
"O dia hoje foi de vento mais fraco, mas ainda muito rondado. As regata foram difíceis e muito disputadas, mas infelizmente nao conseguimos passar para as semi-finais.
Perdemos para as portuguesas e americanas, mas dessa vez ganhamos das chinesas e fomos disputar 5 e 6 contra a Genny Tulloch. Fechamos o campeonato em sexto lugar, mas muito felizes com o nível de Match Race que velejamos nessa semana!"
Eu também estou meninas. Lógico que vocês fizeram com que eu quisesse até mais, mas eu achei que mandaram melhor que o esperado. Parabéns!
Rita Gonçalves vai para as semifinais com Claire Leroy (FRA), Mandy Mulder (HOL) e Olivia Price (AUS).
As colocações finais já estão definidas:
Open (em Sonars):
5. Shawn Bennett (EUA)
6. Przemek Tarnacki (POL)
7. Stratis Andreadis (GRE)
8. Peter Wickwire (CAN)
9. Yasar Celal Tumse (TUR)
Feminina (em Elliott 6m's):
5. Genny Tulloch (EUA)
6. Juliana Senftt (BRA)
7. Ru Wang (CHN)
8. Sharon Ferris-Choat (CAN)
9. Katarzyna Pic (POL)
10. Dominique Provoyeur (AFS)
Por Antonio Alonso às 23h33

O Soto 40 lusitano Bigamist continua mal, mas está nos rendendo releases em português
Enquanto na Soto 40 o Iberdrola continua dando um banho, a TP52 segue bem equilibrada, e o veleiro sueco Rán, de Nik Zennström, co-fundador do Skype, emparta na liderança com 20 pontos, mesma pontuação do espanhol Bribon.
Classe TP 52 – Resultados após 7 regatas
1º Ran – 20 pontos
2º Bribon 20 pontos
3º Quantum Racing 24 pontos
Classe Soto 40 (aqui segue de novo o release em português de portuga, com puxada de sardinha pro Bigamist e tudo)
Na classe Soto, aproveitando as boas condições de vento, foram cumpridas três regatas com o veleiro Iberdrola mais uma vez a distanciar-se do resto da frota. Em seis regatas cumpridas o Iberdrola venceu quatro e teve um segundo e terceiro lugar, conquistando desde o primeiro dia a liderança .
A tripulação do Iberostar, também tem estado em destaque vencendo a primeira regata do dia e ocupando a terceira posição na segunda. O veleiro inglês Ngoni ocupa a terceira posição.
A tripulação lusa do Bigamist esteve entre os primeiros na segunda regata do dia cortando a linha de chegada na segunda posição enquanto que na terceira regata desta sexta-feira ficou no terceiro lugar. Feitas as contas a tripulação de Pedro Mendonça ocupa a quinta posição da geral com 23 pontos. Com igual pontuação está o ww.cruiser.racer.com que por ter cortado a linha na segunda posição se classifica no quarto lugar.
“O dia de hoje correu muito bem, largámos sempre bem, entre os primeiros, conseguimos fazer rondagens na segunda posição e discutimos os lugares taco a taco, aliás cortámos a linha na terceira regata do dia com apenas uma diferença de 1 segundo. Os ventos estiveram sempre fracos, entre os 9 e os 11 nós. Conseguimos finalmente ter o barco afinado e a tripulação muito bem entrosada, hoje foi muito bom. Vamos ver como corre o último dia de competição talvez ainda consigamos subir uns pontos” – declarou Afonso Domingos.
Classe Soto 40
1º Iberdrola Team 13 pontos
2º Iberostar 15 pontos
3ºNgoni 18 pontos
5º BIGAMIST 23 pontos
Por Antonio Alonso às 18h44
Este terceiro dia de regatas em Trapani, na Itália, foi de "Stadium Racing", ou seja, com regatas ao lado do público. E muita gente foi lá ver a poderosa equipe Alinghi perder a liderança. O dia foi do impressionante Wave Muscat, que venceu quatro das seis regatas disputadas. Foi preciso um animado estreante (Ben Ainslie) no Oman Air e as asinhas do Red Bull Extreme (de Roman Hagara) para evitar que o Wave Muscat levasse todas do dia. Problemas para o Alinghi resolver rápido, já que faltam apenas dois dias de regata em Trapani.
Vou pegar aqui as frases de Ben Ainslie, que está pea primeira vez competindo nesse catamarã de 40 pés que é muito leve e acelera com uma velocidade impressionante. Vou usar as frases dele porque eu velejei nesses barcos em Boston e saí com cara de bobo. Agora, se Ben Ainslie também está com cara de bobo, estou mais que perdoado. Depois de mais um bom dia hoje, com ventos de 15 nós, o novato Ainslie está na quarta colocação. "Hoje foi um dia fantástico. Foi diferente de tudo o que eu já vivi antes. Já antes da largada eu não podia acreditar no tamanho do percurso [pequeno, para catamarãs tão velozes]. Esta é uma oportunidade ótima para mim, que fiquei velejando Finns [a classe olímpica na qual ele compete] por oito meses e agora merecia uma parada". Paradinha agitada essa dele.
Por Antonio Alonso às 18h35
Os brasileiros Henrique Haddad e Juju Senfft estão na água hoje definindo seu futuro na Copa das Nações. Gigante e Juju precisam vencer seus respectivos quadrangulares de repescagem para garantir uma vaga nas semifinais. Enquanto eu escrevo esse post, Gigante lidera uma regata decisiva por margem muito apertada contra o favorito americano Bennet. Você pode ver agora tudo o que está rolando na raia, ao vivo, no tracking por GPS deles. É só clicar aqui.
Por Antonio Alonso às 17h08

Esses caras você não verá mais em Plymouth
Essa você pôde ver ao vivo aqui no blog. O antigo pupilo de Russell Coutts, Dean Barker, foi um dos poucos que se manteve fiel ao Team New Zealand quando um tsunami bilionário chamado Alinghi levou metade do time campeão da America's Cup para a Suíça. Na etapa de Plymouth da America's Cup World Series chegou a vez dos confrontos barco contra barco, o Match Race, como na "verdadeira" America's Cup. E o pupilo derrotou o mestre, que comandava um dos dois barcos do Oracle Racing Team, atual campeão da America's Cup.
Se Coutts já não tinha toda essa bola no comando dos catamarãs AC45, surpresa maior foi a derrota do outro barco da Oracle, sob o comando do badaladíssimo James Spithill, o melhor timoneiro à disposição do atual campeão da AC. E pior, a derrota foi para o nada badalado Korea Team, ainda na primeira fase. Spithill não chegou nem às semis. O Korea Team enfrenta neste sábado o Artemis, numa melhor de três, para definir quem fará a final com o Emirates Team New Zealand, de Dean Barker.
Spithill, foi um gentleman na derrota: "Todo o crédito vai para o Korea Team. Nós tivemos um problema com a vela e cometemos um erro tático na regata. Tivemoso o que merecemos".
Amanhã tem mais. E ao vivo pela internet.
Por Antonio Alonso às 15h31

Terceira etapa do evento reunirá os melhores velejadores de oceano do País no litoral norte
Atrações não faltam para a terceira etapa da Copa Suzuki Jimny, que começa neste sábado (17) no Yacht Club de Ilhabela (YCI). Uma delas é o lançamento mundial da classe Carabelli 30 (C30), uma das mais aguardadas dos últimos anos. A segunda é o Campeonato Paulista de Vela Oceânica, que reunirá todas as categorias (ORC, BRA-RGS, HPE25, Delta 32 e Skipper 21). O circuito deverá contar com mais de 40 barcos no litoral norte paulista nos próximos dois finais de semana.
Na badalada estreia dos C30, dois veleiros (Barracuda/Matrix e Realizado) se enfrentarão pela primeira vez e esse 'match race' será visto de perto pelo projetista do barco, o uruguaio radicado no Brasil Horácio Carabelli.
O velejador fará uma rápida passagem pelo País justamente para o debut dos veleiros. Horácio Carabelli é o diretor-técnico do Team Telefónica, da Espanha, na Volvo Ocean Race 2011/2012, que começa no mês de outubro.
"O Carabelli 30 é um projeto que desenvolvi para um grupo de São Paulo antes de me incorporar ao Telefónica. Eles queriam criar uma classe monotipo de 30 pés com características de regata, que fosse economicamente viável sem deixar de ser inovador. É um barco com um estilo moderno, boa estabilidade, leve e com alguns ingredientes tecnológicos interessantes como a quilha de carbono, sistema propulsor retrátil e mastro de carbono", explicou Horácio Carabelli. A classe deverá ter sete barcos até fevereiro do ano que vem.
O C30 é desenhado para regatas de oceano sem tempo corrigido (rating). O peso do barco é de 1900 kg e pode receber o seis velejadores (timoneiro, tático, dois trimmers, proeiro e secretaria) somando 500 kg.
O Campeonato Paulista - Desta vez, além de somar pontos para a Copa Suzuki Jimny, as equipes tentarão o título estadual de cada categoria (ORC, HPE, BRA-RGS-A, B, C e Cruiser, Delta 32 e Skipper 21).
A disputa do Paulista, segundo do diretor de vela do YCI, José Nolasco, é mais uma atração que eleva o nível da Copa Suzuki Jimny.
"É fato que os duelos na água estão equilibrados. Observando as etapas anteriores e o número de barcos inscritos é possível concluir que a vela de oceano cresce no País, tanto nas categorias com rating quanto nas 'one design. A Copa Suzuki Jimny é a segunda maior competição de vela do Brasil", comemorou José Nolasco.
O alto nível técnico, como citou José Nolasco, pode ser verificado em classes como HPE25 e ORC, assim como na BRA-RGS. Com formas distintas de classificação, as categorias devem somar juntas 80% dos veleiros inscritos na Copa Suzuki Jimny.
Na RGS, por exemplo, a organização vai manter o sistema de troféu transitório. Em 2009, quem ganhou o foi o Kanibal (Ubatuba) e, em 2010, o Mandinga (Santos). Na categoria, todas as divisões (A,B,C e Cruiser) lutam pelo título. A mistura, na avaliação de Walter Becker - presidente nacional da classe - pode apresentar surpresas.
"Fatores como intensidade de vento e mar podem influenciar diretamente no resultado se comparados barcos maiores e menores, mas, Ilhabela tem uma excelente raia, além da competição ser em dois finais de semana, o que certamente propiciará condições favoráveis a todas as embarcações. De qualquer forma, o principal fator que influenciará no resultado da competição, será a técnica das tripulações", analisou Becker.
A Copa Suzuki Jimny poderá confirmar o título do Ginga, de Breno Chvaicer, na HPE25. A diferença para o Avantto, comandado por Dario Galvão, é de 38 pontos. Em 15 regatas disputadas, os atuais campeões brasileiros da classe venceram oito.
A equipe é liderada por Breno Chvaicer, mas o próprio comandante destacou as habilidades e a dedicação aos treinos dos tripulantes Vicente Monteiro, Marcelo de Jesus e Eduardo de Souza.
Por Antonio Alonso às 14h34
Sexta-feira é dia de Match Race na America's Cup Worlds Series. O kiwi Dean Barker, especialista no assunto estava ansioso por essa oportunidade no comando do Team New Zealand. Aqui você assite as regatas ao vivo, com comentários em inglês, e pode até escolher sua câmera favorita.
A America's Cup World Series, velejada nos AC 45 pés, é o evento preparatório para a America's Cup, que será disputada em multicascos de 72 pés. A World Series mistura regatas de flotilha com Match Race, que são as disputas de um contra um, como na "verdadeira" America's Cup. É isso o que você vê hoje ao vivo aqui.
Por Antonio Alonso às 10h12
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Para Nacho Postigo, o que conta é a qualidade... pelo menos enquanto a flotilha é pequena
O pessoal da classe Soto 40 Rio de Janeiro colocou em seu Facebook uma entrevista do diretor técnico da Audi Med Cup, Nacho Postigo, dizendo que prefere mesmo uma competição com poucos barcos bem competitivos do que ter uma raia cheia e sem competitividade. Será? A Audi Med Cup deste ano teve sete TP52 e cinco Soto 40 (seis na etapa final). Além disso, os resultados gerais não mostram tanta competitividade assim. Na Soto 40, o Iberdrola ganhou com antecipação de longe, e o segundo colocado tem 20 pontos de vantagem sobre o terceiro, que tem quase 40 sobre o quarto...
Já na TP 52, como seria de se esperar, a situação é melhor. Neste momento são 17 pontos de diferença entre o primeiro e o quarto colocado no ano. Ótima diferença, para um circuto de cinco etapas. Outros três coadjuvantes estão mais longe do líder, mas brigam entre si com bastante igualdade. São cinco pontos de diferença entre o quinto e o sétimo lugares.
Tudo indica que a classe S40 européia deve melhorar no ano que vem, mas ainda vai continuar atrás do circuito Sul-Americano. A parte brasileira do circuito encolheu, a Mitsubishi Sailing Cup terá apenas duas etapas, no Rio e em Ilhabela (esta na Semana de Ilhabela), mas o evento vai ganhar regatas no Chile e Uruguai. Agora é esperar para ver se os proprietários sul-americanos vão embarcar mesmo nessa. Se rolar, será a primeira vez que um circuito continental de verdade, unindo Pacífico e Atlântico, acontece por aqui.
Para lera a entrevista de Nacho Postigo (em tradução macarrônica), clique aqui.
Por Antonio Alonso às 10h07
Nesta sexta continuam as três competições internacionais mais midiáticas do mundo online: a America's Cup, a Audi Med Cup e a Extreme Sailing Series. Neste momento, a Audi Med Cup já está rolando em Barcelona e você pode assistir a toda ação ao vivo, com comentários em inglês, clicando aqui. Daqui a pouco começa o ao vivo da America's Cup, que você vai poder acompanhar direto aqui, no blog.
Por Antonio Alonso às 08h14

Juju Senfft ficou muito perto de ir direto para a semifinal, mas uma derrota para a chinesa Ru Wang acabou colocando a niteroiense na quarta colocação do round robin, e só as três primeiras passam direto. Juju terminou o round robin com apenas três derrotas e seis vitórias (uma delas sobre a holandesa Mandy Mulder, segunda colocada) e agora vai para a repescagem disputar uma vaga contra a chinesa Ru Wang, a americana Genny Tulloch e a portuguesa Rita Gonçalves. Na chave feminina, passaram direto a australiana Olivia Price, que perdeu apenas uma regata, a holandesa Mandy Mulder e a francesa Clarie Leroy, com duas derrotas cada. Clarie foi a campeã da Nations Cup de 2009.
A chave feminina é especialmente importante, porque o Match Race é disciplina olímpica no ano que vem (e só no ano que vem, porque no Brasil já não será mais). As brasileiras evoluíram muito e estão ganhando moral para conquistar a vaga, que só vai sair em dezembro. A equipe de Juju participou de várias competições internacionais e tem como grandes adversárias no Brasil os times de Juliana Mota e Renata Decnop.
Na categoria Open, que seria masculina, mas tem a participação de algumas corajosas e capitãs, Henrique Haddad não teve um bom dia e terminou o roound robin na quinta posição, com quatro vitórias em oito regatas. Ele agora vai para a repescagem junto com Shawn Bennett (EUA), Przemek Tarnacki (POL) e Peter Wickwire (CAN). Bennet e Tarnacki terminaram com a mesma pontuação de Haddad, Wickwire venceu apenas três. No round robin, Gigante perdeu apenas do americano. Nesta sexta ele precisa ser o melhor dos quatro para garantir a vaga nas semis. Passaram direto: Mads Ebler (DIN), Laurie Jury (NZL) e Lucy Macgregor (GBR). As mulheres estão com tudo.
A Nation's Cup é o campeonato mundial de Match Race (barco contra barco) por países. Eles não têm transmissão ao vivo em vídeo, mas os fanáticos podem acompanhar o live tracking aqui.
Ah, informação para quem curte Match Race: O Match Petrópolis será o Estadual do Rio. A categoria Open será disputada nos J/24 e o feminino nos barcos olímpicos, os Elliot 6. A disputa no feminino deve reunir todas as equipes brasileiras com chances de representar o Brasil em Londres.
Por Antonio Alonso às 00h02

O TP 52 sueco Rán estava indo bem para desbancar o favorito espanhol Bribon na Audi Med Cup, mas numa quinta-feira de ventos fracos os suecos terminaram em quinto lugar na única regata do dia e devolveram a liderança para o Bribon. Já foram cinco regatas, faltam quatro, e a diferença entre os dois barcos é de apenas um ponto. A Soto 40, que por lá é a segunda divisão, não anda com uma cara muito boa. Foram só três regatas disputadas, o S40 que correria com a bandeira da união européia ainda não deu o ar da graça e quem lidera mesmo é o velho Iberdrola. O britânico Ngoni, que detonou na etapa anterior, está em terceiro, atrás de outro espanhol, o Iberostar. No geral, o Iberdrola já levou o título.
Release em português d'além mar pra vocês:
Os veleiros que cumprem o Troféu Conde de Godó não tiveram hoje as melhores condições de ventos que sopraram fracos obrigando numa primeira fase a um adiamento e depois a que as Classes Soto e TP 52 só realizassem uma regata.
Na classe TP 52 o Container foi o primeiro a cortar a linha de chegada seguido do Bribon e do Audi Sailing Team powered byall4one. Perante estes resultados neste momento e após feitas cinco regatas lidera a classificação geral o veleiro Bribon, seguido do Ran , que hoje ficou em sétimo, e do Container.
Na classe Soto liderou o Iberostar seguido do Ngoni e do Iberdrola. Feitas as contas após três regatas ocupa a primeira posição o Iberdrola seguido do Iberostar e do Ngoni.
O veleiro português Bigamist que tem ao leme Afonso Domingos cortou a linha de chegada na sexta posição o que lhe garante na classificação geral o quinto lugar ”Hoje não houve vento. Até largamos muito bem mas numa rondagem tocámos na bóia e fomos penalizados, tivemos que fazer 360º o que nos atirou para os lugares mais atrás. O facto de haver pouco vento leva a que não consigamos recuperar. Agora que já temos as afinações feitas e a tripulação rodada acreditamos que com vento bom vamos conseguir melhorar”- explicou o velejador.
Dia de pouco vento Container lidera
Depois de uma largada anulada e de algum tempo de espera para que as condições de vento fossem mais estáveis, realizou-se a primeira regata com a equipa alemã do Container a ser protagonista de um excelente inicio de prova junto à bóia que define a linha de largada. Apesar de não ter conseguido rondar a primeira bóia na frente, durante a primeira popa o Container alcançou a liderança da frota e mantendo esta vantagem, conseguiu a sua primeira vitória no Troféu Conde de Godó - Barcelona.
A cortar a linha em segundo lugar esteve a equipa espanhola do Bribon que com esta classificação conseguiu ultrapassar os suecos do RAN, ocupando agora o primeiro lugar da tabela classificativa.
Apesar de terem tido um bom inicio de regata com a rondagem da primeira bóia na frente da frota, os portugueses do Bigamist que competem na Classe Soto 40, não conseguiram manter a sua boa posição nesta regata tão disputada.
Nesta classe o vencedor do dia foi o estreante Iberostar, seguido dos ingleses do Ngoni e dos compatriotas do Iberdrola. Depois das regatas de hoje a equipa do Iberdrola mantém a liderança da classificação geral, seguido de Iberostar e de Ngoni. A equipa lusa encontra-se em quinto lugar a nove pontos do primeiro.
Por Antonio Alonso às 19h01

Já que ninguém está falando muito do Pan deste ano, que não será global, vou pegar carona num lembrete deixado no Facebook da Confederação Brasileira de Vela e Motor. Há quatro anos, no Rio, Bernardo Arndt, o Baby, conquistava a medalha de ouro no Pan por antecipação. Conquistou, mas não levou. Os adversários protestaram o uso de uma peça no top do mastro que não fazia parte do conjunto original daquele mastro, mas de outro. O protesto venceu e Baby ficou sem a medalha. Na época, disse que sua carreira na Hobie Cat tinha acabado. Ainda bem que não acabou.
Atleta: Bernardo Arndt mais conhecido como Baby da classe Hobie Cat 16 irá participar do PAN de Guadalajara!
Retrospecto em PAN: Medalha de Prata em 1991, 5 lugar em 1995 e 4 lugar em 1997.
Principais resultados da carreira: 9 vezes Campeão Brasileiro na classe 470, Campeão Sul Americano da classe 470, 3 participações em Olimpíadas na classe 470, 4 vezes Campeão Brasileiro na classe Hobie Cat 16, Campeão Sul Americano na classe Hobie Cat 16 e Campeão Europeu de Hobie Cat 16.
Por Antonio Alonso às 18h45
A flotilha oceânica volta ao mar neste sábado para a disputa da Regata Arquipélago, válida pela 5ª etapa da Copa Veleiros de Oceano promovida pelo Iate Clube de Santa Catarina em parceria com a Flotilha Catarinense de Veleiros de Oceano.
A previsão do tempo indica céu nublado, chuva fraca e temperatura na casa dos 18ºC, mas o vento Nordeste que deve chegar aos 20 nós nas rajadas mais fortes vem animando os competidores que já começam a levar seus veleiros para a sede oceânica em Jurerê.
A Copa Veleiros de Oceano é dividida em 10 etapas ao longo do ano finalizando com a regata Volta a Ilha de Santa Catarina, uma das mais tradicionais provas oceânicas do Brasil, marcada para o dia 10 de dezembro.
Por Antonio Alonso às 18h06
O Luna Rossa, agora afastado da America's Cup, teve um excelente dia em Trapani, escalando para segundo lugar na colocação geral, mas quem mantém a liderança após dois dias de regata é o suíço Alinghi, outro exilado da America's Cup. As condições de hoje foram sensacionais, com 15-20 nós de vento, o que é dinamite para esses barcos levíssimos e muito velozes de 40 pés. Agora, pena que o pessoal que fez o vídeo acima apostou mais nas entrevistas e deixou as grandes manobras de fora. O legal desses barcos são justamente as imagens incríveis que eles rendem no vento médio pra forte.
Uma fotinho de divulgação do Red Bull Racing, pela Lloyd Images pra consolar:

Por Antonio Alonso às 17h00
Marcelo Szpilman lança aplicativo de identificação de peixes marinhos
O biólogo Marcelo Szpilman, maior autoridade em tubarões no Brasil e cabeça do projeto Aqualung está lançando aplicativos de identificação de peixes marinhos para iPad, iPhone e iPod Touch.
Os aplicativos ainda estão caros para os padrões da Apple Store, mas o preço de US$ 10 não chega a assustar os mais fanáticos. Segue abaixo release enviado pelo autor.
Estou lançando o Aplicativo Peixes Marinhos – Guia de Identificação para iPad, iPhone e iPod Touch (em português, inglês e espanhol).
É o primeiro aplicativo para identificação de peixes marinhos totalmente interativo e muito fácil de usar.
Além dos pescadores e mergulhadores, até as donas de casa poderão utilizá-lo para identificar os peixes na peixaria.
Mesmo ainda não tendo sido lançado oficialmente, já é um sucesso em 32 países.
Nossa expectativa é vender mais de 100 mil aplicativos em pelo menos 40 países.
O aplicativo tem visual bem colorido e design caprichado, e pode ser muito útil para quem quer identificar os peixes capturados na pesca, observados ou fotografados nos mergulhos ou mesmo no momento da compra do peixe em uma peixaria. Além de muitas outras coisas, tem fichas completas de 170 peixes, centenas de ilustrações coloridas que passam com o movimento do dedo, fotos coloridas e as espécies semelhantes são apresentadas em um sistema de rodízio muito interessante e bem bolado. Tudo isso para que você consiga identificar visualmente mais de 200 espécies de peixes marinhos. Ainda tem um dicionário de nomes vulgares em português, inglês e espanhol e dois jogos muito legais para entreter e exercitar a identificação dos peixes.
Para conhecer o Aplicativo para iPad (preço US$ 9.99), acesse
http://itunes.apple.com/app/marine-fishes-identification/id448257398
Para conhecer o Aplicativo para iPhone e iPod (preço US$ 6.99), acesse
http://itunes.apple.com/app/marine-fishes-identification/id454024564
No App Store ou iTunes Store procure por “Peixes Marinhos”.
Se quiser visualizar o aplicativo:
Em breve, o aplicativo estará disponível para dispositivos com o sistema Android.
Atenciosamente,
Marcelo Szpilman
Por Antonio Alonso às 14h52
America's Cup World Series está rolando agora em Plymouth e você assiste ao vivo. Repare que você pode escolher até sua câmera preferida, basta clicar no ícone (uma câmerazinha) na parte inferior direita do vídeo.
Por Antonio Alonso às 10h36

A temporada européia de vela vai chegando ao final
Esta semana está cheia de ação na vela internacional. Ao mesmo tempo, estão rolando três eventos de primeira categoria: A segunda etapa do America's Cup World Series, a sexta etapa da Extreme Sailing Series e a etapa decisiva da Audi Med Cup. Isso sem falar na Copa das Nações de Match Race, na qual duas tripulas brasileiras começaram bem. A America's Cup e a Med Cup estão transmitindo as regatas ao vivo na internet. Às 10 de Brasília eu devo colocar aqui no blog o link para o ao vivo da America's Cup. Por restrição do blog do UOL, não consigo por enquanto fazer o mesmo com a Med Cup.
O que vocês podem esperar de cada uma?
America's Cup: Um formato bastante novo de regatas (inclusive de percurso e regras novas) feito para leigos e TV. É bem provável que rolem novas capotagens se o vento continuar forte, muitas equipes claramente ainda não "pegaram a manha" dos catamarãs de 45 pés. Vale pela curiosidade.
Audi Med Cup: Das três, é a única disputada em monocascos. Foco nos TP52 (os Soto 40 são a segunda divisão da regata). Uma regatinha tradicional. O espanhol Bribon andou ganhando tudo, mas agora está levando um sofoquinho do sueco Ran. Vale para os conservadores... mas não é melhor do que a nossa Mitsubishi Sailing Cup.
Extreme Sailing Series: Ben Ainslie estreou e já saiu logo ganhando duas regatas. Grandes imagens, risco de acidentes, aceleradas espetaculares, muita velocidade... enfim, catamarãs. Vale pela parte extreme e por ver Ben Ainslie dar um baile nos veteranos
Por Antonio Alonso às 08h09

O Ave Rara foi o fita-azul (primeiro a chegar) no ano passado e é favorito novamente este ano
Com a largada marcada para o dia 24 de setembro, a 23ª edição da Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha contará com uma novidade inédita. Com a ajuda do Spot, um localizador pessoal via satélite que fornece as coordenadas geográficas do usuário, a competição pode ser acompanhada em tempo real através do site www.refeno.com.br. A ferramenta já está disponível na página da competição e as embarcações que já forneceram seus endereços à comissão organizadora já podem ser localizadas.
A obrigatoriedade do uso do Spot é uma medida que visa garantir mais segurança à travessia oceânica. "Uma travessia em pleno Oceano Atlântico, sem nenhum ponto de apoio entre o Recife e a Ilha, não é coisa para iniciante que imagina a regata como um cruzeiro em um transatlântico. Em apenas duas edições aconteceu de o mar estar calmo. Já nas demais, os ventos alísios que predominam nesta região com intensidade moderada, sempre foram uma atração", lembra o diretor geral do evento, Marcos Medeiros.
Outro ponto que ajudará a evitar contratempos é a quantidade reduzida de barcos participantes. Para os organizadores da competição, ano ímpar significa menos participantes, pois, nos anos pares, a regata coincide com a realização do Cruzeiro Costa Leste rumo ao Caribe. Por isso, este ano são 79 pré-incritos, sendo 60 inscritos. São embarcações de 11 estados (AL, BA, ES, MA, PB, PE, RJ, RN, RS, SC e SP) e seis países (Brasil, Argentina, Espanha, Estados Unidos, França e Irlanda) já confirmaram presença, totalizando mais de 600 participantes. A menos de 15 dias da partida, o píer do Cabanga já conta com 22 embarcações participantes da regata.
Por Antonio Alonso às 07h50
Regata terá dois brasileiros. Horácio Carabelli tem função especial no Team Telefónica da Espanha; Joca Signorini será o único a velejar

Itajaí (SC) - A tarefa de Horácio Carabelli no Team Telefónica da Espanha é fundamental para uma campanha de Volta ao Mundo. O projetista foi escolhido pelos ibéricos para ser o diretor técnico do time e acompanhar o antes, o durante e o depois da campanha na Volvo Ocean Race 2011/2012. O especialista se junta ao outro brasileiro, Joca Signorini, na tripulação.
A principal característica do trabalho do uruguaio radicado no Brasil é a de abranger várias funções em uma só e em diferentes etapas. Uma parte fundamental foi durante o desenvolvimento do barco, quando o especialista fez a coordenação entre a equipe de regata e o escritório de projetos.
"Minha função é obter o melhor equipamento possível respeitando os prazos sem mexer na confiabilidade do barco. Agora, faltando menos de 50 dias para a largada, tenho de estar em sintonia com os ajustes necessários", contou Horácio Carabelli.
Entrosado com a tripulação do Telefónica, o velejador sabe que a responsabilidade que carrega é maior, principalmente pelo título que defende. Na última edição, Horácio Carabelli estava no Ericsson 4, de Torben Grael, campeão da VOR em 2008/2009, ao lado de Joca Signorini.
"Já são quase dois anos juntos e todos estão ansiosos e prontos para começar de novo esta regata. A razão pela qual aceitei este trabalho é justamente porque acredito que possa contribuir com a equipe. A experiência das duas edições de Volvo (um terceiro lugar com o Brasil 1 e o título com o Ericsson 4), com certeza traz seus benefícios", ponderou Horácio Carabelli.
Ajuda à Itajaí - O projetista teve um papel decisivo na escolha de Itajaí como uma das sedes da VOR. Horácio Carabelli nasceu no Uruguai, mas mora em Florianópolis (SC) desde os 15 anos. A ajuda surtiu efeito e o velejador aposta em um evento de alto padrão na cidade catarinense.
"Pessoalmente fiz muita força para que esta etapa no Brasil parasse em Santa Catarina. Antes mesmo de fazer parte da equipe Team Telefónica participei de todas as reuniões entre o Governo do Estado e a Volvo. Acredito que será um evento inesquecível, pois o Estado de Santa Catarina e o povo de Itajaí tem uma incrível capacidade de trabalho, e muito a oferecer", destacou o velejador, que já competiu em Itajaí e conhece os ‘atalhos’ da região.
Horácio Carabelli está em um projeto paralelo à Volvo Ocean Race. Especialista em barcos, o velejador criou o novo C30. A embarcação de 30 pés foi desenvolvida para atender o mercado de vela oceânica da América Latina em expansão. A estreia dos veleiros one design ocorre neste sábado (17) em Ilhabela.
Volvo Ocean Race - A 11ª edição da Volvo Ocean Race começa no porto espanhol de Alicante, em 29 de outubro de 2011, e termina na cidade irlandesa de Galway, em 7 de julho de 2012. As equipes velejarão mais de 39 mil milhas náuticas pelos mares de Alicante (Espanha), Cidade do Cabo (África do Sul), Abu Dhabi (Emirados Árabes), Sanya (China), Auckland (Nova Zelândia), ao redor do Cabo Horn até Itajaí, Miami (EUA), Lisboa (Portugal), Lorient (França) e Galway (Irlanda).
Seis equipes já estão confirmadas na disputa e os preparativos seguem a todo vapor nas paradas para que em outubro seja dada a largada para uma das maiores provas da vela mundial.
A parada brasileira, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, está prevista para abril de 2012. A vila da regata deverá ser aberta no dia 5 daquele mês, quando devem chegar os primeiros barcos. Depois de duas semanas de manutenção, as equipes disputam a Regata Pro-Am, no dia 20, a Regata In-Port, no dia seguinte, e largam para os Estados Unidos no dia 22.
Por Antonio Alonso às 21h58

A equipe de Juju Senfft venceu as três regatas desta quarta e já soma cinco vitórias na Nation's Cup, que está sendo disputada nos Estados Unidos. Juju e cia têm 100% de aproveitamento.
Quem também está bem é a equipe masculina, na chave Open. Os brasileiros liderados pelo timoneiro Henrique Haddad, o Gigante, estão em segundo lugar, com três vitórias em quatro regatas. A derrota foi justamente para a equipe líder da inglesa Lucy Macgregor, responsável pela "saia" que Giga levou nesta quarta.
A Nation's Cup é o campeonato mundial de Match Race por países. Para ver os resultados completos: http://www.matchracingresults.com/2011/isaf-nations-cup-grand-final/
Por Antonio Alonso às 18h29
Tripulantes de Campinas voltam à vela oceânica após cinco anos
Marcelo Massa agora se junta à forte flotilha dos veleiros S40. Massa era um dos últimos "grandes" nomes da ORC, ao lado de Ernesto Breda, que continua com seu Touché Super. Na Copa Suzuki Jimny, Massa será o "professor" dos campineiros, passando os segredos e macetes do novo Tembó Guaçu. Curiosidade sobre o nome do barco campineiro, a origem é tupi-guarani e significa "mais ou menos" vara grande.

Da ZDL de Comunicação: O experiente velejador Marcelo Massa irá se despedir da classe ORC nos próximos dois finais de semana na disputa da Copa Suzuki Jimny. O novo integrante do seleto clube dos S40 vendeu a antiga embarcação a um grupo de 11 amigos de Campinas, interior de São Paulo. O barco, um Judel Vrolic de 47 pés, passa a se chamar Tembó Guaçu (antes era Loyal Red Nose) e por isso, o antigo proprietário irá ensinar os ‘macetes’ aos atuais tripulantes.
Os campineiros estão eufóricos por voltar ao cenário da vela oceânica em Ilhabela após ausência de cinco anos. "Como estamos bastante enferrujados, além de alguns inexperientes a bordo, nosso objetivo não é vencer. Vamos correr com o objetivo de treino e aprendizado. Nessa primeira regata, a ajuda do Massa e do Tiná (Paulo Henrique de Jesus) será importante para ensinar os ‘segredos do barco", revelou Willian Barbanera, integrante do Tembó Guaçu.
A equipe de Campinas treinou no Guarujá(SP) nos últimos dias para o evento que ocorre nos dias 17,18,24 e 25 de setembro. "Esperamos que nesse novo veleiro, mais competitivo e moderno, possamos ter as mesmas alegrias do passado. A amizade e o trabalho em grupo sempre foram as características do grupo do Tembó", contou Willian Barbanera. O Loyal venceu várias competições importantes nos últimos como a Rolex Ilhabela Sailing Week, em 2009, na Classe ORC Internacional.
O antigo Tembó Guaçu era um Petterson 43 comandado por André Omati e tripulado por oito. O veleiro correu as principais regatas da classe no País de 2000 até 2005, como a Rolex Ilhabela Sailing Week na Classe RGS. A equipe foi tricampeã paulista na antiga classe ORC Club (2001,2002 e 2003). Outro resultado significativo foi o terceiro lugar na tradicional Refeno - Recife-Noronha.
Pelas alegrias do passado, o grupo de amigo de Campinas decidiu manter o nome Tembó Guaçu, que significa ‘Pau Grande’ em língua Tupi, uma alusão ao mastro do veleiro.
Outras novidades -A terceira etapa da Copa Suzuki Jimny tem outras novidades. Todas as classes - ORC, RGS (A, B, C e Cruiser), HPE25, C30, Delta 32 e Skipper 21 - disputarão, em paralelo, o Campeonato Paulista de Oceano. A competição marca também a estreia mundial de uma nova classe one design (barcos com o mesmo formato e desenho) : a C30, com dois veleiros recém-construídos, em São José dos Campos.
Os velejadores podem fazer a inscrição nos dias 16 e 17 de setembro na sede do YCI e o valor é de R$ 80,00 por tripulante (exceto mirim). A organização informou também que a estadia dos veleiros competidores é livre no Yacht Club de Ilhabela para os barcos de outras cidades de 10 de setembro até 1º de outubro de 2011.
Por Antonio Alonso às 15h13
Três emissoras de TV brasileiras - ESPN, Bandsports e Sportv/Globosat - vão poder transmitir por aqui as imagens da Regata Volta ao Mundo, que começa no final de outubro. Nesta edição não há nenhum barco brasileiro, mas O carioca Joca Signorini vai correr a bordo do espanhol Telefónica. Em abril, a regata fará sua parada no Brasil, na cidade portuária catarinense de Itajaí.
Por Antonio Alonso às 08h40
Eu avisei que viriam mais capotadas... Agora, a participação do China Team nas regatas desta quarta da America's Cup World Series depende de um milagre. Os chineses tiveram uma capotada espetacular nesta terça, que causou a perda de uma vela grande, sérios danos à mastreação e até rachaduras no casco. No vídeo acima, o repórter pergunta o timoneiro se ele se sentia culpado pelo acidente, e a resposta foi direta: "E claro, quem tem o leme na mão é que toma as decisões".
Não foi só o China Team que saiu da água com problemas. O skipper do Green Comm estava lavando o barco após as regatas desta terça (sim, o comandante também lava os barcos até na America's Cup) quando descobriu uma rachadura. Depois do festival de capotadas de domingo, era algo de se esperar.
A America's Cup World Series é um circuito de "esquenta" para a verdadeira America's Cup, que será disputada em catamarãs ainda mais radicais, de 72 pés, no lugar dos 45 atuais. Há quem diga que o circuito perdeu o charme e o glamour de uma regata de 160 anos. Esta Copa é o troféu esportivo mais antigo em disputa, mas só agora as competições mudaram para os velozes e radicais catamarãs. Pessoalmente, eu também acho que a competição perdeu muito em técnica e estratégia para virar um evento televisivo e bem focado nos leigos. Tem muita gente gostando, no entanto...
Por Antonio Alonso às 19h08

Jean-Marc Allaire era um velejador experiente e sua queda do barco ainda é um mistério
O velejador francês Jean-Marc Allaire foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (horário local) na praia de Lège-Cap-Ferret. Poucas horas antes, um barco pesqueiro havia informado a marinha ter visto o veleiro de Jean-Marc, um Mini 650, navegando sozinho. A notícia provocou um choque na grande comunidade da classe Mini, que é fortíssima na França e há muito tempo não via um acidente fatal. As primeiras suspeitas são de que ele tenha caído do barco, que estava no piloto automático e com as velas em cima, e não conseguiu retornar.
Jean-Marc é um velejador experiente, com várias travessias do Atlântico no currículo. Ele passou por toda a classificação e estava inscrito para correr a disputada Transat 650, que largará de La Rochelle, na França, dia 25 de setembro, com destino ao Brasil. O acidente aconteceu justamente no momento em que Jean-Marc transportava seu barco para La Rochelle. Todos os inscritos devem estar com seus barcos no porto de largada até esta quinta-feira, dia 15.
Os veleiros da classe Mini 650 são pequenos, mas construídos justamente com o propósito de participar de regatas offshore e de cruzar oceanos, quase sempre com um único tripulante a bordo. Foi num veleiro como esse que a brasileira Isabel Pimentel fez suas travessias e tornou-se a primeira velejadora do Brasil a cruzar o Atlântico sozinha.
As regatas da Mini são sempre com uma ou duas pessoas no barco. Os veleiros possuem sistemas de piloto automático e algumas adaptações para permitirem que uma única pessoa controle todos os comandos. Mesmo assim, o velejador tem bastante trabalho a bordo. A área vélica é grande e o conforto dentro da minúscula cabine praticamente inexiste. Um dos grandes perigos desses barcos é justamente o velejador cair no mar sem estar amarrado ao barco. Há diversos relatos de acidentes que aconteceram quando o velejador estava trocando as velas ou mesmo fazendo xixi na beirada do convés.
O veleiro de Jean-Marc Allaire, le Karantez VI, foi visto pelo pesqueiro a 14 quilômetros da costa de Cap-Ferret. Posteriormente ele foi rebocado por um pesqueiro e levado para um porto, onde foi será vistoriado por peritos.
A Mini 650 larga no próximo dia 25 de setembro com um brasileiro na lista de inscritos, o baiano Kan Chuh, velejador que não esconde sua situação de novato, mas abraçou esta regata em solitário como o desafio de sua vida. Durante as regatas qualificatórias obrigatórias, Kan Chuh, ao lado do experiente francês Xavier Macaire, venceu surpreendentemente a disputadíssima Mini Fastnet, uma das mais desafiadoras regatas da classe.

Jean-Marc durante um treino com seu barco. Os Mini 650 são pequenos e levam muita vela
Links:
Notícia da morte de Jean-Marc Allaire no site da Transat 650 (em francês)
Site oficial de Jean-Marc Allaire (em francês)
Por Antonio Alonso às 00h30

A brasileira Karol Meyer atingiu a marca lendária dos 100 metros de profundidade em apnéia. Karol, que já foi várias vezes recordista mundial de apnéia, desta vez mergulhou em Kalamata, na Grécia. Na modalidade no limits, ela desceu e subiu em 2min20seg, com a ajuda de equipamentos. A marca é histórica. Matéria completa no Webventure, clicando aqui.
Foto: Gilberto Gabardo Neto
Por Antonio Alonso às 23h56
Veleiros Carabelli 30 competem pela primeira vez em Ilhabela nos dias 17, 18, 24 e 25 de setembro

Não vamos mais ver o antigo Delta 32 Realizado nas raias
A estreia mundial da classe Carabelli 30 está marcada para os dias 17, 18, 24 e 25 de setembro durante a Copa Suzuki Jimny de vela oceânica no Yacht Club de Ilhabela. Na raia, um match race entre os dois barcos one design mais novos do mercado. O embate entre Barracuda Matrix versus Realizado marca o primeiro duelo da história da categoria.
Uma das equipes que apostou no sucesso dos C30 foi a do Realizado, de José Luis Apud. Depois de anos correndo na Delta 32, o time aceitou o desafio da nova classe, marcada pela performance e custo benefício.
"O barco tem um desenho moderno e radical, focado no desempenho. Tudo nele foi pensado e desenhado em função deste objetivo, um pequeno peso para um grande área vélica", comentou Ricardo Apud, que terá a honra de comandar o veleiro em Ilhabela durante a Copa Suzuki Jimny.
Apesar de mudar da água para o vinho, saindo de um barco de rating e apostando em veleiro mais regateiro, Ricardo Apud acredita que o entrosamento entre a tripulação pode falar mais alto.
"Velejar no C30 vai exigir de nós uma mudança completa na forma de competir, será um aprendizado para todos. Precisaremos de muito treino, mas a equipe já está junta há muitos anos e sabemos como cada um de nós pensa e reage, facilitando muito as coisas" , revelou Ricardo Apud.
A tripulação será a mesma que corre no Realizado, com Ricardo Apud, José Luis Apud, Alexandres Soares, Augusto Kuhlmann, Carlos Ney e Robert Mariano.
Aviso de regata - A organização da Copa Suzuki Jimny disponibilizou o segundo aviso de regata para a terceira etapa do evento. O Yacht Club de Ilhabela também sediará o Campeonato Paulista de Vela Oceânica 2011 das classes convidadas.
A competição terá disputas nas categorias ORC, RGS (A, B, C e Cruiser), HPE25, Delta 32 e Skipper 21 e poderá definir o título antecipado para alguns barcos como o Ginga (HPE).
Os velejadores podem fazer a inscrição nos dias 16 e 17 de setembro na sede do YCI e o valor é de R$ 80,00 por tripulante (exceto mirim). A organização informou também que a estadia dos veleiros competidores é livre no Yacht Club de Ilhabela para os barcos de outras cidades de 10 de setembro até 1º de outubro de 2011.
A Copa Suzuki Jimny - XI Circuito Ilhabela de Vela Oceânica - terá mais duas etapas até o final do ano. A terceira será disputada nos dias 17, 18, 24 e 25 de setembro e a última em 26 e 27 de novembro e 3 e 4 de dezembro com a tradicional Regata Volta a Ilhabela em sua a XI edição.
O evento tem organização do Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster da Suzuki Veículos e apoio da Brancante Seguros, Cerveja Devassa, Nautos, Ancoradouro, Prefeitura Municipal de Ilhabela e Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião.
Por Antonio Alonso às 19h20

A Whike pode andar pelas ruas... as vacas, não
Pela primeira vez, um veículo movido a vela pode legalmente transitar pelas ruas do Reino Unido. É a Whike, mistura de windsurf com bicicleta criada na Holanda e que agora está regulamentada para transitar pelas ruas da Grã-Bretanha no meio dos carros.
Segundo o jornal Daily Mail, a criação do jovem inglês Ned Aufenast, atraiu a atenção de um fabricante holandês, que encampou o projeto e ainda nomeou Ned, de 19 anos, como diretor de sua subsidiária no Reino Unido.
A bicicleta está custando na Europa 3.500 euros, cerca de R$ 8.000. A Whike tem 1,6m2 de vela e pode chegar à velocidade de 65 km/h, segundo o fabricante. Bicicletas a vela não são exatamente uma novidade para os britânicos, que estão acostumados a vê-las em suas praias, mas esta é a primeira vez que elas chegam legalmente às ruas.
Ned contou ao Daily Mail que teve a idéia num dia em que o vento era tão forte, que ele não conseguia pedalar direito. Ele, que é um instrutor de vela no clube local, decidiu juntar as duas idéias. Primeiro, ele tentou fazer um veículo mais parecido com um barco, mas logo descobriu que, para ser legalizado no Reino Unido, ele precisaria ser movido a pedal e ter freios independentes. "A bicicleta é muito confortável, tem um assento traseiro e encosto para a cabeça. E o melhor, se o vento estiver soprando na direção certa, tudo o que você tem a fazer é deitar e comandar a whike, sem esforço", contou Ned ao jornal.
Para ler a matéria original, em inglês, clique aqui.
Bicicletas a vela não são exatamente uma novidade por lá, mas a Whike é a primeira a ter permissão para circular nas ruas britânicas
Por Antonio Alonso às 13h02
Dia de ventos bons em Plymouth, na Inglaterra... e três catamarãs AC45, de 14 metros, acabaram capotando. E podem apostar que vem mais por aí. Muitos skippers ainda estão se acostumando com as aceleradas violentas e os vôos desses veleiros em um casco só. A etapa de Plymouth continua até o próximo sábado. Esses catamarãs 45 pés são apenas a preliminar da verdadeira America's Cup, que será disputada em gigantescos catamarãs de 22 metros..
Vídeo completo dos melhores momentos deste domingo:
Por Antonio Alonso às 20h25

O catarinense Matheus Dellagnelo venceu as seis regatas do Campeonato Europeu da Classe Sunfish e se consolida como um dos grandes favoritos a conquistar o ouro no Pan deste ano, em Guadalajara. Há apenas quatro anos, a Sunfish nem existia no Brasil e Thomas Low Beer importou o único barco para competir o Pan do Rio de Janeiro. Matheus, velejador de Laser Radial, decidiu apostar na classe e se deu muito melhor do que qualquer expectativa. Neste ano, ele já venceu nada menos que o Campeonato Mundial, e era a terceira competição que ele disputava na vida a bordo de um Sunfish. Agora, na Europa, ele venceu todas as regatas e levou o título invicto no Lago Bracciano, na Itália.
O Sunfish é um barco bastante comum no Caribe e nos Estados Unidos. É bastante usado em resorts e hotéis e fácil de reconhecer por sua vela que é um triângulo equilátero e tem uma crangueja. No Brasil, até hoje não existem por aqui mais do que três barcos da classe. Mesmo assim, já entramos no grupo dos favoritíssimos ao ouro no Pan.
Terminou neste domingo, no lago Bracciano na Itália, as disputas do Campeonato Europeu da Classe Sunfish, e o catarinense Matheus Dellagnelo venceu a única prova do dia e faturou o título europeu com seis vitórias em seis regatas. “Hoje o vento demorou a entrar e com isso só deu pra fazer uma regata com média de vento de seis nós, uns 10 km/h. Mas pude velejar bem e ganhei a regata e o campeonato. Foi um evento muito bom como preparação para o pan”, diz o velejador do Iate Clube de Santa Catarina e atual campeão do mundo da classe Sunfish. Antes dos Jogos Pan americanos de Guadalajara em outubro, Matheus volta sua atenção ao Laser Radial, classe na qual é atualmente bi campeão brasileiro e em que disputa o Campeonato Sul americano no Uruguai ainda no mês de setembro. “Agora é continuar a treinar de Laser pra chegar lá o melhor possível”, conclui.
Por Antonio Alonso às 17h26
O Emirates Team New Zealand lidera a etapa de Plymouth da America's Cup World Series após dois dias de regata, seguida pelo Oracle de Spithill, artemis Racing e depois pelo outro barco da Oracle, comandado por Russell Coutts. A competição nos catamarãs AC 45 pés continua até o próximo sábado. Todos os dias em que houver regatas você poderá acompanhar tudo o que rola aqui no blog, com vídeo ao vivo direto de Plymouth.
Por Antonio Alonso às 15h02
A America's Cup World Series é o evento preparatório da America's Cup, que agora será disputada em catamarãs de 72 pés. Enquanto os times desenvolvem os barcos de última geração (nenhum está pronto ainda), eles correm a World Series em catamarãs de 45 pés. Por enquanto, dos nove times na raia, três ou quatro estão na disputa de verdade e o resto é figurante. Veja acima a regata ao vivo e descubra que os organizadores inventaram um monte...
Por Antonio Alonso às 09h33

Essas fotos de Ingrid Abery vêm da Maxi Yacht Rolex Cup, uma competição super exclusiva e cheia de charme, que acontece todos os anos em Porto Cervo, na Sardenha. Os Maxis são barcos com, no mínimo, 20 metros (65 pés) de comprimento e normalmente são máquinas de velejar com bastante estilo e até conforto. As tripulações são profissionais e as regatas disputadíssimas. Ainda não encontrei explicação pra esse choque, que parece ter acontecido em uma área lire da raia. A melhor que eu achei foi que o barco branco, o Illusion, de 30 metros, calculou mal a distância, achou que dava pra passar e acertou no meio do Kora, o barco azul. Mas é muita barbeiragem pra eu acreditar assim, sem ouvir outra versão!
Se você olhar bem na proa do barco branco você vai ver dois pés do proeiro no ar. E se você olhar no costado do barco azul, vai ver a onda que o choque causou... Foi uma batida de rachar barco no meio.
O site Scuttlebutt colocou um álbum inteiro no Facebook com as fotos dessa porrada. Para vê-lo, clique aqui.

Por Antonio Alonso às 09h28
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.