
A Audi Med Cup é o circuito de monotipos de oceano "hype" na Europa. As regatas são disputadas nos modernos TP52 (foto acima) e também nos Soto 40, o mesmo desenho que corre aqui na Mitsubishi Sailing Cup. Hoje foi um dia de azar para a equipe Azzurra, que liderou a regata costeira inteira, mas acabou com a adriça* estourada a um minuto da chegada e entregou a vitória de graça para o Quantum Racing, em Cartagena, na Espanha. Faltando duas regatas para o final da etapa, o espanhol Bribon lidera com boa vantagem, seguido por Azzurra e depois Quantum Racing.
Entre os Soto 40, o britânico Ngoni lidera com 5 pontos de vantagem sobre os espanhóis Iberdrola e NH Resorts, ambos com 16 pontos. O Ngoni só precisa terminar a regata de amanhã para confirmar o título.
*Explicação rápida: Adriça é o cabo responsável por baixar e subir as velas. Quando o barco está com as velas em cima, uma adriça está sustentando cada uma delas, se a adriça se rompe, a vela vem a baixo.
Por Antonio Alonso às 15h30

O veleiro brasileiro Bruschetta, comandado por Mauricio Santacruz, o Santinha, terminou o Campeonato Norte-Americano de J/24 na terceira colocação. Santinha é um dos maiores nomes da classe de todos os tempos e tem três títulos mundiais no currículo. Nos Estados Unidos, ele começou liderando a competição, mas no final ficou com o bronze, com 36 pontos perdidos, cinco atrás do vice John Mollicone e seis atrás do campeão, Travis Odenbach.
Santinha volta ao Brasil e, a partir de quinta-feira, dia 1º, será o tático do Soto 40 gaúcho Crioula na última etapa do Circuito Sul-Americano de Soto 40, no Rio. A raia da baía de Guanabara, onde serão disputadas as regatas da Olimpíada de 2016, é tão complexa que várias equipes trocaram seus táticos nativos por cariocas. A equipe uruguaia Negra chamou Lars Grael para ocupar o lugar que antes era do italiano Francesco Bruni.
Por Antonio Alonso às 13h21

Na vela de oceano, existem veleiros e velejadores que precisam encarar qualquer condição de vento. Nas voltas ao mundo, por exemplo, você não pode escolher muito o tipo de vento que vai pegar. No entanto, numa regata com muito vento, como na foto acima, os competidores têm várias opções. Uma delas, é desistir e preservar o material e a segurança dos tripulantes. Outra é arriscar subir um balão enorme... aí complica
Por Antonio Alonso às 10h26

Casca grossa: Sir Knox-Johnston, primeiro homem a dar a volta ao mundo sozinho em um veleiro
Existem vários tipos de velejador "casca-grossa". Tem gente que é simplesmente louca, topa qualquer parada, e um dia acaba mal… tem gente que parece casca-grossa, mas na verdade é um planejador competente e faz tudo na maior segurança… e tem gente que mistura um pouco das duas coisas e é casca-grossa de verdade. Em 1968, Sir Robin Knox-Johnston zarpou para sua volta ao mundo em solitário nesse barco aí da foto, que já o coloca na primeira categoria (louco). Sete meses depois, ele terminou a viagem vivo, o que provavelmente dá algum crédito para ele entrar na terceira categoria (planejador).
Mas além de louco, esse britânico é um visionário e um empreendedor. Ele é o atual CEO da Velux Ocean Race, regata de volta ao mundo em solitário para profissionais. Na penúltima edição, ele viu o baixo número de inscrições e resolveu chamar a atenção da mídia indo ele mesmo, aos 67 anos, competir na regata. Deu certo para a mídia, mas sua primeira declaração ao chegar foi: "Por favor, alguém me dê um tiro se eu disser que quero fazer isso de novo".
Bom, Sir Knox-Johnston percebeu que muito mais gente subiu o Everest do que completou uma volta ao mundo. Ele decidiu então dar uma chance a todos esses amadores, e fazer disso uma empresa lucrativa. Ele criou então a Clipper Race. A ideia é simples: você compra sua passagem em um barco numa regata volta ao mundo. Ok, os barcos não são os mais modernos e o nível da regata não é dos mais empolgantes. Mas pelo menos você têm um mínimo de conforto (coisa que não existe nas regatas pro) e um máximo de adrenalina (ou você acha que o mar faz diferença entre prós e amadores?).
Os primeiros barcos da Clipper vão chegar à Marina da Glória no dia 2 de setembro. Na tripulação de um deles, o New York, vai estar o carioca Favio Peixoto, de 39 anos, que veleja em Manhattan e comprou um trecho de "meia volta ao mundo", da Inglaterra até a Austrália. "O desafio único que a Clipper Race oferece foi o que me fez participar da regata. É o mais próximo que eu vou chegar de ser um velejador profissional e me fascinam o senso de aventura, a realização e a experiência que vou ganhar", diz Fabio.
Interessou? www.clipperroundtheworld.com

A Clipper Race é disputada em veleiros de 68 pés, construídos na China
Por Antonio Alonso às 15h19
Desculpem a narração em espanhol. Sei que parece propaganda do Chaves, mas o produto ainda não existe no Brasil...
A Yamaha vai lançar no São Paulo Boat Show seu novo motor de popa F300B V6. Para quem está acostumado com os motores de popa de três ou quatro anos atrás, pensar em um V6 de 300hp na popa é violento. Especialmente como no caso da lancha do vídeo, que está com três deles. Uma das vantagens desse motor é que ele pesa "apenas" 240 kg e é o mais novo da categoria. Até onde eu sei, o único que já testou o F300B aqui no Brasil foi Marcio Dottori, da revista Náutica. Ele escreveu: "ao contrário de outros motores de popa quatro tempos pesados e não muito rápidos, o F300B é leve, veloz e econômico". Pilotando uma lancha de 30 pés (Contender 30), equipada com dois desses motores, ele atingiu a impressionante velocidade máxima de 50,2 nós (93 km/h na água, isso é muito) e a melhor autonomia, em velocidade de "cruzeiro" foi com quase 30 nós!
O São Paulo Boat Show acontece no Transamerica Expo Center, na zona sul da capital paulista, de 13 a 18 de outubro. Para ler a matéria completa por Marcio Dottori, clique aqui.
Por Antonio Alonso às 15h48
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Meteorologistas do CPTEC alertam para mar agitado nesta quinta ao longo de praticamente toda a costa leste do Brasil. Entre o Rio Grande do Sul e Espírito Santo, as ondas podem chegar ao litoral com alturas entre 2 e 2,5 metros. No Nordeste, há risco de ressaca, com ondas com mais de 2,5 metros, principalmente na costa de Sergipe, Alagoas e Pernambuco.
Alguém tem uma prancha aí?
Por Antonio Alonso às 10h30

A foto mostra o Camper chegando à Inglaterra, para começar os últimos treinamentos antes da largada da Regata Volta ao Mundo. O time do barco vermelho está sem treinar desde julho, quando eles colocaram seu veleiro Volvo 70 em um navio rumo à Europa. Com a chegada do Camper, todos os seis barcos que vão correr a regata nesta edição já estão na Europa. O comandante do barco, Chris Nicholson, agora reúne a turma para retornar aos treinamentos em uma viagem saindo de Londres até Alicante, na Espanha, onde acontece a largada da Regata Volta ao Mundo, no dia 29 de outubro. O caminho vai fazer uma grande volta até as ilhas Canárias, que é a Meca de treinamento desses times na Europa.
Explicações rápidas: 1º O nome da equipe na verdade é "Camper with Emirates Team New Zealand", desculpem, mas não dá. 2º O nome oficial da Regata Volta ao Mundo é Volvo Ocean Race. Eu eventualmente vou usar o nome oficial neste caso. 3º Faltam dois meses para a largada e a organização ainda faz suspense com a possível entrada de um sétimo barco. Eu duvido, mas existe a chance, se algum doido quiser comprar um barco usado na edição passada e encontrar tripulantes mais doidos ainda.
Por Antonio Alonso às 10h04

Esta foi a primeira foto do Idec capotado que eu encontrei, créditos ao fotógrafo Jim Miller e ao blogueiro argentino Juanpa Cadario. O Idec, trimarã de 30 metros, capotou no oceano sete horas após deixar Nova York na tentativa de bater o recorde de travessia em solitário do Atlântico Norte. O único homem a bordo, o Francis Joyon, saiu sem ferimentos (veja notícia abaixo).
No convés do rebocador eu vejo pelo menos parte das velas e a retranca do barco. As primeiras notícias davam conta de que o mastro teria quebrado na capotagem, o que se confirma pela retranca a bordo do rebocador. A equipe do francês ainda não divulgou nenhuma avaliação oficial dos danos.
Por Antonio Alonso às 01h45
Enquanto eu espero novidades e fotos do Idec, que capotou no Atlântico e está sendo resgatado, encontrei mais um vídeo antigo, mas divertido, para compartilhar aqui. Ele foi um comercial produzido pela empresa de navegação sueca Silva. A história mostra o poderoso USS Montana solicitando que uma pequena embarcação mude seu curso para evitar uma colisão "em algum lugar na costa da Irlanda". Surpreendentemente, os irlandeses se mostram corajosos e irredutíveis: "não vou mudar nada, senhor, você precisa mudar seu curso". Assista para saber como os irlandeses convenceram o temido USS Montana a mudar o curso.
Já que toquei no assunto, no mar existem regras para direito de passagem. Elas podem mudar dependendo do tipo de embarcação, mas basicamente quem vem da direita tem preferência. Isso é fácil de lembrar, especialmente à noite. Assim como os aviões, os barcos carregam luzes vermelhas do lado esquerdo e verdes do lado direito. Se você está pilotando à noite e vê uma luz vermelha, desvie. Se a luz é verde, prossiga. Mas, como você viu no vídeo, há exceções!
Por Antonio Alonso às 11h10
Há dois dias eu postei aqui a história de um turista bêbado que jogou a âncora de 18 toneladas de um navio ao mar e agora pode pegar até 20 anos de prisão. Para aproveitar o tema, aqui vai um vídeo de um pessoal que não precisou nem beber para fazer uma lambança que, por sorte, não terminou pior. Reparem que um dos tripulantes do rebocador cai no mar após o choque da âncora.
Por Antonio Alonso às 10h33
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Para nós, que estamos de longe, parece que os furacões atingem os Estados Unidos todos os anos, mas não é bem assim. O último a chegar à costa norte-americana foi o Ike, em 2008. Este ano, os donos de barcos em marinas na Flórida e no sudeste do país estão preocupados com o comportamento do Irene nos próximos dias. Atualmente ele está ao norte de Cuba e pode chegar à Flórida ainda com força de furacão.
Por Antonio Alonso às 09h27

Lars Grael será o tático do veleiro uruguaio Negra na última etapa do Circuito Sul-Americano de S40, no Rio de Janeiro. Lars terá o desafio de ocupar o lugar do italiano Francesco Bruni, um dos táticos mais respeitados e mais bem pagos do mundo. Bruni deixou a casa bem arrumada para Lars. O Negra venceu as duas primeiras etapas e agora tem uma folgada vantagem 17 pontos sobre o segundo colocado, o chileno Pisco Sour.
Francesco Bruni fez fama ganhando regatas de America's Cup, muitas delas ao lado do irmão de Lars, Torben. Torben também estará no Rio como tático de seu próprio barco, o Mitsubishi Gol, que é timoneado por seu filho, Marco. Apesar do toque de Torben, o Mitsubishi Gol ainda não deslanchou no circuito e ocupa a quarta colocação, a 26 pontos do líder e o próprio Torben confessou que não tem expectativa de título esse ano.
Lars não foi o único tático contratado especialmente para essa última etapa. O veleiro gaúcho Crioula vai deixar seu tático no Rio Grande do Sul para colocar em seu lugar o tricampeão mundial de J/24 e – mais importante – carioca Maurício Santacruz.
Essa corrida pelos táticos locais tem explicação na complexidade da raia da baía de Guanabara. Correntes, vento fraco, influência de morros, fundo irregular… tudo isso coloca a raia do Rio como uma das mais difíceis de se decifrar. O próprio Lars ontem me confessou que "A Baía de Guanabara é tão enigmática, que nós mesmos que somos locais, não a conhecemos tanto quanto os gringos imaginam!". Quem já velejou por lá sabe que isso não é só modéstia.
Mais sobre a competição:
Site: www.mitsubishisailingcup.com.br
Twitter: @mitsailingcup
Programação:
Data: 1 a 4 de Setembro
Local: Iate Clube do Rio de Janeiro - Rua Pasteur , 333 - Urca
Largadas: a partir das 11h - na Baía de Guanabara
Por Antonio Alonso às 19h51
©Don Emmert / AFP Photo / DPPI - Idec deixando Nova York ontem, segunda-feira. Ele capotaria sete horas depois
Atualizado às 15h02: Francis Joyon, solitário comandante francês do trimarã Idec se viu em maus lençóis na noite desta segunda-feira. Sete horas depois de partir de Nova York em sua tentativa de bater o recorde da travessia do Atlântico Norte, Joyon capotou seu barco de 30 metros e ficou preso embaixo das redes que servem de passagem entre os cascos (na foto acima, é possível ver a rede onde está escrito a palavra Idec). Segundo Joyon, ele estava saindo de uma área complicada na costa dos EUA, com ventos muito variáveis, entre 10 e 30 nós quando, justamente quando ele pensou que estava se livrando do problema, uma rajada violenta capotou o barco de uma vez. Joyon, que não se feriu, ficou embaixo das redes tentando nadar para a superfície. Embora fosse noite e o barco na hora do acidente estivesse velejando a 25 nós, o que é bem rápido para um veleiro, ele conseguiu se agarrar e subir no casco virado.
Um rebocador americano já encontrou Joyon e o Idec no mar para rebocá-los de volta. Joyon tinha navegado apenas 90 milhas no momento da capotagem. As operações de resgate já começaram.
A tentativa de recorde está definitivamente cancelada para esta temporada, já que o mastro quebrado, velas e alguns equipamentos devem ser abandonados no mar. O atual recorde da travessia do Atlântico Norte em solitário pertence ao também francês Thomas Coville, do Sodebo, que percorreu as 2980 milhas (5500 km) em 5 dias, 19 horas, 30 minutos e 40 segundos.
Por Antonio Alonso às 08h37

A página do veleiro sequestrado SV/Quest (acima), que estava dando a volta ao mundo, ainda está no ar com o relato da viagem dos americanos assassinados
Ali Abdi Mohamed, 30, e Burhan Abdirahman Yusuf, 31, foram condenados a passar o resto de suas vidas dentro de uma prisão pelo envolvimento no sequestro de um veleiro que terminou com a morte de dois casais norte-americanos.
Os dois faziam parte de um grupo de piratas somalis e iemenitas que sequestraram o veleiro SV/Quest (veja a página do veleiro aqui) em 18 de fevereiro deste ano. Depois do sequestro, dois deles subiram a bordo de um navio militar dos EUA, o USS Sterett para negociar um possível resgate, quando um tiroteio começou a bordo do veleiro e todos os quatro americanos a bordo foram mortos. Ali, Burhan e outros nove piratas foram então capturados pelos militares americanos e levados para julgamento em Norfolk Dois piratas morreram na ação. Os outros piratas presos, embora não estejam acusados de envolvimento no tiroteio, também podem acabar na cadeia para o resto da vida.
Esses dois casais foram as primeiras mortes de cidadãos norte-americanos na onda de pirataria que acontece na costa da Somália. No ano passado, estima-se que mais de US$ 150 milhões foram pagos em resgates de quase 1200 embarcações sequestradas. A Somália fica perto de uma rota comum de cruzeiristas que dão a volta ao mundo, vindo do Oceano índico em direção ao Mediterrâneo, pelo canal de Suez. Recentemente, a Regata Volta ao Mundo anunciou que vai usar a carona de navios para fugir da pirataria na região (leia aqui).
Por Antonio Alonso às 08h22

Esse foi o barquinho que Rick Ehlert quase afunda no Caribe. Já concorre ao prêmio de asneira náutica do ano.
Passageiros bêbados em navios de cruzeiro estão longe ser novidade, mas Rick Ehlert conseguiu escrever seu nome na história dos pinguços de bordo ao quase afundar sozinho um navio de 220 metros, após soltar, no meio do mar, uma âncora de 18 toneladas. Rick viajava no navio MS Ryndam, do México para a Flórida, quando, depois de beber algumas, percebeu que a viagem precisava de um pouco de adrenalina. Ele então entrou numa área restrita aos tripulantes, jogou uma bóia salva-vidas ao mar e depois vestiu luvas de trabalho e baixou a âncora de 18 toneladas no meio do Mar do Caribe
Em entrevista ao jornal Daily Mail, ele admitiu esta bêbado e disse que sabia operar o sistema porque ele era muito parecido ao de seu barco de 50 pés. Que bom que ele sabia o que estava fazendo, não?
Ele agora pode responder por vários crimes, inclusive tentativa de homicídio, já que a âncora poderia ter perfurado o casco do navio e até tê-lo feito afundar. Os investigadores disseram que o navio só conseguiu evitar danos sérios porque a âncora nunca atingiu o fundo do oceano.
Mesmo bêbado, Rick não foi bobo ou honesto o bastante para se identificar quando o capitão descobriu o que aconteceu e pediu informações. Para azar do lançador de âncoras Rick Ehlert, ele foi pego e identificado no sistema de câmeras de vigilância do navio. Se é que Ehlert deu alguma sorte, foi o fato de ter um barco de 50 pés, que certamente vai ajudar a pagar a multa de US$ 250 mil a que ele deve ser condenado.
Por Antonio Alonso às 14h47
Finalmente está na água o veleiro mais esperado dos últimos tempos por aqui, o Carabelli 30. A ideia do Carabelli 30 nasceu depois que um grupo de velejadores se deu conta de que a ideia do Soto 40 era mesmo muito boa: barcos idênticos, correndo lado a lado e sem a chatice dos ratings e tempos corrigidos. Usar barcos iguais tem vantagens óbvias: quem chega na frente ganha, o resultado sai na hora, a disputa no meio da regata é muito mais emocionante... mas tem uma desvantagem grande: é uma competição menos democrática, já que você só pode correr contra quem tem um barco igual ao seu.
Pois esse grupo de velejadores gostou da idéia do Soto 40, mas achou o barco muito caro (o preço de um S40 novo fica perto de R$ 850 mil), como também acharam o HPE 25 muito pequeno. Também não deram muita bola para o projetista do Soto 40, que acabou de lançar um Soto 30, um 33 e um 20. Chamaram o catarinense nascido no Uruguai Horácio Carabelli, projetista e velejador oceânico respeitado no mundo todo e o resultado é esse barco, que quase ninguém viu ainda, mas que todo mundo espera ver logo de perto.
Por Antonio Alonso às 13h34

Fábio Pillar e Gustavo Thiessen, dupla gaúcha que atualmente é a número 1 do Brasil, ficou em com a prata na Universíadade disputada em Shenzen, na China. Eles foram os melhores brasileiros na competição. Entre as mulheres, Martine Grael e Isabem Swan terminaram na oitava colocação.
Nas outras classes, os brasileiros terminaram entre os primeiros, mas não obtiveram medalhas. A capixaba Odile Ginaid ficou em sétimo lugar na Laser Radial. Já Alex Veeren finalizou em 19º na Laser. O fluminense Albert Carvalho ficou em oitavo na RS:X e Patrícia Castro terminou em 10º.
Por Antonio Alonso às 10h24
Apesar das chuvas que deixaram a água barrenta, os catarinenses retornaram em grande estilo às raias após a parada de inverno. Com sol forte e rajadas de até 15 nós, o Skipper 30 Katana Energia, de Fabio Filippon, levou a melhor sobre o Força 12, de Arno Juk na classe ORC. Na RGS, dividida nas categorias A, B e C e é disputadíssima também por lá e, Revanche (A), Zephyrus (B) e Cresta (C) saíram vencedores.
Por Antonio Alonso às 19h12

Ou pelo menos quando algum jornalista xarope o bastante para levar um laptop para a raia aparece... No dia anterior a essa foto, eu contei os prejuízos: dois mastros, pelo menos dois lemes, um iPad (meu), uma câmera fotográfica e uma filmadora. O bravo repórter da foto, apesar de ter literalmente lavado os DOIS laptops que levou para a água, saiu ileso. Duvido que por muito tempo.
Por Antonio Alonso às 18h58
Antonio Alonso Jr é capitão amador e cobre esporte há 15 anos, com passagens pela Folha de S.Paulo e por um UOL ainda em seus primeiros anos de vida. Jornalista e formado também em Esporte teve a excêntrica ideia de se dedicar à cobertura náutica, com enfoque para a Vela. Depois de oito anos na principal revista especializada do país, estréia agora seu blog no UOL.
A Vela é o exemplo claro de que o sucesso de um esporte não se mede em medalhas. Ou pelo menos o sucesso dos esportistas não representa o sucesso do esporte. A Vela foi o esporte que mais medalhas Olímpicas deu ao Brasil. Ainda assim, é um esporte desconhecido, com enorme dificuldade de atrair público e restrito a guetos idílicos. Apenas dois clubes, com umas poucas centenas de sócios, respondem pela maior parte do sucesso olímpico nacional. Este blog não está interessado em resolver esse problema, mas em trazer mais para perto esse esporte excêntrico, complicado talvez, mas cheio de matizes empolgantes e que coloca atletas e meio-ambiente numa simbiose singular no mundo esportivo. Wake, esqui e motonáutica também devem ser assuntos frequentes por aqui. Bem-vindo a bordo.