
A equipe uruguaia Negra venceu neste sábado a Mitsubishi Sailing Cup, o circuito sul-americano de Soto 40. Os uruguaios, que venceram as duas etapas anteriores do circuito, precisaram apenas de um segundo lugar na primeira regata do dia para comemorar por antecipação. A Mitsubishi Sailing Cup 2011 termina neste domingo, com mais duas regatas na baía de Guanabara.
O Mitsubishi Gol, veleiro de Torben Grael, por enquanto lidera a etapa do Rio com 23 pontos perdidos, apenas dois a mais que o campeão do circuito, o Negra.
Por Antonio Alonso às 18h37

O fotógrafo Fernando Valgode flagrou a cena mais inusitada do dia de ontem na Mistubishi Sailing Cup. Enquanto o Negra liderava a última regata, depois de uma excelente manobra tática de Lars Grael, um navio passou bem à frente do veleiro, provocando uma marola gigantesca. O tripulante "Pistola" caiu do barco, teve de ser resgatado pelos companheiros e só voltou ao barco graças à resistência de suas calças.
Por Antonio Alonso às 13h13
O Brasil ainda tem vários "inéditos" a conquistar. O primeiro ouro da história dos mundiais de remo veio pelas mãos de uma mulher. Acima, o vídeo completo da prova que vai ficar na história do esporte brasileiro.
Por Antonio Alonso às 11h36
Este segundo dia da Mitsubishi Sailing Cup no Rio de Janeiro foi marcado por duas regatas impressionantes. Na primeira, o barco chileno Pisco Sour conseguiu vencer e empurrou a quase infalível equipe do Negra para o fim da flotilha. Como resultado, os chilenos conseguiriam tirar oito dos 21 pontos que os uruguaios tinham no campeonato. Mas foi a segunda regata que marcou o dia. Lars Grael, como tático do Negra, escolheu um lado completamente maluco da raia, sozinho. Ele se distanciou muito dos demais veleiros, velejando ao lado de Niterói enquanto o resto da flotilha estava no meio da baía de Guanabara. Quando os barcos se aproximaram da bóia, o Negra cruzou na frente de toda a flotilha, com uma vantagem de quase um minuto sobre o segundo colocado.
"Nós largamos mal na verdade, e alguns barcos me atrapalharam, por isso eu não tive outra opção a não ser começar na esquerda. E o começo foi ruim mesmo, mas encontramos uma corrente vazando enquanto a maré estava enchendo", confessou Lars Grael. Como resultado, toda a flotilha tinha que velejar contra a correnteza enquanto o Negra velejava impulsionado por ela. "Quando eu percebi que o vento diminuiu para a flotilha e que tinha um vento na minha frente que me levaria direto para a bóia, eu pude finalmente suspirar alviado. Assim como a tripulação que me contratou!".
Resultados, fotos e vídeo no site oficial: www.mitsubishisailingcup.com.br
Por Antonio Alonso às 19h12

Uma colisão entre o argentino Patagonia e o brasileiro Pajero acabou tendo papel decisivo neste primeiro dia da Mitsubishi Sailing Cup. Como aconteceu na etapa passada, o Patagonia acabou sem o gurupés, mas dessa vez o alvo da colisão foi o Pajero, e os argentinos foram culpados, não vítimas. O prejuízo maior ficou com o Pajero. O gurupés, que é praticamente uma lança na proa do barco, atingiu o Pajero bem na junção entre o casco e o convés. Como resultado, o convés descolou e o barco está sendo reparado neste momento. Os dois barcos precisaram abandonar a regata. O Patagonia foi desclassificado e soma 13 pontos, já o Pajero ganhou uma reparação que o colocou ao lado do líder da etapa, Crioula, com 4 pontos perdidos em duas regatas. A pontuação do Pajero nesta regata que ele foi obrigado a abandonar vai mudar até o final da etapa, o barco de Eduardo Souza Ramos vai ter nesta regata uma pontuação equivalente à média de pontos perdidos em todas as outras regatas da etapa.
O circuito continua amanhã, com ventos um pouco mais fortes, de sudeste, e com a volta dos avariados Pajero e Patagonia. O uruguaio Negra lidera o circuito e seu maior concorrente, o chileno Pisco Sour, já mostrou que vai mesmo usar de todas as armas, incluindo a marcação pesada, para tentar roubar um título que já é quase uma barbada para o Negra.







Por Antonio Alonso às 18h25
Foto: Matias Capizzano
Começa nesta quinta, no Rio de Janeiro, a última e decisiva etapa do Circuito Sul-Americano de Soto 40. A Mitsubishi Sailing Cup é disputada em duas classes de barcos, os Soto 40 e seus irmãos menores, os HPE25. Esse circuito começou a ser ensaiado em 2009, mas foi no ano passado que a ideia saiu do papel. Este foi o grande ano da Soto 40 até agora. Com a participacão de seis barcos chilenos, a competição ganhou em nível e em competitividade. Na água, os uruguaios da equipe Negra deram um banho em todos os demais times até agora e já estão muito perto do título. Para essa etapa do Rio, eles contrataram Lars Grael como tático, buscando tirar proveito que o local Lars tem do complexo regime de correntes e ventos da baía de Guanabara.
A primeira largada deve acontecer ao meio-dia e o evento terá cobertura em tempo real pelo Twitter @mitsailingcup.
Por Antonio Alonso às 23h42
Tudo indica que 2012 será o ano do Carbelli 30. Esses barcos deveriam ter estreado nas raias em duas edições da Mitsubishi Sailing Cup já nesta temporada, mas – coisa comum em barcos – a produção atrasou e por enquanto só existe um barco na água, esse aí do filme acima. Ele foi testado neste fim de semana em Ilhabela e deve em breve estar nas páginas da revista Náutica. Os relatos de quem já velejou no barco até agora são bastante positivos. Eu estou esperando minha vez para conferir de perto também.
Por Antonio Alonso às 15h56
Chegou nesta quarta-feira ao Rio o veleiro Gold Coast Australia, vencedor da segunta etapa da Clipper Race, após 21 dias velejando entre a ilha da Madeira até o Brasil. Entre os tripulantes do barco vencedor, que pagam para disputar a regata, está a brasileira Annelise Nelson, carioca que hoje vive em Londres.
A grande sacada da Clipper Race é vender a "pessoas comuns" a aventura de uma regata de volta ao mundo. Seu criador, Sir Knox-Johnston, o primeiro homem da completar uma volta no planeta sozinho, em 1968 (quando o homem se preparava para chegar a lua), diz que a ideia dessa regata veio depois que ele descobriu que mais pessoas tinham escalado o Everest do que completado uma volta ao mundo a vela. Um trecho do release oficial: A tripulação do Gold Coast Australia levou a melhor na acirrada disputa tática travada entre as dez equipes a bordo barcos de 68 pés. O momento chave para a vitória foi a decisão de seguir uma rota alternativa, passando por entre as ilhas de Cabo Verde, perto da costa da África. O barco australiano tirou proveito do efeito funil das ilhas, ganhando impulso para atravessar o arquipélago e despontar na liderança.
Terceiro colocado no portão de pontuação, atrás do Singapore e do Welcome to Yorkshire, o Gold Coast Australia se envolveu em uma batalha particular com os britânicos e asiáticos nas últimas 3 mil milhas do percurso, assumindo a frente depois que o Singapore enfrentou problemas no leme. A equipe australiana capitalizou e abriu vantagem na liderança, sendo a primeira a cruzar o Equador rumo ao Hemisfério Sul. O Gold Coast Australia foi ainda o barco que percorreu em menos tempo a distância entre 5 e 10 graus Sul, ganhando um ponto de bonificação pelo chamado "Ocean Sprint".
Para Annelise Nelson, tripulante brasileira do Gold Coast Australia, a vitória teve um sabor ainda mais especial: nascida no Rio de Janeiro, a consultora de negócios de 28 anos, que hoje vive e trabalha em Londres, ainda chama a cidade de "casa". Com cartões postais como o Pão de Açúcar e o Corcovado como plano de fundo, Annelise comemorou o bom resultado. "É uma emoção muito grande chegar ao Rio e completar a etapa em primeiro lugar. Foi a primeira vez que venho à cidade por mar e foi uma sensação maravilhosa assumir o timão para cruzar a linha de chegada", disse a carioca. "Na chegada, vim apontando os cartões postais para os outros membros da tripulação, que ficaram maravilhados com a beleza da cidade".
O comandante do barco, Richard Hewson, elogiou o desempenho da tripulação, que receberá seu Segundo troféu na cerimônia de premiação em uma cerimônia no próximo dia 6. "Estou muito orgulhoso, minha tripulação fez um grande trabalho. Eles foram fantásticos e cumpriram todas as táticas que planejamos", disse Hewson. "Houve partes do percurso em que ficamos no meio da flotilha, mas entramos nos Doldrums na hora certa e passamos apenas quatro horas sem vento. A chegada aqui nesta manhã foi fenomenal, conseguimos aproveitar um pouco a paisagem quando o vento morreu perto da costa e foi fantástico. Não consigo descrever em palavras, mal posso esperar para explorar o Rio".
O resultado consolida a primeira colocação geral do Gold Coast Australia, que soma duas vitórias nas duas primeiras regatas e dois pontos de bonificação: um pelo portão de pontuação e outro pelo Ocean Sprint. A Clipper Race contará com um total de 15 pernas oceânicas, com sistema de pontuação semelhante ao da Fórmula 1.
Os barcos Welcome to Yorkshire e Singapore devem cruzar a linha de chegada ainda na tarde desta quarta-feira, e as outras sete tripulações são aguardadas na Marina da Glória até sexta-feira. Os tripulantes então se dedicarão à preparação dos barcos para a próxima regata, que levará os barcos através do Atlântico Sul até a África do Sul, além de aproveitar o tempo livre para explorar a Cidade Maravilhosa.
A terceira etapa da regata, do Rio de Janeiro à Cidade do Cabo, tem início no próximo dia 10, às 14h (horário local).
Por Antonio Alonso às 15h45
Acima, o TP52 Bribon, líder da Audi Med Cup na Europa
Amanhã começa a etapa decisiva da Mitsubishi Sailing Cup 2011, um evento novo e que deu bastante certo... até agora. Sobre esse assunto, acabo de encontrar uma entrevista bastante interessante no blog Valência Sailing, que merece ser compartilhada aqui. O entrevistado é Rob Weiland, presidente da classe TP52, provavelmente a mais tradicional classe de monotipos de oceano dos dias de hoje.
Com apenas oito barcos na última etapa da Audi Med Cup, em Cartagena, na Espanha, Rob teve de responder ao Valência Sailing se esse jazo seria um sinal de que a classe estaria ultrapassada. E algumas respostas são surpreendentes. Em primeiro lugar, ele reconhece que donos de veleiros de competição desse nível têm um fetiche por trocar de barco, e é muito difícil que um proprietário queira ficar mais de 4 ou 5 anos com o mesmo veleiro. Essa é uma história que já foi vista com diferentes protagonistas: Swan 45, Farr40, GP42... São classes que desapareceram ou quase isso.
Também é interessante notar como "nosso" circuto de monotipos de oceano hoje tem algumas vantagens sobre o "deles". É verdade que a Audi Med Cup tem mais dinheiro, mais etapas, mais mídia e, principalmente, mais experiência que a nossa Mitsubishi Sailing Cup. Mas o circuito sul-americano hoje tem mais barcos que o europeu. Eu reconheço que a comparação não é muito justa, porque afinal nosso "Fórmula 1", o Soto 40, é apenas o barco de "segunda divisão" na Med Cup. Ainda assim, é significativo que um circuito por aqui consiga reunir, em alto nível, mais barcos do que o circuito europeu.
Enfim, Rob acredita no crescimento da TP52 nos próximos eventos. Eu ainda quero ver o circuito sul-americano do ano que vem para saber mais sobre o futuro dessa competição por aqui. Pessoalmente, torço muito pela entrada do Carabelli 30 como terceira classe e acho que isso v i dar ânimo extra à Sailing Cup. Torço também, sobretudo, para um esforço de mídia mais eficiente. Sei que eles conseguem.
Para ler a notícia completa (em inglês) e tirar suas próprias conclusões acerca do futuro dos monotipos de oceano, clique aqui.
Por Antonio Alonso às 15h04

O Blog Maracatu, do casal Hélio e Mara, divulgou ontem essa foto da TV Bahia, com o veleiro Salmo 33 encalhado nas pedras em Salvador, entre o Cristo e o Farol da Barra. O barco teria se desprendido da poita e ficado a deriva até ter esse triste encontro com as pedras. Força ao casal de cruzeiristas Nelson e Sônia, proprietários do barco.
O mesmo blog, que pode ser lido no endereço maracatublog.wordpress.com, divulgou ontem também a notícia da morte do cruzeirista Arizon, do veleiro de mesmo nome, em Itajaí. Ele estava terminando uma reforma em seu barco, quase pronto para partir em novo cruzeiro, quando caiu no convés de um barco docado ao lado do seu.
Por Antonio Alonso às 07h47
O Telefónica, um dos favoritos nesta edição da Regata Volta ao Mundo chegou nesta terça a Vigo, na Espanha. Depois de passar três meses treinando nas ilhas Canárias, os espanhóis mudam de base. Destaque nesse time para o único velejador brasileiro correndo esta edição: Joca Signorini, que já vai para a terceira volta ao mundo será timoneiro e chefe de turno. Em 2005-2006 ele foi terceiro, com o Brasil 1 e na última edição foi campeão, a bordo do Ericsson 4.
Por Antonio Alonso às 14h11
No dia 10 de setembro começa na Inglaterra o segundo ato da America's Cup World Series, que é um evento de "aquecimento" da verdadeira America's Cup. Pela primeira vez na história, uma edição normal da Copa será disputada em catamarãs (as outras duas vezes em que isso aconteceu foram edições litigiosas). O que isso muda? Bastante. O espetáculo ganha em velocidade e imagens de barcos decolando em ondas que tomam o lugar das manobras mais táticas dos monocascos, muito apreciadas pelos apaixonados pelo esporte, mas que os leigos mal entendiam. A nova America's Cup é um espetáculo para os não-iniciados. Eles estão cheios de ideias novas e o primeiro evento nesse formato, mês passado em Cascais, despertou mais elogios que críticas.
O vídeo acima mostra uma capotagem de Russell Coutts num treino, em julho. Coutts é a maior lenda da America's Cup, vencedor de quatro edições com 3 equipes diferentes e já é um dos melhores timoneiros do novo circuito, mas até ele corre o risco de dar uma vacilada como essa. Aguardem, porque mais dessas virão por aí. Com certeza!
Por Antonio Alonso às 08h16

Uma foto de Fernando de Noronha ilustra nossa "costa paradisíaca"
A revista americana Sail-World, uma das mais importantes do mundo, publicou uma matéria tratando o Brasil como a mais nova nação de fanáticos por barcos. Exageros à parte (você e eu sabemos como são esses jornalistas), o texto é bem otimista com relação ao Brasil, destaca o crescimento da classe média e a produção nacional de lanchas.
Esse texto é apenas um grão de areia perto do interesse que o mercado náutico brasileiro despertou no exterior, principalmente após a crise de 2009. Como o Brasil passou muito bem pela crise, várias fábricas grandes de barcos no exterior voltaram suas atenções para cá. Basta ir a qualquer Boat Show e comparar com o que se via dois anos atrás.
Clique aqui para ler a matéria na Sail World (em inglês).
Por Antonio Alonso às 00h03
É incrível como é fácil encontrar vídeos de acidentes parecidos com esse na internet. Provavelmente deve ser alguma falha do cara que faz o manual desses guindastes.
Por Antonio Alonso às 14h09
Vídeo gravado em Quebec, no Canadá. É o jeito mais burro que eu já vi alguém usar para guardar um jet no carro. Repare que o piloto do jet chega a ficar preso dentro da van cheia de água enquanto a moça que grava o vídeo cai na risada. É criatividade e falta de noção pra impressionar qualquer um.
Por Antonio Alonso às 14h06

O Patagonia, segundo S40 construído no mundo, virou barco de divulgação da classe na Europa (Foto: Nico Martinez)
O mundo da Vela às vezes é cruel no que se refere a patrocínios. Uma classe de barcos grandes, como os Soto 40, custa alguns milhões para nascer e depois ainda tem que brigar bastante para não minguar. A Europa viu uma morte dessas no ano passado, quando os GP42 foram trocados pelos Soto 40 na Audi Med Cup. Os S40 estão em alta hoje, e a classe está lutando para que continue assim. Já existem dois circuitos profissionais no mundo, um no Brasil e outro na Europa, e no ano que vem deve começar outro na Ásia.
Mas a classe sabe que ainda não é hora de comemorar. Na Europa, uma das estratégias para divulgar a S40 foi alugar barcos. Dos cinco veleiros que correm a Audi Med Cup, apenas dois não trocaram de nome. O XXII, por exemplo, teve um nome e uma tripulação em cada etapa. Isso permitiu, por exemplo, que a primeira equipe australiana da classe, ainda sem barco, corresse a etapa de Cartagena, a bordo do Patagonia.
Boa idéia para divulgar os barcos entre novos competidores. Mas continuar com essa troca no ano que vem pode ser um pouco demais.
Por Antonio Alonso às 09h39

Enquanto o Circuito Sul-Americano de Soto 40 se prepara para sua última etapa, no Rio, a partir desta quinta, na Europa o Soto 40 britânico Ngoni vence com folga a quarta etapa da Audi Med Cup, em Cartagena (Espanha). Os Soto 40 são barcos construídos na Argentina e nasceram de uma ideia sul-americana de se fazer uma classe de barcos idênticos, modernos e esportivos. Deu tão certo que o circuito foi exportado para a Europa e, a partir do ano que vem, para a Ásia. Por enquanto, a competição na Europa ainda é meio sem graça. Neste primeiro ano de Soto 40 na Audi Med Cup existem cinco barcos participando. Desses cinco, três estavam na disputa de verdade e dois eram coadjuvantes que se revezaram na última posição da tabela. Mas o futuro parece promissor. O próprio Ngoni foi uma espécie de coadjuvante na etapa anterior. O barco que terminou em penúltimo foi tripulado por australianos, que fazem sua estreia na classe e devem ajudar a espalhar a Soto 40 pelos cantos do mundo.
Merece menção o trabalho online da Audi Med Cup, com transmissão ao vivo das regatas pela internet e com acompanhamento por GPS, que dá informações precisas sobre liderança, velocidade e separação entre os barcos. Já na Mitsubishi Sailing Cup, que tem sua última etapa no Rio, a partir desta quinta, dia 1º, você pode acompanhar informações da raia também ao vivo, mas apenas pelo twitter: @mitsailingcup.
Por Antonio Alonso às 10h56
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.