A Rolex Maci Yacht Cup é dessas regatas pra impressionar. São 47 das maiores e mais potentes máquinas de regata do mundo. Detalhe: boa parte delas só corre regatas por capricho dos donos, porque foram contruídas com propósitos muito diferentes. São mansões que navegam (muito), com estilo e conforto de sobra. Entre os proprietários estão alguns dos homens mais ricos do mundo. Só a vela mestra que o brasileiro Lucas Brun controla a bordo do Wally 94 Magic Carpet 2 vale 60 mil euros. E não dura duas temporadas.





O Rán 2 está com tudo. Depois de ser o primeiro barco a conquistar o bi da Fastnet em mais de 30 anos, ele acava de vencer a Maxi Yacht Rolex Cup na categoria Mini Maxi (por lá, um barco de 65 pés é pequeno), repetindo o título de 2010. O barco pertence a Niklas Zennström, um dos fundadores do Skype. Em segundo ficou o britânico Alegre, de Andrés Soriano.
A emoção maior provavelmente veio da Maxi Racing/Cruising, na qual o italiano DSK Pioneer Investments venceu por cinco segundos na última regata, após largar empatado em pontos com o Aegir, que tentava conquistar o bi.
Entre os Wally, classe que tinha o único brasileiro inscrito na regata, o alemão Y3K, 100 pés de Claus Offen, chegou a sua terceira vitória consecutiva. O Magic Carpet 2, que tinha o brasileiro Lucas Brun na vela grande, ficou em terceiro.
Fotos: Carlo Borlenghi/Rolex
Por Antonio Alonso às 22h11

Se você nunca ouviu falar de Pascal Quintin, não se preocupe. O cara não é nenhum grande figurão da vela, e a história dele só veio parar aqui porque desmastreamentos são sempre dramáticos. A equipe de Pascal é meio amadora e meio profissional. Ele voltava de uma competição na Normandia, quando seu catamarã de 50 pés perdeu o mastro. Uma quebra de mastro na vela é quase como a quebra da perna de um corredor olímpico. Pode jogar um projeto por água abaixo. No caso de Pascal, ele agora precisa de 20 mil euros para conseguir voltar às raias em 2012. Não é impossível, mas vai doer um pouco...
Por Antonio Alonso às 21h46

A brasileira Annelise Nelson venceu a primeira etapa, da Inglaterra ao Rio, a bodo do Gold Coast Australia.
Com as baterias recarregadas depois da parada de pouco mais de uma semana no Rio de Janeiro, a flotilha da Clipper Race 2011-12 se prepara para o próximo desafio da circunavegação de 40 mil milhas que terminará em julho do ano que vem, na Inglaterra. Os dez barcos de 68 pés velejados por amadores deixam a Cidade Maravilhosa neste sábado, às 14h, para a terceira etapa da regata de volta mundo, com destino à Cidade do Cabo, na África do Sul. As equipes percorrerão as 3.300 milhas do trajeto em cerca de três semanas até cruzarem a linha de chegada, com a Table Mountain como pano de fundo.
O percurso até a África do Sul é marcado pelo sistema de alta pressão do Atlântico Sul, uma região de ventos fracos. Comandantes, táticos e navegadores terão muito trabalho para tomar a sempre difícil decisão entre seguir uma rota mais curta pelo meio da alta ou se distanciar um pouco e velejar em maior velocidade. As equipes que fizerem a escolha certa encontrarão bons ventos no fim do sistema de alta pressão e pegarão embalo rumo ao destino final.
Primeiro homem a completar uma volta ao mundo em solitário e sem escalas, Sir Robin Knox-Johnston, criador da Clipper Race, indica o melhor caminho. "O segredo é evitar o centro da alta, afastando-se apenas o suficiente ao sul para encontrar os ventos ocidentais mais fortes e usá-los como impulso. A tentação de cortar caminho é grande, mas não dá para pegar a rota mais curta para a Cidade do Cabo. É preciso contornar a alta do Atlântico Sul", ensina.
Os três primeiros colocados na segunda etapa da Cliper Race chegaram ao Rio há dez dias e, depois de limpar seus barcos, fazer a manutenção necessária e reabastecê-los, os tripulantes tiveram a chance de conhecer alguns dos pontos turísticos da cidade.
"Foi muito bom descansar um pouco e passear pelo Rio antes de voltar para o mar. Essa etapa vai ser muito difícil porque já estamos com um pouco de cansaço acumulado, mas a expectativa é boa. A previsão é de ventos fortes e vamos ter muitos desafios pela frente", diz a brasileira Annelise Nelson, tripulante do Gold Coast Australia, líder da classificação geral e primeiro barco a cruzar a linha de chegada no Rio de Janeiro.
Por Antonio Alonso às 09h19

Destaques serão a estreia da classe Carabelli 30 nas raias e a volta do Touché, último (?) grande barco brasileiro da ORC, depois que o Loyal deu uma sumida das raias
Depois do Warm Up e da Rolex Ilhabela Sailing Week, o litoral norte paulista recebe a terceira etapa da Copa Suzuki Jimny. O evento, que também valerá como Campeonato Paulista, será realizado nos dias 17, 18, 24 e 25 de setembro no Yacht Club de Ilhabela.
Desta vez, além de somar pontos para o circuito, as equipes tentarão o lugar mais alto do pódio no Estado de São Paulo, que reúne os principais barcos de oceano do País. Nomes como Ernesto Breda, Carlos Eduardo Souza e Silva, Breno Chvaicer, Mario Buckup, Felipe Whitaker, e muitos outros, estão garantidos para os dois finais de semana. As classes ORC, HPE, RGS-A, B, C e Cruiser, Delta 32 e Skipper 21 farão parte das regatas.
O atual campeão paulista na classe HPE25 é Max/Oakley, que contou em 2010 com o medalhista olímpico Bruno Prada no comando. Na RGS, a organização vai manter o sistema de troféu transitório. Em 2009, quem ganhou o foi o Kanibal (Ubatuba) e, em 2010, o Mandinga (Santos). Na categoria, todas as divisões (A,B,C e Cruiser) lutam pelo título.
Outro destaque da Copa Suzuki Jimny é a estreia mundial da classe Carabelli 30, categoria que não necessita de rating, onde o que chegou na frente leva a vitória da regata.
A Copa Suzuki Jimny - XI Circuito Ilhabela de Vela Oceânica - terá mais duas etapas até o final do ano. A terceira será disputada nos dias 17, 18, 24 e 25 em setembro e a última em 26 e 27 de novembro e 3 e 4 de dezembro.
Por Antonio Alonso às 09h14

Veleiro espanhol foi o último a passar por teste obrigatório de estabilidade. Todos os veleiros precisam ter a capacidade de se desvirar sozinhos somente com o acionamento manual da quilha cambante.
Equipes praticamente prontas para os oito meses de pura adrenalina em alto mar
Itajaí (SC) - As seis equipes que participam da Volvo Ocean Race, maior regata de volta ao mundo do planeta, estão em processo final de preparação para o evento. Faltam 50 dias para içar velas e iniciar a competição considerada o ‘Monte Everest’ da vela mundial. Nesse momento, os ajustes finais nos barcos e a concentração nas bases marcam a rotina das equipes. A Regata do Porto (in-port race) no dia 29 de outubro, em Alicante, na Espanha, marca o início da competição, que terá uma das paradas no Brasil. Itajaí (SC) irá receber pela primeira vez uma etapa da VOR, programada para abril de 2012.
O time espanhol Telefónica recentemente passou pelas águas da Galícia, norte da Espanha, e agora está em sua base, em Sanxeno (Espanha). O barco conta em sua equipe com o carioca Joca Signorini, que será um dos chefes de turno. Joca foi campeão da última edição da Volvo Ocean Race, com o barco sueco Ericsson 4, comandado pelo brasileiro Torben Grael.
Faltam também 206 dias para a chegada estimada dos veleiros da Volvo Ocean Race em Itajaí (SC), que será a parada brasileira da regata. Como os veleiros devem chegar em abril, o problema das enchentes não é o pior... a questão agora é o quanto as enchentes deste final de verão vão atrasar as obras na Race Village, que já estão bem mais modestas do que os planos originais.
Por Antonio Alonso às 21h44
O portal americano de notícias do mercado Náutico IBI News publicou uma matéria ontem apostando que o São Paulo Boat Show desse ano será o maior de todos os tempos. O organizador do evento, Ernani Paciornik, acredita que o salão deste ano vá girar "US$ 230 milhões em negócios, 10% a mais do que no ano passado".
O São Paulo Boat Show acontece no Transamérica Expo Center, de 13 a 18 de outubro.
Por Antonio Alonso às 09h33

A Monte Carlo 47 seria um dos modelos construídos no Brasil
O estaleiro francês Beneteau, um dos maiores e mais tradicionais fabricantes de veleiros do mundo, anunciou no Boat Show de Cannes que vai continuar a expansão no setor de lanchas para as marcas Beneteau, Jeanneau Prestige e MonteCarlo. Mesmo num cenário de crise internacional, a Beneteau divulgou crescimento de 20% em seu setor de lanchas a motor, o que anima o grupo a investir no segmento. No ano passado, a Beneteau já anunciou a construção de uma planta no Brasil para montar dois modelos das lanchas Monte Carlo.
Matéria original (em inglês): clique aqui
Por Antonio Alonso às 09h24
O Brasil voltou do Campeonato Mundial Juvenil e Master de Fórmula Windsurfing com três vices na bagagem. Leonardo Venturino, o Leozinho, de apenas 15 anos, ficou com o vice na sub-17. Mateus Isaac foi o segundo na sub-20 e seu pai, Carlos "Anginho" Isaac, levou a prata na over-45.
O capixaba Leozinho, é o atual campeão mundial de Formula Experience One Design sub-17. Este foi o primeiro evento internacional importante do velejador na Fórmula Windsurf e ele conseguiu o vice mesmo ficando fora das 4 regatas do primeiro dia. O vento estava forte demais e Leozinho não tinha uma vela pequena para correr. Das oito regatas que ele conseguiu correr, ele só chegou atrás do campeão em duas.
Por Antonio Alonso às 09h09
Acontece no Pink Fleet, embarcação do grupo EBX, do empresário Eike Batista, nesta quinta-feira (8), a cerimônia de comemoração da Clipper Race 2011-2012, maior regata oceânica do mundo. A competição teve início em julho, em Southampton, na Inglaterra, e aporta pela primeira vez no Rio de Janeiro. Cerca de 500 velejadores, representando mais de 40 países, participam da competição que terminará em julho de 2012, quando retorna para o Sul do Reino Unido.
Por Antonio Alonso às 08h19
O site da revista Náutica publicou uma nota, baseado em informações de um portal americano, de que o estaleiro italiano Aicon Yachts estaria à beira da falência. Segundo o site, as ações da empresa já perderam mais de 95% do valor de quando foram lançadas, em 2007. Há uma semana a venda das ações foram suspensas na bolsa da Itália, para tentar evitar um agravamento ainda maior da situação.
Por Antonio Alonso às 20h46
A Regata Volta ao Mundo já contou diversas mortes em suas edições. A última aconteceu em 2006, quando o holandês Hans Horrevoets, velejador profissional do ABN 2, caiu na água na perna entre os Estados Unidos e a Europa. Ele foi encontrado cerca de 40 minutos depois, mas já sem vida. Há tempos os treinamentos de segurança são obrigatórios para todos os participantes. Além disso, todos os barcos são obrigados a cumprir travessias longas, de mais de mil milhas, até serem certificados para competir.
Por Antonio Alonso às 16h36

A foto de Carlo Borlenghi mostra o Magic Carpet, barco no qual Lucas Brun é regulador da vela mestra. Só a vela custa 40 mil euros... adrenalina para gente fina.
A Maxi Yacht Rolex Cup começou nesta quarta, 7 de setembro, depois de um adiamento de um dia devido ao forte vento Mistral que soprou na Sardenha. Com a participação de 47 veleiros, de 12 diferentes países, a Maxi Yacht Rolex Cup é um evento único no calendário do iatismo mundial. Os veleiros participantes, com mais de 75 pés, são máquinas de regata que aliam alta performance e conforto de primeira categoria. Não existem dois barcos iguais na Maxi Yacht Rolex Cup e, entre os inscritos, estão alguns dos designs mais celebrados da vela, como os Wally.
Em meio às tripulações estão grandes nomes, campeões de America’s Cup, Rolex Fastnet Race, Rolex Sydney-Hobart, Regata Volta ao Mundo e de outros eventos que estão no topo da competitividade do iatismo mundial. Um único brasileiro está tento o privilégio de velejar este ano. O carioca Lucas Brun participou de uma regata Volta ao Mundo e decidiu ficar na Europa, onde veleja profissionalmente. “A vela é muito mais valorizada por aqui. Por toda a parte há uma longa tradição e o status de competições como essa faz com que as possibilidades de trabalho sejam muito maiores e mais interessantes”. Lucas é regulador de velas do Wally de 94 pés Magic Carpet, ele veleja junto com dois líderes de equipes de America’s Cup, o alemão Jochen Shuemann e o francês Sebastian Cole. “Esses barcos são muito complicados de velejar e exigem muito de todo o talento disponível a bordo”. Lucas explica que, no Magic Carpet, são 10 velas num valor médio de 40 mil euros cada uma.
Outro velejador que correu a Volta ao Mundo é o holandês Bouwe Bekking. Mesmo tendo dado a volta ao mundo no comando de um barco de 70 pés de última geração, Bouwe acha os Maxi desafiadores. “Tudo é muito complicado, pelas dimensões dos barcos. Só de área vélica, você chega a ter mais de mil metros quadrados. É uma potência gigantesca, que precisa ser muito bem gerenciada”. E é aí que entra também a tecnologia. Esses barcos apresentam algumas das soluções mais avançadas no iatismo esportivo, justamente porque a força humana não daria conta de resolver todas as demandas. “Nas catracas, por exemplo, tudo é feito com o apertar de botões. Se não fosse isso, você precisaria ter 30 homens a bordo para fazer as trocas de vela, e mesmo assim não sei se seria suficiente”, completa.
Mesmo a classe dos Mini-Maxi, que são na verdade veleiros grandes, com mais de 60 pés, abriga algumas estrelas da vela mundial, como o britânico Rán 2, o 72 pés de Niklas Zennström, que defende o título do ano passado e recentemente ganhou, pela segunda vez consecutiva, a desafiadora Rolex Fastnet Race.
Como vencer é um hábito difícil de se largar, o veleiro de Niklas Zennström estreou na frente na primeira regata disputada ontem em Porto Cervo. A largada foi antecipada para as 10h30 locais, porque a previsão era de que os ventos voltassem a passar dos 30 nós durante a tarde. Um percurso curto e empolgante, de aproximadamente 23,5 milhas náuticas, foi organizado para todas as quatro classes: Mini Maxis, os primeiros a largar, seguidos pelos Maxis, Wallys e Supermaxis. A decisão foi agradou a todos. A flotilha de 47 barcos inicialmente partiu para norte de Porto Cervo e contornou o parcel de Monaci antes de começar uma disputada perna de 10 milhas em vento de popa até a ilha Mortoriotto. Dali, eles contornaram Soffi e retornaram em direção à chegada, em Porto Cervo. O vento continuou forte, mas manteve-se do lado certo do limite da esportividade, abaixo dos 30 nós. Na largada, já havia cerca de 23-24 nós e o vento aumentou até 28 no momento em que os líderes terminavam a longa perna de popa.
Na regata de ontem, chegar na frente do vitorioso Rán 2 seria motivo de comemoração especial. Ninguém conseguiu fazê-lo. Liderando praticamente desde a largada, a tripulação de Zennström cruzou a linha quatro minutos antes de seu adversário mais próximo – o também britânico Alegre, de Andy Soriano. No tempo corrigido, o segundo lugar acabou ficando com o 60 pés Jethou (GBR) de Sir Peter Ogden. Importante conquista para um dos menores Mini Maxis nesta edição. A vitória nesta regata de percurso foi especialmente valiosa para o Rán 2, já que a pontuação de ontem tem peso 1,5, enquanto as demais regatas de barla-sota terão peso 1 apenas.
Adrian Stead, tático do Ran 2, conta que teve de tomar algumas decisões difíceis ontem. “Quando você está na frente da flotilha, você é o primeiro a fazer as escolhas”, ele explica, “e é mais fácil para quem vem atrás dizer ‘vamos ver primeiro o que acontece com eles’. No entanto, nós fizemos um excelente trabalho na troca de velas quando foi necessário.”
“Foi uma regata difícil para nós”, continua Stead, “mas nos saímos bem. A comissão de regatas teve um trabalho duro com a previsão do tempo. No primeiro dia, eles acertaram ao cancelar as atividades e depois acertaram de novo ao antecipar a regata antes que as condições ficassem extremas demais”.
O Jethou tinha seu próprio expert na tática, o neozelandês duas vezes campeão da America’s Cup Brad Butterworth. “Para nós, é bastante difícil superar o Rán,” admite o Kiwi, que tem um senso afiado de competitividade, “mas nós tivemos uma regata muito boa, chegando a atingir 23-24 nós de velocidade.” O Jethou fez uma boa largada. “Nós estávamos do lado direito, perto do barco da comissão,” continua Butterworth, “nós lutamos para largar com velocidade porque, sendo um barco menor, nós podemos ficar presos facilmente, mas nós largamos a barlavento e funcionou bem, especialmente com uma boa rondada para a direita que durou o tempo todo até o layline.” O proprietário, Sir Peter Ogden, estava igualmente animado com o dia de regatas. “Foi uma regata empolgante, não houve nenhum prejuízo e com vento bastante bom. Tiro meu chapéu para a comissão de regatas por montar este percurso. Nós nos molhamos bastante e foi muito animador estar lá fora correndo.” O Jethou gosta de ventos fortes. “Quando tivermos vento fraco, o Alegre vai desaparecer na nossa frente”, admite Ogden, “e o Rán é difícil de vencer, eles têm uma tripulação totalmente profissional, enquanto nós somos basicamente amadores.”
Para o Alegre, grandes rivais do Rán 2 em 2010, o terceiro lugar é um trampolim para as próximas regatas. “Foi um dia clássico da Sardenha, bom para correr uma regata de ventos fortes. Nós tivemos alguns acertos e sabemos quais são as coisas que precisamos trabalhar”, explicou o tático Francesco de Angelis, “no geral foi uma regata muito positiva para nós”. Sem dúvida, vamos ouvir falar bastante do Alegre nos próximos dias.
O que vem pela frente
Condições desafiadoras estão novamente na previsão para hoje. A flotilha dos Mini Maxis deve participar das regatas de barla-sota e isso deve provocar novas dores de cabeça aos táticos. Nas outras classes, é mais um dia de regata de percurso e já existem algumas disputas interessantes aparecendo. Esimit Europa 2 e Highland Fling têm a Maxi Racing só para eles dois. Literalmente. A tripulação de Igor Simcic foi mais veloz na água ontem, embora o Wally híbrido de Sir Irvine, Laidlaw tenha vantagem no tempo corrigido. Entre os Wally, Y3K venceu a regata de ontem, mas não pode descansar sabendo que o Magic Carpet 2, barco no qual veleja o brasileiro Lucas Brun, está em seu encalço. O jogo está aberto. O mesmo vale para as classes dos Supermaxi e Maxi Cruising/Racing.
Programação
As regatas continuam até este sábado, dia 10 de setembro. O exclusivo Yacht Club Costa Smeralda, junto com a International Maxi Association (IMA) e o patrocinador Rolex, irão providenciar uma lista pródiga de eventos sociais de primeira classe, incluindo a cerimônia final de premiação, que acontece no sábado, quando os troféus da Maxi Yacht Rolex Cup e os relógios Rolex serão entregues aos vencedores.
Por Antonio Alonso às 13h59
Se você já mergulhou na vida, é muito possível que você já tenha ouvido uma "lenda" de que, abaixo das águas sujas da baía de guanabara, o mar é limpo, com visibilidade excelente. Esse pescador sub filmou um tiro certeiro a duas tainhas e revela o que eu sempre achei ser mentira: tem mesmo água clara embaixo daquela sujeira toda.
Por Antonio Alonso às 23h26
Começou nesta quarta, após um primeiro dia sem ventos, a Maxi Yacht Rolex Cup na Sardenha. Para nós, que estamos muito longe deles em todos os aspectos, o legal é olhar para essas máquinas de regata (grandes), nas quais sempre existe alguma inovação rolando, e babar. Esse vídeo abaixo é do Luna Rossa, feito há dois anos. A foto é de ontem mesmo... Meu feriado de 7 de setembro foi bacana, mas eu acho que preferia estar por lá...

Por Antonio Alonso às 23h09
Bass Boats são barcos para pesca (bass é um tipo de peixe semelhante a nosso tucunaré), mas esse piloto se empolgou com um motor super potente e foi testar o casco como se fosse uma prancha de wake. Ao tentar pular as ondas da esteira do barco que fazia as filmagens, o Bass Boat perde o controle e o piloto é atirado para fora do barco. A primeira grande sorte foi não ter sido acertado pelo hélice, que passou muito perto. Depois, o piloto ainda ficou dez minutos perdido, flutuando com a cabeça fora da água graças ao colete salva-vidas. Uma imprudência acabou salva por um cuidado que muita gente menospreza hoje em dia.
Por Antonio Alonso às 13h17

Os veleiros que vão correr a Volvo Ocean Race 2011/2012 já começam a se deslocar rumo à largada, em Alicante. Os seis barcos partem para a primeira perna no final de outubro. Por enquanto, as equipes ainda estão encerrando os treinamentos e, nesta última fase, estão usando o percurso até Alicante para fazer os ajustes finais.
Por Antonio Alonso às 12h57
O estaleiro italiano Azimut, que instalou recentemente uma fábrica em Itajaí anuncia a abertura de 100 vagas para contratação imedidata. Depois da crise internacional de 2009, o Brasil virou um destino cobiçado por grandes estaleiros internacionais e vários deles têm planos de se instalar aqui.
Segue abaixo release completo da Azimut Brasil.
Fábrica já conta com mais de 250 funcionários e a previsão é chegar a 1000 empregos diretos nos próximos 2 anos com a construção do pólo náutico em Itajaí, que será a maior estrutura do gênero no país
Desde a implantação de sua unidade de produção no Brasil em agosto do ano passado, o estaleiro italiano Azimut-Benetti atravessa um momento de ampla expansão no país. Destaque para o grandioso projeto de construção do pólo náutico na cidade catarinense de Itajaí – dentro do Complexo Industrial Teporti - que terá a sua primeira fase concluída no início do ano que vem. Trata-se da maior estrutura náutica de lazer do Brasil em uma área de 200 mil m2 que abrigará, além da fábrica, uma ampla gama de produtos e serviços de apoio para atender os clientes.
As atividades no país iniciaram com cerca de 20 funcionários e, atualmente, a Azimut já conta com mais de 250 funcionários. A previsão é gerar um número de cerca de 1000 empregos diretos no pólo náutico.
Hoje, instalada em uma estrutura provisória de 10 mil m2, a fábrica tem mais de 100 vagas disponíveis para contratação imediata, essencialmente no setor de produção. “Estamos selecionando profissionais para atuarem em cargos de formação profissional e também auxiliares de produção para as áreas de laminação, montagem mecânica, montagem elétrica, montagem de móveis, estofaria e montagem geral”, anuncia o Diretor de Recursos Humanos da Azimut Francisco Ernst.
Segundo Ernst, a Azimut tem uma política comprometida com o crescimento e a valorização dos profissionais, e alguns dos destaques serão os treinamentos. “Acreditamos que o maior investimento que podemos fazer hoje é na qualificação das pessoas, desenvolvendo as habilidades dentro do mais alto nível de qualidade, compatível aos padrões AZIMUT ( o mais importante produtor de iates de luxo do mundo) e proporcionando condições de estar sempre reciclando seus conhecimentos”, explica.
Requisitos para acesso às vagas
Para se candidatar à vaga na Azimut como auxiliar, não é necessário ter experiência anterior, já que a empresa oferece treinamento interno. Contudo, as principais exigências são: comprometimento com a empresa e compromisso com o desenvolvimento profissional, ética, dedicação e integração com os demais membros da equipe.
“O auxiliar de produção é um cargo de acesso e não um cargo permanente. Ele tem um período máximo de 1 ano para ser avaliado e promovido a um cargo superior e isso demonstra o comprometimento da empresa em estar ao lado do funcionário para ele crescer e se sentir parte integrante do processo”, complementa o diretor de RH.
“O objetivo de “auxiliar” é de dar o primeiro passo em aprendizado para a construção de uma carreira e é essa é a meta da Azimut, promover o crescimento rápido desse profissional”.
Desafios para contratação de mão de obra na área de produção
Engajada com o desenvolvimento econômico da região, atualmente cerca de 90% da mão de obra do estaleiro é formada por profissionais catarinenses, especialmente de Itajaí e região. Entretanto, a contratação de profissionais para trabalhar no setor de produção tem sido o principal desafio da Azimut desde a sua instalação já que os cursos oferecidos na cidade são voltados especialmente na construção de embarcações com aço ou madeira, diferentemente dos iates da marca italiana que são produzidos com fibra de vidro.
“A Azimut é uma das maiores oportunidades de crescimento profissional disponível no mercado catarinense e apesar da dificuldade da contratação de mão de obra especializada, acreditamos muito no potencial da força de trabalho de Itajaí e de Santa Catarina como um todo porque o estado tem uma forte cultura voltada ao mercado náutico, tanto que a empresa está realizando investimentos significativos no Brasil na ordem de R$ 200 milhões com a nova planta industrial”, explica o CEO da Azimut no Brasil Luca Morando.
Benefícios
Além dos programas constantes de treinamento, todos os funcionários recebem um pacote de benefícios que inclui plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida em grupo e alimentação subsidiada. Também está implantando um programa de participação nos resultados e política salarial competitiva com carreiras estruturadas, o que possibilita aos funcionários poderem planejar seu próprio desenvolvimento.
Envie seu currículo para a Azimut
Os interessados em atuar no setor de produção podem enviar seus currículos para o e-mail: recrutamento@azimutyachts.com.brou entrar em contato pelo telefone: (47) 3405-0505 com o departamento de Recursos Humanos. Quem preferir, pode também deixar o currículo na portaria da empresa, no endereço: Rua Reinaldo Schmithausen, 663 (Itajaí, SC).
Sobre o Grupo
O grupo Azimut-Benetti tem mais de 40 anos de história. Fundado em 1.969, é o primeiro e mais prestigiado construtor de iates do mundo. O grupo, cujos membros incluem as marcas Azimut Yachts, Benetti e Atlantis, cada uma aborda uma linha diferente no mercado de navegação - e a Fraser Yachts, uma marca líder no setor de serviços, opera em 67 países do mundo através de uma rede de vendas de 138 localidades.
Das instalações, são sete unidades de produção de luxo na Itália (incluindo o pólo náutico de Livorno), um pólo náutico na Turquia e agora outra no Brasil. Comercializa a mais ampla e completa gama de iates a motor entre 36 pés e 70 metros do mundo.
Site: www.azimutyachts.com
Revendedor exclusivo no Brasil: www.yachtbrasil.com.br
Por Antonio Alonso às 11h41
Michael Calabrese merece a honra de ser o primeiro neste blog a levar o título de "velejador maluco". Primeiro, ele e sua namorada tentaram resguardar o barco da fúria do furacão Irene com uma idéia original: saíram velejando com o barco para longe da costa. Pena que não adiantou muito, o furacão jogou o barco de Calabrese na praia e ele teve de ser resgatado. No mesmo dia, provavelmente comemorando sua sorte – ou talvez lamentando pelo barco – Calabrese foi preso por se embriagar em público. Não demorou nem uma semana e ele foi preso de novo, pelo mesmo motivo. Desta vez, no entanto, ele se complicou um pouco mais. Calabrese deixou um presentinho no carro dos policiais, e teve de responder a mais uma acusação: a de defecar na viatura.
Não há como negar que a polícia foi boazinha com ele. Calabrese pagou uma fiança de US$ 50 e está solto. Ele tem agora que retirar seu barco da praia, ou sofrerá outra punição. Vizinhos disseram que viram ele bêbado com uma pá, sozinho, tentando remover o veleiro. Para o bem dele próprio, torço para que ele não tenha nenhuma outra ideia criativa dessa vez.
Por Antonio Alonso às 17h14
Os Drag Boats são a versão aquática dos Dragsters, carros feitos para correr (muito) em uma reta. Eles são incapazes de fazer uma curva, sofríveis no quesito conforto, medonhos na manobrabilidade... e são não são lá essas coisas na hora de frear.
No acidente do vídeo, é possível ver o barco se despedaçando inteiro após bater de lado na água e o cockpit voar longe, com o piloto dentro. s
Por Antonio Alonso às 16h15

Em meio à onda dos One-Design (classes de barcos idênticos entre si), o Carabelli 30 é o lançamento mais esperado deste ano. É muito provável que esses barcos se unam em 2012 aos Soto 40 e HPE 25 na Mitsubishi Sailing Cup. Por enquanto só existe um barco pronto e na água, mas existem mais barcos quase prontos. Os dois primeiros vão se enfrentar a partir do dia 17, em Ilhabela, na Copa Suzuki Jimny. O Barracuda Matrix, de Humberto Sheepo, e o Realizado, de José Luiz Apud, farão a regata inaugural da classe no Brasil. A terceira etapa Copa Suzuki Jimny, que tem também a participação de outras classes de monotipos e de tempo corrigido, acontece em dois fins de semana: 17, 18, 24 e 25 de setembro.
O C30 é desenhado para regatas de oceano sem tempo corrigido (rating). O peso do barco é de 1900 kg e pode receber o seis velejadores (timoneiro, tático, dois trimmers, proeiro e secretaria) somando 500 kg.
"O Carabelli 30 é um projeto que desenvolvi para um grupo de São Paulo antes de me incorporar ao Team Telefónica. Eles queriam criar uma classe monotipo de 30 pés com características de regata, que fosse economicamente viável sem deixar de ser inovador. É um barco com um estilo moderno, boa estabilidade, leve e com alguns ingredientes tecnológicos interessantes como a quilha de carbono, sistema propulsor retrátil e mastro de carbono", contou o projetista Horácio Carabelli, que ainda não teve o prazer de velejar na sua invenção.
O projetista do novo veleiro é uruguaio e radicado no Brasil. Horácio Carabelli integra a equipe do Team Telefónica na Volvo Ocean Race 2011/2012. A primeira velejada de um C30 (Barracuda Matrix) foi em agosto e mais outros sete barcos devem ser entregues até fevereiro 2012. O veleiro foi construído na CR Boats, em São José dos Campos (SP). A finalização da montagem foi feita no Guarujá (SP).
"Além de redução dos níveis de emissão de CO2, o barco prima pela eficiência, custo e conforto. Resumindo, é um veleiro moderno, atualizado em tecnologia e inovação, e seguro", exaltou José Nolasco, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela.
O mastro tem quase 15 metros. A retranca de 4,5 metros compõe o C30 que tem também quilha, leme e sistema de propulsão retrátil instalado. O medalhista olímpico Lars Grael será responsável pela trimagem do barco. No contra-vento, pode atingir oito nós de velocidade e no popa pode chegar a 20 nós.
A Copa Suzuki Jimny será palco das estreias de dois modelos do C30. O Barracuda Matrix, de Humberto Sheepo, e o Realizado, de José Luiz Apud, farão os primeiros matchs nas águas do litoral paulista.
"Mais uma vez o YCI está na vanguarda da vela nacional. É uma honra receber a primeira competição dos Carabelli 30 e ver em primeira mão o desempenho. Outros projetos one designde sucesso como HPE25 e o S40 foram idealizados no clube", revelou José Nolasco, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela.
Por Antonio Alonso às 08h51

Pois agora Ainslie se junta à competição mais empolgante da temporada, que é a Extreme Sailing Series. Como tudo o que acontece na Vela, a Extreme sente falta de mídia, mas estão indo bem. Se você quiser saber mais: www.extremesailingseries.com

Ainslie recentemente competiu em uma regata olímpica em Weymouth que serviu de teste para seu retorno às competições no ISAF World Champions e Finn Gold Cup, em Perth, Austrália, no final do ano. Nesse meio tempo, ele decidiu aproveitar a oportunidade de encarar o desafio do Extreme Sailing Series. Velejadores de Catamarã têm estado na tangente por muitas décadas, mas a tendência atual colocou a classe na linha de frente profissional da vela, seja na Copa América, no MIOD70 circuit ou no Extreme Sailing Series – que inovou com um circuito que visita três continentes. Ainslie diz: “Estou muito empolgado com o Extreme. Eu acompanhei alguns eventos e vi que os velejadores vão muito perto, proporcionando um grande espetáculo. Será minha primeira experiência no circuito e estou animado com a possibilidade”.
Mas Ainslie sentirá a pressão de iniciar em uma nova classe. “Claro que há um pouco de pressão em chegar nesta situação, mas vou dar o meu melhor para manter o bom trabalho. Vamos ter alguns dias de treino em Trapani antes de nosso primeiro evento juntos e, apesar de pouco tempo, vamos conseguir apanhar bons resultados”.
Ben Ainslie substituirá o capitão franês Sidney Gavignet. A equipe do Oman Air está na 8ª colocação na classificação geral do Extreme Sailing Series 2011 e Ainslie correrá com o arqueiro Nasser Al MAshari, o tático Kinley Fowler e David (Freddie) Carr.
Bicampeão olímpico e capitão da Red Bull Extreme Sailing, Roman Hagara comentou: “Gostaria de dar as boas vindas ao Ben Ainslie. Nós temos um ótimo retrospecto olímpico e sabemos como competir sob pressão. Aqui é o melhor lugar para ele mostrar suas habilidades com grandes catamarãs; Certamente teremos ótimas corridas um contra o outro nos eventos seguintes.
Paul-Campbell James, vencedor de 2010 com The Wave, Muscat, e agora capitão da Luna Rossa está ansioso para a próxima etapa em Trapani, onde os italianos podem esperar bons momentos em casa. “É ótimos termos Ben na frota. Nunca corri com ele antes e estou fascinado para ver como ele irá se sair”.
A sétima etapa do Extreme Sailing Series acontece em Trapani, na ilha da Sicília, com início em 14 de setembro com as corridas no estádios acontecendo entre 16 e 18 do mesmo mês.
Por Antonio Alonso às 16h27
Fotos por Matias Capizzano daquele que foi provavelmente o melhor campeonato de Vela de Oceano que visto por aqui nos últimos tempos. Incluí também a imagem inesquecível do tripulante "Pistola" do Negra, que quase caiu na água e ficou com a bunda de fora. Imagem que só o fotógrafo da revista Náutica, Fernando Valgode, clicou.







Por Antonio Alonso às 11h32
A Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro acaba de lançar um novo roteiro náutico, o Cruzeiro Costa dos Tamoios começa em um mês, no dia 8 de outubro, em Ubatuba. Os velejadores partirão em flotilha até o farol de Paraty, onde devem chegar no dia 15.
Programação:
8/10: Reunião da flotilha em Ubatuba no Ubatuba Iate Clube as 19hs com coquetel e apresentação da rota/ancoragens
9/10: Caçandoca/Fortaleza (30 milhas) pernoite
10/10: Anchieta (5 milhas) Visita ao parque , antigo presídio, churrasco - Pernoite
11/10: Almada (15 milhas), Ubatumirim, Prumirim - cachoeiras e passeio ate aldeia indígena Pernoite
12/10: Picinguaba e Couves (8 milhas) passeio pela vila e mergulho - Pernoite
13/10: Cajaíba (30 milhas) passagem pela ponta Joatinga, cachoeiras - Pernoite na Cotia
14/10: Mamanguá (10 milhas) passeio por cachoeiras e almoço Saco da velha - Pernoite na Cotia
15/10: Paraty (10 milhas) Marina Farol de Paraty:
17h Palestra do Eduardo “Cocó” Faggiano sobre conservação de embarcações
20h Coquetel/jantar encerramento - Pernoite praia dos vagabundos
As inscrições (R$ 80,00 por integrante) serão abertas somente para associados da ABVC, mas os interessados não sócios podem se associar enquanto houver vagas. Elas se iniciam a partir do dia 6 de setembro pelo site da ABVC que fica em www.abvc.com.br com vagas limitadas a 25 embarcações. Quem quiser conhecer um pouco mais a ABVC poderá participar somente do jantar e da palestra finais com valores de R$ 40,00 para sócios e R$ 50,00 não sócios.
Por Antonio Alonso às 10h52

Finalmente Torben Grael foi graeliano na Soto 40 e dominou a etapa Rio de Janeiro da Mitsubishi Sailing Cup sem deixar espaço para dúvidas. O veleiro de Torben, Magia, estava em quinto lugar no Circuito Sul-Americano de Soto 40 antes da última etapa, no Rio. Velejando em casa, ele ficou em primeiro ou segundo em 5 das oito regatas disputadas e conseguiu derrotar o veleiro Uruguaio, campeão antecipado do Circuito, que teve a faixa carimbada e ficou em segundo na etapa do Rio.
Na outra classe da Mitsubishi Sailing Cup, a HPE 25, o Match Point, de Hugo del Priore, levou o título do circuito com um ponto de vantagem sobre o segundo colocado, Ginga. Em terceiro ficou o Atrevido, de Fabio Bocciarelli. Na etapa, as posições no pódio se repetiram, também com um ponto de diferença.
Esta foi a primeira competição de monotipos de oceano "pra valer" aqui no Brasil. No ano passado, a experiência começou com menos barcos, este ano a flotilha começou com 15 e terminou com 12 Soto 40. No ano que vem, deve entrar no circuito uma classe de 30 pés, a Carabelli 30. A proposta de Eduardo Souza Ramos, idealizador do circuito, é estimular a participação dos brasileiros também nas regatas fora do país, no Chile e Uruguai.
Por Antonio Alonso às 18h25
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.